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DEPUTADOS DO PT QUEREM INVESTIGAR A INDÚSTRIA DA DELAÇÃO PREMIADA EM CPI

Jornal GGN – Os deputados Wadih Damous e Paulo Pimenta, ambos do PT, querem investigar a indústria da delação premiada na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) da JBS. A informação é da Agência PT de Notícia.
 
Segundo o site, Damous e Pimenta citaram as delações feitas pelos procuradores de Curitiba como acordos que concedem benefícios não previstos na lei que regulamenta o instituto. 
 
O mesmo, segundo Damous, se repete em relação ao caso JBS. “A relação que se estabelece entre investigadores e delatores é algo que deve ser investigado”, disse Damous. ­­­Segundo ele, há indícios de coação, e promessas a partir do acordo que não têm previsão legal. “Muitas vezes os investigadores sobretudo os de Curitiba fazem promessas para conseguirem delações das quais a lei não autoriza que sejam feitas”, afirmou.
 
 Segundo Pimenta, “Não podemos ter no país a condição de que determinados procedimentos estejam fora da lei. Essas gravações revelaram como verdadeiras suspeitas, que tratativas ocorrem, estão fora da lei e que de fato devem ser investigadas.”
 
De acordo com o Damous, há resistência no Senado para aprovar a convocação de procuradores responsáveis por alguns dos acordos de delação mais polêmicos da Lava Jato.
 
“E eu não entendo porque alguns senadores não querem investigar esses procedimentos de delação, não querem que Procuradores da República venham depor aqui”, disse ele. Segundo ele, alguns desses são árduos defensores do combate à corrupção, mas não querem esclarecer esses procedimentos que podem, inclusive, gerar nulidade nas investigações.
 
“Acaba fazendo que a palavra de um delator que fez uma parceria mal explicada com um procurador ou um juiz sirva para condenações, como já assistimos”, acrescentou Pimenta, lembrando da fragilidade dessas provas baseadas apenas em delações.
 
Na visão dos deputados, a CPI pode servir para uma regulamentação dos instrumentos de delação premiada no Brasil.
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RESOLUÇÃO DO DIRETÓRIO NACIONAL DO PT SOBRE ANTÔNIO PALOCCI – SUSPENSÃO

CFP INTERPÕE AGRAVO DE INSTRUMENTO CONTRA LIMINAR RELACIONADA À RESOLUÇÃO 01/99

 

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) interpôs, na tarde desta quinta-feira (21/9), no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, agravo de instrumento contra a liminar concedida parcialmente, em 15 de setembro, pelo juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, da Seção Judiciária do Distrito Federal, relacionada à Resolução CFP 01/99

 O Conselho Federal de Psicologia (CFP) interpôs, na tarde desta quinta-feira (21/9), no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, agravo de instrumento contra a liminar concedida parcialmente, em 15 de setembro, pelo juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, da Seção Judiciária do Distrito Federal, relacionada à Resolução CFP 01/99.

A decisão liminar, proferida a partir de uma ação popular, manteve a integralidade do texto da Resolução 01/99 – norma que orienta os profissionais da área a atuar nas questões relativas à sexualidade –, mas determinou que o CFP a interprete de modo a não proibir que psicólogas (os) façam atendimento de (re) orientação sexual. “Entendemos que esta liminar não agrega nenhum benefício para a discussão da causa e ainda traz graves prejuízos à população LBGT. Consideramos que, neste caso, a interferência extrapola a competência do Judiciário, ao dizer como um conselho profissional deve interpretar a sua própria norma”, afirmou Rogério Giannini, presidente do CFP.

De acordo com Pedro Paulo Bicalho, diretor-secretário do CFP, essa decisão se apresenta como um paradoxo, porque, ao mesmo tempo, mantém o texto da resolução, mas a descaracteriza ao reconhecer a (re) orientação sexual como possibilidade de intervenção dos psicólogos. “Mantém-se viva uma resolução, constituindo-a como uma letra morta”, afirmou. A Resolução 01/99 do CFP não somente ratifica a ideia – defendida pela Organização Mundial da Saúde desde 1990 – de que a homossexualidade não é patologia, mas também coloca que a homossexualidade não representa distúrbio ou desvio psicológico e, portanto, não cabe reorientação.

