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SENADORES-CAPACHOS DO CAPITAL PREDADOR CONTRA O TRABALHADOR APROVAM A PEC 55 QUE REPRESENTA 20 ANOS DE SOFRIMENTO DO POVO BRASILEIRO

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Capacho, como se sabe, é tapete. Tapete é um objeto que se coloca na porta das casas para que o visitante não suje o recinto. Celso Laffer, alcunhado de intelectual, ministro de Fernando Henrique, ao visitar os Estados Unidos Tirou os sapatos ao adentrar no recinto oficial. O que significou, não simbolicamente, que um representante do governo brasileiro tinha os sapatos sujos e deveria tirá-los para não sujar o ambiente. O dublê de ministro de Temer, Serra, também teve gesto semelhante.

        De formas, que o capacho é sempre um objeto onde se limpa a sujeira para preservar a ‘saúde’ de outro. Porém, o que acentua a irrelevância do capacho para si mesmo, é o ato dele ser fortemente pisado, para que a sujeira seja extirpada. Aqui o capacho aparece com a função de esconder a sujeira do pisante-limpador. O pisante-limpador esconde sua sujeira para não ser descoberto pelo dono ambiente, se querendo visto como alguém higiênico.

     Assim, o capacho tem duas funções: uma para limpar os sapatos daquele que lhe pisa, e outra para ocultar o objetivo do que lhe pisa diante do proprietário do ambiente. Foi na redução dessas duas funções que os 53 senadores-capachos aprovaram a PEC 55, filha bastarda do golpista-mor, Temer, acusado de corrupção na delação da Odebrecht, já em fim daquilo que jamais iniciou: governo.

    Os senadores-capachos ao aprovarem a “PEC do fim do mundo”, deixaram o capital limpar sua sujeira sobre eles, e, ao, mesmo tempo, dissimular os reais objetivos deletérios contra a sociedade brasileira dessa aprovação limpeza de sujeira que corresponde a 20 anos de atraso para o país em benefício das riquezas das classes dominantes nacionais e estrangeiras. Que coloca o trabalhador em posição de mendicância.

   Todos os 53 senadores desempenharam os seus papeis de capachos de acordo com a ‘saúde’ do capital, mas houve um que se destacou no estilo capacho-mor: Renan Calheiros, presidente do ofendido Senado. Réu no Supremo Tribunal Federal (STF) e com denúncia promovida pela Procuradoria-Geral da República, que pediu sua prisão e cassação de mandato, ele, para conseguir tempo hábil para votação, abriu três sessões extraordinária no mesmo dia, configurando violação da Constituição.

     A oposição vai recorrer no STF. Não esquecer que essa Corte já liberou Renan mostrando que ele é bem articulado nela. E lembrar sempre que o Congresso Nacional tem em seu corpo mais de 200 capachos – deputados e senadores – citados em corrupção.

   Segundo os capachos a PEC deverá ser promulgada até o fim da semana.   

         Leia a lista dos senadores-capachos, onde mostra, como sempre, as presenças pertinentes e inconfundíveis dos dois senadores reacionários do Amazonas Eduardo Braga (PMDB) e Omar Aziz (PSD). Dois dos responsáveis pelos mais de 30 anos de atraso do estado.

 

