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PAPAI NELSON NOEL DIZ ÀS CRIANÇAS QUE 2016 SERÁ MUITO MELHOR

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Poucos se enganam: o mundo construído pelo delírio capitalista de alguns sujeitos-sujeitados não é para criança. É um mundo em que a força da irracionalidade pelo lucro máximo coloca os adultos estúpidos como personagens e intérpretes principais. É um mundo em que a criança só é necessária quando é transformada em mercadoria através da falsa ludicidade caricaturada em “brinquedos” que a torna, como mercadorias, oral consumista compulsiva. Como impõe o ideário do lucro infinito capitalista.

Os rituais consumistas, como o natalino, servem de exemplo didático para se compreender essa máquina enferrujada, mas que ainda não perdeu sua funcionalidade molar. A funcionalidade que imobiliza todos os desejos de vida. Mas essa prisão de desejos autênticos não funcionaria eficazmente se não tivesse o amparo e o estímulo de governos cujas parcerias prontificam esse constante ajuste de suas peças indesejante. Governos que fluidificam as engrenagens que esmagam os desejos-naturais transformando-os em espectros de desejos expressados em suas mercadorias narcisadas como formas multifacetadas do capital. O universo dos objetos que brilham hipnoticamente com seu psicodelismo inebriador. Onde não há qualquer rastro de Cristo. A não ser o Cristo capitalizado. O que não é o Cristo filhos Maria. O revolucionário que fez os judeus e o Império Romano tremerem temerosos de seu Amor.

Nelson Noel 2012 (41)Nelson Noel 2012 (40)Nelson Noel 2012 (39)Nelson Noel 2012 (36)Como Manaus é um território do mundo, não poderia ser diferente. Manaus é um lugar também para adultos onde as crianças não são cuidadas como devem ser. Aliás, muitas delas são tratadas como alguns adultos entendem: com violência. Certamente, adultos parceiros de Eduardo Cunha na aprovação da redução da maioridade penal. Adultos que refletem também a falta de infância.

Dessa forma, em Manaus, existem crianças que tem outro tratamento pelos adultos. Ganham presentes, viajam para Disney, moram em condomínios, estudam em escolas particulares, tem plano de saúde, mas, em verdade, não podem ser tidas como essencialmente crianças, visto serem nada mais do que objetos onde seus pais projetam suas inseguranças de adultos muito bem capitalizados. Ou melhor, infantilizados pela força dos vícios burgueses. Adultos que quando crianças não experimentaram a dimensão superior da infância como devir criativo e distributivo, como dizem os filósofos franceses Deleuze e Guattari, encadeados com o filósofo alemão Nietzsche.

Nelson Noel 2012 (26)Nelson Noel 2012 (17)Nelson Noel 2012 (19)Nelson Noel 2012 (14)Nelson Noel 2012 (8)Quem habita Manaus, e não tem apenas um endereço, sabe disso, já que habitar é se tornar potência-criadora do território habitado em forma de comunalidade. Sabe que a criança, apesar das políticas para infância e adolescência criadas pelo governo federal, não é cuidada como deve, posto que criança é para ser cuidada pelos que alcançaram o grau da responsabilidade histórica do mundo. Tomar a criança como seu cuidado, é tarefa de que se responsabiliza pelo mundo. Ser seu companheiro oblativo e não captativo como forma policial-judicativa como fazem os adultos infantilizados. Assim, cuidar é ser responsável pela história que a criança está entrando para se tornar um adulto também responsável pela história. E é brincando, se satisfazendo, que a criança produz, junto com esse adulto, seus percursos que lhe tornarão um ser históricizado.

img_5519 img_5680A criança de Manaus, essa que não vai para Disney (melhor para ela), que mora nos bairros abandonados pelas alcunhadas autoridades (autoridade é quem trabalha com a razão no plano do diálogo, como diz a filósofa Hannah Arendt) não tem qualquer opção de entretenimento público. Quando essa criança quer entretenimento ela mesma cria nas ruas onde habita. Algumas vezes reúne umas moedas e vai a um parquinho de diversão que se instalou no bairro. Prefeitura, estado não têm um projeto de diversão gratuita para criança. A própria escola que deveria ser um território do entretenimento infantil, não é usada.

Pois foi exatamente analisando a situação da criança em Manaus que o empresário democraticamente lúcido e engajado, Nelson Rocha criou o personagem Papai Nelson Noel. Há 13 anos Papai Nelson Noel, no dia 24 de dezembro, percorre alguns bairros abandonados de Manaus, onde milhares de crianças se encontram com seus direitos a diversão e entretenimento negados, e distribui com a fantasia de Papai Nelson Noel, sorvetes e picolés. É a festa criada e comandada por Papai Nelson Noel e as crianças, e muitas vezes com a participação de alguns adultos que cuidam dessas crianças. O carro com Papai Nelson Noel em cima, acenando, desejando boas-festas, às vezes descendo do carro para abraçar as crianças, e quem aparecer pela frente para receber um abraço natalino, compõe o fator dionisíaco de um Cristo que não se metamorfoseou na cobrança, castigo, condenação, credor, mas na festa libertária.

Nelson Noel 2012 (13)Nelson Noel 2012 (11)Nelson Noel 2012 (9)Nelson Noel 2012 (2)altahxbmwd1smfeipavrujkk7wwdzl9podrs3fseov2evhu img_5493 altag6itwqdkg_pu3uk_3yze0n2bfbs7ndbf8mp8arwg7ckEntretanto, nesse natal de 2015, o Papai Nelson Noel não pôde se mostrar materializado às crianças. O seu criador passa por um momento existencial que lhe deixou impotente para fazer passar o personagem-coletivo, Papai Nelson Noel. Mas, ele mandou sua mensagem positiva às crianças.

No dia 24 de dezembro do ano de 2016, se Papai Nelson Noel permitir, ele estará atuando como Papai Nelson Noel. Palavra de Nelson Rocha.

