Archive for the 'Preconceito' Category

EPITÁFIO PARA A TRABALHADORA MARISA LETÍCIA LULA DA SILVA SACADO DO EPITÁFIO PARA GORKI DE BERTOLT BRECHT

 

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Neste momento de dor, difícil, expressamos ao maior e melhor de todos os presidentes do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva e a toda  família brasileira que sente a passagem da trabalhadora, Dona Marisa Letícia, força para continuarmos na luta contra o medonho, as injustiças, os assassinos da democracia brasileira.

Aqui jaz

O enviado dos bairros da miséria

O que descreveu os atormentadores do povo

E aqueles que os combateram

O que foi educado nas ruas

O de baixa extração

Que ajudou a abolir o sistema de Alto e Baixo

O mestre do povo

Que aprendeu com o povo.

 

 

 

“MULHERES APANHAM PORQUE NÃO RESPEITAM MARIDOS”, AFIRMA MÉDICO DO DF. SIMONE DE BEAUVOIR DIZ ELAS NÃO FIZERAM ESCOLHA UNIVERSAL

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 O homem é livre para escolher. Sendo assim, ele é responsável por suas escolhas, por isso não há desculpas, visto que todas as escolhas são realizadas como ação em situação. O que confirma que a consciência que escolhe, escolhe comprometida. O que faz com que toda escolha seja um compromisso universal, já que a realidade humana é para todos. É o que nos mostra a filosofia existencialista.

  O médico cardiologista do Distrito Federal, de 63 anos, Luiz Antônio Rodrigues Águila, afirmou, em defesa de seu filho que agrediu sua mulher grávida de quatro meses, postou em seu Facebook a afirmação, (depois apagou) que “as mulheres apanham, porque desrespeitam seus maridos”.

   “Sabem porque (sic) tantas mulheres apanham? Porque desrespeitam seus companheiros. Respeitem e serão respeitadas. Nossas avós não apanhavam porque respeitavam. Respeitar é fundamental”, afirmou o médico falocrático, inimigo de Hipócrates.

     Não precisa discorrer sobre o sintoma apresentado pelo médico, já que esse tipo de discurso e prática se viu e ouviu sendo expressado pela parte reacionária, invejosa e odiosa da sociedade brasileira contra a presidenta Dilma. Trata-se de misoginia. O conflituoso ódio contra as mulheres. Sintoma resultante de experiências cruéis com a representação da mãe, sempre coadjuvada com o auxílio do símbolo falocrático: o pai. Para Lacan: a Lei. O menino, ou a menina, que não pôde construir uma imago oblativa da representação da mãe, em sua vida adulta, se apresenta em companheirismo às mulheres. O amor compromissado. Não compromisso reduzido à família, “o que se fecha no casal ou na família”, como diz o filósofo Toni Negri, mas o amor que “constrói comunidades mais vastas”.

    O misógino odeia as mulheres como reflexo da humilhação que sofreu da mãe. Daí que todas as mulheres surgem como investidas da mãe-cruel. Eles casam, têm filhas, porque coito e esperma não significa adoção filial, mas não são felizes com elas. Elas são mulheres. Entende-se que todo misógino tem conflitos fortíssimos em relação a sua sexualidade. O conflito com a mãe impediu o transcurso sexual que lhe levaria a sexualidade adulta. A vingança-sádica-erótica é perseguir as mulheres e espancá-las. Elas são frágeis fisicamente agora que eles a agridem, mas a mães era forte. Aí o nascedouro do ódio contra as mulheres. O que é diferente em relação a agressão a um homem. Aí a misoginia não tem função, posto que o homem, ameaça inimiga, é o prolongamento de seu desejo investido no Pai-Lei.