53 senadores que votaram a favor da PEC 55/2016

 16 senadores que votaram contra a PEC 55/2016

1- Aécio Neves – PSDB-MG 1 – Angela Portela – PT-RR
2 – Aloysio Nunes – PSDB-SP 2 – Dário Berger – PMDB-SC
3 – Alvaro Dias – PV-PR 3 – Fátima Bezerra – PT-RN
4 – Ana Amélia – PP-RS 4 – Gleisi Hoffmann – PT-PR
5 – Antonio Anastasia – PSDB-MG 5 – Humberto Costa – PT-PE
6 – Antonio Carlos Valadares – PSB-SE 6 – João Capiberibe – PSB-AP
7 – Armando Monteiro – PTB-PE 7 – Jorge Viana – PT-AC
8 – Ataídes Oliveira – PSDB-TO 8 – José Pimentel – PT-CE
9 – Benedito de Lira – PP-AL 9 – Kátia Abreu – PMDB-TO
10 – Cidinho Santos – PR-MT 10 – Lídice da Mata – PSB-BA
11 – Ciro Nogueira – PP-PI 11 – Lindbergh Farias – PT-RJ
12 – Cristovam Buarque – PPS-DF 12 – Paulo Paim – PT-RS
13 – Dalirio Beber – PSDB-SC 13 – Paulo Rocha – PT-PA
14 – Deca – PSDB/PB 14 – Regina Sousa – PT-PI
15 – Edison Lobão – PMDB-MA 15 – Roberto Requião – PMDB-PR
16 – Eduardo Amorim – PSC-SE 16 – Vanessa Grazziotin – PCdoB-AM
17 – Eduardo Braga – PMDB-AM  
18 – Elmano Férrer – PTB-PI  
19 – Eunício Oliveira – PMDB-CE  
20 – Fernando Bezerra Coelho – PSB-PE  
21 – Flexa Ribeiro – PSDB-PA  
22 – Garibaldi Alves Filho – PMDB-RN  
23 – Gladson Cameli – PP-AC  
24 – Hélio José – PMDB-DF  
25 – Ivo Cassol – PP-RO  
26 – José Agripino – DEM-RN  
27 – José Aníbal – PSDB-SP  
28 – José Maranhão – PMDB-PB  
29 – José Medeiros – PSD-MT  
30 – Lasier Martins – PDT-RS  
31 – Lúcia Vânia – PSB-GO  
32 – Magno Malta – PR-ES  
33 – Marta Suplicy – PMDB-SP  
34 – Omar Aziz – PSD-AM  
35 – Otto Alencar – PSD-BA  
36 – Pastor Valadares – PDT-RO  
37 – Paulo Bauer – PSDB-SC  
38 – Pedro Chaves – PSC-MS  
39 – Pinto Itamaraty – PSDB-MA  
40 – Raimundo Lira – PMDB-PB  
41 – Reguffe – Sem Partido-DF  
42 – Ricardo Ferraço – PSDB-ES  
43 – Roberto Muniz – PP-BA  
44 – Romero Jucá – PMDB-RR  
45 – Ronaldo Caiado – DEM-GO  
46 – Sérgio Petecão – PSD-AC  
47 – Simone Tebet – PMDB-MS  
48 – Tasso Jereissati – PSDB-CE  
49 – Telmário Mota – PDT-RR  
50 – Valdir Raupp – PMDB-RO  
51 – Vicentinho Alves – PR-TO  
52 – Waldemir Moka – PMDB-MS  
53 – Wellington Fagundes – PR-MT  
OBS: O presidente do Senado, Renan Calheiros, se absteve de votar.

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NÃO ADIANTOU MORO CENSURAR PERGUNTA DE CUNHA A TEMER PORQUE DELATOR DA ODEBRECHT, CLÁUDIO MELO FILHO, COM RIQUEZA DE DETALHES CONTOU COMO FOI ENTREGUE A YUNES, AMIGO DE TEMER, DINHEIRO VIVO

Resultado de imagem para imagens de temer e eduardo cunhaSimples de entender, principalmente quando simples mortais se autopromovem a Deus iludidos de que os poderes de Deus podem também serem seus. Prova de que ignoram o princípio teológico que reza que quem nasceu homem jamais será Deus. Ou na moral-teológica: quem foi feito para pecar, jamais será o juiz do pecador. 

      Das 41 perguntas que Eduardo Cunha endereçou a Temer para responder sobre seu respeito, Moro censurou 21 afirmando que Temer tem foro privilegiado e as perguntas poderiam implicar em situação fora do caso. Não adiantou o esmero de Moro. O vice-presidente de Relações institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, em delação premiada ao Ministério Público Federal (MPF), segundo o jornalista Severino Mota do Buzzfeed, detalhou como foi realizada a entrega de dinheiro vivo ao advogado José Yunes, amigo de Temer, e para muitos, seu sócio, depois de um jantar que ocorreu no Palácio Jaburu, em maio de 2014.

    Segundo Cláudio Melo, da grana de R$ 10 milhões enviada ao PMDB, R$ 6 milhões foram para a campanha de Skaf, presidente da FIESP, símbolo do capitalismo predador, golpista do patinho contra a Dilma, e o os R$ 4 seguiram o destino de Padilha, conhecido nas rodas Toninho Malvadeza, Eliseu Quadrilha, para campanhas do partido. Nesse momento desesperado com novas acusações, além de grilagem.

     Para piorar o caso do golpista-mor, Temer. De acordo com a informação de Cláudio Melo, a grana não foi depositada em conta partidária como obriga a Justiça Eleitoral. A granoscópia foi entregue na Rua Capitão Francisco, N° 90, São Paulo. E de quem é esse endereço? Do amigo (sócio?) de Temer: José Yunes.

    Quando a filósofa Hannah Arendt afirma que a mentira pode até ocultar a verdade, mas jamais substituí-la, parece que ela conhecia a justiça brasileira. 

      Para lembrar o sarro de Eduardo Cunha (o igual) sobre seu cúmplice Temer e a censura de Moro.

    “1) – Qual a relação de Vossa Excelência com senhor José Yunes?

     2)-  O senhor José Yunes recebeu alguma contribuição de campanha para alguma eleição de Vossa Eleição de Vossa Excelência ou do PMDB, de forma oficial ou não declarada?”