NELSON NOEL, 13 VEZES NATAL REFRESCANDO COM PICOLÉS E SORVETES CRIANÇAS DOS BAIRROS DE MANAUS

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No início era Papai Noelson, mas o verbo se fez necessidade então, para se autentificar, se fez Nelson Noel. Na intensidade de Papai Noelson e, agora, Nelson Noel, se movimentam 13 anos junto com as crianças no Natal. É a festa refrescante com picolés e sorvetes distribuídos para as crianças no encantamento da alegria no calor de Manaus.altAlc6eCPcJYrkBGzWTvZ6tYUv5WDjR4MgOd-gd2ztezwJ

altAg1GXqZC1BeiJLckM-vsYwApmVmWiJypTN0VzsuVAtnQ altAg1PfmyARTpgp1z7tnoNjb7FDkCx5kU8L3-ZFcR4TrZY altAg6ITwQdkG_Pu3uK_3YzE0n2BfBS7nDBF8Mp8arwg7ck altAg6rzHfTZk7DvzH0laNYzthMdUfMsxB9wNVSlfOTK85n altAhXBMwd1sMfeiPAVRujkK7wWDZl9pODRS3FsEov2EVHu altAiYivLwsESLJsNBKLdrD7b7WlgkZhQ-hyqQzkw4FbFo- altAj9FgRzvXb6taEgc5rthOkfgMrAUuzMa42-KH9yE9AIy altAk-AY9nCnofP6cUGq3SXVjRyaKnd6BIp9t1cslSopb3QA não-cidade de Manaus carrega um triste passado quando se trata de entretenimento público. Todos os prefeitos nada ofereceram de festividade pública para as crianças no Natal. E agora, o presente de Manaus, contínua triste nessa gestão pouco pública do prefeito Arthur Neto do PSDB, partido da burguesia-ignara. Daí a necessidade e a importância da atuação do Nelson Noel nesse período. Não é pela falta de administração pública, que as crianças dos bairros desassistidos de Manaus vão ficar sem uma alegria.

altAlTXCA7l1NDQRl2QbpId2Zidl6rMwqWkA1zFnJ0dVmSV altAlxJhDB-4BNYqFc-FZQ47efwQZq_0EyGxYo9A8rsToMr altAmqHT6PkpUQkz8G3mludr_bLsXhRc-Hver2YhzIXImoA altAndZ8TlI3x0mbSXnjxc-M9HbZhv-8kABSB0ZqBCtqUDU altAnQ3aaHPrWMyecbP2GoU5UJBgwf0YIEfqdZwJQ62BzkD altAo_goI24uQ5OeBp_MTGXSxXUsAdso8gQvB0lOIY8LQZG altAoDPCeWsq8Bri6YjXuKwYBq9TeYqkrfu6VrEp4z8PlUoO pós-cinquentão Nelson Noel, apesar das dificuldades que vem tendo financeiramente para realizar essa festa lúdica, não esmorece. Quando inicia o segundo semestre ele já começa a imaginar como vai ser a festa das crianças. Conforme o tempo vai passando e vai se aproximando dezembro, a imaginação começa a se materializar.

altAoGoa_iedtoEGFIlfvcnMksmbPENuQ8X6ooG8Z9EWK_P altAohBSi5ZMtkyRB8Ecig0heS_3IYaqRNElqx1GtOnYrFl altAoOoDkZS7KgykB6JH_yV36sW_uQVDB_HUO7E7Qg9lPZ2 altAp85IH32IQDIq-DjjjyETJWKLOvskK28KOBvpq4gupu2 altApEJoX5GXWpJ7Wa-Rfm_IU5RNw6q69vkXhgnYTHvnKTL altApFYU3EQ3khORVUOmKLSBFnoZ_qqxZy3NZetujkY4f91 altApGlsIpC2JjIDRVltd-1hkWmPMYOgR-ipAhX9K1xmDGn altAq0qOWygFVQ6y0y13tIkaKtgr2oZwm-YCOin4VxUq8ueEntão, chegou o Natal! E lá vai Nelson Noel com seus milhares de picolés e sorvetes para os bairros desassistidos pelo poder público. Nelson Noel acorda bem cedo e, junto com amigos colaboradores, inicia o ritual preparativo para a caminhada. Com sua barba branca de salão de beleza, visto ainda manter a barba preta e que deixou crescer durante todo o ano, se traveste de bom velhinho, como dizem alguns, e cai na estrada.

Ao contrário do alcunhado bom velhinho, que só se materializa nas famílias com dinheiro, Nelson Noel, democratiza o Natal com crianças de famílias desassistidas e só assistidas pelo Bolsa Família. Poderia até se afirmar que o Natal que Nelson Noel proporciona às crianças é o Bolsa Família picolé e sorvete do Natal. Bem que ele gostaria (gosta) que todo dia pudesse distribuir os refrescantes sabores nessa Manaus onde as crianças são cada vez mais empurradas para o isolamento. Mas, ele não é financeiramente um empresário com essas condições.

Não importa, ele vai à luta, como dizem os engajados socialmente que não se restringem a privacidade familiar que só persegue seu pirão primeiro. Então, nesse Natal, Nelson Noel, mandou ver. Quase 40 mil refrescantes distribuídos em vários bairros. Uma festa colorida de crianças e picolés e sorvetes. Crianças com panela, saco, copo, balde, bacia, entre outros objetos, para ganhar suas partes.

Vejam as fotos e confirmem a festividade. Vejam como se encadeou essa festa das crianças que quase sempre não têm dinheiro para comprar o mais simples picolé. Entretanto, essas crianças têm uma diferença abismal em relação às crianças cujos pais têm condições financeiras para comprar sorvete e picolé. Essas crianças saboreiam os refrescantes com os sentidos experimentadores. Saboreiam de forma inusitada, como se fosse pela primeira vez. Uma primeira vez que produz um afeto alegre inesquecível. E ainda mais porque é uma experiência coletiva. Uma experiência entre outras crianças, onde ninguém se encontra em uma posição superior à outra. São intensidades alegres.

altArKZgPEW-zvR3WHKm25e6F4gS5IVvmWfegrFjJgYPfYJ altArOlTInWjY02GwMuc4jZ46nN3BVii0PhJSO1m1ccxHOE altAsd3p7z9PU1n42L7wRBfwjqomLr_MfRMNsRpi2LA_7pD altAspFJyelmeh9xy6EV4CIbHQG_5kVFuMH7NQNtPGI3Fgd altAt5hW979_Eua4YrwlyIBvDcNk-y0uwna5bFoWzJozBFy altAtKKSBQJAKPdbhxagtXDfPlzLvClpdxSHlT7hDi_Q03e altAtLY8cdCmkx887BpxY9aiZtL-h6ohAkXeFCJSeOnm8BV altAtQOYiFfLKwrl_tArcaA5h5-RIKd4rtb8F32DzqoA5x_ altAvEmeJdwEpbMZ-_f8t1Gt4ukJBs9VLMpHobJETEKZemr altAvgsAzwESLqRXinlUaaBRJt-NAsxlw1X_GQF45aa94rNÉ provável que seja essa a fundamentação da atuação política de Nelson Noel como pedagogia-social. Possibilitar a experiência coletiva das crianças. Um ato que elimina a desigualdade unindo as crianças no afetivo e biológico. 

