Archive Page 2

TAUTOLOGIA DOS PSEUDOS DEPUTADOS DO AMAZONAS: ÁTILA LINS, PAUDERNEY, ARTHUR BISNETO, SILAS CÂMARA E ALFREDO NASCIMENTO. OS 5 CONTRA OS DIREITOS TRABALHADORES

         Repete-se o conteúdo e a expressão: pseudos parlamentares do Amazonas votaram contra a democracia. Desta vez, contra os direitos dos trabalhadores. Mas todos os oito votaram a favor do golpe que afastou a presidenta Dilma Vana Rousseff eleita com mais de 54 milhões de votos para implantar a ditadura da estupidez, brutalidade e indigência.  

         Como se sabe, esta é a pior bancada federal do estado de Ajuricaba. Dai a tautologia: sempre a miserável repetição. A reacionária redundância. Não podia ser diferente. Trata-se de atavismo politicofastro: todos eles são oriundo de governantes reacionários que enterraram o atraso nas terras amazonenses. Foram sempre paus mandados desses governantes. Pela lei da inércia-antidemocrática não poderiam ser diferente. Nada escapa deles como potência democrática capaz de os fazê-los políticos. Dos chamados velhos como os chamados novos. Todos se igualam como impotência política.

      Na votação de ontem, que depredou a lei trabalhista, cinco dessas personagens antidemocráticos votaram a favor do projeto fascista. Átila Lins, Pauderney, Silas Câmara, Alfredo Nascimento e Arthur Bisneto. Corpus folclóricos deles. Os dois primeiros sempre votam irmanados: contra os direitos democráticos. Silas Câmara, da Assembleia de Deus, vota com seu deus contra os trabalhadores, apesar de Cristo representar potência-produtiva. Alfredo Nascimento – o entregador de tucumã para o ex-governador Amazonino Mendes, seu guru – não é amazonense, é do Rio Grande do Norte, mas tem a consciência de Agripino Maia seu conterrâneo do peito e ideológico.  Arthur Bisneto dispensa apresentação. É filho de Arthur Neto, que prometeu surrar Lula, e é o atual prefeito de Manaus pelo partido da burguesia-ignara. A ralé da política brasileira. Por esse corpus folclórico, não esperar relevância democrática deles.

     Os outros três que votaram contra, Conceição Sampaio, Hissa Abrahão e Sabino, seguem a mesma subjetividade. Votaram contra não por consciência política, mas, talvez, calculando ganhos com tais atitudes. Ano que vem é ano de eleição (ano da trieleição do comandante Lula) e eles devem já ter ligado suas lunetas. Os outros antidemocratas votaram a favor,porque acreditam no seguro cabresto no cangote de seus eleitores. Mas o povo não é otário.

      E mais, pelo menos entre os oito, tem como certo seu adeus: o ex-deputado Praciano vai se candidatar. E eleição incontestes. Sem precisar fazer campanha.   

    

EM TEMPO DE GREVE NADA COMO O DOCUMENTÁRIO “ABC DA GREVE (1979)”, DO TALENTOSO E ENGAJADO CINEGRAFISTA LEON HIRSZMAN

 Resultado de imagem para cartaz do documentário o ABC da Greve, do cinegrafista leon hirszman

 Resultado de imagem para cartaz do documentário o ABC da Greve, do cinegrafista leon hirszman

  É tempo de greve e nada como ter uma aula, ou um curso, do que é greve como defesa e luta pelos direitos dos trabalhadores que em tempo de golpe encontra-se sendo desmontado pelos parasitas defensores do capital internacional, principalmente o capital norte-americano.

       O magnífico e engajado cinegrafista Leon Hirszman, nos apresenta com seu documentário o “ABC da Greve”, de 1979/90, todo o processual da greve que mudou o conceito de trabalhador e sindicalismo no Brasil. Os trabalhadores do ABC Paulista enfrentaram todas as formas de repressão impostas contra seus direitos pela força da ditadura.

