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BLOGS AFINSOPHIA E ESQUIZOFIA ENTREVISTAM BELCHIOR JÁ QUE “SEMPRE É DIA DE IRONIA NO MEU CORAÇÃO”

Os Blogs Afinsophia e Esquizofia, da Associação Filosofia Itinerante (AFIN), publicam a entrevista, alegria como aumento de potência de agir, com o Rapaz Latino-Americano Belchior.

BREVE APRESENTAÇÃO

Antônio Carlos Gomes Belchior Fonteneles Fernandes – cearense da simpática cidade de Sobral -, gostaríamos de fazer um acordo com você nessa entrevista trans-histórica, na névoa inassinalável, ou hecceidade. O acordo é o seguinte: como nós vamos recorrer as nossas faculdades memorativas, além de informações extraídas de nossa arqueologia do saber-Belchior, é possível que venhamos cometer alguns equívocos em relação a fatos aqui apresentados por nós atribuídos a personagens em relação a você. Se por acaso você perceber que algumas enunciações nossas são lendas ou mitos, queira nos corrigir. Certo?

Belchior você é da geração que “por força desse destino um tango argentino” pegava “bem melhor” que “uns blues”. A ditadura civil-militar que dominou o Brasil entre os anos de 1964 e 1985. Você, como muitos brasileiros, por força da ditadura, não teve adolescência, e se quer pode vivenciar as fragrâncias de maio de 68. Enquanto a França, e grande parte da Europa explodia, produzindo linhas de cortes, fissuras através das potências dos trabalhadores e estudantes. Ao contrário, em 68, o Brasil era submetido à força do AI5, implantado pelos militares da repressão-nacional. Foi o ano que começou para valer as perseguições, prisões, sequestros, torturas e mortes.

Todavia, arigó Belchior, você já havia sido traspassado pelas enunciações políticas, estéticas, filosóficas, antropológicas, históricas, psiquiátricas, etc., e podia com clareza entender as notas desterritorializadas de Sartre, Marcuse, Foucault, Deleuze, Guattari, Simone Beauvoir, entre outros que se movimentavam em latitudes e longitudes capazes de lhe afetar spinozianamente: aumentar sua potência de agir. Já havia sido afetado pela potência da comunalidade em forma de erudição. Erudição que levou certa vez Caetano chamar de cultura inútil. Sem falar que você já havia encontrado Marx, Cristo, aliás, o Homem de Nazaré foi quem primeiro lhe encontrou, daí sua vida de noviço, depois rebelde (Gargalhadas), quem sabe a influência a posteriori para criar o projeto de tradução do latim A Divina Comédia, de Dante Alighieri.

Musicólogo roqueiro, corpo que lhe moveu com “os pés cansados e feridos de andar léguas tiranas, a ponto de lhe deixar “com lágrimas nos olhos de ler o Pessoa, e ver o verde da cana”, compôs com as baladas de Bob Dylan, composição que levou o compositor do Maracatu Atômico, George Mautner, a afirmar que entre o original e a cópia preferia o original. Declaração que confirmava que sua entrada no mercado musical brasileiro já estava incomodando. Claro, você como sobralense nunca negou que ouvira muito as baladas de Dylan. E, aliás, quem daquela época, não ouviu? Quem, preocupado com a Napalm lançada pelos Estados Unidos no Vietnã, não ouviu Dylan? E não só Dylan, como também Neil Young, entre outros cantores e compositores de opunham a ferocidade genocida do império. Você sempre foi um homem engajado. Mas um cara que não fazia gênero de rebelde sendo um puta burguês, como seu conterrâneo Fagner. Poucas sabem, mas você participou, convidado pela talentosíssima atriz de teatro Lélia Abramo, no lançamento do primeiro manifesto do Partido dos Trabalhadores, em 1981. O que confirma que suas baladas são politizadas não por dependência de Dylan. Como invejavam seus detratores. E para piorar – para eles, é claro -, você foi parceiro do companheiro Lula na luta pela redemocratização do Brasil. ão do Brasil.

Mesmo só com a adolescência biológica, já havia traçado o compromisso, com Bertolt Brecht, de não deixar seu “charuto apagar-se por causa da amargura”, mostrado na canção Não Leve Flores. Daí que sua obra, apesar de manter alguns elementos regionais, melhor dizendo, nordestinos, foi na “Selva das Cidades”, empurrado pelo teatrólogo da Exceção e a Regrar, que você fez movimentar sua arte como forma de afetar o corpus da urbe atomizada. Como você mesmo diz: “se não for para balançar o coreto, não adiante fazer arte”.

E balança. Belchior, você instituiu no país a música urbana inspirada e alocada no concreto das cidades como corpo da poesia concreta. Você verseja concretamente. A poesia concreta é seu território de práxis e poieses. “Vamos andar, pelas ruas de São Paulo, por entre os carros de São Paulo, meu amor vamos andar e passear. Vamos sair pela rua da consolação, dormir no parque em plena quarta-feira. Sonhar com o domingo em nosso coração. Meu amor, meu amor, meu: a eletricidade dessa cidade me dá vontade de gritar que apaixonado eu sou. Nesse cimento, o meu pensamento e meu sentimento espera o momento de fugir no disco voador. Meu amor, meu amor”, nada de sentimentalidade compassiva, do tipo Roberto Carlos, nesse Passeio do seu primeiro LP, Mote Glose, pela gravadora Chantecler, com a regência do talentoso músico pernambucano Marcus Vinícius, do PCBão, um disco profundamente experimental, onde salta livre a poesia concreta.

