Archive for the 'Literatura' Category

O FILÓSOFO MARXISTA ANTÔNIO CÂNDIDO, EM 1946, DISSE: ´”É PRECISO RECUPERARMOS NIETZSCHE”. E ESCREVEU “O PORTADOR”. DIANTE DA CRISTALIZAÇÃO DO NAZIFASCISMO NO BRASIL, CÂNDIDO-NIETZSCHE SÃO IMPRESCINDÍVEIS

 Resultado de imagem para imagens do poeta antonio cândido

 

Resultado de imagem para imagens do poeta antonio cândido

 Não se descreve um poeta, muito menos um filósofo. Ainda mais quando esse poeta-filósofo é filólogo: conhece as entranhas do perceber e conceber o mundo. O que lhe faz um ser político, porque a filosofia é política, assim como a poesia, já que ela ao enunciar o novo, muda o mundo com seus estados de coisas cristalizados. Daí por que não há poesia e nem filosofia burguesa, posto que o mundo burguês é molar. Contraído sem possibilidade qualquer ao Para-si, a ultrapassagem do Em-si.

    Antônio Cândido, ao perceber que na década de 40 o filósofo demolidor de ídolos era pouco conhecido no Brasil, e que no mundo havia uma aversão a sua obra filosófica, onde apedeutas da filosofia o chamavam de teórico do nazismo, inimigo do socialismo, resolveu acabar com a estupidez: escreveu o artigo O Portado que foi publicado, em 1946, no semanário Diário de São Paulo, no caderno Notas de Crítica Literária. Depois impresso no Observador Literário, em 1959. 

    Em tempo de cristalização da subjetividade nazifascista no Brasil atual, onde seus principais poderes do Estado estão contaminados por corpos psicopatológicos, estabelecendo um quase estado de anomia, se faz necessário publicar seu artigo, mesmo sendo em forma escaneada. 

     A Associação Filosofia Itinerante (AFIN), que tem singela relação com a obra desse camarada que pertenceu ao PCbão e é fundador do Partido dos Trabalhadores (PT), mostra esse artigo, já que o Brasil atual necessita fortemente do pensamento nietzschiano. O texto foi extraído  do livro Os Pensadores, publicado no ano de 1983 que teve a seleção de textos de Gérard Lebrun, a tradução e notas de Rubens Rodrigues Torres Filho e o Posfácio de Antônio Cândido.

      As páginas aparecem riscadas com caneta, são provas de que o artigo do poeta-filósofo-filólogo-militante foram lidas e relidas.

 

O HOMEM QUE MATOU LULA

Resultado de imagem para imagens de lula no meio do povo

                                           Em memória de Dona Marisa Letícia

Imagino que começou assim. Eu deveria ter 4 ou 5 anos quando passando por uma rua com minha mãe vi um cachorro morto na sarjeta. Pela primeira vez minha atenção se fixou em um animal morto. Já havia visto outros, mas nunca minha atenção havia se fixado em um animal morto com tal grau de intensidade. E foi essa visão intensiva que me trouxe, também pela primeira vez, o questionamento sobre a morte.

Durante todo o trajeto de volta para casa, minha consciência era o cachorro morto. Não o cachorro morto em si, jogado na sarjeta, mas o sentido da morte emergido dele. O sentido impalpável, diferente de seu corpo na rua. Não era o cachorro, era um muito além que eu não sabia responder para mim.

Já em casa perguntei à minha mãe o que era a morte. Ela respondeu que era o fim da vida. O momento em que Deus termina a sua obra em relação ao que antes era vivente. Completando com a afirmação de que tudo que nasce morre. Minha mãe imaginando que minha pergunta se tratava de uma preocupação pessoal, procurou me confortar afirmando que eu não deveria me preocupar com a morte, porque eu era uma criança e ainda tinha muita vida para viver.

As afirmações de minha mãe foram boas para ela, na medida em que lhe confirmavam ser ela uma pessoa que acreditava ter preocupação com o filho. Todavia, para mim não acrescentaram nada a minha inquietação. Eu não era uma criança gênio, mas já havia experimentado os nascimentos e as mortes de dois gatinhos que um amiguinho tinha. Eles nasceram e viveram somente dois meses. O que minha mãe me dissera só afirmou o que antes eu havia vivenciado: a morte fora de mim.

Foi quando eu estava com 6 anos que a minha inquietação dirigida à morte com seus corpos físicos e metafísicos se dissiparam e em mim se revelou o que me conduziu durante a maior parte de minha existência: o impulso para matar. Foi exatamente no grupo escolar que senti friamente esse impulso. Havia na sala que eu frequentava um garoto valentão que metia medo nos outros colegas, principalmente nos mais fracos. Uma manhã, na hora do recreio, o vi batendo covardemente em um garotinho de uma série abaixo da que era eu aluno. Fui tomado por um afeto intenso que me causou medo. Aliás, foi o primeiro medo que tive.

