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O HOMEM QUE MATOU LULA

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                                           Em memória de Dona Marisa Letícia

Imagino que começou assim. Eu deveria ter 4 ou 5 anos quando passando por uma rua com minha mãe vi um cachorro morto na sarjeta. Pela primeira vez minha atenção se fixou em um animal morto. Já havia visto outros, mas nunca minha atenção havia se fixado em um animal morto com tal grau de intensidade. E foi essa visão intensiva que me trouxe, também pela primeira vez, o questionamento sobre a morte.

Durante todo o trajeto de volta para casa, minha consciência era o cachorro morto. Não o cachorro morto em si, jogado na sarjeta, mas o sentido da morte emergido dele. O sentido impalpável, diferente de seu corpo na rua. Não era o cachorro, era um muito além que eu não sabia responder para mim.

Já em casa perguntei à minha mãe o que era a morte. Ela respondeu que era o fim da vida. O momento em que Deus termina a sua obra em relação ao que antes era vivente. Completando com a afirmação de que tudo que nasce morre. Minha mãe imaginando que minha pergunta se tratava de uma preocupação pessoal, procurou me confortar afirmando que eu não deveria me preocupar com a morte, porque eu era uma criança e ainda tinha muita vida para viver.

As afirmações de minha mãe foram boas para ela, na medida em que lhe confirmavam ser ela uma pessoa que acreditava ter preocupação com o filho. Todavia, para mim não acrescentaram nada a minha inquietação. Eu não era uma criança gênio, mas já havia experimentado os nascimentos e as mortes de dois gatinhos que um amiguinho tinha. Eles nasceram e viveram somente dois meses. O que minha mãe me dissera só afirmou o que antes eu havia vivenciado: a morte fora de mim.

Foi quando eu estava com 6 anos que a minha inquietação dirigida à morte com seus corpos físicos e metafísicos se dissiparam e em mim se revelou o que me conduziu durante a maior parte de minha existência: o impulso para matar. Foi exatamente no grupo escolar que senti friamente esse impulso. Havia na sala que eu frequentava um garoto valentão que metia medo nos outros colegas, principalmente nos mais fracos. Uma manhã, na hora do recreio, o vi batendo covardemente em um garotinho de uma série abaixo da que era eu aluno. Fui tomado por um afeto intenso que me causou medo. Aliás, foi o primeiro medo que tive.

Como se não fosse mais eu, peguei o valentão, que era muito maior que eu, libertei o garotinho de seus braços afastando-o para distante, e com força o joguei o valentão no chão. Ele se apavorou e revelou seu medo diante de mim. Hoje, depois de meus estudos filosóficos, entendi o que Sartre escreveu sobre a consciência empastada, coagulada, a consciência do sujeito tornado objeto pelo olhar do outro. Era essa a consciência do valentão: uma consciência que perdeu a liberdade. Pura facticidade.

Esse impulso, que me conduziu durante a maior parte de minha existência, não era o que alguns etologistas, como Konrad Lorenz chamam de instinto. E que foi aproveitado por Freud para desenvolver sua teoria tanática. Ou a luta de Eros e Morte, expressada também nos seus dois princípios: princípio do prazer e princípio de realidade. Ou ainda, a teoria da libido. Era impulso puro de querer matar que não era uma tensão que procura um alvo qualquer para descarregar e voltar a se energizar para outro ato homicida. Nada de estado compulsivo psicopata.

Com passar do tempo, ao entrar na adolescência, se afirmou mais o impulso. Então, com ele, procurei estudar autores que tratassem desse tema. Foi quando entrei em contato com a psicanálise que me levou logo ao berço de Édipo. O menino deseja a mãe, mas teme seu pai que é o senhor da mãe. Diante do temor ele toma o pai como rival, e como rival ele fantasia matá-lo para ficar com a mãe. É nesse momento que eclode no menino o medo de ser castrado pelo pai. O que Freud chama de complexo de castração. Foi também nessa fase que consegui comprar uma pistola alemã.

Foi então que comecei a me questionar: será que esse impulso tem um alvo específico e esse alvo é meu pai? Será que eu, como Édipo, devo matá-lo para me tornar livre e ser uma pessoa autônoma e viver minha existência em concreta liberdade? Compreendi que não era meu pai que deveria matar. Eu gosto muito dele e ele de mim. É um gosto recíproco que foi criado pela respeitabilidade que cada um tem pelo outro. Uma respeitabilidade distribuída nas relações com outras pessoas. Sim, não era meu pai que eu queria matar.

