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METALÚRGICOS DEBATEM NO ABC A REFORMA POLÍTICA: “EMPRESA NÃO É ELEITOR”

b61c6250-5c35-4de9-a912-4206e853cd66Trabalhadores se reúnem no 8° Congresso dos Metalúrgicos do ABC para discutir o tema que mais preocupa, politicamente, a sociedade brasileira: a reforma política. Tema que se para a sociedade é fundamental para que a democracia se consolide como democracia real, onde os direitos políticos sejam abrangentes a todos os seguimentos, todavia para a maioria dos parlamentares não tem significado de necessidade democrática.

Como um dos pontos da reforma política é o fim do financiamento privado dos candidatos pelas empresas, o que avaria de forma contundente a democracia, posto que faz do parlamentar um mero promotor dos interesses dessas empresas no Congresso Nacional acarretando atos de corrupção como se tem visto, essa maioria não pretende votar esse ponto. Deixando que tudo fique como se encontra: uma promiscuidade-parlamentar.

É exatamente esse ponto que encontra sendo debatidos pelos metalúrgicos, sindicalistas, movimentos sociais, OAB, CNBB, estudantes e outras categorias. O congresso contou com a abertura feita pelo secretário-executivo da Comissão Brasileira de Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Carlos Moura que foi contra o financiamento privado.

“Não é possível que empresas financiem campanhas. Empresa não é eleitor. Empresa não vota. Portanto, nós precisamos, com a reforma política, impedir que empresas possam financiar campanhas”, afirmou Carlos Moura.

Rafael Marques, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a sociedade tem que se envolver com os poderes constituídos, porque caso contrário tudo torna-se mais difícil em relação a mudanças.

“Temos que mudar, de uma maneira que esse Congresso tenha mais a cara do Brasil, que os políticos, como um todo, tenham a cara do Brasil. Que o Judiciário tenha a cara do Brasil, o que não tem”, disse Marques.

Para Wagner Santana, Wagnão, secretário-geral do sindicato a único forma de se fazer política decente é através da reforma política.

“Empresas que dependem da destinação de recursos públicos para obras são as grandes financiadoras dos partidos políticos. Portanto, se nos quisermos, de fato, discutir alteração e um modo de fazer política, nesse país, mais decente, temos que discutir a reforma política”, observou Wagnão.

Por sua vez, e mostrando que deve ter sempre vez, a juventude metalúrgica vem atuando de forma produtiva para que toda a sociedade tenha conhecimento de como se encontra a questão e tome posição. Segundo, Alessandro Guimarães, coordenador da Juventude Metalúrgica do Sindicato, a entidade encontra-se conversando como todos os seguimentos da sociedade.

“Podem ter certeza que a juventude vai estar conversando com todo o mundo que for preciso e levando esse debate da reforma política. A gente vai continuar questionando, conversando, nas faculdades, falando da importância. E, se precisar, vamos pressionar o governo, como a gente já fez”, mandou ver, Alessandro.

PREOCUPADAS COM A VOTAÇÃO DA TERCEIRIZAÇÃO NO SENADO AS CENTRAIS SINDICAIS PREPARAM ESTRATÉGIAS DE LUTA

3e28b1f1-2f72-409b-9309-939bb63798ecDiante do desastre que foi a votação da PL 4.330 produzido pelos deputados-patronais, momento em que os direitos trabalhistas conquistados historicamente em várias frentes de lutas foram destruídos, as centrais sindicais se reuniram para traçar as estratégias de luta para reverter o desastre no Senado, onde a PL espera análise e votação por parte dos senadores.

Ontem, dia 11, os principais líderes sindicais se reuniram para tratar do assunto, assim, como também, as preparações para as manifestações que serão realizadas no dia 29, em todo o Brasil. A luta contra a precarização do trabalho e a perda dos direitos dos trabalhadores são as principais preocupações das centrais sindicais diante da ameaça da aprovação da terceirização no Senado, embora o presidente da Casa, Renan Calheiros, já tenha afirmado que ela não passa.

“Não queremos a terceirização na atividade-fim. Queremos a regulamentação, não a precarização. Do jeito que passou tudo foi rasgado, depois de uma série de ações que de certa forma distanciaram as centrais”, afirmou Ricardo Patah, presidente da UGT.