      É um documentário com potência-política história que mostra com clareza o Brasil da época da ditadura civil-militar. E mais, mostra a potência da liderança do metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva. O movimento que encadeou o devir que se manifestaria anos depois, e que hoje é perseguindo, invejado e odiado pela burguesia-ignara que em sua indigência existencial tentar impedir sua candidatura no ano 2018. Porém, trata-se de um miserável delírio, já que nada pode impedir Lula eleito pela terceira vez.

      Assista o documentário que além de Lula mostra as atuações de outros sindicalistas. Asista e se prepare, também, para construir a história no dia 28.  

 

INSERÇÃO DO PARTIDO DOS TRABALHADORES APONTA 4 MOTIVOS PARA VOCÊ PARTICIPAR DA GREVE AMANHÃ, DIA 28

CÂMARA APROVA O PROJETO DE LEI QUE PÕE FIM AOS DIREITOS TRABALHISTAS

Câmara aprova o projeto que põe fim aos direitos trabalhistas

Do site Justificando.

Por votos 296 a 177, a Câmara dos Deputados aprovou o texto principal do projeto que mais retira direitos dos trabalhadores em toda história. Descrita como “reforma trabalhista”, o projeto de lei do Deputado Rogério Marinho (PSDB/RN) precariza em mais de 200 dispositivos direitos como férias, 13º, hora extra, horas semanais, acordo coletivo, acesso à justiça trabalhista, dentre tantos outros direitos. Faltam voltar os destaques (modificações) propostas pela oposição, mas a grande maioria do texto está aprovada.

Veja como votou cada Deputado:

Painel de votação. Foto: George Marques/Facebook
Painel de votação. Foto: George Marques/Facebook

Durante a manhã, os deputados fizeram breves comunicações e discursaram na tribuna expressando argumentos contra e a favor da reforma trabalhista. Já à tarde, os ânimos foram esquentando ao passo que a base do Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (PMDB/RJ), foi vencendo as obstruções e pedidos de retirada de pauta pela oposição. 

O maior projeto de retirada de direitos já discutido no Congresso teve sua discussão encerrada por volta das 20h, quando parlamentares do governo de Michel Temer venceram a votação por 226 votos a 125. Nas falas, quem defende o projeto se valia dos argumentos de tecnologia e modernidade, algo levantado para tirar direitos trabalhistas no país desde a década de 50, como apontou o Juiz do Trabalho Jorge Luiz Souto Maior.

Em entrevista ao Justificando, o magistrado lembra que esse argumento de que os tempos são modernos e precisam se ajustar às leis trabalhistas “são recorres na nossa história e o que se provou a cada instante, a cada década é que toda essa tentativa de reduzir direitos trabalhistas, flexibilizar e ‘facilitar’ a vida do empregador em certo sentido, sobretudo no sentido de dispensa dos trabalhadores, não provocou a melhora da economia nacional, inclusive para pequeno e médio empresários. Gerou uma fragilização da economia, pois isso favorece uma lógica de acumulação”.

No entanto, apesar disso, a tônica das falas em favor desse projeto foram nesse sentido, inclusive no discurso do Deputado e Ministro do Trabalho pelo PTB, Ronaldo Nogueira. Em seguida, a oposição insistiu muito na votação nominal para que ficasse evidente qual parlamentar se alinhou a esse projeto, o que depois de muito tempo foi aceito pelo Presidente da Câmara.

Um dos pontos altos do dia teve o Deputado Assis Melo (PCdoB/RS), parlamentar que foi metalúrgico durante toda vida profissional, vestido de soldador para discursar. No entanto, o Presidente Rodrigo Maia não autorizou que o deputado fizesse uso da palavra com a vestimenta, algo que não ocorre por exemplo com militares e policiais, que usualmente se valem da farda na rotina legislativa.

Deputado Assis Melo (PCdoB/RS) se veste de soldador contra reforma trabalhista na Câmara. 

Para o Advogado e colunista do Justificando, Patrick Mariano, é “simbólico que no dia em que a CLT é rasgada no Congresso, o parlamentar Assis Melo, que é metalúrgico, tenha sido proibido por Rodrigo Maia de vestir sua roupa de trabalho em plenário. Preconceito, discriminação e violência contra os trabalhadores que será respondido com a Greve Geral no dia 28″.