Cada percurso que eu ultrapassava mais se intensificava o impulso para matar. Depois que casei, terminei o curso superior, mestrado, doutorado e pós-doutorado, me fixei em um emprego que muito me gratifica, e tive os meus dois amores, duas meninas maravilhosas, em nenhum momento concebi que o impulso iria diminuir, porque já entenderá que o que ocorria comigo não estava nos signos que Sartre chama de realidade humana. E muito menos em um mundo teologicamente- metafísico.

Pois foi quando estudei Marx e compreendi com ele que o homem é ele, o Estado, a sociedade e o mundo, e encadeie essa concepção transmundana com o dizer de Nietzsche Ecce Homo, que concebi que quem eu deveria matar tinha que ser essa singularidade, no sentido que trata o filósofo Michel Serres.

Um dia me perguntei se não estava me equivocando acreditando que o impulso era para um homem. Será que, em verdade, quem eu deveria matar era uma mulher? Fiz o entendimento de minha relação com minha mãe e não concebi qualquer signo que indicasse ser ela. Nenhuma relação mística mariana. Nunca odiei qualquer mulher como nunca odiei qualquer homem, assim como jamais tive ciúme. O ódio é o pai da inveja e nunca tive inveja de ninguém. Muito antes de estudar o anti-psiquiatra sul-africano David Cooper que afirma que a inveja é querer ser o outro, e o ciúme querer ter o outro, eu já era assim.

Essa modalidade de existência me fez crer que o impulso de matar que procurava não era provocado por esses sentimentos expressos como sintomas de uma cruel repressão. Essa compreensão piorou meu estado, posto que os homens se destroem impulsionados por essas paixões tristes, como afirma o filósofo Spinoza.

Todavia, mesmo sabendo que o impulso para matar não era agenciado por essas paixões tristes, procurei observar homens considerados como importantes no Brasil. Quem sabe eu estivesse errado e algum deles fosse, na verdade, o que daria um fim ao meu impulso assassino com sua morte. Então, uma noite deitado no sofá da sala, liguei a TV sem qualquer interesse nas imagens exibidas, comecei a lembrar desses homens. Lembrei-me de Fernando Henrique, não presenciei qualquer singularidade. Moro, idem, também nenhuma singularidade que me impulsionasse a mata-lo. Dallagnol, idem, idem. Os ministros e ministras do Supremo Tribunal Federal (STF), também não. Rodrigo Janot, nada. Os irmãos Marinhos, nada de importante. Jornalistas da imprensa tida como dominante, também nada. Empresários, o mesmo. Temer, Serra, Aécio, Jucá, Renan, Sarney, Alckmin, Alexandre Moraes, Arthur Neto, Eduardo Braga, Omar Azi, Pauderney, Moreira Franco, Padilha, Geddel, todos os que participaram sem que nenhum me afetasse.

No transcurso desse desfile imagético, minha filha menor, chegou perto de mim me admoestando perguntando como eu tinha coragem e dignidade de ainda ligar em TV que fala contra Lula. Prestei atenção na TV e vi que era mais uma reportagem acusando Lula. Os milhões de pontinhos coloridos das imagens e o som metálico se fundiram em minha mente e um frêmito imperioso tomou conta de meu corpo e minha alma. Uma força envolvente me dominou. Fiquei parado não sei quanto tempo e ouvindo muito distante minha filha dizer que era Lula e ia desligar a televisão. Aos poucos fui adormecendo.

Meu sono foi continuamente conturbado com imagens e pessoas que não conseguia identificar. Foi aí que fui tomado de total surpresa. Acordei dominado por uma intensa alegria dizendo para mim que era Lula o homem que deveria matar. A certeza era tamanha que rapidamente fiz buscas sobre o endereço de Lula, e me certifiquei se ele estaria lá onde morava. Comprei a passagem e fui para São Bernardo. Hospedei-me em um pequeno hotel, e às dez horas em ponto estava na frente do prédio onde Lula.

Pensei entrar no prédio e ir logo ao encontro de Lula e acabar com o impulso assassino. Não precisou porque chegaram alguns trabalhadores e Lula apareceu na frente do prédio de bermudas, camisa da CUT e tênis. Foi chegando e sendo abraçados pelos trabalhadores que disputavam sua atenção. Com a mão no bolso esquerdo da calça, fiquei segurando a pistola. Não sei quanto tempo passou, mas fiquei paralisado quando vi Lula. Paralisia geral com sensação intensiva de deslocamento e quebra espacial-temporal. Síncope ontológica, diria Sartre.