Como se não fosse mais eu, peguei o valentão, que era muito maior que eu, libertei o garotinho de seus braços afastando-o para distante, e com força o joguei o valentão no chão. Ele se apavorou e revelou seu medo diante de mim. Hoje, depois de meus estudos filosóficos, entendi o que Sartre escreveu sobre a consciência empastada, coagulada, a consciência do sujeito tornado objeto pelo olhar do outro. Era essa a consciência do valentão: uma consciência que perdeu a liberdade. Pura facticidade.

Esse impulso, que me conduziu durante a maior parte de minha existência, não era o que alguns etologistas, como Konrad Lorenz chamam de instinto. E que foi aproveitado por Freud para desenvolver sua teoria tanática. Ou a luta de Eros e Morte, expressada também nos seus dois princípios: princípio do prazer e princípio de realidade. Ou ainda, a teoria da libido. Era impulso puro de querer matar que não era uma tensão que procura um alvo qualquer para descarregar e voltar a se energizar para outro ato homicida. Nada de estado compulsivo psicopata.

Com passar do tempo, ao entrar na adolescência, se afirmou mais o impulso. Então, com ele, procurei estudar autores que tratassem desse tema. Foi quando entrei em contato com a psicanálise que me levou logo ao berço de Édipo. O menino deseja a mãe, mas teme seu pai que é o senhor da mãe. Diante do temor ele toma o pai como rival, e como rival ele fantasia matá-lo para ficar com a mãe. É nesse momento que eclode no menino o medo de ser castrado pelo pai. O que Freud chama de complexo de castração. Foi também nessa fase que consegui comprar uma pistola alemã.

Foi então que comecei a me questionar: será que esse impulso tem um alvo específico e esse alvo é meu pai? Será que eu, como Édipo, devo matá-lo para me tornar livre e ser uma pessoa autônoma e viver minha existência em concreta liberdade? Compreendi que não era meu pai que deveria matar. Eu gosto muito dele e ele de mim. É um gosto recíproco que foi criado pela respeitabilidade que cada um tem pelo outro. Uma respeitabilidade distribuída nas relações com outras pessoas. Sim, não era meu pai que eu queria matar.

Cada percurso que eu ultrapassava mais se intensificava o impulso para matar. Depois que casei, terminei o curso superior, mestrado, doutorado e pós-doutorado, me fixei em um emprego que muito me gratifica, e tive os meus dois amores, duas meninas maravilhosas, em nenhum momento concebi que o impulso iria diminuir, porque já entenderá que o que ocorria comigo não estava nos signos que Sartre chama de realidade humana. E muito menos em um mundo teologicamente- metafísico.

Pois foi quando estudei Marx e compreendi com ele que o homem é ele, o Estado, a sociedade e o mundo, e encadeie essa concepção transmundana com o dizer de Nietzsche Ecce Homo, que concebi que quem eu deveria matar tinha que ser essa singularidade, no sentido que trata o filósofo Michel Serres.

Um dia me perguntei se não estava me equivocando acreditando que o impulso era para um homem. Será que, em verdade, quem eu deveria matar era uma mulher? Fiz o entendimento de minha relação com minha mãe e não concebi qualquer signo que indicasse ser ela. Nenhuma relação mística mariana. Nunca odiei qualquer mulher como nunca odiei qualquer homem, assim como jamais tive ciúme. O ódio é o pai da inveja e nunca tive inveja de ninguém. Muito antes de estudar o anti-psiquiatra sul-africano David Cooper que afirma que a inveja é querer ser o outro, e o ciúme querer ter o outro, eu já era assim.

Essa modalidade de existência me fez crer que o impulso de matar que procurava não era provocado por esses sentimentos expressos como sintomas de uma cruel repressão. Essa compreensão piorou meu estado, posto que os homens se destroem impulsionados por essas paixões tristes, como afirma o filósofo Spinoza.

Todavia, mesmo sabendo que o impulso para matar não era agenciado por essas paixões tristes, procurei observar homens considerados como importantes no Brasil. Quem sabe eu estivesse errado e algum deles fosse, na verdade, o que daria um fim ao meu impulso assassino com sua morte. Então, uma noite deitado no sofá da sala, liguei a TV sem qualquer interesse nas imagens exibidas, comecei a lembrar desses homens. Lembrei-me de Fernando Henrique, não presenciei qualquer singularidade. Moro, idem, também nenhuma singularidade que me impulsionasse a mata-lo. Dallagnol, idem, idem. Os ministros e ministras do Supremo Tribunal Federal (STF), também não. Rodrigo Janot, nada. Os irmãos Marinhos, nada de importante. Jornalistas da imprensa tida como dominante, também nada. Empresários, o mesmo. Temer, Serra, Aécio, Jucá, Renan, Sarney, Alckmin, Alexandre Moraes, Arthur Neto, Eduardo Braga, Omar Azi, Pauderney, Moreira Franco, Padilha, Geddel, todos os que participaram sem que nenhum me afetasse.

