Archive for the 'Homofobia' Category

“SEXISMO, HOMOFOBIA, LESBOFOBIA, DESCRIMINAÇÃO RACIAL, DESRESPEITO AO DIREITOS HUMANOS E SOCIAIS E AO ESTADO LAICO”, SÃO ALGUMAS DAS POSIÇÕES QUE O MANIFESTO FEMINISTA ENCONTRA EM YVES GRANDA PARA QUE ELE NÃO SEJA INDICADO MINISTRO

Como já se sabe, o desgoverno Temer é produto de uma reação (reação é o comportamento de todos em que a vontade de potência foi desativada pela força contrária a vida. Daí, porque se chama de reacionário todo aquele que não age, só reage através do que já impregnado em si) antidemocrática. O que significa que todos que participam desse desgoverno são golpistas. E não adianta recorrer ao argumento de que só participa do desgoverno em função de sua capacidade produtiva, porque em desgoverno golpista não há produtividade no sentido de valoração da vida.

 A morte do ministro Teori, relator da Lava Jato, que passou meses para pedir o afastamento de Eduardo Cunha da presidência da Câmara Federal feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, retardo que redundou no golpe contra a presidenta Dilma Vana Rousseff, eleita democraticamente com mais de 54 milhões de votos, abriu uma perspectiva alvissareira para o desgoverno golpista: ele pode indicar o ministro que vai ocupar a vaga de Teori como relator da Lava Jato. Um achado, já que o ministro indicado terá os poderes que os golpistas almejam para deixem a posição de ansiedade quanto as investigações, julgamentos e, talvez, suas condenações como réus acusados de corrupção. Então, os anseios do senador Jucá, “estancar a sangria”, proporcionada pela Lava Jato sejam extirpados.

  Diante do caso Teori, um dos primeiros nomes que foi posto como possível ministro para o cargo foi de Yves Granda. Para quem acompanha o desenrolar sofrido das chamadas fases brasileiras comandadas pelos alcunhados políticos, Yves Grande é muito bem conhecido por suas posições ultra-reacionárias que extrapolam a modernidade, e mais ainda a pós-modernidade. Ele é o tipo que o filósofo Nietzsche chama de “retardo”. Os que não são nossos contemporâneos. Os destemporalizados. Os que ficaram imobilizados no passado longínquo.

    Compreendendo essa realidade “grandiana”, o movimento feminista decidiu mobilizar um manifesto para que o pior não ocorra. Não esquecer que trata-se de desgoverno golpista. Qualquer indicado tem é igual.

      Leia o manifesto.

 