O meu lugar, meu passado, os meus arredores, meus amigos, meus objetos, minhas ideias, minha morte, tudo como situação expressa pela liberdade e facticidade, o Para-si que se ultrapassa rumo ao ser do Em-si, como diz Sartre, tudo se dissipara. Não posso afirmar que fui nadificado, porque vivenciei minha volta ao Estar-no-Mundo. No mundo com Lula.

Voltei ouvindo Lula me chamar de companheiro pedindo que eu me aproximasse dos trabalhadores. Ele me abraçou e perguntou se eu era chegada a uma pinga, eu sou, mas não respondi. Ele lhe pegou pelo braço esquerdo e pediu que eu entrasse. Já na sala, olhei as paredes com fotos de dona Marisa Letícia. Ele me viu olhando as fotos e disse em um profundo suspiro, minha grande estrela companheira. Tomei um trago da melhor pinga que já provara, conversei com os trabalhadores, e quando já começava a noitecer, me despedi, e disse que tinha que ir para uma reunião em outro lugar. Lula me abraçou e me aconselhou para que eu tivesse cuidado.

Na rua, me senti como se tivesse pela primeira vez existindo. Tudo era tão claro e distinto. Tudo tão compreensivo e aconchegante, tão sublime. Era isso que eu procurava: o sublime. Meu impulso não era para matar um homem, mas encontrar um homem que me auxiliasse a matar, em mim, o homem-dogmaticamente paranoico que me impedia de existir autenticamente. E só Lula poderia realizar essa transmutação. O sublime-Lula era o movimento real, de Marx, a vontade de Potência, de Nietsche, o conatus, de Spinoza, o Devir-Povo. O corpo constituinte da democracia.

O júbilo! Lembrei-me do filósofo Clèment Rosset, com seu entendimento de júbilo como alegria a força maior. Era o que vivenciava. Jubilosamente dei um pulo sobre um bueiro e a pistola saltou de meu bolso caindo no bueiro disparando um tiro. Um grupo de jovens, ao ouvir o estampido, bradou eufórica, gol do Corinthians!

 

E POR FALAR EM SAUDADE, O FILÓSOFO SPINOZA ENCONTROU GONZAGUINHA E DISSE: OLHA MOLEQUE GONZAGUINHA, VOCÊ NÃO PODE VIVER LULA, POR ISSO SUA SAUDADE É DAQUILO QUE NÃO VIVEU

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      Gonzaguinha é uma das maiores expressões da potência política que viveu os tempos brutos da ditadura. Não temeu. Teve várias de suas músicas censuradas e shows cancelados por força da opressão. Foi uma voz importante na luta pelas Diretas Já!. Esteve lado a lado com Lula nos grandes comícios que movimentaram o Brasil para reconstrução da democracia no país.

      Alguns falsos críticos, lambaios do imperialismo capitalista comandado pelos Estados Unidos, afirmavam que ele era um compositor de canções deprimentes. Eles tinham razão: como lambaios o Brasil estava maravilha. Tudo como qualquer capacho adora e defende. Mas o moleque Gonzaguinha não estava nem aí. Estava aqui, onde o mundo processa liberdade. Sua arte era a vanguarda unívoca: para todos. Sem qualquer distinção. A arte necessária para o esclarecimento e a aproximação das pessoas dignificadas.

        Entre suas centenas de músicas, Gonzaguinha compôs uma que fala de saudade. Não a saudade depressiva, tipo Roberto Carlos e éramos todos mortos que sustenta psicanalista confortador para a subjetividade do capital. Mas a saudade revolucionária. Simples Saudade. Só quatro versos da letra integral logo abaixo. “A saudade que eu sinto não é a saudade da dor de chorar. Não é a saudade da cor do passado… É a estranha saudade do que ainda não vivi… Que acredita nas pessoas e no futuro. Que seja fruto da força imensa de nossos corações””. Gonzaguinha morreu em 29 de abril de 1991, aos 45, portanto não conheceu os governos populares de Lula, seu companheiro.

      O filósofo do aumento da potência de agir, o holandês Spinoza, encontrou o moleque Gonzaguinha e lhe disse: A saudade é um afeto alegre que aumenta a potência de agir quando ela é uma ideia de uma vivência boa. A saudade que o povo brasileiro tem de Lula é a ideia alegre da vivência boa que ele teve nos governos populares de Lula. É a vivência de quem “acredita nas pessoas e no futuro”, como “fruto da força imensa de nossos corações”, como você afirma, moleque Gonzaguinha.

