Archive for the 'Manaus' Category

MAIS DE 30 MIL MANIFESTANTES EM MANAUS SE POSTARAM CONTRA A DESFORMA DA PREVIDÊNCIA E CONTRA OS DIREITOS DOS TRABALHADORES

Depois de alguns meses sem manifestações contundentes como forma de movimento político libertário, em Manaus, ontem, dia 15, data da paralisação nacional dos trabalhadores contra as violências praticadas pelos golpistas comandados pelo golpista-mor, Temer, parte dos trabalhadores tomaram conta das ruas de Manaus exercendo seu dever de produzir a democracia.

Foram mais de 30 mil manifestantes mostrando que o desgoverno Temer não se mantém diante da potência-povo. A potência-povo sabe que nenhum corpo triste, como o dos tiranos, porque tem baixo grau de inteligência, sensibilidade e ética, pode se manter por muito tempo em um topos por ele assaltado. Não há como os tiranos se manterem ilesos diante da potência-povo.

Os manifestantes, sempre alegres, já que a festa só é festa democrática com alegria, sentiram a falta da participação de outros trabalhadores que em razão de suas realidade existenciais não se fizeram comparecer. Alguns deles, já conhecidos como pelegos, se mantiveram em suas condições deprimentes de falsos trabalhadores. Principalmente a categoria que deveria se mostrar engajada por ser a responsável pelos movimentos dos saberes e dizeres: os professores. É possível que essa categoria seja a mais alienadas do estado do Amazonas, principalmente da capital. É uma categoria que vota unida com o que há de mais reacionário no estado, que ajuda a manter esse tipo antidemocrata que vem atrasando o estado ha mais de 30 anos.

Porém, deixando de lado essa especie grotesca, o pelego, o que se pode festejar mesmo foi a nova produção de desejo de transmutação que os trabalhadores que compareceram na manifestação atualizaram como potência-povo.

Aqui publicamos algumas imagens produzida pelo fotógrafo-educador, bonequeiro e ator, Alcir Madureira da Associação Filosofia Itinerante (Afin).  

BANDINHA DO OUTRO LADO FAZ FESTA MOSTRANDO QUE É NETA SINGULAR-ORIGINAL DE DIONÍSIO

4360506631_cce515d11b_oEntre os vários vetores fluxos mutantes e quantas desterritorializantes da Associação Filosofia Itinerante (Afin) que agenciam há mais de 14 anos em Manaus produções-moventes como corpos de novas formas de existir, sentir, ver, ouvir e pensar, a Bandinha do Outro Lado é festa singular e original da potência dionisíaca.

p1090569 p1090574 p1090576 p1090577 p1090581 p1090584 p1090589 p1090590 p1090599 p1090600A Bandinha do Outro Lado se imbricou como corpo dionisíaco há nove anos na Rua Jaú do Bairro Novo Aleixo, zona Leste de Manaus. Uma das muitas regiões populacionais desassistidas pelos governos reacionários que se apossaram do estado do Amazonas e da capital Manaus. Na linguagem politicofastra (linguagem do falso político, o tagarela do Legislativo, Executivo e Judiciário, corpos alienados da democracia), é um curral eleitoral onde esses personagens exploradores da miséria do povo, que eles mesmos fomentam, conseguem suas eleições, reeleições constantes.

Desde sua inicial apresentação nas ruas do bairro que a Bandinha do Outro Lado se atualiza como real através das próprias criações das crianças. Suas fantasias são concebidas e elaboradas por elas. Certo que com o auxilio de alguns moradores. Como Dona Antônia, por exemplo.

p1090602 p1090604 p1090609 p1090622 p1090627 p1090640 p1090652Como a Afin é um corpo comunalidade e sua atuação é sempre um processual coletivo, não seria coerente a Bandinha do Outro Lado, como expressão do personagem que forneceu corpos para a emergência do Teatro Grego, a Filosofia e a Política, que os moradores ficassem fora da composição festeira de seus netos.

p1090653 p1090663 p1090665 p1090678Nesse carnaval, que apesar de Temer e seus cúmplices golpistas, a Bandinha do Outro Lado fez sua festa em outra zona abandonada pelos exploradores governantes: Bairro Nova Cidade, que de novo só tem o nome: segue a antiga violência administrativa de outras zonas que não têm seus direitos urbanos garantidos. Fica no extremo de Manaus. Agora, a Bandinha do Outro Lado se apresenta na última rua, número 72, do bairro no limiar da mata, fronteira com um cemitério indígena. Porém, a potência dionisíaca-contínua segue a movimentação intensiva da poieses.

p1090686 p1090690 p1090691 p1090697 p1090702 p1090723 p1090742 p1090749 p1090757 p1090761Aqui a letra desse ano do carnaval da Bandinha do Outro Lado. Carnaval que vibrou por todo Brasil em um uníssimo Fora Temer! Para o bem da Democracia!