No transcurso desse desfile imagético, minha filha menor, chegou perto de mim me admoestando perguntando como eu tinha coragem e dignidade de ainda ligar em TV que fala contra Lula. Prestei atenção na TV e vi que era mais uma reportagem acusando Lula. Os milhões de pontinhos coloridos das imagens e o som metálico se fundiram em minha mente e um frêmito imperioso tomou conta de meu corpo e minha alma. Uma força envolvente me dominou. Fiquei parado não sei quanto tempo e ouvindo muito distante minha filha dizer que era Lula e ia desligar a televisão. Aos poucos fui adormecendo.

Meu sono foi continuamente conturbado com imagens e pessoas que não conseguia identificar. Foi aí que fui tomado de total surpresa. Acordei dominado por uma intensa alegria dizendo para mim que era Lula o homem que deveria matar. A certeza era tamanha que rapidamente fiz buscas sobre o endereço de Lula, e me certifiquei se ele estaria lá onde morava. Comprei a passagem e fui para São Bernardo. Hospedei-me em um pequeno hotel, e às dez horas em ponto estava na frente do prédio onde Lula.

Pensei entrar no prédio e ir logo ao encontro de Lula e acabar com o impulso assassino. Não precisou porque chegaram alguns trabalhadores e Lula apareceu na frente do prédio de bermudas, camisa da CUT e tênis. Foi chegando e sendo abraçados pelos trabalhadores que disputavam sua atenção. Com a mão no bolso esquerdo da calça, fiquei segurando a pistola. Não sei quanto tempo passou, mas fiquei paralisado quando vi Lula. Paralisia geral com sensação intensiva de deslocamento e quebra espacial-temporal. Síncope ontológica, diria Sartre.

O meu lugar, meu passado, os meus arredores, meus amigos, meus objetos, minhas ideias, minha morte, tudo como situação expressa pela liberdade e facticidade, o Para-si que se ultrapassa rumo ao ser do Em-si, como diz Sartre, tudo se dissipara. Não posso afirmar que fui nadificado, porque vivenciei minha volta ao Estar-no-Mundo. No mundo com Lula.

Voltei ouvindo Lula me chamar de companheiro pedindo que eu me aproximasse dos trabalhadores. Ele me abraçou e perguntou se eu era chegada a uma pinga, eu sou, mas não respondi. Ele lhe pegou pelo braço esquerdo e pediu que eu entrasse. Já na sala, olhei as paredes com fotos de dona Marisa Letícia. Ele me viu olhando as fotos e disse em um profundo suspiro, minha grande estrela companheira. Tomei um trago da melhor pinga que já provara, conversei com os trabalhadores, e quando já começava a noitecer, me despedi, e disse que tinha que ir para uma reunião em outro lugar. Lula me abraçou e me aconselhou para que eu tivesse cuidado.

Na rua, me senti como se tivesse pela primeira vez existindo. Tudo era tão claro e distinto. Tudo tão compreensivo e aconchegante, tão sublime. Era isso que eu procurava: o sublime. Meu impulso não era para matar um homem, mas encontrar um homem que me auxiliasse a matar, em mim, o homem-dogmaticamente paranoico que me impedia de existir autenticamente. E só Lula poderia realizar essa transmutação. O sublime-Lula era o movimento real, de Marx, a vontade de Potência, de Nietsche, o conatus, de Spinoza, o Devir-Povo. O corpo constituinte da democracia.

O júbilo! Lembrei-me do filósofo Clèment Rosset, com seu entendimento de júbilo como alegria a força maior. Era o que vivenciava. Jubilosamente dei um pulo sobre um bueiro e a pistola saltou de meu bolso caindo no bueiro disparando um tiro. Um grupo de jovens, ao ouvir o estampido, bradou eufórica, gol do Corinthians!

 

O FAMOSO RADUAN NASSAR, AINDA NO GOVERNO DILMA, FOI AGRACIADO COM O PRÊMIO CAMÕES, MAS QUIS O GOLPE QUE O REACIONÁRIO FOSSE FAZER A ENTREGA. NÃO DEU OUTRA: FESTIVAL DE VAIAS

Resultado de imagem para imagens do escritor raduan nassar

     Na foto vejam o contraste das faces: O escritor em paz. O dublê de ministro, Roberto Freire, desatinado diante  das vaias.

 O escritor Raduan Nassar é um dos mais britantes e talentosos do mundo das letras. Muito conhecido e respeitado por sua capacidade criativa, é famoso no mundo inteiro. Porém, o autor das obras Lavoura Arcaíca e Um Copo de Cólera, entre outras ímpares, não é senhor dessa respeitabilidade somente por sua verve literária-criativa. Ele é respeitado, também, por sua condição de homem comprometido com a vida. Comprometido com as igualdades de direitos, princípios únicos que podem impulsionar a vida humana ser em si gratificação.

 Sempre esteve posicionado contra qualquer arbítrio onde a liberdade humana se encontrava ou se encontra ameaçada. Jamais negou sua voz contra os opressores. Foi um fervoroso defensor dos governos populares de Lula e Dilma, assim como contrário a elaboração e execução do golpe. Quer dizer: Raduan Nassar é um homem de todos os tempos livres.