Dizem que você canta a liberdade, claro que é uma afirmação abstrata, já que a liberdade não se canta se vive, mas nos diga: nessa tão concreta e cruel realidade produzida pelo capitalismo paranoico com sua dogmática opressora, você é um “passarinho urbano”, ou um “Robô Goliardo” (Gargalhada geral)?

A ENTREVISTA

AFINSOPHIA E ESQUIZOFIA – Começando pelo meio. O que é melhor? Viver, sonhar ou um canto?

Belchior (Sorrindo cúmplice) – “Viver é melhor que sonhar. Eu sei que o amor é uma coisa boa, mas sei também que qualquer canto é menor que a vida de qualquer pessoa”.

AE – Nesse momento em o Brasil encontra-se sob o cutelo de um perverso golpe contra a democracia, você tem alguma paixão?

B – “Você me pergunta pela minha paixão, digo que estou encantado com uma nova invenção, eu vou ficar nessa cidade, não vou voltar pro sertão, pois vejo vir vindo no vento cheiro da nova estação”.

AE – Verdade? Maravilha! Belchior, você é uma cara que viveu as décadas de 60, 70, não teve adolescência no sentido ontologicamente-social, por força da ditadura, mesmo assim conseguiu construir uma das mais inquietantes estéticas do Brasil, todavia, muitas pessoas não conhecem essa obra. E entre essas pessoas têm os nazifascistas. Se por um acaso algumas dessas pessoas, como uma variável-política, perguntasse de você, por onde você andava nesse tempo, o que você responderia?

B (Pensativo) – “Amigo, eu me desesperava!”.

AE – Você tem estilo. Não estilo no conceito burguês, mas como diz o filósofo Deleuze, você cria em sua singularidade como ninguém poderia criar de forma igual. Por isso você faz corte no estado de coisa petrificado. Você libera potências. Como você responderia se alguém pedisse para você compor de outra forma?

B – “Não me peça que eu lhe faça uma canção como se deve correta, branca, suave, muito limpa, muito leve, sons palavras são navalhas, e eu não posso falar como convém sem querer ferir ninguém”.

AE (Vibrando) – Cacete! Esse cara é foda, moçada. Ainda nessa linha. Não precisa nem dizer, mas você tem Nietsche e Spinoza na veia: você é exaltação da “vida que ativa o pensamento e o pensamento que afirma a vida”. Até quando se encontra “mais angustiado que um goleiro na hora do gol”. A onda é essa: se um pessimista, um compassivo, uma baixa potência de agir, lhe dissesse que queria lhe ajudar, o que você diria para ele?

B (Gargalhando) – “Saia do meu caminho! Eu prefiro andar sozinho! Deixem que eu decida a minha vida. Não preciso que me digam de que lado nasce o sol, porque bate lá meu coração”.

AE (Explodindo de emoção) – Coisa de louco, moçada! “Você pode até dizer que eu estou por fora e que até estou inventando”, mas para o nosso entendimento, há uma confissão aí nesse “não preciso que me digam de que lado nasce o sol, porque bate lá meu coração”. O sol nasce no Leste, até Galileu já sabia. E o Leste europeu tem Marx, mano. Não precisa responder.

B (Interferindo) – “É claro que eu quero o clarão da lua! É claro que eu quero o branco no preto! Preciso, precisamos da verdade nua e crua, mas não vou remendar vosso soneto. Batuco um canto concreto pra balançar o coreto…”.

AE (Tentando uns movimentos afros) – Grande saída, hein cara? Ok, baby! Diz uma coisa cara. Já viu que há muita gente pessimista diante do desgoverno golpista acreditando que ele será eterno. O que você diz para essa gente?

B – “Você não sente nem vê, mas eu não posso deixar de dizer meu amigo, que uma nova mudança, em breve vai acontecer”.

AE (Palmas) – É o devir-povo! Dando uma deslocada. O que você quer agora?

B (Sorrindo) – “Quero uma balada nova, falando de broto, de coisas assim: de money, de lua de ti e de mim, um cara tão sentimental…”.

AE – Você estudou medicina até o quarto ano, lógico que deve ter entrado em contato com algumas noções freudianas. Freud diz que é muito difícil uma geração se libertar da anterior. Há sempre fantasmas. Vendo o mundo como se encontra, qual a sua maior dor?

B – “Minha dor é perceber que, apesar de termos feito tudo, tudo, o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”.

AE – Bel, aproveitando essa questão de continuar o mesmo, tem também aquela questão dos que posaram como revolucionários, e hoje são tremendos reaças, inclusive muitos operando como golpistas, como é o caso do senador do PSDB, Aloysio Nunes que foi motorista do Marighella. Você poderia descrever para nossos seguidores quem são esses simuladores e nos dizer quem são eles?

B (Dando uma boa baforada no cachimbo) – “Os filhos de Bob Dylan, clientes da Coca-Cola: os que fugimos da escola, voltamos todos pra casa. Um queria mandar brasa; outro ser pedra que rola… Daí o money entra em cena e arrasa e adeus caras bons de bola”.

