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SOBRE OCUPAÇÕES, CRONOS, ZEUS, ÉDIPO, FREUD, SARTRE, FILICÍDIO E SUICÍDIO

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Para todos os criadores das mutações existenciais coletivas.

SOBRE PAI-FILHO E FILHO-PAI

Em Goiânia, engenheiro de 60 anos, depois de discutir com o filho, por não aceitar  suas posições e ideias libertárias, lhe desfere um tiro. O rapaz, de 20, estudante do Curso de Matemática, da Universidade Federal de Goiás, baleado, corre para a rua tentando se proteger.

O pai entra no carro e lhe persegue pela rua. Ao alcançar o filho desce do carro e dispara quatro vezes. O jovem morre. O pai se debruça sobre o corpo do filho e se suicida.

Segundo o que foi divulgado na imprensa, o jovem era participante dos movimentos sociais, contra a cultura do estupro, aceitava o aborto como direito da mulher e apoiava as ocupações realizadas por estudantes contra as opressões promovidas pelo governo federal que agride a educação. O pai, por sua vez, era contrário às ideias e práticas democráticas do filho, motivo de suas agressões e que redundou no filicídio e suicídio.

SOBRE CRONO E ZEUS

Cronos, na mitologia grega, era um titã, filho de Urano, Céu, e Gaia, a Terra, e simbolizava a agricultura e o tempo. Tornou-se rei dos deuses depois que castrou seu pai a pedido de sua mãe. Casou com sua irmã, Réia, uma titânide, conhecida como mãe dos deuses. Dessa união foram gerados os deuses olímpicos Héstia, Deméter, Hera, Hades, Poseidon e Zeus.

Sob o governo de Cronos a Civilização teve grande desenvolvimento, porém com o passar do tempo ele se tornou um perverso ditador, e foi se esconder no Tártaro com medo de vir a morrer pelas mãos dos inimigos, os ciclopes e os hecatônquiros. Como Urano e Gaia haviam profetizado que ele seria assassinado por um de seus filhos, passou a devorá-los.

Zeus escapou, porque sua mãe, Réia, embrulhou uma pedra em um pano e deu a Cronos que comeu acreditando ser um filho. Depois, Réia, escondeu Zeus em uma gruta.

Quando cresceu, Zeus resolveu se vingar do pai. Foi quando pediu ajuda a Métis, deusa da Prudência, filha do titã Oceano. Ela fez uma bebida mágica e ofereceu a Cronos que em seguida vomitou todos os filhos que havia devorado. Zeus, junto com os irmãos, expulsou o pai do Olimpo e se tornou o deus dos deuses.

SOBRE ÉDIPO

Édipo, na mitologia grega vinda da Ásia, era filho do rei Laio e da rainha Jocasta que governavam a cidade de Tebas. Um dia, os dois, cogitando um herdeiro para o trono, foram falar com o Oráculo de Delfos sobre a possibilidade de gerarem um filho. O Oráculo aconselhou-os que se tivessem o filho poderiam ter vários problemas, inclusive com o governo da cidade de Tebas. E profetizou: o filho matará o pai e casará com a mãe.

Inicialmente eles acataram as advertências do Oráculo. Porém, com o passar do tempo, e incomodados com o herdeiro, resolveram ter o filho. A cidade teve um impulso de desenvolvimento, entretanto como se sucederam fortes crises, a população passou a protestar. Diante dos fatos, Laio e Jocasta recordaram das palavras do Oráculo e consultaram o cego Tirésias que apresentou graves informações sobre o ocorrido.

Então, ordenaram um soldado a levar o filho para a floresta e matá-lo. Na floresta, soldado penalizado com a criança, não a matou e a amarrou-a pelos pés em uma árvore. E como consequência a criança ficou com os pés tortos. Daí o nome Édipo, o que tem os pés tortos. Um pastor encontrou a criança e passou a criá-la. Políbio, rei de Corinto, amigo do pastor, vendo a criança, pediu a criança para criá-la como filho e fazê-la seu herdeiro, já que sua mulher, Mérope, não podia ter filho.

Édipo foi, então, criado como príncipe. Um dia, em uma festa no palácio, um bêbado lhe disse que ele não era filho de Corinto. Ele se perturbou profundamente com a revelação. Indagou aos seus pais o sobre o que lhe fora afirmado, o que foi negado. Então, não satisfeito saiu à procura de sua identidade.

Em suas andanças, ao se encontrar em uma estrada, entrou em discussão com um senhor, passageiro de uma carruagem, brigou com ele e o matou. Seguiu caminho e chegou à cidade de Tebas onde a rainha se comprometia casar com aquele que decifrasse o enigma da esfinge. Ele decifrou o enigma e casou com a rainha que era Jocasta, sua mãe. O homem que matara na estrada era seu pai, Laio, A profecia se concretizara.

SOBRE FREUD

As narrativas dos mitos nesse texto não tem qualquer pretensão de servir como corpus para uma reflexão profundamente filosófica e antropológica, mas encadear elementos que nos possam entender condutas e expressividades na subjetividade dominante no Brasil.

Como é sabido até pelos minerais, como afirma o jornalista-filósofo Mino Carta, Freud fez do mito do Édipo Rei, a medula da psicanálise chamada de Complexo de Édipo. Uma subjetividade eminentemente familiar onde os laços familiares comandados principalmente pelo pai, estabelce a orientação de seus membros.

Em uma exposição simples, para o nosso propósito, o quadro familiar se configura desta forma. O menino, desde os seus primeiros momentos encontra-se em composição com a mãe, mas será por volta dos três anos que ele investira sua libido na mãe como objeto de seu desejo e passará a odiar o pai, seu rival. Tendo o pai como seu rival, deseja sua morte para ficar com a mãe. Fantasia mata-lo para ter o caminho livre. Entretanto, o pai, como representa a Lei/Falo, como dia Lacan, surge como ameaça de castração ao menino que passa a temer o pai, porque fantasiou que um dia a mãe tivera pênis, mas fora castrada, estado que apavora o menino.