Valeu, Nelson Noel! Valeu, vale e valerá como forma democrática de produzir afetos alegres como expressão de autoestima das crianças! 

NELSON NOEL NÃO É PAPAI NOEL POR ISSO TODO ANO FAZ A FESTA DA CRIANÇADA

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O filósofo holandês Spinoza diz que “o estatuto de um Estado, seja ele qual for, chama-se civil, e o corpo inteiro cidade, os negócios comuns coisa pública”, e que cidadãos são os homens que gozam de todos os privilégios que a cidade concede em virtude do direito civil, e que esses homens são também súditos porque obedecem às regras instituídas pela cidade, ou seja, às suas leis.

O filósofo Spinoza em seu enunciado nos mostra claramente o que é um regime democrático. Um regime produzido pela composição das potências de todos os homens que faz com que todos sejam autores singulares da democracia. Um regime de igualdade que possibilita a existência de todos como cidadãos e súditos da cidade que se movimentam pelos afetos produzidos pelos negócios comuns como coisa pública. Em verdade, um Estado de igualdade.

Como é óbvio, o nosso Estado não é spinoziano. Não há igualdade. Há classes com maiores privilégios que outras. São as classes que detém o Poder Econômico e quase sempre são protegidas pelo Poder Judiciário. É um Estado em que a coisa pública não é tão pública, o que faz com que se diga que há classes sem direito civil, porque os negócios comuns não chegam até elas. Daí a impossibilidade de se afirmar que essa população existe em uma cidade, ela existe em uma não-cidade, porque lhe falta o estatuto civil. Embora se afirme que todo aquele que existe em um Estado é um identidade jurídica, visto se encontrar sob as leis desse Estado.

Como o Natal foi transformado em um rito capitalístico propagado pela indústria do consumo e fortalecido pelos sentidos capturados de consumidores vorazes – indivíduos-tristemente abandonados -, onde a alegria da essência da festa cristã foi substituída pela alegria-compensatória proporcionada pelo dinheiro, à igualdade desapareceu. O presépio, símbolo do nascimento do companheiro Jesus Cristo, foi escondido pelo Papai Noel da Coca-Cola – só escondido, porque jamais o substituirá -, representante máximo da força multifacetada do consumismo veiculado pela semiótica capiatalística natalina. Maria, José, Jesus Cristo, os Reis Magos, os Anjos, os animais, as estrelas, a natureza em si, tudo foi escondido. A Substância: Natureza-Naturante e o Homem não cantam no universo perverso do consumismo. 

Diante desse quadro desnatalizado, onde o Estado como estatuto civil está ausente, é ofensivo cantar, “como é que Papai Noel não esquece de ninguém, seja rico ou seja pobre o velhinho sempre vem”. Esse velhinho-sádico só vem para os que têm dinheiro para pagar seus serviços. Ele não vai aos lares cujas crianças não têm sequer sapatinho para colocar “na janela do quintal”. E muitas vezes, nem janela. Nisso a perversão desta desnatalidade: uma vez ao ano as crianças querem, pelo presente, se sentirem amadas juntas à Cristo. Ganhar um presente é irmanar-se com Cristo. Na criança, o Natal, faz do presente um nascimento com Cristo, porque Cristo teve a sublimidade de seu nascimento, também, pelo símbolo dos presentes que ganhou. Um símbolo de comunhão entre os homens e Ele.

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Sabe-se que proporcionar presentes às crianças pela via filantrópica-calculista é recurso desumano de alguns indivíduos degenerados que com seus presentes pretendem o reconhecimento pela afirmação: “Olha como ele é bonzinho. É um verdadeiro cristão. Ajuda o próximo”. Exploração da dor para alcançar um objetivo pragmático-capitalístico. Pura sordidez que é disseminada nessas datas de cunho religioso. Mas esse não é o caso do Nelson Noel (Noël = a Natal, em francês), a pessoa física, Nelson Rocha. O Nelson é conhecedor de todas as hipocrisias da sociedade capitalística de consumo com sua semiótica desumanamente dominante. Por isso, ele escapa do grupo dos filantrópicos-calculistas. Como é um empresário mediano, ele pode realizar uma parte dessa comunhão da criançada em Cristo. Como trabalha com picolé e sorvete, ele pode levar para elas um pequeno presente. Um presente gelado, próprio para o clima de Manaus. Sorvete e picolé. São crianças pobres. Algumas sem sapatinho e outras sem janela.

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Há 12 anos Nelson Noel realiza essa produção infantil. Que em verdade não é só uma produção individual. Muitas vezes alguns moradores da comunidade participam nessa produção. Esse ano foi penosamente diferente. Nelson Noel estava triste. Por razão financeira não iria poder se apresentar para as crianças. Seria um hiato-natalino para ele e as crianças. Como também para a comunidade. Desanimado ele não ficou à “espera do milagre”. Estava decidido: as crianças iam entender. Só que a potência criativa e o espírito da tradição o envolveram e o animaram na dimensão necessária para a produção da festa. Deram-lhe pneuma, impuseram-lhe alma. E ele realizou. Na verdade, como diriam os filósofos Deleuze e Guattari, tudo era possível. Só faltava realização.

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E lá foi o Nelson Noel firmando por alguns bairros e ruas de Manaus a tradição de 12 anos. Tradição que nem precisou convocar a imprensa, porque ela se apresentou crente de que a festa ia acontecer. E lá festejaram as crianças alegres com seus pequenos presentes de Natal: picolés e sorvetes. E lá ia a festa natalina no sol na chuva compondo o espírito cristão. Lá estava presente Cristo como potência criadora da vida comunalidade. E lá estava Cristo afirmando através do filósofo italiano Toni Negro que “o amor não pode ser algo que se fecha no casal ou na família, teve construir comunidades mais vasta, deve tornar-se construtor do outra”.