MANIFESTO DE LANÇAMENTO DE
ANTICANDIDATURA AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Nós, mulheres, abaixo-assinadas, profissionais de diversas áreas, negras, brancas, indígenas, estudantes e membros de organizações e movimentos sociais, conscientes da importância das funções exercidas pelos integrantes do Supremo Tribunal Federal e firmes na defesa
– do Estado Democrático de Direito;
– da soberania nacional;
– do pluralismo político;
– do patrimônio público;
– do desenvolvimento econômico sustentável comprometido com a construção de uma sociedade em que a livre iniciativa esteja condicionada à garantia do valor social do trabalho;
– de uma sociedade em que a propriedade esteja subordinada à função social;
– da construção de políticas públicas sociais integradoras e redutoras de desigualdades;
– do ensino público e universal;
– do direito à saúde e à seguridade social e ao acesso aos bens da vida que assegurem a igualdade positiva de que trata o art. 5º, caput, da Constituição da República Federativa do Brasil, e;
atentas à diversidade humana, cultural, socioeconômica, étnica e religiosa da sociedade brasileira e comprometidas com a concretização dos direitos sociais fundamentais inscritos no Pacto Constitucional de 1988, não aceitamos a indicação à composição do STF de pessoas que representem retrocessos nos direitos humanos e sociais arduamente conquistados, que desrespeitem o direito à não discriminação e à igualdade substantiva que a Constituição brasileira assegura a todas as pessoas.
Numa situação em que a ilegitimidade do governo constituído compromete todos os processos políticos regulares, esvaziados de sua sustentação democrática, estamos diante da afronta de ter como postulantes à função de Ministro do STF pessoas que demonstram desconhecer a realidade social de brasileiras e brasileiros. Sexismo, homofobia, lesbofobia, discriminação racial, desrespeito aos direitos humanos e sociais e ao Estado laico não podem ser parte da trajetória de quem irá integrar o colegiado do STF.
Assim, convencidas de que os atuais postulantes à função de Ministro do STF representam, em sua maioria, posições que colocam em xeque direitos conquistados e a respeitabilidade do STF, vimos a público lançar a anticandidatura da Professora Beatriz Vargas Ramos ao Supremo Tribunal Federal. A anticandidata integrou o quadro docente da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (1991/2009) e, atualmente, é Professora Adjunta da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB). É criminóloga crítica abolicionista, feminista, ativista de direitos humanos e em sua trajetória tem se posicionado firmemente pela descriminalização das drogas, pela descriminalização do aborto, contra a redução da idade de capacidade penal e contra a criminalização dos movimentos sociais e, mais recentemente, pela resistência democrática contra o golpe institucional de 2016, por meio do qual buscam constituir no País um modelo de sociedade e de Estado que já se mostrou desastroso nos quatro cantos do mundo.
Temer e seus aliados empenham-se na redução do Estado Social, ao mesmo tempo em que o Estado Policial se amplia com a implantação da receita neoliberal. Isso se dá por meio da ex-PEC 241, PEC-55 no Senado e atual EC nº 94/2016 que, em meio a uma crise econômica sem precedentes, congela o gasto público por 20 anos, acirrando as brutais desigualdades sociais. Isso se dá também por meio da proposta de reforma da Previdência Social e da privatização fatiada da Petrobras. Para o mundo do trabalho, entre tantas medidas, o presidente não eleito e seus aliados defendem as que desconstituem a tela pública de direitos, em propostas fundamentadas em documentos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), delineadas no Programa do PMDB de 2015, “Ponte para o Futuro”, cuja centralidade é o “acordo livre entre vontades iguais” na condição de fonte prevalente dos direitos sociais do trabalho. O presidente não eleito e seus aliados apostam em lei denominada “modernizadora” que afasta todos os obstáculos à terceirização, com ampliação da jornada de trabalho e a exclusão do trabalho não decente do conceito de trabalho escravo, num retrocesso brutal a patamares do século XIX, bem ao gosto dos detentores da riqueza, sobretudo financeira, sem qualquer medida de tributação efetiva das rendas e grandes fortunas.
No campo da luta das mulheres, Temer e seus aliados romperam todos os elos e trouxeram o “primeiro-damismo” de volta à cena política. A Secretaria de Mulheres saiu do primeiro escalão e passou a ser subordinada ao Ministério da Justiça. Tornou-se um apêndice das políticas repressivas e policialescas gestadas pelo comando da pasta, além de ser dirigida por uma mulher contrária a bandeiras históricas dos movimentos de mulheres, como o direito ao aborto.
A anticandidatura ao Supremo Tribunal Federal é uma ação política de protesto e de denúncia desse estado de coisas. Nenhuma mulher, na vida doméstica ou profissional, precisa de um marido a quem obedecer. Nenhuma profissional da carreira jurídica, advogada, professora, pesquisadora, consultora, promotora, juíza ou ministra de Corte Superior precisa do aval de um homem para exercer, de acordo com sua própria qualificação, capacidade e autonomia, suas atividades profissionais.
Convidamos nossas parceiras, a todas e todos que compreendem a relevância do papel do Estado e sabem que regulação dos direitos sociais sucumbe quando o capital deixa de ser publicamente regulado, a todas e todos que apoiam os movimentos de mulheres e os movimentos negros, LGBT e em defesa de trabalhadoras e trabalhadores brasileiros a assinarem este manifesto, posicionando-se publicamente contra o modelo de Estado e sociedade que está sendo implantado para atender aos interesses de uma pequena parcela da população, a todas e todos que se colocam contra o machismo e a criminalização do aborto, contra o direito penal máximo e a superlotação prisional, contra o punitivismo rotundo e o racismo que respondem pela exclusão social e pelas mortes de jovens negros e pobres, dentro e fora das prisões, contra a flexibilização e o desmonte dos direitos sociais do trabalho, contra a prevalência do “negociado sobre o legislado” – o “paraíso da insegurança jurídica” – e em favor da vida, da afirmação do Estado laico e da tolerância e em respeito à dignidade humana.
Este manifesto é também a defesa de um Supremo Tribunal Federal atento à missão constitucional de guardião maior dos direitos fundamentais e sensível às necessidades de uma sociedade complexa como a brasileira, marcada pela desigualdade e pela injusta redistribuição de riquezas, e, enfim, para que o STF seja o parceiro da emancipação humana e social no Brasil, ao invés de se converter definitivamente numa ilha de conservadorismo, inacessível à grande maioria da população brasileira. Somos a favor da repressão e do controle da corrupção, mas não aceitamos que, para este fim, seja violado o devido processo legal e as garantias constitucionais de defesa, assim como nos colocamos fortemente contra a “fulanização” da corrupção e a “heroificação” de servidores públicos – do Poder Judiciário, do Ministério Público e das Polícias – que devem pautar sua conduta profissional pela estrita obediência à lei e à Constituição da República.