Em função da falocracia paterna, a castração, o menino tenta se identificar com o pai investindo sua libido nele. O seu incesto homossexual. O que também é uma forma de contorno usada por ele para, ao se identificar com o pai, chegar à mãe que pertence ao seu pai. Freud diz que o menino se faz mãe pelo princípio da castração.

Muitas crianças conseguem em uma família oblativa, democrática, como afirma a psicanalista François Dolto, passar pelo Complexo de Édipo de forma saudável, enquanto outras, em função da estrutura familiar capturadora, dominadora, não. Os meninos ficam presos nos desejos alienados/alienantes de seus pais e quando crescem sublimam sintomaticamente os traumas produzidos nestas relações conflituosas em que o pai consegue matar o desejo de vida autônoma dos filhos de onde decorrem situações ambivalentes, de amor e ódio. São adultos que recorrem fortemente aos mecanismos de defesa para que não aflore, no consciente, resíduos do inconsciente que alterariam todas as defesas e, consequentemente, a desvelação dos traumas como surto. Para a psicanálise é o triunfo do pai psicótico sobre o filho.

Freud afirma que a criança é o pai do homem. Ou seja, o que alguém é hoje tem relação direta com suas experiências passadas. Embora o consciente seja tido como o oposto do inconsciente, todavia o consciente manifesta corpus do inconsciente mesmo sob a intensa vigília do super-ego. E não se trata apenas através dos sonhos e atos falhos. O inconsciente se revela cotidianamente nas fantasias do estado de vigília.

Na perspectiva da psicanálise é possível ser perscrutado dois entendimentos sobre o caso do pai que matou o filho.

CASO I

O pai reflete suas experiências com seu pai em forma de conduta moral. Lei. Patriarcalismo-hebreu-cristão-moral-burguês. Para o pai ele estava certo em seus ensinamentos e predicações ao filho. O pai, como reprodutor dos enunciados dominantes da sociedade-burguesa, projetou no filho seus valores como verdades que deveriam ser cultivados e seguidos, como a maioria faz. O filho, assassinado, desobedeceu. Uma desobediência que atingia também o seu avô que seu pai preservava como defesa-egoíca, já que ele jamais tentou transgredir os seus ensinamentos. Para ele, seu pai era justo e infalível como Deus. E ninguém deve duvidar ou contrariar Deus. Deus, como juiz, é cruel.

O pai se sentiu, diante da desobediência do filho, como o sujeito-sujeitado que fracassou na condução da herança psíquica-familiar, e passou a odiar o filho. A posição do filho não estremeceu apenas a geração do pai, mas, também, a geração de seu avô. Uma dor cruel para o pai: duas famílias desconstruídas pelo filho.

CASO II

O pai, na relação com seu filho, surge como seu próprio pai. Ou seja, seu filho é ele. E não o neto de seu pai. O pai concorda com as ideias democráticas de seu filho que é ele. Ao concordar com essas ideias libertárias, expõe seu pai-tirano. O que ele não podia fazer sendo ele mesmo. Assim, ele mata o pai através do filho. Lembrar que Freud afirma que um filho se liberta do pai quando o mata simbolicamente. Quando o filho passa a ser seu próprio pai. 

Não é o pai do filho que é adversário dele, filho, mas o avô interpretado pelo pai. O filho luta contra o pai, porque não sabe que quem lhe persegue é seu avô interpretado pelo pai que procura se vingar do pai através do filho-filho. O filicídio só ocorreu, porque o pai-filho não teve uma fissura para saber que o filho dele realizava, em si, a democracia que ele quando criança tentava iniciar junto à mãe e o pai, mas foi reprimido.

Em síntese. Nas enunciações simbólicas, não é o engenheiro quem mata. É o pai do engenheiro. E não é o estudante que é assassinado, mas o engenheiro. Essa era a única forma do engenheiro matar o pai-paranoico forma simbólica. Os atos revolucionários do estudante real resgatam para o engenheiro sua existência destruída, já que ele, na realidade, não conseguiu se libertar. Não conseguiu dissipar a névoa que impedia que ele visse o filho como aquele que lhe permitia existir fora da força opressiva do pai.  

SOBRE SARTRE

Sartre é o oposto de Freud com seus enunciados psicanalítico. Para ele o presente não é a cópia fiel do passado. O homem não se encontra aprisionado em uma arqueologia infantil como inconsciente. O homem é o produtor de sua realidade humana.

Sartre jamais faria essa análise demonstrada nos quadros acima, porque para ele na existência não há culpas, desculpas, subterfúgios, atalhos. Existir é criar modos de ser humano ontologicamente. O homem é suas escolhas. Se eu sou covarde eu sou essa escolha de ser covarde. Ninguém pode ser responsável por essa escolha de ser covarde que fiz. Sou oque sou como covarde.

Nesse caso do pai que assassinou o filho Sartre, significaria o estudante como aquele que se negou a escolher uma existência malograda. Ficar aprisionado na solidão da serialidade. Nascido em uma família burguesa, com os dados familiares todos lançados, onde o futuro era uma opacidade, uma cristalização, o jovem se rebelou: não aceitou a subserviência à existência inativa que caracteriza o burguês como sujeito-sujeitado que só defende seus valores farisaicos capitalistas na força cruel do solipsismo.

O estudante nos mostra o quanto sua existência era rica em perspectivas, práxis e poises. Ele realizou a máxima do existencialismo sartreano: Não importa o que fizeram com você, mas o que você faz com o que lhe fizeram. Seria muito fácil seguir os ensinamentos burgueses estabelecidos, mas ele queria ser o autor de seus próprios projetos. Realizar os seus possíveis para não ficar viscoso no insuportável Em-si onde se encontra confinada a burguesia. 

