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A CENSURA É PROJEÇÃO PARANOICA DO CENSOR POR MEDO DO OBJETO CENSURADO. O JORNALISTA PAULO MOREIRA LEITE ENTREVISTARIA A SENADORA GRAZZIOTIN NA REDE BRASIL: FOI DEMITIDO

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Em seu estudo os instintos e seus destinos, Freud nos mostra como se processa a repressão na criança e como essa repressão se manifesta no consciente em forma de sintoma neurótico e psicótico. No consciente o sintoma é o inverso do produto reprimido no inconsciente da criança por força das duas repressões: a repressão primordial e a pós-repressão.

Como nosso objetivo não é apresentar um apanhado sobre o estudo do mentor da psicanálise, vamos apenas mostrar os estágios que se processam na criança na formação repressiva. Como, no caso específico, no censor.

Primeiro estágio: o impulso-instintivo-libido. Segundo estágio: a meta da libido-busca de prazer. Terceiro estágio: o objeto da meta como prazer. Quarto estágio: fonte do instinto. A criança em sua condição narcisa busca prazer instintual. A meta, como movimento, dirige a libido para o objeto do prazer. Porém, ocorre a repressão primordial: o instinto é inibido na meta. Mas ainda se desloca para logo em seguida sofrer a pós-repressão que vai paralisar a busca de prazer. A libido é dirigida para um dos pais como fonte do prazer, e a interdição é feita por um deles.

Reprimido o desejo, é elaborado o sintoma que se manifestará como conteúdo aceitável da consciência em forma mascarada de retorno do reprimido, sem ser o reprimido original, mas sua sublimação. O reprimido não toma lugar na consciência porque existe uma constante censura realizada pelo pré-consciente, superego.

A consciência do censor funciona como um superego social, mas, em verdade, é a projeção de seu estado de defesa contra o desejo reprimido direcionado para um dos genitores. Aí o sintoma paranoico. Não permitir que o desejo passado, quando criança, venha emergir na consciência, visto que o objeto que ele censura é objeto de desejo que lhe incomoda por sua atração. Assim, todo censor vive um ambiguidade paranoica: deseja o objeto, mas ao mesmo tempo o teme. É a mais terrível forma de inveja, já que ele jamais realizará esse desejo de possuir o objeto censurado.

O jornalista Paulo Moreira Leite apresentava todas as terças-feiras, às 23 horas, na Rede Brasil, o Programa Espaço Público. Um programa de entrevistas com pessoas atuantes nas mais variadas instâncias da sociedade brasileira. Cadeira cativa para o telespectador comprometido com os corpos materiais e imateriais do país. Ontem, dia 24, o jornalista entrevistaria a senadora do PCdoB do Amazonas, Vanessa Grazziotin. Logicamente a entrevista teria como pauta principal o momento atual do Brasil sob o cutelo do golpe comandado por parlamentares indigentes, as mídias capitalizadas e entreguistas e, mais, parte do judiciário.

A entrevista não poderia deixar de analisar, também, a sordidez revelada pelos comparsas, ex-senador Sérgio Machado, e o senador e ministro do desgoverno golpista Romero Jucá. Revelação que mostrou claramente para todo o Brasil – muitos já sabiam – o motivo do golpe e porque não havia como Dilma se defender contra a sórdida conspiração. O assunto por si mesmo não faltaria como tema do debate ainda mais porque a senadora Vanessa, durante a sessão de ontem, discursou analisando o comportamento golpista de Romero Jucá. Vanessa, na ocasião, mostrou o significado do diálogo entre os dois golpistas e seus desdobramentos sobre o golpe. Jucá ainda tentou defender o indefensável se dizendo inocente. Talvez porque seu amigo, ministro Gilmar Mendes, tenha dito na tarde de ontem que não via nada comprometedor no diálogo.

Como todo golpe é perpetrado e executado por pessoas com comportamentos duvidosos moralmente em função de que todo ato de usurpação é a exteriorização da inveja e do ódio dos impedidos na meta, não se poderia deixar de esperar a censura sobre o programa e a entrevista. Não deu outra: o atual diretor da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), Laerte Rimoli, amigo de Eduardo Cunha e indicado por ele para o cargo usurpado do verdadeiro diretor-presidente Ricardo Mello da EBC, censurou a entrevista e de quebra despachou o jornalista Paulo Moreira Leite.