AE – Esse cara vai na ferida dos caras, mas não confundir com “a ferida viva do meu coração”, não é? O quê? Ainda tem mais? Então, manda brasa.

B (Continuando) – “Donde estás los estudiantes? Os rapazes latino-americanos? Os aventureiros, os anarquistas, os artistas, os sem-destino, os rebeldes experimentadores, os benditos malditos – os renegados – os sonhadores? Esperávamos os alquimistas…  E lá vem os arrivistas, consumistas, mercadores. Minas, homens não há mais? Entre o céu e a terra não há mais que sex, drugs and rock ‘n’roll? Por que o adeus às armas? Não perguntes por quem os sinos sobram… Eles dobram por ti! O último a sair apague a luz azul do aeroporto. E ainda que mal pergunte: a saída será mesmo o aeroporto?”.

AE (Vibrando) – Loucura, moçada! O quê? Ainda tem mais? Manda brasa, arigó!

B – “Onde anda o tipo afoito que em 1-9-6-8 queria tomar o poder? Hoje, rei da vaselina, correu de carrão pra China, só toma mesmo aspirina e já não quer nem saber”.

AE –Loucura, loucura, loucura! Ainda agora você disse que “uma nova mudança vai acontecer”. Qual a forma para essa mudança?

B – “A única forma que pode ser nova é nenhuma regra ter; é nunca fazer nada que o mestre mandar. Sempre desobedecer. Nunca reverenciar”.

AE – A noite tem para você um signo profundo?

B – “Anoite fria me ensinou a amar mais o meu dia. E, pela dor eu descobri o poder da alegria e a certeza de que tenho coisas novas pra dizer”.

AE – Você é nordestino, e como você sabe, há hoje no Brasil uma consciência nazifascista que discrimina violentamente o povo do Nordeste. Como você concebe esse comportamento genocida contra o Nordeste?

 B (Sorrindo) – “Nordeste é uma ficção! Nordeste nunca houve! Não! Eu não sou do lugar dos esquecidos! Não sou da nação dos condenados! Não sou do sertão dos ofendidos! Você sabe bem: conheço o meu lugar”.

AE – E o medo de avião?

B (Balançando a cabeça sorrindo) – “Agora ficou fácil. Todo mundo compreende aquele toque Beatles: – “I WANNA HOLD YOUR HAND!”.

AE – E aquela namorada e aquele teu melhor amigo?

B – “Minha namorada voltou para o norte, ficou quase louca e arranjou um emprego muito bom, meu melhor amigo foi atropelado voltando pra casa. Caso comum de trânsito”.

AE – Os filósofos Epicuro, Spinoza, Nietzsche dizem quase o mesmo sobre falar sobre a morte. É claro que ninguém pode falar sobre a morte, porque é a última experiência e a única que não se pode contar nada sobre ela. Eles dizem que falar sobre a morte enquanto se está vivo é imundo. Mas vamos conceder uma cortesia sobre esse tema. Como você cogita sua morte?

B (Sorrindo) – “Talvez eu morra jovem: alguma curva do caminho, algum punhal de amor traído completará o meu destino”.

AE – Belchior você é uma cara corajoso. Sua obra e sua existência comprovam sua coragem. Mas nos responda: você tem Medo?

B – “Eu tenho medo. E medo anda por fora, medo anda por dentro do meu coração. Eu tenho medo em que chegue a hora em que eu precise entrar no avião. Eu tenho medo de abrir a porta que dá pro sertão da minha solidão. Apertar o botão: cidade morta. Placa torta indicando a contramão”.

AE – O que você pode nos dizer sobre a sorte na vida?

B – “Coisa muito complicada o amigo tem ou não tem. Quem não tem sucesso ou grana tem que ter sorte bastante para escapar salvo e são das balas de quem lhe quer bem”.

AE – Temer, o golpista-mor junto com sua escória, vem desmontando as leis democráticas do país. Porém, ele tem, com ajuda da mídia capitalista também golpista, feito pronunciamentos como se tudo estivesse às mil maravilhas. Como você concebe o presente e estes pronunciamentos?

B – Olho de frente a cara do presente e sei que vou ouvir a mesma história porca. Não há motivo para festa: ora esta! Eu não sei rir à toa!”.

AE – Você como pintor e desenhista pode nos apresentar um quadro da família-nuclear-burguesa-patriarcal?

B – “No centro da sala, diante da mesa no fundo do prato, comida e tristeza, a gente se olha se toca e se cala e se desentende no instante em que fala. Medo, medo, medo, medo. Cada um guarda mais o seu segredo a sua mão fechada, a sua boca aberta, o seu peito deserto, a sua mão parada, lacrada e selada e molhada de medo. Pai na cabeceira…”.

AE – Essa família lhe concedeu um prêmio no começo de 70, certo? Contam que na noite que você recebeu o prêmio os canas deram uma chegada em você, certo (Belchior sorrir)? Se alguém tentasse lhe obrigar a parar de cantar, o que você diria?

B – “E eu vos direi, no entanto”: enquanto houver espaço, corpo, tempo e algum modo de dizer Não! Eu canto”.

AE – O que você diz sobre a vida?

B (Com ar apaixonado) – “Eu escolhi a vida como minha namorada com quem vou brincar de amor a noite inteira. Vida, eu quero me queimar no teu fogo sincero. Espero que a aurora chegue logo. Vida, eu não aceito não a tua paz, porque meu coração é delinquente e juvenil, suicida, sensível demais. Vida, minha adolescente companheira, a vertigem, o abismo me atrai: é esta minha brincadeira”.

