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20ª EDIÇÃO PARADA ORGULHO LGBT REÚNE MILHARES EM SÃO PAULO E BRADA “FORA TEMER!” EM BRASÍLIA MULHERES PROTESTAM CONTRA CULTURA DO ESTUPRO, STF, TEMER E GLOBO

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A 20ª Edição da Parada Orgulho LGBT realizada na Avenida Paulista reuniu milhares de pessoas envolvidas com o tema “Lei de Identidade de Gênero Já! Todas as pessoas contra a Transfobia”. Um tema reivindicador que tem sua discussão obstaculizada pela opressão comandada por parlamentares homofóbicos, mas que não pode enfraquecer diante das forças repulsivas.

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Como não poderia ser diferente, durante toda a parada ocorreram várias manifestações contrárias ao golpe comandado pelas mídias acéfalas entreguistas, parte do poder judiciário, parlamentares e empresários vorazes. E despontou como era esperado, o Fora Temer, já que temer é a representação mais violenta e maligna do ataque à democracia brasileira que afastou, por seis meses, a presidenta Dilma Vana Rousseff eleita com mais de 54 milhões de votos.

“Queremos lutar contra isso mostrando para sociedade brasileira que somos seres humanos que temos nossos direitos e lugar na sociedade. Não queremos nada além do nosso espaço. Queremos mudar a imagem de que a transexual e a travesti são objetos sexuais, pois temos capacidade para muitas coisas”, observou a transexual Daniela Marquezine e que desfilou no trio das transexuais.

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São Paulo- SP- Brasil- 29/05/2016- 20ª edição da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, na avenida Paulista. Foto: Paulo Pinto/ Fotos Públicas

São Paulo- SP- Brasil- 29/05/2016- 20ª edição da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, na avenida Paulista.
Foto: Paulo Pinto/ Fotos Públicas

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“Nós entendemos que temos que botar a cara no sol e sair do armário com nossos filhos e filhas. Mostrar que não são filhos de chocadeiras, que têm mãe, pai e irmãos. Queremos o fim da LGBT fobia, direitos iguais para nossos filhos, o fim de uma bancada fundamentalista que tenta dizer para o Brasil que a família é só homem e mulher, porque família é amor”, afirmou Ângela Moises.

ENQUANTO ISSO, EM BRASÍLIA, MILHARES DE MULHERES realizaram uma marcha contra a CULTURA DO ESTUPRO. Várias palavras de ordens foram proferidas como Mexeu com Uma, mexeu com Todas. Fere o Corpo, Fere a Alma e Mulheres Contra a Cultura do Estupro.

766b7d73-0a0b-4f1f-b5c1-d9ca29101136 6792d9dc-29f8-4b5e-89e3-0081dbc455ea 493e8578-a5d4-4f60-b273-72dd23578a5fA marcha foi até a frente do Supremo Tribunal Federal (STF) onde as manifestantes derrubaram as grades de proteção e chegaram à frente do prédio. Flores e cartazes foram colocados no colo da deusa da Justiça, Têmis, que se encontra na frente do STF. Justiça que hoje no Brasil anda com sua honestidade contestada por muitos brasileiros dado sinais de implicação no golpe. As manifestantes também protestram contra a Rede Globo que, segundo elas e parte da sociedade, estimula a cultura do estupro.

As manifestantes também protestaram contra o golpe que tomou de assalto o País.

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20ª PARADA DO ORGULHO LGBT DO RIO COM O TEMA “PALAVRAS FEREM, VIOLÊNCIA MATA” CONTA COM MILHARES DE PARTICIPANTES

RJ - ORGULHO GAY/RIO - CIDADES - Acontece neste domingo o 20ª desfile da   Parada do Orgulho LGBT na Praia de   Copacabana no Rio de Janeiro.   15/11/2015 - Foto: FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO

Há vinte anos passados a Organização Não-Governamental Grupo Arco-Íris realiza a primeira Parada do Orgulho LGBT no estado do Rio de Janeiro. Na ocasião, embora vista com certa timidez tanto pelos participantes como pelo público, a parada foi um sucesso criando um fato político para a causa. A população começou a entender que direitos humanos não se limitam apenas a situações materiais de existir como moradia, transporte, saúde, educação, lazer, etc., mas também modus de vida livre, sem discriminação, preconceito e exclusão.

