Archive for the 'Sincretismo' Category

MARAVILHOSA FESTA DE DERRUBADA DO MASTRO DE SÃO SEBASTIÃO NO CENTRO DE TAMBORES DE MINA DJÊ DJÊ/ NAGÔ TOY LISSA AGBÊ MANJA DE MÃE EMÍLIA

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Para Mina, São Sebastião “é um Xapanã, e o Rei Sebastião da Praia do Lençol. Então, nós louva neste dia, canta para toda família do lençol, todos os voduns da praia do lençol”. Oferendas, cantos, louvores e muito axé na maravilhosa festa de derrubada do mastro de São Sebastião na Casa de Mina de Mãe Emília. São Sebastião, o guerreiro, santo católico, protetor dos gays, dos que lutam pela liberdade. Santo que expressa a mais justa solidariedade.

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Oh! Mater em Cristo
 
Meu santo varão
 
Livrai-nos da peste
 
Meu São Sebastião.
 
Salve o Cristo puro
 
Estrela luzente
 
Prodígio das graças
 
Do Onipotente.
 
Oh! Mater em Cristo
 
Meu santo varão
 
Livrai-nos da peste
 
Meu São Sebastião.
 
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        Na festa a São Sebastião, realizada, alegremente, no dia 20 de janeiro de 2014, no Centro de Mãe Emília, o entusiasmo e a dedicação dos participantes não podiam ser diferentes em termos de dedicação, respeito e solidariedade. Um fato já comum nas festas promovidas na Casa de Mina de Mãe Emília.
Além do comprometimento e sinceridade com que são realizadas as manifestações por parte de seus membros, há também a disposição cortês de Mãe Emília com os convidados. Uma deferência que já se tornou marca singular de Mãe Emília. Razão pela qual todo ano aumenta o número de simpatizantes que frequentam o centro. São adultos, adolescentes e crianças participando da maravilhosa derrubada do mastro de São Sebastião.
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Mãe Emília realiza a derrubada do mastro de São Sebastião há exatamente 37 anos. Segundo ela, São Sebastião lhe é grandemente próximo: é do mês de seu aniversário. E é também seu vodum, santo protetor. A festa é uma louvação para São Sebastião e que em seguida se abre para Oxossi. A louvação começa com São Sebastião todo alegorizado com flores com cores vivas e bem perfumadas, é carregado, em procissão, em volta do mastro coberto de baixo até o alto, de frutas que significam as oferendas. No momento do movimento circular os participantes cantam o ponto “Bem Dito São Sebastião”.

Nasceste no berço
 
Do vil paganismo
 
Porém a fé santa
 
Vôs deu o batismo.
 
Vós desde menino
 
Já nos ensinava
 
A religião santa.
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           Uma parada para as orações. Terminadas as orações, Mãe Emília, com um terçado, dá a batida inicial da derrubada do mastro. Os outros participantes, filhos de santos e convidados, se encarregam da derrubada. Derrubado o mastro são acesas velas e iniciam-se os pedidos, rezas e oferendas para que o ano transcorra com felicidade para todos. Muito axé! Em seguida, o santo é levado para o salão e os tambores de Mina começam a rufar em forma de louvação.
 
Rei Sebastião
 
Ele é guerreiro militar
 
Rei Xapanã, ele é pai de terreiro
 
Lá numa guma, guma imperial
 
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E a maravilhosa festa para São Sebastião, guerreiro, continuou no Centro de Tambores de Mina de Mãe Emília, localizada na Rua Pintassilgo, no 100, Cidade Nova II, próximo ao Cruzeiro.
Diversas outras entidades apareceram juntamente como o outro aniversariante da noite turco Caboco Ubirajara. Ao som dos abatazeiros (tamborzeiros ou ogans em outras nações) os pontos e cores encheram a casa de alegria e mais um ano de celebração a São Sebastião.
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OFERENDAS E BARQUINHAS PARA IEMANJÁ POR UM BOM ANO NOVO DE 2013

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Em uma bela noite de cruviana a Prainha da Ponta Negra em Manaus recebeu diversas famílias, frequentadores das religiões afro e simpatizantes para que vieram fazer oferendas e pedir um bom ano para a rainha das águas e mãe de todos orixás Iemanjá e a dona das aguas doces Mamãe Oxum.

