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O MEDO DA MÍDIA-MAIOR E O FÓRUM SOCIAL MUNDIAL

Passado o período do Fórum Social Mundial, FSM Amazônia 2009, eis que a mídia-maior, a chamada grande imprensa, continua procurando razões para desqualificar o evento.

Mesmo com o seu término, os jornalões e a grande mídia se esmeram em mostrar que o fórum foi um “fracasso”. No Estadão, por exemplo, questionou-se até as barracas e o lixo produzido pelo fórum. Tudo o que foge do padrão ou nega numa superficialidade os propósitos do fórum serve aos interesses. A questão é: por que?

O SIGNIFICANTE DESPÓTICO E O PAVOR DA MÍDIA-MAIOR

Presa a uma linguagem laminada, a imprensa afeita aos melindres do capitalismo é vítima da limitação semiótica: capturada pelo significante despótico, a ela só resta a repetição ad infinitum do mesmo discurso capturado pela ordem do ilocutório. Uma linguagem limitada, feita menos para comunicar do que para ordenar. Palavra de ordem, não comunicação.

Daí o pavor diante de elementos semióticos que rompam com esta ordem. Ou como afirma o filosofante Michel Serres: quando um átomo-letra entra na composição e provoca a declinação, temos outro texto, outra textura, outra realidade.

Daí a textualidade em rede semiótica do Fórum, com sua pluralidade linguística, seu liames, suas linhas de força, suas declinações, seus enunciados sem sujeitos, representarem uma ameaça à própria condição de existência da mídia-maior.

Como noticiar um acontecimento que foge aos parâmetros da sua limitada linguagem? Daí o pavor da mídia, que usa aquilo que conhece: procurar descaracterizar o adversário ao invés de seus argumentos.

Noticiar o Fórum Social Mundial é muito mais complexo do que noticiar o Fórum de Davos, mesmo em tempos de crise. É que a crise não evita que lá os códigos continuem os mesmos. Familiaridade epistemológica, ainda que reduzida.

É impossível para a mídia-maior compreender que os fluxos intensivos produzidos no FSM são elementos da polivocidade maquínica, incapturáveis pela codificação tradicional. Igualmente, para desespero deles, estes códigos-fluxo carregam uma potência democrática que transbordam o social de forma muito mais eficiente do que a grande mídia. Algo relevante ocorre, por exemplo, entre os blogues midialivristas e os grandes jornais e tevês: enquanto a diferença se marcar pela semiótica, os blogues levarão vantagem. O outro mundo possível já existe.

Daí a relevância de um fórum que não tem na seriedade uma de suas “virtudes”. Ao contrário, é contra a seriedade da sociedade de consumo que ele existe. Ainda que, para isso, certos signos desta sociedade sejam subvertidos pela caosmoticidade do Fórum Social Mundial.

FSM AMAZÔNIA 2009 DIVULGA BALANÇO

Adeus Amazônia: O Fórum Social Mundial dá os números
(e agenda da mobilizações para 2009)

A Assembléia das Assembléias, que fechou ontem à noite, no estádio da Universidade UFRA, a edição 2009 do Fórum Social Mundial, em Belém, no qual 30 grupos de trabalho temáticos apresentaram os resultados das suas actividades destes dias, as suas receitas Anti-crise e as prioridades para o ano novo, construído para a circulação altermondialista uma densa agenda da mobilizações em 2009.

Aqui estão alguns dos destaques:

  • 08 março – Dia dos Direitos da Mulher.

  • 14-22 março – Mobilização e Fórum paralelo ao Fórum Mundial da Água Itambul.

  • Começa 28 março, em Londres, a semana de ação a nível do G20

  • 30 março – Mobilização contra a guerra e a crise.

  • 30 março – Dia da Solidariedade com o povo palestino e ao investimento boicote dos produtos israelitas.

  • 04 abril – Dia de Ação no 60 º aniversário da NATO (OTAN).

  • 17 abril – Dia Internacional para a Soberania Alimentar

  • 01 Maio – Dia Internacional dos trabalhadores

  • Julho – Dias de Ação do G8 na Itália

  • 12 outubro – Dia Mundial de Ação para a Proteção da Mãe Terra, contra a mercantilização da vida.

  • 12 dezembro – Dia de Ação Global sobre a Justiça climatica em conferência de Copenhague sobre o clima.

