Archive for the 'Marocagem Eleitoral' Category

PT MY DARLYNG AM E A MORIMBUNDEZ DE UM ALCAIDE CANSADO E CASSADO

O Partido dos Trabalhadores “My Darlyng” no Amazonas hoje não espelha nada daquele partido fundado por trabalhadores por ocasião das greves do ABC paulista que viram a necessidade de um partido que representasse a classe trabalhadora e caminhasse para uma sociedade socialista.

Durante os primeiros anos de sua existência o partido era visto e tratado pela direita preconceituosamente e isso pode ser comprovado quando Luís Inácio Lula da Silva candidatou-se a presidente da República  e era derrotado com a ajuda de uma imprensa globo-policarpamente parcial.

Foi necessário todo um trabalho de mobilização nacional, visitas, caravanas por este Brasil para que Lula chegasse à presidência e a partir daí o partido ganhar projeção nacional e tornar-se hoje, um dos maiores partidos do Brasil e da América.

No Amazonas, infelizmente, alguns representantes e filiados do Partido foram cooptados pela direita preferindo a submissão em detrimento da autonomia, da história do partido como representante dos trabalhadores.

O partido quando foi implantada a eleição direta, pós 1964 no Amazonas, sempre participava de eleições, tanto para o governo do Estado, como para prefeitos, vereadores com candidatos próprios. Naquela época, “jamé”, se pensava em coligação. Nem com partidos ditos de esquerda. O partido saía com candidatos da legenda.

Era difícil ganhar, eleger seus candidatos, mas aliar-se a algozes nunca.

Gilberto Mestrinho que hoje “explora a geologia dos campos santos” foi um contumaz combatente do partido, seguido por Amazonino Mendes, Eduardo Braga, Omar Aziz, Alfredo Nascimento, dentre outros. Esses personagens tinham ódio do partido. Bastou o sapo Barbudo ganhar a eleição que passaram a se aproximar do Lula, por interesses, para depois  aliarem-se ao partido.

No PT “my darlyng” do Amazonas, os últimos presidentes tanto do Regional como do município,  todos debandaram-se para a ilharga da direita e dali não querem sair. Infelizmente, vemos alguns petistas históricos, de 1982, número diminuto, bandeando-se para o lado da direita, mas há muitos que jamais, sentariam ou compartilhariam uma administração com um prefeito cassado, moribundo.

Cabe ainda destacar aqui, que para a eleição de Prefeito deste ano, em Manaus, o partido já se manifestou, já votou que não terá candidatura própria e que almeja a vice-prefeitura com Amazonino Mendes. Como o prefeito cassado está cansado, doente e vem rezando todo dia para que aguente chegar até o fim do mandato, inicia-se no PT, puxado por parlamentares, nova discussão para que o partido volte a ter candidatura própria.

Quer dizer, o cassado, ainda nem foi “explorar a geologia dos campos santos” e já se vê como a não autonomia provoca um falso problema, pois o pt só terá candidatura porque o candidato que comporia com o partido está cansado, doente e não resistirá ao frisson da campanha.

A isso chamamos de submissão. Autonomia, é o Partido ter decidido desde o início por candidatura própria, trabalhar pela candidatura e não aliar-se algozes.

Sobre o prefeito cassado que diz está rezando todo dia para que chegue  até o último dia de seu mandato merece os seguinte comentários.

O prefeito cassado está muito doente, cansado, cassado, e isso quem declarou foi o próprio e a SECOM, embora sua sobrinha Secretária tenha dito que ele está muito bem. Ou o prefeito está dando uma de Jânio Quadros que renunciou pensando que o povo o apoiaria e se deu mal. Amazonino pode está chantageando o povo e como aqui já escrevemos, ele é candidato, pois Manaus é sede da Copa de 2014 e vai movimentar muita grana em tempos de cheias e cachoeiras. Não sabemos se resistirá à diabetes.

Pra finalizar queremos dizer que Deus nos últimos dias anda muito ocupado tendo que encaminhar as almas que chegam ao céu para o purgatório ou para o inferno, vítimas de homicídios  provocadas pela má gerência política desses senhores que estão governando o Estado há mais de 30 anos e que são responsáveis por essa guerra civil na cidade de Manaus e não terá como atender as preces de mais um anticristo.  

