Archive for the 'Filosofia' Category

BLOG AFINSOPHIA COMUNICA AOS ACESSANTES: O WORDPRESS USA ESPAÇO DO BLOG PARA FAZER PUBLICIDADE SEM AUTORIZAÇÃO

Colcha de Retalhos

Colcha de Retalhos. Logo da Associação Filosofia Itinerante (AFIN)

 Breve histórico-virtual. O Blog Afinsophia, corpo-virtual da Associação Filosofia Itinerante (AFIN), iniciou contrato com o WordPress no mês de agosto do ano de 2007. Portanto, há exatamente 10 anos. Tratou-se de um contrato discriminado como plano de domínio. O que significava que o WordPress não poderia exibir publicidade no espaço-virtual do blog em virtude do mesmo não ter qualquer interesse em participar do mundo enebriante da publicidade-capitalista, visto que como um englobante-filosófico acredita no escritor George Orwell quando ele diz que a publicidade é o fruto mais sujo do capitalismo.

   Pois bem, passada toda essa década o contrato foi cumprido. Porém, a partir de umas semanas para cá começou aparecer no Afinsophia propagandas sem qualquer autorização da direção do blog. Como o blog é acessado e seguido por pessoas que acreditam nos discursos expressados e defendidos por ele, como verdades necessárias para criação de novas formas de sentir, ver, ouvir e pensar,como afirmam os filósofos Deleuze e Guattari,  tínhamos a obrigação de procurar saber o motivo de tal procedimento do WordPress, porque para nós trata-se de uma violência contra o corpo-virtual-filosófico do blog que atua junto com a inteligência coletiva na produção  ontológica do existir.

    Diante de nossa inquirição o WordPress informou que as propaganda estavam sendo exibidas porque nosso plano permitia e que se quiséssemos  impedi-las teríamos que contratar outro plano. E mais, que os anúncios eram para pagar os custos. Orá, nós pagamos todo ano a taxa referente ao direito de domínio, como já foi escrito, que significa que o WordPress não oferece gratuitamente o espaço-virtual usado pelo Afinsophia. E mais do mais, o WordPress usa o espaço dos blogs que não têm plano de domínio para exibir publicidade. Para isso basta que o blog tenha um bom acesso. Um exemplo: quando no passado deixamos de pagar a taxa, logo começaram a desfilar propagandas. Quando pagamos a anualidade elas foram retiradas. 

    Como esse comunicado visa especialmente nossos acessantes e seguidores, queremos informar que estamos tomando as devidas providências, com possibilidade de acabar o contrato com o WordPresss.

                                                Abraços afinsophianados.    

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O FILÓSOFO NIETZSCHE PERGUNTA, AOS BRASILEIROS INDIFERENTES, EM QUE ERA VIVEM

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Produção Afinsophia.

 O filósofo Nietzsche, afirma que os homens agidos são aqueles que não agem só reagem. Por tal, são os niilistas. Os que cultuam o pessimismo como forma de impedir o movimento da Vontade de Potência. São homens cujo nascimento já os trouxe como epígonos: os que nascem com os cabelos brancos. Para quem a vida é sofrimento eterno.

   Imobilizados, eles se apegam as ilusões que suas perspectivas ressentidas lhe proporcionam. Sua luta é se manter longe dos embates da vida como florescimento do viver. São homens enfermos, mas que essas ilusões lhes deposita satisfaçam como se fossem a representação da saúde. Ao contrário da vida ativar o pensamento neles e o pensamento afirmar a vida, neles o que predomina é a existência sem vida ativa e pensamento confirmador.

    Nesse quadro mórbido, inimigo da vida, eles não poderiam se arrastar de outra forma, a não ser como macabros indiferentes. São eles os que no momento atual, em que o Brasil passa pela maior dor de sua história, onde o pessimismo vem se consagrando como o rumo necessário, em forma espectral, que curvam as cabeças em uma dor lânguida como forma de se desvencilharem da vida. 

      Eis a pergunta de Nietzsche.

     “A mais nobre virtude. – Na primeira época da humanidade superior a valentia é considerada a mais nobre das virtudes; na segunda a Justiç, na terceira, a moderação, na quarta, a sabedoria. Em que era vivemos? Em qual vive você?”.  