No agravo, o CFP argumenta, inicialmente, que, do ponto de vista processual, a “ação popular” não é o meio adequado para questionar o teor de um ato normativo de uma autarquia federal. Esse entendimento, inclusive, já está pacificado em diversas decisões das cortes judiciais superiores (Superior Tribunal de Justiça – STJ e Supremo Tribunal Federal – STF). Também entende que a liminar se equivoca ao tentar substituir a competência do CFP – estabelecida pela Lei Federal nº 5766/1971 – de regular tecnicamente os limites éticos para a atuação das psicólogos e psicólogas
brasileiros, em território brasileiro.

Além disso, o CFP aponta a temeridade de uma decisão sobre um tema sensível e técnico como o da Resolução 01/99, vigente há mais de 18 anos, ser proferida de forma liminar, sem uma análise mais aprofundada e sem considerar as repercussões imediatas no exercício profissional das mais de 300 mil psicólogas e psicólogos brasileiros.

Pesquisas científicas – Outro argumento da ação popular que o CFP refuta com veemência é o de que a Resolução 01/99 impediria o avanço de pesquisas científicas na área da sexualidade. Esse argumento não tem qualquer sustentação tendo em vista que o CFP, assim como todos os conselhos profissionais, não tem a competência de regular pesquisas científicas. Essa prerrogativa cabe à Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) do Conselho Nacional de Saúde/Ministério da Saúde, por meio da Resolução 466/2012. Cabe ressaltar que o vocábulo “pesquisa” sequer é citado no texto da resolução.

Além disso, estudos mostram que o número de pesquisas no campo da sexualidade aumentou consideravelmente nos últimos 18 anos. Isso demonstra que, desde sua publicação, a Resolução 01/99 não exerceu qualquer influência na liberdade de pesquisa por parte dos profissionais da Psicologia.

O CFP afirma que, ao contrário do que alega a ação inicial, a Resolução 01/99, em nenhum momento da sua história, impediu ou restringiu o atendimento psicológico a pessoas de qualquer orientação sexual – homo, hetero ou bissexual. O limite ético desses atendimentos se dá na proibição de práticas relacionadas à reorientação sexual.

A vice-presidente do CFP, Ana Sandra Fernandes, explica que não existe por parte do Conselho Federal nem de qualquer Conselho Regional de Psicologia a proibição de que psicólogas (os) façam atendimentos de pessoas, inclusive as que desejam e querem trabalhar questões relativas à sexualidade. “O que a Resolução 01/99 procura evidenciar é que não cabe às psicólogas (os) brasileiras (os) o oferecimento de qualquer tipo de terapia de reversão da homossexualidade, por entendermos que não se trata de processo a ser corrigido, mas da diversidade de expressões da sexualidade”.

Legalidade – O CFP também reforça no texto do agravo de instrumento que a legalidade e constitucionalidade da Resolução 01/99 já foram analisadas em profundidade pelo Judiciário. Em decisão proferida em 23 de julho de 2012, o Tribunal Regional Federal da 2ª região (Rio de Janeiro) ratificou a constitucionalidade e legalidade da aplicação da Resolução 01/99.

Na própria audiência de justificativa prévia, no último dia 15 de setembro, o Ministério Público Federal se manifestou contrário à suspensão da Resolução 01/99. O representante do MPF disse que o órgão já analisou processos disciplinares relacionados à Resolução 01/99 e pôde de confirmar a legalidade e constitucionalidade da norma.

O CFP também refutou a acusação de que profissionais da Psicologia estariam sendo perseguidos por conta da aplicação da Resolução 01/99. Os números demonstram que a resolução tem um caráter muito mais educativo do que punitivo. Nos últimos cinco anos (2012 a 2017), do total de 260 processos éticos julgados pelo CFP, somente três estão relacionados à Resolução 01/99, o que representa menos de 2% do total.

O CFP lembrou, ainda, os impactos positivos que a Resolução 01/99 produz no enfrentamento aos preconceitos e na proteção dos direitos da população LGBT no contexto social brasileiro, que apresenta altos índices de violência e mortes por LGBTfobia. A estatística aponta que, somente no ano de 2016, foram registrados 343 homicídios motivados por preconceito contra pessoas LGBT. “Neste país que se constitui como campeão na quantidade de pessoas assassinadas por orientação sexual, não cabe à Psicologia brasileira a produção de mais violência, mais exclusão e mais sofrimento a essa população já suficientemente estigmatizada”, enfatizou Pedro Paulo.