     A Bandinha do Outro Lado está na Nova Cidade Ô, Ô,Ô

     Veio lá do Novo Aleixo com sua festa vontade Ô,Ô

     Para fazer o carnaval Dionísio da criança

     Por isso, ninguém vai ficar fora da dança.

     “Corre, corre lambretinha”,” se a canoa não virar”,

     “Eu vou pra Maracangalha” “abre alas que eu quero passar”

     “Viva o Zé Pereira, viva o carnaval,

      Viva o Zé Pereira que a ninguém faz mal”.

     Vejam algumas imagens dionisíacas.

  Vejam um breve vídeo. 

“TAGARELANDO EM NIETZSCHE”, NOVO LIVRO DO FILÓSOFO MARCOS JOSÉ

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Marcos José capturado pela semiótica-imobilizadora do mundo promovida pelo Estado paranoico-capitalista hegeliano, onde tantos os objetos e as ideias representam signos da lógica dos princípios de identidade e da não contradição, pode ser identificado como filósofo, teatrólogo, músico e teórico da psiquiatria materialista, membro da Associação Filosofia Itinerante (AFIN) e autor de textos do Blog da Afin, Afinsophia. Referenciais-identidades resultantes da seleção, classificação e hierarquização dos papeis sociais tão importante para o sistema paranoico de controle. Identidades que servem para a vaidade, prepotência, arrogância-narcísica e glamour da nulidade burguesa. Todas as formas espectrais de reconhecimentos degenerados.     

Todavia, como nada é, mas devém-intensidades, devires, movimentos, repousos, lentidões, velocidades, longitudes e latitudes, como já sabiam os sofistas e os estoicos, Marcos José não é filósofo, teatrólogo, músico, teórico da psiquiatria materialista, membro da Afin e escritor de textos do Afinsophia, mas evanescências contínuas que se territorializam, se desterritorializam e se reatoritorializam em profusão de desejos práxis e poieses. Jamais estado de coisas-imóveis, capturados, como pretende a semiótica dogmática-sobrecodificadora do Estado-paranoico-capitalista com seus agenciamentos coletivos de enunciações que controla o sujeito-sujeitado, como sacam os filósofos Deleuze e Guattari.

São por essas contínuas ultrapassagens, como deslocamentos-políticos, que Marcos José pode afirmar que o Tagarelando em Nietzsche não tem qualquer intenção filosófica em discursar sobre o filósofo Nietzsche em forma de defesa ou negação. E que não há qualquer arroubo filosófico-intelectual-literário nesse sentido. O que se faz no livro é apenas se permitir deslocamentos desterritoriais provocados pelos sopros do filósofo e psicólogo da vontade de potência e do eterno retorno. Se deixar conduzir como uma lança se distribuindo em territórios onde a vida foi obliterada pelo niilismo do humano, demasiado humano contra a própria vida.

E nisso não há melhor corpo-movente para interpretar e avaliar a condição reativa dos homens fracos, ressentidos, de má consciência e ideal ascético, que predominam compulsivamente ainda hoje como simulação de saber, moral e saúde em todos os seguimentos da sociedade contemporânea tida como moderna, do que os sopros provocados por Nietzsche como boa estranheza. A estranheza que é estranha por não servir ao tagarelar que se toma como epistemológico, lógico e ético, sem sê-los.

Saber onde se encontram e como reagem – já que não agem – esses sujeitos-sujeitados produzidos por um agenciamento coletivo de enunciação paranoicamente dominante que os tornou homens cativos, portadores-replicantes dos corpos necessários à imobilização da vida, é o que as enunciações emergidas no Tagarelando em Nietzsche ligam tenuamente a Nietzsche.

Desta forma, Tagarelando em Nietzsche se mostra como enunciação filosófica heterogênea, encadeando potências que interpretam e avaliam a negatividade da existência reativa da linha dura que bloqueia os fluxos e refluxos desejantes através de seus territórios bem modelizados, serializados e registrados com o único propósito  de impedir, pelo medo, que a felicidade seja a confirmação de que ela é vida.