 

 

    

MAROCAGEM ELEITORAL

Qualquer semelhança de tipos vivos com as marocas não é mera coincidência

Para quem gosta do fútil, do vulgar, do reles, a semana que passou para a direita foi um banquete dos deuses da ralé que até o escritor russo Gorki, puro conhecedor deste tipo, diria: “Credo em cruzes!” Mas nossas “ortoridades”, pequena e grande burguesas, como não conhecem Gorki e muito menos a democracia, se tomaram ofendidas por corpos por que os não ralés jamais seriam afetados.
Rolou DVD com acusações contra o governador e seu suspeito sócio, “Nei”, feito pela ex do tal “Nei”, que entre os estragos, por conta de seu sucesso de publico, tomou o vitalício primeiro lugar da Banda Calypso. Mas, segundo comentários, não se sentiu nada atingida já que o personagem do DVD, governador Eduardo Braga, embora não cante e nem dance como os calypsianos, é paraense.

Como nossas marocas e marocos não vêem no capitalismo qualquer signos que possa dignificar o existir potência construtora da democracia, não deram a menor pelota a vulgaridade afetadora das “ortoridades” e continuaram marocando já que entramos na última semana dos marocamentos do primeiro turno. Por tal continuaram marocando.

SALVO PELO ADESIVO

O classe média dirigindo seu carro pelas tortuosas ruas de Manaus, imaginando a possibilidade que a cidade poderia ter para que o estado de coisa fosse outro, parou o carro em um semáforo. Olhando a quantidade de veículos a sua frente e sabendo dos responsáveis sobre esta dor urbana, voltou a realidade mais cruel do presente pela voz de um rapaz mostrando-lhe um estilete, a sentenciando:

– Doutor, eu to pedindo uma ajuda aqui nesse transito, arriscando minha vida, e nenhum barão me deu sequer 1 centavo. Então, eu jurei: vou contar o vigésimo carro que parar no sinal. Não vou pedir nada. Vou riscar o carro do otário que ele só vai ver quando chegar em casa. Mas, doutor, quando eu vi o adesivo do seu candidato no seu carro, eu pensei: esse não merece.

A CERVEJA E O CANDIDATO

Uma turma tomava cerveja em um bar quando chegou um senhor com uma latinha de cerveja na mão.

– Amigos, dá pra colocar um pouco da sua cerveja aqui na minha latinha?

Uma jovem respondeu:

– Cara, cerveja é como candidato: não dar para misturar. Se a gente for colocar uma pouco da cerveja que nós estamos bebendo na latinha desta tua cerveja não vai combinar, tu vais acabar vomitando.

O senhor, sorrindo, se defendeu:

– Num se preocupe minha linda jovem, eu sei disso. Eu já vomitei, e a latinha tá seca. Eu sempre quis tomar esta cerveja que vocês tão tomando, mas nunca tive oportunidade.

O SUICIDA

Um senhor encontra seu compadre em uma praça cercado por uma multidão absorta. Vendo o homem com um revolver encostado na cabeça prestes a disparar, o senhor diz:

– O que é isso, compadre? Por que vai se matar? O suicídio é contra sua fé religiosa!

O compadre, desesperado, responde:

– Não sou mais religioso! Não mais acredito no nosso Deus!

O senhor, perturbado, indaga:

– Mas por que?

– Eu sempre acreditei que foi Deus quem fez Manaus, mas tem um candidato dizendo que tudo que há em Manaus foi ele quem fez. E como ele tem matéria, e eu sempre acreditei em um Ser Espiritual que vive no paraíso, eu vou me matar: através deste candidato descobri que Deus não existe, e nem é Espírito criador. Se é para viver em uma cidade com este tipo de deus, prefiro me…

MAROCAGEM ELEITORAL

Qualquer semelhança de tipos vivos com as marocas não é mera coincidência

Com nada mais que 10 dias para as eleições, a direita, desconfiando de suas próprias “pesquisas”, diria angustiada, desconhecendo a obra do filósofo Sartre, “Os Dados Estão Lançados”. Mas Sartre, curtidor, diria: “Não desespereis! O jogo não acabou, ainda há muita dor para estagnar suas ambições”.