E a areia ficou enfeitada com o colorido das flores, das velas, dos pratos, da fé, dos pontos cantados e das barquinhas que foram oferecidos para Iemanjá. E na festa a nossa mães das águas todos se purificam e renovam assim como o ano novo que logo mais chega.

Eu fui lá na beira da praia,
Para ver o balanço do mar,
Eu vi um retrato na areia,
Me lembrei da Sereia,
Comecei a chamar,…
O Janaína, vem, vem,
O Janaína, vem cá,
Receber estas flores,
Que eu venho te ofertar.

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ele jurou bandeira
ele tocou clarim
com seu exercito branco
ele lutou por mim
na beira da praia
ogum sete ondas
ogum beira-mar

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Caminhando pela prainha vimos alguns babalorixás e ialorixás conhecidos deste bloguinho como a mãe Valkíria e o pai Belmiro, e nestes encontros praianos descobrimos a ausência de algumas casas que não estiveram pelas areias da Ponta Negra neste ano.

Mesmo assim os tambores e os pontos cantados pelos presentes mostraram toda a força que este encontro com oferendas  e agradecimentos possui. E para deixar a festa ainda mais bonita diversas entidades como o Caboclo Ubirajara, Cabocla Herondina, seu Joãozinho, Dona Mariana estiveram presente para oferendar Yemanjá.

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Meus amoriê, Meus amoriá
 
Na linha de umbanda

quem versa, quem manda

são os orixás

Ogum mora na lua

Xangô lá na pedreira

Oxossi na mata virgem

Mamãe Oxum na cachoeira

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Os pontos e orações se renovavam e eram cantados com a força das entidades presentes. Assim as oferendas para Yemanjá presente em cestas, barquinhas, buquê de flores eram enfeitadas e recebiam as velas, presentes e essências destinadas a rainha do mar.

Eu vi chover, eu vi relampejar
Mas mesmo assim o céu estava azul!
Firma seu ponto na folha da jurema
Que oxóssi é bamba no maracatu!

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Os pontos continuaram durante toda a noite, e com o cair da madrugada as barquinhas estavam prontas para levar as oferendas para Mamãe Oxum e Iemanjá.  Os pedidos, graças, e oferecimentos  também foram feitos para que o ano novo seja repleto de muito axé e que Iemanjá nos banhe com suas águas.

Aos poucos os barquinhos que estavam com na areia foram arrastado para as águas e cada grupo presente levava aos poucos suas preces e objetos para os braços das duas mães, dágua  doce e d’água salgada.

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Oh que barco tão lindo que vem

Sobre as ondas do mar  

Ele traz as vibrações de nossa

Mãe Yemanjá    

Yemanjá ,Yemanjá

Ela é a rainha do mar

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Odoyá Odociá minha mãe Yemanjá, Ai-iê-ieu mamãe Oxum

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E assim o mar ficou repleto de oferendas que coloriram e iluminaram um ano novo repleto de bençãos, realizações e muita fé para todos, e ainda um caminho onde a intolerância e preconceito religioso, que acontece muitas vezes com as religiões afro, possam ser superados.

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Após as oferendas a alegria continuou na areia e os tambores continuaram durante a madrugada prenunciando um bom ano novo de 2013 com muita paz, saúde, realizações e com as bençãos de nossa mãe Iemanjá.

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Os únicos que tentaram macular esta bela festa foi o prefeito Amazonino Mendes e a prefeitura de Manaus que não se contentam em terminar este (des)governo com as ruas cheias de buracos, e deixaram a escada, atualmente o único meio de acesso a Prainha, sem manutenção e cheia de burados,o que coloca a vida de centenas de idosos e crianças, religiosos e visitantes em risco fatal.

