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A CENSURA É PROJEÇÃO PARANOICA DO CENSOR POR MEDO DO OBJETO CENSURADO. O JORNALISTA PAULO MOREIRA LEITE ENTREVISTARIA A SENADORA GRAZZIOTIN NA REDE BRASIL: FOI DEMITIDO

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Em seu estudo os instintos e seus destinos, Freud nos mostra como se processa a repressão na criança e como essa repressão se manifesta no consciente em forma de sintoma neurótico e psicótico. No consciente o sintoma é o inverso do produto reprimido no inconsciente da criança por força das duas repressões: a repressão primordial e a pós-repressão.

Como nosso objetivo não é apresentar um apanhado sobre o estudo do mentor da psicanálise, vamos apenas mostrar os estágios que se processam na criança na formação repressiva. Como, no caso específico, no censor.

Primeiro estágio: o impulso-instintivo-libido. Segundo estágio: a meta da libido-busca de prazer. Terceiro estágio: o objeto da meta como prazer. Quarto estágio: fonte do instinto. A criança em sua condição narcisa busca prazer instintual. A meta, como movimento, dirige a libido para o objeto do prazer. Porém, ocorre a repressão primordial: o instinto é inibido na meta. Mas ainda se desloca para logo em seguida sofrer a pós-repressão que vai paralisar a busca de prazer. A libido é dirigida para um dos pais como fonte do prazer, e a interdição é feita por um deles.

Reprimido o desejo, é elaborado o sintoma que se manifestará como conteúdo aceitável da consciência em forma mascarada de retorno do reprimido, sem ser o reprimido original, mas sua sublimação. O reprimido não toma lugar na consciência porque existe uma constante censura realizada pelo pré-consciente, superego.

A consciência do censor funciona como um superego social, mas, em verdade, é a projeção de seu estado de defesa contra o desejo reprimido direcionado para um dos genitores. Aí o sintoma paranoico. Não permitir que o desejo passado, quando criança, venha emergir na consciência, visto que o objeto que ele censura é objeto de desejo que lhe incomoda por sua atração. Assim, todo censor vive um ambiguidade paranoica: deseja o objeto, mas ao mesmo tempo o teme. É a mais terrível forma de inveja, já que ele jamais realizará esse desejo de possuir o objeto censurado.

O jornalista Paulo Moreira Leite apresentava todas as terças-feiras, às 23 horas, na Rede Brasil, o Programa Espaço Público. Um programa de entrevistas com pessoas atuantes nas mais variadas instâncias da sociedade brasileira. Cadeira cativa para o telespectador comprometido com os corpos materiais e imateriais do país. Ontem, dia 24, o jornalista entrevistaria a senadora do PCdoB do Amazonas, Vanessa Grazziotin. Logicamente a entrevista teria como pauta principal o momento atual do Brasil sob o cutelo do golpe comandado por parlamentares indigentes, as mídias capitalizadas e entreguistas e, mais, parte do judiciário.

A entrevista não poderia deixar de analisar, também, a sordidez revelada pelos comparsas, ex-senador Sérgio Machado, e o senador e ministro do desgoverno golpista Romero Jucá. Revelação que mostrou claramente para todo o Brasil – muitos já sabiam – o motivo do golpe e porque não havia como Dilma se defender contra a sórdida conspiração. O assunto por si mesmo não faltaria como tema do debate ainda mais porque a senadora Vanessa, durante a sessão de ontem, discursou analisando o comportamento golpista de Romero Jucá. Vanessa, na ocasião, mostrou o significado do diálogo entre os dois golpistas e seus desdobramentos sobre o golpe. Jucá ainda tentou defender o indefensável se dizendo inocente. Talvez porque seu amigo, ministro Gilmar Mendes, tenha dito na tarde de ontem que não via nada comprometedor no diálogo.