Sérgio Nobre, secretário-geral da CUT, concebeu que a discussão em relação aos direitos dos trabalhadores vai além da PL 4.330.

“Temos uma preocupação enorme com os rumos da economia. Nosso problema é maior que o 4.330. As restrições estão chegando e paralisando a economia. Temos que superar as nossas diferenças. Temos que aceitar que a terceirização na atividade-fim é um desastre. Agora, o que temos a fazer, é a batalha no Congresso”, observou Sérgio Nobre.

Para Wagner Gomes, secretário-geral da CTB, os pontos de preocupação das centrais sindicais devem ser o combate à terceirização na atividade-fim, as MPs 664 e 665 e o ajuste fiscal.

“Isso é o que unifica todas centrais. Esta plenária é um reforço na nossa mobilização para o dia 29. Cada setor vai fazer uma atividade contra a terceirização e as MPs 664 e 665. A partir de agora é fundamental a mobilização das centrais estaduais e dos sindicatos para fazermos um grande ato rumo à greve geral”, disse Wagner Gomes.

Por sua vez, foi a CSP-Conlutas, através de Atenágoras Lopes, da executiva, quem mais enfatizou a necessidade da greve geral em defesa dos direitos dos trabalhadores.

“O Brasil carece de uma greve geral. No dia 29, se todas as centrais estiverem de acordo para uma parada geral, aí vamos estar incluídos”, disse Atenágoras.

DILMA SE REUNIU COM LIDERES SINDICAIS, SE POSICIONOU CONTRA A TERCEIRIZAÇÃO E FEZ BALANÇO DA POLÍTICA TRABALHISTA

07908ca1-9207-4a94-a7d6-42469fc115baTendo como pauta a discussão sobre o Projeto de Lei 4.330, terceirização, e estrutura da política trabalhista em seu governo e a importância da valorização do salário-mínimo, a presidenta Dilma Vana Rousseff se reuniu no Palácio do Planalto com os líderes sindicais da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Contag, além dos ministros Joaquim Levy, da Fazenda, Manoel Dias, do Trabalho, Nelson Barbosa, do Planejamento, Carlos Gabas, da Previdência Social e Aloizio Mercadante, da Casa Civil.

Durante a reunião a presidenta também falou sobre a data do 1° de Maio, Dia do Trabalhador, que se comemora hoje. E como já foi informado por seu governo, esse ano ela não falará em cadeia nacional de rádio e televisão. Ela fara uso da internet. Decisão que dividiu as opiniões. Para alguns ela deveria usar a cadeia de rádio e televisão porque possibilita maior comunicação com a sociedade brasileira. Para outros a internet é importante ela fala, porque hoje é um recurso comunicacional que abrange muitos brasileiros e permite contato direto com os internautas, o que o rádio e a televisão não permite.

“É preciso manter a diferença da terceirização entre atividade-fim e atividade-meio nos mais diversos ramos da atividade econômica.

É urgente e necessário regularizar o trabalho terceirizado para que milhões de trabalhadores tenham proteção no emprego e garantia de salário digno, também é importante para os empresários porque significa segurança para eles, uma legislação clara sobre terceirização.

É fundamental que possamos garantir por lei, até 2019, o aumento do poder de compra do salário e queria lembrar que, nos 4 anos do meu primeiro mandato, por conta da política salário-mínimo que adotamos em 2011, tivemos aumento de 14% de salário-mínimo acima da inflação.

Tomamos um conjunto de medidas e fizemos ajustes porque queremos reduzir a inflação e queremos fazer esses ajustes para voltar a crescer e em bases sólidas.

Vai nos caber encontrar a melhor estratégia e definir o instrumento mais eficiente para que nossos objetivos sejam atingidos.

Consideramos que as manifestações dos trabalhadores são legitimas e temos que estabelecer esse diálogo sem violência”, disse Dilma.

Dilma afirma que as reivindicações dos trabalhadores são legitimas e que devem ser vistas sem violência, dimensão política trabalhista que o governador do Paraná, Beto Richa, do partido da burguesia-ignara-parasita, PSDB, não tem. Aliás, os governantes do PSDB, já que sempre tiveram dificuldade democrática em lidar como os interesses reivindicatórios dos trabalhadores. A sensibilidade e intelecto deles se reduzem ao primitivismo opressor e dominador: violência-corporal. Vide exemplo, o que vem ocorrendo com os professores do Paraná. 