Foi o grande acontecimento político que a sociedade não estava acostumada em perceber e que passou a olhar com outros olhos e entendimentos o que a comunidade LGBT exigia como seus direitos. De lá para cá ocorreram algumas conquistas, porém a luta continua para outras conquistas fundamentais como defesa da vida dos membros da comunidade que em seis anos viu 600 travestis e transexuais assassinados. Segundo dados da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, só no ano de 2012, foram registrados 9. 982 violações contra a comunidade LGBT. 46,6% maior do que no ano de 2011. Os casos são de violência psicológica, 80%, discriminação 74%, e violência física, 33%.

20º edição da Parada do Orgulho LGBT na orla de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), neste domingo (15). Com o lema “Palavras Ferem, Violência Mata”. jose lucena/Futura Press

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20º edição da Parada do Orgulho LGBT na orla de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), neste domingo (15). Com o lema “Palavras Ferem, Violência Mata”. jose lucena/Futura Press

20º edição da Parada do Orgulho LGBT na orla de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), neste domingo (15). Com o lema “Palavras Ferem, Violência Mata”. jose lucena/Futura Press

20º edição da Parada do Orgulho LGBT na orla de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), neste domingo (15). Com o lema “Palavras Ferem, Violência Mata”. jose lucena/Futura Press

20º edição da Parada do Orgulho LGBT na orla de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), neste domingo (15). Com o lema “Palavras Ferem, Violência Mata”. jose lucena/Futura Press

O tema  “Palavras Ferem, Violência Mata” vai contra não só a violência cotidiana sofrida pelos membros da comunidade LGBT, mas também contra o presidente da Câmara Federal – até agora – Eduardo Cunha que foi o grande impulsionador da aprovação do Estatuto da Família. Logo ele cuja própria família faz parte da corrupção que ele hoje está sendo investigado junto com a mulher e a filha. ‘Honesto” e ‘ probo’ representante da família-cristã. 

Para Almir França, presidente do Grupo Arco-Iris, pesar dos ganhos, houve retrocesso.

“Um dos retrocessos foi aprovação do Estatuto da Família. Também houve avanço do fundamentalismo religioso e de ideias heterossexistas higienizadas. Isso é um retrocesso intelectual. Por um lado, a academia avançou nesse conteúdo, mas por outro na sociedade civil, não ainda é um grande tabu na edicação”, observou França.

20º edição da Parada do Orgulho LGBT na orla de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), neste domingo (15). Com o lema “Palavras Ferem, Violência Mata”. jose lucena/Futura Press

20º edição da Parada do Orgulho LGBT na orla de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), neste domingo (15). Com o lema “Palavras Ferem, Violência Mata”. jose lucena/Futura Press

20º edição da Parada do Orgulho LGBT na orla de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), neste domingo (15). Com o lema “Palavras Ferem, Violência Mata”. jose lucena/Futura Press

20º edição da Parada do Orgulho LGBT na orla de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), neste domingo (15). Com o lema “Palavras Ferem, Violência Mata”. jose lucena/Futura Press

slide_431334_5608148_compressed slide_431334_5608174_compressed slide_431334_5608198_compressed 2013-654631167-2013-654542774-2013101353525.jpg_20131013.jpg_20131014Na abertura da parada, o que chamou a atenção do público e dos participantes foi a Ala das Mães pela Diversidade composta por mães de membros da comunidade LGBT. Para elas, suas atuações são formas de fortalecer a luta contra toda discriminação que violente os LGBTs, como o Estatuto da Família aprovado por pelo processado Eduardo Cunha, em tempo de cassação, e seus pares conturbados por resíduos paranoicos-sexuais que são projetados nos homos.