A prainha, que fica a uma grande altura da rua, poderia ser palco de alguma fatalidade, mas pela força de Iemanjá e dos orixás, tudo ocorreu bem.

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FESTA DE PRETA MINA NO TERREIRO DE PAI ADALBERTO

A umbanda está em festa
Neste dia de alegria
Saravá a Preta Mina
Que hoje é seu grande dia

No último domingo o Terreiro do Pai Adalberto, localizado na Av. Presidente Keneddy no Bairro do Educandos, festejou a dona de sua casa, a encantada Preta Mina.

Com a casa em festa e lindamente organizada, Pai Alberto agradeceu a presença de todos em uma noite tão especial:

Obrigado pela presença de todos vocês. A casa é nossa, e são 39 anos  de Preta Mina, todos hoje são bem vindos, vamos curtir a festa. Sintam-se a vontade como se estivessem com sua família, dentro de sua própria casa.

Pai Adalberto contou um pouco a história de Preta Mina e sobre a realização deste ritual que festeja aquela que é a dona de sua casa, e grande celebrada neste dia.

A Festa da Preta Mina é tradicional no Amazonas tem 39 anos, e ela é a dona da minha casa. Como eu vivo na Região Norte, não interessa a nação, você pode fazer keto, jeju, angola que cai neste baião que eu toco, um baião de mina. E eu carrego uma vodunça velha, uma escrava que se chama Preta mina. Ela foi encantada em Rio de Conta em Minas Gerais e é encantada em uma cobra.

Na festa de Preta Mina eu abro a gira cantando pro meu santo dentro da mina, pro senhor badé que é Xango. Quando eu termino as três ou  quatro rezas que eu faço pra ele eu viro pra Toya Verequete já trazendo os encantados, por que ela é encantada. Ai Preta Mina chega e toma conta da casa.

E logo  os ogans ou tamborzeiros começaram a batucar prepararando a gira com a sonoridade engendrada no tempo da escravidão fazendo toda a casa vibrar diferente daquelas do cotidiano de cada um dos presentes.

Logo foram surgindo os primeiros encantados e entidades da religião, enchendo  de diversas cores, pontos e criando muito axé no terreiro. Nas fotos abaixo vemos Cabocla Moça Bonita, Cabocla Jussara, Caboclo Olho D’Água, Caboclo Rompe Mato, Seu Roxo, Cabocla Joana Gunça e Caboclo Ubirajara.

 

A minha barca é nova
Nela eu vim
Ela é feita de aroeira
E de casca de jasmim

A bandeira de Oxalá.
A Bandeira de Oxalá, Brilhou, Brilhou,
E a Bandeira de Oxalá, a umbanda clareou
Clareou na Terra,
Clareou no Mar,
Clareou no Terreiro
Salve pai Oxalá.

E então a dona da casa, a encantada Preta Mina desceu na cabeça de Pai Adalberto deixando a festa ainda em maior esplendor. Os tambores rufaram mais forte e a gira continou até o começo da madrugada.

Está iluminada nossa umbanda
Está cheio de flor nosso congá
O Preta Mina é tudo que eu faço
O Preta Mina ilumina o caminho por onde eu passo

Preta Mina agradeceu a presença de todos  e convidou para continuar a festa na parte de trás do terreiro, onde se brindou mais um ano de Preta Mina na cabeça de Adalberto e onde estava posta uma mesa, repleta de deliciosos bolos e comidas.

Agradecida, agradecida
pela irmandade eu estou muito agradecida
Agradecida, agradecida
pela união estou muito agradecida
Agradecida, agradecida
Senhores todos estou muito agradecida
Agradecida, agradecida
Se precisar meus filhos contem comigo
Recebam flores, recebam flores
recebam flores e também os meus amores

Então chegou a hora de Preta Mina se despidir e voltar para o reino dos encantados. Mas antes deixou seus desejo de que todos tenham muitas realizações, paz e axé durante todo este ano.