Ao final, o mais profundo projeto de retirada de direitos foi aprovado pela Câmara e será encaminhado para o Senado. Na tarde da sexta feira, 28, uma greve geral está marcada para todo país em protesto contra a medida.

Entenda a proposta que põe fim ao Direito do Trabalho

“Um escárnio. Não há outro modo de definir o substitutivo. Um deboche” – afirmou a Juíza do Trabalho Valdete Souto Severo. Dentre tantos atrasos e negação da Constituição, o projeto prevê o “Negociado sobre o Legislado”, considerada a mais importante da reforma trabalhista, uma vez que dispõe da possibilidade de que acordos entre empresas e trabalhadores se sobressaiam à CLT. Uma das críticas feita a essa proposta é que ela desmonta o Direito do Trabalho, fazendo do acordo entre empregador e empregado o mais importante. 

Nesse sentido, críticos apontam que o negociado sobre o legislado pressupõe que empregador e trabalhador estão em pé de igualdade, o que é uma falsa simetria, uma vez que o primeiro conta com o dinheiro e poder de decisão, enquanto o segundo conta apenas com a CLT, justamente essa que está sendo colocada como “subalterna”. Ou seja, tira-se uma das únicas garantias e forças que equilibram a balança da negociação, a fim de prevalecer apenas os mecanismos de negociação do empregador.

O projeto dificulta e até intimida o trabalhador que procure a Justiça do Trabalho, prevendo o pagamento de sucumbência processual pelo trabalhador ao empregador, inclusive em casos de procedência parcial do pedido. Além disso, como explica o Advogado Ângelo Cabral, o projeto prevê o mesmo procedimento para demissão de uma pessoa ou de um milhão de pessoas. Nega uma série de segurança jurídica e direitos para direitos coletivos dos trabalhadores, enfraquecendo todos os mecanismos de defesa sindical.

No campo individual, dentre as 200 alterações, praticamente todos os direitos são negados, diminuídos ou flexibilizados. Para Cabral, o projeto é “reflexo de um parlamento sem compromisso com a população que vota e a que pouco se importa se o país chafurdará no desemprego, subemprego e desigualdade, desde que os privilégios mantidos desde as sesmarias foram outorgadas”.

 

CRUZES, CAIXÕES, MACACÕES: OPOSIÇÃO PROTESTA CONTRA A ‘REFORMA’ TRABALHISTA

Protestos contra reforma trabalhista na Câmara

Da Redação da Rede Brasil Atual.

São Paulo – Com várias interrupções da sessão e protestos da oposição, o plenário da Câmara derrubou (270 a 64) mais um requerimento de retirada do substitutivo ao Projeto de Lei 6.787, de “reforma” da legislação trabalhista, e se prepara para votar o texto. Em seguida, a base governista conseguiu aprovar novo requerimento, para pôr fim ao debate e encaminhar a votação. Pouco depois das 19h, deputados contrários ao texto cercaram a mesa diretora com cruzes e caixões com o nome da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), irritando o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). “Não vou ser desrespeitado mais não. Tem limite. Sai de trás que a gente continua”, bradava.

Bastante alterado em relação ao texto original, o substitutivo mexe com 117 artigos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Prevê, entre outras mudanças, que acordos coletivos poderão prevalecer sobre a lei em diversas situações, dispensa a presença do sindicato em homologações de rescisão contratual e prevê outras modalidades de contratação, como o trabalho intermitente e o teletrabalho. Garante a terceirização em qualquer atividade e extingue a obrigatoriedade de contribuições sindicais. As férias poderão ser parceladas em até três vezes. 

Por volta de 15h, a leitura do substitutivo pelo relator, Rogério Marinho (PSDB-RN), foi interrompida. Deputados da oposição portavam cartazes com protestos ao projeto e imagens de uma carteira profissional rasgada. No momento em que Luiza Erundina (Psol-SP) postou um dos cartazes diante do relator, Maia replicou dizendo que dispensaria a leitura para encaminhar a votação. Após alguma discussão, o processo foi retomado, com gritos de “Fora, Temer” vindos do plenário. Outro protesto ocorreu às 17h30, quando Assis Melo (PCdoB-RS) entrou no plenário vestindo um macacão de operário – originalmente, ele é metalúrgico de Caxias do Sul –, dando início a novo bate-boca.

