Archive for the 'Marketing' Category

DILMA VEZ INSTITUTO IBOPE/DATAFOLHA CONFIRMA A DERROTA DA DIREITA

Dilma Rousself, ministra da Casa Civil, da Presidência da República, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, não era conhecida do povo brasileiro e concorre numa eleição para presidenta do Brasil com José Serra, que já é conhecido nacionalmente por ter desempenhado várias funções públicas, tais como: Secretário de Planejamento em São Paulo, Ministro da Saúde no governo FHC, prefeito e governador de São Paulo.

Afirmamos isso porque a pesquisa que o IBOPE acabou de divulgar hoje, dia 05 de junho de 2010, encomendada pelo grupo Globo e Jornal o Estado de São Paulo, depois de ouvir 2.002 pessoas em 141 cidades brasileiras, aponta a candidata do presidente Lula e da maioria do povo Brasileiro, Dilma Rousseff, com 37% de preferência, contra 37% do candidato dos obscuros PSDB/DEM, José Serra, e Marina Silva com 9%.

Nosso leitor intempestivo poderá perguntar: “Como a candidata é a preferida se está 37% = 37%?”

Respondemos. No mês de fevereiro, quando o IBOPE divulgou a primeira pesquisa, o candidato da direita, José Serra, aparecia com 41% de preferência e Dilma Rousself levantava voo com 28%. Uma diferença de 13%. No mês de março, o candidato do Sérgio Guerra, do Tasso Jereissati, do Artur Neto, caía para 38% e a candidata do Eduardo Suplicy, do Tarso Genro, do Aluisio Mercadante, subia para 33%. A diferença caia para 5%. No mês de Abril, José Serra voltava aos 40% e Dilma ficava nos 32%. Havia nesse momento uma diferença de 8%. A candidata Marina no período teve entre 10%, 8% e 9%. Isso tudo, segundo o Ibope.

Levando em conta a margem de erro de dois para cima ou para baixo, mesmo não estando na Grécia para consultar o Oráculo de Delfos nem passando por Alexandria para ser focado por seu farol, dá para perceber que a candidata do presidente Lula e do povo brasileiro é a preferida e está disparando na preferência do eleitorado. Esses dados aparecem tanto nas pesquisas nacionais feitas por todos os institutos, como nas que focalizam apenas estados ou cidades, como Minas Gerais e Rio de Janeiro, onde a candidata aparece em primeiro lugar.

Esta pesquisa do IBOPE é a primeira depois das inserções dos programas do PT e do DEM na TV e do aparecimento em vários programas de rádios e de televisão de José Serra, que esteve no SBT, na Bandeirantes, na Globo, durante todos esses anos e ultimamente foi visitar Padim Padre Cícero no interior do Ceará.

Portanto, leitor intempestivo, não é por falta de conhecimento que o candidato da direita está perdendo. Para isso, somam-se vários fatores políticos, econômicos e de governo que o povo já sabe na prática.

GLOBO E SERRA, TUDO A VER

Para os gregos, há na opinião pública um respeito, “o sentimento de respeito humano (aidós)”, como controle justo de si próprio (díké), nascida nos entrelaçamentos dos corpos sociais, identidade do pensamento (homonoia), e identidade do discurso (homologia), que constituem a democracia. Ou a política dos iguais. Nisso, opinião pública é a ética do respeito social entre todos. Modo de ser da pluralidade (pletos).

Para o filósofo Jean Baudrillard, a opinião pública é o modo social do povo se colocar indiferente às seduções do marketing, da publicidade. O povo que não responde às consultas da publicidade, que o quer como sujeito-sujeitado aos propósitos dos inquiridores. Nisso, toda consulta visando um fim particular morre na distância que o povo se encontra desse fim. Há no povo uma subjetividade própria processada por ele mesmo, que é seu “sentimento de respeito humano”, sua inteligência social. O que faz com que ele seja autor responsável por suas escolhas.

Alienada desse entendimento, mas impulsionada pela dor megalomaníaca – posto que é um vazio -, a direita fez sua entrada reacionária na campanha eleitoral do mesmo modo que há décadas vem fazendo. Usando os meios mais sórdidos que se possa imaginar em uma eleição que se quer democrática. Tudo na fantasia de que pode formar opinião pública. Fantasia/delirante de quem exacerbou em si o real.