        Hoje, quando o povo afirma que tem saudade de Lula, ele confirma seu sentido de “saudade” ainda não vivida. Ele afirma você Gonzaguinha. Você também teria, hoje, saudade da vivência que o povo teve nos governos populares de Lula e Dilma. Como nós não podemos voltar ao passado, mesmo quando ele foi bom, nos resta fazer o que todo democrata deve fazer: produzir, através de nossas potências políticas de cidadão, a democracia, porque nenhuma tirania suporta a liberdade e a criatividade democrática.

       Agora, a saudade vai se tornar realidade pulsante como novas vivências boas que aumentam a potência de agir e nos fazem alegres. Assim, a saudade que o povo tem de Lula é ato revolucionário que vai mudar o estado de coisa aberrante implantado pelos golpistas. Golpistas que nenhum brasileiro democrata sentirá saudade.

A saudade que eu sinto
Não é saudade da dor de chorar
Não é saudade da cor do passado
Que deixa grudado o meu pé nesse chão
Não é a tristeza que queima o peito
Não é lamentar o que nunca foi feito
Não é a doença que acaba com a gente
Deixando esmagada a vida no chão

É a estranha saudade do que ainda não vivi
É a raça e o sangue de um simples moleque
Que leva na ponta da língua a todos os cantos
O sal e o doce da palma da mão

É a garra e a alegria de um simples menino
Que acredita nas pessoas e no futuro
Que seja fruto da força imensa de nossos corações

        Assista o vídeo Saudade do Meu Ex Presidente Lula, na ginga da cantora Marília Mendonça.

SÓ DUAS DE MORAES PARA ABRIR O APETITE. ‘MORAES’ NA JOGADA?

Alexandre-de-Moraes

O indicado pelo golpista-mor Temer, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) para ocupar a vaga deixada pelo ex-ministro Teori Zazacski, ex-relator da Lava Jato, o outro golpista do PSDB, Alexandre de Moraes foi denunciado e debochado em público por ter plagiado o trabalho intelectual do espanhol jurista Francisco Rubio LLorente.

Ao saber que Moraes fora indicado ao cargo da Corte, e foi tornado público o plágio, sua esposa, a filóloga Felicia de Casas, considerou o ato “condenável”. O cortado de maconha copiou trechos inteiros do livro do jurista espanhol escrito no ano de 1995. O livro do plagiador saiu em 1997.

“Não apenas por se tratar de meu marido, mas também por ter sido eu mesmo uma professora universitária, isso me parece condenável por razões éticas”, analisou a viúva do jurista.

Por sua vez, o professor José Luiz Rodrigues Álvarez, colaborador do original falou sobre o tempo e a dificuldade para a elaboração do livro, e contestou severamente a cópia. Não esquecer, não foi simplesmente plágio, foi cópia de trechos inteiros.

Não havia base de dados ou mecanismos de busca. Era um esforço manual feito com meios rudimentares. É criticável não tanto pelos direitos autorais, mas por ter usado nosso trabalho de sistematização”, observou Rodrigues Álvarez.

Basicamente duas carências de princípios levam alguém a recorrer ao plágio científico. A carência ética, e carência epistemológica. Ambas são impulsionadas pela vaidade em se querer ser reconhecido pela comunidade dita intelectual. Local que proliferam plagiadores.

Não esquecer, plágio ou copiar criações alheias é corrupção. Corrupção não é só se apropriar do dinheiro público. O filósofo Nietzsche afirma que corrupto é alguém que teve seu espírito ou instinto degenerado.

A outra que abre o apetite vem de Beto Melo escrita especialmente para Os Jornalistas Livres.

“No mundo intelectual e acadêmico, não há crime pior do que plagiar. É o equivalente a latrocínio ou estupro no direito criminal: crime hediondo. A pena é capital: o sujeito perde o título, o emprego e a reputação, com todas as desonras possíveis. Se for catedrático, perde a cadeira e não tem mais onde sentar.

Muito bem. Os Jornalistas Livres nos brindou com essa delícia: o ministro Alexandre de Moraes, prestes a assumir uma vaga no Supremo, não passa de um máquina de xerox intelectual.

É uma delícia porque virou uma “verdade alternativa” dizer o seguinte: “O cara é um mau secretário, um péssimo ministro, um político horrendo, MAS… é um constitucionalista de primeira! Um jurista espetacular! Um grande professor!”

Essa última máscara caiu por terra com a descoberta de que o sujeito plagiou o jurista espanhol Rubio Llorente pelo menos em três trechos em seu livro “Direitos Humanos Fundamentais” (Moraes esqueceu de acrescentar o direito fundamental de plagiar, mas deixa para lá).

Como o criminoso sempre volta ao local do crime, o fato é que os mesmos trechos também aparecem em outro livro de Moraes: “Direito Constitucional”, que já está na 32a. edição (a primeira foi em 1996; custa R$ 188,09 nas melhores livrarias). São os mesmos trechos, as mesmas palavras, a mesma ausência de aspas.

