Archive for the 'Música' Category

GABI AMARANTES, COMPOSITORA E CANTORA PARAENSE, MOSTRA EM VÍDEO O HINO LULA: “LULA, A VOZ QUE CLAMA POR JUSTIÇA E PAZ… PARA SEMPRE LULA, O BRASIL É LULA, SOMOS TODOS LULA”

 Sem palavras! Só o som da engajadíssima compositora e cantora paraense, Gabi Amarantes, com seu hino a Lula.

BANDINHA DO OUTRO LADO FAZ FESTA MOSTRANDO QUE É NETA SINGULAR-ORIGINAL DE DIONÍSIO

4360506631_cce515d11b_oEntre os vários vetores fluxos mutantes e quantas desterritorializantes da Associação Filosofia Itinerante (Afin) que agenciam há mais de 14 anos em Manaus produções-moventes como corpos de novas formas de existir, sentir, ver, ouvir e pensar, a Bandinha do Outro Lado é festa singular e original da potência dionisíaca.

p1090569 p1090574 p1090576 p1090577 p1090581 p1090584 p1090589 p1090590 p1090599 p1090600A Bandinha do Outro Lado se imbricou como corpo dionisíaco há nove anos na Rua Jaú do Bairro Novo Aleixo, zona Leste de Manaus. Uma das muitas regiões populacionais desassistidas pelos governos reacionários que se apossaram do estado do Amazonas e da capital Manaus. Na linguagem politicofastra (linguagem do falso político, o tagarela do Legislativo, Executivo e Judiciário, corpos alienados da democracia), é um curral eleitoral onde esses personagens exploradores da miséria do povo, que eles mesmos fomentam, conseguem suas eleições, reeleições constantes.

Desde sua inicial apresentação nas ruas do bairro que a Bandinha do Outro Lado se atualiza como real através das próprias criações das crianças. Suas fantasias são concebidas e elaboradas por elas. Certo que com o auxilio de alguns moradores. Como Dona Antônia, por exemplo.

p1090602 p1090604 p1090609 p1090622 p1090627 p1090640 p1090652Como a Afin é um corpo comunalidade e sua atuação é sempre um processual coletivo, não seria coerente a Bandinha do Outro Lado, como expressão do personagem que forneceu corpos para a emergência do Teatro Grego, a Filosofia e a Política, que os moradores ficassem fora da composição festeira de seus netos.

p1090653 p1090663 p1090665 p1090678Nesse carnaval, que apesar de Temer e seus cúmplices golpistas, a Bandinha do Outro Lado fez sua festa em outra zona abandonada pelos exploradores governantes: Bairro Nova Cidade, que de novo só tem o nome: segue a antiga violência administrativa de outras zonas que não têm seus direitos urbanos garantidos. Fica no extremo de Manaus. Agora, a Bandinha do Outro Lado se apresenta na última rua, número 72, do bairro no limiar da mata, fronteira com um cemitério indígena. Porém, a potência dionisíaca-contínua segue a movimentação intensiva da poieses.

p1090686 p1090690 p1090691 p1090697 p1090702 p1090723 p1090742 p1090749 p1090757 p1090761Aqui a letra desse ano do carnaval da Bandinha do Outro Lado. Carnaval que vibrou por todo Brasil em um uníssimo Fora Temer! Para o bem da Democracia!

     A Bandinha do Outro Lado está na Nova Cidade Ô, Ô,Ô

     Veio lá do Novo Aleixo com sua festa vontade Ô,Ô

     Para fazer o carnaval Dionísio da criança

     Por isso, ninguém vai ficar fora da dança.

     “Corre, corre lambretinha”,” se a canoa não virar”,

     “Eu vou pra Maracangalha” “abre alas que eu quero passar”

     “Viva o Zé Pereira, viva o carnaval,

      Viva o Zé Pereira que a ninguém faz mal”.

     Vejam algumas imagens dionisíacas.

  Vejam um breve vídeo. 