Tentando impulsionar a candidatura de Serra para a Presidência da República, a tele-sequelada TV Globo colocou no ar, com a cumplicidade de seus chamados artistas, um jingle de comemoração dos seus 45 anos de existência, fazendo clara referência a dois signos que se encontram na campanha de Serra. Um visual, o número 45, que é o número do Serra (número de inscrição do PSDB), e outro intelectivo, “A Globo pode mais”, alusão/imitativa do “O Brasil pode mais”, usado por Serra. Tudo da maneira mais despudorada. Às claras, como claro desabono às leis eleitorais.

O escancarado ato da TV Globo talvez venha a ser a última tentativa de acreditar que pode criar opinião pública contrariando (?) a ideia democrática grega e a filosofia de Baudrillard. Talvez a última porque ela já sentiu por duas vezes o amargor da frustração de conseguir seu intento. As duas eleições de Lula – sem falar em Brizola. Duas frustrações que lhe deixaram combalida. Assim, essa investida da TV Globo em Serra pode encerrar sua megalomania, que ela sabe ameaçada em virtude do avanço de outras empresas de comunicação no Brasil, que vão aos poucos fragmentando o seu nostálgico monopólio, e a inabalável lucidez da opinião pública.

Daí que TV Globo e Serra têm tudo a ver. A TV Globo, pelos motivos por demais óbvios nos meios de comunicação, e Serra, por motivos por demais óbvios nos meios democráticos. Serra sabe que entrou em uma eleição perdida. Não há como produzir outra opinião pública, contrária a esta que hoje domina o Brasil. “Sentimento humano”, processado durante estes quase oito anos de governo Lula. Uma opinião pública resultante das experiências que geraram outras formas de ver, ouvir, sentir e pensar no povo. Essa opinião pública está acima de todas as formas de marketing eleitorais, sejam os usados pela Folha de São Paulo, Datafolha, Ibope, Globo, Veja, Época, IstoÉ, Estadão e outros inúteis em suas intenções.

Assim, Globo e Serra têm tudo a ver com “o pode mais” imaginar sem poder realizar.

PROSAMIM: DO MARKETING À INTERDIÇÀO SOCIAL

A moral de classe é um sistema de valores e enunciações hierarquizantes que tem por objetivo estabelecer uma ordem classificatória e segregatória dentro de uma sociedade.

Entende-se daí que esta moral é um mecanismo incorporal de capturação de linhas de produção, que atinge todo aquele que ainda não conseguiu realizar um exame racional da sua condição no mundo. Assim, a classe média incorpora no seu trato social os valores e enunciados das alcunhadas elites, sem no entanto compreender que é justamente este sistema de valores que lhe segrega e estabelece a fronteira divisória da moral do rebanho. A morte do Desejo como produção autônoma, a diminuição da potência de agir e a capturação pelo buraco negro do Significante Despótico.

Claro que um governo que esteja a serviço desta ordem moralizante e que prefira construir armadilhas para seu povo a permitir que as linhas produtivas de comunalidades irrompam livremente irá trabalhar no fortalecimento da segregação pela signagem da moral de classe.

Assim, um povo educado é um povo bem adequado aos ditames do modo de produção do capital. Como é o caso do governo do Amazonas. Evidência profética, diriam alguns, a exibição do déjà vu, diriam os mais atentos, quando anos atrás, o então governador e agora prefeito sub judice, Amazonino Mendes, dava tapinhas à cabeça do então candidato e hoje governador, Eduardo Braga, exclamando “esse é o meu garoto!”. Toda “boa educação” é efeito da subalternidade. Por isso, como afirmam os filósofos Michel Foucault e Antonio Negri, cada um a seu modo, o Estado teme a Multidão. Nela, não há elementos de controle, os signos da dominação moral não encontram território para estabelecerem a troca simbólica.

Como governante bem educado, Braga, bom cristão que é, sabe que “a boa educação começa em casa”. Significa dizer que a família, como elemento propagador da ordem moralizante, cumpriu seu papel de sufocar a maior parte das manifestações de Vida e da potência de agir de seus membros. A neurose familiar, como bem mostrou o antipsiquiatra David Cooper, quando mostra que, nas famílias bem ajustadas, não é a “ovelha negra” mas sim o filho exemplar, o que mais exibe os sintomas da interdição.