“Nós estamos aqui justamente para acabar com a homofobia, a transfobia e a lesbofobia. Nosso filhos são seres humanos iguais a quaisquer outros”, disse Inês Silva, coordenadora da Mães pela Diversidade, que tem um filho gay e uma filha lésbica.

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VAMOS FALAR SOBRE GÊNERO?

IMG-20150915-WA0013Por: Brenda Oliveira*

Existem muitas características que nos tornam diferentes um dos outros ao passo que somos muito parecidos em outros aspectos. Dependendo da localidade onde nascemos e nos desenvolvemos adquirimos características bem diferentes em relação a uma região bem próxima da nossa. A escolaridade, a religião e a cultura nos fazem tão diversos.

Desde criança somos ensinados se comportar de maneira a corresponder às expectativas que foram colocadas no momento da nossa concepção. Se nascermos com uma vagina nossos pais nos ensinam tudo o que uma menina deve fazer e nós devemos seguir a risca esse padrão, ou contrário, seremos confundida com outro gênero, e isso é inaceitável.  

Crescemos dentro de uma perspectiva, que meninos jogam bola e meninas brincam de boneca, e nenhum pode entrar na brincadeira do outro. É como se em duas caixas fossem colocados os papéis de menina e os papéis de meninos. Cada um só pode usar as características das caixas que correspondem ao seu gênero imposto no momento do nascimento. Se alguém ousar sair da regra pode sofrer várias consequências.

Observamos isso de forma muita clara na sociedade, onde os papéis de gênero são construídos socialmente. Ser mulher é uma construção social, assim com o ser homem também é uma construção e isso nada tem a ver com o genital.

Para a biologia, o sexo é definido pelo tamanho das suas células reprodutivas (pequenas: espermatozoides, logo, macho; grandes: óvulos, logo, fêmea), e só. Mas isso não define um comportamento feminino ou masculino a forma como vou me colocar no mundo, a forma como meu gênero será imposto e como será minha expressão de gênero.  Isso varia conforme nossa cultura.

O conceito de ser homem e ser mulher é diferente em cada cultura, assim o que é considerado papel de mulher na Islândia pode ser considerado papel de homem no Brasil. Ser masculino no Japão é bem diferente de ser masculino no Brasil, por exemplo.

O gênero é social, e isso nada tem a ver com seus cromossomos ou o formato da sua genitália, tem a ver com o autoconceito, sua autopercepção. O papel de gênero que vamos adotar ou não independe de nossos genitais, está mais ligado à expressão social.

Se observarmos o tempo e a história, em algum momento passamos por mudanças e inversão de papel. Comportamos-nos como é imposto ao gênero oposto, seja em uma brincadeira de criança, ou seja, em caso de sobrevivência como foi para Maria Quitéria que se vestiu de homem para lutar na guerra da independência.

Dentro dessas nuances que é o ser humano, nasce a transexualidade. Atualmente o DSM V aponta a transexualidade como Disforia de Gênero, patologizante. Só que a transexualidade não é uma doença, não é contagiosa e muito menos uma perversão sexual. É uma questão de identidade de gênero. Vamos deixar claro aqui que nada tem a ver com a orientação sexual. A orientação sexual está no campo da afetividade, por quem ou por qual eu direciono minha libido, meu desejo sexual ou não. Transexualidade está no campo do autoconceito, da forma como me vejo e me coloco no mundo. Logo uma pessoa transexual pode ser hétero, bissexual, homossexual, pansexual ou assexuada.  

A transexualidade não é um capricho, podemos inclusive observar ao longo da historia. Para ser bem claro, mulher transexual é qualquer pessoa que reinvidica o reconhecimento como mulher. E homem transexual é qualquer pessoa que reinvidica o reconhecimento como homem, como bem definiu Jaqueline Gomes de Jesus.