Como diria um dos poucos jornalistas de Manaus: “Agora está valendo tudo para eles. E as tais ‘pesquisas’ são só um dos muitos recursos que vão lançar mão”. Mas as marocas e os marocos estão soltos com-fabulando: tratando estas fábulas com suas razões. Nada lhes escapa. Mandem mais, estamos mais abertos que mão de mendigo.

O INTELIGENTE

Dois amigos se encontram em uma esquina. O mais jovem está fumando, o mais velho faz propaganda de um candidato. O mais velho, acreditando que sua idade lhe confere autoridade incontestável, sentencia o amigo mais jovem:

Quem fuma não é inteligente.

O jovem dá uma tragada para, em seguida, sorrindo, perguntar:

E quem vota nesse teu candidato, é o quê?

O CALENDÁRIO ELEITORAL

Diálogo de duas irmãs.

Olha só o que ganhei: um calendário da política.

Tu vais votar nessa figura aí?

Não.

Então pra quê tu queres este calendário?

Para marcar os dias dos aniversários de nossos parentes.

Tu é muito lesa. Num tá vendo que este calendário só marca os seis últimos meses do ano? Todos os aniversários de nossa família foi no primeiro semestre, otária. Esse calendário é só ganhação.

O CANDIDATO QUE NÃO PASSOU

Comadre, ele vai passar lá em cima, na outra rua.

Eu vou, não quero nem saber! Preciso ver esse homem!

O marido, preocupado, diz:

Mulher, vai, mas não esquece que o feijão está no fogo.

Que importância tem o feijão, se esse homem nos dá tudo.

E lá foram as comadres, rua acima, ver seu candidato.

O marido, vendo a mulher voltar triste, pergunta:

O que foi, mulher, porque esta cara triste?

Ele não passou.

É, mais o feijão queimou. E quem vai dar pra gente o almoço?

Tão dizendo que na próxima semana ele vem, aí eu peço o feijão dele.

E a gente vai ficar com fome até na outra semana?

VOTO É SAÚDE

Dois amigos médicos se encontram no supermercado.

E aí, vai votar em quem?

Tu sabes, meu voto é comprometido. Voto sempre no candidato que se compromete com a saúde.

E como tu sabes que o teu candidato vai se comprometer com a saúde?

Meu candidato afirmou que vai me ajudar a abrir minha clínica.

O FILHO, O AMOR E O PAI

O pai reacionário tenta convencer o filho a votar em seu candidato.

Rapaz, tu estás louco? Se tu votares neste candidato e ele ganhar, como vai ficar teu futuro?

Vai ficar maravilha! Além de ganhar o candidato que escolhi racionalmente, vou continuar feliz com minha namorada, pois é também o candidato dela!

A ÉTICA ELEITORAL

Na sala de aula, a aluna pergunta ao professor:

Professor, votar em um candidato corrupto, é contra a democracia?

Claro! Se você fosse inteligente não faria nem essa pergunta.

Então a justiça eleitoral é contra a democracia, pois permite corruptos serem candidatos. Aí, professor, quem é que está certo: a justiça eleitoral ou quem vota no corrupto?

MAROCAGEM ELEITORAL

Qualquer semelhança de tipos vivos com as marocas não é mera coincidência

Horário eleitoral gratuito, conversas sobre candidatos em lugares variados, expectativas, confianças, sentimento cívico, polêmicas, pesquisas reais, pesquisas mágicas, palpites, apostas, negociatas, temores, rumores, dissabores, ansiedades…, múltiplos corpos materiais e imateriais que movimento o processo singular da democracia. Corporeidade democrática que enredam as marocagens eleitorais. Marocagens reais e possíveis de realizações. Velhos e novos diálogos. Mande os seus.

TÍTULO DE ELEITOR SEM VALOR

Duas amigas se encontram e falam sobre a ida de uma delas ao comitê de um candidato para ver se conseguia um auxílio.

E aí, conseguiu?

Quase.

Como quase?

Eu cheguei, o candidato me abraçou, prometeu me ajudar, pegou o dinheiro, me entregou e pediu meu título. Aí aconteceu o pior: ele olhou o título, leu e viu que eu não voto aqui em Manaus. Então disse: “Assim não dá! A senhora não vota aqui!”. E me tomou o dinheiro.