Na paz de Deus eu cheguei
Na paz de Deus eu vou embora

Na paz de Deus ela chegou
Na paz de Deus ela vai embora
Jesus que fique com todos
Eu vou com Nossa senhora

Ao fim da festa conversamos com Pai Adalberto, que estava ao lado de Mãe Iara que veio de São Paulo para participar da festa, nos contou um pouco sobre o umolocô e sobre os preconceitos da religião afro.

A minha nação é Umolocô, o pessoa fala besteira e diz que Umolocô está totalmente extinta e não é verdade. Aqui em Manaus, o único casa de Umolocô é a minha casa, de Preta Mina. Eu nasci no Umolocô e minha falecida mãe de santo Ivone de Oxum, que fez Xango em cima de mim, e eu sou Adalberto de Xango, sou robono da casa. E eu fui feito dentro de Umolocô que é uma raiz de angola, onde as pessoas as vezes dizem que são angoleiros, mas é uma angola bate folha, que na verdade é umolocô. A diferença do Umolocô pro keto e pro angola é que o umolocô não raspa, a gente só catula, a gente não carrega kelê, a gente carrega senzala e o mucan no nosso período dos três meses. E umolocô é uma nação unida que vai de Exu a Oxalá, depende de quem tem fundamento pra fazer. A gente não tem espécie de santo, se é Xango é Xango, e não interessa a espécie do Xango. É Oxum é Oxum. A gente fala pros filhos as espécies mas não faz qualidade.

Na minha casa eu faço todos os tipos de trabalho. O umolocô é uma nação tão unida que abrange a tudo. Eu sou obrigado a abrir na minha casa no mínimo uma vez, e no máximo duas vezes por ano, eu fazer mesa branca e cirurgias espirituais. Eu toco duas vezes sacaca onde eu trago povo do fundo que vem na base do toari, da pena e do maracá pra fazer cura, tirando bicho, tirando feitiço. São linhagens totalmente diferente, então o umoloco pega todos os orixas sem ficar ninguém de fora, no caso Irôko, Ossain, Oxumare. Yéyé que eu anda nem tenho fundamento dele, ainda vou pegar, e no Brasil é um orixá que poucas pessoas conhecem, e é tratado que nem o Irôko pois não leva louça, leva cabaça, que é uma cuia. Então o umolocô puxa encantamentos de todas as regiões, ainda mais na nossa região que é muito rica, com os indigenas, os caboclos.

A maioria das pessoas quando ouve falar que somos espíritas fica com pé atrás, por que não se vê uma obra, um espírito, uma bondade, só vem um querendo acabar com a vida do outro, mas isto não leva a nada. Para você poder crescer você tem que dar incentivo e batalhar, tirar estas coisas negativas de achar que o teu colega é melhor que você. Mas ele não é. Você tem a mesma capacidade dele, lutando, estudando e se ele é bom você pode ser melhor. No instante que entram na minha casa eu quero que sempre peçam isto: quero voltar a ser visto, conquistar meu espaço, quero paz comigo, com meus amigos e inimigos e que eu tenha um bom caminho.

DERRUBADA DO MASTRO DE SÃO SEBASTIÃO NO CENTRO DE TAMBORES DE MINA DE MÃE EMÍLIA

Clique nas fotos para amplia-las

Oh! Mater em cristo
Meu santo varão
Livrai-nos da peste
meu São Sebastião

Salve o cristo puro
Estrela luzente
Prodígio das graças
do onipotente

Oh! Mater em cristo
Meu santo varão
Livrai-nos da peste
meu São Sebastião

Na última sexta-feira (20) foi comemorado no Centro de tambores de Mina Djê Djê/Nagô Toy Lissá Agbê Manja em Manaus a tradicional festa de São Sebastião, o martir que é padroeiro dos soldados, atletas, dos homossexuais e toda moçada LBGT. Além de ser um santo cristão, ele é cultuado pelas diversas religiões afro reprentado no chamado sincretismo de Oxóssi, o santo que mora nas matas e a a proteje.