O reconhecimento da identidade trans* ocorre ainda na infância para algumas pessoas, mas para outros ocorre ao longo da vida, principalmente na adolescência. Em sua maioria, tardam esse reconhecimento por diversos motivos, os principais são o preconceito (aqui vamos usar o termo transfobia, que é o termo usado dentro da comunidade T para se referir a discriminação de pessoas travestis e transexuais), repressão e a falta de conhecimento sobre o assunto.

Muitas mulheres trans* no inicio de sua identificação são lidas e se leem como homens gays afeminados e com os homens trans* a mesma coisa, no inicio são lidos como mulheres lésbicas masculinizadas.

Depois que chegam ao entendimento sobre sua identidade essas pessoas passa pela transição, ou seja, a adequação do corpo ao gênero com o qual se identifica. E graças aos avanços da medicina homens e mulheres trans* podem se hormonizar e alcançar um corpo igual ao de homens e mulheres biológicos, ou seja, cisgêneros. Isso claro, se a pessoa tiver dinheiro para custear todo o tratamento.

Do contrário o que o senso comum diz a cirurgia de adequação genital não muda o gênero. Como sempre diz Daniela Andrade, mulher transexual e ativista do movimento T no Brasil, “ninguém deita em uma mesa de cirurgia homem e levanta de lá mulher, assim como ninguém deita mulher e levanta homem” existe todo um trabalho que antecede essa cirurgia, incluindo uma equipe multidisciplinar de pessoas cisgêneras que vai “julgar” se você pode ou não ir para uma fila de espera (aproximadamente 10 anos). Existe um protocolo transexualizador, além de uma hormonização compulsória que as pessoas transexuais passam para poder ter o aval da equipe multidisciplinar.

Assim cada pessoa adota uma expressão de gênero correspondente ao que se identificam, mulheres transexuais reivindicam o direito de serem tratadas como qualquer outra mulher, com os deveres e direitos que lhe são reservados, assim como os homens transexuais também adotam uma expressão de gênero masculino e reivindicam nome e tratamento conforme sua identidade de gênero.

Para essas pessoas, a necessidade de viver de forma completa como se sentem interiormente é prioritária. Por isso a necessidade de um novo nome, usar o banheiro adequado ao gênero, trabalho, aceitação social e a cirurgia de transgenitalização. Algumas pessoas optam por não fazer essa cirurgia.  

Outra nuance do ser humano é a travestilidade. Como bem definiu Jaqueline Gomes de Jesus, “entende-se, nesta perspectiva, que são travestis as pessoas que vivenciam papéis de gênero feminino, mas não se reconhecem como homens ou como mulheres, mas como membros de um terceiro gênero ou de um não-gênero.”

Para esse grupo, é imprescindível o tratamento no feminino. É considerado um insulto tratar uma travesti no masculino. Não se trata de homens travestidos, mas sim de uma figura feminina, que não é homem e nem mulher. Por isso enfrentam tanta dificuldade de adentrar no mercado de trabalho, muitas empresas são discriminatórias, preferem não associar sua imagem a esse ser, inusitado, uma incógnita, um terceiro sexo.

Dada a situação social de uma travesti, visto que muitas saem cedo da escola sem terminar os estudos por conta de sua condição, o abandono da família e dos amigos, muitas recorrem a prostituição como única fonte de sustento. Isso não quer dizer que toda travesti é uma profissional do sexo.

A grande dificuldade do homem é entender que a transexualidade e a travestilidade é mais uma forma de ser e de se manifestar do ser humano. Por isso ele marginaliza e o trata de forma tão excluída pessoas que pertençam a esse grupo. Para deixar o preconceito de lado é preciso humanizar-se.

*Brenda Oliveira estudante do curso de Psicologia e pesquisadora sobre sexualidade e transgêneros. 

19ª PARADA DO ORGULHO GAY – “EU NASCI ASSIM, EU CRESCI ASSIM, VOU SEMPRE ASSIM: RESPEITEM-ME!” OLHA TUA SOMBRA, HOMOFÓBICO! O MUNDO É GAY!