O VOTO REVELADO

Dois amigos andando pela rua vão conversando sobre os candidatos. Um deles insiste para que o outro diga em quem vai votar. O outro mete a mão no bolso, tira a carteira, da carteira tira seu título de eleitor e, sorrindo, levanta o braço, mostra o título, afirmando:

O voto do meu candidato que vai sair daqui deste título é um segredo meu, não conto para ninguém.

Como havia chovido, algumas poças com lama tomaram conta da rua, e ele escorregou, seu título caiu na lama, o amigo, sorrindo, sentenciou:

De nada adiantou guardar segredo, agora eu e as pessoas que estão vendo teu título na lama já sabem em quem tu vais votar.

E O RIO LEVOU

Uma senhora, aflita, encontra uma amiga.

Eu não vou votar nessas eleições!

A amiga, surpresa, considerou:

Que é isso, mulher, o voto é obrigatório!

Eu sei — respondeu a senhora—. Acontece que eu fui até o Iranduba e minha bolsa com todos os meus documentos, inclusive meu título, caiu dentro do rio.

A amiga, sorrindo, vaticinou:

É… Deve ser um aviso. Um aviso que teu candidato já afundou.

VIVA A LIBERDADE

O homem parou o carro, saiu, e, quando ia fechar a porta do veículo, outro homem se aproximou e opinou:

Você que é um homem livre. Como invejo você. Como gostaria de colocar este adesivo no meu carro.

O homem, sorrindo amigável, perguntou:

E porque não adesiva?

Não posso — respondeu o outro homem, para completar —. Se eu colocar o adesivo deste candidato, na mesma hora eu sofro as conseqüências.

O homem colocou a mão esquerda sobre o ombro direito do outro homem, e com convicção, sentenciou:

Na democracia nenhuma conseqüência é mais forte que a conseqüência da liberdade.

O VOTO INFANTIL

O garotinho entrou em casa correndo, alegre com um santinho de um candidato na mão, dizendo para mãe:

Mãe, vota nesse aqui!

A mãe, surpresa, perguntou:

Por que tu queres que eu vote nesse candidato?

E o menino respondeu:

Porque ele disse que se ganhar todo dia vai ser dia de Natal para as crianças.

Ao qual a mãe contestou:

Nem morta eu voto nele! Se todo dia vai ser dia de Natal, qual é o dia que vai sobrar para tu ires para a aula?

O garotinho, franzindo o rosto, respondeu:

É por isso que eu quero que ele ganhe, mãe.

MAROCAGEM ELEITORAL

Qualquer semelhança de tipos vivos com as marocas não é mera coincidência

As marocas e os marocos estão encontrando grande concorrência em muitos candidatos que se apresentam no horário eleitoral gratuito. Estão inflacionando o mercado publicitário eleitoral os ditos destes candidatos. É uma verdadeira exuberância de verves. Mas não é para isso que serve a verve? Para proporcionar rasgos de gargalhadas? Amigas marocas e amigos marocos, aproveitem, curtam e mandem para nós suas observações, que publicamos neste bloguinho intempestivamente democrático. Maroquemos, ora pois!

FAZ O QUE DIGO E NÃO FAZ O QUE FAÇO

Duas amigas, passando em frente ao TRE, comentam.

Eu estou adorando o trabalho pedagógico da Justiça Eleitoral esclarecendo o eleitor para não votar em corrupto. E tu, como professora, tá gostando?

Não!

Não?!

Não, e explico. Como ela quer que o eleitor acredite em sua campanha do voto consciente, se lá em Minas Gerais a Justiça Eleitoral permitiu que um cara com mais de 50 processos se candidate? A não ser que seja o “faz o que digo e não faz o que faço”.

NASCI NO LUGAR ERRADO

Dentro do ônibus lotadíssimo, com temperatura chaleira, duas estudantes conversam.

Eu nasci no lugar errado. Eu era para ter nascido na Europa.

Tu tá doida? Se tu tivesse nascido na Europa, tu eras outra pessoa, não eras amazonense e não estava agora aqui. E o pior: não ia votar no candidato que tu politicamente confias.

É verdade, fui mal. Quem sabe ele poderia perder por falta do meu voto.

SAINDO PARA A BLITZ

Tu já viste no horário eleitoral um candidato que sua propaganda lhe mostra saindo de casa vestindo um colete à prova de balas para ir às ruas conquistar votos?