        Como diz o filósofo social, todos eles estão certos. 

   

SOBRE OCUPAÇÕES, CRONOS, ZEUS, ÉDIPO, FREUD, SARTRE, FILICÍDIO E SUICÍDIO

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Para todos os criadores das mutações existenciais coletivas.

SOBRE PAI-FILHO E FILHO-PAI

Em Goiânia, engenheiro de 60 anos, depois de discutir com o filho, por não aceitar  suas posições e ideias libertárias, lhe desfere um tiro. O rapaz, de 20, estudante do Curso de Matemática, da Universidade Federal de Goiás, baleado, corre para a rua tentando se proteger.

O pai entra no carro e lhe persegue pela rua. Ao alcançar o filho desce do carro e dispara quatro vezes. O jovem morre. O pai se debruça sobre o corpo do filho e se suicida.

Segundo o que foi divulgado na imprensa, o jovem era participante dos movimentos sociais, contra a cultura do estupro, aceitava o aborto como direito da mulher e apoiava as ocupações realizadas por estudantes contra as opressões promovidas pelo governo federal que agride a educação. O pai, por sua vez, era contrário às ideias e práticas democráticas do filho, motivo de suas agressões e que redundou no filicídio e suicídio.

SOBRE CRONO E ZEUS

Cronos, na mitologia grega, era um titã, filho de Urano, Céu, e Gaia, a Terra, e simbolizava a agricultura e o tempo. Tornou-se rei dos deuses depois que castrou seu pai a pedido de sua mãe. Casou com sua irmã, Réia, uma titânide, conhecida como mãe dos deuses. Dessa união foram gerados os deuses olímpicos Héstia, Deméter, Hera, Hades, Poseidon e Zeus.

Sob o governo de Cronos a Civilização teve grande desenvolvimento, porém com o passar do tempo ele se tornou um perverso ditador, e foi se esconder no Tártaro com medo de vir a morrer pelas mãos dos inimigos, os ciclopes e os hecatônquiros. Como Urano e Gaia haviam profetizado que ele seria assassinado por um de seus filhos, passou a devorá-los.

Zeus escapou, porque sua mãe, Réia, embrulhou uma pedra em um pano e deu a Cronos que comeu acreditando ser um filho. Depois, Réia, escondeu Zeus em uma gruta.

Quando cresceu, Zeus resolveu se vingar do pai. Foi quando pediu ajuda a Métis, deusa da Prudência, filha do titã Oceano. Ela fez uma bebida mágica e ofereceu a Cronos que em seguida vomitou todos os filhos que havia devorado. Zeus, junto com os irmãos, expulsou o pai do Olimpo e se tornou o deus dos deuses.

SOBRE ÉDIPO

Édipo, na mitologia grega vinda da Ásia, era filho do rei Laio e da rainha Jocasta que governavam a cidade de Tebas. Um dia, os dois, cogitando um herdeiro para o trono, foram falar com o Oráculo de Delfos sobre a possibilidade de gerarem um filho. O Oráculo aconselhou-os que se tivessem o filho poderiam ter vários problemas, inclusive com o governo da cidade de Tebas. E profetizou: o filho matará o pai e casará com a mãe.

Inicialmente eles acataram as advertências do Oráculo. Porém, com o passar do tempo, e incomodados com o herdeiro, resolveram ter o filho. A cidade teve um impulso de desenvolvimento, entretanto como se sucederam fortes crises, a população passou a protestar. Diante dos fatos, Laio e Jocasta recordaram das palavras do Oráculo e consultaram o cego Tirésias que apresentou graves informações sobre o ocorrido.

Então, ordenaram um soldado a levar o filho para a floresta e matá-lo. Na floresta, soldado penalizado com a criança, não a matou e a amarrou-a pelos pés em uma árvore. E como consequência a criança ficou com os pés tortos. Daí o nome Édipo, o que tem os pés tortos. Um pastor encontrou a criança e passou a criá-la. Políbio, rei de Corinto, amigo do pastor, vendo a criança, pediu a criança para criá-la como filho e fazê-la seu herdeiro, já que sua mulher, Mérope, não podia ter filho.

Édipo foi, então, criado como príncipe. Um dia, em uma festa no palácio, um bêbado lhe disse que ele não era filho de Corinto. Ele se perturbou profundamente com a revelação. Indagou aos seus pais o sobre o que lhe fora afirmado, o que foi negado. Então, não satisfeito saiu à procura de sua identidade.

Em suas andanças, ao se encontrar em uma estrada, entrou em discussão com um senhor, passageiro de uma carruagem, brigou com ele e o matou. Seguiu caminho e chegou à cidade de Tebas onde a rainha se comprometia casar com aquele que decifrasse o enigma da esfinge. Ele decifrou o enigma e casou com a rainha que era Jocasta, sua mãe. O homem que matara na estrada era seu pai, Laio, A profecia se concretizara.