O livro também encadeia conceitos que se deslocaram pelos sopros nietzscheanos, como são os casos dos devires-filosóficos de Deleuze, Guattari, Clèment Rosset, Baudrillard, além de enunciações dos filósofos Spinoza e Marx. Todos se movimentando como corpos dissipadores do tagarelar-tautológico que se encontram como marcadores de poder e de controle na família, escola, trabalho, meios de comunicação, entretenimento, esportes, etc.

O livro Tagarelando em Nietzsche, como flecha que se desloca, é impulsionado por dois aforismos. Um no prólogo do segundo volume do Humano, Demasiado Humano, de 1879 e 1880, “livro para espíritos livres”, onde Nietzsche diz: “Devemos falar apenas do que não podemos calar; e falar somente daquilo que superamos – todo o resto é tagarelice, “literatura”, falta de disciplina. Meus escritos falam apenas de minhas superações”.

O outro aforismo encontra-se no primeiro volume do Humano, Demasiado Humano de 1876, que trata do Homem do Espirito Livre e do Homem do Espírito Cativo, esse o que tagarela. 

Tagarelando em Nietzsche encontra-se infestado do que Deleuze afirma sobre a impotência da palavra em um sistema dominante. “E, verdadeiramente, não há poder das palavras, mas somente palavras a serviço do poder: a linguagem não é informação ou comunicação, mas prescrição, ordenança e comando”.

 Ficha filosófica-literária-editorial.

 Livro – Tagarelando em Nietzsche.

 Autor – Marcos José.

 Páginas – 180.

 Editora Garcia Edizioni.

  Preço – R$ 30.

  Para adquirir o livro fora de Manaus basta usar o e-mail afinsophiaitin.@yahoo.com.br 

MANIFESTAÇÃO EM MANAUS COM DESGOVERNO GOLPISTA DE TEMER MOSTRA O “MOVIMENTO REAL” DE MARX QUE NENHUMA FORÇA OPRESSIVA PODE PARAR

dsc03499O movimento real é a ultrapassagem dos estados de coisas impostos pelo capitalismo, nos afirma Marx. Para saber da operação do movimento real é preciso que a crítica se aproprie da matéria em pormenor, analise sua forma de desenvolvimento e encontre os seus elos internos. É só depois desse trabalho realizado que o movimento real pode ser exposto, desdobra Marx a dialética.

Foi o que o educador, filósofo e ator Miguel Oliveira, como membro da Associação Filosofia Itinerante (Afin), mostrou em seus discursos na manhã de hoje na Praça do Congresso sobre a realidade que nesse momento se mostra cruel no Brasil.

Nós, durante os últimos anos, nos afastamos da singularidade produtora do novo que resulta como produto do movimento real. Nós nos confinamos em nossas existências burguesas, molares, em formas de consumidores, funcionários carreiristas, corpos docilmente domesticados que permitiram os estados de coisas paranoicos proliferarem com sua taras se concretizando em forma de golpe contra a democracia.

O obscurecimento criativo do movimento real nos impediu de compreender que hoje existimos como sociedade fábrica em que o trabalho vivo determinado por Marx, encontra-se capturado pelo capitalismo para satisfazer suas compulsões de lucro máximo. Nossa negação de ser atuante como movimento real possibilitou a emergência cruel dos golpistas como representação jurídica. Midiática e parlamentar.

dsc03332 dsc03338 dsc03334 dsc03344 dsc03343 dsc03350 dsc03354 dsc03357 dsc03362 dsc03375 dsc03380Parafraseando ironicamente o filósofo alemão Heidegger, “o medonho já aconteceu”. Agora, temos que encadear desejos coletivos para que o movimento real se produza como cartografia criadora do novo. Nosso alheiamento ajudou as direitas rasgarem a Constituição de 1988, onde os direitos fundamentais do cidadão brasileiro  encontra-se garantidos, mas estão sendo usurpados. Educação, saúde, previdência, salário, todos os direitos se encontram na Constituição Federal que agora, por razão de nossa passividade, encontram-se ameaçados.