TODOS OS NÚMEROS DO FÓRUM

Foram registradas 135 mil participantes do fórum, 15 mil no acampamento da juventude, 3 mil crianças em barraquinhas, para um total de un número total de cerca de 150 mil participantes.

5808 associações envolvidas, 489 da África, 119 da América Central, 155 da América do Norte, 4.193 da América do Sul, 334 da Ásia, 491 da Europa, 27 da Oceania. , que promoveram 2310 atividades autgestionadas.

4.830 eram voluntários, tradutores, técnicos e gestores do promotor para trabalhar por três dias, 5.200 expositores nas lojas, na solidariedade dos espaços de exposições e restaurantes, 200 eventos culturais,
1000 artistas que organizaram participações.

Massiva cobertura mediática do evento, acompanhado de Feira no que respeita à imprensa internacional: 800 jornais de 30 países foram credenciados para o Fórum; 4.500 jornalistas, profissionais da comunicação e mídia livres, 2500 que trabalharam nas salas da Universidade de Belém e 2 mil à distância, com apoio da comunicação do FSM.

SÉVERINE CALZA E AS LUTAS PELOS DIREITOS HUMANOS

O Fórum Social Mundial 2009 levou a Belém do Pará pessoas de todas as partes do mundo e com diferentes concepções políticas, artísticas, existenciais, mas todas procurando de acordo com suas diversidades, suas singularidades formas de manter proximidades desejantes de um outro mundo possível.

O fundamental do FSM é que ele não seja interrompido com seu encerramento, mas que nas cartografias tecidas a partir de encontros/experiências que aumentam a potência de agir dos corpos no mundo ele entre num processual contínuo de construção desse outro mundo, que, por ser colocado como possível, como diria Sartre, já é real.

Foi nessa proximidade democratizante que a AFIN entra numa composição afetiva/afetante com pessoas que tentam de infinitas formas minar o estado de coisas, enfraquecer o Estado sem métodos e sem regras (Deleuze/Guattari) e diminuir a exclusão, a miséria, todas as formas de violentações. E é entre estas pessoas que encontramos Séverine Calza, que faz parte do Secretariado Internacional Permanente de Direitos Humanos e Governos Locais, da cidade de Nantes (França), entidade que aglomera pessoas e organizações de todas as partes do mundo e age junto aos governos de todas as partes do mundo para que os direitos humanos sejam cumpridos e respeitados nas cidades e que veio ao FSM Amazônia 2009 para divulgar uma Carta-Agenda fundamental para a preservação física e epistemológica, a cidadania das pessoas no mundo.

Séverine Calza por você.

Afinsophia — Tu trabalhas numa organização que trata dos direitos humanos…

Séverine Eu faço parte do Secretariado Internacional Permanente de Direitos Humanos e Governos Locais, da cidade de Nantes, na França, que é uma organização criada após o Fórum de Direitos Humanos, organizado, em 2004, pela UNESCO e pela ONU, pela Educação, a Ciência e a Cultura. E após a realização desse fórum, a cidade de Nantes decidiu continuar com ele a cada dois anos. E precisava, para isso, de uma estrutura mais leve, que não fizesse parte da estrutura da cidade, mas o financiamento vem da cidade de Nantes, da região dos países de Loira e o departamento de Loire-Atlantique. Essas três fontes de financiamento permitem à estrutura funcionar e organizar esse fórum a cada dois anos. O último fórum ocorreu em 2008 e o próximo vai acontecer em 2010. Esse fórum reúne cerca de 2500 ativistas, autoridades e organizações internacionais que trabalham com direitos humanos. Isso é uma primeira parte do trabalho. A segunda parte do trabalho, que começou há um ano, um ano e meio, é trabalhar na Carta-Agenda dos Direitos Humanos na Cidade, um projeto criado pela diputación de Barcelona, na Espanha, e no contexto da organização mundial de cidades, que se chama CGLU (Cidades e Governos Locais Unidos), que tem sede em Barcelona também. Dentro dessa organização tem comissões de trabalho, e uma dessas comissões é a Comissão de Democracia Participativa e Inclusão Social, e a gente está nessa comissão, no grupo de trabalho Governos Locais e Direitos Humanos, animando esse projeto da Carta-Agenda dos Direitos Humanos na Cidade.

Afinsophia — E no Fórum Social Mundial, qual o trabalho que vieste fazer? Qual o papel aqui do Secretariado?