Marinho afirmou que a resistência às mudanças revela “conservadorismo” e que há “histéricos” contrários à proposta. “O substitutivo não está focado na supressão de direitos”, acrescentou, repetindo que a intenção é adaptar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) à “realidade”. Rouco e com tosse, ele foi substituído na leitura, durante horas, pela deputada Laura Carneiro (PMDB-RJ), e agradeceu pela “terceirização da voz”, o que segundo ele demonstra que “não há precarização nessa relação”. Depois da ironia, o relator encerrou a leitura às 16h58.

Pela liderança do PT, o deputado Wadih Damous (RJ), reafirmou que o texto original ainda chegou a ser discutido na comissão especial, mas isso não aconteceu com o substitutivo, que ele chamou de “cartapácio”, um calhamaço. “Esse projeto não foi objetivo de debate lá na comissão, na sociedade, entre as entidades, entre os interessados, entre a classe trabalhadora e entre os empresários. Esse substitutivo vai levar a classe trabalhadora ao século 19.”

Para Damous, “tudo nele é ruim”, mas se ele precisasse apontar “o item mais bárbaro” escolheria o chamado trabalho intermitente, com pagamento por período. “É a indignidade trazida para o âmbito do mundo do trabalho”, definiu.

Já Darcísio Perondi (PMDB-RS) “revelou” que o impedimento da presidenta Dilma Rousseff não ocorreu por causa das chamadas pedaladas fiscais, argumento legal para abertura do processo. “Nós votamos o impeachment para fazer as reformas”, disse na sessão, dando viva ao “novo Brasil”. E o líder da maioria, Lelo Coimbra (PMDB-ES), disse que o governo estava “restaurando” a economia, o emprego e as instituições.

“Nunca vi um relatório tão audacioso, tão prepotente e tão maior que o próprio rei”, afirmou o líder da minoria, José Guimarães (PT-CE), sugerindo que o autor do substitutivo simplesmente propusesse a revogação da CLT.

“Esse governo corrupto, patronal, não tem legitimidade para impor sacrifícios à classe trabalhadora”, afirmou o líder do Psol, Ivan Valente (SP). “A reforma parte de uma mentira, de que são as leis trabalhistas que geram desemprego. Falso. O que gera desemprego é crise econômica”, acrescentou Alessandro Molon (Rede-RJ). “Não abracem Michel Temer para afundar com eles”, disse, dirigindo-se aos governistas. André Figueiredo (PDT-CE) disse que o partido também é contrário às reformas e acrescentou, para quem votar a favor, que “saia do PDT ou será expulso”. 

registrado em:  

O VÍCIO CONTINUA (CLARO, É VÍCIO): PESQUISA MOSTRA LULA DISPARADO. O QUE TODOS SABEM

 Mais uma pesquisa foi divulgada hoje, dia 26, dois dias antes da Greve Geral, que não vai mostrar que o buraco é mais embaixo ou mais em

 cima, mas que o buraco vai explodir. Dessa vez foi o instituto Ipsos. E como não poderia ser diferente, o Ipsos re-re-reafirmou o que os outros institutos, como o Vox Populi e o Ibope – das direitas -, já haviam afirmado. Lula tem 34% da preferência do eleitor. O que lhe daria a certeza de ser trieleito presidente da República Brasileira. É mole? Então, espera. Para as direitas golpistas, o futuro só a Deus e Lula pertence.

    Para piorar o casos dos golpistas, além de Lula disparar, o golpista-mor, Temer, continua batendo recordes no gosto do povo: tem 87% de desaprovação de seu desgoverno e 10% de aprovação. Deve ser otimismo de seus amigos como a Rede Globo e alguns membros do poder judiciário e empresários que são a favor da deforma da Previdência.

    E para manter e fortalecer o vício: Lula é considerado o melhor político do Brasil. É mole? Quer mais? Não precisa esperar, Lula é o futuro.

     Memória democrática: Dia 28, já para as ruas! É Greve Geral na ideia e no corpo.