A EBC foi criada no governo popular de Lula, em 2008. Ricardo Melo foi nomeado por Dilma no dia 3 de maio como seu diretor-presidente com mandato de quatro anos. Tendo o cargo usurpado por Temer, ele recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF). O STF ainda não se pronunciou. A usurpação viola um ato jurídico.

Laerte Rimoli quando foi indicado para o cargo para assumir como golpista, afirmou que iria devolver a Rede Brasil para a sociedade. A Rede Brasil era a inimiga preferida pela Rede Globo em função do crescimento de sua audiência. Sua programação criativa, corajosa, diversificada e inteligente, não é encontrada em nenhuma televisão comercial do Brasil. Como TV pública realizava o que se pede como compromisso na comunicação: serviço público e disciplina cívica. O que a TV Globo nunca teve, não tem e nunca terá, já que seu compromisso é com todas as formas de alienação promovidas pelo capitalismo.  

Agora, a Rede Brasil passará a ser sucursal da TV Globo. Quer dizer: enquanto Dilma não voltar.

 

TRANSMISSÃO DO CARNAVAL POVÃO DA BAHIA PELA TV BRASIL E TVE MOSTRA UMA RALIDADE DIONISÍACA DIFERENTE DO “CARNAVAL” CAPITALISTA

Carnaval 2015:  Saída do Olodum, no Pelourinho.

Na noite de ontem, e madrugada além, a emissora de televisão da Bahia TV Educativa, em parceria com a TV Brasil, a mais importante sensorial e cognitivamente rede de programação de TV do Brasil, a única que sabe que comunicação é serviço público e disciplina cívica, mostraram para o Brasil e sessenta e tantos país como se faz carnaval com a essencialidade dionisíaca.

As duas emissoras se mostraram engajadas com a essência do carnaval: o povo se manifestando livre em festa coletiva produzida e dirigida por ele mesmo. Sem amarras, no sentido literal, como as apresentadas pelos comerciais trios elétricos que fizeram do carnaval baiano um instrumento de lucro, principalmente dirigido aos turistas. Trios elétricos que foram institucionalizados pelos partidos políticos e representantes partidários como foi o caso do ex-governador e ex-senador, finado, Antônio Carlos Magalhães, o Toninho Malvadeza. O avô calculista do Axé Music a manifestação capitalista que alienou musicalmente o sentido dionisíaco do carnaval baiano.

As transmissões da TV Educativa e a TV Brasil mostraram outra Bahia carnavalesca. Uma Bahia que brinca carnaval muitos antes de sair pelas ruas. Brinca no momento das confecções das fantasias pelas famílias e moradores. Comunidades inteiras que fazem parte da população baiana que não faz gênero e nem tem pruridos burgueses mostrados pelo glamour de outra forma de carnaval apresentado pelos trios elétricos tipo Toninho Malvadeza.

As emissoras mostram o carnaval de rua, o carnaval pipoca, carnaval dos blocos que carregam o verdadeiro axé com cheiro claro e embelezador do povo. Um carnaval solto, se movimentando pelas ruas populares de Salvador com brincantes que não fazem caras e bocas. Com brincantes que se mostram autênticos em seus dançares, cantares e relações coletivas.

Entre tantos foliões criativos e festivos mostrados pelas duas emissoras, ainda teve a transmissão da apresentação de vários artistas no Pelourinho. Graciosamente, Pelô. Paulinho da Viola, Riachão, o ícone da música baianas no auge de seus 95, Claudete Macedo e outros. Um espetáculo de intensa vibração! É mole! Alegria própria do carnaval sem amarras. Do carnaval dionisíaco. Do Dionísio Negro expressado no candomblé, macumba e umbanda dos blocos afros. Resplandescência africana-brasileira.

Os blocos populares na ordem de uns 120 contam com a parceria do Projeto Ouro Negro que estimula as festas populares no carnaval. Uma expressão da politica-cultural-social do governador Rui Costa do Partido dos Trabalhadores que entende muito bem da importância da população principalmente a parte discriminada pela burguesia reacionária, anêmica e satisfeitas que pretende ser proprietária do Brasil. Só que no carnaval popular baiano ela não se cria e nem se estabelece.