AE – Observando sua temporalidade ontológica como você concebe sua existência?

B (Pensativo) – “Até parece que foi ontem minha mocidade, meu diploma de sofrer de outra universidade, minha fala nordestina, quero esquecer o francês. E vou viver as novas que também são boas o amor/humor das praças cheias de pessoas, agora eu quero tudo, tudo outra vez”.   

AE (Afetados de alegria) – Chegado a esse platô, você gostaria de desejar algo às pessoas?

B (Muito contente) – “Quero desejar, antes do fim, pra mim e os meus amigos, muito amor e tudo mais: que fiquem sempre jovens e tenham as mãos limpas e aprendam o delírio com coisas reais”.

AE – Belchior, nós trouxemos alguns instrumentos, você aceitaria terminar a entrevista cantando uma de suas músicas que tocam diretamente ao momento atual do golpe que estanca o Brasil. Como somos seus fãs de carteirinhas, nós até poderíamos fazer o backing vocal. Mote e Glosa? Vamos nessa! Aí, moçada, acessante do Afinsophia e Esquizofia, um abração e beijos. Logo, logo estaremos novamente com Belchior “balançando o coreto”. Não é. Belchior (Ele balança a cabeça gargalhando)?

“é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo

é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo

é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo

é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo

passarim no ninho

(tudo envelheceu)

cobra no buraco

(palavra morreu)

você que é muito vivo

me diga qual é o novo

me diga qual é o novo

me diga qual é o novo

                            novo

                            novo

                            novo

me diga qual é o novo

me diga qual é

me diga qual é o novo

me diga qual é

me diga qual é o novo

me diga qual é”.

Obs: Embora Belchior tenha musicalizado várias letras de outros companheiros seus,  como por exemplo, Jorge Melo, Fausto Nilo, Francisco Casaverde, Gracco, até com o reacionário coxinha Fagner, entretanto, a maioria das letras aqui expostas são de sua autoria.

FESTA DA GREVE GERAL EM MANAUS FOI HISTÓRICA: MAIS DE 30 MIL

A maior via urbana de Manaus, Avenida Eduardo Ribeiro, foi tomada em todos seus espaços como nunca ocorrera em sua história. Nem no tempo em que era palco do carnaval que reunia um número muito expressivo de moradores da gleba-indígena.

Foram mais de 30 mil manifestantes, mas que não foram vistos pelas mídias anacrônicas submissas aos governos reacionários que implantaram o atraso no estado. Para elas, que apoiam explicitamente o desgoverno golpista, inclusive blogs e sites mercantilistas também da mesma orientação antidemocrática, o número foi menor. Um claro sintoma de escotomização apolítica: impossibilidade de enxergar com nitidez a objetividade.

Todos os seguimentos se fizeram presentes, sindicatos, partidos políticos, movimentos sociais, igrejas, representações afro como macumba, umbanda, quimbanda, candomblé, afoxé, indígenas, professores, alunos e trabalhadores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), LGBS, Correios, Associação Filosofia Itinerante – que já tem há anos cadeira cativa -, e por incrível que possa parecer até professores da Universidade do Amazonas (UFAM), que reivindicam os benefícios criados pelos governos populares Lula/Dilma, e que, agora, o desgoverno golpista extraiu. Antes, rolando nas benesses, não paravam de lançar invectivas aos governos populares. Mas, como diz Brecht, cada homem se sente melhor na sua própria pele, eles, como fantasmas (a função do fantasma é sempre voltar), apareceram na manifestação. Uma boa decisão para a democracia.

Uma festa digna de uma Greve Geral que no Brasil reuniu mais 40 milhões nas ruas sem contar os que ficaram em casa, ou em suas ruas aproveitando o ferido trabalhista-democrático. Muitos aproveitaram a ausência de transportes trafegando nas ruas para bater uma pelota, brincar, fazer um churrasquinho, e por que não, empurrar umas amargosas, sem transgênicos.

Logo pela manhazinha, várias categorias realizaram manifestações nos locais de trabalho, como foi o caso dos trabalhadores do Distrito Industrial. Professores associados da Asprom, aproveitando a greve geral, seguiram até o palácio do governo para reivindicar o pagamento da data base que se encontra há meses atrasada. Depois começou a reunião, às oito horas, na Praça da Polícia, de onde saiu a mega passeata seguindo pela Avenida Sete de Setembro, subindo a Avenida Eduardo Ribeiro até chegar a Praça do Congresso onde foram realizados novos discursos das categorias.

Um dos grandes brilhos da festa-democrática foi produzido pela participação de muitos jovens e crianças que não pararam de mandar recados aos golpistas nacionais e locais como os deputados Átila Lins, Pauderney Avelino, Silas Câmara, Hissa Abrahão, Conceição Sampaio, Arthur Bisneto, Alfredo, Tucumá, Nascimento e Sabino Castelo Branco. Todos golpistas inimigos da democracia nacional e amazonense.

Mas vamos ao talento do invejado do artista da luz, educador, ator, bonequeiro e historiador Alci Madureira cujas imagens não negam o que foi a exuberante festa.