E lá estava Nelson Noel, comungado junto com as crianças em “Cristo, o mais amado (Nietzsche/Deleuze)” afirmando que “O amor é a chave essencial para transformar o próprio no comum (Toni Negri).  

A CULMINÂNCIA DA SOLIDARIEDADE E DO AMOR CONSTITUTIVO NO NATAL COM NELSON NOEL

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Não há nada demais no natal. Todo o discurso típico da época, envolvendo solidariedade, altruísmo, afetividade, igualdade social, amor ao próximo, religiosidade, abundância em alimentos e bebidas variadas, a família alegre reunida em torno da mesa, o carinho dos pais aos filhos; todo o simbolismo natalino, que alimenta as últimas esperanças de existências que resolveram esquecer-se de si mesmas durante boa parte do ano, na noite da véspera do natal, colore as pálidas alegrias. Então é festa! Mas festa no seu sentido pontual: após os comes e bebes, retorna-se ao ordinário estado de coisas constituído.
Mas no natal promovido pelo companheiro, pai, marido e empresário Nelson Rocha, o popular Nelson Noel – e por seus amigos – o personagem criado para alegrar, trata de arrematar toda a solidariedade e o amor constitutivo que vão sendo tecidos durante o ano, culminando no dia 24 de dezembro há onze anos. Nelson Noel não espera a noite chegar; inicia a festa da alegria cristiana já nos primeiros raios de sol que iluminam o núcleo 5 do bairro Cidade Nova, local onde os amigos e Nelson Noel se reúnem, fazem suas orações e iniciam a carreata que conta com vários carros e pessoas à pé, responsáveis por fazer a distribuição do delicioso sorvete para as crianças, que vão tornando a existência mais suave com seus longos e autênticos sorrisos iluminados.
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A alegria cristiana não envolve somente as crianças. Todos os moradores dos bairros da Cidade Nova, Nossa Senhora do Perpetuo Socorro, Novo Aleixo, Águas Claras e Carlinhos da Carbrás (Parque São Pedro) saem às ruas e vão ao encontro de Nelson Noel para abraçá-lo, beijá-lo, para um simples aperto de mão, para compartilhar da festa.
Festa que não é em seu sentido pontual: a festa é durante o ano todo, sem hora ou data para terminar. Uma festa que se constrói à medida que é nutrida por tudo aquilo que faz o natal existir, mas de modo autêntico, verdadeiro e que não espera o sono chegar para que Papai Noel entre sorrateiramente e deixe os presentes enquanto crianças dormem, posto que Nelson Noel vai ao encontro das crianças na luz clara do dia, abertamente.
Junto com diversos voluntários que moram na Cidade Nova e outros bairros de Manaus, Nelson Noel foi construindo esta festa. Muitos ajudaram com a doação de fardos de açucar, outros com sua disposição e apoio técnico; outros, ainda, decidiram participar auxiliando a distribuir o sorvete enquanto vários motoristas forneceram seus carros para a carreata dos bairros da Zona Leste e Norte de Manaus.
Os bons encontros natalinos, entre a multidão nos bairros visitados e Nelson Noel, foram acontecendo durante a carreata. Esta se iniciou no núcleo 5 da Cidade Nova onde Noelson acordou ansioso pelo grande dia de sua produção solidária natalina.  Com sua alegria e disposição, o incansável Nelson superou, neste ano, diversas dificuldades e pôde fazer uma nova distribuição sorvetal natalina para as crianças de Manaus.
Logo cedo, Nelson se vestiu e transformou-se em Nelson Noel, e começou a divulgar nos arredores da Cidade Nova o grande encontro com as crianças de todas as idades (inclusive adultos e idosas). Os carros começaram, então, a serem carregados de sorvete e a carreata foi se formando em frente à lanchonete Degust’Gula, onde Nelson  promove encontros culinários todos os dias.
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Nelson Noel e a moçada da Afin