Para ser membro do Supremo, há poucas exigências. Duas delas são ter notável saber jurídico e reputação ilibada. Plagiar derruba as duas numa tacada só..

Aqui, neste link, você pode conferir a “obra” de Alexandre de Moraes”.

 

ENUNCIAÇÕES DOS FILÓSOFOS DELEUZE, GUATTARI E SARTRE PARA COMPREENDER O OLHAR DO CÚMPLICE DE TEMER, ALEXANDRE DE MORAES

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As relações entre homens e mulheres se materializam primeiramente através da fenomenologia do corpo. O corpo à distância, já que o homem é um ser das distâncias, como bem disse o filósofo Nietzsche. Eu vejo alguém que passa na calçada em uma perspectiva de corpo inteiro. É esse ser fenomenológico do outro que determina minha consciência como reflexão de que alguém é observado por mim. Se me aproximo desse outro, e então percebo seu rosto, tenho o ser do fenômeno de seu rosto. Aí, posso estabelecer compreensões sobre esse outro. 

      O senso comum carrega sua psicologia de interpretação dos traços dos rostos das pessoas acreditando no que ele encontra as pessoas inteiras expressadas em cada rosto. “Tem um rosto bom. Tem rosto de ladrão. Tem rosto de psicopata”.  Na verdade, não passa de projeção do interpretador sobre o outro. Não há aí nem um indicador filosófico, mas tão somente linguagem resultante do processo de seleção, classificação e hierarquização que o interpretador foi submetido pela voz de comando do poder dominante. Classificar tipos é o que o poder dominante quer para se manter protegido.

     Como o desgoverno golpista oferece um rico leque de personagens que servem a estudos para além dos sociológicos, que leva muitos articulistas, juristas, intelectuais, sindicalistas, estudantes, a sociedade civil, em suas nuances democráticas, a se dedicarem aos entendimentos e opiniões, hoje, o personagem mais em evidência para estudos é o indicado de Temer para o Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

     Apenas como breve contribuição para esses estudos, nós apresentamos duas enunciações dos filósofos Deleuze e Guattari e Sartre para a compreensão dos rostos e do olhar do indicado de Temer.

      Os filósofos Deleuze e Guattari, no 3 Volume da obra Mil Platôs – Capitalismo e Esquizofrenia, afiram que o homem nasce com cabeça, mas sem rosto. O rosto é uma produção. “O rosto não é um involucro exterior que fala, que pensa ou que sente”. O rosto é um sistema muro-branco-buraco negro, onde são inscrito uma semiótica significante e uma subjetivação. A rostidade. O muro do significante e o buraco-negro da subjetivação.

    Os dois filósofos resume assim o conceitos de rostidade: “Os rostos concretos de uma máquina abstrata de rostidade, que irá produzi-los ao mesmo tempo que der ao significante seu muro branco, à subjetividade seu buraco negro”. Os dois filósofos afirmam que não há nada a explicar e interpretar, mas sabe-se que a máquina abstrata produz rostidade paranoica como o rosto-significante-subjetividade-capitalista.  Entretanto, todo rosto pode ser destruído para fazer surgir outro. Possivelmente a rostidade revolucionária.

       A enunciação do filósofo Sartre é endereçada a fenomenologia do olhar que é desenvolvida em sua obra O Ser e O Nada. Para Sartre a questão não são os olhos, mas o olhar. Como toda pessoa é liberdade, todo olhar é um olhar que se quer transcendência-transcendida. Ou seja, todo olhar como liberdade transcendência-transcendida propende a coagular, empastar o olhar-liberdade do outro.

     Em outro entendimento. Eu sou surpreendido por alguém me olhando. Pronto! Volatizou minha liberdade. Agora sou objeto posicionado do olhar do outro. Poderia até se dizer que vivencio um instante de nadificação do meu Para-si. Sou um imobilizado Em-si. Impotente diante desse olhar que me coloca no “olho do mundo”. É semelhante à vergonha que vivencio quando estou atento a olhar uma situação que tomo como proibida e sou surpreendido com alguém me olhando. Deixo de ser sujeito do olhar para me tornar objeto do olhar do outro que com seu olhar mantém sua liberdade, enquanto eu perco a minha como objeto dele. A conhecida sangria existencial.

      Deleuze e Guattari não aceitaram a fenomenologia do olhar apresentada por Sartre, e também a teoria do olhar apresentada por Lacan que foi extraída de Sartre. Todavia, para o propósito desse texto tanto o conceito de produção de rostidade de Deleuze e Guattari e a fenomenologia do olhar de Sartre servem para o nosso propósito.