Se você é daqueles foliões que gosta de vivenciar o carnaval em casa, aproveite dê uma ligada na TV Brasil e na TV Educativa. Pois, assistindo essas emissoras, você estará realizando duas satisfações. Uma a de curtir um carnaval originalmente dionisíaco. E outra estará permitindo audiência a duas emissoras públicas que se preocupam com seus sentidos e sua cognição. Preocupação que TVs do tido TV Globo, Band, SBT, e suas semelhantes, não possuem. Elas se preocupam mesmo é só com o deus delas: o lucro capitalista.

50 ANOS DA REDE GLOBO: TUDO A VER CONTRA A DEMOCRACIA

protesto-50-anos-globo-sp-1Conforme ficou combinado ontem, dia 26, parte da sociedade brasileira esclarecida, ocupou as ruas para mostrar que jamais a Rede Globo teve importância para o Brasil. Essa parte esclarecida sabe que o conglomerado Globo sempre foi um elemento teratogênico da comunicação no país com o único objetivo de criar monstros com seus tentáculos disseminados pelo território nacional para aumentar seu fator pecuniário. Para essa parte, a Rede Globo é a cristalização dos sentidos e cognição dos que para ela  oferecem essas faculdades.   

Assim, ontem, dia 26, não sereia possível faltar lembranças dos atos perniciosos que a Rede Globo patrocinou em favor da ditadura civil-militar que submeteu a sociedade brasileira à opressão entre os anos de 1964 e 1985, sua criação com o capital norte-americano, a conspiração contra a eleição de Brizola como governador do Rio de Janeiro, as manipulações de notícias importantes para democracia através de seu desnecessário Jornal Nacional, as trapaças contra Lula frente a Collor, sua grade de programação elaborada com o fito de criar uma consciência pró-cultura norte-americana, as tentativas de golpes contra os governos populares, criado por Lula e agora continuado por Dilma.  

protesto-50-anos-globo-bh-1 protesto-50-anos-globo-bh-2 protesto-50-anos-globo-bh-3 protesto-50-anos-globo-df-1Em São Paulo milhares de pessoas se uniram para mostrar que a moral contra a corrupção pregada pela Rede Globo não passa de simulação para mostrar o que ela não é. Como a simulação e fingir o que não se é, os manifestantes apresentaram faixas e dizeres mostrando o que a Rede Globo: a representação maior da comunicação brasileira corrompida. Uma afirmação real que desfaz o descaramento da Rede Globo que na comemoração de seus 50 anos fantasiou e delirou uma programação totalmente fora da realidade que é a entidade. Não podia ser diferente, a Rede Globo tem que falar bem de si mesma. Ela jamais iria mostrar que conspira contra a democracia desde JK a Dilma. Em seu sintoma paranoide ela é o modelo da democracia.

protesto-50-anos-globo-df-2 protesto-50-anos-globo-df-3 protesto-50-anos-globo-df-4Com essa demonstração coletiva contra a tirania das comunicações perpetrada pela Rede Globo, o governo federal deve se comprometer com a democratização da comunicação e partir para luta pela regularização da Lei dos Meios. Um fato é real, respaldo da sociedade civil ele tem.

Veja algumas imagens das manifestações contra o delírio-narcísico da Rede Globo.

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GLOBO, 50 ANOS DE ASSALTO ÀS MENTES DOS SUJEITOS-SUJEITADOS COMO CONSPIRAÇÃO CONTRA A DEMOCRACIA

40 Anos de jornalismo espectral

50 Anos de jornalismo espectral

Hoje, dia 26, várias manifestações serão realizadas em todo o Brasil como formas de protestos contra a TV Globo, por sua atuação alienadora e desrespeitosa contra os sentidos e os intelectos dos telespectadores. Embora se saiba que os telespectadores que ligam seus aparelhos no sinal da TV Globo fazem porque a escolhem. Por isso, são responsáveis por suas auto-alienações. O controle remoto é seu instrumento de ação televisiva. Não usam porque lhes satisfaz o tele-masoquismo. Logo, estão comemorando, também, os 50 anos de assalto às mentes como conspiração contra a democracia, já que são sujeitos-sujeitados.