Não acredito!? Verdade?

Verdade, colega. O cara sai parece que vai enfrentar bandidos.

Talvez ele acredite que conseguir votos é uma verdadeira guerra de gangues.

Então ele está no acontecimento social errado. Na democracia, eleitor não é um bandido para os candidato se protegerem contra ele. Ou o voto contrário é uma bala?

Mas não tinha um candidato que dizia: “Teu voto é uma bomba!”

MIGRAÇÃO CERTA

Duas adolescentes conversam no pátio da escola:

Quando deixei minha terra com minha família, chorei muito, muito sofrimento, deixar um passado de criança para trás, foi doloroso. E o pior que meu pai e minha mãe não concordavam para que estado ir. Até que mamãe convenceu papai pra vir pra cá.

E tu gostas daqui de Manaus?

Ainda não de toda. Mas tem um ato que vou cometer que acho que vou passar a gostar pra valer.

Qual é?

É poder votar pela primeira vez em um candidato escolhido por mim, muito diferente dos pilantras que meu pai votava lá na nossa terra.

QUATRO ANOS NÃO É REFRESCO

Duas vizinhas na feira conversam sobre eleição:

Tu já escolheste teu candidato para prefeito?

Tô nem aí! Vou votar em qualquer um.

Tu tá doida, mulher. Vai que votes em trambiqueiro, enganador, corrupto. Vão ser quatro anos de sofrimento.

E o que é que eu tenho que ver com esse sofrimento?

Tu gostarias de voltar a viver os três anos com aquele teu marido que fez da tua vida um inferno?

Deus que me livre, vizinha! Esse sofrimento eu não quero nem para minha pior inimiga.

Pois é. Eleição é como escolher um companheiro. Se a gente escolhe bem, é feliz; se escolhe errado, é o verdadeiro inferno.

QUE ARTISTA QUE NADA

Tu já viu que tem um monte de candidatos com nome de artista, até apresentador de televisão?

É mesmo, é? Será que eles tão se candidatando porque vida de político é melhor que a de artista, e dá mais fama e dinheiro?

MAROCAGEM ELEITORAL

Qualquer semelhança de tipos vivos com as marocas não é mera coincidência

A democracia é um jogo. Não um jogo com leis pré-estabelecidas que privilegiam os produtores das regras e seus executadores. A democracia é um jogo porque está em contínua criação de novos saberes e dizeres como movimento político/Ético/estético fundamentais à sociedade dos amigos.

O filósofo Schiler dizia que “homem só é plenamente homem quando joga”. O filósofo Sartre apanhou seu dizer e completou: “Quando ele é princípio e não conseqüência”. Daí que, como jogo, a democracia é sempre princípio e não conseqüência. Tudo que os tiranos, com suas leis e seus juízes, não pretendem. E é tudo o que a marocagem pretende com seus diálogos virtuais ou reais: contribuir para construção de uma democracia que joga. Entre nesse, jogo mande suas marocagens.

O JOGO DE ÚNICO RESULTADO

Cleuda, tu sabe qual o único jogo que o mesmo time é sempre vitorioso?

Não.

O jogo da democracia.

É mesmo, é? E se outro time sair vitorioso?

Aí já não é mais jogo democrático. É tirania.

MANAUS FORA DE MANAUS

Tu já escolheu em quem tu vai votar para prefeito?

Vou votar no candidato que fizer lugares tão maravilhosos que quando eu entrar eu sinta que não estou em Manaus.

Ah, já vi que pela primeira vez vamos votar em candidato diferente. Eu adoro Manaus.

A MULHER MAIS BONITA

O que aconteceu contigo, tá tão alegre, parece a pessoa mais importante do mundo?

E não é pra menos, Valval. E não é que hoje vinte e dois homens me chamaram de linda princesa.

Verdade? E eles eram príncipes?

Não, menina! Eram candidatos.

TÁ LEMBRADO DE MIM?

O candidato chegou no bairro, caminhou sorridente, abraçou um, dois três, quatro, quando chegou no quinto, o quinto perguntou:

Doutor, tá lembrado de mim?