A festa é celebrada nos  terreiros de Mina louvando São Sebastião que para a mina “é um Xapanã e o Rei Sebastião da Praia do Lençol. Então nós louva  neste dia, canta para toda a família do lençol,  todos os vodums da Praia do Lençol” explica Nochê Hunjaí Emília de Toy Lissá/Agbê Manjá que também deu um depoimento sobre o santo.

Já fazem 35 anos que eu faço esta tradição. Primeiro eu faço por que ele me pertençe, neste tempo todinho é do mesmo mês meu, mesmo dia meu, é meu protetor como santo e como vodum. Então tenho que fazer esta louvação a ele e todo ano eu faço. E a gente canta pra Xapanã, para Rei Sebastião e canta para o homem também.  Depois a gente abre pra Oxóssi, por que uma nação, como por exemplo na Bahia na casa de Mãe Menininha, eles tem Oxossi como Ogum, e na verdade ele foi um guerreiro, um soldado, herói, batalhador. Então tem umas nações que pra eles ele é um Ogum.


E a festa começou quando santo, que estava em um andor enfeitado de flores, era carregado em volta de seu mastro enquanto era cantado o ponto  “Bendito São Sebastião”. Com muita alegria cantou-se para São Sebastião.

Nasceste no berço
Do vil paganismo
Porém a fé santa
Vos deu o batismo

Vós desde menino
Já nos ensinava
A religião santa
Que ao culto amava

Após as orações para São Sebastião chegou a hora da derrubada do grande mastro que estava fincado no solo. O mastro estava repleto de frutas, vegetais e outros produtos incluindo cupuaçu, laranja, pupunha, milho, banana, abacaxi, pé de moleque, mel, vinho entre outros. A primeira batida no mastro foi feita por Mãe Emília, seguida de seus filhos de santos e dos demais presentes

Depois de várias batidas o mastro foi ao chão e junto dele os presentes foram pegar os alimentos repletos de axés de São Sebastião. Abaixo vemos o vídeo de todo a caminhada com o santo e a derrubada do mastro

Após a queda do mastro foram acendidas diversas velas para Sebastião, foram feitos os pedidos, agradecimentos, oferendas e rezas para o santo para que se construa um ano de muito axé.

E assim chegou a hora de voltar ao salão e trazer novamente o martir para continuar a festa. E que festa alegre esta do centro de tambores de Mina, que seguiu durante a noite toda.


E os tambores começaram a rufar pelos abatazeiros (ou ogams em outras nações) enchendo todo o terreiro de vibrações e dando vida para os diversos pontos cantados louvor.

 

E os convidados foram chegandos e muitos deles de outras casas de santo foram entrando na roda e alegrando o salão de cores e cantos.

Rei Sebastião,
Ele é guerreiro militar
Rei Xapanã, ele é pai de terreiro
Lá numa guma, guma Imperial

Quem tiver a sua vista aberta
Agora que eu quero ver
Sebastião arrasta as correntes
Fazendo a terra tremer

Pai Edson de Codoense usou sua voz melodiosa para puxar  rezas para Rei Sebastião para que Mãe Emília se preparasse para receber o aniversariante da noite o turco Ubirajara.

 

E desceu na cabeça de Mãe Emília o turco Ubirajara, que se chama de caboco, mas é na verdade um turco, como explicou mãe Emília que festeja além de Sebastião, o seu aniversário de Ubirajara em sua cabeça.

E depois se louva os turcos como já é uma tradição não só na minha casa como nos terreiros do Maranhão todinho, fazem homenagem neste dia, levanta mastro e festejam. A entidade, o seu Ubirajara é um turco. Nós chamamos caboco, mas ele é um turco que já vem luas e luas. Na minha cabeça  está com 45 anos que eu trabalho com ele.