A nossa manifestação em Manaus contra as patologias sociais que os golpistas querem impor aos brasileiros, é o resultado de nossa indiferença que prevaleceu durante os últimos anos. Os governos populares de Lula e Dilma foram duramente atacados pelas forças reacionárias, nazifascistas e nós nos mantivemos em nossas indiferenças.

dsc03388 dsc03392 dsc03389 dsc03398 dsc03396 dsc03406 dsc03407 dsc03413 dsc03420 dsc03431 dsc03446 dsc03450Hoje, estamos nas ruas, praças, logradouros públicos procurando tecer a cartografia de desejos que possa ser movimentada como movimento real produtor do novo. Produção em duas linhas de práxis e poieses. Um para resgatar direitos já adquiridos materializados na Constituição de 88, como objetividade da realidade humana brasileira. Outra para ultrapassar esse estado de coisas, já que o homem, como diz o filósofo Nietzsche, é para ser ultrapassado.

dsc03505 dsc03513 dsc03473 dsc03518 dsc03488 dsc03482 dsc03479 dsc03492 dsc03495 dsc03459Vejam as fotos da manifestação criadas pelo fotógrafo-educador, ator e filósofo Alcir Madureira, membro da Afin.

“A FARSA DA VERDADE GOLPISTA” CONTINUA SUAS APRESENTAÇÕES PELO TEATRO MAQUÍNICO DA ASSOCIAÇÃO FILOSOFIA ITINERANTE (AFIN)

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Vejam as fotos e assistam os vídeos com os depoimentos de estudantes e professores.

O Grupo de Teatro Maquínico, da Associação Filosofia Itinerante (AFIN), continua apresentando a peça A Farsa a Verdade Golpista escrita com o claro objetivo democrático de discutir com o público as tramas antidemocráticas elaboradas e executadas pelas forças-usurpadoras representadas pela mídia degenerada, empresários orais, parte do poder judiciário, e grande parte dos membros do Congresso Nacional.

Sempre tendo como corpo pedagógico-político o método do teatrólogo alemão Bertolt Brecht, o Teatro Maquínico encena A Farsa da Verdade Golpista com quadros divididos por legendas-títulos escritas em placas que são apresentadas pelo próprio público, possibilitando, desta forma, sua participação na trama da peça.

img-20161006-wa0041 img-20161006-wa0034 img-20161006-wa0030 A Procura da Verdade, O Trabalho, A Escola, O Político, Nas Ruas, O Buraco, No Senado são os títulos-placas dos quadros que constituem a encenação e que são apresentados pelo público. O golpista Temer, a golpista Rede Globo, a professora preconceituosa e alienada que tem Moro como seu ídolo e a Rede Globo como sua consciência intelectiva e moral, os deputados federais do Amazonas que votaram em massa pelo golpe, os candidatos ao cargo de prefeito de Manaus todos golpistas, a condição de abandono de Manaus, o voto do senador golpista, são corpos antidemocráticos que A Farsa da Verdade Golpista encena diante do público, e que ele toma como tema para debate após o espetáculo.

img-20161006-wa0032 img-20161006-wa0021 img-20161006-wa0038 img-20161006-wa0029 img-20161006-wa0018 img-20161006-wa0042Sempre foi essa a pedagogia-política-teatral que o Teatro Maquínico se engajou como forma de discutir com o público os temas que são necessários serem discutidos para que se processem novas formas de percepções e concepções que mudem as perspectivas já determinadas como dominantes para outras perspectivas fluentes como práxis e criação da democracia como potência constituinte.

Desta vez a apresentação foi realizada na Escola Estadual Arthur Amorim, situada no Núcleo 15, do Bairro Cidade Nova, na Zona Norte de Manaus. Uma plateia formada por estudantes, professores, merendeiras, trabalhadores de serviços gerais, entre outros participantes, possibilitaram uma encenação alegre e contagiante como deve ser o teatro popular que não se submete aos humores reativos da burguesia afeita à dramaturgia-gastronômico. O teatro para embalar vaidades e brutalidades de uma classe insensível à estética revolucionária, limitada intelectualmente e eticamente degenerada.

img-20161006-wa0023 img-20161006-wa0039 img-20161006-wa0020 img-20161006-wa0033 img-20161006-wa0035 img-20161006-wa0036 img-20161006-wa0024 img-20161006-wa0022 img-20161006-wa0031 img-20161006-wa0028 img-20161006-wa0026 img-20161006-wa0025 img-20161006-wa0040img-20161006-wa0017img-20161006-wa0014img-20161006-wa0015img-20161006-wa0016img-20161006-wa0019Há mais de 14 anos o Teatro Maquínico se desloca pela cidade de Manaus e outros municípios para, de encontro ao povo, discutir e examinar o que deve ser discutido e examinado. Todas às apresentações são gratuitas, já que a Associação Filosofia Itinerante é uma entidade sem fins lucrativos.