CRIANÇAS PIAM JUDAS DESLOCADO EM TEMER

Vejam as imagens criadas pelo artista da luz, Alci Madureira.

Judas para às crianças se desdobra na linha livre mais antropológica do que mística judicativa. Para elas Judas surge como possibilidade lúdica de folguedo não vingativo. Como diz o menino Pedro: “Eu nem sei quem é Judas!”. Pedro, para seu contentamento, escapa da ordem condenatória a-histórica que o discursa como traidor. Aquele que traiu Cristo. Nada de real, mas somente tentativa irracional de fortalecer o dogma calculista.

As crianças querem brincar a tradição antropológica-cultural que escapa da ordem-aguilhão: condenar sem saber por que. A onda é saber que o boneco transfigurado em Judas, que se deslocou em Temer, traz em si muitos bombons e algumas moedas que elas esperam encontrar no alegre momento em que o boneco, criado pelo educador, ator, fotógrafo, Alci Madureira, é piado por elas no sábado de Aleluia. O sábado da alegria festeira.

Nada de vingança, nada de castigo, nada de condenação, mas só festa. Foi assim que as crianças do Bairro Nova Cidade, da Rua 44,piaram o Judas deslocado em Temer com direito a testamento do Iscariotes que deixou boas lembranças à elas. Além do famoso bolo Luiz Felipe, pipocas, bombons, refrigerantes, chocolates e, como não poderia faltar, a famosa foto junto ao personagem do momento. Sem esquecer que antes da piaçam elas conversaram com ele.

GOLPISTAS! A PAPUDA NÃO MERECEU JOSÉ GENOÍNO, MAS ELA ESPERA VOCÊS

Os detratores, degredados, filhos de Aécios, aéticos homens que de tudo fizeram para derrubar a presidenta eleita com 54.501.118 estão aí, agora denunciados como gatunos. Quando um banco, cartão de crédito cobra juros exorbitantes o que estão a fazer? Quando um pobre por necessidade surrupia uma lata de conserva para comer o que está a fazer? Quando uma empreiteira repassa malas de dinheiro para apolíticos em contas na Suíça, Condado na Alemanha, Cingapura em cabaré o que o recebedor desse dinheiro está a fazer? Todos eles estão  roubando. Todos são ladrões. Tem, porém, uma diferença, o roubo deles não é roubo, é corrupção, são juros que o banco cobra. Não é roubo. É dinheiro declarado no TSE para campanha. Só é roubo a lata de conserva surrupiada por um trabalhador para levar comida para seus filhos. E contra este desaba toda uma violência que vai da humilhação por parte de seguranças do supermercado que também são trabalhadores e termina num camburão, muitas vezes da polícia, onde é mais violentado. Nunca se viu seguranças de bancos, supermercados agredindo apolíticos, banqueiros, deputados, senadores ladrões. Só violentam pobres. Neste país, nos últimos tempos, a gana destes golpistas que vai da mídia, do judiciário todo é contra os trabalhadores. Neste momento o Brasil está desfigurado. Não bastasse a roubalheira, agora estão terminando de vender o que resta da Petrobras, vendendo a participação nas empresas aéreas para o capital internacional e abrindo o mercado para a venda de terras na Amazônia para estrangeiros, fato que não é de hoje denunciado. Há rios no Amazonas, no Baixo Amazonas que o ribeirinho não tem acesso porque está todo controlado por estrangeiros. Só tem acesso os estrangeiros, na sua maioria em aviões que pousam na água. Isso é uma forma de roubar a soberania de um povo. Neste dia em que o ministro Fachin divulga a lista para investigação só comprova o que falávamos junto com todos os outros blogs sujos. A presidenta Dilma foi  cassada por um bando de ladrões, de entreguistas da soberania de nosso país. Nosso país está numa situação muito difícil. O desemprego está numa escalada vertiginosa. Não há uma família que não tenha pessoas desempregadas. E o homem sem trabalho perde sua dignidade. E lutando contra as aberrações, contra os indignos, os não seres, abjetos estamos nós, defendendo o povo e nossa democracia. Eles querem nos tirar o direito de concorrer as eleições com Luis Inácio Lula da Silva. Só que eles já perderam o tempo e Lula será o candidato do PT e do povo brasileiro. Lula é intempestivo. Estão fazendo de tudo para prejudicar o maior e melhor presidente que este país já teve. Mas não há nenhuma prova de que Lula é ladrão. Nenhuma testemunha em Curitiba disse que Lula roubou. Mas mesmo assim Lula tem que ir a Curitiba. O maior desejo de Moro é prender Lula. Mas Lula nunca será preso. Só há um lugar para Lula ser preso. É no coração do povo brasileiro, dos verdadeiros democratas, dos que querem bem seu país, que amam seu país, que querem o projeto energético funcionando com a Petrobras, o Banco do Brasil, com as Universidades, Institutos Federais, Educação, Minha Casa Minha Vida, Fome Zero, Pronatec, Fies, Ciências Sem Fronteiras, com a Caixa Econômica Federal, com o BNDES, com a conclusão do projeto do nosso submarino nuclear e com a liberdade de Othon Pinheiro que se encontra preso acusado de corrupção, quando sabemos que isso faz parte de interesses do sistema capitalístico internacional contra nossa soberania. Estes golpistas não merecem a consideração do povo brasileiro, Eliseu Padilha, Moreira Franco, Gilberto Kassab, Helder Barbalho, Aloysio Nunes, Blairo Maggi, Bruno Araújo, Roberto Freire e Marcos Pereira denunciados pela PGR deveriam cada um renunciar a dublagem de ministros. Que nobreza tem um palácio quando todos os seus dublês de ministros são denunciados. Ah! mas denunciado não quer dizer que é criminoso. Certo. Concordamos, senhor golpista Eduardo Braga. Só que nas planilhas da Odebrecht o nome de vocês aparecia e agora as delações voltam a reafirmar que muita grana foram repassadas para vocês, né seu Omar Aziz que tem todo o interesse de ver seu nome limpo porque no seu governo a Odebrecht não operou por cá. Mas, você é senador. O que vale são os interesses da empresa e os lobes com Jucá. Quando vale a aprovação de uma emenda de interesse de uma empreiteira. A grana quem comandava era Jucá e outros e depois era rateada, né Alfredo Nascimento. Você pulou fora dos governos populares que durante todo o governo Lula fez parte da coligação. Não suportou ser afastado no governo Dilma. Mas agora vai ter que responder à justiça. Enriquecimento aqui e em Natal. Dizem que há muitos hotéis por lá. Quem já está doente vai piorar. Tem tucano de todo jeito e forma delatado. Há Kimonos. O príncipe que ainda hoje pregava o diálogo contra a intolerância, Fernando Henrique Cardoso foi delatado na lata pelo pai do Marcelo Odebrech. Não só comprou a reeleição como pegou muita grana nas duas últimas eleições. No dia que Mineirinho levou uma surra de Lula nas intenções de votos em Minas em pesquisa do Instituto Paraná, hoje, a partir de hoje Aécio já era. Está fora de concorrer e chegar à Presidência da República. O desgoverno golpista que perdeu toda a credibilidade do povo por suas investidas contra a soberania brasileira recebeu este relatório de Fachin que estamos a compartilhar, sacado do nosso companheiro Paulo Henrique Amorim, no seu Conversa Afiada.