Como se entende, facilmente, a grade de programação da emissora da família mais rica do Brasil, é um atentado contra a comunicação como serviço público e disciplina cívica. A TV Globo é eminentemente uma emissora reacionária porta-voz das direitas que trabalha com imagens e textos selecionados para propagar seus interesses e atacar os governos populares como o implantado por Lula e continuado por Dilma. Não é de surpreender ninguém, visto que sua ideologia é a perseguição ferrenha do capital como lucro máximo.

Suas posições em defesa de personagens patéticos como Fernando Henrique, Aécio Cunha, Eduardo Cunha, Geraldo Alckmin, e outros da mesma estirpe que ocupam cargos de direção em outras instituições, é resultado das benesses que recebeu durante os governos de direita. A TV Globo, ou, melhor dizendo, a família Marinho, sempre perseguiu e se abraçou com essa ideologia de mercado que lhe sustenta. Foi assim quando de sua criação, sua defesa da ditadura civil-militar para aumentar seus interesses, foi assim contra Brizola, na campanha em favor de Collor contra Lula, foi assim com José Sarney e Itamar Franco, quando teve aumentado seus lucros, como, também, nos desgovernos de Fernando Henrique. E agora a perseguição paranoica contra os governos populares.

Para você conferir a ganância e a falta de escrúpulo da TV Globo de forma mais detalhada nós lhe apresentamos o documentário de Simon Hartog, com a participação da Televisão Pública, BBC de Londres, de 1993, Muito Além do Cidadão Kane, criado a partir das obras de Romero Machado, A Fundação Roberto Marinho, e Daniel Herz, A História Secreta da Rede Globo.

Veja, ouça, analise e tome sua posição! Se é que ainda não tomou!

 

A TV GLOBO É PERNICIOSA PARA OS SENTIDOS E INTELECTO. VOCÊ QUE GOSTA DE JOGO VIRTUAL, USE O CONTROLE: APAGUE-A

prospecto-grito-dos-excluidos-finalA TV Globo foi criada com capital norte-americano. O que é inconstitucional. Mas a violência não se resume nisso. Como foi criada com capital norte-americano, ela  prima e segue o padrão da sociedade de consumo de massa que o único objetivo é assaltar a mente e os sentidos dos telespectadores.

A TV Globo apoiou a ditadura. E foi exatamente no tempo da ditadura que ela concretizou sua hegemonia como meio de comunicação televisivo.

A TV Globo tem uma rede de programação que obscurece as potências afetivas e cognitivas dos telespectadores. Sua programação é uma fábrica de alienação e fabricação de autômatos-virtuais.

A TV Globo se apresenta como combatente da corrupção, mas continua sonegando a Receita Federal em mais de 1 milhão de reais.

A TV Globo sempre foi inimiga da democracia. É da família Globo a sentença contra JK. Não pode se candidatara. Se candidatar não deve ganhar. Se ganhar não deve tomar posse. Se tomar posse não deve governar.

A TV Globo odeia os governos populares.

A TV Globo odeia Lula e Dilma e o Partido dos Trabalhadores.

A TV Globo, como porta-voz das direitas, é contra as políticas sociais que beneficiam as classes mais pobres.

A TV Globo é a emissora de televisão que recebe mais de 80% da verba publicitária paga pelo governo federal.

A TV Globo observada por uma perspectiva da vida, ela é totalmente reativa. Odeia a vida. Ela cultiva o ódio próprio de sua classe burguesa que é projetado nos que defendem a democracia.

A TV Globo tem o sentido da democracia como regime privado que deve somente de lhe favorecer.

A TV Globo para manter seu sentido antidemocrático precisa da subserviência dos globotários, já que são eles que a sustentam.

A TV Globo, por ter um sentido tirânico da comunicação, ela só objetiva escravizar seu telespectador.

A TV Globo, como criou para ela um mundo que contrastante com a realidade, ela é uma gigantesca mentira. Acreditar na TV Globo é compactuar com a dissipação dos sentidos e intelecto.

Se você não pretende compactuar com essa gigantesca mentira, e é preocupado com sua saúde integral, mental, social e ambiental, use seu controle remoto e apague-a.