Séverine — Estou aqui para promover esse projeto da Carta-Agenda com as autoridades locais do mundo inteiro, para que elas divulguem esse projeto na cidade delas, fazendo com que os direitos sejam respeitados nas suas cidades. O que é novo nessa Carta-Agenda é que é uma Carta-Agenda, não é só uma declaração de direitos, tem uma parte de direitos, mas tem uma parte de agenda, um plano de ação para fazer com que os direitos sejam aplicados pelas autoridades locais, e não só para cidades, mas para municípios em geral e suas autoridades locais. Eu faço parte do FAL (Fórum de Autoridades Locais), participei do dia pelo direito à cidade, que foi organizado por organizações da sociedade civil aqui no Fórum Social Mundial e também estive no FAL para divulgar a Carta-Agenda.

Afinsophia — Como é a atuação e o alcance prático desse trabalho?

Séverine — Sim. Essa atuação prática é mais de convencer as autoridades locais de aplicar essa questão dos direitos nas políticas públicas que estão sendo desenvolvidas, sempre pensar, por exemplo, em incluir a questão de gênero, pensar nos direitos das crianças, pensar que todo morador tem direito à educação, a incluir todo mundo, e realmente para promover políticas públicas inclusivas, sem discriminação, tendo por objetivo proteger a dignidade humana de todo mundo, sem esquecer a ninguém. Por exemplo, na Europa tem problemas com as populações nômades, os “romes” (ciganos), esse tipo de população que tem problema para se integrar na cidade. Então, como incluir essas pessoas para que elas tenham direito à moradia, à educação respeitados? Na Europa, sobretudo, tem o problema da migração, como os migrantes que vêm da África. Como criar, então, novos vínculos sociais e como integrar essas populações na cidade, porque são as cidades que tem que lidar primeiro com esse tipo de “problema”, mais que o Estado, pois o Estado está num nível mais longe dos cidadãos?

Nas lutas pela reforma urbana.

Participando das lutas pela reforma urbana (Clique na imagem).

Afinsophia — Não é perigoso, por que acaba alterando planos de muita gente, muitas autoridades autoritárias?

Séverine — Não, não é perigoso. Talvez no Brasil, têm municípios onde seria perigoso. Mas na Europa não, tem muita proteção. Tem a Carta Européia de Direitos Humanos, a Convenção Européia de Direitos Humanos, a Corte Européia de Direitos Humanos, que proteje bastante os cidadãos. Não é perigoso. É apenas uma forma de pensar em políticas públicas mais inteligentes do que realmente fazer uma luta perigosa, porque já são coisas adquiridas, pensar melhor e preservar os direitos que já estão adquiridos. Tem problemas com novas populações ou populações que ainda têm problemas, como, por exemplo, as mulheres, pela falta de representação política. Então, é mais melhorar a vida do cidadão. E também a gente tenta divulgar isso no mundo inteiro, e isso poderia gerar alguns problemas, mas as autoridades locais acabam convencidas que é uma coisa boa. Problemas assim eu ainda não vi, mas penso que pode existir.

Afinsophia — E como é a composição da organização?

Séverine — A CGLU é uma organização mundial, e lá no Fórum de Autoridades Locais tem pessoas da Europa, da América Latina, da Ásia, da África. Dessa vez, a maioria é da América Latina, por causa da proximidade, mas em outros fóruns, às vezes tem reunião na Coréia, na África, há oportunidades de você discutir os problemas com pessoas do mundo inteiro. Na França, pela proximidade histórica-geográfica, a gente trabalha muito com a África.

Afinsophia — E qual a tua avaliação sobre o Fórum Social Mundial?

Séverine — O lado positivo é que é uma boa oportunidade de encontrar pessoas que trabalham em coisas muito diferentes, que a gente não tem muitas oportunidades de encontrar, e de ver que realmente têm ações que são realizadas no mundo inteiro. Isso dá uma motivação maior. E, ao mesmo tempo, é difícil avaliar o impacto que a gente vai ter, porque, por exemplo, às vezes num grupo de trabalho de dez pessoas talvez estejam cinco realmente interessadas. Às vezes a gente se sente como uma gota d’água, é um pouco desafiador. Mas tudo bem, temos de continuar a trabalhar. Mesmo uma gota pode fazer uma pequena diferença, e é essa pequena diferença que importa.

LGBT, CIDADANIA, EDUCAÇÃO… TODAS AS EXPRESSÕES NO FSM AMAZÔNIA 2009

FSM 30-13 por você.

