Archive for the 'Kinemasófico' Category

CRIANÇAS AFINADAS MALHAM OS JUDAS

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Dois Judas, um referente ao Judas real e outro referente ao Judas imaginário. O primeiro é reflexo histórico constituído pelas experiências de mundo do próprio personagem que antes de ser incluído no discurso paulino bíblico, foi protagonista de suas ideias políticas e sociais. O segundo é reflexo da transfiguração do real em personagem mistificado pelo discurso paulino bíblico que fez uso da propaganda para transfigurá-lo em personagem traidor de Cristo, que o vendeu por 30 denários e o dedurou com beijo. O imaginário beijo de Judas. IMG_7842 IMG_7843 IMG_7844 IMG_7849 IMG_7850 O segundo tem sua representação maior nos anseios de Paulo que precisava de alguém para justificar a permanência de Cristo crucificado que morreu para nos salvar, e aí, então, instituir a culpa, a dívida, o ressentimento, a má consciência que abolidas com o perdão. Um perdão que se conquista através do autoconhecimento como pecador. Nada do que Cristo pregou. Cristo só amou. Não um amor banal, individualista, de classe, de grupo, mas um amor coletivo que não funciona como compensação como pretendem os tiranos exploradores da fé verdadeiramente cristã. IMG_7860 IMG_7861 IMG_7862 IMG_7863 IMG_7866 ENTÃO, AS CRIANÇAS FESTEJARAM Nesse ano houve na festa do Judas uma inovação. O testamento do colega Judas não foi escrito antecipadamente para ser lido no momento da festa. Dessa vez, as próprias crianças criaram, versejaram e rimaram as estrofes. Quer dizer: criaram as estrofes de forma coletiva. Exemplo: pergunta-se qual a criança que quer receber uma lembrança de Judas. Uma criança, em questão, Eduardo, que quer receber. Então, começa a estrofe: “Ao meu amigo Eduardo”. Pergunta-se ao Eduardo de que ele gosta, ele responde: “Gosto de feijão”. Aí, pergunta-se (alguém que coordena a construção da estrofe), às crianças: “O que Judas deixa como lembrança ao Eduardo que, no fim do verso, rima com feijão? Uma criança (responde de sua criação), responde (respondeu na festa): ”Arroz, farinha e macarrão”. E a estrofe lembrança de Judas fica: IMG_7867 IMG_7868 IMG_7871 IMG_7872 IMG_7873 IMG_7874 “Ao meu amigo Eduardo Que gosta de feijão Deixo como lembrança Arroz, farinha e macarrão”. E a festa continua rimada até enquanto crianças queiram ganhar lembranças de Judas. Nessa festa de Judas de 2014, foram realizadas outras brincadeiras com elementos teatrais todos referentes à Páscoa e Judas. Mas sempre ocorrem dois grandes momentos nessa festa: tirar foto abraçado com o bom Judas, e a hora da malhação. Antes era só malhar. Extravasar energias, e muitas vezes ressonâncias a-históricas: “O Judas é mal, traiu Jesus”! Agora, a malhação mudou: as crianças malham o Judas para encontrar presentes dentro deles, principalmente bombons.. IMG_7880 IMG_7883 IMG_7884 IMG_7890 IMG_7902 Como criança é devir humano que necessita de nutrientes para colocar sempre em práxis suas faculdades intelectiva, sensorial, imaginativa, memorial, biológica, tem sempre que haver o mata broca, além do tradicional ovo de Páscoa caseiro. Nada de ovo industrial. Cristo sempre se considerou um Homem-Natural. Carregava elementos da filosofia estoica e epicurista que cultivavam amorosamente a Natureza. Daí o nome da habitação do filósofo Epicuro ser chamada Jardim de Epicuro. IMG_7908 IMG_7910 IMG_7912 IMG_7913 IMG_7917 IMG_7919 IMG_7921 IMG_7922 IMG_7926 IMG_7929 IMG_7930 No mais, é só bradar: Valeu, criançada! Valeu, Judas!