Ativista dos movimentos sociais, ocupações das universidades e escolas, luta pelos direitos das minorias, tudo que burguesia odeia. “A Existência precede a Essência”, afirma Sartre, foi o que o estudante entende junto com outros jovens. Livre ele realiza seus projetos ontológicos como ser que se desloca pelo Para-si como futuração existencial contínua.

Não há como prender um homem para quem a liberdade não é uma determinação de uma classe, um adjetivo, um sentido social estabelecido como valor qualificador. A liberdade é a condenação ontológica de se estar livre para escolher por si e pelo mundo. Foi isso que o estudante fez como compromisso existencial de Estar-no-Mundo.

Ao contrário da existência autêntica produzida para si pelo estudante, o Brasil de hoje encontra-se infestado de personagens privados de existências autênticas e que ainda querem fazer prevalecer sobre a população o malogro de suas existências. Personagens que ocupam cargos públicos onde se percebe com nitidez a continuação das determinações estabelecidas em suas famílias. O que faz com que o espaço-fenomenológico público seja ocultado pelo espaço-fenomenológico privado. Esses são inimigos da democracia, mas se tomam como seus protetores e propagadores.

Com esses comportamentos mostram que estão mais para Freud do que para Sartre. São Édipos aprisionados nas correntes dos fantasmas familiares protegidos por instituições também edipianizadas. Neles a essência precede a existência. Uma clara lógica determinista do filósofo Hegel.

Assim, nunca são princípios, mas tão somente insuportáveis consequências. Entretanto, é aí que salta a ironia de Sartre: todo edipianizado escolheu sua edipianização. Logo, não há como ninguém escapar de suas escolhas. Até os freudianos. Na existência não há desculpas.  

DILMA, QUE JUNTO COM O POVO TRANSCENDEU EM DILMOCRACIA, NÃO É PSICANALISTA, MAS FEZ O DIAGNÓSTICO PRECISO DE TEMER: ”É PEQUENO E MESQUINHO”

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A psicanálise diagnostica uma pessoa mesquinha como alguém que na infância sofreu fortes frustrações por força de atos repressores desencadeados pelos pais. Esses atos aos reprimirem o desejo de prazer investido pela criança no pai ou na mãe produziram nela rastros profundos de medos reprimidos por suas censuras ao imaginar ter cometido algo errado que merece castigo. Aí a culpa que na vida adulta se apresenta como inveja, ódio e necessidade de vingança compulsiva. Muitas vezes como necessidade compulsiva de ser punido.

Tudo que é ilegítimo tem em sua constituição elementos claros de frustrações projetadas em sociedade como busca sublimada do desejo reprimido. Uma espécie de prótese, ou máscara, fantasiosa gratificante para o medroso-invejoso. No sujeito-sujeitado, frustrado, a mesquinhez se torna o leitmotiv das projeções do invejoso sobre aqueles que ele tem em conta como seus inimigos. Porém, todas estas projeções invejosas, traduzidas como atos mesquinhos, não passam de exaltação e confirmação de que a pessoa invejada é na verdade grandiosa e superior. Por isso, o ódio-invejoso contra sua superioridade.

A presidenta Dilma Vana Rousseff afastada do governo popular eleita com mais de 54 milhões de votos por golpistas invejosos e medrosos, como afirmou o senador, Romero Jucá, em gravação de Sérgio Machado, em função de sua vontade de potência que lhe faz combativa tenaz na busca de seus direitos junto com a maioria do povo brasileiro de todas as instâncias da sociedade, é hoje um conceito que despontou nacional e internacionalmente: Dilmocracia. Dilma composta com o povo-democracia.

Transcendida em sua atuação junto com povo em busca do resgate da democracia no Brasil usurpada pelos golpistas, a dilmocracia exacerbou nos invejosos mais ódios. Aí um dos fortes corpos que levaram Temer, a recorrer à força para extrair da presidenta, direitos como alimentação e transporte. Atitude invejosamente-mesquinha que explicitou para a maioria do povo brasileiro quem é o golpista-mor, Temer.

Dilma penetrou nos subterrâneos da mente de Temer e, mesmo não sendo psicanalista, expôs para o Brasil o inconsciente tenebroso que nem ele sabe que lhe transporta. Não sabe, porque, como diz Freud, o “ouvido não é o vivido”.

“O governo interino é pequeno e mesquinho. O que explica nesse momento é que precisam de uma ruptura democrática para viabilizar outras, que não passam pelo processo eleitoral.  

Estão testando sistematicamente as características de um regime democrático. Tentam proibir meu direito de defesa nas instâncias da Câmara e do Senado. Tentam transformar o Palácio da Alvorada em uma “prisão dourada” colocando uma barreira. Criam obstáculos para o meu direito de ir e vir. Ainda apresentam todas as sortes de armadilhas. Me obrigam a responder se foi golpe ou não.

A lei que rege o impeachment é absolutamente arcaica. É estarrecedor que, sem nenhum voto, um governo provisório e interino assuma a condução do país e desmantele o seu aparato institucional.

Ninguém é ingênuo para não saber que a grande briga é no Senado. Temos que ter 28 votos no Senado, mas a briga é ganha porque os senhores senadores fazem parte da sociedade, mas é ganha por todos que acreditamos na democracia”, afirmou a presidenta Dilmocracia.

Escute e veja o vídeo com a fala de Dilmocracia na íntegra.