     O médico, denegação de Hipócrates, afirma que às “avós não apanhavam porque respeitavam”. Moralina falocrática-fálica. Essas mulheres que ele mostra como “respeitadoras”, apanhavam e calavam. Tinham medo. Ou não apanhavam porque era anuladamente submissas. Além de que havia toda uma subjetividade hominista – nada a ver com macho. Macho é gênero, assim como fêmea, mas com homem e mulher que é cultural – que respaldava a violência do alcunhado marido. Uma subjetividade de homens frustrados, recalcados, apavorados com a potência do sexo, sublimavam ou batendo nas mulheres ou acusando-as de responsáveis por suas impotências. Um verdadeiro desfilar da ordem que foram submetidos quando crianças ao agenciamento coletivo de enunciação que os tornaram eunucos ontológicos. E que ainda persiste ainda hoje. 

   O enunciado hominista do médico cardiologista, que é de travar o coração, explica porque seu filho espancou sua mulher grávida de quatro meses ( se não tivesse grávida, mesmo assim a psicopatologia misógina ficaria caracterizada). Mas tem um enunciado que também deve ser sentido como preocupante: a criança que vai nascer. Um avó e um pai misógino. Como perguntaria Marx: qual mundo social vai servir de elementos constitutivos para a criação dessa criança? Qual mundo social vai troná-lo herdeiro da Terra? Segundo a mãe-gravida, Luiz Antônio Rodrigues Águila também bate em sua sogra. Na sabedoria popular: tal pai ta filho. Ou segundo Freud: A criança é o pai do homem.

        “No dia 27 de novembro ocorreu a agressão. Ele me chutou, me agrediu na barriga e na nuca. Quase oerdi meu filho. Estou em cima de uma cama pelo menos 30 dias para salvar o meu bebê.

         O pai dele estava tentando justificar a agressão do filho. O pai dele batia na minha sogra. O filho reproduz o que aprendeu em casa”, afirmou a mãe-agredida, Luciana Chaves.

     A filósofa Hannah Arendt diz que só deve ter filhos e participar em sua educação, como professores, quem for responsável pela história do mundo. Caso contrário, procure outra ocupação. O misógino não tem qualquer preocupação com o mundo. A preocupação com o mundo significa comprometimento coma a vida. O misógino, que é um dos corpos básicos do nazifascismo, cultua, através de seu estado misógino-paranoico, a destruição do outro, a tanatosfilia. O amor pela morte. Ele não acredita em uma sociedade justa em que todos sejam sujeitos-criativos da história.

     O médico foi mais um tagarela que impulsionado pelo corpo misógino se projeta sobre a mulher. Não qualquer diferença do seu tagarelar do tagarelar “mulher é estuprada, porque provoca o homem com essas blusinhas, essas sainhas curtas”. Tagarelar que confirma a impotência sexual do estuprador virtual ou real.

      Já para a filósofa existencialista, amor necessário do filósofo da liberdade Sartre, Simone de Beauvoir, é questão é de escolha. Como toda escolha compromete a totalidade da realidade humana, uma mulher quando escolhe um homem escolhe por todas as mulheres. Assim, como todo homem que escolhe uma mulher escolhe todas as mulheres. Toda escolha é universal. Esse o comprometimento da escolhe em liberdade.

     Se uma mulher escolhe um canalha, um golpista, um trapaceiro, um um cafageste, um corrupto, um, um vaidoso, um ambicioso, um exibicionista, etc., ela, como é um ser universal, escolhe para as outras mulheres esses tipos de cúmplices. Porque é assim que ela ver e entende sua realidade particular que é transferida para as outras mulheres. É por tal comprometimento que essa história de amor compensatório, eu vi nele um “quê” que não vi em outros, é pura sublimação fantasiosa. O amor, como diz Spinoza/Marx/Sartre, é produção. E produção é práxis e poises racionais.

     Se não houver razão comprometida com a realidade humana, o mundo-historicizado, mas impulso pessoal, não há amor. Aí se mostram Hannah Arendt e Beauvoir, não há compromisso histórico e nem engajamento otológico. 

     Enquanto o engajamento histórico-ontológico não se faz realidade necessário, a justiça, através da Delegacia de Atendimento à mulher (Deam) da Polícia Civil investiga o caso. Que já encontrou duas ocorrências contra o médico cardiologista que dissipou o coração como símbolo da amizade.