 No ano passado, ainda no governo Dilma, ele foi agraciado com o prêmio Camões 2016. Prêmio concedido pelos governos brasileiro e português. Na terça-feira, no Museu Lasar Segall ocorreu a entrega do prêmio cujo júri o escolheu por unanimidade. E como em tempo de golpe os golpistas aproveitam para expressarem suas insignificância, se iludindo de que a população lhe presta reconhecimento, o dublê de ministro da Cultura, o falso comunista Roberto Freire, foi tentar realizar a entrega do prêmio diante de uma plateia totalmente democrática composta, também, por escritores, artistas de todas as criações. Aí, mano, não deu outra: quando o dublê de ministro foi tagarelar, depois da fala dos ilustríssimo escritor, o festival de vais começou em um único coro-democrático.

  Raduan Nassar em sua fala só manifesto o óbvio produzido pelo desgoverno golpista que tem a ousadia de fazer a entrega de um prêmio que não tem qualquer relação com ele. Fator aberração.

     “Infelizmente, nada é tão azul no Brasil. Vivemos tempos sombrios. Tivemos a invasão na sede do Partido dos Trabalhadores, em São Paulo. A invasão nas escolas de ensino médio em muitos estados. A violência contra a oposição democrática ao manifestar-se na rua, episódios perpetrados por Alexandre de Moraes, figura exótica indicada para o Supremo Tribunal Federal”, discursou o escritor, além de comentar a nomeação de Moreira Franco, e a perseguição da Lava Jato contra Lula.

     Agora, só a título de sarro ou frouxas gargalhadas, lembrar sempre que a grande importância dos golpistas é nos fazer rir, leiamos o tagarela do dublê de ministro afirmando o quanto é democrata e o quanto um homem honrado que compõe o quadro teratogênico do golpe. 

        “O Brasil de hoje assiste perplexo a algumas pessoas da nossa geração, que têm o privilégio de dar exemplos, e que viveram um efetivo golpe nos anos 60 do século passado, e que dão exatamente o inverso”, afirmou o dublê com a acra mais lambida, mas o coro não liberou sua verve democrática.

          Diante do coro-democrático, ele tentou revidar: foi pior.

     “É fácil fazer protesto em momento de governo democrático como o atual, e quem dar prêmio a adversário político não é a ditadura”, mais vaias. Diante do coro-democrático a turma dos golpistas lembrou que tinha pernas e se mandou.

       O escritor amazonense (no Amazonas também tem gente ilustre, não tem só tipo Pauderney e Arthur Neto) Milton Hatoum.

       “É preciso ressaltar que o prêmio que ele aceitou o prêmio em maio do ano passado, quando o governo ainda era de Dilma Rousseff. O governo atual adiou por muito tempo a entrega desse prêmio, justamente por medo dessa repercussão”, afirmou o autor da obra Dois Irmãos, entre aplausos.

        E para finalizar a ousadia dos golpistas, Raduan Nassar concluiu: Não há como ficar calado.

        Diante da petulância dos golpistas em tirarem proveito do que foi construído democraticamente, a semiótica-filosófica orgástica protesta: “Olha aí, golpista, nada de querer gozar com a vagina, o pênis e o ânus da democracia! O gozo é nosso!”. 

         Leia o discurso do probo-intelectual-literário.

Excelentíssimo Senhor Embaixador de Portugal, Dr. Jorge Cabral.
 
Senhor Dr. Roberto Freire, Ministro da Cultura do governo em exercício.
 
Senhora Helena Severo, Presidente da Fundação Biblioteca Nacional.
 
Professor Jorge Schwartz, Diretor do Museu Lasar Segall.
O discurso do ilustríssimo Raduan Nassar. 
 
Saudações a todos os convidados.
 
Tive dificuldade para entender o Prêmio Camões, ainda que concedido pelo voto unânime do júri. De todo modo, uma honraria a um brasileiro ter sido contemplado no berço de nossa língua.  
 
Estive em Portugal em 1976, fascinado pelo país, resplandecente desde a Revolução dos Cravos no ano anterior. Além de amigos portugueses, fui sempre carinhosamente acolhido pela imprensa, escritores e meios acadêmicos lusitanos.
 
Portanto, Sr.Embaixador, muito obrigado a Portugal.
 
Infelizmente, nada é tão azul no nosso Brasil.
 
Vivemos tempos sombrios, muito sombrios: invasão na sede do Partido dos Trabalhadores em São Paulo; invasão na Escola Nacional Florestan Fernandes; invasão nas escolas de ensino médio em muitos estados; a prisão de Guilherme Boulos, membro da Coordenação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto; violência contra a oposição democrática ao manifestar-se na rua. Episódios todos perpetrados por Alexandre de Moraes.
 
Com curriculum mais amplo de truculência, Moraes propiciou também, por omissão, as tragédias nos presídios de Manaus e Roraima. Prima inclusive por uma incontinência verbal assustadora, de um partidarismo exacerbado, há vídeo, atestando a virulência da sua fala. E é esta figura exótica a indicada agora para o Supremo Tribunal Federal.
 