COLETIVOS LGBT PROTESTAM EM SÃO PAULO CONTRA A DECISÃO SOBRE ‘CURA GAY’

Ato na Avenida Paulista foi uma resposta à liminar que abre caminho para a aplicação de terapias de “reversão sexual”
por Gabriel Valery, da RBA.
 
                                                                                                            MÍDIA NINJA

 

A psicologia comprometida com a transformação social não vê homossexualidade como doença”

São Paulo – Ativistas de diferentes movimentos organizados da sociedade civil realizaram nesta sexta-feira (22) um ato em defesa da causa LGBT na capital paulista. A manifestação “LGBT não é doença! Revogação imediata da liminar da ‘cura gay’” teve início por volta das 17h no vão livre do Masp, na Avenida Paulista. Com músicas, danças, beijos e sorrisos, os participantes reivindicaram o direito de existir e serem respeitados. Também não faltaram momentos em que todos entoaram em conjunto “Fora Temer”.

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O ato foi uma resposta à decisão do juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, da 14ª Vara Federal do Distrito Federal que, na última sexta-feira (15), concedeu uma liminar que abre caminho para a aplicação de métodos para reverter a orientação sexual do “paciente”. A medida vai contra a Resolução 01/99, do Conselho Federal de Psicologia, que impede tais métodos, visto que a homossexualidade não é considerada como doença desde 1990 pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

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“As chamadas ‘terapias de conversão’ não apresentam qualquer cientificidade, não sendo reconhecidas pela psicologia, além de estarem associadas ao agravamento do sofrimento vivido por quem a elas é submetido”, afirma o Conselho.

A organização do evento convocou todos para a mobilização contra o que consideram ser um absurdo. “Após a Justiça Federal acatar parcialmente a liminar que quer regularizar o uso de terapias de ‘reversão sexual’, nós do movimento LGBT vamos ocupar as ruas com nosso orgulho para revogar essa bizarra decisão que quer retroceder 27 anos de conquistas da luta LGBT”.

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“Estamos contra essa balela, contra esses retrocessos. Estamos trabalhando desde 2013 juntos, caminhando com vocês e felizes. A psicologia comprometida com a transformação social não vê homossexualidade como doença”, disse o psicólogo Rodrigo Mello, do Conselho Regional de Psicologia.

Participaram da manifestação, entre outras entidades, o coletivo Pão e Rosas Brasil, a Faísca: Anticapitalista e Revolucionária, o Movimento Revolucionário de Trabalhadores (MRT), o Mais, o Rua: Juventude anticapitalista, o Afronte: Pra virar o jogo, a Atravessa, o Vamos à Luta SP, a Periferia Antifascista, a Ação Popular, o Conselho Regional de Psicologia (CRP-SP), a Casa 1, o Levante Popular da Juventude, Mães pela Diversidade e a Associação da Parada LGBT de São Paulo.

“Agradeço a todos aqui pela coragem. Não tenham medo. Lutem. Gritem. Mostrem para esse mundo que não temos nada a temer. A vida é para viver. Toda a força do amor está com vocês”, disse o padre Júlio Lancellotti, que esteve presente na manifestação.

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“Não somos doentes”

Após a concentração que reuniu, em pouco mais de meia hora, milhares de manifestantes e os presentes seguiram em passeata – por volta das 19h, quando o ato tomou a avenida nos dois sentidos – até o prédio da Justiça Federal, na mesma quadra do Masp, onde realizaram um jogral em repúdio à liminar. “Nossa luta é todo dia contra o racismo, machismo e homofobia. As bi, as gay, as trans e as sapatão estão organizadas para fazer revolução”, disseram em coro. Após um pequeno conflito entre a PM e manifestantes, o ato ganhou ainda mais força e os cantos aumentaram de volume.

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“Um passo para trás foi dado. Mas não somos doentes. Eu pergunto, a quem serve a cura gay? Ao mesmo Estado que prendeu Rafael Braga e tira direitos com a reforma trabalhista e da Previdência?”, questionou Virgínia, da organização.

A professora Flávia, militante do PSTU, disse que “sentimos na pele o que significou a interpretação de que LGBT é doença. Isso significa estupro corretivo, internações compulsórias e mortes. Agora sentimos essa violência vinda do Estado burguês. Homofobia não é doença. Tem que ser crime. Também é importante lembrar que a justiça, o Estado e a bancada evangélica são cúmplices. Doente é o capitalismo”.