O FILÓSOFO MARXISTA ANTÔNIO CÂNDIDO, EM 1946, DISSE: ´”É PRECISO RECUPERARMOS NIETZSCHE”. E ESCREVEU “O PORTADOR”. DIANTE DA CRISTALIZAÇÃO DO NAZIFASCISMO NO BRASIL, CÂNDIDO-NIETZSCHE SÃO IMPRESCINDÍVEIS

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 Não se descreve um poeta, muito menos um filósofo. Ainda mais quando esse poeta-filósofo é filólogo: conhece as entranhas do perceber e conceber o mundo. O que lhe faz um ser político, porque a filosofia é política, assim como a poesia, já que ela ao enunciar o novo, muda o mundo com seus estados de coisas cristalizados. Daí por que não há poesia e nem filosofia burguesa, posto que o mundo burguês é molar. Contraído sem possibilidade qualquer ao Para-si, a ultrapassagem do Em-si.

    Antônio Cândido, ao perceber que na década de 40 o filósofo demolidor de ídolos era pouco conhecido no Brasil, e que no mundo havia uma aversão a sua obra filosófica, onde apedeutas da filosofia o chamavam de teórico do nazismo, inimigo do socialismo, resolveu acabar com a estupidez: escreveu o artigo O Portado que foi publicado, em 1946, no semanário Diário de São Paulo, no caderno Notas de Crítica Literária. Depois impresso no Observador Literário, em 1959. 

    Em tempo de cristalização da subjetividade nazifascista no Brasil atual, onde seus principais poderes do Estado estão contaminados por corpos psicopatológicos, estabelecendo um quase estado de anomia, se faz necessário publicar seu artigo, mesmo sendo em forma escaneada. 

     A Associação Filosofia Itinerante (AFIN), que tem singela relação com a obra desse camarada que pertenceu ao PCbão e é fundador do Partido dos Trabalhadores (PT), mostra esse artigo, já que o Brasil atual necessita fortemente do pensamento nietzschiano. O texto foi extraído  do livro Os Pensadores, publicado no ano de 1983 que teve a seleção de textos de Gérard Lebrun, a tradução e notas de Rubens Rodrigues Torres Filho e o Posfácio de Antônio Cândido.

      As páginas aparecem riscadas com caneta, são provas de que o artigo do poeta-filósofo-filólogo-militante foram lidas e relidas.

 

MORO ERRA AO AFIRMAR QUE “A GRAVAÇÃO PELA PARTE DA AUDIÊNCIA COM PROPÓSITOS POLÍTICOS PARTIDÁRIOS NÃO PODE SER PERMITIDA…” LULA É A POLÍTICA PURA. NÃO HÁ COMO IMPEDI-LO.

     A banalização dos conceitos pelo vulgo é responsável pelo enebriamento da realidade. O vulgo aqui tratado não é referente só aos iletrados, mas também aos letrados, principalmente aos vaidosos que detém curso superior. Sabe-se muito bem, que as palavras servem para refletir as coisas. Não que elas sejam as coisas, já dizia Foucault. Se elas como reflexos causam impossibilidades de afirmações insuspeitas, imaginemos quando delas são tiradas suas noções reflexivas que saíram de uma práxis empírica.

   É assim, que no discurso social há necessidade de procurar compreender os sentidos mais concretos da linguagem. Saber quando uma palavra, um conceito (palavra e conceito são distintos) têm seus referentes filológicos-históricos-ontológicos. Pelo menos saber com Barthes quando uma linguagem é encrática ou crática. De massa usada, precipuamente, pelos meios de comunicação, e de seguimentos especiais. Para que não se caia no logro linguístico e também se conduza o outro para esse logro.

   O exemplo muito próximo é relativo ao conceito político. A maioria dos falantes (na verdade, tagarelantes; os que não superaram o que tagarelam) tem esse conceito como relativo a partidos, e não a condição do homem como agente de práxis e poieses. Práxis como ação e poiese como criação. Práxis e poises como produtora contínua do movimento real como novo social. Para os tagarelas, política não passa de uma representação parlamentar e executiva. Quando se sabe que o que menos existe, principalmente no Brasil, no Poder Executivo, Legislativo e Judiciário é político. Dai porque todo esse obscurantismo em relação as práxis e poieses dos três poderes. 

   Moro ao se referir a Lula mostra exatamente essa triste realidade a-linguística e apolítica. Ele afirma que o impedimento da gravação audiência com Lula é para evitar um uso com “propósito político partidário”. Ora, Moro não sabe que Lula é o conteúdo e expressão singular do homem político. Ele não sabe que Lula é práxis e poieses política desde menino, quando deixou o sertão por não haver política. Seu ato, junto com sua família, já expressava a política, visto que a política é a potência-social de produção de existência do homem. Onde não há política há privação. E como diz o filósofo Toni Negri, o homem não se encontra no mundo para sofrer privações.