ROJETO DE ABUSO DE PODER É APROVADO POR UNANIMIDADE, E REQUIÃO TASCA OS NOVOS “JOGRAIS” DE PROCURADORES

 

Resultado de imagem para imagens do senador roberto requião

Do Viomundo.

Por Roberto Requião*

Inúmeras têm sido as críticas feitas ao substitutivo que apresentei aos projetos de lei que criminalizam o abuso de autoridade.

Críticas que, no mais das vezes, por absoluto desconhecimento da matéria, procuram dar às propostas um caráter de instrumento de combate à operação Lava Jato.

Consoante se poderá observar depois de um mais aprofundado exame da matéria — como quero aqui expor — não é esse o fulcro do projeto nem muito menos terá ele efeitos sobre a operação Lava Jato, excetuada a correção de uma ilegalidade que tem sido repetidamente praticada.

O que ocorre é que o art. 218 do Código de Processo Penal prevê que “Se, regularmente intimada, a testemunha deixar de comparecer sem motivo justificado, o juiz poderá requisitar à autoridade policial a sua apresentação ou determinar seja conduzida por oficial de justiça, que poderá solicitar o auxílio da força pública.”

Objetivamente, o texto legal confere ao juiz o poder de condução coercitiva, se e somente se “regularmente intimada, a testemunha deixar de comparecer sem motivo justificado”.

É inadmissível que, sob o manto de investigar as inequívocas e patentes ilegalidades e os crimes verificados no âmbito da Lava Jato, possa um procurador ou um juiz ele próprio violar a lei processual penal, ferindo de morte o princípio do devido processo legal.

Não se combate ilegalidade com ilegalidade.

Combate-se com o Estado processando e punindo sob o mais estrito respeito ao devido processo penal.

Violar esse preceito é atitude que, inclusive, abre espaço para que, em instâncias superiores, decrete-se a ilegalidade da prova obtida na condução coercitiva, fazendo com que o processo possa ser anulado por vício de ilegalidade, procrastinando-se, assim, seu resultado, disso podendo resultar a tão almejada prescrição criminal.

Não defendo os erros de quem os cometeu; defendo a submissão de todos à lei — inclusive a lei processual — esteio e materialização do devido processo penal, como forma de se evitar a eternização do processo.

Mas esse é apenas um único dispositivo que, objetivamente, poderá afetar a operação Lava Jato.

E afeta POSITIVAMENTE, muito ao contrário do que se está divulgando, na medida em que evita a nulidade da prova e dá higidez à persecução penal.

Pobres ignorantes que pensam o oposto.

No mais, cumpre destacar que o projeto tem 46 artigos, entre os quais, somente esse pode afetar, nos moldes acima, a lava jato.

Quero destacar outros pontos do projeto são da mais alta relevância para a busca do pleno exercício da cidadania.

Os artigos primeiro e segundo descrevem quem é agente público passível de ser condenado por crimes previstos nessa lei, e excluem da criminalização as condutas decorrentes de divergência na interpretação de lei ou na avaliação de fatos e provas, desde que razoável e fundamentada.

A lei, como se vê, não se limita a magistrados e a promotores ou procuradores, mas atinge os Senadores, Deputados e Vereadores igualmente, bem como os servidores públicos civis e militares e pessoas a eles equiparadas.

O art. 3º dá ao cidadão ofendido e a seus sucessores o direito de propor ação penal privada, afastando a exclusividade do ministério público, o que simboliza um extraordinário avanço no processo democrático.

Do art. 9º ao 45 estão descritos 37 tipos penais, dos quais quero ressaltar a relevância de alguns para o exercício da cidadania.

Os arts. 9º e 11 criminalizam a prisão ilegal. Que cidadão honesto apreciaria ser ilegalmente preso sem ter instrumentos para punir seus algozes?

No sentido oposto, a lei também considera crime o ato de juiz ou de delegado que, de forma ilegal, relaxar a prisão devida conforme a lei ou que substituir a prisão preventiva por medida cautelar diversa quando esta substituição não for cabível.

Criminaliza, ainda, a concessão de liberdade provisória, quando manifestamente incabível, bem como o deferimento de liminar ou ordem de habeas corpus, quando, da mesma forma, for manifestamente incabível.