Nelson Noel e a moçada da Afin

Antes de iniciar as atividades, fez-se uma oração em agradecimento por mais um ano de encontro coletivo e solidário do Nelson Noel. Logo a carreata, com Nelson Noel em cima de um carro, seguiu pelas ruas do núcleo 5 do Cidade Nova.
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Neste bairrro, onde Nelson trabalha, a população conhece o trabalho do Nelson Noel desde o início e sempre incentivou a empreitada. Lá, Nelson viu crescer muitas crianças durante estes 11 anos de Natal Solidário, que hoje já são adolescentes e cujo o reencontro a cada ano emociona Nelson.
Ainda nos primeiros metros da Cidade Nova, Nelson desceu do carro e seguiu, a pé, o encontro com os comunitários. Todas crianças corriam para abraçar Nelson Noel e também traziam suas sacolas, panelas e vasilhames para enchê-los de sorvete e da alegria deste encontro natalino.
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O percurso seguiu. Depois entrou pelo Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, onde uma multidão de crianças, idosos, trabalhadores e transeuntes receberam Nelson Noel com muita alegria.
A carreata seguiu por diversas ruas no bairro até chegar na rua principal, onde várias pessoas sairam de seus cotidianos para, também, ter este encontro noelsonlino. Algumas estavam no salão de beleza, outras preparando a ceia, outros trabalhando em obras, pintura de letreiros, no comércio. Mas todos pararam suas atividades para dar um abraço festivo em Nelson Noel e em seus vizinhos. Afinal, a caravana da solidariedade acontece todo ano e cria uma subjetividade própria aos encontros comunitários que produzem afetos alegres e aumentem a potência de agir de cada pessoa.
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Nestes encontros, Nelson Noel sempre interage com pessoas que, devido à alguma deficiência, são excluidas pela sociedade capitalista e suas instituições, que só se interessam por aqueles que estão aptos a serem explorados. Estas pessoas recebem o carinho de Nelson Noel que, com seu coração sensível, emociona-se com estes encontros.
Depois da longa caminhada pelas ruas do Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, a carreata foi recarregar os isopores com sorvetes enquanto o resto da equipe do Natal Solitário preparava os detalhes da próxima parte da caminhada. Com as forças e os carros reabastecidos, a alegria de Nelson foi carregando as pessoas através dos núcleos 3, 4 e 16 da Cidade Nova, rumo aos próximos bairros.
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 O bairro do Novo Aleixo, onde a Afin desenvolve algumas de suas atividades, foi a nova parada da carreata. Pelas ladeiras e ruas, Nelson Noel e seus voluntários adentraram o bairro e o carregaram de muita aividade neste encontro comunitário.
No Novo Aleixo, a população sempre acolhe com muito afeto a presença da carreata e dos trabalhadores voluntários em sua solidariedade e, neste encontro, todos aparecem para prestigiar e compor novas formas de relações humanas durante o natal.
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Quando Nelson Noel chegou na rua Rio Jaú, dezenas de crianças  já esperavam a presença deste festejo para receberem e darem muitos abraços e ganharem sorvetes. Muitas das crianças e comunitários participam das atividades afinadas como o cinema, a bandinha do outro lado, os cursos e encontros que ocorrem durante o ano.
Neste ano, os afinados sugeriram um novo trajeto pelo caminho inverso do passeio dionisíaco da bandinha carnavalesca e, assim, foi possível Nelson Noel passar por novos territórios, ter novos encontros e presentear mais crianças.
Em todos os lugares por onde passava, a comunidade não deixava Noelson Noel sem abraços e trocas de afetos. E, nestes encontros,  além de distribuir sorvete, pode-se produzir o verdadeiro amor constitutivo do Natal.
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Dentre tantos amigos que já participam há vários anos do evento natalino, o menino Ezequias, participando pela primeira vez da caminhada natalina, tornou-se um destaque na festa como um ajudante de Nelson Noel. Isto, em razão de ele manifestar sua vontade de fazer parte da alegria, ajudando a entregar os sorvetes.
O menino Ezequias, de 11 anos, com seus pés descalços, levava sorvete e carinho a todos que encontrava. Longe de Nelson Noel estar praticando exploração do trabalho infantil. Ele compreende que o trabalho somente é uma exploração quando as energias mental e física do trabalhador são subtraídas, no intuito de favorecer o domínio de um sobre o outro.
Mas na carreata, a participação do menino Ezequias foi trabalho vivo, pois sua ação foi motivada pela afirmação da vida como produção solidária, criando laços afetivos sólidos com as comunidades por onde passava, demonstrando a compreensão que uma criança pode ter das distintas situações de outras crianças na mesma cidade. Ezequias fez, de sua ação, construção de bons encontros, divertindo-se com sua enorme disposição para a vida.
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Depois, carros e amigos de Nelson Noel, seguiram pelo Águas Claras até o Carlinhos da Carbrás. Durante a caminhada, Nelson Noel, emocionado pela energia transmitida por todos que o recebiam em suas casas, na rua e em todos os lugares, públicos e privados, por onde passava; desceu do carro de onde acenava a todos e se juntou às crianças na rua.
Assim, durante mais um ano, o Natal Solidário de Nelson Noel e dezenas de voluntários encheu de vida a não-cidade de Manaus. Ainda que, durante todos outros dias do ano, este local geográfico sofra com seus governantes , que manipulam os eleitores e a não-cidade, na véspera de natal, a cidade é contagiada com uma festa de encontros transformadores e comunitários. Desta forma, aqueles que não tem força nenhuma produzem a potência necessária para aproximarem-se da vida em uma cidade real.

NELSON NOEL EM OUTRO NATAL EM COMUNALIDADES

Nesta vespera de Natal, a festa natalina não foi a mesma em Manaus. Isto pois mais uma vez o empresário e sorveteiro Nelson Rocha fez mais um Natal Solidário, evento que começou há 10 anos, e que faz a alegria das crianças e adultos Zonas mais empobrecidas e esquecidas da cidade: a Norte e Leste. Com ajuda de doações da comunidade (como fardos de açucar ) , Nelson vem realizando o Nelson Noel distribuindo 30 mil sorvetes a cada ano.

Os afinados conversaram com Nelson Noel sobre a história deste encontro comunitário e sobre a alegria que tem em mais um ano realizar esta festa com as crianças, jovens e adultos.

“O Nelson Noel surgiu quando eu nem distribuía sorvetes. Um dia vendo uma mulher descolorindo os pelos dos braços, das pernas e eu aproveitei e passei na barba e uma  amiga fez um gorro de papai Noel. Eu sai pela rua sem sorvete nem nada e percebi que as crianças me viam como papai Noel. Isto tem quase 20 anos e eu passei quase 10 anos sem pensar em nada. Quando foi em 2002 eu comecei a distribuir sorvete aqui no núcleo 5 da Cidade Nova e não era nem copinho, era caixinha de sorvete. Aí no outro ano já tomei gosto, já fiz roupa de papai Noel, aí fizemos todo o núcleo 5 levando 1000 copinhos de sorvete. Aí sucessivamente 2, 4,5, 10, 15 mil sorvetes e nestes últimos três anos, quatro contando com este ano a gente consegue distribuir 30 mil sorvetes em 5 bairros: Núcleo 5 da Cidade Nova, Bairro Nossa Senhora Perpétuo Socorro, Novo Aleixo, Carlinhos da Carbrás (Parque São Pedro) e Riacho Doce. Este ano além dos 30 mil sorvetes fizemos a confecção feita por mim desde o início até o final desde a mesa até a forma estou fazendo o maior picolé, segundo as pesquisas que eu fiz na internet, estou fazendo o maior picolé do mundo, deve entrar pro livro do Guiness Book com quase 2 metros e 80 de comprimento, 70 centímetros de largura, por 25 centímetros de altura com aproximadamente 450 litros de sorvete dentro desta forma de picolé. As crianças de toda a redondeza foram convidadas para vir comer o sorvete. A medida que ele for medido, fotografado, filmado, ele irá para degustação. É o mesmo sorvete que entregamos todo o ano em forma de um picolé gigante. Fazer este picolé foi um pouco de desafio por que o funileiro que faria a forma falhou, então eu mesmo tive que fazer a forma, fiz e fiquei com receio tremendo de não dar certo, mas deu certo.

Nesta festa o meu eu empresário fica distante deste evento por que na verdade estas coisas que eu faço toda é o Nelson Noel que faz e não faz só. Temos ajuda de muita gente tanto do núcleo 5 quanto da cidade de Manaus quase toda, pessoas que conheço, eu ligo, peço auxílio, alguém doa um fardo de açúcar, leite, um produto básico mas nunca doa dinheiro. É um trabalho junto com todas as pessoas, até gente de fora de Brasília, de Goiânia e neste caso mandam dinheiro por que fica difícil mandar um fardo de açúcar e a gente transforma isto nesta alegria que a gente faz todo ano. A minha festa maior é o sorriso da criança, aquilo que me motiva a cada ano a fazer mais, mais e mais. É uma festa feita pelas comunidades e para as comunidades.”