AFIN ENTREGA CARTEIRINHAS AOS JOVENS CINÉFILOS DO KINEMASÓFICO

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Crianças afinadas exibem suas carteirinhas

O Kinemasófico, vetor que vem produzindo afetos estéticos/imagéticos há cinco anos com as crianças do Bairro do Novo Aleixo, é bem mais do que uma simples projeção de imagens. Foi criado junto a comunidade um espaço de encontros que vem propiciando novas formas de percepções. Os curtas e longas projetados são previamente estudados e mostram imagens diferentes daquelas que as crianças estão acostumadas em ver na escola/casa/televisão para que sejam dialogadas com as crianças pela fala, pelo desenho e pela expressão corporal.

Neste último fim de semana a festa não poderia ser diferente. Ainda mais com as entregas da carteirinha do cineclube afinado onde os jovens cinéfilos sempre tem a entrada aberta às novas imagens. Na ocasião foram exibidos 5 curtas que estarão espalhados entre o texto e as imagens da entrega.

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A GRANDE VIAGEM

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Titulo Original: A grande viagem

Ano: 2011

Diretor: Caroline Okoshi Fioratti

País: Brasil
Duração :15 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Com Alzheimer, seu Mário não consegue mais distinguir com clareza passado e presente, e revive em sua mente uma fase da vida em que vendia guias de viagem de porta em porta. Mário nunca viajou, mas agora surge a oportunidade de conhecer os quatro cantos da terra através de sua imaginação. Seu neto Felipe será seu parceiro nessa jornada.

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Antes da entrega das carteirinhas o tradicional jogo de adivinhação com esquizoperguntas para aguçar a criatividade das crianças que ainda não sabiam que iam receber neste mesmo domingo suas carteirinhas de cinéfilos do kinemsófico.

UMA FERRADURA PARA A SORTE

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Titulo Original: Podkova pro stestí

Ano: 1946

Diretor: Karel Zeman

Personagens: Homens, ferradura, produtos.

País: Checoeslováquia

Duração : 04 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : O simples sapateiro (que já foi até detetive em outras ocasiões) acha uma ferradura no meio de um bosque. Crente que a ferradura vai lhe dar sorte, ele se envolve em muitas estrepulias. Mas se ele não tiver sorte o que fazer com aquele pedaço de ferro?

Lucicléia entrega a carterinha para Matheus

Lucicléia entrega a carterinha para Mateus

Logo as carterinhas começaram a ser entregues e deixaram os jovens cinéfilos do Kinemasófico bastante alegres de participar e serem um amante do cinema de carteirinha. Nas carterinhas impressas em papel duro e plastificadas, além dos dados da associação há a foto e os dados pessoais.

VENTO

Erik van Schaaik- Vent (2004)

Titulo Original: Vent

Ano: 2005 (Prêmio FIPRESCI no festival de Annecy e Urso de Cristal no Festival de Berlim)

Diretor: Erik van Schaaik

Personagens: Vento, homem, garota

País: Holanda
Duração :5 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Diversas linhas dançam na tela enquanto as cores e quantidade se transformam.

Ivânia entrega a carteirinha para Vitória

Ivânia entrega a carteirinha para Vitória

A criança Mickaelly recebe a carteirinha de Alci

A criança Mickaelly recebe a carteirinha de Alci

Um a um todos aguardavam ansiosamente para serem chamados e as carteirinhas até que praticamente todos estivessem com sua carteirinha. Mas do que uma forma de identificação com o cinema, a carteirinha representa uma confraria de crianças e jovens que produzem o mundo a partir de suas experiências sociais, artísticas e coletivas.

O BRINQUEDO VERMELHO

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Título Original: Hateip Ha’adom (The red toy)

Ano: 2005 (Melhor curta no Jerusalem Film Festival)

Diretor: Dani Rosenberg

Personagens: Garoto palestino, brinquedo vermelho, turistas japoneses, soldados israelenses, Homem ladrão, garoto israelense, cameras de segurança.