19ª edição, Parada do Orgulho LGBT de São Paulo cobra respeito e igualdade (Daniel Mello/Agência Brasil)

19ª edição, Parada do Orgulho LGBT de São Paulo cobra respeito e igualdade (Daniel Mello/Agência Brasil)

Sucesso total! Milhares e milhares de pessoas distribuídas entre heterossexuais, famílias, crianças, senhoras, idosos e, como não poderia ser diferente, o Movimento LGBT. Aliás, tratava-se da festa-democrática-familiar dos representantes do movimento que luta pelos seus direitos de existir responsavelmente em seu modo de ser.

Com o tema Eu Nasci Assim, Eu Cresci Assim, Vou Ser Sempre Assim: Respeitem-me! A 19ª Parada Orgulho Gay de São desfilou com seu garbo, grandeza, beleza, luxo e muitas cores pela Avenida Paulista, o centro burguês de São Paulo. Travestis, transexuais, lésbicas, gays, bissexuais a comunidade inteira se fez presente e mostrou, com suas condutas-éticas, que suas famílias são também a potência da democracia brasileira e que não se submete as ameaças paranoicas das aberrações que tentam, com suas frustrações, enfraquecer a democracia brasileira.

19ª edição, Parada do Orgulho LGBT de São Paulo cobra respeito e igualdade (Daniel Mello/Agência Brasil)

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19ª edição, Parada do Orgulho LGBT de São Paulo cobra respeito e igualdade (Daniel Mello/Agência Brasil)

19ª edição, Parada do Orgulho LGBT de São Paulo cobra respeito e igualdade (Daniel Mello/Agência Brasil)

É a potência do arco-íris! A alegria das cores como vida que não se deixa prender pelo ponto paranoico molar-delirante das direitas que se encontram no Parlamento, nas chamadas igrejas e em outros sítios pervertidos. Transparência total na formo de como ser gay! Segurança, alegria, comprometimento com o mundo. Bem expressado pelo grupo Mães pela Diversidade.

“Estamos lutando por direito, igualdade e respeito. O papel das mães, fundamentalmente, neste momento em que se discute a família, é mostrar que os LGBTs têm família. Têm pai, mãe e uma família que os ama. Família não é isso que eles querem aprovar no Congresso para tirar os direitos dos LGBTs”, observou a mãe Sônia Martins, carregando a foto de sua filha, Alexandra.

Para o músico Leandro Vilela, a visibilidade gay é importantíssima para auxiliar na produção dos direitos do movimento.

“Ao longo destes anos eu via a parada crescendo e é indiscutível a visibilidade que ela traz. A visibilidade não só no dia da Parada Gay, como no resto do ano. Seja na novela, seja no comercial de perfume ou em qualquer outra frente, para que a gente seja visto no dia a dia como iguais. A gente não quer mais, nem menos, só ser igual”, disse Leandro.

A visibilidade que Leandro pede foi muito bem constatada pela senhora, aposentada Gilda Marques que afirmou ser bom quando se ama.

“Vim dar uma olhadinha. Cada um vive do jeito que quer. É tão importante a agente se amar. Por isso eu venho curtir e apoiar”, afirmou dona Gilda.

19ª edição, Parada do Orgulho LGBT de São Paulo cobra respeito e igualdade (Daniel Mello/Agência Brasil)

19ª edição, Parada do Orgulho LGBT de São Paulo cobra respeito e igualdade (Daniel Mello/Agência Brasil)

image_largeO prefeito da prefeitura-popular de São Paulo, Fernando Haddad, se fez presente acompanhado de sua companheira. Não podia ser diferente: Haddad é o primeiro prefeito de São Paulo que desenvolve uma administração comprometida com as minorias e que tem uma boa articulação com o movimento LGBT. E por isso é continuamente perseguido pelas forças paranoicas das direitas que dominam São Paulo e que não aceitam a igualdade democrática. As direitas cujos valores são o preconceito, o racismo, a homofobia entre outros valores imobilizadores.