E POR FALAR EM SAUDADE, O FILÓSOFO SPINOZA ENCONTROU GONZAGUINHA E DISSE: OLHA MOLEQUE GONZAGUINHA, VOCÊ NÃO PODE VIVER LULA, POR ISSO SUA SAUDADE É DAQUILO QUE NÃO VIVEU

lula-na-alemanha

      Gonzaguinha é uma das maiores expressões da potência política que viveu os tempos brutos da ditadura. Não temeu. Teve várias de suas músicas censuradas e shows cancelados por força da opressão. Foi uma voz importante na luta pelas Diretas Já!. Esteve lado a lado com Lula nos grandes comícios que movimentaram o Brasil para reconstrução da democracia no país.

      Alguns falsos críticos, lambaios do imperialismo capitalista comandado pelos Estados Unidos, afirmavam que ele era um compositor de canções deprimentes. Eles tinham razão: como lambaios o Brasil estava maravilha. Tudo como qualquer capacho adora e defende. Mas o moleque Gonzaguinha não estava nem aí. Estava aqui, onde o mundo processa liberdade. Sua arte era a vanguarda unívoca: para todos. Sem qualquer distinção. A arte necessária para o esclarecimento e a aproximação das pessoas dignificadas.

        Entre suas centenas de músicas, Gonzaguinha compôs uma que fala de saudade. Não a saudade depressiva, tipo Roberto Carlos e éramos todos mortos que sustenta psicanalista confortador para a subjetividade do capital. Mas a saudade revolucionária. Simples Saudade. Só quatro versos da letra integral logo abaixo. “A saudade que eu sinto não é a saudade da dor de chorar. Não é a saudade da cor do passado… É a estranha saudade do que ainda não vivi… Que acredita nas pessoas e no futuro. Que seja fruto da força imensa de nossos corações””. Gonzaguinha morreu em 29 de abril de 1991, aos 45, portanto não conheceu os governos populares de Lula, seu companheiro.

      O filósofo do aumento da potência de agir, o holandês Spinoza, encontrou o moleque Gonzaguinha e lhe disse: A saudade é um afeto alegre que aumenta a potência de agir quando ela é uma ideia de uma vivência boa. A saudade que o povo brasileiro tem de Lula é a ideia alegre da vivência boa que ele teve nos governos populares de Lula. É a vivência de quem “acredita nas pessoas e no futuro”, como “fruto da força imensa de nossos corações”, como você afirma, moleque Gonzaguinha.

        Hoje, quando o povo afirma que tem saudade de Lula, ele confirma seu sentido de “saudade” ainda não vivida. Ele afirma você Gonzaguinha. Você também teria, hoje, saudade da vivência que o povo teve nos governos populares de Lula e Dilma. Como nós não podemos voltar ao passado, mesmo quando ele foi bom, nos resta fazer o que todo democrata deve fazer: produzir, através de nossas potências políticas de cidadão, a democracia, porque nenhuma tirania suporta a liberdade e a criatividade democrática.

       Agora, a saudade vai se tornar realidade pulsante como novas vivências boas que aumentam a potência de agir e nos fazem alegres. Assim, a saudade que o povo tem de Lula é ato revolucionário que vai mudar o estado de coisa aberrante implantado pelos golpistas. Golpistas que nenhum brasileiro democrata sentirá saudade.

A saudade que eu sinto
Não é saudade da dor de chorar
Não é saudade da cor do passado
Que deixa grudado o meu pé nesse chão
Não é a tristeza que queima o peito
Não é lamentar o que nunca foi feito
Não é a doença que acaba com a gente
Deixando esmagada a vida no chão

É a estranha saudade do que ainda não vivi
É a raça e o sangue de um simples moleque
Que leva na ponta da língua a todos os cantos
O sal e o doce da palma da mão

É a garra e a alegria de um simples menino
Que acredita nas pessoas e no futuro
Que seja fruto da força imensa de nossos corações

        Assista o vídeo Saudade do Meu Ex Presidente Lula, na ginga da cantora Marília Mendonça.

CHICO CÉSAR, O ENGAJADO COMPOSITO E CANTOR, SE SOLIDARIZA COM ESTUDANTES E FAZ SHOW NA ESCOLA FERNÃO DIAS

image_largeDiante da intransigência do governo Alckmin em não mudar sua decisão de fechar escolas de comunidades onde estudantes nasceram e estão matriculados já alguns anos, cujo deslocamento dos mesmos para outras escolas distante do lugar onde moram, eles decidiram continuar com as ocupações de mais de 66 escolas do ensino público como forma de lutar por seus direitos.