Despedindo-se do Fórum, a equipe AFINPRESS esteve na UFPA, onde acompanhou algumas oficinas e atividades, dentre as centenas que estão ocorrendo diariamente nos territórios do Fórum Social Mundial.

EDUCAÇÃO PLANETÁRIA

FSM 30-01 por você.

O que seria uma mesa de diálogo se transformou em uma grande conferência, onde os estudantes, sentados em roda, ouviam os palestrantes, que falavam com a ajuda de um megafone.

FSM 30-02 por você.

A atividade proposta pelo Instituto Paulo Freire, “Educação para a Cidadania Planetária” trouxe, dentre outros convidados, o pedagogo Carlos Rodrigues Brandão, que nos falou sobre suas impressões sobre o FSM: “Estou vendo este fórum, como eu disse na minha palestra, como uma resposta ao encontro de Davos. Aqui sendo o encontro para a busca de uma nova sociedade”.

FEMINISMO E MOVIMENTO LGBT

FSM 30-03 por você.

Enquanto de um lado a educação era a temática, do outro, ela também estava na pauta. Era a oficina da Liga Brasileira de Lésbicas (clique aqui para entrar no blogue) que trazia a temática “Lesbianidade Feminina: uma ferramenta de fortalecimento de mulheres lésbicas como sujeitos políticos”.

Com a sala cheia de interessados no assunto, mulheres e homens, de todas as orientações sexuais/eróticas (o Iranduba estava lá representado!), a discussão passou pela contextualização do movimento frente às demandas LGBT, explicando como a LBL está organizada nacionalmente.

FSM 30-04 por você.

Um dos temas que foi discutido foi o do envolvimento dos grupos LGBT com outras lutas:

Por que não se discutir a questão do nosso posicionamento enquanto homossexuais? Nós sabemos que a nossa categoria é vulnerável, somos deixados de lado pelas políticas dos governos e pela própria sociedade. Então quando nós restringimos, nós ficamos ainda mais vulneráveis”.

Aqui nós também somos a sociedade. Nós não queremos privilégios, queremos apenas os nossos direitos. E quando uma minoria é beneficiada, toda a sociedade se beneficia”.

FSM 30-06 por você.

O dia 30 no FSM, aliás, bem poderia ser o da temática LGBT. Duas mini-paradas ocorreram, uma na UFRA e outra na UFPA. Na federal, após a parada, ocorreu uma grande assembléia dos movimentos LGBT`s, enquanto que na UFRA, houve até, contam, um casamento gay para encerrar a festa democrática de um novo mundo possível.

NÃO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

FSM 30-11 por você.

E na sala ao lado, o Núcleo de Mulheres Jovens da CAMTRA (Casa da Mulher Trabalhadora) realizou uma discussão sobre o combate às violências  histórico-culturais contra a mulher.

FSM 30-12 por você.

Foi enfatizado pela Camtra que o movimento feminista não pretende inverter a hierarquia homem/mulher, mas fazer uma militância não-hierárquica, deixando claro o entendimento que todos os movimentos de minorias têm de se aproximar e caminhar nesse sentido.

NO MEIO DO CAMINHO TINHA UMA FESTA…

FSM 30-15 por você.

Atravessando a rua principal da UFPA Básica, uma alegre banda de música arrastava os passantes, numa animada passeata. Era o Estandarte do Gênero, Etnia e Sexualidade, esquentando a festa que viria, relamando o outro mundo possível e declarando a alegria do Fórum Social Mundial.

FSM 30-14 por você.

Em Davos não tem disso não…

COMBATE À CORRUPÇÃO ELEITORAL

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral trouxe uma oficina intitulada “Como Combater a Corrupção Eleitoral”.

FSM 30-16 por você.

O objetivo da atividade foi apresentar o movimento nacional, compartilhar experiências de comitês estaduais, lançar a campanha 2009 de Corrupção Eleitoral em Saúde e falar sobre o sucesso da campanha “Ficha Limpa”.

Estiveram presentes à oficina o jurista Marlon Reis, da Abramppe, Jovita José Rocha, diretora da secretaria executiva do Comitê Nacional do MCCE, Suylan Midlej, secretária-executiva nacional do MCCE, e os representantes dos comitês do Pará, Pedro, do Maranhão, José Guilherme Zagalo, e Luciano Santos, do comitê 9840 – SP.