       No caso do cúmplice de Temer, Alexandre de Moraes, trata-se de se observar sua rostidade como significante de uma semiótica voz de comando em que as inscrições codificadas ficam bem visíveis e concretizadas por força de suas condutas. E observar no rosto, espaços que ainda não foram fixadas inscrições tanto da linguagem significante a da subjetivação. Claro que as análises da psicologia dos tipos não chegam a esse agenciamento das máquinas abstratas produtoras de rostidade, porque se resumem a relação objetiva de comportamentos.

       Já a fenomenologia do olhar de Sartre endereça ao olhar-sujeito como liberdade transcendência-transcendida sobre a liberdade do personagem que em um momento de sua existência foi surpreendido pelo olhar que empastou sua liberdade impossibilitando sua transcendência-transcendida, vocação do Para-si. O sujeito-olhar determinou nele a situação de objeto-olhado empastado. Um olhar inquiridor, reprovador, punitivo, judicativo lhe imprimiu um olhar-culpa, olhar-medo, olhar-desconfiança, olhar-defensivo.

       Como as pessoas de seu círculo estão mais preocupadas com suas atuações-egoícas não percebem seu olhar. E também, seu olhar-culpado é deslocado do olhar dos outros por suas performances tidas por alguns como desajeitadas que leva os analistas políticos, jurídicos, e outros, o classificarem como um ministro sem os elementos essenciais para ocupar o cargo no STF. Mas é preciso entender que suas performances são suas defesas para ocultar a força do olhar que lhe imobilizou para que ele não se veja descoberto sem a liberdade ontológica que ficou presa no olhar do outro que para si foi seu primeiro olhar-original no mundo. O olhar que colocou no mundo. Um mundo ameaçador. Uma demonstração existencial: seu autoritarismo. Trata-se de defesa contra o olhar-medo.

      Se tomarmos Deleuze, Guattari e Sartre como fundamentação para aproximação com os outros, fica fácil de entender que Lula e Dilma falharam nas escolhas dos ministros para o STF, porque não levaram em conta a rostidade e a fenomenologia do olhar.

       Atenção, Lula, em 2018! A questão não é o rosto, é a rostidade. A questão não são os olhos, mas o olhar.  

UMA IMAGEM ONDE O ESPÍRITO COLETIVO SE REVELA UNO: NÃO HÁ QUALQUER CONTRASTE NOS AFETOS-FACES

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 O filosofo Nietzsche diz que a dissonância é que produz a alegria. É certo, mas só onde a vida não passa. Onde a vida não passa, porque encontra-se obliterada pela força do niilismo, é necessário a dissonância para romper a força que impede da vida passar. Como diz Van Gogh: Limar pacientemente esse muro para brotar a vida.

   Mas onde a vida passa como potência criativa. Como devir dionisíaco, a dissonância já não se faz necessária. A democracia como substância movimento real (Spinoza/Marx) é a potência una da coletividade. Quando a democracia é apenas um lecton, palavra sem significado, como afirmam os estoicos, o uno coletivo não pode se mostrar em potência política. 

   Há várias formas da democracia substância movimento real se revelar. Uma delas é na produção coletiva de formas ontológicas de existir como práxis e poiesis do bem comum. O pletos democrático que, com sua potência intensiva, cria novas formas de sentir, ver, ouvir e pensar. É como potência democracia substância real que cada pessoa se encontra em relação de totalização, totalidade e retotalização no uno revelador.

   A burguesia não pode vivenciar o uno revelador, porque é molar e voraz. A burguesia é somente classe em função de seu corpo maior que é o lucro, mas individualmente seus membros se odeiam. Em função da ambição-ódio não podem experimentar afetos superiores coletivamente humanizados. O que levaria a revelação una. Vejam uma foto dos golpistas. Esse o fundamento-prisão que impede a burguesia expressar uma imagem onde o espírito coletivo se revela uno sem qualquer dissonância apresentada na imagem.

  Essa foto-imagem-tempo-movimento é arte fotográfica que sensivelmente capta o além da corporiedade da imagem, afirmaria o filósofo Baudrillard, um estudioso e praticante da fotografia. O filósofo da fotosofia. Por mais que algum imbecil queira, não há pose nessa foto. O que há é a composição espiritual do olhar-Marisa em cada personagem-impessoalizado e o olhar da câmera-filosófica revelado pela luz. Luz é espírito-moventemente poiético. Desde Platão se sabia que a fotografia é a arte da descrição da luz. Apesar de ainda não haver a máquina fotográfica. Que aliás, foi o fundamento-essensial ou ideal, tratando-se de Platão, da criação da câmera fotográfica.