PARLAMENTARES DA BASE ALIADA ENTRAM COM PEDIDO DE MANDATO DE SEGURANÇA NO STF PARA IMPEDIR A VOTAÇÃO DA TERCEIRIZAÇÃO

b732fa52-ac14-4d29-ad5e-6bad51128cd0Na noite do dia 7, o Projeto de Lei (PL) 4.330 que regulamenta a total prática da terceirização no país, teve aprovada sua tramitação em rito de urgência urgentíssima pelos parlamentares que tramam contra os trabalhadores em benefício do capital representado por seus patrões capitalistas que não satisfeitos com o assalto da mais-valia pretendem mais lucros em nome de uma falsa modernidade trabalhista.

Diante do acinte contra os trabalhadores e a maior parte da sociedade brasileira, já que são os trabalhadores que produzem economia de onde saem as rendas de outros trabalhadores que desempenham funções sociais específicas, parlamentares da base aliada se reuniram para tratar da possibilidade de entrar com um mandato de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir a votação da PL 4.330. O teor da decisão se baseia no fato de que a Medida Provisória (MP) 664, enviada pela União ao Congresso, cuja data para sua votação em fevereiro, já expirou.

Se for considerada da MP 664, a votação da PL da terceirização será tida como inconstitucional. Diante da realidade-democrática, o presidente da Câmara, com perfil total de antidemocrata, o reacionário Eduardo Cunha (PMDB/RJ) afirmou que o recurso não tem força nenhuma porque a MP 664 não lida em plenário. Todavia, como os parlamentares da base aliada, principalmente os governantes, não são avoados e nem desatentos, eles afirmaram que já houve a leitura em plenário da MP 664. Tudo ocorreu semanas trás, de forma ligeira, e o próprio relatório da comissão especial afirma que foi lido na ata sessão.

“Já há convicção de que, caso o resultado da mesa, seja de que a votação da PL pode ter continuidade, a não que a explicação apresentada não deixe margem para dúvidas, será ajuizado o mandado de segurança na Suprema Corte”, afirmou um deputado.

AUTORITARISMO DE EDUARDO CUNHA, DE IMPEDIR SINDICALISTAS ASSISTIR A VOTAÇÃO DA PL 4.330, É DERRUBADO POR MINISTRO

image_largeDurante a manifestação dos trabalhadores em frente ao Congresso Nacional contra a votação da PL 4.330 que coloca o trabalhador em posição maior de escravidão, a terceirização total no mercado de trabalho, quando vários manifestantes foram feridos e agredidos pela Polícia Legislativa e Policia Militar, o reacionário e processado presidenta da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ) afirmou, com arrogância e prepotência, que a manifestação dos trabalhadores lhe impulsionava para votar com maior ligeireza a PL da terceirização.

Como já lhe é peculiar, Eduardo Cunha, impediu que os representantes sindicais circulassem nas dependências da Casa do Povo, onde quase não há representantes do povo. Proibidos, os trabalhadores tiveram mais um dos seus direitos reprimidos: o direito à liberdade de participar, pelo menos visualmente, da votação de um projeto de lei que atenta contra sua dignidade de produtor de economia para satisfazer os capitalistas e – como não? -, os próprios deputados que são algozes de seus direitos.

Porém, ontem, dia 8, a prepotência – a prepotência é a cidadela dos inseguros que tomam as instituições como suas protetoras – do campeão de processos, deputado Eduardo Cunha, enfraqueceu. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio autorizou a entrada e circulação dos representantes Central Única dos Trabalhadores (CUT) na Câmara para que possam assistir a votação da irracional PL da terceirização. A violência contra os trabalhadores em benefício dos patrões.

“Mostra-se simplesmente inimaginável que criem obstáculos ao ingresso do cidadão em qualquer das Casas que o integram. Em tempos estranhos, como o presente, há de se buscar o fortalecimento desse imprescindível Poder, em atuação constante, considerado o sistema de freios e contrapesos – tão necessário a evitar-se o cometimento do mal que é o abuso”, disse o ministro em sua decisão.