 

 

 

MANIFESTAÇÕES EM MANAUS CONTRA O DESGOVERNO TEMER QUE PRETENDE FAZER LOBOTOMIA NOS ESTUDANTES E PROFESSORES

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Nada esperar de um desgoverno golpista em questões do saber e do trabalho como criador do mundo humano. Nada esperar porque a ilegitimidade é uma psicopatologia que não expressa a sensibilidade, a cognição e a ética desse mundo humano. Daí porque o desgoverno teratogênico, com suas taras, pretenda lobotomizar os estudantes, professores e trabalhadores de todos os territórios produtivos do mundo humano. Sempre se soube que as aberrações golpistas não apenas pretendiam a posse do poder com a usurpação do governo Dilma, que representava a potência criativa dos estudantes e trabalhadores responsáveis pela criação do mundo humano gratificador, mas também espargir ao máximo essa patologia.

Quem sabe da potência constituinte, da vontade de potência, do devir, da virtú, pensa inquietamente que essa condição golpista teratogênica é apenas uma condição molar-paranoica sem qualquer mobilidade que possa imobilizar o movimento da vida criativa. Daí que todas as decisões teratogênicas desse desgoverno não passam de impulsos sem potência criativa que possa impor à sociedade brasileira suas taras. Embora pareça, fantasiosamente, que sim. A vontade de potência como potência constitutiva é indominável. Nada segura.

SOBRE A LOBOTOMIA POLÍTICA DE ALGUNN PROFESSORES DE MANAUS

dsc03150 dsc03152 dsc03153 dsc03158 dsc03160 dsc03161 dsc03164 dsc03165É necessário que o povo enquanto devir, se manifeste continuamente não somente como numeral, quantidade, mas, principalmente, enquanto numerante, devir. E se possível nas duas linhas revolucionárias-constituintes. Infelizmente não é o que a maioria dos professores de Manaus entende. Um estado com mais de 7 mil professores públicos do ensino fundamental e médio, além de centenas de professores universitários, só se fez presente, na manifestação, com menos de 50 agentes educacionais. Sem tocar nas outras categorias de trabalhadores que mais uma vez não foram à praça, território da visibilidade democrática, para se projetar devir-numerante em um momento em que se encontra em marcha a tentativa de lobotomizar a escola brasileira e aleijar a potência produtiva dos trabalhadores.

Já é notório o grau de alienação e analfabetismo político de uma grande parte dos professores de Manaus, mas não se afetar com as violências contra seus direitos, como a retirada de algumas disciplinas que são razões de suas funções pedagógicas e seus salários, é freudianamente preocupante, já que mostra o grau de identificação destes professores com o agressor. No caso cruel, Temer.

dsc03166 dsc03172 dsc03173 dsc03176O que confirma, também, que esses professores já estão, politicamente, lobotomizados: não têm qualquer estímulo para defender seus direitos e da sociedade brasileira da qual são corpos constituídos. E como lobotomizado politicamente, votam em candidatos golpistas responsáveis pelo fim das disciplinas que são o corpo epistemológico de sua profissão pedagógica-cognoscente. O que lhes permite confirmar que a aula é um ato político que cria novas formas de sentir, ver, ouvir e pensar.

Também é preocupante a lobotomização política dos professores universitários que confirma o sentido que a comunidade amazonense sempre teve dela: território alienadamente reacionário. Eles não sabem que com o fim das disciplinas nas escolas públicas também acaba a necessidade das existências desses cursos necessitários para a comunidade de saberes da sociedade. Com o fim da obrigatoriedade das disciplinas sociologia, arte, filosofia, educação física entre outras, se torna desnecessário, nas universidades, as existências desses cursos que determinam a autoridade para a execução das mesmas no ensino público e privado. O que ameaça também a carreira desses lobotomizados professores universitários. Mas eles só querem seus ninhos abstraídos do real.dsc03196

dsc03180 dsc03181 dsc03182 dsc03185dsc03186 dsc03188 dsc03195 dsc03197 dsc03198 dsc03205 dsc03217 dsc03219 dsc03222Mas vamos às fotos criadas pelo fotógrafo Alcir Madureira, da Associação Filosofia Itinerante (Afin), que como corpo filosófico-político nunca falta às manifestações quaisquer que sejam, já que esse é seu amor como potência constituinte de inteligência coletiva.