   Para visualizar a imagem-reveladora do uno coletivo basta apenas um piscar de olhos.

    Lembrete: quem se encontra capturado pelas imagens corrompidas/corrompidoras como da Rede Globo e Cia, não vai vivenciar o deslocamento da perspectiva do olhar, porque seus olhos são para as regiões sombrias, onde não há luz espírito-revelador. São olhos sem Ser-Revelação. São olhos para nada a vê ou a ver.

DONA MARISA LETÍCIA AMOR NECESSÁRIO DE LULA E COMPANHEIRA DA DEMOCRACIA

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Sartre, em uma das muitas entrevistas que concedeu, um jornalista perguntou ao filósofo da liberdade, o mais militante e comprometido com as causas das lutas pela vida digna, junto a Marx, a razão do amor tão intenso com Simone de Beauvoir. Sartre sorriu e respondeu: “Há amores necessários e amores contingentes”. Os amores necessários são os que dignificam a existência. E a existência só é dignificada quando homens e mulheres descobrem que não são meras facticidades, opacidades, mas projetos ontológicos que os tornam autores comprometidos com suas escolhas como causas humanas.

      O amor necessário não é uma quimera, onde não há existência e nem essência, como afirma o filósofo Spinoza. Onde não há existência e nem essência não pode haver compreensibilidade. Não se pode perceber e nem se pode conceber. O amor necessário é uma produção contínua como espiritualidade comunalidade. Ele não se encontra nem em mim e nem no outro formado como um Em-si. Ele é móbil e vontade impulsionados como transcendência-transcendida no mundo como criação. O amor necessário é fundação singular da práxis e poieses como companheiro. A companhia que todos os amigos necessitam nos seus percursos históricos.

     Dizem que por trás de um grande homem há uma grande mulher. Afirmação reducionista discricionariamente tola. Nem por trás de um grande há uma grande mulher e nem atrás de uma grande mulher há um grande homem. No sentido da liberdade ontológica, tanto a mulher como o homem são grandes. São grandes porque atingiram a dimensão superior do espírito da amizade, o que os torna a potência contínua da singularidade e originalidade da existência. O compromisso simpático e empático como intimidade humana. O pessoal como humanidade.

    O filósofo Spinoza afirma que o amor é uma ideia boa que aumenta a potência de agir. Um afeto-alegria causa de si mesmo. Daí sai o sentido de democracia-constituinte. O filósofo Holandês é um dos que mostra o amor como produção de si mesmo, e não consequência compensatória, como ocorre o chamado amor burguês cuja relação é uma forma de compensação financeira ou psicológica. Daí porque na classe burguesa não há amor necessário, só contingente. Embora essa classe teime em afirmar que seu cônjuge é necessário. Na verdade, não passam de casais que “transbordaram”, como afirma o filósofo Deleuze. Os casais que se suportam. É por causa dessa relação inautêntica que eles odeiam os casais necessários.

      O filósofo italiano ToniNegri, diz que “o amor não pode ser algo que se fecha no casal ou na família. Deve construir comunidades mais vastas. Deve criar caso acaso comunidades de saberes e desejos. Deve torna-se construtor do outra. Creio que o amor é a chave essencial para transformar o próprio no comum”. Esse o amor de Marisa Letícia e Lula. O casal burguês jamais poderá dimensionar esse amor companheiro Marisa Letícia e Lula. Na verdade, um casal burguês nem casal é. Daí a inveja, ódio e sede de vingança contra Marisa Letícia e Lula.       img030

    Spinoza chama de occurso, o encontro. Não o encontro qualquer numérico, espacial, temporal cujo conteúdo é o já determinado, o estado de coisa imóvel, mas a composição de bons afetos que aumentam as potências de agir dos que compuseram o encontro. Foi assim com Lula e Marisa, Sartre e Simone Beauvoir e Marx e Jenny. Todos, singularidades-originalidades humaniora. Humanidade. Todos compostos como necessidade humana. Certo, outros inúmeros casais compuseram e compõem os amores necessários. Se assim, não fosse nós não poderíamos nos tomar humanizados e as aberrações já teriam explodido o planeta errante, como nos diz o filósofo grego Costas Axelos.