País: Israel / Palestina

Duração : 12 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Um rapaz chega com seu carro em uma cidade e busca vender sua invenção: a fumaça mágica que transforma as pessoas e objetos naquilo que o dono deseja. Porém assim como a mágica ocorre ela pode se tornar esfumaçada.

mostra a carteirinha junto a Vinicius

mostra a carteirinha junto a Vinicius

Alci entrega a carteirinha para Gabriela

Alci entrega a carteirinha para Gabriela

O HOMEM VOADOR

The Flying man- George Dunning 1962 Annecy

Título Original: The Flying man

Ano: 1962 (Grande Prêmio no Festival de Annecy de Animação)

Diretor: George Dunning

Personagens: Homem, homem voador, cachorro e outras formas aquareladas

País: Reino Unido

Duração : 2 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Uma homem acredita que pode voar e ao bater seus braços se mostra voando acima das cabeças dos transeuntes.

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Após a entrega das carteirinhas as crianças já aguardavam a tradicional hora do mata-broca onde além das tradicionais pipocas doce e salgada foram servido o suco e uma bola de sardinha feito especialmente para a ocasião. E como tudo uma hora termina chegou-se a hora das crianças voltarem pra casa. Bom é saber que no próximo domingo a festa se refaz em mais uma sessão do Kinemasófico.

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O Kinemasófico é um vetor cinematográfico que a Afin realiza para crianças e jovens todos os domingos à boca da noite, contando com um curso artístico (teatro, cinema…), sempre com a apresentação ao final da atividade de um cinema. Mais informações, clique aqui.

CRIANÇAS DO KINEMAZÓFICO DISCUTEM PREÇO DA FARINHA QUE FAZ PARTE DE SEU HÁBITO GASTRO CULTURAL

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É muito difícil encontrar um amazonense,  um paraense  ou nortista que não goste de farinha de mandioca. Saborear um jaraqui, acará, tambaqui, pacu, pirarucu, pirara, surubim, pescada ou cinquenta matrinchãs sem a toco mole, seca não faz parte do cardápio desse povo.

Mas eis que  tem sido comum nesta não cidade de Manaus seu povo reclamar diariamente sobre o preço desse essencial produto na mesa manauara. Quando não há peixe, carne, o amazonense, paraense, nortista a colocam na cuia, misturam com água e tomam chibé, ou mingau. 

O preço do produto está abusivo. Há mercearias, supermercados vendendo o quilo a R$ 10,00. Temos informações que na cidade de Maués já chegou a R$ 13,00 reais o frasco (dois litros.)

Aqui em Manaus varia. Vai de R$ 4,50 a R$ 15,00 o quilo. No domingo passado, após a projeção do nosso kinemazófico, atividade que realizamos com as crianças do bairro Novo Aleixo a mais de cinco anos, propusemos um debate  com as mesmas tratando exatamente sobre o preço da farinha.

Antes explicou-se que para fazer a farinha o agricultor faz um roçado. Corta todo o mato pequeno, depois derruba com moto serra as árvores maiores. Antes era com machado. Levava em média uma a duas semana para a derrubada. Hoje com moto serra faz esse serviço em meio dia.

Tudo no chão se esperava que as folhas secassem. Quando estavam todas secas o agricultor as queimava. Tudo era incendiado. Ia  para o espaço labaredas de fogo e fumaça.

Quando não queimava bem o agricultor tinha que “encoivarar”, isto é, juntava os galhos que não queimara para tocar novo fogo.

Feito isso era hora de plantar a maniva. É desse arbusto que fixo na mãe terra surgirá a mandioca.

Passado 8, 9, 10 meses ela passa pelo menos por duas capinas e depois estará pronta para ser colhida, arrancada.

Para arrancar a mandioca o agricultor, dependendo da quantidade de farinha que vai fazer leva no mínimo um dia.

Uma parte é colocada dentro d’agua e outra é descascada para ser ralada. Antigamente era no ralo, manual. Hoje já há meios modernos de cevar. Dez paneiros de mandioca se ceva em menos de 30 minutos. Antigamente levava-se dois dias.

Depois disso retira-se a que está dentro d’agua para  misturar com a ralada. Essa mistura é que vai dar a cor amarela.

Essa massa ficará uma noite descansando para no dia seguinte, por volta da quatro madrugada ser secada no tipiti de onde é extraído o tucupi e a tapioca.

Depois de seca a massa  é peneirada.

Com a lenha retirada do roçado acende-se o forno. Primeiramente a massa é escaldada. Usa-se no caso do Amazonas um remo nesse primeiro momento e quando já está sem a água se usa um rodo.