O início do movimento, os primeiros passos em direção à Lei 9840, passaram pelas reflexões da campanha da fraternidade. A compra e a venda de votos, como fenômeno cultural “normal”, e a mudança desta perspectiva é o objetivo maior do MCCE. As articulações nacionais para que o movimento possa atuar em todo o país, a fim de fortalecer o movimento tem grande importância, para Marlon, porque sem a pressão e a atuação da sociedade civil organizada, jamais leis de combate à corrupção seriam votadas e aprovadas.

FSM 30-17 por você.

Interessante notar que, de 1932 até 2000, pouco se tem notícia de candidatos que tenham perdido o mandato. Segundo Marlon, não chegam a 10. O número, no entanto, se opõe às práticas de compra de votos, comum em todas as regiões do país. Desde o início do movimento, no entanto, e com a aprovação da Lei 9840, muita coisa já mudou. Marlon cita, por exemplo, na eleição de 2004, uma cidade do Rio Grande do Norte, onde o prefeito e mais 23 vereadores foram cassados por compra de votos.

O companheiro Pedro, do Comitê 9840 do Pará ressaltou as mais de 1400 denúncias enviadas ao MPE, de 62 municípios do Pará, graças a um sistema eletrônico de denúncias criado pelo ministério daquele estado. A despeito destes avanços, Pedro criticou a atuação do judiciário, pela morosidade em julgar as denúncias.

Gulherme Zagalo, do Comitê 9840 Maranhão, citou diversos casos de violência contra juízes no interior do estado, que sofreram pressões para mudar decisões judiciais. Ele citou ainda pouca participação da OAB local no movimento, e as tentativas de mobilizar a sociedade por parte do comitê 9840. Segundo Zagalo, o quadro de cassação iminente do atual governador, Jackson Lago, cria um clima de instabilidade no estado, colocando partidários contrários e a favor da cassação em condição de conflito constante. Para ele, houve irregularidades sim na eleição de Lago, a qual, ele aponta, não representou uma mudança no paradigma político da cidade, que continua sob a influência do “Sarneyismo”.

FSM 30-18 por você.

Luciano, do Comitê de São Paulo, afirmou que, apesar do desenvolvimento econômico, o estado também enfrenta sérios problemas com corrupção eleitoral e compra de votos.

Em todos os depoimentos, percebe-se o engajamento desejante para mudar o contexto social das práticas políticas clientelistas no Brasil. Ao mesmo tempo, a falta de recursos e a atuação morosa, quando não parcialista, da justiça, dificultam o trabalho.

Em seguida, participantes de todo o Brasil trouxeram contribuições ao debate. Os afinados aproveitaram então para apresentar um breve panorama das eleições em Manaus, falaram sobre a cassação de Amazonino e o caso Henrique Oliveira, além de divulgar a Campanha Spinosista de Combate ao Mau Candidato, da Associação Filosofia Itinerante.

EQUIPE AFIN DE VOLTA A MANAUS

A equipe AFINPRESS se despede da edição 2009 do Fórum Social Mundial, depois de trazer um panorama do evento e a cobertura de alguns dos principais acontecimentos. Como vetor virtualizante intensivo dos sem (grande) mídia, a pauta do Bloguinho procurou contemplar, dentro das centenas de atividades que ocorriam ao mesmo tempo em diversos lugares dos territórios do FSM, os temas que perpassam a intempestividade afinada.

E este bloguinho ainda trará algumas entrevistas e imagens de acontecimentos provenientes do FSM; além disso, pela cartografia afinante de proximidade com os saberes populares, também estaremos disponibilizando nos próximos dias algumas atividades e pessoas que não forma incluídas no Fórum, como carimbó, capoeira, blocos de rua, etc.

Mas o FSM Amazônia 2009 continua, e para quem está na belíssima e acolhedora Belém, ainda tem Futebol Solidário no Baenão, Noam Chomski e Eduardo Galeano na UFPA e muito mais!

Jogo da solidariedade

Dia : 31 – sábado

Local: Baenão (Almirante Barroso) esquina da Antonio Baena

Horário: Mulheres (8h30) ? Homens (10h40)

Participantes: Indígenas, Quilombolas, MST e movimentos de mulheres.

Entrada Franca

Apoio: Secretaria de Esporte e Lazer (Seel)

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Programação Cultural do FSM 2009

Onde: Cidade Folia (quilômetro zero da Rodovia BR-316)

Quanto: 31 de janeiro (sábado)

Hora: a partir das 18 horas.