De acordo com o Ministério Público, “há fortes elementos que indicam a prática de crimes graves, consistente na solicitação por ELISEU PADILHA e MOREIRA FRANCO de recursos ilícitos em nome do Partido do Movimento Democrático Brasileiro – PMDB e de MICHEL TEMER, a pretexto de campanhas eleitorais” (fl. 10). Em menção ao termo de depoimento de Paulo Cesena, narra a inicial que, por ocasião do lançamento do edital da segunda rodada de concessões aeroportuárias, a Odebrecht tinha sinalizado interesse na manutenção de cláusulas que aumentariam suas chances no certame. Por essa razão, noticia reunião com o Ministro da Aviação Civil Moreira Franco para que as cláusulas fossem mantidas, tendo sido acolhidos os pleitos do grupo empresarial.

Ainda segundo o Ministério Público, os termos indicariam que Moreira Franco, a pretexto da campanha eleitoral de 2014, teria solicitado o valor de R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais), e que o grupo empresarial, consoante relato de Benedicto Barbosa da Silva, teria feito o repasse, porquanto Moreira Franco seria muito próximo do núcleo duro Supremo Tribunal Federal . O pagamento, por sua vez, teria sido realizado por Paulo Henrique Quaresma à Eliseu Padilha, pessoa indicada por Moreira Franco para receber os recursos. Dos documentos apresentados pelo colaboradores constam planilhas do sistema “Drousys” que apontam pagamento a pessoa de apelido “Primo”, em localidades que correspondem ao escritório de Eliseu Padilha. Cláudio Melo Filho detalha, conforme aponta a inicial, um jantar, de que teria participado Marcelo Odebrecht, Eliseu Padilha e Michel Temer, ocorrido no dia 28 de maio de 2014, no Palácio do Jaburu, e no qual teria sido solicitado, a pretexto da campanha eleitoral de 2014, o repasse de dez milhões de reais. Segundo o termo de Marcelo Odebrecht, esses recursos, respectivamente seis milhões de reais e R$ 4 milhões de reais , seriam destinados à Paulo Skaf e a Eliseu Padilha. Os detalhes sobre esse pagamento constam, segundo o Ministério Público, dos termos de Cláudio Melo Filho, Marcelo Odebrecht, Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho, e José de Carvalho Filho. Afirma-se que os valores destinados à Paulo Skaf foram pagos parcialmente a Duda Mendonça e que, por haver saldo remanescente, Paulo Skaf teria procurado Marcelo Odebrecht para informar a dívida.

Já o pagamento a Eliseu Padilha teria sido feito ao “Sr. Yunes ou Sra. Cida”. José de Carvalho Filho, em seu termo, afirma que desse valor a soma de um milhão de reais teria sido destinada à Eduardo Cunha. O Ministério Público narra, ainda, que José Yunes compareceu espontaneamente à Procuradoria Geral da República no dia 14 de fevereiro de 2017 e relatou ter sido contatado por Eliseu Padilha em 2014 a fim de que recebesse um suposto “documento”, entregue por Lúcio Bolonha Funaro.