No final, depois de mais ou menos 3 a 4 horas, dependendo da quantidade de massa a fornada estará pronta. A parte fina, torrada, o “caboco” retira para fazer caribé. Uma bebida apurada bastante consumida por estas bandas.

Adivinhem agora criançada, quanto  custará uma saca de farinha produzida pelo agricultor?

Ele venderá por R$ 50,00 ou, 60,00 reais. Trabalhou uma semana. Haverá pessoas que reclamarão desse preço, mas não levam em conta o trabalho que deu ao agricultor para fazê-la.

O atravessador que não é “besta” vai lá e compra tudo. Depois ele mesmo fará seu preço. O produtor, o consumidor perdem e quem ganha é o atravessador e o comerciante, concluiu Eduardo.

Eles colocam o preço que quiserem porque não há no Estado do Amazonas uma política de preço mínimo para o agricultor e nem fiscalização no comércio. Não há  incentivo para a produção de mandioca. Nessa relação promíscua temos a mais-valia ou mais-valor que proporciona o lucro do explorador, segundo Karl Marx.

Com o bolsa floresta, bolsa verde, bolsa defeso, assentamento do INCRA o caboco não faz mais roçado. Ele não pode mesmo, porque é proibido desmatar. Volta a viver como seus ancestrais viviam. Trabalham pela manhã e folgam a tarde, pois o dinheiro que recebem do governo compram farinha e os demais mantimentos.

Enquanto isso, nossos cinéfilos entenderam o processo de feitura da farinha, da comercialização e da exploração do trabalhador que produz, mas no final acaba como  o grande perdedor. Só não perdeu a Micaela que no sorteio ganhou um quilo de farinha que custou R$ 10,00 reais importada de Santarém, do belo Estado do Pará.

Os moradores desta não cidade ao criticar o preço desse cereal estão dando sua contribuição como cidadãos e particípes  da vida em comunalidade.

Sem participarem de manifestos nossos consumidores afinados debateram sobre o preço abusivo da farinha que tem como grande perdedor o agricultor  e o consumidor e ganhadores, o atravessador e o comerciante, na conclusão do nosso cinéfilo, Eduardo, criança de 10 anos, assíduo frequentador a mais de cinco anos das nossas sessões de cinema que não passam nas tevês abertas nem fechadas, aos domingos, na Rua Rio Jaú.

Ps. Nosso próximo texto versará sobre Manifestantes e Povo – baseado em “Multidão”- Guerra e democracia na era do Império,  obra de Michael Hardt e Antônio Negri.

 

KINEMASÓFICO: 6 CURTAS

Na festa dominical do Kinemasófico das crianças afinadas produziram mais um encontro kinemasófico onde além da celebração dos aniversariantes afinados João Benedito e Eduardo houveram 6 curtas que geraram muita conversa a partir dos temas propostos começando com

A PISCINA AZUL

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Titulo Original: Sinyaya Luzha

Ano: 2004

Diretor: Catherine Maximova

País: Rússia
Duração :5 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) :Após se banhar em uma piscina azul, uma criatura começa a mudar de forma. Logo ela é levada ao médico maluco onde ao tomar diversas poções continua sua transformação.

O FAZENDEIRO DOS MOINHOS

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Titulo Original: The windmill farmer

Ano: 2010

Diretor: Joaquín Baldwin

Personagens: Fazendeiro, trevo, moinho, chuva.

País: Estados Unidos

Duração : 05 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Ao pegar um trevo um fazendeiro tem um sonho de plantar trevos para que estes se tornem moinhos. Porém após uma forte chuva os moinhos que estão brotando se quebram e voam pelo ar. Quanto tempo um sonho pode ser mantido?

VNE IGRY

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Titulo Original: Vne Igry

Ano: 2012

Diretor: Ivan Maksimov

Personagens: Bichinhos, retalhos, ponteiros

País: Rússia
Duração :7 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Três velhos brinquedos orfãos ficam em um porão brincando e rindo de sua própria degradação, e tentando criar formas de remendar os rasgos do esquecimento.

