Archive for the 'Negro' Category

ALGUMAS PESSOAS SE INDIGNAM POR NÃO HAVER MULHERES E NEGROS NO ALTO ESCALÃO DO DESGOVERNO GOLPISTA. PODERIA TER?

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A filósofa existencialista da produção libertária da mulher Simone de Beauvoir, afirmou que “ninguém nasce mulher, mas se faz mulher”. Uma enunciação que mostra a potência-política do ser mulher como possibilidade singular de sua própria criação. Há, portanto, nessa enunciação dois direcionamentos que podem ser examinados diante do quadro que se tem sobre a condição da mulher que historicamente se vem desdobrando.

O primeiro quadro nos direciona para o conceito estabelecido e predominante construído com a ausência e a aquiescência da mulher. Trata-se do modo de ser da mulher submissa, reflexo do modelo opressor, homem. Essa mulher, que não pode ser tida como mulher autêntica, porque nenhuma existência pode ser autêntica quando nascida das perspectivas e expectativas do outro-alienador, é produto de um agenciamento coletivo de enunciação que a modelou, serializou, registrou e a caracterizou como representante alienada da semiótica dogmática do estado paranoico capitalista e capitalístico.

Essa mulher alienada de si como representante das perspectivas e expectativas do modelo binário homem-mulher, adulto-criança, jovem-velho, como mostram os filósofos Deleuze e Guattari, não é um ser, é um vazio objeto de consumo do homem que serve às todas suas voracidades. É um objeto muito bem situado fácil de ser apanhado em múltiplos lugares porque, fantasmagoricamente, encontra-se enredado na mistificação e mitificação da moral patriarcal-hebraica-paulínea-cristã-burguesa. É essa mulher que levou Freud a afirmar que é um ser incompleto. Tão incompleto que o orgasmo clitoriano lhe era negado por ele. Mas, apareceu Lula e com seu conceito de “grelo duro” desbancou Freud.

O segundo quadro nos direciona para a potência-política da mulher. A mulher que se produz como sujeito-histórico de sua existência autêntica. Criadora e criatura de si mesma que escapa da opressão do modelo binário homem-mulher. Ao compreender que “ninguém nasce mulher, mas se faz mulher” ela entendeu também que ninguém nasce homem, mas se faz homem. A questão é da ordem cultural-social-estrutural. Nada a ver com fêmea e macho. Fêmea e macho são da ordem natural sem qualquer tipo de privilégio, opressão e dominação.

A questão é de condição ontologicamente existencial, já que se trata de ser ou não ser. Ser mulher autêntica em sua singularidade. Ou ser reflexo do outro, homem abstraído. Nesse movimento produtivo de si mesma, a mulher entende que seu grande tirano não é o machismo, mas o homemismo que é o conteúdo, a forma e expressão do patriarcalismo construtor do homem-fálico. O homem cuja existência malograda não experimenta o prazer, mas tão somente a simulação dele em todas as facetas que ele se manifeste. Esse um fator de seu ódio-misógino em relação às mulheres autênticas.

Ao entender que não se trata de machismo, já que o macho é natural, a mulher compreendeu, também, que sua luta não é da ordem do feminismo, mas do mulherismo. Porém, também entendeu que a opressão realizada pelo homemismo pode interferir em sua feminilidade. O orgasmo é biológico-erótico-afetivo, mas uma mulher perturbada pelas violências psicóticas do homem-fálico tem sua feminilidade bloqueada. Assim como o homem-fálico tem sua natureza de macho, orgasticamente perturbada.

Compreendendo esses dois quadros, pode-se saber por que não há mulheres no desgoverno despótico do golpista Temer. Uma mulher ontologicamente autenticamente, não se envolve com golpistas de um poder injusto e ilegal. Seria negar sua potência-política. Mesmo que recorresse, como defesa de sua decisão, ao poema de Brecht: “O que você faria para mudar o mundo? Abrace ao carrasco, chafurde na lama, mas tente mudá-lo”, como muitos fizeram na ditadura e não ajudaram a mudar nada, nem eles próprios. O que queriam mesmo era fazer parte do poder, mesmo sendo um poder de exceção como o dos golpistas.