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Dali, o ato seguiu pela avenida pela Rua Augusta até o Largo do Arouche para então encerrar a manifestação.

“Doente é o preconceito que matou a Dandara. Doente é o Bolsonaro. Nosso direito de ser e amar não podem ser criminalizados. Queremos viver sem morrer a cada esquina. Queremos um mundo sem medo, sem essa podridão e sem enterrar as LGBTs todos os dias. Não podemos esperar nada de governo. Por nossos direitos, viramos carro de polícia. Só assim vão nos deixar viver e amar sem dor”, disse Magalhães, do coletivo Mais.

“Em 2010, fui vítima do ‘atentado da lâmpada’. Estou aqui como resistência. Junto de mim, apanharam mais cinco meninos que estavam voltando para suas casas. Quero provar que podem me bater dez vezes mais. Se bateram com uma lâmpada, podem bater com dez porque estamos juntas nessa luta. LGBT resiste, estaremos sempre unidas”, disse Rodrigo, vítima do ataque na Avenida Paulista.

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A decisão judicial

O deputado federal Ivan Valente (Psol-SP) também participou do ato e conversou com os presentes. “Queremos um Brasil sem ódio, intolerância ou preconceito. Quem está aqui está para defender nossos direitos, queremos democracia e o fim desse ódio plantado. Nossa bancada entrou no Conselho Nacional de Justiça contra o juiz que deu o parecer espúrio, uma sentença que não condiz com a liberdade e é um retrocesso de acordo com o que estamos vendo no Brasil.”

A imagem pode conter: 1 pessoa, sorrindo, em pé e atividades ao ar livre

O juiz Waldemar Cláudio de Carvalho se pronunciou sobre o caso por meio de nota divulgada ontem (21). “Em nenhum momento este magistrado considerou ser a homossexualidade uma doença ou qualquer tipo de transtorno psíquico passível de tratamento”, afirmou. Carvalho disse que houve uma interpretação equivocada de sua decisão e que não irá se pronunciar novamente nem conceder entrevistas. Caso existam discordâncias, afirma o magistrado, estas devem ser “feitas judicialmente”, o que o Conselho Federal de Psicologia deve fazer na próxima semana.

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e atividades ao ar livre

“Considerando ser vedado ao magistrado manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento”, afirmou o juiz. A decisão atendeu a uma liminar de um grupo de psicólogos que alegou ser “censura” o impedimento de “tratar” homossexuais. Entre as signatárias da ação está Rozangela Alves Justino, psicóloga que ocupa um cargo comissionado no gabinete do deputado da bancada evangélica Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ). O parlamentar é pastor da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, liderada por Silas Malafaia.

Outras cidades do país também contaram com atos similares nesta tarde, como as capitais Cuiabá, Rio de Janeiro, Vitória, Belém e Florianópolis. No interior de São Paulo, foram realizadas mobilizações em Taubaté, São Carlos, Campinas, Ourinhos e Bauru.

PAPO COM ZÉ TRAJANO

LUIS NASSIF: O GENERAL FALOU, E BARROSO NÃO PIOU

Gilmar e Luis Barroso são dois Ministros falantes, cada qual com seu estilo, cada qual a seu talante, um com a rudeza bovina, outro com a fala elegante, um, direto, ofegante, outro latino finório como são os novos-ricos que ocuparam Miami.

Falam muito, muito opinam, sempre falam, falam sempre, nunca se negam a falar, e se as frases por aqui, eu misturo e embaralho é porque é o seu retrato, pulando de galho em galho, falando de déu em déu, jogando palavras ao vento, pontificando ao léu.

Dão palpite em política, em reforma trabalhista, Gilmar é mais detalhista, Barroso é orelha de livro, Gilmar é um garantista sempre em defesa dos seus; Barroso é o maneirista encobrindo o filisteu.

Ambos são candidatos a campeões do Supremo.

Mas quando um general produziu um terremoto, não contendo no discurso a incontinência verbal, o tosco saiu em viagem, o astuto escafedeu e o país ficou esperando quem seria o campeão que sairia a campo em defesa da Constituição.

E coube a Marco Aurélio, Ministro que pouco opina fora dos autos sair em defesa dos seus, confirmando, na prática, aquele dito veraz: aquele que fala muito, muito fala e pouco faz. 