Porém neste natal de 2011 o sorveteiro Nelson trouxe uma novidade que certamente marcou a data na história: o maior picolé do mundo….. amazônico pelo menos. Um picolé gigante com 2 metros e 80 centímetros de comprimento e mais de 70 de largura fez a criançada da Cidade Nova, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e dos arredores trazerem suas sacolas, vasilhames, panelas para levar para casa um pedaço desta iguaria feita nos sabores uva, chocolate e creme.

Segundo as pesquisas este é o maior picolé do Brasil e provavelmente do mundo. Depois da partilha do sorvete recordista para todos os presentes, a comunidade junto com o bom Nelson Noel sairam em carreata para distribuir os sorvetes para o núcleo 5, e a comunidade toda se encheu de alegria para receber o Noelson.

“ Este trabalho é importante, por que no núcleo 5 só tem ele ajudando e mais ninguém. Este trabalho é um ótimo começo por que se todos fizessem um pouquinho melhoraria. Graças a Deus este trabalho está evoluindo cada vez mais e que ele continue sempre assim. Antes era só aqueles sorvetinhos derretidos agora já é picolé e já melhorou sendo esta iniciativa muito boa.” Ana  Francisca, Núcleo 5 Cidade Nova.

A carreata de Nelson Noel saiu pelas ruas da Cidade Nova distribuindo sorvetes levando alegria e logo chegou na comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, onde foi recebido com festa por todos os moradores, inclusive adultos, os trabalhadores e os passageiros dentro dos ônibus.

Nesta caminhada afectante encontramos a costureira Carmen que contou um pouco sobre a importância do trabalho de Nelson Noel para toda a comunidade:

“Este trabalho é muito bom, alegra as crianças desta comunidade que é mais carente, as crianças gostam de sorvete. Todo ano ele faz isto, este rapaz, aí eu acho importante por que eu moro aqui há 10 anos e nestes dez anos eu vejo ele fazer isto aí. É algo muito legal tanto pra criança quanto pros adultos, pois doce alegra todo mundo, tanto faz a idade” Carmen Libório, Comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.”

E como não faltam crianças atrás dos deliciosos sorvetes de Nelson Noel, depois da Comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, a comitiva seguiu para um rápido reabastecimento na fabrica e já rumou para o Novo Aleixo, comunidade onde a Afin tem atividades fixas há 5 anos.

Dentre as diversas ruas onde Nelson Noel passou estava também a rua Rio Jaú, onde as crianças esperavam o encontro na casa da afinada Miriam, onde logo mais estarão no cinema nesta noite, e se deliciaram com a arte sorvelística natalina. Com os carros passando, toda a comunidade saiu para saldar o bom Noelson que trazia sua presença e um doce na vida da comunidade.

Todos deixaram seus afazeres para se juntar aos vizinhos para ver a comitiva da alegria passado pelo bairro. Nesta entrega sorvetal Nelson encontrou e se emocionou no caminhar ao lado de diversas crianças.

Do Novo Aleixo mais uma rápida passagem pela fábrica onde conversamos com Roberval Silva, morador do núcleo 5 que sempre auxilia o Nelson Noel e nos contou um pouco desta participação na construção de uma comunidade mais alegre:

Tenho acompanhado desde o começo este trabalho excelente que o Nelson faz e que dificilmente as pessoas fazem algo assim. E ele faz todo ano, deixa a barba crescer passa o ano todinho com a barba crescendo e depois todo dia 24 ele faz este trabalho legal e a gente acompanha a distribuição dos picolés com ele, fazendo voluntariamente também.  Eu ajudo também na fabricação dos sorvetes dando um fardo de açucar por que ele usa muito para fazer tanto picolé e a comunidade ajuda, muitos outros como o Chico, o pessoal da taberna  por que este trabalho é único. O benefício que traz para a comunidade é a alegria enorme para as crianças e até pros adultos que as vezes pegam mais que as crianças. A gente passa pelas invasões, como a Carbrás, que é uma coisa incrivel tanta criança, e para o Nelson é muito legal pois ele adora fazer isto. Ano passado fomos e em uma casa tinha um deficiente físico na cama, aí entramos na casa da senhora por que ele queria ver o papai Noel,e chamamos o Nelson que entrou na casa e começou a chorar e eu chorei assim como todo mundo que tava lá dentro por que é um negócio muito de coração que ele faz”

sobree logo a carreata seguiu rumo o Parque São Pedro, que também é conhecido como Carlinhos da Carbrás, onde a comunidade recepcionou com vários sorrisos e abraços Nelson Noel por mais um ano de encontro na comunidade.

No fim da tarde, Nelson Noel fez o último percurso rumo ao Bairro Riacho Doce onde foram soltados os rojões e comemorou-se mais um natal de comunalidades organizado comunitariamente junto com Nelson Rocha, ou melhor Nelson Noel.

E no fim desta andança nas comunidades Nelson Noel abençoou o pessoal da Afin desejando um ano de novas criações nas comunidades de Manaus, além de mandar um feliz natal a todos os leitores do bloguinho e os corpos de todo o mundo, para que possam deixar todas as privações e viver uma vida em feliz natal..

Nelson Noel dá benção para alguns membros da Afin

E ai vai um picolézinho?


OUTRA AFETIVIDADE DISTRIBUTIVA SORVETAL DO PAPAI NOELSON

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Clique nas imagens para vê-las de perto.

Em sua eticidade prática no mundo, indo além da redução comercial, o companheiro Nelson Rocha transmuda-se todos os anos, todos os dias do ano em Papai Noelson, ou Nelson Noel, que se plenifica sempre no dia 24 de dezembro, véspera do Natal, com a distribuição afetiva de sorvetes de sua fábrica, que transbordam na afetividade necessária para fazer a festa num encontro intenso de risos, abraços, sabores e conversas com humor e inteligência que apontam para novas práticas no mundo. Dessa vez, além dos bairros tradicionais – Núcleo 5 da Cidade Nova, Comunidade Maria do Perpétuo Socorro, Novo Aleixo e Carlinhos da Carbrás -, estava prevista também a distribuição no bairro Riacho Doce.