SOBRE FREUD

As narrativas dos mitos nesse texto não tem qualquer pretensão de servir como corpus para uma reflexão profundamente filosófica e antropológica, mas encadear elementos que nos possam entender condutas e expressividades na subjetividade dominante no Brasil.

Como é sabido até pelos minerais, como afirma o jornalista-filósofo Mino Carta, Freud fez do mito do Édipo Rei, a medula da psicanálise chamada de Complexo de Édipo. Uma subjetividade eminentemente familiar onde os laços familiares comandados principalmente pelo pai, estabelce a orientação de seus membros.

Em uma exposição simples, para o nosso propósito, o quadro familiar se configura desta forma. O menino, desde os seus primeiros momentos encontra-se em composição com a mãe, mas será por volta dos três anos que ele investira sua libido na mãe como objeto de seu desejo e passará a odiar o pai, seu rival. Tendo o pai como seu rival, deseja sua morte para ficar com a mãe. Fantasia mata-lo para ter o caminho livre. Entretanto, o pai, como representa a Lei/Falo, como dia Lacan, surge como ameaça de castração ao menino que passa a temer o pai, porque fantasiou que um dia a mãe tivera pênis, mas fora castrada, estado que apavora o menino.

Em função da falocracia paterna, a castração, o menino tenta se identificar com o pai investindo sua libido nele. O seu incesto homossexual. O que também é uma forma de contorno usada por ele para, ao se identificar com o pai, chegar à mãe que pertence ao seu pai. Freud diz que o menino se faz mãe pelo princípio da castração.

Muitas crianças conseguem em uma família oblativa, democrática, como afirma a psicanalista François Dolto, passar pelo Complexo de Édipo de forma saudável, enquanto outras, em função da estrutura familiar capturadora, dominadora, não. Os meninos ficam presos nos desejos alienados/alienantes de seus pais e quando crescem sublimam sintomaticamente os traumas produzidos nestas relações conflituosas em que o pai consegue matar o desejo de vida autônoma dos filhos de onde decorrem situações ambivalentes, de amor e ódio. São adultos que recorrem fortemente aos mecanismos de defesa para que não aflore, no consciente, resíduos do inconsciente que alterariam todas as defesas e, consequentemente, a desvelação dos traumas como surto. Para a psicanálise é o triunfo do pai psicótico sobre o filho.

Freud afirma que a criança é o pai do homem. Ou seja, o que alguém é hoje tem relação direta com suas experiências passadas. Embora o consciente seja tido como o oposto do inconsciente, todavia o consciente manifesta corpus do inconsciente mesmo sob a intensa vigília do super-ego. E não se trata apenas através dos sonhos e atos falhos. O inconsciente se revela cotidianamente nas fantasias do estado de vigília.

Na perspectiva da psicanálise é possível ser perscrutado dois entendimentos sobre o caso do pai que matou o filho.

CASO I

O pai reflete suas experiências com seu pai em forma de conduta moral. Lei. Patriarcalismo-hebreu-cristão-moral-burguês. Para o pai ele estava certo em seus ensinamentos e predicações ao filho. O pai, como reprodutor dos enunciados dominantes da sociedade-burguesa, projetou no filho seus valores como verdades que deveriam ser cultivados e seguidos, como a maioria faz. O filho, assassinado, desobedeceu. Uma desobediência que atingia também o seu avô que seu pai preservava como defesa-egoíca, já que ele jamais tentou transgredir os seus ensinamentos. Para ele, seu pai era justo e infalível como Deus. E ninguém deve duvidar ou contrariar Deus. Deus, como juiz, é cruel.

O pai se sentiu, diante da desobediência do filho, como o sujeito-sujeitado que fracassou na condução da herança psíquica-familiar, e passou a odiar o filho. A posição do filho não estremeceu apenas a geração do pai, mas, também, a geração de seu avô. Uma dor cruel para o pai: duas famílias desconstruídas pelo filho.

CASO II

O pai, na relação com seu filho, surge como seu próprio pai. Ou seja, seu filho é ele. E não o neto de seu pai. O pai concorda com as ideias democráticas de seu filho que é ele. Ao concordar com essas ideias libertárias, expõe seu pai-tirano. O que ele não podia fazer sendo ele mesmo. Assim, ele mata o pai através do filho. Lembrar que Freud afirma que um filho se liberta do pai quando o mata simbolicamente. Quando o filho passa a ser seu próprio pai. 