Meu pai Turquia
Já içou sua bandeira
Venha ver como é bonito
ver seu filho na trincheira

Com teu lindo Penacho
É Um Penacho De Arara.
Com o Rompe da Mata Virgem
Com o Rompe da Mata Virgem
Ele é O Caboclo Ubirajara.


Ele é Bira,
ele se chama Ubirajara

Ubirajara quando chegou
Não temeu a caboclo nenhum
Ubirajara quando chegou
Não temeu a caboclo nenhum
Ubirajara é caboclo bravo
Não temeu a caboclo nenhum


Edmundo velho Edmundo
Edmundo velho Edmundo
Eu me chamo Ubirajara
Meu pai Oxossi é guardião
Do outro mundo
Eu me chamo Ubirajara
Meu pai Oxossi é guardião
Do outro mundo.

E então começaram a descer também diversos cabocos e encantados como a caboca índia Ida e vários outros que logo também passaram a saudar os presentes.

Pai Dinho que também estava presente puxou alguns pontos com sua voz forte e agradável que compunha com os abatás e mostrava aos presentes a beleza e força do tambor-de-mina.

Estrela d’alva
é a sua guia
Ubirajara é um
caboco valente

Ubirajara mora
Lá na mata
Lá na grota funda
Lá no fim do mundo

Só queria meu Deus
só queria
Ver o canto
dos Orixás

Eu queria meu Deus
só queria
Ver o povo
da banda de lá

O grande momento da noite chegou quando os seis bolos do aniversariante turco Ubirajara  foram distribuido para os presentes, assim como diversas frutas para todos os presentes que esperaram em fila a degustação deste presente com muito axé. E nesta alegria a festa trouxe toda disposição e envolvimento da Mina.

Parabéns pra você
Nesta data querida
Muitas felicidades
Muitas forças em luz

Não é, não é, não é
Todo santo tem seu dia
Não é, não é, não é
Seu Ubirajara hoje é seu dia

CONVITE PARA COMEMORAÇÃO AO MARTE SÃO SEBASTIÃO

O CENTRO DE TAMBORES DE MINA DJÊ DJÊ/NAGÔ

TOY LISSÁ AGBÊ MANJA

CONVIDA

Os adeptos e simpatizantes dos Cultos Afros para mais uma comemoração ao Marte São Sebastião

No dia 20/01/ 2012 a partir das 16:30 com a derrubada do Mastro do Santo. Logo após os tambores rufam em Homenagem a Dom Sebastião, chefe da família dos Lençois.

Endereço: Rua Pintassilgo, no 100, Cidade Nova II, próximo ao Cruzeiro.

 

Nochê Hunjaí Emilia de Toy Lissá e Agbê Manjá

Morrer por causa da fé chama-se martírio, e garante o céu para qualquer pessoa que morre por amor de Deus, seja ela batizada ou não. Martírio de São Sebastião, cujo sepulcro tem sido venerado pelos fiéis desde a mais remota antiguidade Cristã.

OFERENDAS E BARQUINHAS PARA IEMANJÁ POR UM BOM ANO NOVO

As margens deste novo ano em uma bela noite se reuniram na Prainha da Ponta Negra diversas famílias, frequentadores das religiões afro e simpatizantes para fazer oferendas para a rainha das águas Iemanjá e a dona das aguas doces Mamãe Oxum.

Eu fui na beira da praia pra ver
O balanço do mar
Eu vi o retrato da areia
Me lembrei da sereia
Começei a chamar

O Janaina vem ver, O Janaina vem cá
Receber estas flores
Eu vim lhe ofertar!

As barquinhas repletas de flores e oferendas tomaram a areia enquanto se cantava e faziam as homenagens a Iemanjá. Em toda a praia as famílias e religiosos agradeciam as bençãos recebidas e pediam um novo ano de bastante realizações.