Segundo o requerente, a presença de Lúcio Funaro como uma das pessoas encarregadas da entrega indicaria o “caráter ilícito dos fatos”. Fazendo uma exposição de vários fatos e transcrevendo documentos que se caracterizam como indícios, ressalta “que há menção de participação do atual presidente da Republica Michel Temer, sendo certo que ele possui  imunidade temporária à persecução penal” , o que, em seu entender, significaria a “impossibilidade de investigação do presidente da República, na vigência de seu mandato, sobre atos estranhos ao exercício de suas funções” 

A democracia será reconquistada no Brasil. E todos os golpistas serão chamado à responsabilidade. Insistimos. Não era para termos aceito com tanta facilidade esse golpe. Ladrões, golpistas, no início da trama era para terem sido todos presos, como serão quando a Democracia for novamente produzida, pois nela, ladrão, corrupto não será tolerado. Vão ter que se ver com a justiça. E a justiça será devolvendo o que roubaram e tirando-os do convívio social porque são muitos perigosos. E para usurpador só a um remédio: Papuda, no Distrito Federal. Pelo menos isso, será um preso federal.

 

EX-DEPUTADO FEDERAL FRANCISCO PRACIANO, O PRAÇA, CONFIRMA NIETZSCHE: “NA ESCOLA BÉLICA DA VIDA O QUE NÃO ME MATA ME FORTALECE”

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AFINPRESS – O Blog Afinsophia  fazendo a cobertura  deste PED do Partido dos Trabalhadores, ontem, dia 9 de abril  tem a alegria de anunciar que está entre nós, Ele, Francisco Ednaldo Praciano, o Praça, ex-vereador, ex-deputado Federal do Amazonas, referência de compromisso com a ética e trabalho visando o bem comum do povo do Estado do Amazonas.

Como Deputado Federal foi uma referência. Discursava, defendia nosso Estado. Fez inúmeras proposições repassando verbas parlamentares para investimentos em Hospitais, como o Getúlio Vargas, para educação, ciência e para as artes. Foi combativo. Quando veio o golpe, nosso Praça não estava mais na praça. Mas, se presente no parlamento e nas ruas teria sido uma voz contra o medonho.

Acometido de uma bactéria o cearamazonense retornou à sua terra Natal para se recuperar. A volta à sua terra, a energia que daquele torrão emitia sua força fez com que o guerreiro Praça não fosse ao mundo de Eurídice.

Revigorado, alegre, Praça conversou conosco e com outros seus correligionários, explicou a situação que viveu com a enfermidade, o coma, a UTI, o emagrecimento e o afinamento de suas pernas grossas. Recuperado, quando olhou para as pernas e viu o estado de caneta que se encontravam disse: “nunca mais vou andar”.

Aquele que nunca mais ia andar está aí. Andou por vários locais de votação na cidade e o Blog Afinsophia teve a grata satisfação de encontrá-lo na Escola Estadual Dom Milton Correa Pereira, ciceroneado pelo ex-prefeito de Maués, Carlos Góes, no Núcleo 12 da Cidade Nova II. Ouvimos dele também que neste momento não está pensando em candidatura, quer estar envolvido com a militância, ir para as ruas onde se constrói e produz a democracia.

Mas, a recuperação de Praça e a possibilidade de sua candidatura em 2018 não nos surpreende, pois em entrevista com Mãe Luci em Janeiro de 2016, depois que o medonho aconteceu ela previu este fato que divulgamos novamente.

“Em tempo-imóvel obstruindo o movimento real democrático por força da estupidez, cobiça e indigência existencial, saber de possíveis prospectivas que possam auxiliar nas manifestações futuras, O Blog Afinsophia, movido por seu engajamento no devir Afrosófico, foi até a Casa da Mãe Luci para ouví-la e saber quais as suas previsões para o ano de 2017.

BA – Já que a senhora está falando sobre esses poderes, significa então que poderemos ter nas de 2018, para deputados algumas surpresas, já que os funcionários públicos ao tomarem consciência de suas importâncias para a sociedade, podem votar conscientemente, não votarem mais nesses golpistas atuais, e elegerem verdadeiros democratas.

ML – Certíssimo. Mas eu tenho uma previsão, nessa questão, para 2018.

BA (Ansiosos) – Qual?

ML (Sorrindo baforando) – O ex-deputado Francisco Praciano vai se candidatar, e ganhar com uma votação estrondosa.”

O que mãe Luci fala, com essa onividência, nos transporta ao filósofo alemão, Friedrich Wilhelm Nietzsche; Praça ficou doente, na doença buscou forças para ter saúde, contrariou todos os diagnósticos médicos, mas não contrariou o filósofo do Anticristo, do Aurora, da Gaia Ciência e a mais recente flecha filosófica, Tagarelando em Nietzsche, do filósofo, teórico da Psiquiatria Materialista, teatrólogo, encenador, membro da AFIN, Marcos José, de onde extraímos estes enunciados:

” A condição sadia da doença como transposição a cura, a felicidade, a vida que vingou é que levam Nietszche afirmar “na escola bélica da vida o que não me mata me fortalece”. O que não me mate mostra minha felicidade.