Você vai sentir que ela não lhe faz falta.

 

 

GREGOS MOSTRAM COMO A GLOBO É OLIGARCA COM SEU 1 MILHÃO GEOMÉTRICO: A DISCIPLINA DA DESIGUALDADE

TESEIONAinda ecoa a tentativa ditatorial e monopolista da TV Globo, e seus congêneres, em querer fazer a sociedade brasileira acreditar em sua indigência sensorial e cognitiva. Recorrendo a mágica-visual, ou melhor, teletecnológica, a TV Globo, junto com Polícia Militar de São Paulo, quis fazer passar como real uma irrealidade.

Divulgou de forma hipocondríaca, que havia nas ruas de São Paulo, a antiga pauliceia desvairada, 1 milhão de participantes, quando não passou de 210 mil, de acordo com o reacionário, comparsa dela, instituto Datafolha que também revelou, em outras pesquisa, que 82% dos imobilizados votaram em Aécio, 37% tem simpatia pelo PSDB e 74% participaram pela primeira vez do tipo de evento. Logico, que envolvida pelo espirito dos mal amados: mostrar que era grande o número de descontentes com o governo Dilma e, ao mesmo tempo, com o espirito dos impedidos na meta, os frustrados, gritar em tom-histeria, que era a vitória sobre o movimento das esquerdas ocorrido no dia 13. O número que ela mais teme e seus aficionados analfabetos políticos.

Na verdade, com seu milhão, a Globo só confirmou o que os gregos já sabiam a maioria da sociedade brasileira sabe. Ela é oligarca, já diziam os gregos. Ele, o povo  criança da antiguidade, daí sua sabedoria, singeleza, singularidade, afirmava que a democracia ensina a aritmética porque ela é a disciplina da igualdade. Já a oligarquia ensinava a geometria por ser a disciplina da desigualdade. Não por um simples acaso que os gregos chamavam a democracia de sociedade dos amigos. Assim, como não foi por acaso que a filósofa Bárbara Cassin, em sua obra Ensaios Sofístico, diz que democracia grega era a igualdade dos diferentes. O conhecido pletos: a igualdade do plural.

Daí que os gregos nos conduzem para o entendimento de que a Globo olha e entende as individuações como formas compactas próprias para serem sinteticamente definidas. Com seu olhar formal, nada a ver com a Gestalt teoria das formas, seria exigir demais da Globo, ela limita tudo em um espaço autoconcebido. ‘Olha, ali naquela calçada tem dez. Então, tem 5 mil pessoas”. O mundo para ela é uma miríades de formas limitadas no interior e no exterior sem qualquer possibilidade de movimento. Para ela a representação figurativa da circunferência é anterior a ideia do circulo, por isso sua veracidade. O filósofo da liberdade Sartre, se fosse se preocupar com esse destrambelhamento perceptivo e cognitivo que ela oferece aos seus obliterados gêmeos, diria que ela tem consciência de engenheiro.

Não que os gregos fossem o Oráculo de Delfos cujas profecias chegariam ao tempo da Globo, mas eles entendiam que existem grupos patológicos – foram eles que contribuíram com os conceitos usados na psicologia, psiquiatria e psicanálise – que ultrapassam os tempos históricos. E a oligarquia é um deles, porque se trata de um grupo que se considera privilegiado e que para defender seus privilégios pretende impor seus interesses – patológicos – de grupo. Em linguagem midiática brasileira: o monopólio da Globo.

Porém, nos dizem os gregos-democratas, uma oligarquia não toma o poder e mantem sozinha precisa de aficionados. No caso específico da oligarca Globo, precisa de sujeitos-sujeitados que sirvam também de seus defensores, por semelhança, como Fernando Henrique, Aécio Neves, Alckmin, Agripino, Roberto Freire, empresários, canastrões, decrépitos lambanceiros do espectro rock, e outros  analfabetos profissionais do tipo dos médicos analfabetos políticos.