Os fatos mencionados configuram por extensão todo um governo repressor: contra o trabalhador, contra aposentadorias criteriosas, contra universidades federais de ensino gratuito, contra a diplomacia ativa e altiva de Celso Amorim. Governo atrelado por sinal ao neoliberalismo com sua escandalosa concentração da riqueza, o que vem desgraçando os pobres do mundo inteiro.
 
Mesmo de exceção, o governo que está aí foi posto, e continua amparado pelo Ministério Público e, de resto, pelo Supremo Tribunal Federal.
 
Prova da sustentação do governo em exercício aconteceu há três dias, quando o ministro Celso de Mello, com suas intervenções enfadonhas, acolheu o pleito de Moreira Franco. Citado 34 vezes numa única delação, o ministro Celso de Mello garantiu, com foro privilegiado, a blindagem ao alcunhado “Angorá”. E acrescentou um elogio superlativo a um de seus pares, o ministro Gilmar Mendes, por ter barrado Lula para a Casa Civil, no governo Dilma. Dois pesos e duas medidas
 
É esse o Supremo que temos, ressalvadas poucas exceções. Coerente com seu passado à época do regime militar, o mesmo Supremo propiciou a reversão da nossa democracia: não impediu que Eduardo Cunha, então presidente da Câmara dos Deputados e réu na Corte, instaurasse o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Íntegra, eleita pelo voto popular, Dilma foi afastada definitivamente no Senado.
 
 O golpe estava consumado!
 
 Não há como ficar calado.
 
 Obrigado
  E se lhe apraz, veja e ouça o vídeo. 

“TAGARELANDO EM NIETZSCHE”, NOVO LIVRO DO FILÓSOFO MARCOS JOSÉ

img025

Marcos José capturado pela semiótica-imobilizadora do mundo promovida pelo Estado paranoico-capitalista hegeliano, onde tantos os objetos e as ideias representam signos da lógica dos princípios de identidade e da não contradição, pode ser identificado como filósofo, teatrólogo, músico e teórico da psiquiatria materialista, membro da Associação Filosofia Itinerante (AFIN) e autor de textos do Blog da Afin, Afinsophia. Referenciais-identidades resultantes da seleção, classificação e hierarquização dos papeis sociais tão importante para o sistema paranoico de controle. Identidades que servem para a vaidade, prepotência, arrogância-narcísica e glamour da nulidade burguesa. Todas as formas espectrais de reconhecimentos degenerados.     

Todavia, como nada é, mas devém-intensidades, devires, movimentos, repousos, lentidões, velocidades, longitudes e latitudes, como já sabiam os sofistas e os estoicos, Marcos José não é filósofo, teatrólogo, músico, teórico da psiquiatria materialista, membro da Afin e escritor de textos do Afinsophia, mas evanescências contínuas que se territorializam, se desterritorializam e se reatoritorializam em profusão de desejos práxis e poieses. Jamais estado de coisas-imóveis, capturados, como pretende a semiótica dogmática-sobrecodificadora do Estado-paranoico-capitalista com seus agenciamentos coletivos de enunciações que controla o sujeito-sujeitado, como sacam os filósofos Deleuze e Guattari.

São por essas contínuas ultrapassagens, como deslocamentos-políticos, que Marcos José pode afirmar que o Tagarelando em Nietzsche não tem qualquer intenção filosófica em discursar sobre o filósofo Nietzsche em forma de defesa ou negação. E que não há qualquer arroubo filosófico-intelectual-literário nesse sentido. O que se faz no livro é apenas se permitir deslocamentos desterritoriais provocados pelos sopros do filósofo e psicólogo da vontade de potência e do eterno retorno. Se deixar conduzir como uma lança se distribuindo em territórios onde a vida foi obliterada pelo niilismo do humano, demasiado humano contra a própria vida.

E nisso não há melhor corpo-movente para interpretar e avaliar a condição reativa dos homens fracos, ressentidos, de má consciência e ideal ascético, que predominam compulsivamente ainda hoje como simulação de saber, moral e saúde em todos os seguimentos da sociedade contemporânea tida como moderna, do que os sopros provocados por Nietzsche como boa estranheza. A estranheza que é estranha por não servir ao tagarelar que se toma como epistemológico, lógico e ético, sem sê-los.

Saber onde se encontram e como reagem – já que não agem – esses sujeitos-sujeitados produzidos por um agenciamento coletivo de enunciação paranoicamente dominante que os tornou homens cativos, portadores-replicantes dos corpos necessários à imobilização da vida, é o que as enunciações emergidas no Tagarelando em Nietzsche ligam tenuamente a Nietzsche.

Desta forma, Tagarelando em Nietzsche se mostra como enunciação filosófica heterogênea, encadeando potências que interpretam e avaliam a negatividade da existência reativa da linha dura que bloqueia os fluxos e refluxos desejantes através de seus territórios bem modelizados, serializados e registrados com o único propósito  de impedir, pelo medo, que a felicidade seja a confirmação de que ela é vida.