Aberto ao público

Abraços afinantes!

NÃO PERCA DE VISTA O FÓRUM SOCIAL MUNDIAL – FSM AMAZÔNIA 2009

ASSEMBLÉIAS DO ULTIMO DIA DO FSM 2009 (01/02)

De 9 as 12h

– Território da UFRA –

Juntos por Justiça Climática em Copenhagen – Tenda Multiuso 2

Assembléia de direitos humanos – Tenda Direitos Humanos

Assembléia dos Direitos Coletivos dos Povos – Tenda dos Povos sem Estado

Assembléia “Crise Civilizatória, Bem Viver e Direitos Coletivos” – Tenda Indigena

Assembléia Geral contra a guerra, bases militares, militarismo e armas nucleares – Tenda Multiuso 1

Assembléia Pan-Amazônica – Tenda Pan Amazônia

Diante da crise desenvolver o Fórum Social como um processo permanente a partir das propostas – Salão Verde

Assembléia Ciêncas e Democracia – Auditório da Prefeitura

Assembléia de Negras e Negros no FSM 2009 – Tenda Afro-negritude

Assembléia de Mulheres -Tenda Multiuso 4

Por um mundo sem dívida: Auditoria e Reparações Já! -Tenda Multiuso 3

Rede de intercomunicação e de boas experiências – Predio Central – Sala de Desenho

Globalizar a declaração das Nacões Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígena – Predio Central – Anfiteatro

Assembléia mundial da rede internacional unidas de direitos humanos – Tenda Reforma Urbana

Luta contra a corrupção e a impunidade – Predio Central – COO2

Justiça para a Amazônia – Tenda dos Povos da Floresta

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– Território da UFPA –

Fórum Mundial da Educação – Tenda Cuba 50 anos

Alternativas aos politicas migratorias securitárias – Auditório do CAPACIT

Uma resposta global contre a crise financeira – Auditório do ICJ

Cultura e educação transformadora – Tribunal do Juri

Alternativas para proteção dos ecossistemas Amazônicos – Auditório de Reitoria

O trabalho na crise global – Tenda Mundo do Trabalho

E as 14h30 Assembléia das Assembléias – Local: Palco principal da UFRA.

LULA E PRESIDENTES DA AMÉRICA DO SUL DESMISTIFICAM A CRISE NO FSM AMAZÔNIA 2009

Os 5 no Hangar 01 por você.

Desde cedo, no Hangar Centro de Convenções, a fila de pessoas, inscritas ou não no Fórum Social Mundial, já era grande. Tudo para garantir um lugar para ver e ouvir Lula, Chávez, Lugo, Moralez, Corrêa, Ana Júlia e outros convidados pelo Instituto Paulo Freire, pela CUT e pelo Ibase, que juntas organizaram o debate. Em foco, a alcunhada crise mundial e as iniciativas governamentais para que seus efeitos sejam minimizados na América do Sul.

Na coordenação da mesa, Cândido Grzybowski, diretor-executivo do Ibase, explanou sobre os objetivos do encontro: que cada presidente ou membro da mesa apresentasse, em curto discurso, um balanço das ações de seu governo ou entidade em relação à crise financeira que ameaça os empregos no mundo todo.

A primeira a falar foi a governadora Ana Júlia Carepa, que foi aclamada pelo público. Ao anunciar os presentes, saudando-os, Ana provocou vaias da platéia ao citar o nome do prefeito de Belém, Dulciomar Costa, mas levou a mesma platéia ao delírio ao citar a presença da chefe da casa civil, Dilma Rousseff. Ao cumprimentar os prefeitos presentes, a governadora citou o caso da prefeita cassada de Santarém (já citado neste Bloguinho aqui), e conclamou aplausos à prefeita, alegado que seu único pecado foi fazer um concurso público e ser nomeada procuradora. Ana Júlia equivoca-se, quando desfaz de uma decisão soberana do TSE, que nada mais fez do que preservar as regras do jogo democrático, seja na prefeita de Santarém ou no vereador mais votado de Manaus. Em seu discurso, falou da aproximação do seu governno com as idéias dos governos de esquerda da América do Sul, dos avanços e dificuldades de seu governo. Festejou com o público a perda e a conquista de um título: o Pará deixa de ser o campeão de conflitos de terras para se tornar o estado que mais tem diminuído a quantidade de casos do tipo. Foi muito aplaudida, ao lançar a candidatura da cidade de Belém para receber novamente o FSM na nova edição.