O pensamento da existência autêntica da filosofa Simone de Beauvoir, também envolve os negros. Nenhuma pigmentação de cor é o fator existencial preponderante de qualquer homem e mulher. O existencial é o que ele faz de si. Sua condição cultural-econômica-social-estética-ética-histórica-antropológica. A cor é do macho e da fêmea. A condição existencial é resultado do que eles fizeram de si, ou do que lhes fizeram os opressores. No segundo caso, trata-se de aceitar submissamente o modelo homemista binário opressor patriarcal colonizador. Ou, então, escolher o primeiro: se rebelar contra o opressor para produção de sua existência autêntica.  

No Brasil, já algum tempo os negros produzem, através de seus corpos originais e singulares, suas existências ontologicamente autênticas. Com a chegada dos governos populares de Lula e Dilma, políticas sociais passaram a contemplar com determinação os fundamentos dessas produções. Porém, os indigentes políticos golpistas, estão fragmentando todos os seus direitos conquistados nos últimos 14 anos com os governos populares. 

Daí que a coerência étnica, não permite que nenhum negro, ou negra queira fazer parte desse governo ilegal. O que seria uma ofensa à filosofia política da negritude. Entretanto, se os golpistas acreditarem que podem acabar com a indignação dos que se surpreendem com a ausência de mulher e negro em seu meio homemista, basta nomear a deputada Tia Eron que é mulher e negra, e responde muito bem ao modelo binário opressor patriarcal, com ficou concretizado no momento da tétrica votação do golpe, no dia 14, quando ela, vaidosamente, votou Sim contra a autêntica mulher presidenta eleita com mais de 54 milhões de votos democráticos: Dilma Vana Rousseff.

Uma nomeação que cairia, como uma luva, nas mazelas dos golpistas, posto que Tia Eron se marquetiza com os atributos: mulher, negra e inteligente. Só que destes atributos só um é incontestável: negra. Mulher e inteligente, de acordo com a filósofa Simone de Beauvoir, não procedem.  

DEPUTADAS NEGRAS QUE VOTARAM PELO GOLPE MOTRAM QUE CONSCIÊNCIA DEMOCRÁTICA DE RAÇA E DE GÊNERO É SÓ PARA QUEM TEM GRAU SUPERIOR DE HUMANIDADE

destaque_deputados_dentroOs territórios de desejos democráticos que mais foram movimentados pelos governos populares de Lula e Dilma, foram os referentes às chamadas minorias que possuíam pouco poder de influência e decisão no contexto da política dominante. Essas minorias, embora como devir-desejo de luta por seus direitos, sempre foram alijadas do diálogo e do discurso dominante excludente. Nunca tiveram suas vozes reivindicatórias ouvidas e respeitadas. Os desgovernos Fernando Henrique mostraram esta aviltante realidade.

Certo que não foram exclusivamente os governos populares que conseguiram realizar esse direito democrático com suas políticas sociais que possibilitaram a participação das minorias como atores de decisão social. Os movimentos sociais em seus devires multiplicidades tiveram efetivas participações nas concretizações desses direitos produzidos. Foram eles que inspiraram também as decisões dos governos populares para criarem territórios de desejos ativos de suas subjetividades.

Sabe-se que para que alguém seja um sujeito-histórico de seu tempo com atuação produtiva transformadora do estado de coisa dominante através da criação de novas formas de existências, é preciso que esse alguém tenha alcançado um grau superior de humanidade. Grau superior de humanidade que não se nasce com ele, mas que é produzido em liberdade ontológica. A liberdade que leva esse alguém a apropria-se da história, analisar suas formas de desenvolvimento e encontrar seus elos internos para conhecê-la e, assim, partir para sua transformação, como diz o filósofo Marx.