NO DIA DAS MÃES, GENITORAS DOS DEPRAVADOS DEPUTADOS GOLPISTAS RECEBERÃO PRESENTES. ACEITARÃO? TAL FILHO, TAL MÃE?

caixa-de-presente-quadrada-Freud, em sua psicanálise familiar, afirma “que a criança é o pai do homem”. Das vivências da criança em família resultarão sua formação adulta. Ele atribuía às interferências dos pais na existência da criança como fatores preponderantes em sua formação educacional. Assim, como também as formações simbólicas criadas pela criança em suas relações com seus pais. Sintetizadas principalmente nos dois complexos: castração e Édipo.

Para Freud tudo se resumia no quadro familiar com a participação dominante do pai. Seria a confirmação do patriarcalismo, com sua moral burguesa- paulínea. Para alguns, moral-burguesa-hebraica-cristã. Essa posição imperiosamente familiar foi e é frontalmente contestada.

Os filósofos Deleuze e Guattari em seus estudos o Anti-Édipo, explodem esse famialismo freudiano mostrando que o que ocorre verdadeiramente nas vivências familiares não passa de um agenciamento coletivo de enunciação constituído por corpos histórico, econômico, político, sociológico, antropológico, estético, etc., em forma sintética de delírio histórico propagado pelo sistema-dogmático do capitalismo paranoico. Desta forma, quando um homem e uma mulher se aliançam, já foram, há muito tempo, capturados por esse agenciamento que transferem aos filhos, como também a escola, a vizinhança, e classe social.

Embora uma criança sofra essa forma de agenciamento coletivo de enunciação imposto pelo sistema dogmático capitalista paranoico em todos os territórios que ela possa realizar percursos, é possível que ela produza como devir, uma variável genética ou imaginária que a põe a salvo do processual que lhe pretendia sujeito-sujeitado a esse agenciamento psicotizante. Porém, na maioria das famílias essa variável não de manifesta na criança dada a força de repressão imposta por esses códigos capturadores.

De qualquer sorte, grande parte da sociedade brasileira, presenciou no dia 17 de abril a indicação dos votos dos parlamentares golpistas. Quase todos dedicaram aos seus pais suas decisões (?), e, em exclusividade, a suas mães. Dado o forte teor depravado desses golpistas, essa parte da sociedade brasileira, agora, com a comemoração do Dia das Mães, deve se perguntar: Essas mães aceitarão os presentes concedidos a elas por seus filhos depravados? Ou não aceitarão?

Não há saída. Se Freud estiver certo com sua máxima “a criança é o pai do homem”, elas aceitarão. Se Deleuze e Guattari estiverem certos, elas aceitarão. Porque nos dois casos os depravados são produtos das duas fontes. Entretanto, se elas não tiverem imposto aos seus filhos o processo de psicotização familiar freudiano, e nem processado o agenciamento coletivo de enunciação como forma de tornar seus filhos sujeitos-sujeitados ao delírio histórico paranoico, elas não aceitarão. Seus filhos tornaram-se depravados antidemocratas por livres e espontâneas escolhas suas.

Então, o caso agora em com o filósofo da liberdade Sartre. Eles são depravados antidemocratas por suas escolhas, porque um homem é sua própria escolha. O homem é ele e suas escolhas. Não adianta se recorrer ao subterfúgio “a criança é o pai do homem”, como desculpa. Sou depravado antidemocrata porque meus pais assim me fizeram. Não, sou depravado antidemocrata, porque assim me escolhi.

Mãe, não têm desculpas!  

 

TEMER E A EJACULAÇÃO PRECOCE

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Qualquer adolescente, em sua fase masturbatória, sabe o que é ejaculação precoce. Sabe que a ejaculação precoce á a negatividade do ato sexual completo. Envolvido por uma forte excitação física sem controle mental, o esperma é ejaculado precocemente antes do envolvimento com o objeto de sua finalidade. Ou seja, trata-se apenas de uma descarga da excitação. Em alguns casos, o objeto é sequer imaginado como réplica de sua existência material no exterior.

No alcunhado homem adulto, a ejaculação precoce pode ser causada por componentes fisiológicos e psicológicos. Para os psicanalistas existenciais, ela é causada por componentes ontológicos que demonstram o malogro da existência desse tipo de homem, posto que o sexo é uma das potências efetivas da existência que externam o comprometimento autêntico ou não dele com o mundo .

No primeiro caso, uma disfunção física relacionada com os corpos sexuais do homem pode causar a ejaculação precoce impedindo o gozo cujo fim só é possível no envolvimento afetivo e efetivo do homem com a mulher. Dependendo do caso, um tratamento pode solucionar a dificuldade orgástica. Como diz o psicanalista Lacan, o homem é o ser do gozo.

Já no segundo caso, os fatores causadores da ejaculação precoce encontram-se ligados diretamente às vivências do adulto quando criança em relação ao seu desejo libidinal-sexual investido em sua mãe e seu pai. Quando a criança vivencia fortemente a ameaça da castração promovida por um pai severo que dificulta sua relação oblativa com a mãe, ela, ao invés de ser tida pelo menino como sua amante, passa a ser representada como uma ameaça punitiva. A mãe antes desejada pelo menino torna-se sua imago de perseguição. Seu medo devorante. Tudo, como reflexo da ameaça punitivo representado pelo pai. O menino deseja a mãe, porém a ameaça paterna de castração faz com ele inverta esse desejo e a coloque como imago-castradora que vai se refletir em sua relação com as mulheres em sua existência adulta (?).

Certo que o processo não se desenvolve tão simples assim, mas o que se pode extrair daí é que a ejaculação precoce é na verdade o medo que o homem tem de ser castrado (devorado) pela genitália da mulher, que no momento do ato sexual representa para ele, simbolicamente, sua mãe. Medo e culpa, carregam a ejaculação precoce. Por isso, o ato sexual para ele não passa de uma encenação em que ele simula que deseja a mulher para realização erótica de sua libido sexual com ela. Ejacular antes do contato com a mulher ou mesmo na penetração antes que ela participe do ato sexual efetivamente, é sua salvação. Embora depois lamente.