VIOMUNDO- MPF REBATE MOURÃO: INTERVENÇÃO AUTÔNOMA DO EXÉRCITO É CRIME INAFIANÇÁVEL E IMPRESCRITÍVEL

O papel das Forças Armadas no Estado Democrático de Direito é defender os poderes constituídos, afirma PFDC

do MPF

Nota pública esclarece que não há no ordenamento jurídico brasileiro hipótese de intervenção militar autônoma – seja em situação externa ou interna, e independentemente de sua gravidade

O texto esclarece que, de acordo com a Constituição Federal de 1988, as Forças Armadas são integral e plenamente subordinadas ao poder civil, e que seu emprego depende sempre de decisão do presidente da República, que a adota por iniciativa própria ou em atendimento a pedido dos presidentes do Supremo Tribunal Federal, do Senado Federal ou da Câmara dos Deputados.

De acordo com informações que circularam na imprensa brasileira nesta semana, o general do Exército Antônio Hamilton Mourão teria declarado que uma intervenção militar poderia ser adotada no Brasil, caso o Poder Judiciário “não solucionasse o problema político”, em referência à crise política vivenciada no país.

Na nota pública, o Ministério Público Federal ressalta que não há no ordenamento jurídico brasileiro hipótese de intervenção autônoma das Forças Armadas – seja em situação externa ou interna, e independentemente de sua gravidade.

“Nem mesmo em situações de exceção constitucional, como o Estado de Sítio ou o Estado de Defesa, as Forças Armadas podem assumir um papel fora de seus limites constitucionais”, esclarecem a procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat, e o procurador federal dos Direitos do Cidadão adjunto, Marlon Weichert, que assinam o documento.

Confira a íntegra da nota pública:

O papel das Forças Armadas no Estado Democrático de Direito é defender os poderes constituídos

As Forças Armadas brasileiras – constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica – são instituições integrantes do arcabouço constitucional de promoção e proteção do Estado Democrático de Direito.

Subordinadas à autoridade suprema do Presidente da República, receberam da Constituição Federal a função de defesa da Pátria, garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.

Além dessas três funções constitucionais, as Forças Armadas receberam da Lei Complementar nº 97, de 1999, a atribuição de missões subsidiárias, compatíveis com a sua missão constitucional e respectivas capacidades técnicas, tais como participação em operações de paz, cooperação com o desenvolvimento nacional e a defesa civil, reforço à polícia de fronteira, promoção da segurança pessoal das autoridades nacionais e estrangeiras em missões oficiais, ordenação da segurança marítima e do espaço aéreo, dentre outras.

As Forças Armadas, em qualquer caso, são integral e plenamente subordinadas ao Poder Civil, e seu emprego na defesa internacional da Pátria ou em operações de paz, assim como em atuações internas de garantia dos poderes constituídos ou da lei e da ordem, depende sempre de decisão do Presidente da República, que a adota por iniciativa própria ou em atendimento a pedido dos Presidentes do Supremo Tribunal Federal, do Senado Federal ou da Câmara dos Deputados (Lei Complementar nº 97/1999, art. 15, caput e § 1º).

Não há no ordenamento jurídico brasileiro hipótese de intervenção autônoma das Forças Armadas, em situação externa ou interna, independentemente de sua gravidade.

Nem mesmo em situações de exceção constitucional, como o Estado de Sítio ou o Estado de Defesa, as Forças Armadas podem assumir um papel fora de seus limites constitucionais.

A postulação de existência de um poder de intervenção militar por iniciativa própria, em qualquer circunstância, arrostaria a Constituição, que definiu essa iniciativa como crime inafiançável e imprescritível contra a ordem constitucional e o Estado Democrático (artigo 5º, XLIV).

A conformação das Forças Armadas nos termos do artigo 142 da Constituição é uma conquista democrática e expurga do cenário brasileiro o risco de golpes institucionais.

O papel desempenhado nas últimas décadas pelas Forças Armadas tem notoriamente reforçado a consolidação do Estado Democrático de Direito e é incompatível com a valorização do período passado no qual o País enveredou pelo regime ditatorial e a violação de direitos humanos.

DEBORAH DUPRAT
Procuradora Federal dos Direitos do Cidadão
Ministério Público Federal

MARLON WEICHERT
Procurador Federal dos Direitos do Cidadão Adjunto
Ministério Público Federal


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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