   Depois teve sua política de existência em Santos, e de metalúrgico. Sem contar a política de existência no momento em que foi preso pela repressão ditatorial. Como um homem só não pode ser considerado político, já que a política é uma multiplicidade de singularidades, devires, hecceidades, rizomas, espaços-tempos, plano de consistência, fluxos territorializante e desterritorializantes, como dizem os filósofos Deleuze Guattari, é ontologicamente impossível Lula ser a síntese do povo. Lula é potência-povo como todos os homens, mulheres e criança que compõem com ele a potência-democracia.

  Daí que Moro não sabe que basta alguém lembrar, recordar e imaginar Lula, já encadeou movimento político. O próprio ato de tentar impedir a gravação da audiência, afirma que homem político é Lula. Embora todos que são contra Lula não saibam, em função de suas existências, o que seja política, entretanto, todos eles temem a política em Lula, porque nele se movimenta o devir política como devir-povo. E o devir-povo não necessita de partido político (?). 

  Realidade que esfacela qualquer tipo de tentativa de imobilidade-molar em querer paralisar o movimento-transformador-molecular. E como política é criação e criação é alegria, só os democratas são alegre. E mais, e como alegria é ética, modus-alegre de ser, aí, Lula ser um homem eticamente alegre!

ELEIÇÃO PARA GOVERNADOR DO AMAZONAS: DIREITAS GOLPISTAS SE OURIÇAM E A ESQUERDA VAI COM DEPUTADO JOSÉ RICARDO DO PARTIDO DOS TRABALHADORES

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  Com a cassação do ex-governador do Amazonas Zé Melo e sei vice Oliveira, vulgo Cabeção, foi estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitora (TSE) que o seu sucessor deverá sair de eleição direta em mandato que durará 19 meses. Um tempo suficiente para que o novo governador possa mudar os rumos do atraso implementado por Melo. Na verdade, continuidade do que já havia ocorrido anos passados sob as batutas de outros governadores.

    Ocorre que o entendimento de “um tempo suficiente” para mudar só pode se tornar real se o eleito for alguém da subjetividade progressista. Alguém cuja percepção e concepção de mundo inclua a dimensão humaniora. Humanidade. A dimensão-política que tem da administração publica o entendimento de prática-social que engloba todo o estado e não somente classes privilegiadas que somente procuram defender e manter seus interesses, como vem ocorrendo há mais de três décadas.

    Daí que essa eleição tem atraído os mesmos representantes do atraso. Personagens que participaram explicitamente do golpe que destituiu a presidenta Dilma Vana Roussef do governo. Governo que lhe foi outorgado por mais de 54 milhões de eleitores. Assim, embora haja vários candidatos das direitas, não deve prevalecer engano (alguns chamam logro): todos são reacionários, embora de partidos diferente nas siglas, todos compõe a mesma subjetividade da economia-política-capitalista. Dos que já ocuparam cargos de governos, nenhum desenvolveu uma política que tivesse um mínimo corpo racional. O que faz ser a política uma práxis-ação e poises-criação filosófica, já que a filosofia é o movimento real que produz existência coletiva em forma de comunalidade onde todos são agentes-sociais de afetos e cognições transformadoras.

    Os reacionários como não são traspassado por esses corpos afetivos e cognitivos, querem aproveitar o momento para recolocarem em prática o que já é por demais conhecido pela sociedade amazonense. São pessoa reativas, agidas sem qualquer potência-política para possibilitar mudanças. Porém, para antagonizar esse estado de desativado-politicamente, o Partido dos Trabalhadores lançou ontem, domingo, dia 7, a candidatura do deputado estadual José Ricardo que é no Amazonas o único deputado que atua na ordem da razão-social promovendo tentativas (os reacionários dominam a Assembléia Legislativa) de estabelecer programas que atinjam as populações abandonadas pelo estado e a prefeitura, que também encontra-se nas mãos do reacionário prefeito Arthur Neto e seu grupo-molar.

     É possível que também outros partidos de esquerda lancem candidatos. Como o PSOL que cogita a candidatura de seu membro Queiroz. Assim, como o PSTU que poderá lançar o professor Gilberto. Enquanto isso vamos aguardando as definições e o início das propagandas e trabalhar por um Amazonas que seja politicamente real. 