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MONA LISA DESCENDO AS ESCADAS

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Título Original: Mona Lisa Descending a Staircase

Ano: 1992 (Melhor animação nos festivais de Ottawa, Melbourne, Chicago, Bombay e Oscar)

Diretor: Joan C. Gratz

Personagens: Pinturas feitas de massinha

País: Estados Unidos

Duração : 7 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : A partir de Mona Lisa, uma série de pinturas (de 35 quadros famosos) são criados com massinha em uma bela animação.

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QUADRADO

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Título Original: Kwadrat

Ano: 1972 (Melhor Curta no Festival de Cracow, de Ottawa e no Oscar- Academy Award)

Diretor: Zbigniew Rybczynski

Personagens: Formas geométricas, homens dançando

País: Polônia

Duração : 3 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Os quadrados começam a se modificar e logo se tornam pessoas que começam a andar pelo quadrado enquanto mudam suas cores e formas.

A DEUSA

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Título Original: The god

Ano: 2004 (Melhor animação no Festival Grego Drama Short Film e prêmio do Público no Festival de Cinema Fantástico da Suécia)

Diretor: Konstantin Bronzit

Personagens: Deusa, mosca.

País: Rússia

Duração : 4 minutos

Sinopse (Resumo da História do Filme) : Uma deusa egípcia é acordada de seu longo sono por uma mosca que passa a perturbar sua paciência e equilíbrio .

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O Kinemasófico é um vetor cinematográfico que a Afin realiza para crianças e jovens todos os domingos à boca da noite, contando com um curso artístico (teatro, cinema…), sempre com a apresentação ao final da atividade de um cinema. Mais informações, clique aqui.

KINEMASÓFICO COMEMORA 4 ANOS COM DUAS FESTAS EM SUA NATALINIZAÇÃO DE JANEIRO

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Natal, época de nascimento comemorada todo fim de ano. Para o kinemasófico o seu natal é em janeiro, mês em que foi engendrado este vetor afinado junto com as crianças do Novo Aleixo. Desta forma o ano novo traz o natal para o Kinemasófico. E neste último domingo do mês de janeiro o Kinemasófico comemorou seus quatro anos juntamente com a festa natalina da Afin. Ufa! Até que enfim chegou o natal da Afin.

E estas duas comemorações encheram o bairro do Novo Aleixo de alegria, risos e muitas brincadeiras. Mas antes do início da atividade kinemasófica houve uma conversa com as crianças, jovens e pais presentes sobre o entendimento e a importância dos cinemas para as crianças.

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Foi colocado pelas crianças que o cinema já faz parte da realidade deles mas que diferente da televisão proporciona um debate onde todos podem usar sua voz e expor seus pensamentos. No kinemasófico afinado eles disseram se sentirem dispostos para conversar sobre os temas levantados e para aprender com as novas imagens que o cinema traz. Além disso foi colocado também que este aprendizado é sempre divertido e envolvente, ao contrário das obrigações e punições da escola.

E desta forma sentimos em cada palavra que o cinema tem sido uma composição que aumenta a potência criança de cada um e abre diversas formas de pensar, se expressar e agir.

Depois da conversa como em todo aniversário kinemasófico foi passado um vídeo especial. Neste ano o vídeo denominado “Hoje o cinema são vocês” mostrou além das fotos das crianças, dos curtas e longas kinemasóficos exibidos durante o ano e uma seleção musical especial, uma seção dedicada às brincadeiras e atividades que aconteceram durante o ano.

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Desta forma após terminar as fotos com as crianças e os cinemas exibidos apareceu na o “falso” FIM seguido de uma tela preta. Porém após alguns segundos o vídeo anunciava É BRINCADEIRA mostrando então as fotos das crianças brincando nas mais diversas atividades proposta durante o ano como o pebolzinho, boliche, rima rimador, formação de palavras, jogo dos bancos, etc. Mais uma vez se declarava um falso FIM para mostrar as fotos do grupo do Hip-hop que produziram uma batalha de B-boys após algumas projeções de cinema. ASSISTA O VÍDEO ABAIXO OU PARA BAIXA-LO O VÍDEO CLIQUE AQUI.