Foi exatamente movimentando esse processual histórico que as mulheres, os homossexuais, os negros, quilombolas, os sem terra e os índios passaram a discursar através de suas próprias subjetividades singulares os seus desejos. Desejos encadeados como forma de políticas públicas e políticas sociais, étnicas e gêneros elaboradas oficialmente pelos governos populares.

Como sujeitos históricos produtores de suas próprias subjetividades as mulheres e os negros hoje se movimentam com mais segurança distante do modelo imposto pelo padrão patriarcal-misógino e o colonial-racista. Porém, nem todas as mulheres escaparam desse padrão patriarcal-misógino e colonial-racista. Muitas mulheres ainda refletem a subjetividade-castrador-patriarcal imposta pelo branco europeu que se enraizou aqui no Brasil como verdade incontestável. Muitas mulheres são cópias fiéis do padrão branco europeu.

Na encenação do teatro Grand Guignol – estilo de teatro caracterizado por cenas grotescas de tortura e chocantes violências – na Câmara dos Deputados comandada pelo grotesco Eduardo Cunha, o grande réu, essa elevação da submissão das mulheres ficou explicita através das deputadas golpistas. Todas elas repetiram os mesmo estereótipos vociferados pelos chamados homens. Uma verdadeira ditadura da igualdade grotesca. E pior, as deputadas negras também reverberam o mesmo texto que carrega os corpos opressivos contra os negros e as minorias. As deputadas negras atrizes do Grand Guignol votaram pelo golpe em favor de uma subjetividade que é contra toda política de defesa das etnias.

É fácil entender: elas não se elevaram ao grau superior da humanidade como se elevou a deputada negra Benedita Silva. Cuja vivência não se reduz apenas na luta por políticas que fortaleçam as etnias, mas toda a democracia. Elas optaram seguira o mais fácil: imitar o padrão dominante-homem. Essas deputadas negras além de votarem em favor do golpe cujos mentores pensam em diminuir os direitos das minorias, também votaram contra todas as políticas de fortalecimento dos negros como o regime de cotas. Essas deputadas podem ser consideras inimigas dos negros em defesa do padrão da subjetividade europeia branca.

Não representam os negros.

GRUPO RACISTA DO AMAZONAS, SEGUNDO O MINISTÉRIO PÚBLICO, FOI UM DOS QUE OFENDERAM A JORNALISTA MAJU

Os nazifascistas do Amazonas mostraram suas caras em espetáculo deplorável, ontem, dia 10, na capital do Amazonas, Manaus. Eles foram abraçar seu líder maior Bolsonaro que recebeu uma medalha oferecida por um de seus seguidores na Assembleia Legislativa do Amazonas, deputado Platini.

Mas alguns desses nazifascistas não ficaram nada eletrizados quando foram  levados ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM)para prestar depoimento sobre seus atos atentatórios as liberdades democráticas de ir e vir das pessoas. O grupo está sendo acusado de usar nomes falsos para fomentar, através de mensagens racistas, lutas entre gangues virtuais.

O grupo, que tem 20 mil seguidores que pregam a ideologia racista, na verdade nazifascista, nas redes virtuais é acusado também de ter sido um dos que desferiram mensagens racistas contra a jornalista Maria Júlia Coutinho, a Maju, no dia 3 de julho, desse ano.

O grupo que atende pela enunciação indigente de Que Loucura, Cara (QLC), com sede em Manaus, foi um dos grupos racistas do Brasil aprendido pela Operação Tempo Fechado deflagrada nos estados do Amazonas, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Sul e São Paulo. Os falsos loucos tiveram aprendido pela operação computadores, tabletes e celulares que passarão por perícia técnica.

Mas que loucura, cara! Os falsos loucos não esperavam por essa: serem descobertos como nazifascistas atuantes. Logo em Manaus que dizem ser uma cidade hospitaleira e ordeira. O que a maioria não assina. 