BOLSONARO CONTINUA CONDENADO POR OFENSA MISÓGINA A DEPUTADA MARIA DO ROSÁRIO

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Em dezembro de 2014, o deputado racista, homofóbico, misógino Jair Bolsonaro (PP/RJ) ao discutir com a deputada Maria do Rosário (PT/RG) em sessão no Congresso Nacional, afirmou que não estupraria porque ela é feia e não fazia seu tipo. O que se pode inferir da misoginia do racista deputado é que se ela fosse bonita, nos padrões dele, ele não dispensaria o estupro. Logo, sua índole é de estuprador.

 “Ela é muito ruim e muito feia. Não faz meu gênero, jamais a estupraria”, afirmou o misógino.

A deputada entrou com processo contra o deputado homofóbico no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Território (TJDFT) e ele foi condenado. Porém ele recorreu afirmando que o que havia ocorrido eram divergência de cunho político.

Agora, o TJDFT se reuniu para analisar sua defesa e por unanimidade resolveu manter a primeira decisão. O amigo do “impoluto” Eduardo Cunha vai ter que pagar indenização por ofensa e ainda escrever uma carta de retratação e publicá-la.

Em sua decisão a juíza Tatiana Dias da Silva afirmou que não foram divergência de cunho político que levaram Bolsonaro, para ela as ofensas têm teor ofensivo e ataque ofensivo à autora na sua condição de mulher. O taque visa “diminuir e abalar intencionalmente sua honra”.

A deputada também entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação criminal pedindo a condenação do misógino-deputado por crime de injúria e calúnia. O relator da ação é o ministro Luiz Fux.

 

APLICATIVO NA INTERNET VAI ACABAR COM OCULTAÇÃO E IMPUNIDADE DOS RACISTAS, MISÓGINOS, HOMOFÓBICOS, TODOS QUE DESTILAM SEUS ÓDIOS NA REDE

cca0616e-1f3e-462d-b67b-13767fcedd92Não são as ferramentas cibernéticas responsáveis pela proliferação de ódio nazifascista no ciberespaço. No espaço virtual-internet. Elas apenas servem para veicular as taras psicopatológicas que aprisionam os personagens nazifascistas que como subjetividade a-histórica do terror, existem há muitos séculos. Os nazifascistas de hoje só reverberam taras que se encadearam nos transcursos cronológicos das sociedades opressoras. 

Como são ferramentas que trabalham em um universo onde o espaço e o tempo, que proporcionam a experiência tridimensional, foram dissipados, desrealizado, criando a ilusão da existência de outro mundo, o mundo virtual, esses personagens psicopatológicos também fragmentaram suas experiências do real acreditando que são invisíveis e inatingíveis. Ou seja, embora atuem com seus atos odientos no real, imaginam que eles se volatizem fazendo com que fiquem ocultos e impunes. Acreditando, também, que a moral resultante da experiência direta com o outro, foi dissipada, permitindo qualquer tratamento ofensivo aos que lhe parecem como inimigos.

Miserável crença psicótica. Os nazifascistas-cibernéticos, em seu mundo dissipado, como diz o filósofo Baudrillard, não sabem que embora o universo virtual seja hoje o nicho das teletecnologias a realidade nascida da experiência direta entre os homens através de seus sentidos e razão que constroem suas representações mentais e suas linguagens, ainda prevalece. O real como meio das relações concretas entre as pessoas ainda predomina.

E como o real, meio das relações entre as pessoas predomina, consequentemente suas leias também regulam os comportamentos de todos que se encontram nesse meio. Até dos que acreditam que estão protegidos e impunes em suas acrópoles-virtuais. Sabedor dessa psicopatologia-cibernética, o Laboratório de Estudos de Imagem Cibercultura da Universidade Federal do Espírito Santo criou um aplicativo que pode ser usado na internet para monitorar os discursos psicopatológicos postados pelos nazifascistas na rede. O que significa na ordem do real que os emissores de discursos racistas, misógino, homofóbicos, todos os discursos que têm como suporte o ódio, serão rastreados para que seus responsáveis sejam descobertos e punidos.