    É nesse quadro-móvel-mutante que encontramos Marisa Letícia: nossa companheira. Nossa companheira cujo espírito não é uma entidade mistificada que só imobiliza tornando seus crentes, vítimas importantes para os opressores continuarem com suas taras alimentadas pela dor. Não. Nossa companheira cujo espírito produtivo e criativo modula nossos cantos libertários e age como tecelã da cartografia de desejos-comunitários necessários para criação de uma ontologia-democrática da EXISTÊNCIA ORIGINAL, porque afinal de contas, o homem (macho) e a mulher (fêmea) estão no mundo como liberdade de escolha para uma existência feliz.

      Uma liberdade que possa exclamar com o filósofo Nietzsche que “a vida ativa o pensamento e o pensamento afirma a vida”. Nada do que os burgueses-golpistas podem vivenciar. Por isso, soam como impropérios os votos de condolências e pêsames dos burgueses-golpistas. Eles não sabem quem é essa mulher Marisa Letícia. Essa mulher amor necessário de Lula e companheira do Brasil.

      Quando dos funerais de sua grande mulher Jenny, o grande homem Marx, escreveu par sua filha Jenny que não queria pompas. “Não damos importância às aparências”. E continuou: “Mesmo nas horas finais – sem luta com a morte, afundando devagar no sono – seus olhos eram maiores, mais bonitos e brilhantes que nunca”.

     Os amores necessários das grandes mulheres e dos grandes homens são universalmente intempestivos. Encadeiam-se como projetos transhistóricos saltando pelas eras como espírito-monumental de épocas gloriosas. São obras superiores que confirmam a potência-infinita do homem. Marisa Letícia, Simone Beauvoir, Jenny, Lula, Sartre, Marx, mais outros devires-casais necessários mostram-se como univocidade revolucionária.

     Por essa cartografia do existir compromissado, podemos usar o texto do outro grande homem Engels, fiel companheiro de Marx, proferido diante do túmulo da linda Jenny, para linda Marisa Letícia.

         “Não é necessário que eu fale de suas virtudes pessoais. Seus amigos, que as conheceram, nunca se esquecerão delas. Se jamais existiu no mundo uma mulher tão feliz em proporcionar alegria aos outros – era esta, a qual hoje enterramos”.

         Marisa Letícia, a Associação Filosofia Itinerante (AFIN) através de seus Blogs-Intempestivos Afinsophia e Esquizofia lhe beija com o carinho engajado na potência intensiva da existência necessária que você move.

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         Valeu Companheira, por todas as ultrapassagens! Você entendeu que “o homem é um ser para ser ultrapassado”.

         Obs. As fotos foram extraídas da obra Sem Medo de Ser Feliz organizada por André Singer, apresentação de Jânio de Freitas, depoimento de Ricardo Kotscho e entrevista com Lula.

TIRANDO AS BRONCAS. TEMER, EM SIMULAÇÃO-DEMOCRÁTICA, ELOGIA CÁRMEN LUCIA POR HOMOLOGAÇÃO DAS DELAÇÕES DA ODEBRECHT

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 O filósofo da liberdade, Sartre, sintetiza o Para-si em relação ao Em-si nessas estruturas ontológicas: “É o que não é e não é o que é”. O filósofo Baudrillard, que é um dos grandes estudiosos de Sartre, e criador da filosofia da simulação-virtual, apanhou as estruturas sartreanas e sintetizou assim: “Simular é fingir ser o que não. E dissimular é fingir não ser o que é”. 

  De qualquer forma – dizem, sorte – os dois filósofos englobam o comportamento de todo homem e mulher que processam sempre a má-fé. A má-fé não no sentido vulgar, senso comum que é estruturada na ordem da moral, “Tu estás de má-fé comigo”. Nada disso. A má-fé em filosofia sartreana é consciência malograda do homem para o homem. Síntese: é mentira que adoto para mim mesmo. Simulo ser o que não sou para manter uma existência alienada, viscosa, nadificada para obter o que pretendo e me proteger.

 A maioria dos homens e mulheres que se mostram em público, principalmente nos três poderes, é traspassada por esse tipo de existência-malograda.

    Diante do óbvio, onde não há escapatória do olhar do público que captura o outro em má-fé como objeto alienado de si, Temer, sabendo que se encontra arrolado nas delações da Odebrecht, decidiu simular uma posição democrática perante a decisão da ministra presidenta do Supremo Tribunal Federal (STF) que homologou as delações. Tentou tirar as broncas elogiando a ministra.

       “A ministra já tinha pré-anunciado que muito provavelmente hoje ou amanhã faria a homologação. Fez o que deveria fazer, e nesse sentido, fez corretamente”, afirmou Temer, tirando as broncas como se não estivesse no meio das delações.

        Sartre e Baudrillard mostra a singeleza moral desses tipos.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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