Como todo golpe é perpetrado e executado por pessoas com comportamentos duvidosos moralmente em função de que todo ato de usurpação é a exteriorização da inveja e do ódio dos impedidos na meta, não se poderia deixar de esperar a censura sobre o programa e a entrevista. Não deu outra: o atual diretor da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), Laerte Rimoli, amigo de Eduardo Cunha e indicado por ele para o cargo usurpado do verdadeiro diretor-presidente Ricardo Mello da EBC, censurou a entrevista e de quebra despachou o jornalista Paulo Moreira Leite.

A EBC foi criada no governo popular de Lula, em 2008. Ricardo Melo foi nomeado por Dilma no dia 3 de maio como seu diretor-presidente com mandato de quatro anos. Tendo o cargo usurpado por Temer, ele recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF). O STF ainda não se pronunciou. A usurpação viola um ato jurídico.

Laerte Rimoli quando foi indicado para o cargo para assumir como golpista, afirmou que iria devolver a Rede Brasil para a sociedade. A Rede Brasil era a inimiga preferida pela Rede Globo em função do crescimento de sua audiência. Sua programação criativa, corajosa, diversificada e inteligente, não é encontrada em nenhuma televisão comercial do Brasil. Como TV pública realizava o que se pede como compromisso na comunicação: serviço público e disciplina cívica. O que a TV Globo nunca teve, não tem e nunca terá, já que seu compromisso é com todas as formas de alienação promovidas pelo capitalismo.  

Agora, a Rede Brasil passará a ser sucursal da TV Globo. Quer dizer: enquanto Dilma não voltar.

 

MAIS DE 50 MIL MANIFESTANTES RECEPCIONAM DILMA EM BH

Vídeo: "Se Dilma é amor, Temer só pode ser caô!"

Da AFINPRESS de BH

A abertura da 5ª edição do encontro Nacional de blogueiros e ativistas midiáticos contou com uma participação especial esta noite em Belo Horizonte. Presidenta Dilma Vana Rousseff. Mas estavam lá também, políticos, os sujos, Povo Sem Medo, sindicado de jornalistas, Tvs, Sem Tetos, ministros, Instituto Lula, intelectuais, prefeitos, deputados, CUT, CTB, todos, todos os movimentos que defendem e constroem a democracia brasileira e o mais importante de todos. O povo.

A recepção à Presidenta foi emocionante. Mais de 50 mil seres políticos aguardavam a chefa do poder popular brasileiro nas cercanias do  Othon Hotel, em BH. Os mineiros foram abraçar sua presidenta. A cena foi de arrepiar. De fazer golpista Temer. Tudo está só num processual pelo subterrâneo. Os devires de combate ao golpe estão se constituindo por todos os cantos. 

Foi pura emoção. “Dilma guerreira do povo brasileiro”! “Volta querida!” “Fica Querida”!  “Fora Temer!” O coração da presidenta pulsou forte, sentiu a emoção e ali, junto com o povo aproveitou para fazer uma exposição da realidade que os golpistas impuseram ao governo popular por ela comandado.

A presidenta falou do suposto crime que inventaram para darem o golpe. Os decretos e o plano safra todos os governos que lhe antecederam e os governadores os praticam, mas só agora passou a ser crime. Isso, disse a presidenta, foi uma forma de atentado à democracia e aos 54 milhões de eleitores que lhe deram a vitória em 2014. Foi um atentado aos mais pobres porque eles só se interessam pelas leis do mercado.

A presidente aproveitou para falar que o governo golpista não tem projeto e que os ministros usurpadores se contradizem, falam de medidas que serão adotadas e depois desdizem. Mas a verdade, disse a presidente, é o que afirmam primeiro. Um deles é sobre a divisão dos ministérios que tratarão sobre a aposentadoria. Uma parte vai ficar com o Ministério da Fazenda e o outro vai para o MDS. Falam de mudanças no SUS, Mais Médicos, PRONATEC, FIES, Minha Casa Minha Vida

Um outro alerta da presidenta foi chamar atenção para o “levantamento” que o governo golpista provisório está fazendo e que virá a mídia golpista falar em valores referente a previsão e gastos do governo legítimo dela. Falarão de metas fiscais, recursos do Bolsa Família dentre outros que prejudicariam o funcionamento do país. Romero Jucá, o sigiloso é o mais arvorado em condenar a política da presidenta. 