1. Magda Biavaschi, desembargadora aposentada do TRT4, professora convidada e pesquisadora no CESIT/IE/Unicamp
2. Juliana Neuenschwander Magalhaes professora da UFRJ
3. Marilane Oliveira Teixeira, economista e pesquisadora do Cesit/IE – Unicamp
4. Patrícia Maeda, juíza do trabalho e doutoranda na FDUSP
5. Cleide Martins Silva, pedagoga, servidora pública aposentada
6. Gisele Cittadino – Professora PUC-Rio
7. Elinay Melo – Juíza do Trabalho Substituta – Membra da AJD
8. Andrea Ferreira Bispo- Juíza de Direito Membros da AJD
9. Fabíola Orlando Calazans Machado – professora e pesquisadora da Faculdade de Comunicação da UnB
10. Joseanes Lima dos Santos – Frente de Mulheres Negras do DF e Entorno
11. Leonor Araujo. Professora e pesquisadora do NEAB-UFES. Núcleo Estadual de Mulheres Negras do ES
12. Simone Dalila Nacif Lopes -Juíza de Direito TJRJ
13. Ingrid Lopes e Silva – Estudante de Direito
14. Yvone Magalhães Duarte- Assistente Social e militante dos DHs
15. Beatriz Vargas Ramos – professora da UnB
16. Denise da Veiga Alves, advogada, mediadora de conflitos
17. Fabiana Marques dos Reis Gonzalez, advogada, professora de história da arte na EAV.
18. Renata Conceição Nóbrega Santos, Juíza do Trabalho e membra da AJD
19. Débora Diniz – professora da UnB e pesquisadora da Anis
20. Ana Cristina Borba Alves – Juíza TJSC e Associada AJD
21. Joelma Melo de Sousa – Terapeuta
22. Giselle Flügel Mathias Barreto – advogada, especialista em Direito Público
23. Fernanda Martins, professora UNIVALI e pesquisadora UFSC
24. Naiara Brancher, Juiza de Direito, TJSC
25. Liziane Guazina, professora da UnB
26. Wanja Carvalho – Procuradora Federal
27. Renata Melo Barbosa do Nascimento – Frente de Mulheres Negras do DF e Entorno – Historiadora – Doutoranda em História (UnB)
28. Lucia Mendes, historiadora e publicitária
29. Rosângela Piovizani Cordeiro – direção nacional do Movimento de Mulheres Camponesas
30. Fernanda Martins – professora UFSC e UNIVALI
31. Márcia Marques, professora de jornalismo da UnB
32. Maria Luiza Quaresma Tonelli – Advogada, Mestre e Doutora em Filosofia
33. Camila Gomes de Lima, advogada, integrante da Renap, mestranda UnB
34. Geórgia Sena Silva Varella – Advogada/ Ativista do Movimento de Mulheres Negras e Direitos Humanos
35. Joanna Burigo Mestre em Gênero Mídia e Cultura pela LSE e fundadora da Casa da Mãe Joanna
36. Zélia Lucas Patrício, Assistente Social , Emprendedora Secretaria Nacional da REAFRO Rede Brasil de Afro Emprendedores.
37. Daniela Muller, juíza do trabalho do TRT1
38. Esther Arantes – Professora da UERJ e da PUC-Rio.
39. Maria Lúcia Barbosa, professora substituta da UFPE, faculdade de Boa Viagem e Advogada
40. Ana Bock, professora da PUC/SP
41. Vanessa Patriota, Procuradora do Trabalho
42. Yvone Magalhães Duarte – Assistente Social e militante dos DHs
43. Liziane Guazina / Professora e Pesquisadora Universidade de Brasília