Considerando a ejaculação precoce como a impossibilidade da realização afetiva e efetiva do ato do sexual, pode-se afirmar que se trata de uma forma de impotência. Uma forma porque há a excitação, há a ereção do pênis, só não há a complementaridade do ato sexual em função do medo castrador. Uma breve lembrança: muitos misóginos sofrem de ejaculação precoce. Outra breve lembrança: os estupradores também são ejaculadores precoces. A violência sexual praticada por eles, de forma veloz, é sintoma do pavor que eles têm da mulher. Eles buscam na violência do estupro somente a descarga fisiológica que lhes incomoda.

Em relação à ambição pelo poder, Temer é um caso insofismável de ejaculação precoce com característica duplicada. Ele se excita ao desejar o poder e fantasiar o que ele pode lhe auferir de benefícios glorificantes como respeitabilidade, comando, decisões, invejas, por isso não se preocupa se o ato de conspirar é um mal em si e uma ausência de valor, como afirma Machiavel, em seus Discursos.

Para ele, no atual momento, o que importa é experimentar a excitação e imaginar o que ela pode lhe presentear como fantasia. Como querer possuir aquela “mulher bonita e gostosa… A mulher-Maravilha”, como diz humoristicamente a banda Performática. O boom da excitação, já que ele tem a experiência precocemente ejaculatória da função de vice que lhe impede de chegar ao orgasmo com o poder ao possuir a presidência. O que seria em realidade ser eleito presidente através do voto de seus eleitores. O orgasmo político impossível. A tala carta à Dilma, agora a divulgação do áudio e as promessas aos seus pares, fazem parte dessa excitação-fantasiosa que terminará com a ejaculação precoce. Uma ejaculação precoce que não será só dele, mas de todos os golpistas.  

O pior para Temer, e logicamente para seus pares, é que se o golpe se concretizar – é lógico que não vai ter golpe! -, ele, em sua condição de sujeito-sujeitado à ejaculação precoce de poder, jamais poderá realizar qualquer política efetiva em benefício da população brasileira em função de sua impotência-política causada pelo medo da democracia. A Grande-Mãe que embala e protege todos os filhos contra os impotentes tiranos. Que em seu caso específico, com seu modus operandi personalista, conspira contra um governo eleito democraticamente e que não cometeu qualquer crime para ser golpeado.

Freudianamente, Temer, tem pavor da Grande-Mãe da democracia brasileira real: Dilma Vana Rousseff. Um caso psicanalítico explícito de vingança-edipiana que não se concretizará na objetividade brasileira.   

A democracia não tem qualquer relação com a ejaculação precoce. A democracia é virtù, multitudo, efetivada como sujeito coletivo produtor de comunalidade.

A SÍNDROME PSIQUIATRA DE BORDERLINE MOSTRA A MENTE DOS GOLPISTAS-FASCISTAS: BAIXA TOLERÂNCIA PARA SUPORTAR FRUSTRAÇÃO. SEM TOLERÂNCIA NÃO HÁ DEMOCRACIA

boderlineUm dos corpos-políticos constitutivos da democracia é o pletos que em seu étimo  significa pluralidade. Mas a pluralidade nela mesma não constitui democracia. São necessárias a homologia e a homonoia. A homologia é o discurso dos iguais. A homonoia o pensamento dos iguais. Dialogar e pensar em sociedade pelos mesmos interesses públicos. Fundamentação dos governos populares como afirmam os filósofos Machiavel e Spinoza.

São esses corpos políticos que vão constituir o conceito e a práxis da democracia como a multiplicidade dos iguais. Pluralidade em que todos mantém suas individuações, mas em composição com as potências de todos formando o Estado Democrático de Direito onde um representa todos e todos representam suas potências nesse um. Assim, no Estado de Direito Democrático o governante não é um tirano, visto que se encontra  ligado em compromisso e responsabilidade com todos através do bem comum. O que é público e fundamenta os direitos e deveres dos cidadãos.

A democracia é um regime que não pode se constituir sem alteridade. Sem a simpatia e a empatia política com o outro. Por isso o filósofo Spinoza mostra que não se nasce racional e nem social. Para ele o homem só se torna racional e social quando ele processa nele mesmo a alteridade com o outro que o leva a compreender sua responsabilidade e participação nas decisões da sociedade. Sem a faculdade racional e social não há democracia. Não basta ser um animal racional, como diz Aristóteles, se o ser racional não emergir na práxis social.

Outro princípio que funda a democracia e a mantém, é a tolerância. Sem tolerância não há alteridade e, consequentemente, não existe o outro. Mas tolerância não significa suportar qualquer determinação do outro. Principalmente determinação arbitrária e violenta. Também ninguém nasce um ser tolerante. Ela é resultante da práxis que começa na família, como as faculdades racional e social, e se estende pela escola e chegando aos mais longínquos territórios ontológicos humanos.

Porém, nem todos que nascem atingem essas faculdades racional e social e os princípios da alteridade e tolerância fundamentos da democracia que leva ao diálogo e ao pensamento comunitário. Esses, durante seus desenvolvimentos bio-psíquico-social sofreram algumas alterações genéticas que o impediram de experimentar, de forma benéfica, os acasos sócios-culturais. Como diz o filósofo Nietzsche, são os atrasados. Os que não vivem em nosso tempo e querem de todas as formas, fazer prevalecer o que sentem como realidade.   