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Pela primeira vez presente na distribuição sorvetal, a bela Erêndira fez observações sobre sua experiência que vão além do sentido capitalístico de Natal – “Então é Natal…” -, percebendo ao mesmo tempo a alegria do encontro e a realidade objetiva massacrante que pode ser lucrativa para quem vive de explorar a miséria.

Eu achei engraçado que as pessoas que estavam comigo não sabiam às vezes como lidar com toda aquela criançada, mas acabava dando certo. Eu achei engraçado como as pessoas ficam felizes, não é só pelo sorvete que estão pegando. É como uma brincadeira. Eu achei interessante também, ao mesmo tempo que não é bom, ver o pessoal jogando de um lado para outro do igarapé. O que era aquilo? Igarapé é maneira de falar, só tem lama e imundície ali. É bom porque as pessoas que estão aqui ajudando não estão fazendo uma coisa porque tem que ser feito, elas estão fazendo porque gostam de fazer isso. Eu vi imagens que não gostaria de ver. Você ver uma criança sem roupas, próximo ou saltando num, entre aspas, igarapé, com uma água verde como aquele produto limpol de eucalipto, ali perto uma rua que não é asfaltada. É uma brincadeira, mas na verdade todas as crianças, e os adultos também, deveriam ter acesso a sorvete… quero dizer, muito mais, quero dizer de todas as suas necessidades básicas.

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E enquanto a garotada chega correndo, sentindo a presença do Natal como nascimento do Novo, Eri resolveu tornar-se uma repórter deste bloguinho intempestivo e tomou do gravador, envolvendo-se em uma outra natalização atuante de dizeres que vão por aí abaixo.

Eu faço isso não querendo favorecer ninguém, assim como não quero nada em troca, mas para me sentir bem de alma, de espírito. Eu me senti feliz porque eu já tinha isso mesmo de me doar para as pessoas, as pessoas mais carentes, mais próximas. Eu faço isso assim, para os meus semelhantes, igual como os ensinamentos de Jesus Cristo: ‘Amar o próximo como a si mesmo’.” (Cristian)

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Eu faço essa carreata porque eu me sinto alegre em ver as crianças alegres nesse projeto que o Nelson faz, junto com a gente e todo esse pessoal, tudo é muito maravilhoso. Eu me sinto feliz, parece cansativo, mas é prazeroso, sempre que eu puder eu estarei aqui participando.” (Antônio)

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Eu acho esse trabalho que o nosso Papai Noel faz maravilhoso, é um trabalho chique do Nelson Noel, é muito bom ter contato com as crianças, com as pessoas humildes. Eu ainda não tinha visto isso. Eu sou paraense, sou lá de Monte Alegre. Hoje eu estive aqui fazendo uma caridade de coração. É uma questão de carinho, de estar prestando um serviço, e hoje eu estou aqui abençoada por Deus, porque Jesus nasceu na Lapa. Já ouviu: ‘Noite feliz!…’” (Alijete do 5)

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Este bloguinho, que conhece em suas linhas o trabalho do Noelson há anos, aproveita para registrar a constatação do descaso do poder público com a cidade de Manaus. De ano a ano percebe-se que há aqui na verdade uma não-cidade. A diferença de um ano para outro no trajeto que o Noelson faz é que um buraco se tornou uma cratera, que uma rua, várias ruas se tornaram intransitáveis.

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O companheiro Garnizé, nos seus 80 anos, falou sobre o trabalho do Noelson em não se submeter às fantasias lucrativas, e passou para as compreensões do que ele está vendo, depois de todas essas décadas, acontecer no Brasil. De Noelson a Lula e Dilma. Canta, Garnizé:

Eu conheço o Nelson desde 1973. Eu acompanho todos os anos, e acho uma coisa fantástica. É gente assim que tem que existir mais no mundo. O Nelson é uma pessoa boa. Ele não tem interesse pra ele não. O interesse dele é fazer coisas boas para as pessoas. Ele vem fazendo isso desde quando o Lula entrou. O Lula é um pai deste país. Não teve outro igual a ele. E eu acho que a Dilma vai fazer um governo maravilhoso. Mulher é muito inteligente, tem o pensamento muito mais rápido e percebe muito melhor as coisas do que os homens.

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Vitória, conhecida como a Mamãe Noelson, relatou a forma como se deu, sob sua coordenação, a atividade distributiva da fábrica Sempre Frio de sorvetes e sorvelitos.

É muito bom fazer isso. É trabalhoso organizar. Mas depois de todos esses anos a gente já sabe bem o caminho para organizar da melhor forma possível. Foi satisfatório. Só houve mais criança – a gente sentiu -, mais gente para pegar sorvete. Nós resolvemos fazer também mais um bairro, o Riacho Doce. Há muito tempo, quando era uma coisa bem menor, nós fomos lá uma vez, e agora resolvemos fazer o trabalho lá também todos os anos.

Que o amor nasça no coração de cada pessoa, que só o amor transforma. Só o amor pode tirar a violência, pode tirar a miséria. Tá faltando amor nos nossos governantes. A transformação é de dentro pra fora. A gente leva nesse sorvete um pouco de esperança, de alegria, de comunhão.

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Finalmente, o Noelson revelou em seus dizeres os entendimentos afetivos e políticos-filosofantes da atividade da qual é centro propulsor, explicando a diferença entre sua atividade e as atividades assistencialistas, e como não poderia ser diferente, analisou o momento atual da política brasileira.

A expectativa maior minha é ver dois homens descendo, José Alencar descendo junto com Lula, e Dilma subindo é a continuação dessa luta que se concretizou desde 1989 com a primeira candidatura de Lula à Presidência. Perdeu para o Collor; aliás, perdeu para a Rede Globo.

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Nós fizemos esse ano esse evento sem nenhuma ‘banda’, sem grana. Desde o ano passado que eu estou em crise econômica. Vai acabar fechando. Mas a fábrica é a fábrica. A gente fecha uma, faz outra em outro lugar, e, de qualquer forma, sempre se dá um jeito de movimentar o Nelson Noel. Foi meio difícil fazer, mas eu sou persistente, e consegui tudo. Até aumentei o trajeto, fazendo também o Riacho Doce.

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Esse trabalho que a gente faz, tem que ficar claro isso, não é um trabalho assistencialista. A comunidade toda participa, e é uma festa imensa, enorme. Assistencialismo é uma outra coisa, que tem uma conotação política, ruim, feia, de quem utiliza a miséria. Por exemplo, nós temos um governo municipal aqui que fez, e que faz, e todo um grupo político que sempre agiu com assistencialismo. O trabalho que a gente faz é só reunir um monte de pessoas que querem fazer uma coisa. Aí nós vamos e fazemos.