No mesmo sentido, o art. 10 criminaliza a decretação de condução coercitiva de testemunha ou investigado claramente descabida ou sem prévia intimação de comparecimento ao juízo.

Imaginemos, também, um cidadão de bem preso sem que a autoridade policial comunique a prisão ao juiz ou à família do preso.

Tal conduta merece ser criminalizada, pois a Constituição garante do direito do preso à comunicação ao juiz e à família. Violar esse direito até hoje não tem configurado tipo penal.

Pensemos, agora, em uma autoridade que expõe às mídias televisivas o corpo vivo ou morto de um preso inocente. Quem aprovaria tal conduta? E o que dizer se essa autoridade exigir que o preso inocente produza prova contra si mesmo? É contra esse tipo de arbitrariedade que os arts. 13 e 14 se insurgem.

Vejamos, também, a situação de um padre, pastor ou psicólogo que seja obrigado, sob ameaça de prisão, a depor contra o membro de sua igreja ou seu cliente, violando segredo que conhece em razão de seu ofício? Essa é a conduta criminalizada no art. 15.

E que tal você ser preso ou interrogado por policial ou agente fazendário que não se identifica? Contra isso, propomos a criminalização de tal conduta no art. 16.

E se um preso não oferecer resistência à prisão – como ocorre com o cidadão de bem equivocadamente detido –, por que algemá-lo? Contra isso temos o art. 17.

O art. 18 criminaliza o interrogatório no período de sono do preso. Essa é uma forma de tortura que deve ser afastada de nossos muros.

E quem pode aprovar que uma autoridade impeça, sem justa causa, a entrevista pessoal e reservada do preso com seu advogado? É justa essa medida? Para tanto criamos o art. 20.

E se você tivesse uma filha que fosse presa, arbitrariamente ou não, e fosse ela posta em uma cela junto a 30 homens? Você concordaria com esse procedimento?

Pois todos vimos o que ocorreu no Pará, que estarreceu a sociedade, porém essa mesma sociedade manteve-se inerte, pois ainda não havia a lei que se pretende criar com esse substitutivo, que criminalizaria a conduta das autoridades que cometeram aqueles atos. Contra isso, agora a sociedade vai dispor do art. 21.

E seu lar; você concorda que uma autoridade qualquer invada arbitrariamente em sua casa, sem autorização judicial? Agora, o art. 22 criminaliza tal conduta.

São mais outras inúmeras práticas que estão sendo aqui criminalizadas e sobre as quais a sociedade clama para que haja uma lei nesse sentido.

Entre elas, para não ser cansativo, registro a produção de falsa prova ou a prova por meios ilícitos contra o cidadão, não apenas pela polícia, mas por agentes fiscais, de vigilância sanitária, etc., condutas que agora serão criminalizadas pelos art.s 23 a 25.

Do mesmo modo, o flagrante fraudulento, a divulgação de gravações que exponham a intimidade das pessoas, a abertura de processo contra quem é manifestamente inocente, a demora na conclusão dos processos, especialmente contra idosos, a proibição ao investigado de saber o que existe contra ele, são condutas que, entre outras, passarão ao rol de crimes de abuso de autoridade.

Os que se julgam paladinos da justiça não terão como justificar que as práticas acima narradas de forma exemplificativa devam continuar sendo verificadas em nossa sociedade sem que sejam consideradas criminosas.

O projeto não criminaliza o uso da autoridade desde que praticado dentro dos limites da lei. Criminaliza SIM e SOMENTE o ABUSO DA AUTORIDADE de quem, investido do cargo público ou do mandato, se dá o direito de usar de forma abusiva e ilegal de suas prerrogativas.

Os que se insurgem contra esse projeto só podem ser classificados como IGNORANTES ou mal intencionados, desejosos de continuar com práticas imorais, ilegais e contrárias ao interesse social.

A menina posta em cadeia com diversos presos homens não tem nada a ver com Lava Jato. Nem outros tantos cidadãos de bem tratados de forma abusiva por servidores públicos de qualquer órgão, ou por Senadores, Deputados, Vereadores ou Promotores não têm nada a ver com a Lava Jato.