Praça do Congresso. Tempo propício para a práxis e a poieses democrática.

NOSSOS INIMIGOS DIZEM: É UM MOVIMENTOZINHO; NÓS DIZEMOS É A MULTIDÃO CONTRA TEMER E TODOS OS GOLPISTAS DA DEMOCRACIA BRASILEIRA

IMG_5143.JPGÉ o sétimo dia consecutivo que o povo está nas ruas de todo o Brasil protestando contra o golpe jurídico-partidário-midiático praticado pela classe rica brasileira contra a democracia do Brasil sem respeitar os resultados das urnas que impôs ao candidato derrotado Aécio Never fragorosa derrota em 2014.

Ontem, sábado, dia 03 de setembro de 2016, centenas de pessoas compareceram à Praça São Sebastião, na Zona Centro Sul da não cidade de Manaus, para expressarem seu descontentamento contra o golpe de Estado e manifestar posição firme de seguir protestando contra o desgoverno golpista até sua queda.

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Estiveram participando da manifestação representantes e filiados de partidos políticos como PT, PCB, PSOL, PSTU, Movimentos Sociais, Sindicatos de diversas categorias, O Grupo de Dança Maracatu, a Associação Filosofia Itinerante – AFIN, dentre outras instituições contrárias à brutitude que vive o Brasil no momento atual.

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Nas falas das representações todos foram unânimes em refletir sobre o atual momento vivido por nosso país. Foi falado sobre o que significa um desgoverno comandado pelo PMDB, PSDB, DEM e demais aliados ao golpe contra a classe trabalhadora e contra a soberania do nosso país.

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Didaticamente ouve quem explicasse que o golpe veio para parar a Lava Jato e vender, privatizar o Pré-Sal e todas as grandes empresas que dão lucro no Brasil. Mais, o principal objetivo dos golpistas é retirar direitos trabalhistas como 13º salário, férias, promover a reforma da previdência, aumentar a idade mínima da aposentadoria para 70 anos, acabar com o Minha Casa Minha Vida, ENEM, PROUNI, PRONATEC, Mais Médicos, cancelar o repasse de 7 bilhões para o Norte Nordeste investir em infraestrutura e aumentar os turnos de trabalho.

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Foi lembrado também que o golpe de Estado que a democracia brasileira sofreu e que a presidenta da República foi deposta teve a participação direta de todos os deputados Federais do Amazonas: do maior corrupto do Brasil segundo Sérgio Machado, Pauderney Avelino, Conceição Sampaio, Hyssa Abraão, Artur Bisneto, Alfredo Nascimento, Marcos Rota, Silas Câmara e Henrique Oliveira. Os senadores golpista foram são: Eduardo Braga e Omar Aziz. A única representante do Amazonas e defensora intransigente da democracia e da presidenta Dilma Vana Rousseff foi Vanessa Grazziotin. 

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Vários manifestantes ao mencionarem o nome dessas aberrações e na proporção que eram citados um coro em uníssono como numa ópera de Heitor Vilas Lobo ecoava rumo ao Teatro Amazonas assim: Golpistas, golpistas, golpistas. Fora Temer, fora Temer. Diretas já. Golpistas, fascistas, não passarão!

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Houve também pedido para que os amazonenses acompanhem e protestem contra a onda de violência que as polícias de São Paulo, Rio Grande do Sul e outras cidades vem cometendo contra os manifestantes contrários ao golpe de Estado.

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O grupo Maracatu apresentou várias músicas com temas alusivos ao golpe de Estado e fez uma encenação tendo como referência os deputados e Senadores do Amazonas que são golpistas.

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IMG_5113De Paris, passando pelo Vaticano onde ontem o Papa Chico condenou o golpe e disse que o Brasil vive momento triste, contradiz o timoneiro da nau golpista de que somos 40 a 50 pessoas, um movimentozinho. É um movimentozinho, mas que está em toda parte, inclusive na não cidade de Manaus. É bom que os inimigos do povo pensem assim, e falem assim mesmo, porque é este povo que é capaz de promover mudanças, e principalmente, elas ocorrem quando:

A Rosa Vermelha desapareceu.

Para onde foi, é um mistério.

Porque ao lado dos pobres combateu

Os ricos a expulsaram de seu império.

(Epitáfio 1919 – Bertolt Brecht)

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USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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