E em cada foto que se passava havia uma explosão de gargalhadas e de olhares que se cruzavam pois naquele momento as crianças eram atores e espectadores ao mesmo tempo. As fotos mostram que elas são o responsável pelo vído e pela festa, pois ajudaram durante todo o ano a produzir o kinemasófico com sua presença e o uso de sua alegria, inteligência, humor na relação estética com cinema e com as crianças afinados .

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Quando o vídeo Photo-kinemico terminou parece que o tempo cronológico de um ano não diminui a vontade de estar alí, mas na composição atemporal de novos afetos o tempo que passou pelas fotos não pode ser mensurado em 1 ano ou outra quantia. Isto ocorre pois houve nestas composições a criação de novas maneiras de entender o mundo, fazendo com cada um se transformasse em um novo. E como sempre há esta transformação o tempo cronos nunca vigora pois sempre somos um novo que não pode ser dividido nem contado pelo predecessor.

E foram distribuidos os pratos da ceia kinemasófica nutrindo os cinéfilos crianças para que o vigor da vida persevere. E o mata-broca tava saboroso primeiramente com o arroz com frango e farofa, seguido de um bolo de chocolate.

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Então cada criança escolhia um quadrado com número que estava dentro de um saco, sendo que este correspondia a um brinquedo a ser recebido. Desta forma a criança era responsável pela sua escolha e caso não estivesse satisfeita com o brinquedo poderia trocar com o colega ou dar para alguém que escolhesse.

Um a um foram sendo chamado os números e a revelação do brinquedo desconhecido terminava com o mistério numerológico. E junto com o brinquedo cada criança recebia um delicioso pote com doce de abacaxi para comemorar o novo companheiro de brincadeiras.

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E assim a noite foi passando com um grande júbilo envolvendo todos os presentes que independente do brinquedo ou da comida, já que todos fazem o cinema e constroem novas relações durante todo o ano. E como todo domingo o kinemasófico é festa não precisa se preocupar que esta terminou pois logo mais tem outra.

Mas além desta festa do olhar que ocorre sempre, está chegando uma que se torna real somente uma vez por ano: a Bandinha do Outro Lado, que neste ano ocorre no dia dia 10 de fevereiro e promete mais uma grande festa, embalada na força de Dionísio, do bode tragos e do brincar criança. Então abre alas que a bandinha vai passar.

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RARIDADE SOBRE A HISTÓRIA DO CINEMA EXCLUSIVO DA AFIN PARA O MUNDO

A Associação Filosofia Itinerante (Afin) pelo seu vetor kinemasófico vem trazer mais um documento sobre a história do cinema, como já haviamos feito no afinado Um Breve Toque sobre a História dos Cinema: um plano para as crianças. Este novo material conseguido em um antiquário é uma cartilha contando sobre a história do cinema.

Este livreto de cinema que está em domínio público por ser de 1930, é uma obra kinêmica de R. Millaud, publicada em francês em 1925 e traduzida para o português por Costa Marques (Eng. Industrial I.I.C.P.) dentro da coleção Encyclopedia Pela Imagem. Esta cartilha conta desde os primeiros aparelhos que tentavam reproduzir as imagens com a velocidade da percepção da retina humana, e todos seus elementos como o obturador, mecanismos de desenrolamentos, tiragem da positiva, retardador, armazem, objetivas, mecanismos de arrastamento.

Além disso há capítulos sobre a fabricação dos filmes (sobre estúdio, iluminação, cenário, trajes, fotografia, animação, efeitos especiais, a tentativa de criar o cinema colorido e muito mais), sobre o cinema de amadores (sobre as máquinas para amadores, cinemas no ensino, entre outras coisas).

Não esquecendo que quando esta obra foi publicada ainda não havia o cinema totalmente colorido (somente havia a coloração a mão, ou mecânica, mais ainda não satisfatória). Além disso quando ocorreu a publicação em português, havia apenas um ano em que o cinema falado havia sido produzido em O Cantor de Jazz (The jazz singer, 1929). Desta forma estas 65 páginas são um curso de cinema para qualquer iniciante, amador, estudantes e até profissionais.

DO TRATAMENTO

Esta edição foi escaneada afinadamente e teve um tratamento de imagem para retirar a o amarelamento da página via Photoshop, através de experimentos. Para saber como foi retirado o amarelado (ou as páginas amarelas) criados pelo tempo, nosso blog dá a receita.