DILMA ASSINA ONZE DECRETOS DE DESAPROPRIAÇÂO DE TERRAS PARA PROPRIEDADES QUILOMBOLAS

Brasília - Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia comemorativa do Dia Nacional da Consciência Negra.Na ocasião, foram entregues títulos de propriedade a diversas comunidades quilombolas (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Brasília – Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia comemorativa do Dia Nacional da Consciência Negra.Na ocasião, foram entregues títulos de propriedade a diversas comunidades quilombolas (Antonio Cruz/Agência Brasil)

É tempo de Consciência Negra, por isso alguns que nunca pensam o negro se fazem simpáticos e solidários a causa. Outros são Consciências Negras em todos os seus momentos, porque o corpo humaniora, como diz o filósofo Kant, requer sentimento simpatia e comunicação íntima universal como humanidade. Daí não se pretender uma data para ser sentimento simpático ou simular simpatia com as raças.

O caso dos governos populares não é de esperar data para compor simpatia e cumplicidade às raças. Como diz Lula, nunca dantes nesse país os negros tiveram seus direitos garantidos oficialmente. Há um Ministério exclusivo de políticas para os negros, além de outras políticas voltadas aos negros, como o regime de cotas. Embora faltem ainda muitas conquistas, não só para o benefício dos negros, mas também para os índios.

Assim, a decisão da presidenta de assinar 11 decretos de desapropriação de terras para propriedades quilombolas, que beneficiam 2.457 famílias, não é um ato que deve se resumir na comemoração da data do Dia da Consciência Negra. Faz parte das comemorações, porque ocorre no tempo da Consciência Negra datada, mas não é um fato simplesmente de data. Extrapola a data, visto ser um fato de direito humano de todo o sempre. Como humano, o negro é tempo-histórico contínnum como devir.

Brasília - Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia comemorativa do Dia Nacional da Consciência Negra.Na ocasião, foram entregues títulos de propriedade a diversas comunidades quilombolas (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Brasília – Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia comemorativa do Dia Nacional da Consciência Negra.Na ocasião, foram entregues títulos de propriedade a diversas comunidades quilombolas (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Brasília - Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia comemorativa do Dia Nacional da Consciência Negra.Na ocasião, foram entregues títulos de propriedade a diversas comunidades quilombolas (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Brasília – Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia comemorativa do Dia Nacional da Consciência Negra.Na ocasião, foram entregues títulos de propriedade a diversas comunidades quilombolas (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Brasília - Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia comemorativa do Dia Nacional da Consciência Negra. Na ocasião, foi entregue título de propriedade a Maria Helena (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Brasília – Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia comemorativa do Dia Nacional da Consciência Negra. Na ocasião, foi entregue título de propriedade a Maria Helena (Antonio Cruz/Agência Brasil)

“Alegra-me assinar o decreto de desapropriação de terras em favor das comunidades quilombolas. Com esse processo mais famílias passarão a plantar com segurança de ter terra para viver, para produzir, para honrar e preservar as suas tradições.

Nós sabemos que o povo brasileiro nasceu da miscigenação racial. Somos uma nação plural com características africanas marcadamente impressas em nossos costumes, em nosso DNAs, em nossa língua, nas manifestações artísticas que nos enchem de orgulho”, disse a presidenta durante a cerimônia ao entrega títulos definitivos aos representantes quilombolas.

Patrus Ananias, ministro do Desenvolvimento Agrário, presente a cerimônia falou das ações do governo referentes às terras entregues aos quilombolas.

Brasília - Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia comemorativa do Dia Nacional da Consciência Negra. Na ocasião, foi entregue título de propriedade a Maria Helena (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Brasília – Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia comemorativa do Dia Nacional da Consciência Negra. Na ocasião, foi entregue título de propriedade a Maria Helena (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Brasília - Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia comemorativa do Dia Nacional da Consciência Negra.Na ocasião, foram entregues títulos de propriedade a diversas comunidades quilombolas (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Brasília – Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia comemorativa do Dia Nacional da Consciência Negra.Na ocasião, foram entregues títulos de propriedade a diversas comunidades quilombolas (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Brasília - Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia comemorativa do Dia Nacional da Consciência Negra.Na ocasião, foram entregues títulos de propriedade a diversas comunidades quilombolas (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Brasília – Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia comemorativa do Dia Nacional da Consciência Negra.Na ocasião, foram entregues títulos de propriedade a diversas comunidades quilombolas (Antonio Cruz/Agência Brasil)