SINDICATO DE XAPURI, NO ACRE, PROTESTA CONTRA A AFIRMAÇÃO DE MARINA QUE DISSE SER CHICO MENDES ELITE

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Para fugir de um questionamento levantado por um dos participantes no alcunhado debate da TV Band, que afirmou que Marina estava se aliando com a elite, ela, de forma recorreu à estratégia de escape afirmando que todo mundo é elite. Os capitalistas, os trabalhadores, Chico Mendes… Uma forma de desconstruir a opinião pública de que está fazendo a velha política que ela nega.

Diante da conceituação de que Chico Mendes é elite feita por Marina, o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Xapuri, no Acre, publicou uma nota de protesto contra o acinte eleitoreiro da candidata sobrenatural. No mesmo sentido a filha de Chico Mendes disse que não vota em Marina, mas em Dilma.

Leia a nota e a entrevista com  Dercy Cunha, a vice-presidenta do sindicato.

Diante da declaração da candidata à Presidência da República para as próximas eleições, Marina Silva, onde esta coloca o companheiro Chico Mendes junto a representantes da elite nacional, o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Xapuri (Acre), legítimo representante do legado classista do companheiro Chico, vem a público manifestar-se nos seguintes termos:

Primeiramente, o companheiro Chico foi um sindicalista e não ambientalista, isso o coloca num ponto específico da luta de classes que compreendia a união dos Povos Tradicionais (Extrativistas, Indígenas, Ribeirinhos) contra a expansão pecuária e madeireira e a conseqüente devastação da Floresta. Essa visão distorcida do Chico Mendes Ambientalista foi levada para o Brasil e a outros países como forma de desqualificar e descaracterizar a classe trabalhadora do campo e fortalecer a temática capitalista ambiental que surgia.

Em segundo, os trabalhadores rurais da base territorial do Sindicato de Xapuri (Acre), não concordam com a atual política ambiental em curso no Brasil idealizada pela candidata Marina Silva enquanto Ministra do Meio Ambiente, refém de um modelo santuarista e de grandes Ong’s internacionais. Essa política prejudica a manutenção da cultura tradicional de manejo da floresta e a subsistência, e favorece empresários que, devido ao alto grau de burocratização, conseguem legalmente devastar, enquanto os habitantes das florestas cometem crimes ambientais.

Terceiro, os candidatos que compareceram ao debate estão claramente vinculados com o agronegócio e pouco preocupados com a Reforma Agrária e Conflitos Fundiários que se espalham pelo Brasil, tanto isso é verdade, que o assunto foi tratado de forma superficial. Até o momento, segundo dados da CPT, 23 lideranças camponesas foram assassinadas somente neste ano de 2014. Como também não adentraram na temática do genocídio dos povos indígenas em situação alarmante e de repercussão internacional.

Por fim, os pontos elencados, são os legados do companheiro Chico Mendes: Reforma Agrária que garanta a cultura e produção dos Trabalhadores Tradicionais e a União dos Povos da Floresta.

Xapuri, 27 de agosto de 2014

José Alves – Presidente

Há desconforto dos trabalhadores de Xapuri com a forma como o legado de Chico Mendes está sendo tratado pela campanha de Marina Silva?

Sim, exatamente.

Por quais motivos?

O nome de Chico Mendes é usado de forma indevida, colocando ele em uma condição do que ele não era. Ele era um sindicalista defensor dos direitos dos trabalhadores, de melhoria de qualidade de vida, e nunca foi esse ambientalista da forma como é colocado pelos políticos.

Por que isso acontece, na sua opinião?

Porque isso rende, né? Isso, de certa forma, em termos de angariar recursos e apoios, tem importância.

Que relação a senhora teve com o Chico Mendes?

Fui a segunda presidenta do sindicato, logo depois do presidente fundador, e antes do Chico. Tivemos sempre uma relação muito boa, de muito trabalho conjunto.

Pelo que a senhora conhecia dele, acredita que ele concordaria com a forma como o legado dele surge na campanha eleitoral? Ele apoiaria Marina?