Abra a imagem no Photoshop, na aba Camada (Layer) clique em nova camada de ajuste (New Adjustment Layer) e em Matiz/ Saturação (Hue/Saturation) e coloque a Saturação (Saturation) em -100% (toda pra esquerda). Pronto a página amarelada ficou branca. Isto só não funciona perfeitamente onde há manchas.

DOWNLOAD

Para baixar O Cynema da Coleção Encyclopédia pela imagem escolha uma das opções abaixo. Esta pode ser impressa, lida e distribuida gratuitamente, uma vez que se encontra em domínio público, ou quando uma obra passa mais de 70 anos de sua publicação.

Tamanho Completo (1350X1890)

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HIP-HOP AFIN NUM BREAK KINEMASÓFICO

Como vêm ocorrendo há um mês o espaço do cinema Kinemasófico se juntou com o Break do Hip-hop produzido por algumas crianças do Novo Aleixo, que organizaram um torneio de Break afinado. B’boys e B’girls que durante todo o mês de março estiveram disputando a eliminatória desta vez estavam na grande final. As duas duplas do crew que disputaram foram Maiconardo (Maicon e Eduardo) e Willian Júnior. Mas antes da competição a criançada curtiu o cinema

A LENDA DO VENTO NORTE

Título Original: La leyenda del viento del Norte
Ano: 1992
Diretores: Maite Ruiz de Austri, Carlos Varela
País: Espanha
Duração : 69 minutos
Sinopse (Resumo da História do Filme) : Duas crianças embarcam clandestinamente em um barco de caçadores de baleia. Durante a viagem, descobrem a dura realidade desde grandes animais e fazem de tudo para salvá-las. Porém eles correrão grande perigo pois um homem muito mau e poderoso se encontra no navio. Mas eles encontrarão um povo que vive recluso de quem pedem ajudas. Conseguirão eles salvar as baleias e acabar com a caça?
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Após o fim do cinema, as duplas se aqueceram e entraram na roda para a grande final. Apresentadas para o público as duplas começaram a dança break e mostraram que o estudo e dedicação à arte do hip-hop vale a pena.

Acima vemos algumas fotos da apresentação da dupla Maicon Douglas e Eduardo que esbanjaram muita técnica e habilidade em seus passos. Porém a dupla William-Junior também não ficou pra traz mostrando em sua coreografia em provocação a outra dupla, como podemos ver abaixo.

E a competição foi esquentando a cada apresentação que se alternava e o nível ficava cada vez melhor. Aos poucos as duplas foram introduzindo novos movimentos fervilhando a comunidade toda que estava presente. Palmas pra que te quero…

E após a disputa o B’boy que treina o Crew elogiou o empenho de todos os garotos que participaram do torneio, e disse que são muito talentosos tendo um grande caminho na dança break… Porém ele também caiu na roda e mostrou sua habilidade e prática para todos recebendo muitos aplausos.

Chegou então a hora da votação. O público presente estava muito entusiasmado com os concorrentes o juri popular decidiu por empate. Então o juri técnico formado por professores, alguns dançarinos e pais presentes decidiu os vitoriosos: a dupla Willian e (Anderson) Junior que ganharam dois pares de tênis e um kit hip-hop. O segundo lugar também recebeu um kit hip-hop e uma calça de break.

E para repor as energias todas crianças receberam as tradicionais pipocas salgada e doce seguidas de um delicioso e nutritivo bolo de cenoura tradicional da Afin. E enquanto for produzida a alegria nunca acaba esta noite a festa continua hoje a noite com a festa de Judas.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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SAPATEIRO CÂNDIDO (Calçada da Comendador Clementino, próximo ao Grupo Escolar Ribeiro da Cunha).

A Confluência das Torcidas!
CHURRASQUINHO DO LUÍS TUCUNARÉ (Japurá, entre a Silva Ramos e a Comendador Clementino).

Só o Peixe Sabe se é Novo e do Rio que Saiu. Confira esta voz na...
BARRACA DO LEGUELÉ (na Feira móvel da Prefeitura)

Preocupado com o desempenho, a memória e a inteligência? Tu és? Toma o guaraná que não é lenda. O natural de Maués!
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