“São 34 selos entregues em todo o Brasil em benefício de 400 agricultores familiares. Além disso anunciamos hoje uma chamada pública da Assistência Técnica e Extensão Rural do Ministério do Desenvolvimento Agrário (Ater) que atenderá mais de 10 mil famílias quilombolas com recursos de R$ 45 milhões para o primeiro trimestre de 2016 e, com ela, serão 13.315 famílias atendidas pela política de Ater”, afirmou o ministro.

Valeu, Zumbi!

MULHERES REALIZAM A POTÊNCIA-NEGRA NA 1° PRIMEIRA MARCHA NACIONAL DAS MULHERES NEGRAS

2bf8a287-414f-4485-ab33-b3d43af87cb1Ciente do quadro estarrecedor referente aos assassinatos de mulheres negras que o Mapa da Violência mostra que em dez anos, 2003-2013, houve um aumento de 54% de assassinatos dessas mulheres no Brasil, e mais todas as formas de exclusão impostas pela cultura-paranoica dominante que discrimina, persegue e explora, mais de 15 mil mulheres, de todo o país, se reuniram em Brasil para realizar a marcha reivindicatória de defesa de seus direitos.

c4b2d3c5-3916-435d-a9b9-257d2e61380a 88d6b5ed-5cd7-4b4a-bf37-646254b637f6A marcha teve a concentração no Ginásio Gilson Nelson de onde partiu para a Praça Três Poderes contando com a participação da diretora executiva da ONU Mulheres e ex-vice presidenta da África do Sul, Phumzile Mlambo e a ex-militante do grupo Panteras Negras que atuava pela s causas libertárias negras nos Estados Unidos e membro do Partido Comunista dos Estados Unidos, Angela Davis. Além da participação da escritora, ativista da causa feminina nos Estados Unidos, Gloria Jean Watkins, também conhecida como bell hooks.

“Nos últimos anos tivemos um grande processo de reformulação de mudanças, de ampliação de direitos, de acesso a politicas e a bens de serviços. No entanto, quando a gente faz um recorte racial e de gênero, identificamos que as mulheres negras, um quarto da população, estão em condição de vulnerabilidade, de fragilidades, sem garantias.

 A marcha que falar de como um país rico como o Brasil não assegura o nosso direitos à vida. Queremos um novo pacto civilizatório para o país. O pacto atual é falido e exclui metade da população composta por mulheres e homens negros”, analisou Valdecir Nascimento, coordenadora da Marcha e coordenadora executiva do Instituto da Mulher Negra da Bahia (Odara).

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Brasília - Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver em Brasília, reúne mulheres de todos os estados e regiões do Brasil (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Brasília – Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver em Brasília, reúne mulheres de todos os estados e regiões do Brasil (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Brasília - Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver em Brasília, reúne mulheres de todos os estados e regiões do Brasil (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Brasília – Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver em Brasília, reúne mulheres de todos os estados e regiões do Brasil (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Brasília - Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver em Brasília, reúne mulheres de todos os estados e regiões do Brasil (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Brasília – Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver em Brasília, reúne mulheres de todos os estados e regiões do Brasil (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Brasília - Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver em Brasília, reúne mulheres de todos os estados e regiões do Brasil (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Brasília – Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver em Brasília, reúne mulheres de todos os estados e regiões do Brasil (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Brasília - Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver em Brasília, reúne mulheres de todos os estados e regiões do Brasil (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Brasília – Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver em Brasília, reúne mulheres de todos os estados e regiões do Brasil (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Brasília - Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver em Brasília, reúne mulheres de todos os estados e regiões do Brasil (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Brasília – Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver em Brasília, reúne mulheres de todos os estados e regiões do Brasil (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Brasília - Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver em Brasília, reúne mulheres de todos os estados e regiões do Brasil (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Brasília – Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver em Brasília, reúne mulheres de todos os estados e regiões do Brasil (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Brasília - Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver em Brasília, reúne mulheres de todos os estados e regiões do Brasil (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Brasília – Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver em Brasília, reúne mulheres de todos os estados e regiões do Brasil (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Brasília - Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver em Brasília, reúne mulheres de todos os estados e regiões do Brasil (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Brasília – Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver em Brasília, reúne mulheres de todos os estados e regiões do Brasil (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Brasília - Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver em Brasília, reúne mulheres de todos os estados e regiões do Brasil (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Brasília – Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver em Brasília, reúne mulheres de todos os estados e regiões do Brasil (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Por sua vez, Vilma Reis, ativista do Movimento de Mulheres Negras, Ouvidora Geral da Defensoria Pública do Estado da Bahia e socióloga, disse que os negros querem ser senhores de suas próprias vozes e não que outro se passem como seus defensores. Para ela as reivindicações devem ser feitas no poder pelos negros mesmos.