“O Poder Público tem que ir além da tolerância. Tem que defender a tolerância, combater a intolerância, mas tem que ser um componente social de resgate da cidadania também.

Quanto mais transparência melhor, nesse tipo de coisa. A gente pode inclusive fazer uma conversa aberta com toda a comunidade LGBT, em vez de fazer uma decisão de gabinete”, afirmou Haddad.

Durante a passeata membros do movimento discursaram contra os crimes que são cometidos contra membros da comunidade. Foi exigido do governador Alckmin a investigação sobre as violências praticadas contra o travesti Verônica Bolina. Muitos membros do LGBT já sofrearam agressões por parte dos nazifascistas como foi o caso do professor Fábio Custódio, de 49 anos, que como companheiro o chefe de cozinha, Marcelo Reis, de 32 nos.

1p5w49znvlb1e6kl1w3ta5bk9 2t021f9dy030g09evb31n4gqi b477f59b026d62c8d1975a41bcf98b18“O preconceito do cotidiano nó sentimos sempre, mas como militante do movimento, e apesar das críticas sobre a Parada não cumprir mais seu papel, acredito que isso não seja verdade, pois esse é o momento em que muitos homossexuais se assumem. É um momento especial para isso e para a marcação política na sociedade, apesar da festa. A festa mostra que, mesmo com tudo que sofremos, nós fazemos festa nesse dia”, afirmou Fábio.

 No mais, foi demais! Não podia ser diferente, porque O Mundo É Gay!

PREFEITURA DE SÂO PAULO, DE HADDAD, LAMENTA O ASSASSINATO DE LA MONIQUE MEMBRO DO PROJETO TRANSCIDADANIA

1c21b290-6e0c-4825-968e-cb5a4c9d32e9La Monique há anos se prostituía nas ruas de São Paulo, assim como há quinze anos havia abandonado os estudos. Eis que o prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad, criou o Programa Transcidadania em parceria com os membros do Movimento LGBT que oferece uma bolsa para cumprir uma jornada semanal de 30 horas referente à formação escolar e profissional. La Monique prontamente aderiu ao programa. Consequentemente mudou sua existência.

Ontem, pela parte da madrugada, La Monique, aos 43 anos, foi assassinada a tiros na região do Jockey Club, no Butantã.

Constrangida com a violenta ocorrência que tirou a vida de La Monique, a prefeitura, através da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania da Cidade de São Paulo publicou uma nota sobre o fatídico e cruel fato ressaltando a importância de La Monique para o desenvolvimento do projeto.

“La Monique é mais uma vítima de um contexto de alta vulnerabilidade. Assim como ela, várias (os) travestis e transexuais vivem da prostituição, uma das poucas alternativas que encontram para sua subsistência, já que o preconceito por suas identidades de gênero impacta seu cotidiano nas mais diversas dimensões, e, em especial, nas oportunidades de trabalho que lhes são ofertadas.

Ressaltamos a dedicação e empenho de Lá Monique às atividades do Programa Transcidadania, momento no qual retornou seus estudos após 15 anos longe da sala de aula. A luta pelo resgate de sua dignidade como cidadã travesti será sempre parte constituinte de sua trajetória”, diz parte da nota.

TIRIRICA OFERECE A DEMOCRACIA SUPERIORIDADE POLÍTICO AO REJEITAR POSIÇÃO DE LEVY FIDELIS CONTRA O MOVIMENTO LGBT

O deputado-comediante Tiririca, que não é nada despolitizado, apesar da massa ignara pretender, mostrou sua superioridade democrática ao se posicionar contra a posição do candidato à presidência da República, Levy Fidélis, que no debate na TV Record cometeu o sórdido e imbecil ato de atacar o movimento LGBT. Fato que foi muito bem recebido, pela canalha reacionária e obstruída. Fidélis condenou como um frustrado-déspota e com a veemência, que a estupidez possibilita aos tarados, o casamento gay.