A presidente também não vacilou e disse que a Câmara e o Senado este ano ainda não trabalharam. Na Câmara nenhuma comissão trabalhou. Se não trabalha na Câmara não tem como reunir com o Senado. O réu Eduardo Cunha inviabilizou todas as comissões.

A democrata aproveitou ainda para dizer que o réu, aquele detentor de trust é quem está mandando no governo impopular de Temer. Está indicando todos os seus capachos para postos chaves do governo. É advogado, líder, presidente da EBC. Está na EBC aquele que acabou com a comunicação da TV Câmara.

A presidente aproveitou para dizer que se defenderá no Senado, no STF e que estará nas ruas com o povo participando da defesa de seu mandato. Que não ficará sitiada no Alvorada.

Para o povo, isso é um alento, porque é dessa forma que a pressão popular vai mostrar para os golpistas que governos sem voto não durarão. Prova disso é a queda de seu Ministro do Planejamento Romero Jucá que teve hoje seu sigilo fiscal e bancário autorizado pelo Ministro Marco Aurélio do STF. Já há quem diga que ele é carta fora do golpe. Mas será sempre golpista, traidor.

Veja, ouça,  analise o vídeo e fortaleça sua opinião contra o golpe apolítico-jurídico-midiático que a direita comandada pelo PSDB, PMDB, DEM e Sindicato de Ali Babás impuseram à democracia e ao povo brasileiro.

OS CANALHAS NÃO ENVELHECEM, REPRODUZEM

As cenas vistas na Câmara dos Deputados Federais do Brasil no último domingo, dia 17 de abril de 2016 receberam por parte de jornalistas, articulistas, políticos estrangeiros, da imprensa internacional os mais diversos adjetivos. Ladrões, bandidos, gangsteres.

Os deputados que autorizaram o golpe contra a democracia, contra a presidente Dilma e contra o povo brasileiro foram presididos por um deputado que é réu no STF e passa agora a responder seis processos naquela corte que dorme em berço esplêndido.

Mas, o que nos chama a atenção é a canalhice. Todo canalha se reveste de uma imagem de integridade. É defensor da família, de Deus e da propriedade. No domingo, todos, exceto os democratas verdadeiros, não os do DEM, apresentaram esse comportamento. Ao proferir seus votos invocavam a família, citavam da mãe à avó.

Foi essa atitude calhorda, nefasta, que levou para o Senado o prosseguimento do golpe sem crime, porque, dos 367 deputados e deputadas, só dois  mencionaram a tipificação da denúncia. Os demais votavam com ódio, rancor, inveja, contra a CUT, contra o PT o que determina que o processo é cheio de vícios e o relatório é imprestável. 

O imprestável chega ao senado e vários senadores já declaram ser favorável ao golpe. Para nós defensores da liberdade, da democracia, só cabe uma alternativa ir para o front, ir para a rua como milhares de brasileiros já estão fazendo em várias cidades do nosso país.

Ou será que nós vamos deixar se consumar o golpe para depois chorar. Não podemos dar tréguas para canalhas. Sugerimos que o Advogado  Geral da União, diante das declarações de voto dos senadores entre com uma ação no STF para anular o golpe. Acorda, estás sonhando! Os senadores não poderiam se manifestar, claro que sabemos quais são suas decisões. Há senador que admitia o processo, mas que agora está indeciso.

Senadores que defendem a democracia, não caiam em canto de lobo. Falem, não deem chances para os inimigos. Anastasia como relator é nossa decapitação. Se já há um presidente que defende o golpe coloquem um relator do PT. Lá na Câmara, nossos deputados foram confiar no Rosso, Jovair, Carlos Sampaio e olha no que deu. Guerra é guerra. Canalhas não têm respeito por ninguém. Ah! que sono.