 

Qual a sua opinião?

‘FELICIANOS’ DO CDH APROVAM PROJETO QUE AUTORIZA IGREJAS PROIBIR ENTRADE DE GAY

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Os deputados ‘felicianos’ da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, que tem como dirigente o pastor/deputado Marcos Feliciano (PSC/SP) que é acusado de racista e homofóbico, aprovaram  o projeto de lei que autoriza igrejas a expulsarem todas as pessoas que violarem “seus valores, doutrinas, crenças e liturgias”. E também as igrejas ficam autorizadas a não celebrar casamentos “em desacordos com suas crenças”.

Como se pode observar, o projeto tem como alvo exatamente os homossexuais. Os que cujas atitudes agridem os conflitos dos ‘felicianos’. O projeto quer evitar que aqueles que se sintam ofendidos possam recorrer à Justiça. No caso os gays.

Para o deputado Washington Reis (PMDB/RJ), autor do projeto, a homossexualidade está em desacordo com as crenças religiosas.

“Deve-se a devida atenção ao fato da prática homossexual ser descrita em muitas doutrinas religiosas como uma conduta em desacordo com suas crenças. Em razão disso, pelos fundamentos anteriores expostos, deve-se assistir a tais organizações religiosas o direito de liberdade de manifestação”, disse o deputado homofóbico.

E como não podia ser diferente, o relator do homofóbico projeto não é ninguém mais do que o homofóbico e racista deputado Jair Bolsonaro (PP/RJ) que foi indicado por seu semelhante, pastor Marco Feliciano. Para ele as instituições religiosas devem ser para os que defendem suas doutrinas.

“Do contrário pode-se se entender como verdadeira imposição de valores que não próprios das igrejas, sendo que, aqueles que não concordarem com seus preceitos, basta eximir-se voluntariamente da participação em seus cultos”, afirmou o deputado notoriamente homofóbico e racista. Que o diga a Preta Gil.

Agora, o projeto segue para a Comissão de Constituição e justiça (CCJ). A questão é saber se existe um número considerável de homofóbicos na CCJ. Se existir o projeto é aprovado e as manifestações contrárias à homofobia vai aumentar sua força contra os parlamentares.

Esses alcunhados projetos de lei são obras incontestes de parlamentares que não têm causas para presentarem ao Brasil. Não possuem inteligências suficientes para criarem temas fundamentais a sociedade. É aí que entra a necessidade urgente da reforma política.

ENQUANTO COMPLEXOS HOMOFÓBICOS CONDENAM O JOGADOR ÉMERSON (E ELE ACEITA), NO URUGUAI OCORRE O 1º CASAMENTO GAY PÚBLICO

Enquanto ainda se constata comentários homofóbicos contra o jogador do Coringão, Émerson, em razão do mesmo haver dado uma beijoca na boca de seu companheiro em público, comentários por demais desprezíveis, no Uruguai, casal gay, amparado na Lei do Casamento Igualitário, que entrou em vigor no dia 5 de agosto, realiza o primeiro casamento público.