Não é o pai do filho que é adversário dele, filho, mas o avô interpretado pelo pai. O filho luta contra o pai, porque não sabe que quem lhe persegue é seu avô interpretado pelo pai que procura se vingar do pai através do filho-filho. O filicídio só ocorreu, porque o pai-filho não teve uma fissura para saber que o filho dele realizava, em si, a democracia que ele quando criança tentava iniciar junto à mãe e o pai, mas foi reprimido.

Em síntese. Nas enunciações simbólicas, não é o engenheiro quem mata. É o pai do engenheiro. E não é o estudante que é assassinado, mas o engenheiro. Essa era a única forma do engenheiro matar o pai-paranoico forma simbólica. Os atos revolucionários do estudante real resgatam para o engenheiro sua existência destruída, já que ele, na realidade, não conseguiu se libertar. Não conseguiu dissipar a névoa que impedia que ele visse o filho como aquele que lhe permitia existir fora da força opressiva do pai.  

SOBRE SARTRE

Sartre é o oposto de Freud com seus enunciados psicanalítico. Para ele o presente não é a cópia fiel do passado. O homem não se encontra aprisionado em uma arqueologia infantil como inconsciente. O homem é o produtor de sua realidade humana.

Sartre jamais faria essa análise demonstrada nos quadros acima, porque para ele na existência não há culpas, desculpas, subterfúgios, atalhos. Existir é criar modos de ser humano ontologicamente. O homem é suas escolhas. Se eu sou covarde eu sou essa escolha de ser covarde. Ninguém pode ser responsável por essa escolha de ser covarde que fiz. Sou oque sou como covarde.

Nesse caso do pai que assassinou o filho Sartre, significaria o estudante como aquele que se negou a escolher uma existência malograda. Ficar aprisionado na solidão da serialidade. Nascido em uma família burguesa, com os dados familiares todos lançados, onde o futuro era uma opacidade, uma cristalização, o jovem se rebelou: não aceitou a subserviência à existência inativa que caracteriza o burguês como sujeito-sujeitado que só defende seus valores farisaicos capitalistas na força cruel do solipsismo.

O estudante nos mostra o quanto sua existência era rica em perspectivas, práxis e poises. Ele realizou a máxima do existencialismo sartreano: Não importa o que fizeram com você, mas o que você faz com o que lhe fizeram. Seria muito fácil seguir os ensinamentos burgueses estabelecidos, mas ele queria ser o autor de seus próprios projetos. Realizar os seus possíveis para não ficar viscoso no insuportável Em-si onde se encontra confinada a burguesia. 

Ativista dos movimentos sociais, ocupações das universidades e escolas, luta pelos direitos das minorias, tudo que burguesia odeia. “A Existência precede a Essência”, afirma Sartre, foi o que o estudante entende junto com outros jovens. Livre ele realiza seus projetos ontológicos como ser que se desloca pelo Para-si como futuração existencial contínua.

Não há como prender um homem para quem a liberdade não é uma determinação de uma classe, um adjetivo, um sentido social estabelecido como valor qualificador. A liberdade é a condenação ontológica de se estar livre para escolher por si e pelo mundo. Foi isso que o estudante fez como compromisso existencial de Estar-no-Mundo.

Ao contrário da existência autêntica produzida para si pelo estudante, o Brasil de hoje encontra-se infestado de personagens privados de existências autênticas e que ainda querem fazer prevalecer sobre a população o malogro de suas existências. Personagens que ocupam cargos públicos onde se percebe com nitidez a continuação das determinações estabelecidas em suas famílias. O que faz com que o espaço-fenomenológico público seja ocultado pelo espaço-fenomenológico privado. Esses são inimigos da democracia, mas se tomam como seus protetores e propagadores.

Com esses comportamentos mostram que estão mais para Freud do que para Sartre. São Édipos aprisionados nas correntes dos fantasmas familiares protegidos por instituições também edipianizadas. Neles a essência precede a existência. Uma clara lógica determinista do filósofo Hegel.

Assim, nunca são princípios, mas tão somente insuportáveis consequências. Entretanto, é aí que salta a ironia de Sartre: todo edipianizado escolheu sua edipianização. Logo, não há como ninguém escapar de suas escolhas. Até os freudianos. Na existência não há desculpas.  

DEPUTADOS DO AMAZONAS, COERENTES COM SUAS CONCIÊNCIAS GOLPISTAS, NOVAMENTE APOIAM TEMER CONTRA A DEMOCRACIA: DIZEM SIM A PEC 241, A PEC DA MORTE

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O Amazonas é o único estado do Brasil que não tem um deputado federal democrata, um deputado que pense o país além do poder constituído miseravelmente determinado pele semiótica dogmática do capitalismo paranoico. Nenhum, durante toda essa legislatura, em questões que pedem pelo menos defesa da Constituição, votou de forma progressista.