A psiquiatria mostra a síndrome apresentada por eles. A síndrome de Borderline onde seu principal sintoma é a baixa tolerância para suportar frustrações. Esses pacientes psiquiátricos, como vivem em um estado fronteiriço entre as investidas de seus impulsos inconscientes e suas consciências, quando vivenciam uma situação contrária a que eles esperavam, eles reagem com ódio, violência e sentimento de vingança. Resultado dos resíduos psíquicos conflituosos de seus inconscientes que eles não puderam controlar. Um quadro psicótico caracterizado, como diz Freud, por suas perversas relações incestuosas-edipianas oriundas de um pai dominador e castrador. Por isso, toda vez que eles se frustram eles tentam, com seus ódios, escapar da imago perversa do pai agredindo outras representações simbólicas na sociedade que para eles representam o pai. Essa intolerância diante da frustração é também conhecida como hemorragia mental.

Tem sido assim com Lula, onde eles projetam suas síndromes como se Lula tivesse responsabilidade pelas suas existências malogradas. Assim, como também o ódio à decisão jurídica democrática do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF) fazendo prevalecer o Direito Constitucional.

Como a democracia tem como um dos seus princípios a tolerância, fica indubitável que eles, por não suportarem a tolerância, não são democratas. E suas reações não têm qualquer signo coletivo. O que significa que como golpistas-fascistas eles só expressam os sintomas de suas síndromes psiquiátricas de Borderline.

Como o que se passa no Brasil em termos de ódio, inveja e violência contra a democracia é mais uma caso de psiquiatria do que de política (apesar da psiquiatria ser política) vamos apresentar alguns sintomas desses pacientes decorrentes de alterações genéticas, abusos sexuais, violência traumática na infância, todo tipo de abandono, entre outras causas.

– Alteração do humor com euforia e tristeza.

– Sentimento de raiva.

– Desespero e pânico.

– Irritabilidade.

– Pavor da solidão.

– Ansiedade como impulso a agressividade.

– Pavor de abandono.

– Impulsividade.

– Desrespeito as leis.

– Consumo compulsivo de drogas.

– Compulsão por jogos.

– Baixa autoestima.

A única terapia eficaz para esses pacientes é a democracia. Mas o difícil é fazê-los acreditar. Enquanto isso, a sociedade espera a aplicação das leis quando da prática de seus transtornos Borderlinianos.  

EMBAIXO DA MÁSCARA DO ÓDIO E INVEJA NAZIFASCISTA HÁ UMA CRIANÇA MORTIFICADA

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O magnífico feito do homem foi à criação da linguagem. Inicialmente transitando pelo mundo sem referencias que pudessem sustentar sua jornada, tudo para o homem era obstáculo. Porém com seus desenvolvimentos genéticos-sensórios-epistemológicos suas acuidades sensorial e intelectiva foram descobrindo um mundo se dando em visibilidade. Aí, ele começou a significá-lo. O mundo se deu ao homem que o recebeu em compreensão. Era processada a linguagem. Tudo passou a ser signo. Significado sensório-material e significado cerebral-intelectivo.

De sua forma sensória-intelectiva-fonética, a linguagem se processou em formas gestuais, corporais e incorporais. O homem tornou-se todo linguagem. A linguagem atingiu territórios que antes escapavam ao homem. Assim, ele conseguiu realizar o processo de materialização da passagem do conteúdo à forma. A comunicação tornava-se possível entre a comunidade. O conteúdo e a forma se concretizaram na comunicação. O interior no exterior. Assim, tornou-se possível expressar o conteúdo-interior em forma-exterior.

Um olhar, um movimento de braço, um andar, um grito, um suspiro, uma inflexão vocal qualquer, tudo se mostra como linguagem. Como significado-significante. Imagem-mental e conceito. É a comunicação se apresentando entre os homens. Mas, essa comunicação sustentada em conteúdo e forma, não termina nela mesma. É preciso exame do que é comunicado. O senso-comum não é dado a esse exame, por isso, é uma doxa (opinião) vulgar, superficial. Muito bem usada pelos que não querem ser incomodados pelas revelações que possam saltar do interior-conteúdo submetido ao exame. É esse receio do resultado desse exame que faz com que o nazifascista não saiba quem ele é. Porém, os que observam o ódio e a inveja do nazifascista não podem temer esse exame.

O nazifascista sempre promove uma pergunta para os que não são nazifascistas. De onde vem tanto ódio? Esse ódio é uma máscara sobre outras máscaras saídas de uma cena profundamente traumática. O nazifascista quando criança, talvez quando tinha menos de um ano, há psiquiatras que afirmam que o trauma ocorreu entre um ano e dois, sofreu um trauma mortificador. Ele foi fortemente oprimido pelos pais – pode ser só o pai – de forma violenta através da linguagem fortemente castradora. Criança, indefesa, ele ficou paralisado pela fúria que foi submetido. Mortificado, porque paralisaram todas suas funções corporais, sensoriais, motrizes e cognitivas, ele por um momento observou em pânico a imagem de seu algoz. Que pode ser opressão física e psicológica. Uma surra, um olhar, um desprezo, uma palavra de acusação, julgamento e condenação.

Como sua natureza, apesar da dor, tinha que se movimentar, ele realizou uma fuga: se identificou com o agressor. Para Freud é um claro sintoma de homossexualismo: identificação com a imagem do pai. Essa é sua primeira máscara. O mundo ao seu redor passou então a ser sentido por ele em forma abstrata, porque ele havia perdido, com a interdição-opressiva, os corpos sensitivos e cognitivos a possibilidade de sentir o mundo concretamente. A partir, desse momento ele, visto que precisava existir no meio de pessoas além de seu grupo familiar, passou a criar outra máscara. O filósofo Nietzsche, embora vivendo próximo à Freud, mas sem qualquer influência do psicanalista, pelo contrário, este que foi influenciado pelo filósofo, diz que debaixo de uma máscara existem outras máscaras, e que é preciso ir além da superfície. O nazifascista é um sujeito-sujeitado de superfície. Nada nele tem profundidade.