O felizardo casal, formado por Rodrigo Borda e Sérgio Miranda, diretor da revista Friendly Map, receberam sua certidão de casamento no Cartório Civil de Montevidéu, onde o casal fez sua inscrição no dia no dia 5 de agosto. O enlace aconteceu em clima colorido de alegria como pede o mundo gay diante de amigos, parentes e jornalistas. Uma festa de Eros.

Por sua parte, Sérgio Miranda, afirmou que tratava-se de um dia histórico para o Uruguai.

“É um dia histórico para o Uruguai. É um momento muito importante e a mensagem que nosso país dá ao mundo é muito positiva, quando em outros, como a Rússia, acontecem coisas horríveis”, comentou Miranda.

O representante do Coletivo Gay Uruguaio Ovelhas Negra, Michelle Suarez, também se pronunciando sobre o histórico evento.

“O Uruguai está começando a destruir os mecanismos de discriminação contra o coletivo homossexual”, disse Michelle.

Enquanto isso, no Brasil, perdendo a oportunidade de ser feliz, certos homens só se beijam, e depois negam.  

CÂMARA ARQUIVA PROJETO DE CURA GAY E FELICIANO NÃO CONSEGUIRÁ NESTE ANO A CURA QUE DESEJAVA

A Câmara dos Deputados aprovou o requerimento do autor da proposta conhecida como cura gay que faria com que, através de mudança de resolução do Conselho Federal de Psicologia, os psicólogos pudessem curar os homoafetivos. Este processo é uma tentativa de mudança na semiótica psicológica ao criar um falso entendimento (e anticientífico) de que a escolha sexual é uma doença.

O arquivamento foi pedido através da aprovação do requerimento, apresentado pelo autor da proposta, o deputado ultraconservador tucano João Campos , e implica na não reapresentação desta matéria no plenário até o fim deste ano.

O projeto derruba a aplicação de dispositivos de uma resolução do Conselho

Todos os partidos encaminharam favoravelmente à aprovação do requerimento, a exceção foi o PSOL que encaminhou contrário à proposta por entender que a proposta deveria ser votada para que não mais pudesse ser apresentada durante a legislatura que termina em 2015.

O deputado Jean Wyllys afirmou  com seu arretamento bahiano de que “o projeto deveria ir para o lixo, de onde nunca deveria ter saído”. O presidente da Câmara, dep. Henrique Eduardo Alves , criticou a proposta, mas se contradisse ao vangloriar autor do projeto: “Ao nosso ver, o projeto é preconceituoso, é inconveniente, é inoportuno. E esta Casa não gostaria de vê-lo aprovado. Eu quero enaltecer que ele [João Campos] foi sensível às reclamações das ruas em relação ao projeto”.

 

COMISSÃO DE DIREITOS FELICIANOS APROVA PROJETO DA CURA GAY EM BUSCA DE TRATAMENTO

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara presidida pelo es/cu/dei/ro da irracionalidade Pastor Feliciano aprovou o projeto de lei que passa por cima do Código de Ética engendrado pelos psicólogos e estabelece a possibilidade de tratamento para homoafetividade.

Como a Organização Mundial de Saúde estabeleceu há 23 anos atrás, a escolha sexual homoafetiva não é uma doença e por isto não pode ser tratada. Embora os membros da comissão busquem incessantemente pelo tratamento, que direito existe em obrigar um psicólogo, em seu fazer profissional,  curar algo que a própria categoria não acredita?

O Conselho Federal de Psicologia (CRP) considerou a decisão da comissão feliciana de retrocesso. De acordo com a conselheira do CFP, Cynthia Ciarallo, a resolução fere um direito já consolidado constitucionamente.

O deputado Simplício Araújo tentou obstruir a votação, mas não conseguiu. De acordo com este parlamentar os evangélicos “não vão entregar para a comunidade evangélica o que estão prometendo, porque não há tratamento para o que não é doença. Quem dera que o Conselho Federal de Psicologia pudesse curar a cara de pau e todos os distúrbios da classe política deste país”.