            Todos os deputados do Amazonas fazem parte do mesmo grupo que tomou o estado com a ideia mais anacrônica, vetusta, reacionário que implementou o atraso na terra do corajoso, inteligente e probo deputado federal da década de 60, Almino Alvares Afonso, que foi cassado pela ditadura civil-militar que se apossou do Brasil entre os anos de 1964 e 1985.

         Esse grupo, que não age, mas só reage ao que há de mais reativo na condição política-social do estado, sempre elege governador, prefeito, filhos, parentes e todos os tipos de apaniguados telúricos e aventureiros que aqui chegam. A coerência desse grupo, no sentido de sua orientação antidemocrática, é tão comovente que ele forma uma unidade pétrea na disputa do falso segundo turno para o cargo de prefeito.

       Tem candidato apoiado por Pauderney Avelino do DEM, que segundo Sérgio Machado, que gravou Romero Jucá, Renan e Sarney, é o político mais corrupto, tem Silas Câmara, Conceição Sampaio, Arthur Bisneto, que é filho de Arthur Neto, candidato a reeleição, Marcos Rotta, vice de Arthur, Alfredo Nascimento, que levava cedo da manhã tucumã (olha a rima) para o ex-governador Amazonino Mendes, seu mestre, Atila Lins, do partido defensor da ditadura, Arena, e por essa abismal estrada segue o cotejo fúnebre legislativo.

        Como ocorrera na votação do pré-sal, a entrega da riqueza petrolífera do Brasil para exploração do capital estrangeiro, principalmente o capital norte-americano, os alcunhados deputados da bancada do Amazonas não fugiram às suas coerências. Votaram contra a Constituição, a favor de Temer, o golpista-mor, contribuindo para a aprovação da PEC da morte, a PEC 241. Só não votou o Arthur Bisneto que não compareceu. Mas, logicamente, por ser filho de Arthur que sempre segue o pai, votaria coerentemente.

         A lista dos reacionários que não representam a consciência democrática dos amazonenses que pensam o Brasil livre.

       Alfredo Nascimento (PR).

       Atila Lins (PSD).

       Conceição Sampaio (PR).

     Hissa Abrahão (PDT).

     Marcos Rotta (PMDB).

    Pauderney Avelino (DEM).

    Silas Câmara (PRB).

       Freud afirma que a estupidez é produto da repressão. Como Freud trabalha mais com terapia individual, claro que ele se referia à estupidez do indivíduo de forma particular. Porém, como o indivíduo é um átomo social, sua afirmação pode ser desdobrada para o aforismo político: A alienação democrática é produto da repressão. Todo inimigo da democracia sofreu forte repressão em seu instinto político quando criança. Como resultado, só se preocupa com seu ganho individual. Logo, o Congresso Nacional (e os outros dois Poderes) encontra-se repleto de reprimidos democratas.   

 

“EM ESTILO DITADURA MILITAR” SEGUNDO ADVOGADO, PRISÃO DE PALOCCI FOI ANUNCIADA, ONTEM, PELO MINISTRO DA JUSTIÇA MORAES, COMO APOIA A CANDIDATO. DEPUTADOS QUEREM EXPLICAÇÃO

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Continua a operação fim do Partido dos Trabalhadores e Lula desencadeada pela república de Curitiba com suas técnicas para além dos direitos constitucionais, de acordo com o pensamento de grande parte da sociedade civil. Desta vez foi a prisão do ex-ministro de Lula e Dilma, Antônio Palocci que segundo seu advogado, Roberto Batochio, seguiu o “estilo ditadura militar”.

A prisão de Palocci confirma a tese de vazamento seletivo contra a esquerda. Ontem, domingo, o ministro da Justiça de Temer, Alexandre Moraes, que é filiado ao PSDB de Ribeirão Preto, em apoio ao seu candidato à prefeitura da cidade, terra de Palocci, antecipou o que iria ocorrer hoje, e ainda afirmou que o que dizia era tão verdade que depois voltaria para confirmar sua palavra.

“Esta semana vai ter mais, podem ficar tranquilos. Quando vocês virem, esta semana, vão se lembrar de mim”, afirmou o ministro Moraes no comício de seu parceiro.

Por sua vez, o advogado de Palocci, Batochio, contestou a prisão arbitrária do ex-ministro.

“Não há necessidade de prender uma pessoa que tem domicílio certo, que foi duas vezes ministro, que pode dar todas às informações quando for intimado. É por causa do espetáculo?”, disse o advogado Batochio.

A extrapolação de suas funções oficiais praticada por Alexandre Moraes recebeu contestações veemente em todos os quadrantes da opinião pública da sociedade brasileira que para muito mostra o Estado de exceção que domina hoje o Brasil.

Para deputados o ato foi claramente arbitrário, por isso os deputados Paulo Teixeira e Paulo Pimenta protocolaram na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara Federal requerimento para convocação do ministro vazador.