O aplicativo que foi criado a pedido do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, tem o nome de Monitor de Diretos Humanos. Ele tem a função de rastrear conversas que carreguem mensagens de violência contra negros, índios, mulheres, imigrantes, gays, lésbicas, travestis e transexuais.

O Que Você deve fazer diante do Crime Cibernético.

  1. Guarde todas as provas e indícios possíveis.
  2. Tire fotos das denúncias “print screen” e imprima o material.
  3. Registre a denúncia com maior número de detalhes.
  4. Não compartilhe ou replique comentários ofensivos.
  5. Crie uma rede de proteção às crianças vítimas. Não permita que ela fique exposta aos comentários nas redes sociais.
  6. Onde Você pode Denunciar.
  • Safernet.
  • Canal do Cidadão do MPF.
  • Disque 100.

Não esquecer que embora dissipados na aura-psicótica do universo-virtual, os nazifascistas-cibernéticos ainda não se desmaterializaram e continuam perambulando e entulhando o mundo real-perceptivo como sujeitos do Estado. Possuem documentos como Carteira de Identidade e CPF, o que lhes fazem sujeitos às leis da sociedade concreta.

Então, é acionar o aplicativo Monitor de Direitos Humanos neles!

VAMOS FALAR SOBRE GÊNERO?

IMG-20150915-WA0013Por: Brenda Oliveira*

Existem muitas características que nos tornam diferentes um dos outros ao passo que somos muito parecidos em outros aspectos. Dependendo da localidade onde nascemos e nos desenvolvemos adquirimos características bem diferentes em relação a uma região bem próxima da nossa. A escolaridade, a religião e a cultura nos fazem tão diversos.

Desde criança somos ensinados se comportar de maneira a corresponder às expectativas que foram colocadas no momento da nossa concepção. Se nascermos com uma vagina nossos pais nos ensinam tudo o que uma menina deve fazer e nós devemos seguir a risca esse padrão, ou contrário, seremos confundida com outro gênero, e isso é inaceitável.  

Crescemos dentro de uma perspectiva, que meninos jogam bola e meninas brincam de boneca, e nenhum pode entrar na brincadeira do outro. É como se em duas caixas fossem colocados os papéis de menina e os papéis de meninos. Cada um só pode usar as características das caixas que correspondem ao seu gênero imposto no momento do nascimento. Se alguém ousar sair da regra pode sofrer várias consequências.

Observamos isso de forma muita clara na sociedade, onde os papéis de gênero são construídos socialmente. Ser mulher é uma construção social, assim com o ser homem também é uma construção e isso nada tem a ver com o genital.

Para a biologia, o sexo é definido pelo tamanho das suas células reprodutivas (pequenas: espermatozoides, logo, macho; grandes: óvulos, logo, fêmea), e só. Mas isso não define um comportamento feminino ou masculino a forma como vou me colocar no mundo, a forma como meu gênero será imposto e como será minha expressão de gênero.  Isso varia conforme nossa cultura.

O conceito de ser homem e ser mulher é diferente em cada cultura, assim o que é considerado papel de mulher na Islândia pode ser considerado papel de homem no Brasil. Ser masculino no Japão é bem diferente de ser masculino no Brasil, por exemplo.

O gênero é social, e isso nada tem a ver com seus cromossomos ou o formato da sua genitália, tem a ver com o autoconceito, sua autopercepção. O papel de gênero que vamos adotar ou não independe de nossos genitais, está mais ligado à expressão social.

Se observarmos o tempo e a história, em algum momento passamos por mudanças e inversão de papel. Comportamos-nos como é imposto ao gênero oposto, seja em uma brincadeira de criança, ou seja, em caso de sobrevivência como foi para Maria Quitéria que se vestiu de homem para lutar na guerra da independência.