O deputado Arnaldo Jordy afirmou que os parlamentares não tem poder jurídico para deliberar sobre o que foi disposto pelo CRP. A matéria seguirá agora para a análise da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Esta busca por curar o que não existe é tipica das pessoas e grupos antidemocráticos enrustidos em seus falsos problemas e que querem ampliar para toda a população seus discursos reativos.

DESUMANA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS DA CÂMARA CONTINUA A PROTELAR PROJETO QUE VIOLA DIREITOS DE PSICÓLOGOS

Por mais uma semana a Comissão de Direitos Humanos a votação sobre a resolução 001/99 do Conselho Federal de Psicologia que proibe os psicólogos de curar pessoas em relação a sua orientação sexual, inclusive no que diz respeito aos homoafetivos.

A razão do adiamento foi um longo debate que ocorreu na comissão e impossibilitou a votação do projeto. O presidente da comissão o deputado disangélico Pastor Marco Feliciano tentará convocar mais uma reunião para que haja a votação.

De acordo com o deputado o projeto já foi muito discutido e está pronto para ser votado. Feliciano ainda afirmou colocando seu tribunal na fala, que vários psicólogos tiveram seus registros cassados por descumprir o código de ética da psicologia e tentar curar gays. Equivocadamente o antidemocrático pastor representante da irracionalidade fala que somente no Brasil é proibido curar gays. Há quase 30 anos a Organização Mundial de Saúde já dispõe que o homossexualismo não é uma doença e portanto não é passível de ser curado.

O que nosso bloguinho discute não é a votação ou não do projeto, mas a maneira que ele passa por cima de uma norma ética federal fazer psicológico e institui como forma de ação uma opinião leiga, que não se baseia na ciência psicológica e muito menos na constitucionalidade profissional garantida pelo estado de direito laico. Esperamos que esta perturbação antisofrósina dos evangélicos felicianos possa se diluir para que a produção coletiva e o ethos da psyché plural possam serem respeitados.

MANIFESTANTES MARCHAM CONTRA FELICIANO ENQUANTO EVANGÉLICOS SE ENEVOAM NA HOMOFOBIA

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Um grupo de manifestantes se reuniu ontem nos entorno do Congresso Nacional para mais uma vez bradar contra aquele que nunca deixa ressoar a democracia em sua voz, o pastor Marco Feliciano. A marcha é apenas uma das diversas que ocorreram em Brasília e em todo o mundo desde que o pastor assumiu a presidência da CDHM da Câmara dos Deputados.

Defendendo o estado constitucionalmente laico e a igualdade de direitos civis o protesto que contou com um grande número de jovens que trouxeram faixas e gritavam mensagens de protesto contra o pastor e sua trupe de homens reativos a força criadora da vida

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Enquanto isto um outro grupo de evangélicos protestavam em defesa do infeliz pastor e em uma defesa aos seus próprios valores constituidos, porém implicados como se fossem em prol da família, da moral cristã .

Dentre as faixas haviam principalmente mensagens voltadas as escolhas dos homoafetivos, onde os evangélicos com suas bancas de juizes acham no direito de expor e julgar o que é melhor para a escolha alheia. Mensagens direcionadas a PL 122 mostram que estes grupos pretendem manter a homofobia como uma prática da impunidade.

Além disso em uma das faixas na foto abaixo coloca o homoerotismo como uma depravação que os afasta deste Deus odioso dos gays, e que só os absolvirão se estes se arrependerem. Em se tratando dos direitos civis, há uma confusão para os que acreditam que os homens permitem e deus pune. Jesus nunca puniu ninguém por suas práticas, nem mesmo os judeus e os romanos que foram responsáveis por sua morte. Ele sabia das diferenças e seguiu seu caminho.

Mas os disangélicos porém, amantes das paixões tristes da privação, da resignação, do julgamento alheio não tem como respeitar as escolhas do próximo e nem acham razoáveis que os crimes por homofobia sejam punidos. Não podem. Estão tão envoltos em suas paixões que como diria aquele grande clássico da música afroamericana “a fumaça sobe aos olhos”.

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USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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