Vindo se juntar aos presentes diversas entidades espirituais afro como caboco, preto velho, ciganas, erês para também fazer oferendas para Iemanjá e trazer axé para o este mundo e mensagens de novo ano.

A cigana Rosa da linhagem deAngola deixou uma mensagem para todos os praticantes da religião afro.

Na lua de hoje, eu Cigana Rosa, rainha dos ciganos não está aqui como exú, está aqui como ciganas na qual fizemos esta mesa com ajuda dos filhos para trazer fartura, caminhos abertos, pra felicidade e pros amores que é o que se tá faltando neste mundo de pecado, no mundo da religião. Pai de santo quer ser melhor que pai de santo, casa de santo quer ser melhor que outra casa e isto não existe. Espirito nenhum é melhor o problema é a mentalidade dos filhos, e este é o nosso pensamento de cigana aça pedinto isto: paz, felicidade e união. Por que a união faz a força; uma corrente quando se quebra um elo não se tem força. E é isto que nós invisíveis, pé-de-vento cobramos deste povo do santo ultimamente. União, fé e humildade por que a humildade e a fé está acima de tudo. Não existe religião, candomblé sem fé, humildade e união.

Caminhando pela Prainha encontramos Pai Anderson que estava junto com alguns outros trazendo algumas oferendas e cantando em seus pontos para Iemanjá o desejo de muito axé para todos .

Olha o navio é negreiro nas ondas do mar

Vamos Saravá nossa mãe Iemanjá

Azul e Branco minha mãe é a cor do céu

Aí quem me dera senhora mãe o seu lindo véu 

“Odoya Odocia minha mãe abençoe todos seus filhos com esta água pura e cristalina assim tirando a impureza deste mundo, a malevolência, a perseguições dos inimigos carnais e espirituais. Odoya mãe Iemanjá, venha trazer paz espiritual para todos. Traga realizações a todos”

Nosso bloguinho conheceu Pai Belmiro de Oxossi que realizou uma portentosa oferenda para sua mãe Oxum e pedindo um ano própero.

Ogum mora na lua

Xangô lá na pedreira

Oxossi na mata virgem

Mamãe Oxum na cachoeira

“Hoje fizemos uma homenagem a minha senhora Oxum Iapondá que é dona das águas doces. Nós festejamos todos os anos Iemanjá, mas na verdade nossa referência tem que ser a Oxum que é dona de nossas águas. Mas como já é tradição trazemos um presente pra Iemanjá, um pra Oxum que é a minha mãe pedindo prosperidade, caminhos abertos, sorte, que ela nos traga paz para o Mundo”

Encontramos também as entidades ligadas ao mar como o seu Joãozinho que também dançaram, cantaram pontos para  e fizeram oferendas a Rainha das águas Janaina.

Eu quero ver quem vem.

Eu quero ver quem é.

Eu quero ver caboco bom.

É no balanço da maré.

Ela não tem medo de andar no mar

Ela só tem medo senhor meu pai

Desta barca virar.

Oh que barco tão lindo que vem

Sobre as ondas do mar  

Ele traz as vibrações de nossa

Mãe Yemanjá    

Yemanjá ,Yemanjá

Ela é a rainha do mar

A beleza da festa continou durante toda a noite com uma grande diversidade de grupos ligados a religiões afros e outros simpatizantes que se uniram em pedir um novo ano melhor.

Caboca Mariana que também estava presente, na cabeça de Mãe Valkíria, deixou uma mensagem de fé e axé para  o mundo inteiro.