Em seguida, diretamente de Burkina Faso, a presidente da Confederação Sindical Internacional, que alertou para a necessidade de “construir uma verdadeira solidariedade mundial frente à crise”, e arrancou aplausos ao defender a necessidade de ampliação dos direitos trabalhistas como forma de diminuir os efeitos da crise financeira.

Em nome das plantas, dos rios, dos animais, dos seres viventes”, o FSM recebeu representante dos povos indígenas do Equador. Em seu discurso, ela mostrou que a chamada crise financeira é o resultado do modo de existência do homem branco, que dá as costas à natureza, fazendo do mundo o seu próprio inimigo.

O aborto, as condições de trabalho na amazônia e a importância da valorização da mulher nas políticas públicas tomou a pauta anti-crise, na participação da representante dos movimentos sociais.

Evo Moralez, presidente da Bolívia, apresentou quatro proposições para combater a crise, dentre elas, defendeu uma mudança radical nos padrões de consumo, a fim de que se possa eliminar o predatismo econômico. “Ou acabamos com o capitalismo, ou o capitalismo acaba com o povo”, afirmou. Evo citou ainda o massacre de Gaza como uma prova de que o imperialismo ainda resiste, e a despeito de seus próprios erros, pretende perpetuar a violência e as desigualdades sociais.

Em um longo discurso, o presidente Rafael Corrêa fez uma defesa apaixonada do Socialismo do Século XXI, como a única alternativa que se contrapõe com eficiência ao neoliberalismo. Ele lembrou que a América do Sul foi um grande laboratório para o neoliberalismo, e defendeu a pluralidade cultural e a necessidade de se criar um país que proteja e incentive as diferentes culturas que residem nele. Ele citou como exemplo a nova constituição equatoriana, que garante direitos iguais e proíbe qualquer tipo de discriminação.


Ao discursar, o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, questionou a ausência de responsabilização internacional daqueles que criaram esta crise. Ele disse que se fossem os pobres os responsáveis, certamente estariam presos. Segundo ele, os países desenvolvidos atribuem a crise aos efeitos estruturais do capitalismo, quando ela é resultado da exploração e da ineficiência do sistema em criar um mundo melhor para todos. E convocou uma assembléia geral internacional para discutir o futuro do mundo. “Mas para isso, estamos esperando os outros: os responsáveis”. Lugo lembrou que a experiência do Fórum Social Mundial foi importantíssima para que se pudesse acabar com os 60 anos de unipartidarismo no poder, no Paraguai.

Chávez foi recebido com um mar de aplausos, e conclamou os movimentos sociais a tornar permanente a luta contra as causas da crise. Ele afirmou que na Venezuela, a crise não será tão grande, porque se descolou da onda neoliberal que tomou conta da América do Sul nos anos 80 e 90. “O novo mundo não é apenas possível, é necessário, está nascendo, vocês o estão fazendo, e nada poderá detê-los”.

Aí foi a vez de Lula, aclamado pela maçiça maioria da platéia, com algumas vaias, às quais o próprio presidente, em seu discurso, se referiu, lembrando a pluralidade e a liberdade de expressão que caracteriza os atuais governos da América do Sul. Abaixo, trechos do discurso de Lula, que fechou o encontro.


Queria começar dizendo para vocês que guardem esta fotografia, porque hoje a gente pode até reclamar dos presidentes que nós temos, mas a verdade é que até pouco tempo, na América Latina, aqueles que ousavam discordar do presidente, eram perseguidos e mortos. O que nós conquistamos hoje é, na verdade, o resultado da morte de muita gente, de muitos jovens que resolveram pegar em armas para derrubar os regimes do Chile, da Argentina, do Uruguai, do Brasil e de quase todos os países. E nós estamos fazendo parte daquilo que eles sonhavam fazer”.

O que essa gente não percebeu é que hoje o povo mais humilde da América Latina, os índios da Bolívia, os índios do Equador, os índios brasileiros, os trabalhadores da Venezuela, do Paraguai, as pessoas aprenderam a não ter mais intermediários para escolher os seus dirigentes. As pessoas votam diretamente e escolhem os seus governantes”.