O candidato, acreditando ser um eleitor, não vacilou, tentando cascatear:

O senhor é aquele meu fiel eleitor, que em todas eleições…

O quinto, cortando, afirmou convicto:

Não, doutor, eu não sou aquele fiel eleitor. Eu sou aquele eleitor que o senhor com seus capangas, na eleição passada, entrou na minha casa, pegou os números dos títulos de toda minha família e disse que se a gente não votasse no senhor, a gente ia ver o cão. O senhor ia armar uma para nós — o doutor, no meio do povo, sorriu amarelo, que não passava um milhão de rolos de arame farpados e quatrocentas manadas de porcos espinhos—. Pois é. Eu não votei no senhor, e ninguém da minha família. E se o senhor gosta de sua democracia, é melhor o senhor sair agora daqui, se não quem vai armar uma pru senhor somos nós.

AS PROMESSAS E O CÉU

É verdade que, quanto mais promessa, maior é certeza de se ir para o céu?

Claro que é verdade! Tu é ateu, é?

Não. Mas como é que todo tempo de eleição estes caras fazem tantas promessas e continuam aqui na terra?

O FUTURO SEM PRESENTE

O candidato entre o povo.

Meu programa é fazer com que o jovem tenha um futuro garantido.

Jovem:

Doutor, o que nós queremos é garantir o presente. O futuro nós construímos.

A PESQUISA E A TORCIDA

Que cara é esta, meu? Parece até que teu candidato já perdeu.

E não é pra ficar com essa cara? Viu o resultado daquela pesquisa? Já perdemos.

Deixa de ser otário! Pesquisa é como torcida: não ganha jogo. Se torcida ganhasse jogo, teu time tava no primeiro lugar no Brasileirão.

É verdade. Pesquisa é como torcida antes do jogo: se enche de ilusão.

MAROCAGEM ELEITORAL

Qualquer semelhança de tipos vivos com as marocas não é mera coincidência

Voto, para que te quero? Para construir democracia!

Uma eleição se constrói democraticamente com observação, análise e opinião. Essa a posição marxista das marocas e marocos de Manaus para estas eleições. Convictas de que também é possível dialetizar o mau em Manaus, elas vão à luta nas praças, feiras, igrejas, bares, paradas de ônibus, lares, terreiros, searas, hospitais, escolas, motéis, ruas, becos, vilas, estâncias, em todos os arraiais que o mau candidato se apresenta como um santo promessero. Erradicar o mau candidato, inimigo da democracia, é sua magna missão política.

ESPERANDO A TV

Em quem tu vai votar?

Não sei. Tô esperando começar o programa na TV.

Então, teu candidato vai ser um artista, é?

O CANDIDATO MAIS LINDO

Qual a qualidade de um candidato para prefeito que te faz votar nele?

Que ele seja lindo!

Vixi! Então tu não vai votar!

PAPAI-NOEL, NÃO PODE?

Com essa onda de ‘pidiofilia’, o cara que fala esse nome pode ser processado.

E o que é esse tal…

— ‘Pidiofilia’.

É, isso.

Dizem que é adulto que gosta de criança.

Arre égua! Então o Papai Noel não poderia ser candidato!

A CONTRA ESCOLHA

Se um candidato que já foi eleito, mas que não realizou suas promessas, chegasse contigo pedindo teu voto e jurando de pés juntos que desta vez iria cumprir todas suas promessas, tu votarias nele?

Não!

Por que tu já sabias que ele não iria cumprir novamente as promessas?

Nada disso. É que quando ele tinha os pés soltos ele não cumpriu, imagina ele de pés juntos.

UM CANDIDATO HONESTO

Eu sou um humilde candidato. Sou pobre, por isso não vou prometer nada, porque, como pobre, não posso cumprir. Só depois de eleito é que poderei cumprir. Assim, honestamente, peço seu voto, minha senhora.

E,eu, uma humilde pobre, honestamente, prometo não votar no senhor.

LEMBRANÇAS, NADA MAIS

Vizinha, cantando, estendendo roupas:

— “…eu era feliz e não sabia. Que saudade…”

Outra vizinha, sorrindo, pergunta:

Com saudade da professorinha, hein? Me diz uma coisa: se o tempo voltasse e a tua professora se candidatasse, tu votavas nela?

Nem morta! Ela era uma peste! É a pior parte da minha infância!


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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