“O Brasil vive um momento de fazer o desenvolvimento das mulheres negras fora da pauta. Nós não admitimos isso. Agora queremos decidir no poder, não vamos delegar nossa representação a ninguém. Essa é a grande virada”, se posicionou Vilma Reis.

Leia as pautas reivindicatória das mulheres negras.

– O racismo, o machismo, a pobreza, com a desigualdade social e econômica, tem prejudicado nossa vida, rebaixando a nossa auto-estima coletiva e nossa própria sobrevivência;

– O fortalecimento da identidade negra tem sido prejudicado ao longo dos séculos pela construção negativa da imagem da pessoa negra, especialmente da mulher negra, desde a estética (cabelo, corpo etc.) até ao papel social desenvolvido pelas mulheres negras;

– As mulheres negras continuam recebendo os menores salários e são as que mais têm dificuldade para entrar no mundo do trabalho;

– A construção do papel social das mulheres negras é sempre pensada na perspectiva da dependência, da inferioridade e da subalternização, dificultando que nós possamos assumir espaços de poder, de gerência e de decisão, quer seja no mercado de trabalho, quer seja no campo da representação política e social;

– As mulheres negras sustentam o grupo familiar desempenhando tarefas informais, que as levam a trabalhar em duplas e triplas jornadas de trabalho;

– Ainda não temos os nossos direitos humanos (direitos civis, políticos, econômicos, sociais, culturais e ambientais) plenamente respeitados.

Durante a marcha as mulheres negras manifestaram suas indignações contra o inimigo das mulheres, Eduardo Cunha defensor do aberrante Estatuto da Família cuja família unida se corrompe unida.   

POLICIAL QUE JÁ HAVIA SIDO PRESO COM ARMAS LANÇA BOMBAS CONTRA PARTICIPANTES DA MARCHA DAS MULHERES NEGRAS

Na semana passada a Polícia prendeu o sargento reformado golpista acampado na Praça dos Três Poderes, em Brasília, com o carro repleto de armas e ficou por isso mesmo. Quer dizer, não ficou por isso mesmo: ele foi solto.

Ontem, dia 18, no momento da Marcha das Mulheres Negras, ele, impulsionada por sua psicopatologia psicopática, lançou bombas caseiras contra as manifestantes. Como o psicopata é incontrolável quando tem diante de si o que difere dele procurando logo uma forma de destruí-lo, puxou uma pistola e disparou para o alto.

Não se sabe se por causa de sua psicopatologia, que mostra que os psicopatas também são covardes, ou se por causa de sentir protegido, ele, logo depois dos disparos foi até a guarnição da Policia Militar e se entregou.

Como o acampamento dos golpistas paranoicos é armado próximo ao Congresso Nacional, o presidente do Senado Renan Calheiros mandou a Polícia Militar e a Polícia Federal investigar se há mais armas com os membros delirantes.

Por sua vez, a senadora Fátima Bezerra (PT/RN) protestou contra o fato bélico homicida.