Já se passaram mais de 172 dias que o processo do picareta, canalha-mor, Eduardo Caranguejo Papuda Cunha está no STF. Ele se vingou da presidente, os ministros do STF viram o horror, permitiram que um réu do STF comandassem um atentado terrorista contra a democracia brasileira. Onde anda o Conselho Nacional de Justiça para fazer esses ministros colocarem em pauta processos que podem levar o país a uma guerra civil por causa de suas procrastinações com Cunha, por exemplo?

Sabem porque eles deixaram que isso acontecesse? Porque o golpe está previsto na Constituição. Eles dormem no plenário, passam horas em digressões sobre fatos irrelevantes (longitude, latitude) e são incapazes de dizer, sim, o golpe está previsto na Constituição, mas as pedaladas fiscais não são crimes de responsabilidade da presidente Dilma Vana Rousseff.

Conhecendo tudo isso só resta ao povo ir às ruas, bloquear rodovias, fazer greve nas indústrias, comércio, escolas, bancos, aeroportos, ônibus, trens, metrôs. Porque se não for feito  isso, se não houver radicalização, poderemos estar perdendo tudo o que conquistamos como legado de Lula e Dilma: PROUNI, PRONATEC, Minha Casa Minha Vida, aumento real do salário mínimo, Zona Franca de Manaus, Luz para todos, Bolsa Família, TV Brasil, NBR, dentre outras séries de políticas sociais que são marcas de nosso governo popular.

Insistimos, povo brasileiro, nenhuma trégua aos canalhas, aos golpistas que são calhas e que passam suas canalhices para os filhos que entram na política repetindo as mesmas calhordices dos pais e isso ficou demonstrado naquele domingo de abril que nunca mais queremos ver se repetir na nossa pátria, no nosso Brasil.

Canalhas! Canalhas! Canalhas! Facistas! Facistas! Facistas! Não Passarão… eu passarinho.

 

 

EM SUA SEXTA EDIÇÃO O PROGRAMA PALAVRAS CRUZADAS APESENTADO POR PAULO MARKUN NA TV BRASIL, POR SEU FORMATO CONSERVADOR, DESTOA DE OUTROS PROGRAMAS COMO ESPAÇO PÚBLICO

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A TV Brasil é a única emissora de televisão do país que produz os corpos essenciais da comunicação: serviço público e o princípio cívico. Sua grade de programação, ao contrário das televisões comerciais como a TV Globo, proporciona aos telespectadores corpos sensoriais, cognitivos e éticos fundamentais para composição das relações comunitárias. O fator social precípuo para as existências dos meios de comunicação de massa. O que a torna uma emissora de grandeza social antagônica das emissoras que praticam a programação grotesca que cristaliza a sensibilidade, a cognição e a ética dos telespectadores tornando-os passivos e desativados sujeitos-sujeitados.

A rede de programação da TV Brasil, em seu corpo singular, é composta pela multiplicidade não numérica, mas qualitativa de programas que se manifestam em desejos infantis, juvenis e adultos. Da programação para crianças, passando pela juventude e os adultos, tudo é novidade. A criança é tratada como criança ativa e criativa, o mesmo ocorre com os jovens, principalmente os das periferias que continuamente mostram suas criações musicais, grafiteiras, funkeiras, rockeiras, cinematográficas e seus contagiantes poéticos saraus.

Reportagens nacionais e internacionais cujos personagens são camadas populares e trabalhos científicos que jamais serão exibidos nas televisões comerciais, fazem da TV Brasil uma emissora ganhadora de vários prêmios nacionais e internacionais.

A TV Brasil também proporciona ao seu público, programas de debates como o Espaço Público, apresentado todas às terças-feiras às 11 horas de Brasília, pelo jornalista engajado Paulo Moreira Leite. O Bralianas.org, apresentado todas às segundas-feiras também às 11horas de Brasília, pelo combativo e engajado jornalista Luiz Nassif. Todos esses programas convidam para participar do debate pessoas  comprometidas com as consciências políticas. Consciências politicas, porque não existem consciências políticas reacionárias, já que política é potência de vontade intensivamente produtora do novo. E não imobilidade conservadora do que já se encontra posto como defendem as consciências reacionárias.