Todavia, não são somente os estudantes, professores e pais estão na luta, grande parte da comunidade também tem demonstrado solidariedade ao movimento reivindicatório. Entre essas solidariedades aparecem filósofos, como Dermeval Saviani, intelectuais e artistas. E como não poderia ser diferente, o cantor e compositor Chico César foi um dos se solidarizou com os estudantes.

Convidado por uma professora, sua amiga, ele aproveitou um momento de folga de seus shows que está realizando, e fez uma apresentação na Escola Fernão Dias Paes, em Pinheiros. Além da apresentação gravou um vídeo expressando sua solidariedade com a luta dos estudantes.

“Acho importante os artistas, as pessoas, os professores que puderem vir aqui doar aulas, dar uma oficina, um curso, alguma coisa. Posso contribuir desse jeito, vir tocar. Doei uma coisa que sai da minha alma, minha música, do meu coração. O público nos dá tanto, que sempre que a gente puder trocar graciosamente, sem a presença da grana… Sabe, nem tudo é grana nessa vida. Aliás, as coisas mais importantes não podem ser compradas, podem ser compartilhadas, dadas assim.

Eu acho que os estudantes dizem para todos nós: ‘Olha gente, é possível, nem tudo depende dos governos’, o governo é quem decide, o Judiciário é quem decide, não, quem decide somos nós.

Acho que esta é a lição, mostrar que nós temos poder, que nós podemos participar, mudar os rumos das coisas.  Muitas coisas chegam para nós como já estivesse tudo certo e pronto e que você só deve cumprir. Não é assim, nós podemos através da desobediência civil, das manifestações organizadas, participar das decisões. Isso vai influenciar o futuro de muita gente”, analisou o engajado Chico César.

A Vontade de Saber dos estudantes é o devir que constrói uma sociedade democraticamente humana. Tudo que os tiranos temem. Veja e clica a baixo o vídeo. 

CAETANO, AO DEFENDER SUA POSIÇÃO, FAZ AFIRMAÇÃO ERRADA AO DIZER QUE SARTRE E BEUAVOIR “MORRERAM POR ISRAEL” E ROGER WATERS ACREDITOU

Simone-de-Beauvoir-Jean-Paul-SartreAs apresentações de Caetano Velosos e Gilberto Gil em Israel continuam em questão. São inúmeros manifestantes no mundo que pedem para que a dupla reconsidere suas posições, e para isso mostram a perversidade, conhecida em todo mundo, que o Estado autoritário militarista de Israel vem impondo ao povo da Palestina. Além dos constantes bombardeiros, crianças, jovens, idosos e civis vêm sendo assassinados continuamente. Mas os dois estão resolutos e tentam apresentar argumentos, talvez nem tanto para convencer os que lhes pedem para desistir das apresentações, mas para eles se autoconvencerem.

O ex-líder do Pink Floyd Roger Waters, lhe enviou duas cartas tratando sobre o tema. Na primeira, ele realizava o pedido, na segunda ele respondeu o que Caetano argumentou para sua decisão. Caetano, que é tido, por si, e por alguns, mais do que é, para sustentar seu argumento usou uma afirmação muito distante da verdade. Ele afirmou que os filósofos franceses “Jean Paul Sartre e Simone de Beauvoir morreram pró-Israel”. E Roger Waters acreditou e respondeu afirmando que “até pode ser, mas isso foi naquele tempo, talvez à época eles não soubessem ou não compreendessem a brutalidade da ocupação da terra palestina”. Sartre é de 1905 e 1980. Simone de 1908 e 1986.

Em sua afirmação Caetano comete dois grandes erros. O primeiro é afirmar que os dois “morreram pró-Israel”. Não morreram, porque ninguém morre por ninguém. Cada mortal morre em si mesmo, como diz Sartre, em situação promovida por sua liberdade de ser humano. Nem Cristo, que era um revolucionário, morreu por nós, como inventou Paulo, para deixar Cristo pregado na cruz para com isso prender os incautos e propagar, pela culpa, a submissão dos fiéis. Segundo Sartre e Simone tinham, como existencialistas, como fundamento da existência a liberdade do homem. A escolha autêntica ou inautêntica ontológica do homem. O homem como existência que precede a essência. A existência autêntica é aquela que se escolheu em liberdade pelo homem. A existência inautêntica é aquela que se escolheu como malogro, má-fé, mentira, subterfúgios, fugas, medos, covardias como a existência burguesa.