Em um plano ilustrativo das formas geométricas, ficaria assim: a Globo no meio; no primeiro círculo exterior, Fernando Henrique e seus gêmeos; no segundo círculo exterior, os empresários; no terceiro círculo exterior, a burguesia-ignara-branca-parasitária; e no último círculo, os decrépitos do tédio, histriônicos-deprimidos autocognominados de artistas. Protegendo todos os círculos uma muralha. Nada a ver com Muralha de Kafka, essa tinha potência, não paranoica, mas deviriana como dizem os filósofos Deleuze e Guattari. A muralha da oligarquia é construída pelas forças oprimidas da dor, inveja, ressentimento, má consciência, todos os corpos reativos que niilisticamente conspiram contra a vida. Alucinação e delírio, porque a vida não pode ser atingida pela inatividade reativa.

E o que nos ensinam os gregos, nós democratas? Primeiro eles nos conduzem a um grande grególogo: o filósofo Hegel- que foi muito combatido por Marx, com razão – ele, nos mostrar que não devemos tomar o particular como absoluto. Depois eles nos conduzem a Foucault que, inspirado em Nietzsche, nos diz que não devemos pensar contra o objeto antagônico, porque pensar contra ele é ser ele, Encontra-se preso a ele. E eles completam nos mostrando Spinoza: a democracia é a Substância em si mesma, criada por si mesma. O que para o nosso caso tem dois fundamentos. Pensar o antagônico é se colocar contra a produção, já que a produção é um devir. O criado por si mesmo prescinde de um corpo patogênico.

 Mais concretamente, não pensar nos oligarcas, significa saber que eles mesmos se destroem entre eles mesmos. Eles estão juntos de acordo com a geometria da Globo, mas são individualistas  e profundamente ambiciosos. Como o clássico paranoico, eles desconfiam um dos outros. Eles não formam a massa que fala Nietzsche, em que cada pessoa mantém sua individualidade como potência criativa. Eles formam uma massa circular, com todos isolados em seus interesses. Por isso a oligarquia é a prática da desigualdade.

Não esquecer que um grupo surge das particularidades. O grupo oligarca é grupo na forma, por tal seus membros defendem seus próprios interesses. É esse seu corpo-suicida. O que a democracia não carrega, porque é individuação e singularidade.

A oligarquia trabalha com numeral, a unidade molar, a democracia com o numerante, o corpo molecular. A oligarquia é um corpo fechado pela sobrecodificação territorializada. A democracia é um devir aberto-desterritorializado como descodificação.

ERRA QUEM ACREDITA QUE A GLOBO FAZ A BURGUESIA ACREDITAR NELA. O DESEJO DA BURGUESIA TAMBÉM É FASCISTA, DIRIA O PSIQUIATRA REICH

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Diante do questionamento, no período da Segunda Guerra Mundial, sobre a ascensão do nazismo na Alemanha, emergiram posições díspares sobre a ocorrência humanamente funesta. Para alguns as massas foram seduzidas pelo discurso nazista praticado por Hitler. O que colocaria as massas como meras peças da maquina-paranoica tirando delas qualquer corpo de ação que as pudesse conceder responsabilidade à posição que ficaram. Ou seja, seriam pobres coitadas e ingênuas sem vontade de potência. O que não é verdade, como bem observa o filósofo Jean Baudrillard em seu tratado sobre as massas silenciosas.

Todavia, uma inferência que escapou das afirmações superficiais, foi produzida pelo psiquiatra criador da obra a Psicologia de Massa do Fascismo W. Reich. Ele afirmou que estava convencido de que as massas não foram seduzidas e enganadas pela doutrina nazista, mas que elas a desejavam.

Pois bem, durante a exibição da imobilidade da classe burguesa brasileira ocorrida no domingo, alguns democratas do jornalismo inteligente, cometeram um erro – foi erro, não equívoco – ao afirmar que a TV Globo tomou posicionamento que estava levando a classe burguesa a se colocar contra o governo popular reapresentado pela presidenta Dilma Vana Rousseff. O que concederia à TV Globo um poder que ela não tem. Ela não tem qualquer eficiência para produzir disposições e raciocínios-volitivos em qualquer individuou que seja. A TV Globo sofre de indigência afetiva e cognitiva. Ela tem os sentidos e a cognição obliterados. Basta observar sua grade de programação. Claro exemplo, o aético Jornal Nacional.