Se nada nele tem profundidade, é necessário que os que não são nazifascistas não caiam nesse logro de tomá-lo apenas como superfície. E para não cair nesse logro, imprescindível se faz examinar sua concreta interioridade dissimulada na superfície pelos signos do ódio, inveja, estupidez, brutalidade, irracionalidade, que quer ser tida como coragem, quando essa interioridade muito abaixo de todas as suas máscaras, mostra uma criança mortificada pela opressão sofrida. Uma criança medrosa, acuada, desesperada, desamparada, a procura de alguém que lhe proteja. Que lhe vivifique.

Com esse exame podemos observar que o nazifascista incrustou em si essa máscara de ódio para poder sobreviver ao seu modo como sublimação de sua dor de criança mortificado. Por tal, seu modo total de sentir o mundo é abstrato. Mas é preciso entender também, que nem sempre o nazifascista se explicita claramente. Por isso, o exame tem que ser amplo, já que ele encontra-se em todos os territórios existenciais. Em instituições, em cargos que representam o poder, como o Poder Judiciário, Legislativo, Executivo, na igreja, no mudo chamado de entretenimento, na escola, universidade, nos esportes, no jornalismo, nos gêneros heterossexuais, no casamento, em forma de homossexualismo uranista – relativo ao deus Uranos – tipos de homossexuais, homem ou mulher que mesmo praticando ou não o homossexualismo nutrem um ódio profundo pelos homossexuais, cuja expressão típica é a arrogância, a prepotência, o autoritarismo, sintoma paranoico produzido pela relação incestuosa com o pai, como nos mostrou o Terceiro Reich composto por esse tipo de homossexuais uranistas.

Diante desse quadro, podemos entender que um país governado por nazifascista corre dois graves perigos. Um é que o governo terá como suporte os instintos destrutivos produzidos pelas fantasias e delírios paranoicos de vingança que a criança construiu contra o pai quando se sentia oprimida e que serão simbolicamente projetadas na sociedade como forma sublimada de administração, burocracia e justiça. O que significa que o país será a grande clínica psiquiatra de tal governante. Exemplo cristalino: Hitler. Dois como se trata de sintoma, o nazifascista não tem os corpos afetivos e epistemológicos para produzir políticas públicas democraticamente necessárias ao povo. Porque ele é um sujeito-sujeitado, limitado sensorial e epistemologicamente. Por isso sua fala é basicamente construída por estereótipos, chavões, palavras de ordem, clichês, pornofonias, pornografias. Linguagem da superfície.

Outra observação sobre o perigo da ascensão do nazifascista em um país nos é bem mostrado pelo psiquiatra-marxista Wilhelm Reich. Ele analisando a ascensão do nazismo na Alemanha disse que não estava convencido de que o nazismo na Alemanha tivesse sido obra exclusiva de Hitler. Para ele o povo queria o nazismo. Como o nazismo é uma subjetividade da dor que cultua a morte, um povo sofrido sem esperança política, econômica e social qualquer prefere mais a morte do quê a vida. E o nazismo é a subjetividade exemplar nessa pedagogia de elogio à morte. Filósofos como Marx, Nietzsche, Sartre, entre outros, mostraram essa realidade.

No caso específico do Brasil atual, ter um governo nazifascista é impossível, porque o povo brasileiro não foi capturado pela subjetividade nazifascista do desejo de morte. Culto a tânatos, em grego o deus da morte. As políticas sociais e econômicas, as políticas de direitos humanos, das igualdades negras, indígenas, mulheres, géneros, criadas e estimuladas pelos governos populares de Lula e Dilma possibilitaram ao povo a segurança e a crença em sua potência criadora e transformadora como sujeitos ativos do processual histórico.  

E para o bem da democracia brasileira, o número de nazifascistas no Brasil é diminuto em relação aos que se movem pelo espírito democrático. A potência-multitudo imperium, como nos mostram os filósofos Machiavel, Spinoza e Toni Negri, entre outros.

 

 

 

PREVISÕES DA MÃE TRANSVISÃO PARA O ANO DE 2016

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Embora conhecendo o adágio temporal-sacro de que “o futuro a Deus pertence”, membros dos vetores comunicacionais da Associação Filosofia Itinerante (Afin), Blog Esquizofia e Blog Afinsophia , fizeram uma vista a Casa da Mãe Transvisão com o intuito de pedir a ela que, em sua potência-transcendental, realizasse algumas previsões para o ano de 2016 que já se encontra adentrando no ano de 2015. Ano em que as direitas do Brasil contam minuciosamente os segundos para que encerre seu ciclo, visto que fora um ano em que elas não tiveram qualquer de suas intenções conspiradoras consumadas. Entre elas, depor Dilma e prender Lula, dois expressivos brasileiros por suas originalidades.

Mãe Transvisão, como sempre carinhosa, solícita, meiga e inteligente atendeu os consultantes. Em seu salão nobre, completamente colorido, de um psicodelismo envolvente, enlevado por aromas agradáveis, sonorização fluente, ela, em seu traje singular composto por traços cativantes, envolveu-se com a transcelestidade, transtemporalidade, transhistoricidade e trancedência e realizou seus contatos que nos foram comunicados como formas de previsões.

Como Mãe Transvisão é uma mulher eminentemente politizada, ela começou suas previsões pelo que há de pior no Brasil: as ignóbeis trapaças das direitas golpistas comandadas pelo seu persona non grata, Eduardo Cunha.

Então, leiamos as previsões da infalível Mãe Transvisão.

  • No começo do ano de 2016, Eduardo Cunha conquistará a tríplice coroa: será destituído da presidência da Câmara Federal será cassado e preso.