Caetano cometeu o segundo erro porque não tem conhecimento da filosofia de Sartre e dos engajamentos pela liberdade dos povos juntamente com sua companheira necessária, Simone de Beauvoir. O povo é devir e como devir antecede o Estado que com sua máquina abstrata de sobrecodificação captura o povo transformando em segmentaridade dura – estratos, epistratos e paraestratos – através de corpos territorializantes distribuídos em instituições que formam e estabelecem comportamentos. O Estado é um poder de comando.

Como Caetano não estudou a filosofia de Sartre não sabe que ele, na década de 40,  escreveu uma obra chamada Reflexões Sobre O Racismo – I Reflexões Sobre a Questão Judaica. II Orfeu Negro. Na segunda reflexão Sartre trata do racismo contra os negros no mundo e sua condição oprimida diante do branco colonizador. Na primeira reflexão, que interessa para o tema em conta, ele examina, analisa, critica e mostra sua posição contra a condição fascista dos antissemitas. Sartre trata do povo e não do Estado. “O antissemitismo é uma livre e total escolha de si mesmo, uma atitude global que alguém adota não só em face dos judeus, como ainda dos homens em geral, da história e da sociedade; é, a um só tempo, uma paixão e uma concepção do mundo. Se trata de uma afecção de ódio e de cólera”, escreve Sartre. Em tempo: cabe bem aos fascistas que atacam o governo Dilma e o PT. E continua Sartre. “Todo antissemita é, portanto, numa medida variável, o inimigo dos poderes regulares; deseja ser membro disciplinado de um grupo indisciplinado; adora a ordem, porém a ordem social”. O antissemita escolheu o judeu como o mal que deve ser aniquilado para estabelecer a harmonia, fascista paranoica.

 E Sartre se mostra psicanalista existencialista – escreveu em sua obra inigualável O Ser E O Nada, um tomo com o título A Psicanálise Existencial – ao afirmar que “um dos seus componentes de seu ódio é uma atração profunda e sexual pelos judeus. Trata-se, antes de tudo, de uma curiosidade fascinada pelo Mal, que procede principalmente, creio eu, do sadismo”. Mas, Sartre, apresenta um convincente conceito do que é ser antissemita que serve para todas as formas nazifascistas, como as que ocorrem hoje no Brasil. “O antissemita é um homem que tem medo. Não dos judeus, certamente: de si próprio, de sua consciência, de sua liberdade, de seus instintos, de suas responsabilidades, da solidão, da modificação, da sociedade e do mundo, de tudo, salvo dos judeus. É um covarde que não quer confessar sua covardia; um assassino que recalca e censura sua tendência ao homicídio sem poder refreá-la e eu, no entanto, só ousa matar em esfinge ou no anonimato de uma multidão; um descontente que não se atreve a revoltar-se por receio das consequências da sua revolta. (…) O antissemitismo, em suma, é o medo diante da condição humana. O antissemita é o homem que deseja ser rochedo implacável, torrente furiosa, raio devastador: tudo menos homem”.

Esses breves enunciados tratam exclusivamente do povo judeu perseguido pelo antissemitismo mundial. Não trata de uma defesa do Estado de Israel como afirmou Caetano. Sartre, como filósofo da liberdade do homem, jamais poderia ter reduzido a sua luta em defesa de um só povo preterindo um outro povo. Que mostrem o povo argelino, o povo cubano, o povo russo e a até o povo brasileiro, porque não foi por turismo que veio ao Brasil em 1961. Sartre, já na década de 70, sabia que o Estado de Israel estava militarizando e tomando decisões contrárias a liberdade do povo palestino. Mas Roger Waters acreditou em Caetano também por não estudar Sartre.