PROSAMIM: DO MARKETING À INTERDIÇÃO SOCIAL

Como já mostrado neste bloguinho, o Prosamim carrega menos elementos de transformação social efetiva num plano constitutivo de uma cidade que de ação marketística de ordenamento hierárquico tocado a golpes de fórceps. Já ficou claro que num plano cosmético – a cosmética da assepssia social – o programa é um sucesso, quando o quesito é mover num plano físico os problemas sociais fermentados sob décadas de miserabilidade sustentadas pelos governos.

Quando os agentes governamentais tentam cobrir a ferida social aberta com o programa, que apenas transporta a violência e a ausência de perspectivas de desenvolvimento econômico para as famílias, num estado onde a economia é apêndice, fica claro a predominância da imagem do pensamento do Estado.

Daí os agentes do Prosamim tomarem os efeitos pelas causas, e proporem cursos de boas maneiras (a chamada “etiqueta”) para os moradores transferidos. São temas anódinos e expressivos da incapacidade do Estado em atender as reais demandas sociais de uma cidade que não se fez cidade. Evidência da incapacidade dos governos que passaram e os atuais em ver que que “os pobres se esquivam pelas barreiras e cavam túneis que enfraquecem as muralhas” (Toni Negri).

Uma ilustração é o próprio Prosamim: na área onde tudo foi ‘reurbanizado’, e que passa por baixo da ponte Benjamin Constant, a ponte metálica, enquanto toda a estrutura para um parque fica à míngua, e vários quiosques de comércio apodrecem à espera de que algum apadrinhado das secretarias estaduais/municipais tomem conta, do outro lado, na Av. São João, na Santa Luzia, os moradores do Parque Residencial Jefferson Péres transformaram o calçadão em mini-shopping, com venda de bebidas, roupas, bares e até uma danceteria.

Longe da submissão aos ditames da moral de classe e do controle social dos governos, a população mostra que não precisa que lhe mostrem o que é bom. Basta que abram o caminho e ela mesma o faz.

ARTIMANHAS DA DIREITA QUE TENTA SE PASSAR POR ESQUERDA

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), como efetivo membro da direita, não se furta a cometer atos em sua gestão típicos das práticas administrativas e ditas políticas que caracterizam a direita, enquanto força que defende interesses particulares em detrimento do coletivo. Atribuiu os estragos da inundação que assolou a capital paulista a “um problema na natureza”, e alegou como única saída possível para evitar calamidades semelhantes o poder da oração.

Serra, que se diz o mais preparado para governar o país, e efetivamente já é, para a mídia domesticada, como Folha, Estadão e Globo, o presidente do Brasil pós-2010, não titubeia em argumentar com o aparato midiático a seu favor, e usa uma argumentação típica da direita epistemologicamente reduzida.

Uma cidade é efeito do trabalho de seus habitantes. É concatenação, inteligência coletiva e efetivação desejante do trabalho produzindo modos de existência. Nada que passe sequer pelo conceito antropológico de natureza, o que dirá que atravesse seus fluxos e intensidades. História e Natureza não se relacionam desta maneira, já dizia o sociólogo. Assim, não se trata de outra coisa que não um truque de linguagem, quando governantes afirmam que a natureza ou algum deus é responsável pelas tragédias humanas, demasiado humanas. Trata-se de um recurso semântico que busca capturar o ouvido capturado pela semiótica da interdição e envolvê-la pela má-fé. Serra não sabe, mas prega para os convertidos. Entre aqueles que sabem que “a César o que é de César, a Deus o que é de Deus”, o argumento pseudo-naturalizante não adesiva.

Igualmente, no governo do Amazonas e sua campanha de tristes afetos, “Orgulho de Ser Amazonense”, ocorre um equívoco semelhante.

É que o secretário de produção rural, Eron Bezerra, filiado ao PCdoB, outrora crítico dos programas governamentais que prometiam “milagres desenvolvimentistas”, como Terceiro Ciclo, Nova Veneza e iguais, já há algum tempo caminha pelas fileiras do governo Braga, defendendo a mesa farta da burguesia em detrimento do trabalho efetivando o mundo e o desejo efetivando o trabalho.