  • Aécio Cunha vai aumentar mais ainda seu tônus biliar: Dilma continuará seu objeto de desejo inatingível. Continuará tramando, mas vai aos pousos ficando mais isolado que já se encontra. Até os coxinhas lhe abandonarão. E para acabar de vez com sua simulação de honestidade, Janot vai pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) investigação sobre a Lista de Furnas. Esquema de corrupção comandado pelo PSDB sob a orientação do próprio ressentido-compulsivo.

  • Fernando Henrique vai sofrer um grande baque em seu narcisismo já tão anêmico: Dilma vai ter a popularidade de seu governo aumentada.

  • Serra sofrerá investigações e terá seus projeto entreguista do pré-sal totalmente combalido.

  • O senador Agripino Maia vai ser condenado pelos crimes de corrupção e perder o mandato.

  • O vice-presidente Michel Temer, continuará sendo apenas uma figura decorativa no governo Dilma. E sua fama de golpista vai aumentar e nem as mídias aberrantes, suas defensoras, vão conseguir protege-lo.

  • O deputado Jean Wyllys do PSOL vai conseguir maior aderência em suas ideias que serão compartilhadas por grande parte da sociedade brasileira.

  • A deputada Jandira Fegalli do PCdoB vai se tornar a representação-mor das mulheres combativas do mundo indicada por organismos internacionais.

  • Os institutos de pesquisa eleitoral vão sofrer o ano inteiro: terão que divulgar resultados de suas pesquisas para a eleição presidencial de 2018 com Lula disparado na liderança.

  • O deputado racista e homofóbico Bolsonaro será definitivamente condenado por ter ofendido a deputada Maria do Rosário (PT/RG).

  • Fernando Henrique terá um ano doloroso e tenso: as investigações sobre esquema de propina na Petrobrás em seus governos aumentarão de tal forma que nem as mídias, suas protetoras, poderão escamotear as notícias sobre esse esquema de onde se originaram Paulo Roberto Costas e Pedro Borusco, ambos presos pela Operação Lava Jato.

  • Dilma não vai sofrer impeachment, a economia vai voltar a crescer, a maioria dos brasileiros terão suas vidas melhoradas e parte das direitas vai morar na Argentina para apoiar o governo Macri.

  • Lula será indicado ao Prêmio Nobel da Paz e Fernando Henrique será acometido de forte crise de invejite-tremules.

  • Os movimentos sociais e os sindicatos serão mais fortalecidos e terão maiores participações em decisões importantes para a sociedade brasileira.

  • As artes como o cinema, teatro, música, literatura, dança, todas as formas de expressões populares terão maiores investimentos.

  • Os estudantes do ensino público do estado de São Paulo, que mudaram o conceito de educação no estado defendido pelo governador Geraldo Alckmin com seu plano de ‘reorganização’, vão constatar o fim desse plano.

  • O compositor, cantor, escritor, teatrólogo, poeta, articulista Chico Buarque receberá das mãos de um organismo internacional o título de representante-maior da sensibilidade e inteligência frente estupidez-arrogante da burguesia-desvairada.

  • A surpresa das eleições municipais de 2016 será o número de prefeitos eleitos de partidos progressistas, assim como vereadores.

  • Em Manaus, o prefeito que jurou aplicar uma surra em Lula, Arthur Neto, não será reeleito apesar do grande esquema de cooptação de funcionários como cabo eleitorais. Seu pior cabo eleitoral serão os buracos que ele produziu em Manaus como continuação das gestões de prefeitos anteriores como seu amigo Amazonino, ex-prefeitos Serafim e Alfredo. Professores, médicos e outros profissionais lambaios continuarão votando nele, mas não será um número insuficiente para reelegê-lo.

  • Muitos vereadores que usam as igrejas como catapulta para a vereança não serão reeleitos, assim como os chamados novos também.

  • Os principais candidatos que disputarão a prefeito de Manaus serão um de partido progressista e outro, como é comum no Brasil, de um partido reacionário. Mas não serão do PSDB, PPS, DEM, SD e REDE.

  • O governador do Amazonas, José Melo, será cassado, mas vai recorrer em outra instância. Porém, no final será cassado de vez.

  • No mesmo momento da derrota de Arthur e a cassação de Melo, jornalistas e empresas de comunicação submissas e calculistas a ambos cuspirão nos pratos que babaram.  

  • A TV Globo vai continuar perdendo audiência junto com sua emissora de rádio CBN, e será denunciada e investigada pelo FBI no esquema de corrupção da FIFA e ainda será, terminantemente, obrigada a pagar sua dívida com a Receita Federal.

  • As inúteis revistas lamê Veja, Época e IstoÉ diminuirão suas finanças, irão despedir funcionários e ficarão com os pés na cova do capitalismo.

  • Por sua vez, os blogs, sites, portais progressivos, também conhecidos como “sujos”, aumentarão seus acessos. E também terão aumentados seus anúncios de publicidades.

  • A Seleção Brasileira vai continuar sofrendo em busca de sua classificação para a Copa do Mundo. Porém, só no ano que vem é que se saberá ao certo se será classificada ou não.

No fim das previsões, os membros dos blogs pediram que Mãe Transvisão, fizesse algumas previsões para a Afin. Então, ela pousou nos membros dos blogs um olhar cândido e sorrindo suavemente disse que a Afin apenas processasse seus devires com confiança, engajamento e responsabilidade como vem fazendo há mais de 13 anos.

O que eles queriam mesmo era saber qual seria a conclusão do processo que a Afin vem respondendo no Paraná porque seu Blog Afinsophia publicou um artigo, em 2012, sobre um caso de racismo e foi acusada de prática de ofensa e ter que pagar R$ 30 mil de indenização.

Ao saírem da casa sagrada Mãe Transvisão abraçou todos os abençoando  proferindo louvor: “Axé, meus filhos e filhas!”. Ao que eles responderam: “Axé, Mãe Transvisão!”


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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