As vítimas esperam do Congresso uma resposta que já é tardia, pois posterior a tantas arbitrariedades que foram praticadas desde que Cabral invadiu o domicílio dos índios e mandou ensinar que a invasão recebeu o nome de descobrimento. Os abusos de autoridade começaram no ano de 1.500, não em 2014.

Mas muitos espalham mentiras ou focam apenas no artigo que condena a condução coercitiva, para pregar que esse projeto reprime a Lava Jato.

Espero que os mesmos que tanto divulgam as mentiras de que essa Lei vem atrapalhar a Lava Jato tenham a hombridade de divulgar, também, todos os fatos aqui expostos, para que a sociedade julgue se esse projeto vai de encontro ou a favor dos mais nobres ideais de justiça, cidadania e democracia.

O pior cego é o que não quer ver.

Conheçam o projeto, pois disse o Mestre “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. E vos libertará, inclusive, da ignorância ou da má-fé dos que pregam contra ele.

PS do Viomundo: O projeto foi aprovado por unanimidade. No twitter, o senador Roberto Requião disse que espera novos “jograis” dos procuradores da Lava Jato — eles publicaram pelo menos dois vídeos contra o projeto. Também foi aprovada a proposta de PEC que acaba com o foro privilegiado. As duas matérias passaram na CCJ em regime de urgência e seguem para o plenário.

* Roberto Requião é senador da República no segundo mandato. Foi governador do Paraná por três mandados, prefeito de Curitiba e deputado estadual. É graduado em direito e jornalismo com pós graduação em urbanismo e comunicação.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

_________________________________

BLOG PÚBLICO

Propaganda Gratuita

Você que quer comprar entre outros produtos terçado, prego, enxada, faca, sandália, correia, pé de cabra ou bola de caititu vá na CASA UYRAPURU, onde os preços são um chuchu. Rua Barão de São Domingos, nº30, Centro, Tel 3658-6169

Pão Quente e Outras Guloseimas no caminho do Tancredo.
PANIFICADORA SERPAN (Rua José Romão, 139 - Tancredo Neves - Fone: 92-8159-5830)

Fique Frio! Sabor e Refrescância!
DEGUST GULA (Avenida Bispo Pedro Massa, Cidade Nova, núcleo 5, na Rua ao lado do DB CIdade Nova.Todos os dias).

O Almoço em Família.
BAR DA NAZA OU CASA DA VAL (Comendador Clementino, próximo à Japurá, de Segunda a Sábado).

Num Passo de Mágica: transforme seu sapato velho em um lindo sapato novo!
SAPATEIRO CÂNDIDO (Calçada da Comendador Clementino, próximo ao Grupo Escolar Ribeiro da Cunha).

A Confluência das Torcidas!
CHURRASQUINHO DO LUÍS TUCUNARÉ (Japurá, entre a Silva Ramos e a Comendador Clementino).

Só o Peixe Sabe se é Novo e do Rio que Saiu. Confira esta voz na...
BARRACA DO LEGUELÉ (na Feira móvel da Prefeitura)

Preocupado com o desempenho, a memória e a inteligência? Tu és? Toma o guaraná que não é lenda. O natural de Maués!
LIGA PRA MADALENA!!! (0 XX 92 3542-1482)

Decepcionado com seus desenganos? Ponha fé nos seus planos! Fale com:
PAI GEOVANO DE OXAGUIÃ (Rua Belforroxo, S/N - Jorge Teixeira IV) (3682-5727 / 9154-5877).

Quem tem fé naõ é um qualquer! Consultas::
PAI JOEL DE OGUM (9155-3632 ou paijoeldeogum@yahoo.com.br).

Belém tá no teu plano? Então liga pro Germano!
GERMANO MAGHELA - TAXISTA - ÁGUIA RADIOTAXI - (91-8151-1464 ou 0800 280 1999).

E você que gostaria de divulgar aqui seu evento, comércio, terreiro, time de futebol, procurar namorado(a), receita de comida, telefone de contato, animal encontrado, convites diversos, marocagens, contacte: afinsophiaitin@yahoo.com.br

Outras Comunalidades

   

Categorias

Blog Stats

  • 3,938,801 hits

Páginas

abril 2017
D S T Q Q S S
« mar    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30