O que os dois não sabem é que em 1967, Sartre e Simone, em suas muitas viagens pelo mundo sempre em condição de convidados políticos, visitaram o Cairo que fazia uma experiência socialista tendo como chefe Nasser, com quem Sartre conversou por mais de três horas. E visitou a Faixa de Gaza, que no tempo não mostrava as atrocidades de hoje promovida pelo Estado Militar de Israel. Em seguida, os dois filósofos, a convite de membros de partidos e movimentos esquerdistas, visitaram Israel, onde foram recebidos de forma acalorado por dois motivos. Um a importância internacional de Sartre, e outro pelo livro que escrevera contra o antissemitismo. Motivo que levou os israelenses a o chamarem de semitósofo. Nessa visita Sartre conversou uma hora e quinze minutos com o chefe do Estado de Israel. Visitaram também a experiência socialista dos Kibutzs, comunidades onde, principalmente as crianças tinham uma educação verdadeiramente socialista. Resultado: Sartre de manteve neutro na questão de Israel e Palestina, afirmando que havia viajado para aprender e não ensinar.  

O argumento de que Caetano é profundamente insustentável, porque ele não está entendendo a passagem de um Estado totalitário para um Estado fascista, como nós mostram os filósofos Deleuze e Guattari com o conceito de máquina de guerra. Uma máquina de guerra é um agenciamento de desejos que processa novas formas de existências fazendo com que corpos capturados por sobrecodificações molares, pontos paranoicos, buracos negros, através das linhas de fugas moleculares se manifestem em suas intensidades mutantes e desterritorializantes.

O que significa que um Estado totalitário, embora seja um corpo opressor, ele ainda mantém vizinhança, mesmo sem querer, com a máquina de guerra. Todavia, quando a máquina de guerra se transforma em máquina de guerra de destruição acaba o Estado totalitário para se manifestar paranoicamente uma máquina de destruição contra a vida. É o Estado fascista. É o Estado militar de Israel como poder paranoico contra o povo palestino. Uma máquina de guerra de destruição da vida palestina. Daí que tudo que Sartre afirmou sobre a patologia dos antissemitas cabe bem ao Estado militar de Israel. 

E o grande perigo de uma máquina de guerra fascista de destruição, como mostram os filósofos Deleuze e Guattari, é que ela não se satisfaz em matar apenas os que ela considera como inimigos. Ela deseja o fim de tudo, como mostraram os nazistas quando se viram derrotados. Destruir cidades, pontes, museus, laboratórios, poluir água, destruição total. Não importa que nós morramos, contanto que eles morram também. Como diz Sartre o fascista não quer o humano. Ele quer é a morte. 

Embora Roger Waters tenha sido iludido por Caetano, o que ele quer juntamente com a comunidade anti-nazifascista é a liberdade e o direito do povo palestino e não a condenação do povo judeu. Waters compreende a diferença entre povo e Estado fascista, mas Caetano confunde e ainda quer implicar Sartre e Simone de Beauvoir. Coisa de Caetano.

MARCHA CONTRA O TERRORISMO NA FRANÇA CONTOU COM MAIS DE 2,5 MILHÕES DE PESSOAS

04555854Realizando um percurso que saiu da Praça da República às 14h30, passando pela Avenida da República indo até a Praça da Nação, 2,5 milhões de pessoas marcharam contra o terrorismo na França. Em verdade, contra o terrorismo internacional, já que manifestações ocorreram em vários países como Alemanha, Inglaterra, Portugal, Áustria e Bélgica. De acordo com os participantes, foi a maior marcha da história da França.  

A dramatização da marcha foi composta por afetos que se multiplicaram em forma de silêncio, palmas, brados pela paz, e a entoação da Marselhesa, o Hino Nacional da França. Algumas pessoas chegaram a falar sobre o que lhe importava na marcha: que a França e mundo vivessem em paz. Outras comentaram sobre a insegurança que paira no mundo de hoje. Outras, pediram que a sociedade seja solidária com todas as raças e que acabe o extremismo.

04555844Muitos cartazes, com frases referentes aos atendado ao pasquim Charlie Hebdo se mostraram como presença marcante durante a marcha “Eu sou Charlie”, manifestava um dos cartazes. “Matar não é uma religião”, dizia outro. Alguns cinegrafistas se manifestaram a favor da liberdade de expressão, afirmando que o que ocorreu com os jornalistas poderia ocorrer com qualquer pessoa.