O programa Palavras Cruzadas apresentado todas às quartas-feiras às 10:30, horário de Brasília, pelo jornalista Paulo Markun, chegou a sua sexta edição. O programa, além de ser apresentado por Paulo Markun, ex-apresentador do programa Roda Viva na TV Educativa, e que afirma se encontrar envolvido em política desde o ano de 1967, e escreveu o livro Meu Querido Vlado, sobre o jornalista Vladimir Herzog assassinado pelo ídolo de Bolsonaro, coronel Ustra Brilhante, também conta com três jornalistas convidados e a inteligente, corajosa, ilustre e honesta jornalista Tereza Cruvinel, representante da TV Brasil, para entrevistarem os convidados.

Salta diante da inteligência e do comprometimento político dos telespectadores da TV Brasil o caráter destoante do programa Palavra Cruzadas quando relacionado com os programas Espaço Público e Brasilianas.org. Enquanto os dois programas sempre convidam personagens conhecedoras dos temas no plano para além do senso comum e do tagarelar atual, permitindo cortes nas estruturas semióticas-apolíticas no corpo do poder dominante, o programa Palavras Cruzadas em suas edições foi quase todo configurado por personagens conservadores. Lógico que excluindo a participação de Tereza Cruvinel e poucos jornalistas como André Barrocal, da Carta Capital. No mais, são sempre funcionários de jornais reacionários como Estadão e Folha de São Paulo.

Entre os seis personagens convidados pelo jornalista Paulo Markun, ex- apresentador do programa Roda Viva da TV Educativa, para serem entrevistados, cinco são claramente conservadores. Ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Carmen Lúcia, ex-deputado federal Ibsen Pinheiro, membro do partido golpista PMDB, Francisco Rezek, ex-ministro dos desgovernos de Fernando Henrique, Edinho, ministro da Secretaria de Comunicação do governo Dilma e o cientista político Marco Aurélio Nogueira, entrevistado da quarta-feira passada que se mostrou contra o pronunciamento da presidenta na Organização das Nações Unidas (ONU) contra o golpe, afirmou que os movimentos sociais estão deprimidos depois da votação da Câmara Federal, e afirmou, também, que há crime para o impeachment.

Como até as pedras que não rolam, por isso criam limo, sabem, se os golpistas depuserem Dilma, todas as produções populares criadas por Lula e Dilma vão ser implodidas. Até a TV Brasil, já que a televisão ímpar para os golpistas é o modelo TV Globo. O exemplo claro foi o que o PSDB de São Paulo fez com a TV Cultura. Significando que se a TV Brasil permanecer ela não terá mais sua essencialidade pública.

Daí, que o telespectador inteligente e comprometido, é levado a inferir que com o caráter conservador do programa Palavras Cruzadas, que por seu sentido conservador não cruza nenhuma palavra, visto que as palavras estão sempre em movimento, sempre abertas, sempre em variações, o jornalista Paulo Markun deverá ser o único que permanecerá com seu programa.

Paulo Moreira Leite e Luiz Nassif vão rolar. Para não dizer dançar, pois pode ser que eles não saibam dançar. Rolar é mais fácil.

Comissão da Verdade do Rio ouve historiadora que teve corpo usado em ‘aula de tortura’

da Agência Brasil

A historiadora Dulce Pandolfi e a cineasta Lúcia Murat emocionaram os integrantes da Comissão Estadual da Verdade e as pessoas que acompanharam seus depoimentos hoje (28) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Durante cerca de uma hora, elas relataram as agressões sofridas em quartéis e prisões no período da ditadura militar (1964-1985) e foram aplaudidas de pé pelos ouvintes. Dulce contou, inclusive, que seu corpo foi usado em uma aula de interrogatório que teve demonstração de choques elétricos e simulação de fuzilamento.