Eron é secretário da Sepror, secretaria de produção rural, que através do IDAM – Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas, promove o fantasioso programa “Zona Franca Verde”. Dentre outros atos, o comunista Eron já demonstrou desconhecer o conceito de Cultura – caro a qualquer socialismo que se queira engajado, quue dirá ao comunismo -, já aderiu ao “jeito Braga de governar”, e recentemente realizou doação de rabetas pelos interiores economicamente atrofiados, bem ao estilo que seu até então adversário político e governador, Amazonino Mendes, fazia. Naquele tempo, sob pesadas críticas do casal comunista.

Eron, enquanto expressão do governo Braga, exalta pelo marketing aquilo que não existe. Enquanto propagandeia o Zona Franca Verde como a salvação da lavoura, Manaus convive com a inflação da cheia – Tiquinho e Seu Pixa que o digam -, com a ausência de produção de insumos básicos para a alimentação e a produção agrícola, e com a dependência de outros estados. Se você, leitor intempestivo, está comendo um belo jaraqui com molho vinagrete, arroz e farinha, saiba que nem mesmo o jaraqui é daqui. Com todos os componentes desse prato típico da culinária manoniquim vindos de fora – o cheiro-verde é cearense, o arroz, a farinha, vêm de outros estados da região Norte, tomate e cebola vêm de fora – ou encarecidamente atravessado da insuficiente agricultura local, onde o tomate chega mais caro que aquele vindo do sul, não adianta falar em prato amazônico. A “globalização” aqui revela o engôdo.

Como comunista, Eron desconhece que a condição social é resultado do trabalho coletivo, e que, sem um trabalho que efetive um mundo justo, resta como efeito a pobreza, a violência, a discriminação. E nenhum governo de marketing pode modificar esta realidade.

Daí, tanto para o governo Braga quanto para o comunismo do casal Eron/Vanessa, a palavra orgulho se encaixa perfeitamente: acham-se mais e maiores que aquilo que realmente são. Um equívoco epistemológico nocivo à democracia.

Mas o povo, que não come marketing e não vive do orgulho, sabe de onde vem o peixe, a farinha, a banana… E diz: “a minha miséria não foi Deus quem quis / Muito menos eu”.

DEPUTADA VANESSA, 20 ANOS DEFENDENDO O AMAZONAS. DE QUÊ?

A deputada federal Vanessa, do PC do B do Amazonas, estampa em outdoor: “20 anos Defendendo o Amazonas”.

Enunciação que nos leva a outro questionamento: defendendo o Amazonas de quê?

Considerando que uma cidade enquanto corpo político só pode ser ameaçada pelos encontros que diminuem a potência de agir, e que a democracia, enquanto potência ativa não carrega elementos de ameaça que justifique nenhum tipo de defesa, Vanessa não poderia afirmar estar defendendo a democracia ou quaisquer de suas linhas. Houvesse democracia de fato, não haveria necessidade de quem a defendesse.

Em uma cidade onde a democracia não prevalece, os governantes, tiranizados, ocupam-se de preparar armadilhas para o povo, tentando impedir o movimento intensivo de suas potências. Tampouco aí Vanessa poderia afirmar defender a cidade, já que nas composições de afetos tristes que a política profissional amazonense (mas não só ela) realiza, o partido de Vanessa, ela própria e o seu esposo, o comunista Eronildo Bezerra, fazem parte do governo midiático de Eduardo Braga. Adversários durante muito tempo daquilo que chamavam “escola política” ligada a Amazonino, Mestrinho, Braga, Alfredo, atualmente o casal Vanessa/Eron tem participado das armadilhas antidemocráticas empreendidas por estes mesmos governos que antes julgavam combater. Vanessa sequer foi a primeira a evocar o viés “marketing de guerra” em suas enunciações. Até Arthur ‘5,5%’ Neto, representante da direita tradicional, já usou num outdoor a defesa do Amazonas como mote. Sinal de que a esquerda do PC do B anda tocando cognitivamente na direita do PSDB.

Daí o vazio da enunciação propagandística. As ameaças que podem impedir uma cidade como Manaus de se tornar efetivamente cidade, no plano da comunalidade, vêm dos mesmos que sobrevivem profissionalmente de sua “defesa”.