Além do presidente da França, François Hollande, estiveram presente outros chefes de Estados como a chanceler Angela Merkel, da Alemanha, p primeiro-ministro britânico, David Cameron, o presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker. Entre outros.

AS EMBRUTECIDAS DIEITAS DURANTE AS ELEIÇÕES TENTARAM OFENDER CHICO, MAS ELE RESPONDEU COM O FILÓSOFO SPINOZA

chico-buarque

Um afeto é um corpo constituído de movimento, repouso, velocidade, lentidão, longitude e latitude que quando atua sobre outro corpo muda o estado de coisa, ou modo de ser desse corpo. Constrói uma afecção. A afecção é um estado de coisa, um sentimento, um sentido do corpo afetado. O afeto está sempre em variação contínua. O que significar dizer que as afecções estão sempre mudando dependendo dos afetos.

Por tal, o afeto, como corpo, ele pode ser uma ideia, uma pessoa, uma palavra, um cinema, um poema, uma dança, uma pintura, uma árvore, uma caricia, uma ternura, etc. Mas o certo e que ele é constituído de qualidade e quantidade.

O afeto é sempre variável seja em seu devir corporal ou incorporal. O certo é que o afeto é a expressão e o conteúdo dos encontros. Por isso, ele se mostra em duas qualidades, bom e mau. Quando um afeto tem uma ação boa, o sujeito afetado aumenta sua potência de agir. Quando o afeto tem sua ação má, o sujeito afetado tem sua potência de agir diminuída.

Quando encontro Pedro e ele me agrada, minha potência de agir aumenta, fico alegre. Quando encontro Paulo e ele me desagrada, minha potência de agir diminui, fico triste. Todavia nos dois casos eu não sou a causa de minha afecção. Sou nada mais do que efeito. E sendo efeito estou preso no corpo que me afetou. No caso de minha alegria sou efeito do afeto Pedro. Assim, como no caso de minha tristeza. Dessa forma, minhas afecções são efeitos do primeiro grau de conhecimento em me encontro. O de ter ouvido e ter visto. Nada de encontro racional. Estou escravizado pelo mundo, à disposição doa afetos casuais. Como diz o filósofo, Deleuze, “estou perdido”.

O que devo fazer para escapar desses encontros fortuitos? Mudar meu grau de conhecimento. Elevar-me ao segundo grau de conhecimento. Com essa elevação conheço os corpos que me afetam e passo a ser causa de mim mesmo. Minhas afecções não são mais produtos da ação dos outros sobre mim. Só fico alegre ao encontrar Pedro, sou alegre por mim mesmo. Se encontro Paulo, sua presença não diminui minha potência de agir. O que ocorreu? Eu só componho meus encontros, occursos, no latim, como diz Spinoza, com o que aumenta minha potência de agir. Só faço bons encontros.

Foi o que Chico Buarque nos mostrou diante dos ataques sórdidos de membros das direitas nazifascistas, que apoiaram Aécio, contra ele por ter apoiado a candidatura de Dilma. Ele não compôs com os afetos tristes dos embrutecidos, que por inveja, tentaram lhe atingir com as palavras psicopáticas que é de suas mentes deletérias.

O ódio, a inveja, a soberba, o orgulho, a ambição, a trapaça, a hipocrisia, a covardia, etc. são afecções tristes que dominam todos os embrutecidos. A internet e os meios de comunicação de massa, principalmente a TV Globo, Bandeirantes, jornais Folha de São Paulo, Estadão, Globo, revistas IstoÉ, Veja, Época, estão contaminadas de tristezas. Por que se permitir ser afetado por elas? Se você quer existir feliz, não componha com essa dor. Se compor está perdido.  

Chico sorriu, e disse: ”Você não deve ter raiva de quem tem raiva”. Chico simplesmente ofereceu o filósofo Spinoza. Não compor com a raiva que alguém tem de você, porque a raiva é um afeto triste. Se você compõe com ela, você também fica triste. E triste significa diminuir a potência de agir. Você não já percebeu que as direitas são ontologicamente impotentes, e que é por isso que elas usam a força? Pois é, quem compõe com o impotente fica também impotente.

Assista o vídeo, veja Spinoza em Chico e tenha um bom encontro.    


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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