O livro também encadeia conceitos que se deslocaram pelos sopros nietzscheanos, como são os casos dos devires-filosóficos de Deleuze, Guattari, Clèment Rosset, Baudrillard, além de enunciações dos filósofos Spinoza e Marx. Todos se movimentando como corpos dissipadores do tagarelar-tautológico que se encontram como marcadores de poder e de controle na família, escola, trabalho, meios de comunicação, entretenimento, esportes, etc.

O livro Tagarelando em Nietzsche, como flecha que se desloca, é impulsionado por dois aforismos. Um no prólogo do segundo volume do Humano, Demasiado Humano, de 1879 e 1880, “livro para espíritos livres”, onde Nietzsche diz: “Devemos falar apenas do que não podemos calar; e falar somente daquilo que superamos – todo o resto é tagarelice, “literatura”, falta de disciplina. Meus escritos falam apenas de minhas superações”.

O outro aforismo encontra-se no primeiro volume do Humano, Demasiado Humano de 1876, que trata do Homem do Espirito Livre e do Homem do Espírito Cativo, esse o que tagarela. 

Tagarelando em Nietzsche encontra-se infestado do que Deleuze afirma sobre a impotência da palavra em um sistema dominante. “E, verdadeiramente, não há poder das palavras, mas somente palavras a serviço do poder: a linguagem não é informação ou comunicação, mas prescrição, ordenança e comando”.

 Ficha filosófica-literária-editorial.

 Livro – Tagarelando em Nietzsche.

 Autor – Marcos José.

 Páginas – 180.

 Editora Garcia Edizioni.

  Preço – R$ 30.

  Para adquirir o livro fora de Manaus basta usar o e-mail afinsophiaitin.@yahoo.com.br 

NOSSOS INIMIGOS DIZEM

Em tempos de golpe mais um poema de Bertolt Brecht

Nossos inimigos dizem: A luta terminou.

Mas nós dizemos: Ela começou.

Nossos inimigos dizem: A verdade está liquidada.

Mas nós dizemos: Nós a sabemos ainda.

Nossos inimigos dizem: Mesmo que ainda se conheça a verdade

Ela não pode mais ser divulgada.

Mas nós a divulgamos.

É véspera da batalha.

É a preparação de nossos quadros.

É o estudo do plano de luta.

É o dia antes da queda

De nossos inimigos.

Nossos inimigos são todos os anticristos deputados,  senadores, ministros do STF e dos colegiados de justiça, da imprensa golpista, “jornalistas” sabujos  que perseguem, difamam pessoas honradas em defesa de seus interesses e de grandes impérios do capital internacional.

Nossos inimigos estão, hoje, no senado iniciando o julgamento de uma presidenta digna e honrada. Uma presidenta que não cometeu nenhuma ilicitude. Uma presidenta que nunca apareceu em nenhuma delação. Não possui dinheiro roubado e posto em conta no exterior. Uma presidenta que só pensou no bem do povo. Uma presidenta que possibilitou mudança de vida para milhares de cidadãos brasileiros.

Mas hoje, ladrões, corruptos, miseráveis moral e eticamente se arvoram no papel de juízes para condenar uma pessoa inocente.

Nossos inimigos estão dizendo que o golpe se constitui de legitimidade porque está sendo presidido pelo presidente do STF e que a presidenta irá se defender, por isso é legítimo.

Neste golpe nada é legítimo. Legítima foi a eleição da presidenta Dilma. Seus mais de 54,5 milhões de votos a colocaram no Palácio do Planalto para um mandato de 4 anos. A presença do ministro presidente do STF legitima o golpe, afirmam as mazelas golpistas. Os abraços e sorrisos do presidente do senado e do STF  e a promessa de votação do aumento salarial dos ministros do STF para depois do golpe é o pagamento da fatura como vários jornalistas, pensadores já afirmaram.

Mas a luta não terminou, como disse Bert Brecht. Lá na Colômbia, depois de 50 anos as FARC chegaram a um armísticio com o governo colombiano, chegaram a um acordo de paz. Nós estamos indo por outro caminho para chegar ao dia da queda de nossos inimigos.

A judicialização do golpe está só começando. Antônio Anastasia, corrupto amigo de Aécio, o derrotado, introduziu novos fatos no processo. Ele deve voltar à Câmara dos Deputados. Mas os golpistas, inclusive a representação da justiça maior que preside o golpe concorda com os detratores da democracia. Eles  acusam os senadores defensores de Dilma Rousseff de chicanas. Os senadores estão defendendo uma mulher digna. Eles rasgarão a Constituição Federal, mas na OEA e nas ruas o mandato da presidenta será defendido. O golpe não sairá barato. Aguardem ladrões e corruptos.

Nada de afagos a corruptos Lindbergh, Vanessa, Paim, Gleisi. Eles não são dignos de nós. Nenhum papo com ladrão, corrupto, mendicante, sabujo, sujo, ignóbil, pilantra, usurpador, golpista, canalha, medroso,  temente a deus, defensor da moral e dos bons costumes, defensor da família, do pai, da mãe.

Fora com tudo o que não presta. Fora Temer e todos senadores golpistas do Brasil. 