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E é nesses percursos e engendramentos do Noelson, Vitória, Vitorinha, Erêndira, Nelsinho e toda a comunidade do Núcleo 5, assim como diversas pessoas nos outros bairros, todos atuantes numa afetividade que carrega o verdadeiro Natal, como Nascimento da alegria, do amor, do humor, da festa, da construção de uma cidade, de um mundo para além do estado de coisas constituído.

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NATAL EM DOIS CONTOS

UM CONTO

O menino estava sentado na frente de sua casa muito triste. Não por ser pobre e ser véspera de natal, mas porque sua mãe estava doente e, como eram pobres, não tinha dinheiro para comprar um remédio que ela necessitava.

Com o olhar perdido em sua dor, o menino de repente foi despertado por um papel enrolado no meio da rua. O menino, curioso, levantou-se e foi até o local onde se encontrava o papel enrolado.

Tal não foi o susto do menino quando ele viu que o papel enrolado era dinheiro. Ficou surpreso de alegre, e alegre correu para comprar o remédio que a mãe necessitava naquele momento.

Na volta da farmácia, o menino, muito contente, encontrou outro menino no meio da rua chorando, olhando para o chão como se procurasse alguma coisa. Ele então se aproximou do menino que estava chorando e perguntou por que ele estava chorando. O menino respondeu que foi comprar um presente de natal para sua mãe, mas perdeu o dinheiro.

Ele então contou que havia achado um dinheiro que poderia ser o que ele perdeu e comprou remédio para sua mãe. Os dois ficaram em silêncio. Depois começaram a caminhar tristes, chegando ao cruzamento de duas ruas. Na esquina à direita da rua em que estavam tinha um circo, e na frente o dono do circo muito preocupado. Quando viu os garotos, correu para junto deles dizendo que havia muita gente no circo e um dos seus artistas, um garoto que fazia acrobacia, piruetas como no hip-hop, estava doente e não podia fazer seu número. Então perguntou se algum deles sabia dançar o hip-hop para substituir o menino doente, que ele pagaria. O menino cuja mãe estava doente sorriu e disse que sabia.

Contente, o homem levou os dois para o circo, o menino fez sua apresentação, e foi muito aplaudido. Um sucesso para o público e o dono do circo, que retribuiu com um bom pagamento. Os dois meninos saíram felizes. Já na rua, o menino cuja mãe estava doente deu todo o dinheiro que ganhou com seu talento de artista para o menino que perdeu o dinheiro. Ele viu que era mais do que tinha perdido, e devolveu o resto para o menino artista, que não quis aceitar.

Como nenhum queria ficar com o resto do dinheiro, entraram num acordo: compraram uma bola para cada um, e o que sobrou compraram duas taças para os campeões dos torneios de pelada que cada um ia fazer na rua onde moravam no dia de natal.

OUTRO CONTO

O ambiente era o mais luxuoso possível para uma noite de natal. E as iguarias e bebidas as mais sofisticadas para acompanhar o ambiente luxuoso. Tudo parecia mais uma superprodução hollywoodiana do que uma comemoração cristã como pedia na antiguidade cristiana essa celebração. Não, ali tudo tinha que seguir os anseios cristãos dos personagens que lhe davam a função de ser.

Gargalhadas, ruídos de talheres, estouros de rolhas de champanhas, de vez em quando uma canção natalina cortando as vozes de Roberto Carlos, Simone e Fábio Júnior, entre outros. Um quadro digno da estética dos presentes.

Foi então que a meia-noite anunciou o nascimento do Homem amante da Vida. O Homem que não inventou a dívida, a culpa, o castigo, a vingança, o ressentimento, o rancor, a inveja, a ganância, a luxúria, a prepotência, a arrogância, a perseguição, a hipocrisia, o julgamento, mas somente o amor que constrói o viver como o próximo.

No repicar dos sinos e fogos, começaram os votos de boas festas e felicitações entre os presentes. “Então é Natal!” Um político eleito usando a miséria do povo, sem qualquer escrúpulo moral, abraçou seu filho e, chorando, desejou-lhe sucesso na vida. Um empresário, cuja riqueza foi construída com malversações auxiliadas por homens públicos, abraçou sua mulher, dizendo: “Cristo foi muito bondoso conosco, meu amor. Que tudo continue assim”. Ao que ela respondeu: “Na graça de Deus, meu amor”. Um médico para o qual a medicina serviu apenas para ocupar cargo no governo, ao ver sua mulher se dirigindo a ele para felicitá-lo, desviou a tempo e foi abraçar um senador.

Então é Natal!” Uma juíza que teve sua carreira erguida na submissão diante dos governadores, desejou, em nome da Justiça, um “feliz natal para todos!”. Um jovem advogado, que antes se encontrava em animado papo com um delegado de polícia, abraçou sua noiva, apertando seu braço esquerdo, admoestando-a que se ela se esquivasse de conversar com a mulher do delegado ele iria encher sua cara de porrada. A mãe de uma menina, levando-a para um dos cantos do salão, reprimiu-a severamente porque ela lhe confessara que naquele momento havia tido sua primeira menstruação. Um professor universitário ligou para sua mulher desejando “feliz natal”, lamentando não poder estar com ela por não ter conseguido voo, mas estava aproveitando para colocar em dias alguns documentos da universidade. “Então é Natal!” Um garoto bateu com uma garrafa de champanha em outro garoto porque este dissera que ia ganhar um presente do Papai Noel mais caro que o dele. Um banqueiro abraçou a mulher de seu sócio, desejando-lhe “feliz natal”, ao mesmo tempo que apertava sua bunda. Ao que ela, sorrindo, respondeu: “E próspero Ano Novo!”

E, nessa ordem moral, se desenrolaram as felicitações de “Feliz Natal!”. Até que um pastor de uma igreja ligada com os empresários e políticos lembrou que era momento de orar e agradecer a Deus por tudo que Ele havia proporcionado de bom para os presentes, ao que todos concordaram e oraram agradecendo a bondade de Deus para com eles.

Depois caíram de boca e estômago nas comilanças e bebidas, porque era Natal, momento de fartura e descontração em homenagem ao Filho de Deus Pai. Aquele que a quem protege nada de mau acontece.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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