Continua o Tagarelando: “Aquela energia para o absoluto isolamento de despreendimento das relações habituais, a imposição de não mais me deixar curar, servir, socorrer – isso trai a incondicional certeza de instinto sobre o que, então era mais que tudo necessário. Tomei a mim mesmo em mãos, curei a mim mesmo: a condição para isso qualquer fisiólogo admitirá – é ser no fundo sadio. Um ser tipicamente mórbido não pode ficar são, menos ainda curar-se a si mesmo; para alguém tipicamente são, ao contrário, o estar enfermo pode até ser um enérgico estimulante ao viver, ao mais viver. De fato, assim me parece aquele longo tempo de doença; descobri a vida a mim mesmo como que de novo, saboreei todas as boas e mesmo pequenas coisas, como os outros não saberiam saborear – fiz da minha vontade de saúde, de vida, a minha filosofia…Pois atente-se para isso: Foi durante os anos de minha menor vitalidade que deixei de ser um pessimista; o instinto de auto restabelecimento proibiu-me uma filosofia da pobreza e do desânimo… E como se reconhece, no fundo a vida que vingou? Um homem que vingou faz bem aos nossos sentidos; ele é talhado em madeira dura, delicada e cheirosa ao mesmo tempo. Só encontra sabor no que lhe é salutar; seu agrado, seu prazer cessa, onde a medida do salutar é ultrapassada. Inventa meio de curas para injúrias; utiliza acasos ruins em seu proveito; o que não o mata o fortalece. De tudo o que vê, ouve e vive forma instintivamente sua soma; ele é um princípio seletivo, muito deixa de lado. Está sempre em sua companhia, lide com homens, livros ou paisagens; honra na medida em que elege, concede, confia.”

Este fragmento, para Francisco Ednaldo Praciano, neste dia histórico em que o Partido dos Trabalhadores escolhe dirigentes municipais, delegados para o 6º Congresso Nacional Marisa Letícia Lula da Silva, é um tema para dizer, que nosso guerreiro Praça, que não é um guerreiro bélico, mais um  Nietzcheano, uma pessoa que tem na sua singularidade um comprometimento com a humanidade, com o povo e com a democracia.

O ex-deputado Praciano terá sempre o carinho, a consideração deste Blog e se fazendo cumprir as previsões de Mãe Luci, estaremos com esse guerreiro como candidato a Deputado Federal para construirmos um parlamento democrático que ajudará o maior e melhor presidente do Brasil a mudar de novo tudo a partir de 2018 que já está em marcha com Praça na praça.

CONDUÇÃO COERCITIVA DE EDUARDO GUIMARÃES PELA PF É UM ATENTADO CONTRA A LIVRE MANIFESTAÇÃO DE PENSAMENTO E PERSEGUIÇÃO POLÍTICA

Blog da Cidadania por Eduardo Guimarães

Nós, da Associação Filosofia Itinerante – AFIN e seus Blogs Afinsophia e Esquizofia queremos nos solidarizar com o blogueiro Eduardo Guimarães do Blog da Cidadania pela condução coercitiva feita pela Polícia Federal hoje, de manhã, na cidade de São Paulo para depor sobre a condução coercitiva que o presidente Lula sofreu no dia 4 de março de 2016 por determinação de Sérgio Moro.

Eduardo Guimarães não tinha recebido nenhuma intimação. Ao acordar hoje de manhã os federais já estavam às 6 horas na porta de sua casa. Conduziram-no coercitivamente, prenderem seu notebock, telefone celular e o de sua esposa. O blogueiro neste momento está sem seus instrumentos de trabalho.

A condução coercitiva foi para Eduardo informar aos federais quem tinha lhe repassado as informações da condução coercitiva de Lula no dia 04 de março do ano passado. Como diz Eduardo, eles sabem quem é a pessoa, mas fizeram isso para dizer quem era, não respeitando o direito de ser mantida em sigilo a fonte.

Eduardo Guimarães não é jornalista e mantém a 12 anos o Blog da Cidadania. No Brasil não existe mais a exigência de só jornalista produzir informações, notícias. Principalmente num pais, como diz, Mino Carta, onde jornalista chama patrão de companheiro.

A informação repassada por Eduardo Guimarães sobre a condução de Lula foi muito importante. Denunciava com isso uma arbitrariedade do juiz Sérgio Moro e da Polícia Federal contra o maior e melhor presidente do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva. Se não fosse essa notícia e mais a determinação do “Brigadeiro Rossato, gaúcho de Caxias do Sul, para quem o ex-presidente da República continua carregando a simbologia de Chefe das Forças Armadas. Ele não permitiu que a Polícia Federal levasse Lula para Curitiba. Foi algo civilizatório”, segundo João Pedro Stédile, a condução coercitiva de Lula teria se consumado.

Foram dadas muitas asas de Ícaro para a Polícia Federal. Está na hora do Diretor Geral dessa polícia chamar seus delegados e dizer o seguinte: Vamos acabar com o glamour. Chega de entrevistas coletivas após operações. Só devem se pronunciar, quando tiver operação para prender golpista, por exemplo, o Ministro da Justiça (não serve dublê) e o Diretor Geral e ninguém mais. Afinal, não se fala tanto em segredo de justiça.

É companheiro Eduardo, fica aqui nossa solidariedade, nosso apoio a você e a todos os que sofrem perseguição por divulgar seus pensamentos. Seguimos o que Voltaire disse: Posso não concordar com o que você pensa, diz, mas jamais vou proibir que o manifeste. É isso.

        Assista o vídeo dos Jornalistas Livres

DILMA FAZ CONFERENCIA INAUGURAL DO SEMINÁRIO “CAPITALISMO NEOLIBERAL, DEMOCRACIA SOBRANTE”

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USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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