CHICO O SPINOZISTA/NIETZSCHIANO

39723-3

Viver é um processual contínuo de entrelaçamento de corpos-afetos. É encontrar sempre corpos-afetos que se interpõem entre outros corpos. Ninguém escapa. Sejam corpos-afetos tristes incompossíveis, como diz o filósofo Leibniz, ou corpos-afetos compossíveis.

Estar-no-mundo é se encontrar como autômato diante desses corpos-afetos, mostra o filósofo holandês, Spinoza. Eles chegam sem que se peça, sem que se queira. Porém, mesmo como autômato no mundo é possível escolher com quais corpos-afetos se quer compor. Podemos compor com corpos-afetos alegres e com corpos-afetos tristes, nos diz Spinoza.

Se, sou um corpo-afeto cuja potência de agir é baixa eu componho com outro corpo-afeto com baixa potência de agir, porque sou triste. Sou afecção triste. Estado de coisa triste. Não ao modo da tristeza psicológica compensadora como perda. Mas se, sou um corpo-afeto cuja potência de agir é alta componho com corpo-afeto cuja potência de agir também é alta. Sou uma afecção, estado de coisa, alegre. Não alegria no modo psicológico compensador como ganho.

Assim, nesse processual contínuo de entrelaçamentos de corpos-afetos posso ser tanto escravo como tirano porque minha potência de agir é baixa e me agrada ter o poder como força. Mas o processual contínuo de entrelaçamentos de corpos-afetos também me mostra como sendo um ser livre onde minha potência de agir é um crescente e jamais componha com escravo, tirano como forças.

Todavia, para que eu possa compor sempre alegria é necessário que eu tenha atingido o terceiro grau de conhecimento. O conhecimento que atingiu a reflexão cujo ser é causa de si mesmo e não consequência de outra causa externa ou interna. Como causa de si mesmo o ser não fica a mercê de afetos tristes. Seus encontros, occursos, como diz Spinoza, são sempre bons encontros. São essencialmente éticos, já que a Ética é a práxis dos bons encontros, como diz Spinoza em sua obra máxima, Ética. Os encontros que aumentam a potência de agir do ser. Nada de regra e princípios morais como disciplinas. Dessa maneira, racionalmente, conheço minhas noções comuns que são os afetos-bons que constituem meu ser, e os afetos bons que constituem o ser daquele com quem componho bons encontros.

De forma contrária, aquele que sempre compõe mau encontro, assim o faz porque encontra-se no mais baixo grau de conhecimento ou no conhecimento difuso. No primeiro caso ele é resultado do ter ouvido e visto, o que forma a consciência preconceituosa. A consciência que externa o que lhe foi dito e mostrado como verdades e que não chegou ao grau da suspeita e muito menos da reflexão. O que lhe foi mostrado e falado por seus pais ou os que participaram em sua formação. É sempre consequência, jamais princípio. Só compõe maus encontros que baixam a potência de agir.

No segundo caso é aquele que acredita também difusamente no que lhe contaram. Sabe o dia de seu aniversário, porque lhe contaram, acredita em Deus por tradição e não por exame comparativo com outras religiões, como diz Nietzsche. Sabe que água e o óleo não se misturam porque viu e não por análises de suas substâncias. Esse será sempre efeito e jamais causa. Sempre afecção-triste que só compõe com outros corpos-afetos tristes. Para ele nunca existe bons encontros. Os bons encontros para ele são confundidos com reuniões com seus pares familiares, classe e profissão que também são tristes, mas acreditam que não são em função da alegria psicológica compensatória os ganhos, principalmente materiais.

É por esta distinção que Spinoza afirma que nós não nascemos racionais e sociais. Só nos tornamos racionais quando atingimos o terceiro grau de conhecimento e que nos permite processar bons encontros, assim como realizar relações sociais autênticas que são os fundamentos da democracia: a composição das potências políticas de todos. O terceiro grau do conhecimento também nos torna alegres como disposição contínua de humor.

O que fez Chico diante das aberrações-urbanas? Não processou mau encontro. Não compôs com a tristeza escrava-tirânica-força deles. Se Chico tivesse composto? Estaria perdido. Ficaria triste como eles afundado nos dois mais baixos graus de conhecimentos. Por que Chico não compôs? Porque atingiu o terceiro grau de conhecimento que lhe constitui como ser racional e sociabilizado. Por que Chico riu? Porque, como diz Nietzsche, os homens que pensam profundamente têm a impressão de serem comediantes ao lidar com outros que são superficiais. Se tornar cômico é uma forma de lidar com os atrasados que fomos, já que em um tempo passado, também fomos atrasados e os atrasados atuais, do Leblon, nos surgem como fantasmas de nós mesmos. “Engraçado! Nós já fomos assim!” Ou: “Que horror! Nós fomos assim!?”

Como um ser constitutivamente racional e social, Chico, não poderia ter uma relação amigável com as aberrações-urbanas, visto que, como diz Nietzsche, para um homem livre é impossível ter amigo escravo e ser amigo de tirano.