Só se ele tivesse mudado muito de opinião. Do contrário, eu imagino que ele teria a mesma postura que nós. A gente entende que, na campanha política, tudo acontece para chegar ao poder, mas as alianças e os vínculos que a Marina tem nos mostram que ela jamais teria condições de aplicar um projeto de sustentabilidade. A verdadeira sustentabilidade ofende os interesses do grande capital.

Existe alguma candidatura que contemple as demandas dos trabalhadores e trabalhadoras de Xapuri?

Olha, infelizmente, as candidaturas que representam aquilo que a gente sonha estão em desvantagem em termos de preferência. Tem algumas candidaturas que, se não mudarem ao chegar ao poder (porque o problema é quando os partidos chegam ao poder), seriam alinhadas, como as do Psol e do PSTU. São candidaturas que representam o que a gente sonha. Não orientamos votos, preferimos que as pessoas tirem suas próprias conclusões.

Entre as que estão disputando a liderança das pesquisas de opinião, há alguma mais próxima das posições do sindicato?

Não, são todas muito próximas. As propostas postas para a Amazônia, todos eles, são projetos de destruição, como as grandes obras de hidrelétricas e mineração. Isso não combina com nossos ideais.

O ECONOMISTA MÁRCIO POCHMANN DIZ QUE A NOVA CLASSE TRABALHADORA PRECISA DO ESTADO COMO PRECISA DE SINDICATO

São mais de 40 milhões de brasileiros que durante na última década deixou a linha de pobreza para se caracterizar, na pirâmide social, como a nova classe trabalhadora. Um fato possível com as políticas desenvolvidas pelo ex-presidente Lula e a presidenta Dilma.

Embora tenha ocorrido essa transformação social, não se pode afirmar que se-trata de ascensão de classe. Essa classe ainda precisa muito do Estado para poder promover educação, saúde e serviço público de qualidade para seus entes. Diferente da classe média que prescinde desses benefícios públicos porque tornou sua existência uma realidade privada que engloba a saúde, educação, transporte, entretenimento. Tudo como forma de deduzir o imposto de renda.

Esse entendimento é mostrado pelo economista Márcio Pochmann, professor do Instituto de Economia da Unicamp e ex-presidente do Instituto de Pesquisa de Aplicada (Ipea) que participou do debate promovido pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo no Centro de Pesquisa 28 de Agosto.

“É inegável a mobilidade social e material alcançada pelos brasileiros desde a década de 2000, com criação de milhões empregos, redução da miséria, ampliação das políticas públicas inclusivas, principalmente na educação e habitação e aumento do poder de consumo dos trabalhadores. Mas, essa inclusão, não é sinônimo de ascensão de classe.

A classe média poupa, investe, viaja, investe em cultura, lazer e conhecimento. Quer menos imposto e não quer o Estado. A classe média típica se delicia no momento de declarar o imposto de renda e calcular as deduções que tarar com planos de saúde, escolas particulares, fundo de previdência, enfim, gastos com serviços que recusou do Estado e foi buscar no setor privado; deduz até, pasme, despesa com a empregada doméstica.

Assim, a principal política social do Estado, vem do Ministério da Fazenda. A classe trabalhadora, entretanto, precisa do Estado. Sem ele, não terá acesso à educação, saúde, serviços públicos de qualidade.

Os avanços são analisados por partes, o pobre, a mulher, o negro, a moradia, a situação de rua… Sem se observar no todo, no macro, que o surgimento dos novos atores sociais se dar em desconexão com os setores que deviam representar esses novos atores.

De cada dez novos trabalhadores que ingressa no mercado de trabalho, apenas dois se sindicalizaram. Dos oito que não se filiaram, quatro apontaram como motivo o fato de o sindicato não os representar e os outros quatro consideram importante, mas não se associaram por não saber como e não conhecer a entidade que os representaria, Do mesmo modo, dos milhões de jovens que conquistaram acesso à universidade, a maioria não se aproximou de movimentos estudantis.

Estão surgindo movimentos sem pauta, porque não estão representados por instituições. Não estamos sem futuro nem sem projeto, mas estamos sem agenda para esses trabalhadores e é preciso alcançá-los. Na política não tem vaga. Se a esquerda não souber dar esses novos passos, outros darão”, analisou Márcio Pochmann.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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