“Antecipar informação privilegiada, e, sobretudo, sigilosa, é um ato criminoso e demonstra a interferência do Ministério da Justiça nas operações. A seletividade comprova que a operação Lava Jato virou instrumento de luta política contra os adversários do governo Temer”, afirmaram os deputados.

Para a senadora do Amazonas pelo PC do B, Vanessa Grazziotin, a prisão de Palocci partiu do governo Temer.

“Ficou claro que iniciativa de hoje, não partiu do Ministério Público, mas do governo federal. É lamentável que isso aconteça e é muito grave. E precisa ser amplamente investigado”, observou a senadora.

NO DIA DAS MÃES, GENITORAS DOS DEPRAVADOS DEPUTADOS GOLPISTAS RECEBERÃO PRESENTES. ACEITARÃO? TAL FILHO, TAL MÃE?

caixa-de-presente-quadrada-Freud, em sua psicanálise familiar, afirma “que a criança é o pai do homem”. Das vivências da criança em família resultarão sua formação adulta. Ele atribuía às interferências dos pais na existência da criança como fatores preponderantes em sua formação educacional. Assim, como também as formações simbólicas criadas pela criança em suas relações com seus pais. Sintetizadas principalmente nos dois complexos: castração e Édipo.

Para Freud tudo se resumia no quadro familiar com a participação dominante do pai. Seria a confirmação do patriarcalismo, com sua moral burguesa- paulínea. Para alguns, moral-burguesa-hebraica-cristã. Essa posição imperiosamente familiar foi e é frontalmente contestada.

Os filósofos Deleuze e Guattari em seus estudos o Anti-Édipo, explodem esse famialismo freudiano mostrando que o que ocorre verdadeiramente nas vivências familiares não passa de um agenciamento coletivo de enunciação constituído por corpos histórico, econômico, político, sociológico, antropológico, estético, etc., em forma sintética de delírio histórico propagado pelo sistema-dogmático do capitalismo paranoico. Desta forma, quando um homem e uma mulher se aliançam, já foram, há muito tempo, capturados por esse agenciamento que transferem aos filhos, como também a escola, a vizinhança, e classe social.

Embora uma criança sofra essa forma de agenciamento coletivo de enunciação imposto pelo sistema dogmático capitalista paranoico em todos os territórios que ela possa realizar percursos, é possível que ela produza como devir, uma variável genética ou imaginária que a põe a salvo do processual que lhe pretendia sujeito-sujeitado a esse agenciamento psicotizante. Porém, na maioria das famílias essa variável não de manifesta na criança dada a força de repressão imposta por esses códigos capturadores.

De qualquer sorte, grande parte da sociedade brasileira, presenciou no dia 17 de abril a indicação dos votos dos parlamentares golpistas. Quase todos dedicaram aos seus pais suas decisões (?), e, em exclusividade, a suas mães. Dado o forte teor depravado desses golpistas, essa parte da sociedade brasileira, agora, com a comemoração do Dia das Mães, deve se perguntar: Essas mães aceitarão os presentes concedidos a elas por seus filhos depravados? Ou não aceitarão?

Não há saída. Se Freud estiver certo com sua máxima “a criança é o pai do homem”, elas aceitarão. Se Deleuze e Guattari estiverem certos, elas aceitarão. Porque nos dois casos os depravados são produtos das duas fontes. Entretanto, se elas não tiverem imposto aos seus filhos o processo de psicotização familiar freudiano, e nem processado o agenciamento coletivo de enunciação como forma de tornar seus filhos sujeitos-sujeitados ao delírio histórico paranoico, elas não aceitarão. Seus filhos tornaram-se depravados antidemocratas por livres e espontâneas escolhas suas.

Então, o caso agora em com o filósofo da liberdade Sartre. Eles são depravados antidemocratas por suas escolhas, porque um homem é sua própria escolha. O homem é ele e suas escolhas. Não adianta se recorrer ao subterfúgio “a criança é o pai do homem”, como desculpa. Sou depravado antidemocrata porque meus pais assim me fizeram. Não, sou depravado antidemocrata, porque assim me escolhi.

Mãe, não têm desculpas!  

 

TEMER E A EJACULAÇÃO PRECOCE

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Qualquer adolescente, em sua fase masturbatória, sabe o que é ejaculação precoce. Sabe que a ejaculação precoce á a negatividade do ato sexual completo. Envolvido por uma forte excitação física sem controle mental, o esperma é ejaculado precocemente antes do envolvimento com o objeto de sua finalidade. Ou seja, trata-se apenas de uma descarga da excitação. Em alguns casos, o objeto é sequer imaginado como réplica de sua existência material no exterior.