Chico diante das aberrações-urbanas movimentou seu devir spinozista/nietzschiano  suave e alegremente.

POR UNANIMIDADE STF LIBERA BIOGRAFIAS NÃO AUTORIZADAS

a55a1aff066b59c851eea891d15fa249Você é dado a escrever biografias sem antes consultar o biografado, mas sem ofendê-lo em sua honra, sua privacidade, apenas por querer contribuir literariamente com o leitor sobre a vida do personagem? Pois bem, o Supremo Tribunal Federal (STF) em votação ontem, dia 10, liberou as biografias não autorizadas. Para os ministros que votaram a favor proibir seria uma forma de censura.

O caso ganhou caráter jurídico quando o cantor e compositor, rei da depressão, Roberto Carlos, entrou na Justiça para retirar de circulação a sua biografia não autorizada Roberto Carlos em Detalhes, escrita pelo jornalista Paulo César de Araújo. Com o desdobramento do litigio biográfico-literário se posicionaram também compactuando com o rei da depressão como Caetano, Gil e Djavan e outros.

O certo é que diante do litígio a Associação Nacional de Editores e Livros (Anel) entrou no STF com uma ação direta de inconstitucionalidade para derrubar a proibição das biografias não autorizadas. E assim ocorreu. Nove ministros presentes na sessão de votação foram unânimes em segui o voto da relatora, ministra Carmen Lúcia.

“O que não admite a Constituição é que sob o argumento de ter direito a ter trancada sua porta, abolir-se a liberdade de outro de se expressar, pensar, criar obras especialmente, no caso, obras biográficas, que dizem respeito não apenas ao biografado, mas a toda coletividade. Cada boca já morreu”, relatou a ministra.   

Então, fica combinado. Aquela biografia que estava guardada naquela gaveta, agora pode ser publicada, meu irmão! Ou aquela que já foi apresentada, mas com todo o cuidado, não lançada, mas que já se encontra prontinha da silva escrita pelo jornalista e escritor Vitor Nuzzi, Geraldo Vandré – Uma Canção Interrompida, já pode ir para as livrarias. Escrita e financiada por ele mesmo, a biografia tem 400 paginas de importantes revelações sobre o ícone do protesto artístico dos idos da década de 60 que foi preso, torturado e exilado pela ditadura civil-militar que dominou o Brasil entre os anos de 1964 e 1985.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

_________________________________

BLOG PÚBLICO

Propaganda Gratuita

Você que quer comprar entre outros produtos terçado, prego, enxada, faca, sandália, correia, pé de cabra ou bola de caititu vá na CASA UYRAPURU, onde os preços são um chuchu. Rua Barão de São Domingos, nº30, Centro, Tel 3658-6169

Pão Quente e Outras Guloseimas no caminho do Tancredo.
PANIFICADORA SERPAN (Rua José Romão, 139 - Tancredo Neves - Fone: 92-8159-5830)

Fique Frio! Sabor e Refrescância!
DEGUST GULA (Avenida Bispo Pedro Massa, Cidade Nova, núcleo 5, na Rua ao lado do DB CIdade Nova.Todos os dias).

O Almoço em Família.
BAR DA NAZA OU CASA DA VAL (Comendador Clementino, próximo à Japurá, de Segunda a Sábado).

Num Passo de Mágica: transforme seu sapato velho em um lindo sapato novo!
SAPATEIRO CÂNDIDO (Calçada da Comendador Clementino, próximo ao Grupo Escolar Ribeiro da Cunha).

A Confluência das Torcidas!
CHURRASQUINHO DO LUÍS TUCUNARÉ (Japurá, entre a Silva Ramos e a Comendador Clementino).

Só o Peixe Sabe se é Novo e do Rio que Saiu. Confira esta voz na...
BARRACA DO LEGUELÉ (na Feira móvel da Prefeitura)

Preocupado com o desempenho, a memória e a inteligência? Tu és? Toma o guaraná que não é lenda. O natural de Maués!
LIGA PRA MADALENA!!! (0 XX 92 3542-1482)

Decepcionado com seus desenganos? Ponha fé nos seus planos! Fale com:
PAI GEOVANO DE OXAGUIÃ (Rua Belforroxo, S/N - Jorge Teixeira IV) (3682-5727 / 9154-5877).

Quem tem fé naõ é um qualquer! Consultas::
PAI JOEL DE OGUM (9155-3632 ou paijoeldeogum@yahoo.com.br).

Belém tá no teu plano? Então liga pro Germano!
GERMANO MAGHELA - TAXISTA - ÁGUIA RADIOTAXI - (91-8151-1464 ou 0800 280 1999).

E você que gostaria de divulgar aqui seu evento, comércio, terreiro, time de futebol, procurar namorado(a), receita de comida, telefone de contato, animal encontrado, convites diversos, marocagens, contacte: afinsophiaitin@yahoo.com.br

Outras Comunalidades

   

Categorias

Blog Stats

  • 3,962,276 hits

Páginas

maio 2017
D S T Q Q S S
« abr    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031