Dentro dessas nuances que é o ser humano, nasce a transexualidade. Atualmente o DSM V aponta a transexualidade como Disforia de Gênero, patologizante. Só que a transexualidade não é uma doença, não é contagiosa e muito menos uma perversão sexual. É uma questão de identidade de gênero. Vamos deixar claro aqui que nada tem a ver com a orientação sexual. A orientação sexual está no campo da afetividade, por quem ou por qual eu direciono minha libido, meu desejo sexual ou não. Transexualidade está no campo do autoconceito, da forma como me vejo e me coloco no mundo. Logo uma pessoa transexual pode ser hétero, bissexual, homossexual, pansexual ou assexuada.  

A transexualidade não é um capricho, podemos inclusive observar ao longo da historia. Para ser bem claro, mulher transexual é qualquer pessoa que reinvidica o reconhecimento como mulher. E homem transexual é qualquer pessoa que reinvidica o reconhecimento como homem, como bem definiu Jaqueline Gomes de Jesus.

O reconhecimento da identidade trans* ocorre ainda na infância para algumas pessoas, mas para outros ocorre ao longo da vida, principalmente na adolescência. Em sua maioria, tardam esse reconhecimento por diversos motivos, os principais são o preconceito (aqui vamos usar o termo transfobia, que é o termo usado dentro da comunidade T para se referir a discriminação de pessoas travestis e transexuais), repressão e a falta de conhecimento sobre o assunto.

Muitas mulheres trans* no inicio de sua identificação são lidas e se leem como homens gays afeminados e com os homens trans* a mesma coisa, no inicio são lidos como mulheres lésbicas masculinizadas.

Depois que chegam ao entendimento sobre sua identidade essas pessoas passa pela transição, ou seja, a adequação do corpo ao gênero com o qual se identifica. E graças aos avanços da medicina homens e mulheres trans* podem se hormonizar e alcançar um corpo igual ao de homens e mulheres biológicos, ou seja, cisgêneros. Isso claro, se a pessoa tiver dinheiro para custear todo o tratamento.

Do contrário o que o senso comum diz a cirurgia de adequação genital não muda o gênero. Como sempre diz Daniela Andrade, mulher transexual e ativista do movimento T no Brasil, “ninguém deita em uma mesa de cirurgia homem e levanta de lá mulher, assim como ninguém deita mulher e levanta homem” existe todo um trabalho que antecede essa cirurgia, incluindo uma equipe multidisciplinar de pessoas cisgêneras que vai “julgar” se você pode ou não ir para uma fila de espera (aproximadamente 10 anos). Existe um protocolo transexualizador, além de uma hormonização compulsória que as pessoas transexuais passam para poder ter o aval da equipe multidisciplinar.

Assim cada pessoa adota uma expressão de gênero correspondente ao que se identificam, mulheres transexuais reivindicam o direito de serem tratadas como qualquer outra mulher, com os deveres e direitos que lhe são reservados, assim como os homens transexuais também adotam uma expressão de gênero masculino e reivindicam nome e tratamento conforme sua identidade de gênero.

Para essas pessoas, a necessidade de viver de forma completa como se sentem interiormente é prioritária. Por isso a necessidade de um novo nome, usar o banheiro adequado ao gênero, trabalho, aceitação social e a cirurgia de transgenitalização. Algumas pessoas optam por não fazer essa cirurgia.  

Outra nuance do ser humano é a travestilidade. Como bem definiu Jaqueline Gomes de Jesus, “entende-se, nesta perspectiva, que são travestis as pessoas que vivenciam papéis de gênero feminino, mas não se reconhecem como homens ou como mulheres, mas como membros de um terceiro gênero ou de um não-gênero.”