Primeira a falar, Dulce Pandolfi emocionou-se em diversos momentos e precisou fazer pausas. Atualmente pesquisadora da Fundação Getulio Vargas, Dulce tinha 21 anos e era membro da Aliança Nacional Libertadora (ANL) quando foi presa em 20 de agosto de 1970. Ela passou um ano e quatro meses em poder dos militares e disse que foi torturada psicológica e fisicamente durante três meses no quartel da Polícia do Exército, onde funcionava o Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi). “Quando entrei, ouvi uma frase que até hoje ecoa nos meus ouvidos: ‘Aqui não existe Deus, nem pátria, nem família'”.

No quarto mês de prisão, Dulce ficou no Departamento de Ordem Política e Social (Dops), no centro do Rio, e, nos seis meses seguintes, foi mantida no Presídio Talavera Bruce, em Bangu, até ser transferida para o presídio Bom Pastor, em Recife, sua terra natal.

A historiadora lembrou que o período mais severo foi o início, na primeira sessão de tortura, quando os militares tentaram obter o maior número possível de informações antes que seu desaparecimento fosse constatado pela ANL e por familiares. O método mais usado foi o choque elétrico, com o corpo molhado e preso ao pau de arara, contou Dulce, que foi também espancada e teve um jacaré colocado sobre seu corpo nu. A “aula de tortura”, para demonstrar a eficácia dos choques elétricos em cada parte do corpo, foi quando ela completou dois meses de prisão. Ela não resistiu, precisou ser socorrida, mas a “aula” continuou momentos depois, com respaldo médico, no pátio do quartel. Foi aí que houve a simulação de fuzilamento, com militares apontando para ela um revólver com apenas uma bala.

“Essas coisas não podem ser naturalizadas. É como a miséria, é como ver uma pessoa caída no chão e achar normal. Esse é o grande ponto”, disse Dulce Pandolfi após o depoimento.

A cineasta Lúcia Murat também foi espancada e sofreu choques elétricos e até abuso sexual por parte dos militares. Ela foi presa pela primeira vez em outubro de 1968, em um congresso estudantil, mas ficou apenas uma semana detida. Com a publicação do Ato Institucional 5 (AI-5), em dezembro daquele ano, com medo da prisão, Lúcia passou a viver na clandestinidade, mas foi encontrada e levada em 1971 para o mesmo quartel em que Dulce foi presa, e ficou detida três anos e meio.

Lúcia contou que as primeiras horas de tortura foram as mais intensas e que chegou a perder os movimentos das pernas por algum tempo. Na tentativa de se suicidar, ela chegou a enganar os militares para ser levada a uma varanda, fazendo-os acreditar que daria sinal para militantes, mas uma substituta encenou no lugar dela: “Foi a pior sensação da minha vida. A de não poder morrer”. Lúcia chegou a ser levada para Salvador, onde foi apenas interrogada, e trazida de volta ao Rio de Janeiro. Em outra ocasião, ao participar de uma auditoria na Marinha, denunciou a tortura perante juízes militares, que a mandaram de volta para o DOI-Codi, onde sofreu deboche e mais sessões de tortura.

Tanto Dulce Pandolfi quanto Lúcia Murat destacaram o sadismo dos militares durante as sessões de tortura, embora lembrassem que foram tratadas de forma “mais humana” por outros. As duas contaram que um soldado se ofereceu para levar bilhetes para seus parentes e que as mensagens chegaram aos destinatários.

O coordenador da comissão e presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio de Janeiro, Wadih Damous, disse que o objetivo das sessões é sensibilizar a população: “É preciso mostrar, sobretudo aos mais jovens, que a tortura foi uma política de Estado e que pessoas corriam risco de vida por pensar [de maneira] diferente”. Ele informou que estão previstos outros depoimentos, inclusive de agentes civis e militares da época.

Diretor executivo da Anistia Internacional no Brasil, Atila Roque considerou fortes os depoimentos e disse que eles são uma forma de olhar para problemas atuais: “Foi o relato de um momento histórico em que o governo foi carrasco, foi algoz. Esses trabalhos são também para convidar a sociedade e os jovens a refletir sobre essa história e a enfrentar os problemas que ainda persistem hoje. No momento em que estamos ouvindo esses relatos, há pessoas sendo torturadas nas prisões.”


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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