No alcunhado homem adulto, a ejaculação precoce pode ser causada por componentes fisiológicos e psicológicos. Para os psicanalistas existenciais, ela é causada por componentes ontológicos que demonstram o malogro da existência desse tipo de homem, posto que o sexo é uma das potências efetivas da existência que externam o comprometimento autêntico ou não dele com o mundo .

No primeiro caso, uma disfunção física relacionada com os corpos sexuais do homem pode causar a ejaculação precoce impedindo o gozo cujo fim só é possível no envolvimento afetivo e efetivo do homem com a mulher. Dependendo do caso, um tratamento pode solucionar a dificuldade orgástica. Como diz o psicanalista Lacan, o homem é o ser do gozo.

Já no segundo caso, os fatores causadores da ejaculação precoce encontram-se ligados diretamente às vivências do adulto quando criança em relação ao seu desejo libidinal-sexual investido em sua mãe e seu pai. Quando a criança vivencia fortemente a ameaça da castração promovida por um pai severo que dificulta sua relação oblativa com a mãe, ela, ao invés de ser tida pelo menino como sua amante, passa a ser representada como uma ameaça punitiva. A mãe antes desejada pelo menino torna-se sua imago de perseguição. Seu medo devorante. Tudo, como reflexo da ameaça punitivo representado pelo pai. O menino deseja a mãe, porém a ameaça paterna de castração faz com ele inverta esse desejo e a coloque como imago-castradora que vai se refletir em sua relação com as mulheres em sua existência adulta (?).

Certo que o processo não se desenvolve tão simples assim, mas o que se pode extrair daí é que a ejaculação precoce é na verdade o medo que o homem tem de ser castrado (devorado) pela genitália da mulher, que no momento do ato sexual representa para ele, simbolicamente, sua mãe. Medo e culpa, carregam a ejaculação precoce. Por isso, o ato sexual para ele não passa de uma encenação em que ele simula que deseja a mulher para realização erótica de sua libido sexual com ela. Ejacular antes do contato com a mulher ou mesmo na penetração antes que ela participe do ato sexual efetivamente, é sua salvação. Embora depois lamente.

Considerando a ejaculação precoce como a impossibilidade da realização afetiva e efetiva do ato do sexual, pode-se afirmar que se trata de uma forma de impotência. Uma forma porque há a excitação, há a ereção do pênis, só não há a complementaridade do ato sexual em função do medo castrador. Uma breve lembrança: muitos misóginos sofrem de ejaculação precoce. Outra breve lembrança: os estupradores também são ejaculadores precoces. A violência sexual praticada por eles, de forma veloz, é sintoma do pavor que eles têm da mulher. Eles buscam na violência do estupro somente a descarga fisiológica que lhes incomoda.

Em relação à ambição pelo poder, Temer é um caso insofismável de ejaculação precoce com característica duplicada. Ele se excita ao desejar o poder e fantasiar o que ele pode lhe auferir de benefícios glorificantes como respeitabilidade, comando, decisões, invejas, por isso não se preocupa se o ato de conspirar é um mal em si e uma ausência de valor, como afirma Machiavel, em seus Discursos.

Para ele, no atual momento, o que importa é experimentar a excitação e imaginar o que ela pode lhe presentear como fantasia. Como querer possuir aquela “mulher bonita e gostosa… A mulher-Maravilha”, como diz humoristicamente a banda Performática. O boom da excitação, já que ele tem a experiência precocemente ejaculatória da função de vice que lhe impede de chegar ao orgasmo com o poder ao possuir a presidência. O que seria em realidade ser eleito presidente através do voto de seus eleitores. O orgasmo político impossível. A tala carta à Dilma, agora a divulgação do áudio e as promessas aos seus pares, fazem parte dessa excitação-fantasiosa que terminará com a ejaculação precoce. Uma ejaculação precoce que não será só dele, mas de todos os golpistas.  

O pior para Temer, e logicamente para seus pares, é que se o golpe se concretizar – é lógico que não vai ter golpe! -, ele, em sua condição de sujeito-sujeitado à ejaculação precoce de poder, jamais poderá realizar qualquer política efetiva em benefício da população brasileira em função de sua impotência-política causada pelo medo da democracia. A Grande-Mãe que embala e protege todos os filhos contra os impotentes tiranos. Que em seu caso específico, com seu modus operandi personalista, conspira contra um governo eleito democraticamente e que não cometeu qualquer crime para ser golpeado.

Freudianamente, Temer, tem pavor da Grande-Mãe da democracia brasileira real: Dilma Vana Rousseff. Um caso psicanalítico explícito de vingança-edipiana que não se concretizará na objetividade brasileira.   

A democracia não tem qualquer relação com a ejaculação precoce. A democracia é virtù, multitudo, efetivada como sujeito coletivo produtor de comunalidade.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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