“Isso é revoltante. A rua é um espaço democrático, onde todos e todas têm o direito de se manifestar, proclamando seus direitos, suas lutas, seus sonhos”, observou a senadora esperando que tudo seja apurado.

A senadora tem razão, mas mais razão teria se quando o psicopata fora detido pela primeira vez, ele tivesse sido punido. Só que ele não foi. E ele ainda afirmou, no momento da primeira prisão, que queria matar a presidenta e jogar uma bomba no Parlamento.

Veja e clica o vídeo que registra o momento dos tiros.

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MAPA DA VIOLÊNCIA MOSTRA QUE HOMICÍDIOS DE MULHERES NEGRAS NO BRASIL AUMENTARAM EM 54%, EM DEZ ANOS

9a93b469-2d04-4fef-b4b9-bea82b2f70c9O Mapa da Violência 2015 divulgou estudo realizado pela Faculdade Latino-Americano de Ciências Sociais (Flacso) em que afirma que em dez anos os homicídios de mulheres negras aumentaram 54% no Brasil, saltando de 1863, em 20023, para 2875, em 2013. Ao contrário dos homicídios de mulheres brancas nos mesmos períodos que passou em 2003 de 1747, para 1572, em 2013. Significando 9,8% de queda.

Um dado que muito incomoda quanto à violência contra as mulheres negras do Brasil é que o estudo mostra que 55,3% dos homicídios foram praticados no ambiente doméstico sendo que 33,2% foram de autoria dos parceiros ou ex-parceiros das mulheres. E mais, 50,3% dos assassinatos são cometidos por membros das famílias.

Já em relação à idade das vítimas, até os 9 anos há baixa incidência, subindo, entretanto, até os 18 e 19, declinando a partir dessas idades até a velhice.

O estudo mostra, também, um trabalho apresentado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em que consta que o Brasil ocupa a quinta posição no mundo em homicídios de mulheres negras correspondendo 4,8 homicídios para 100 mulheres.

Os estados de Roraima e Paraíba foram os estados que triplicaram a violência contra as mulheres. Já os estados de Rondônia, Espírito Santo, Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro, entre os anos de 2006, ano da promulgação da Lei Maria da Penha, até 2013, foram os que tiveram o baixo índice de violência contra mulheres.

Em relação às capitais, Vitória, Maceió, João Pessoa e Fortaleza aparecem, em 2013, com taxas mais elevadas. São mais de 10 homicídios por 100 mil mulheres. Já São Paulo e Rio de Janeiro são as capitais com menor taxa.

O Mapa da Violência é um projeto desenvolvido desde ano de 1998 pelo pesquisador Julio Jacobo Waiselfisz cujo lançamento da pesquisa conta com o apoio do escritório no Brasil da ONU Mulheres, da Organização Pan-Americana de Saúde/Organização Mundial da Saúde e da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos.

Para conhecer o estudo geral sobre o tema homicídios de mulheres basta cessar o site do Mapa da Violência.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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DEGUST GULA (Avenida Bispo Pedro Massa, Cidade Nova, núcleo 5, na Rua ao lado do DB CIdade Nova.Todos os dias).

O Almoço em Família.
BAR DA NAZA OU CASA DA VAL (Comendador Clementino, próximo à Japurá, de Segunda a Sábado).

Num Passo de Mágica: transforme seu sapato velho em um lindo sapato novo!
SAPATEIRO CÂNDIDO (Calçada da Comendador Clementino, próximo ao Grupo Escolar Ribeiro da Cunha).

A Confluência das Torcidas!
CHURRASQUINHO DO LUÍS TUCUNARÉ (Japurá, entre a Silva Ramos e a Comendador Clementino).

Só o Peixe Sabe se é Novo e do Rio que Saiu. Confira esta voz na...
BARRACA DO LEGUELÉ (na Feira móvel da Prefeitura)

Preocupado com o desempenho, a memória e a inteligência? Tu és? Toma o guaraná que não é lenda. O natural de Maués!
LIGA PRA MADALENA!!! (0 XX 92 3542-1482)

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