Diante do impropério vulgar e preconceituosamente nazifascista, Tiririca, como um democrata, tomou para si a responsabilidade de defender o movimento LGBT.

“Fico triste saber que sou do mesmo país de quem tem ódio quando fala dos gays. Já dizia Mamonas Assassinas: abra sua mente, gay também é gente!!!

Por que os homossexuais incomodam tanto?? Deixem eles felizes, pois quando estou perto deles eles me fazem feliz, sempre alegre.

Quem é contra gay, saiba que os gays são os que mais adotam filhos daqueles heteros que abandonam os filhos… Vão estudar”, se mostrou político, Tiririca.

SIMPLES. O ATOR MARK RUFFALO, NO DOMINGO, DECLAROU APOIO A MARINA, MAS SOUBE QUE ELA É CONTRA O LGBT. TIROU O APOIO

O ator norte-americano Mark Ruffalo que interpretou o personagem Hulk, nos Vingadores, e que lançou recentemente o filme The Normal Heart, onde interpreta um personagem homossexual que se transforma em um contundente ativista da causa gay, havia declarado, no domingo, seu apoio à candidatura de Marina por seu envolvimento com a causa ambiental que ele também defende, mas ao tomar conhecimento que Marina tem uma postura de extrema direita referente ao casamento gay e os direitos reprodutivos das mulheres, retirou seu apoio e escreveu sua nova posição em relação à evangélica.

Leia a íntegra de sua nota de retirada de apoio à candidata Marina que é contra o movimento LGBT. E, particularmente, o casamento gay.img-1026584-mark-ruffalo

Olá a todos, 

Chegou ao meu conhecimento que Marina Silva, candidata a presidente do Brasil, seria contra o casamento gay. Isso me colocaria em conflito direto com ela. Como vocês sabem , eu luto pelo casamento igualitário no meu país e encaro isso como um reflexo da qualidade do candidato. Eu não sabia que esse era o posicionamento dela quando fiz o vídeo apoiando sua candidatura.  Eu tinha visto apenas o debate em que Marina  falava que apoiava o casamento gay e só soube posteriormente que seu partido  retirou seu apoio à causa. Eu não posso, com consciência, apoiar uma candidata que tenha uma visão de extrema direita em assuntos como o casamento gay e direitos reprodutivos, mesmo se essa candidata está disposta a fazer a coisa certa na causa ambiental.

Eu não sou expert em política brasileira, mas eu posso dizer que os direitos das mulheres, os direitos LGBTQ+ e os direitos ambientais são todos parte de um tipo de visão de mundo com o qual eu me identifico. Ter uma visão de mundo que não inclui essas três posições torna impossível que eu endosse qualquer candidato.

Eu tenho de me desculpar por não ter feito um trabalho melhor ao embasar minha decisão [de apoiar Marina]. Eu peço desculpas se decepcionei alguém ou se fiz alguém pensar que fiz vista grossa para esses assuntos, pelos quais eu sempre lutei. 

Nesse momento, seria bom saber, definitivamente, como a candidata Silva se posiciona com relação a esses assuntos, sem termos incertos. A questão está um pouco obscura e incerta atualmente. Até lá, baseado no que pude apreender de algumas postagens aqui, e pelo que está disponível na internet, eu estou retirando meu apoio.  Eu solicito à campanha de Marina que não utilize meu vídeo de apoio até que eles afirmam seu apoio ao casamento gay e aos direitos reprodutivos das mulheres, ou que deixem claro seu posicionamento sobre esses assuntos.  Sem isso, meu apoio é nulo e vazio.

Eu peço desculpas à campanha de Silva por não ter tido melhor conhecimento de suas políticas e por haver criado essa incoveniência. Eu fiquei desapontado ao ver seu apoio ao casamento gay ser retirado por seu partido no dia seguinte ao discurso  de apoio. Eu peço que levem meus votos em boa fé.

Sinceramente,
Mark Ruffalo


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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