Em verdade, o que vem ocorrendo no Brasil, pós-governos-populares, é que a burguesia brasileira está expressando, sem qualquer pejo – não podia ter pejo – o seu discurso fascista. E para isso não precisa aprender com nenhum professor virtual. O que ocorre é que ela somente identifica sua subjetividade-fascista com a subjetividade do professor-fascista, pois ambos são doutrinados por esse discurso. O desejo de poder é o mesmo. A burguesia e os meios de comunicação alienados são produtos do mesmo discurso. O que significa que estão regrados, disciplinados, ordenados, enunciados, ritualizados, selecionados, hierarquizados pelos mesmos códigos do discurso fascista a que foram submetidos durantes séculos.

O que a TV Globo proporcionou, como diz o filósofo Michel Foucault, em sua minúscula obra vibrátil A Ordem do Discurso, “não há nada de espantoso, visto que o discurso – como a psicanálise nos mostrou – não é simplesmente aquilo que manifesta (ou oculta) o desejo; é, também, aquilo que é o objeto do desejo; e visto que – isto a história não cessa de nos ensinar – o discurso não é simplesmente aquilo que traduz as lutas ou os sistemas de dominação, mas aquilo por que, pelo que se luta, o poder do qual nos queremos apoderar”. A burguesia, também representada e defendida pelos meios de comunicação, em seu discurso, afirma que deseja o poder. Mas o poder fascista. E não há como negar essa realidade quando se testemunha que todos seus rituais gestuais e discursivos afirmam. Ela é o supremo sujeito do enunciado da semiótica fascista.

Para ajudar um pouco na demonstração que a burguesia é produto do discurso fascista e não é influenciada por ninguém para assim ser, vamos recorrer a uma enunciação do filósofo Clèment Rosset, em seu inquietante livro, Alegria a Força Maior. Rosset para mostrar que as pessoas ocultam realidades para poderem se relacionar com os outros descreve a seguinte situação. Uma família rica tem filhos que se tratam com cordialidades, afetos amigáveis e satisfatórios entre si, com a morte dos pais, têm que dividir a herança. Resultado: iniciam uma briga geral entre eles. Sentimentos de ódio e ambição se mostram. Então, Rosset, pergunta: foi o dinheiro que fez com que eles passassem a se odiar? E responde: não, eles já eram assim. Já eram traspassados por esses afetos tristes. O dinheiro apenas possibilitou as manifestações odiosas.

Assim, é o fascismo da burguesia brasileira que deseja o poder. Ele existe antes dos governos populares de Lula e Dilma, mas só agora ele se manifestou, porque são governos que expressam códigos sociais que ele odeia como respeito aos negros, as homossexuais, as mulheres, aos trabalhadores, as empregadas domésticas, ao pequeno agricultor, as religiões afros, etc., códigos que o fascismo odeia.

Compreender o fascismo é compreender porque ele recorre ao farisaísmo para tentar atingir seu objetivo. Com ele as virtudes são transformadas em vícios, mas de forma oculta. Por exemplo, ele berra contra a corrupção quando é ele mesmo é corrupto. Vide a lista do HSBC, a Lava Jato, a sonegação da Globo, etc. Invertendo a moeda, para clarificar o conceito de virtudes. O fascista é ambicioso, trapaceiro, covarde, desonesto, vaidoso, hipócrita, invejoso, odiento, ressentido, prepotente, embrutecido, fálico, misógino, mas ele apresenta esses vícios como virtudes.

É por isso que ser burguês fascista não é privilégio só dos capitalistas. Existem burgueses fascistas em todas as classes. Basta observar como eles cultuam esses vícios como virtudes, porque ser burguês fascista é um modo de ser reativo. O filósofo Nietzsche chama de niilistas, os que odeiam a vida como vontade de potência. Lutam contra a vida. Cultuam a dor e não o amor. E quando falam de amor falam como dominação. A não-dialética senhor e escravo.

Na realidade a burguesia fascista cultua a lógica-moral do senhor e o escravo que nos mostra Nietzsche. É escravo, não pode ser amigo. É senhor, não pode ter amigo. Os que se apresentaram nas ruas no domingo cumpliciados com a TV Globo, são assim. Eles não são amigos. Embora o discurso seja o mesmo, porque o discurso fascista é paranoico: todos são ameaças.

Daí, porque um governo fascista é um perigo contra a humanidade.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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