EI, ROSA!, CASSAÇÃO DUPLICADA DE IRAILTON SENA E O DUPLICADO TABOSA

O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), tão suspeito nos julgamentos envolvendo o prefeito cassado Amazonino Mendes, dessa vez confirmou posição democrática ao confirmar a cassação dupla do ex-vereador Irailton Sena (PT do B) e do vereador Jander Tabosa (PV).

Ambos já haviam sido cassados pelo Pleno do TRE-AM. O solidaríssimo (em tempos de eleição!) Irailton Sena havia sido cassado no dia 13 de abril deste ano devido ao fato de na véspera das eleições do ano passado terem sido encontradas no seu “centro social” provas de compra de votos, como declarações e cadastros de beneficiários com registro de título de eleitor, zona e seção. Tudo constante da tradição eleitoral fraudulenta amazoniquim/manoniquim.

Jander Tabosa fora cassado pela incrível técnica de falseação marketológica que se utilizou do ilusionismo para realizar a desaparição de sua imagem pela superposição de seu pai, Ronaldo Tabosa, apresentador de programa miserabilista/policialesco e dono de clínicas de saúde, que leva muitos eleitores a pensá-lo médico. Ficha suja, devido à impossibilidade de candidatar-se, Ronaldo Tabosa colocou o filho Jander Tabosa com o mesmo número que seria o seu. Também no modelo de urna eletrônica constante nos santinhos aparecia apenas o número, sem viv’alma da foto do candidato. E ainda nos comícios, era a imagem e a voz do pai que predominavam nos discursos. Mas, como realizar a desaparição de uma imagem é promover uma imagem desrealizada, e realizar a superposição de uma imagem é promover uma imagem hiperrealizada. – nenhuma das duas reais, como consoante a uma eleição democrática -, nem o Tabosa que não teve uma candidatura real nem o Tabosa que a teve hiperreal, uma vez que não era candidato, poderão assumir, segundo confirmação do TRE-AM.

Ambos, Irailton e Tabosa, recorrerão ainda ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Irailton, que já foi substituído anteriormente, por isso ex-vereador, terá a chance de prestar solidariedade no seu “centro social” sem pedir título de eleitor. E Tabosa aguardará na Câmara Municipal de Manaus (CMM Empresarial), mas não levará os badulaques que sua mãe lhe deu de volta ao gabinete.

Enquanto isso, a gente só no aguardo da cassação triplicada do TSE, não é Rosa?!

AS IMPREVISÕES DO TEMPO NOS GOVERNOS CATASTRÓFICOS

As alagações nos diversos estados brasileiros, sobretudo no Amazonas, demonstram a possibilidade de dois crimes impetrados, ano a ano, pelos (des)governos à população: incapacidade de perceber a emergência de fenômenos naturais que afetarão a população e/ou descaso em relação à população, que a faz padecer.

Os fenômenos são naturais, e cheia no Amazonas ocorre todos os anos, como já dissemos aqui nesse bloguinho há dois anos passados, e que também foi observado recentemente pelo deputado federal Francisco Praciano, ao dizer que “cheia na Amazônia não pode ser surpresa”. Por isso, quando vemos nas imagens apresentadas na televisão a situação desesperadora, principalmente dos pequenos agricultores e pecuaristas, sabemos que tais situações podiam ser muito bem evitadas. E por que não o são? Justamente por que a intensificação dos fenômenos naturais é antinatural, como disse a senadora Marina Silva e as ações que poderiam diminuir seus impactos na população são retardados pelos governos vitimais.

DO PADECIMENTO AO COMPADECIMENTO

Na sequencia ao padecimento da população vem logo o compadecimento do governador. As imagens da semana passada demonstraram bem esses governos que fortalecem suas imagens justamente com a população que eles, criminalmente, humilhantemente, violentam e vitimam. A primeira foi do vice-governador Omar “vinde a mim” Aziz distribuindo os cartões do SOS Enchente. A segunda foi do governador Eduardo “guerreiro de sempre” Braga resgatando lixo no igarapé do São Raimundo.

Essa estratégia de marketing, típica dos políticos demagogos, foi muito empregada no passado pelo prefeito cassado Amazonino. Agora que este tenta o truque de fazer desaparecer a si mesmo, como um de seus pupilos, Braga não poderia deixar de fazer uso da estratégia. A imagem emplaca bem com o sentimento cristão e os valores ocidentais de piedade e solidariedade. Uma estratégia tão antiquada e retrógrada que ficaria bem numa cena de romance naturalista do final do século XIX.