“Que este ano que faz 2012 ilumine a gente o caminho dos pecadores, que dê muitos anos de vida, que traga muito axé, muita prosperidade,  muita paz e compreensão, que é o que o povo não tá tendo no mundo do pecado. Nós cabocos estamos oferecendo nossas oferendas e pedindo muita paz e que este ano seja de muito axé, axé e axé. Nós pedimos isto por que todos estes anos que nós passamos foi muita tragédia no mundo do pecado, muita violência. Eu, Caboca Mariana deixo um voto aos pecadores que pecam a Deus que busquem primeiro a Deus, que o resto a gente leva aqui em baixo. E também pedir muita paz, prosperidade, caminhos abertos, muito axé, dinheiro.”

Pai Geovano de Oxagiã também estava presente com os filhos de sua casa e recebeu diversos cabocos. Com muito entusiasmo e vibrações os ogans levaram os pontos nos tambores e atabaques que eram entoados por todos da casa que se refestelavam na alegria de Iemanjá.

Até que no alto da festa recebeu o caboco Sibamba que sempre com sua alegria e bom humor também conversou que este bloguinho sobre o próximo ano.

Este ano que vem vai ser de muita confusão, de muita falsidade, de um se jogando pro outro pra ser a mesma merda. As crianças vão tentar passar um doce, um bom pro povo, pros políticos, principalmente pra estes safados. O Amazonas está fudido por todo mundo. Quem manda ser burro e fuder o Amazonas assim. Mas vai ter muita coisa boa, mas também tem bastante coisa ruim que o povo faz. Quase tudo vai dar certo se o povo saber quem escolhe os políticos e se eles souberem escolher tudo vai dar certo. A política é que nem amor: se você souber escolher com certeza vai certo. Caboco Sibamba

 E pela madrugada as barquinhas foram sendo trazidas ou arrastadas para o rio e entrege a Iemanjá como gratidão e pedido por um ano melhor

Joguei minha barca n’água
Eu quero ver navegar
Peço licença primeiro
A Nossa Mãe Iemanjá.
Oh, Iemanjá! Oh, Iemanjá!
Quem manda nas ondas d’água

Sibamba também abençoou os presentes com seus banhos e com chapagne para passar um ano bom de muitas realizações, e muito axé

E a festa continuou durante a madrugada toda com diversos cantos à Iemanjá, mas também aos invisíveis cabocos, preto-velhos e ciganas, para que este novo ano seja construtor de novas formas de existência na transformação do mundo.


Sentinela das águas do mar
A mãe d’água mandou avisar
Que hoje não pode pescar
Pois hoje tem festa no mar

Iemanja ela é a rainha do mar

No mar tem flores

 Tem rosário de Nossa Senhora 

Aroeira de São Benedito 

Cabocla Herondina, chegou nesta hora

Oh embala, embala, embalaô, cabocla Herundina embala se só,

Ela embala se na rede cipó,


Ela não tem amor na terra,

Ela não tem por quem chorar,

A sua mãe foi muito ingrata,

Atirou-lhe em alto mar

A BELA CIGANA DE PAI ROGÉRIO

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Mais uma vez os filhos, irmãos de santo e demais convidados reuniram-se na mansão situada à rua Visconde de Porto Seguro, 14, no Parque das Laranjeiras, para uma maravilhosa festa para comemorar o aniversário da Dona Cigana na cabeça de Pai Rogério.

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Quando Dona Cigana apareceu todos se levantaram e regozijaram aquela que é a mais bela das entidades dos terreiros e barracões espalhados pela grande Manaus…

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E chegou Pai Ribamar, conhecido em Manaus como um dos maiores babalorixás do Brasil, que chamou a festa para sua responsabilidade. E a festa estava com tudo que tinha direito, senão olha só…

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A festa foi maravilhosa, com um bifet especial como nunca se viu e cumpriu nas manifestações manauaras ou manauenses nos cultos afro que predominam ao menos no que se chama a chamada e experiência vivencial de buscar a realidade de acreditar…

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Ninguém se apareceu contrário ao envolvimento e ao desenvolvimento que paira entre um planejamento e o que predomina na sua imagem e na sua forma de denominar e também de aproveitar essa oportunidade abaianada. Valeu!

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USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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