Para esse grupo, é imprescindível o tratamento no feminino. É considerado um insulto tratar uma travesti no masculino. Não se trata de homens travestidos, mas sim de uma figura feminina, que não é homem e nem mulher. Por isso enfrentam tanta dificuldade de adentrar no mercado de trabalho, muitas empresas são discriminatórias, preferem não associar sua imagem a esse ser, inusitado, uma incógnita, um terceiro sexo.

Dada a situação social de uma travesti, visto que muitas saem cedo da escola sem terminar os estudos por conta de sua condição, o abandono da família e dos amigos, muitas recorrem a prostituição como única fonte de sustento. Isso não quer dizer que toda travesti é uma profissional do sexo.

A grande dificuldade do homem é entender que a transexualidade e a travestilidade é mais uma forma de ser e de se manifestar do ser humano. Por isso ele marginaliza e o trata de forma tão excluída pessoas que pertençam a esse grupo. Para deixar o preconceito de lado é preciso humanizar-se.

*Brenda Oliveira estudante do curso de Psicologia e pesquisadora sobre sexualidade e transgêneros. 

A NEGAÇÃO DO RACISMO É IMPULSO PARA SUA PROPAGAÇÃO, DIZ MINISTRA NILMA GOMES

nilma_gomes_0O racismo é uma postura de negação do outro. O outro que embora não seja uma ameaça incomoda por ser um sujeito-histórico. O racismo tem suas causa não na sociedade, mas nos conflitos interiores do racista, mesmo que ele se manifeste no seio social. Daí porque é difícil combater o racismo se o racista não pretende um tratamento psicanalítico. Então, como o racismo é o sadismo em força prática, cabe a sociedade criar leis para combatê-lo.

O Brasil tem uma grande parcela de habitantes racistas, apesar de, eufemisticamente, alguns racistas negarem. Já que a negação é uma forma de impulso para sua prática. Uma prática nazifascista. Uma prática de exclusão do outro. Todavia, essa tentativa de exclusão do outro tem como causa o sentimento de inferioridade que o racista carrega e expressa no momento em que ele encontra o sujeito que ele projeta seu racismo. O racista tem medo do outro. O racista é um covarde.

“O racismo brasileiro tem uma peculiaridade: a ambiguidade. É um fenômeno que se afirma através de sua própria negação. Quanto mais se nega a existência do racismo no Brasil, mais esse racismo se propaga.

E essa é uma característica que nos desafia muito a superá-lo e desvelá-lo. Conhecer e reconhecer essa característica do racismo brasileiro já são avanços, porque antes compreendia-se muito mal o que era o racismo no Brasil”, observou a ministra Nilma Lino Gomes, da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir).

MINISTRA ELEONORA MENICUCCI PEDE QUE GOVERNO TORNE CRIME DE ÓDIO AS VIOLAÇÕES DE CUNHO RACISTA

0f20452a-80d4-4e72-863d-d1d7184f7746Todos os estudos sobre a criminalidade e a violência policial no Brasil mostram que os negros são as principais vítimas dessa violência. As estatísticas afirmam e reafirmam que entre os presos do sistema penitenciário brasileiro a maioria é negra. E a maioria dos assassinatos em que os policias são os suspeitos das autorias, é de negros. O que significa afirmara e reafirma que há um violento preconceito racial no Brasil. O negro é sempre visto como ameaça.

Por tal perversa realidade, Eleonora Menicucci, ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) da Presidência da República, ao participar da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) pediu que o governo federal torne crime de ódio as violações de cunho racista. Ela também pediu que os parlamentares criem propostas para proteção dos mais vulneráveis.

“A ruptura da vida por racismo desagrega toda a família. As sequelas daquela violência são irreparáveis. São necessárias aqui nessa CPI propostas a maneira da Lei Maria da Penha.

Não se pode falar da questão da segurança no Brasil sem mencionar a questão racial. Quem estão morrendo são nossos adolescentes negros e negras”, analisou a ministra.

Ela ainda afirmou que a redução da criminalidade e da violência de todas as formas no Brasil depende da educação. Para ela a educação é o fator básico para criação de uma sociedade mais igualitária e com tolerância.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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