A EMERGÊNCIA DO ESTADO DE EMERGÊNCIA

Para garantir os custos da estratégia, os governos, emergentemente, decretam estado de emergência, enviando pedido de verbas para o governo federal, como fez recentemente Amazonino cassado. O que levou o vereador José Ricardo a pedir o acompanhamento e fiscalização desses recursos públicos: “Precisamos saber quanto será gasto com essa ajuda e para quem chegarão esses recursos”. Ele lembrou que foram disponibilizados R$ 9 milhões no estado de emergência lançado no início do ano para as obras de tapa-buracos e que só foram “concluídas somente 18% das obras previstas para serem concluídas em 120 dias”.

E assim, enquanto os fenômenos naturais vão sendo colocados como catástrofe, os políticos vitimais-demagogos vão lucrando com a barganha de recursos públicos e com a imagem salvadora, quando poderiam há muito tempo ter realocado pessoas, distribuído auxílio antes de plantas, animais e pessoas morrerem ou ficarem tão fragilizadas em situação vitimal.

A proporção da enchente pode até ser maior do que a de outros anos, mas mesmo isso já fora previsto até nas previsões de tempo televisivas. O que esses políticos não sabem é que essa imagem já é clichê antigo e se percebe nelas algo como um falso hálibe de criminoso tentando se passar por vítima e herói ao mesmo tempo. Mas desses a população já sabe que não há nada que se possa dizer natural, tudo falseações degeneradas, fraude, simulações.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

_________________________________

BLOG PÚBLICO

Propaganda Gratuita

Você que quer comprar entre outros produtos terçado, prego, enxada, faca, sandália, correia, pé de cabra ou bola de caititu vá na CASA UYRAPURU, onde os preços são um chuchu. Rua Barão de São Domingos, nº30, Centro, Tel 3658-6169

Pão Quente e Outras Guloseimas no caminho do Tancredo.
PANIFICADORA SERPAN (Rua José Romão, 139 - Tancredo Neves - Fone: 92-8159-5830)

Fique Frio! Sabor e Refrescância!
DEGUST GULA (Avenida Bispo Pedro Massa, Cidade Nova, núcleo 5, na Rua ao lado do DB CIdade Nova.Todos os dias).

O Almoço em Família.
BAR DA NAZA OU CASA DA VAL (Comendador Clementino, próximo à Japurá, de Segunda a Sábado).

Num Passo de Mágica: transforme seu sapato velho em um lindo sapato novo!
SAPATEIRO CÂNDIDO (Calçada da Comendador Clementino, próximo ao Grupo Escolar Ribeiro da Cunha).

A Confluência das Torcidas!
CHURRASQUINHO DO LUÍS TUCUNARÉ (Japurá, entre a Silva Ramos e a Comendador Clementino).

Só o Peixe Sabe se é Novo e do Rio que Saiu. Confira esta voz na...
BARRACA DO LEGUELÉ (na Feira móvel da Prefeitura)

Preocupado com o desempenho, a memória e a inteligência? Tu és? Toma o guaraná que não é lenda. O natural de Maués!
LIGA PRA MADALENA!!! (0 XX 92 3542-1482)

Decepcionado com seus desenganos? Ponha fé nos seus planos! Fale com:
PAI GEOVANO DE OXAGUIÃ (Rua Belforroxo, S/N - Jorge Teixeira IV) (3682-5727 / 9154-5877).

Quem tem fé naõ é um qualquer! Consultas::
PAI JOEL DE OGUM (9155-3632 ou paijoeldeogum@yahoo.com.br).

Belém tá no teu plano? Então liga pro Germano!
GERMANO MAGHELA - TAXISTA - ÁGUIA RADIOTAXI - (91-8151-1464 ou 0800 280 1999).

E você que gostaria de divulgar aqui seu evento, comércio, terreiro, time de futebol, procurar namorado(a), receita de comida, telefone de contato, animal encontrado, convites diversos, marocagens, contacte: afinsophiaitin@yahoo.com.br

Outras Comunalidades

   

Categorias

Blog Stats

  • 3,958,438 hits

Páginas

maio 2017
D S T Q Q S S
« abr    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031