A crise não nasceu por causa do socialismo bolivariano do Chávez, nem das brigas contra o Evo. A crise nasceu porque durantes os anos 80 e os anos 90, ao estabelecerem a lógica do consenso de Washington, eles estabeleceram a lógica de que o estado não serve para nada. E que o Deus Mercado iria desenvolver os países, e fazer a justiça social. Este Deus Mercado quebrou por irresponsabilidade, por falta de controle, por causa da especulação”.


Eu liguei para o presidente Bush, e disse: ‘Bush, o que é que você quer que fique na sua biografia? A guerra no Iraque, ou a assinatura do acordo da rodada de Doha? Bush, por que você não coloca na sua biografia a rodada de Doha?’ Não colocou. Colocou a guerra no Iraque e a pior crise financeira que a história já presenciou”.

O mundo não pode mais eleger governantes que não têm sensibilidade, que não conversam com os movimentos sociais, com os sindicalistas, com os índios, com as mulheres”.

Aqui no Brasil nós vamos investir. É hora de investir, de construir. Nós vamos construir 500 mil casas em 2009, e mais 500 mil casas em 2010, e vocês do movimento dos sem-teto vão ser chamados para sentar com a gente e discutir essas casas”.

Esta crise é uma oportunidade para a gente mostrar, não com arrogância, não com petulância, para aqueles que pensavam que sabiam mais do que nós, como eles devem se comportar para resolver o problema do povo que está ficando desempregado. Porque até agora eles só deram dinheiro para banqueiro. Mas aqui neste país, eu posso dizer para vocês, que o povo pobre não será o pagador desta crise, não terá a sua vida piorada por causa da irresponsabilidade dos banqueiros”.


…E O FÓRUM PROSSEGUE COM ALTERNATIVAS PARA UM OUTRO MUNDO POSSÍVEL

29-01 por você.

Neste dia 29, a equipe AFINPRESS esteve na UFRA (Universidade Federal Rural da Amazônia), acompanhando as tendas temáticas, as atividades e todo o movimento livre que percorre o Fórum Social Mundial.

TENDA DOS DIREITOS HUMANOS

O CIDSE e o FIDH realizaram na manhã de ontem a oficina “Criminalización de La Protesta Social”, com participações diversas.

Os grupos de trabalho apresentavam o resultado das discussões do dia anterior, com propostas para a melhoria da atuação dos grupos de direitos humanos na América Latina. Como exemplo de trabalho bem sucedido, foi apresentada uma parceria entre as polícias da Argentina e da Holanda, uma troca de informações que ocorreu nos últimos 3 anos, e que resultou na diminuição drástica da violência repressiva a grupos sociais no país portenho.

TRABALHO ESCRAVO

29-03 por você.

Demos uma passada na animada discussão sobre o trabalho escravo, na oficina “Escravizados no Século XXI”, organizado pela Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo e pela Frente Nacional Contra o Trabalho Escravo. Com participações, dentre outros, do senador José Nery (PSOL/PA), do advogado da CPT, José Batista Gonçalves Afonso e do jornalista, blogueiro e coordenador da Repórter Brasil, Leonardo Sakamoto.

REFORMA URBANA

29-04 por você.

O Fórum Nacional de Reforma Urbana realizou o encontro “Alternativas ao Neoliberalismo e o Direito à Cidade – Lutas pela Reforma Urbana”.

Com a participação de diversos grupos ativistas pelo uso racional do espaço urbano e pela democratização do ordenamento das cidades, o fórum contou com a participação, dentre outros, da ativista Séverine Calza, da ONG SPIDH, e do geógrafo marxista norte-americano Ddavid Harvey, autor do livro “A Condição Pós-Moderna”.

29-05 por você.

Harvey é uma das vozes da esquerda estadunidense, e que evidencia bem a ausência da democracia naquele país. Em muitas universidades, seus livros são proibidos. O geógrafo possui um site onde está dando um curso virtual sobre o primeiro tomo d’O Capital, de Marx, e também este em muitas universidades estadunidenses se encontra bloqueado o acesso.


Na pauta do encontro, críticas às políticas públicas de moradia e de organização do espaço urbano nas cidades.

De quebra, o Bloguinho Intempestivo encontrou uma voz levantada para falar sobre o equívoco do Prosamim: a moçada do conjunto Arthur Bernardes, de Manaus, entre o São Geraldo e o São Jorge, que enviou representante para apresentar ao Fórum Nacional da Reforma Urbana um relatório mostrando a realidade que não sai na tevê. Em breve, este bloguinho trará mais informações sobre o caso.



USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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