COISA DE AMAZONINO: “ESTOU TRISTE COM TUDO QUE ESTOU VENDO”.

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       Amazonino Mendes é daqueles que aproveitou a onda que se instalou no Brasil nas décadas de 50 e percorreu 60, e até adentrou em 70: se tomar por comunista. A onda para gente como Amazonino foi apenas gênero, glamour, fantasia que o futuro confirmou como pingos da onda. A onda que atingiu alguns que foram estudar na Rússia.

      Amazonino foi daquele “tipo afoito”, como diz o poeta sobralense Belchior, que jurava querer tomar o poder depois de ter compreendido que o capitalismo é o mal que deve ser combatido, porque uma sociedade dividida em classes não é justa: só o comunismo salva.

     Hoje, depois de ter sido por três vezes prefeito de Manaus, três vezes governador do Amazonas e uma vez senador (quase), ele, protegido por sua segurança capitalista, do alto de seu comunismo nostalgicamente bem sucedido, afirma que está “triste com tudo que estou vendo”.

      Amazonino, com seu ideário comunista, já na década de 80 foi escolhido por Gilberto Mestrinho para ser seu sucessor. Mestrinho havia sido cassado pela ditadura, mas não por ideias políticas. Muito menos como o de seu pupilo Amazonino. No pós-ditadura foi eleito pelos votos das forças mais anacrônicas do estado. Em seguida elegeu Amazonino.

      Amazonino por sua vez, escolheu seu pupilo: Eduardo Braga que fez os mesmos percursos de seu mentor: foi prefeito, governador e agora, como golpista, é senador. Eduardo se associou a Omar Aziz, também governador e agora senador. Antes foi parceiro de Zé Melo que durante esses governos passados sempre ocupou cargos de mando no estado e, agora, encontra-se cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

     Como se trata de uma subjetividade constituída pelas linhas segmentarizadas, molar-capitalista, como dizem os filósofos Deleuze e Guattari, carece de informar os partidos que esses personagens eram e são atualmente, já que em essência há total igualdade em suas práticas. Exemplo, no desgoverno de Fernando Henrique, o príncipe sem trono, a Constituição Brasileira determinava a não existência de reeleição, mas o tal príncipe resolveu, em função de sua insegurança ontológica manifestada em vaidade, resolveu mudar a Carta, e, para isso, precisava dos votos dos parlamentares. Amazonino foi denunciado como o personagem que agenciou a compra de votos de deputados de alguns partidos. Simples igualdade.

      Com a cassação de Melo, a subjetividade dos iguais encontra-se compulsivamente tagarelando (como diz o filósofo Nietzsche) sobre quem deles vai se candidatar ao cargo que durará somente 19 meses. Perguntado sobre o fato, ele, se fez de rogado, mas falou.

         “Não falo de política. Estou tão triste com tudo o que estou vendo. Estou igual a qualquer um de vocês. Mesmo sentimento. Mesmo pensamento. Mesma angústia. Mas não se pode perder a fé. Fé, esperança e determinação”, orou e rezou, ele.

           Certa vez, Amazonino disse que iria ensinar filosofia, política para os jovens dos bairros pobres. Não foi. Para o bem dos professores de ensino de filosofia que apesar de passarem pelo curso de catecismo da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), eufemisticamente alcunhado de Curso de Filosofia, precisam de seus empregos, a Amazonino seria uma grande concorrência.

       Porém, mesmo afirmando que não iria falar aos repórteres, tentou uma sacada, depois de afirmar que é favorável à reforma da Previdência “como qualquer brasileiro responsável”. Infere-se que, certamente, os milhões que são contra não são responsáveis.

       “É uma angústia, mas as coisas são como devem ser”, sacou.

  O vício do poder institucional que vai além do imperativo categórico do filósofo Kant. As coisas nunca são como devem ser. Elas não são predeterminações. São da esfera humana. As coisas são produções atualizadas, já que antes eram virtuais como potências do real. Quando elas são como devem ser caem na esfera da superstição do idealismo-sobrenatural que não inclui a partição produtiva do homem. Nada da epistemologia-produtiva de Marx. Se tivesse afirmado “as coisas são como são”, também seria superstição, pois como diz Foucault, as coisas não são. Se tivéssemos que falar sobre as coisas, diríamos que elas são “clarões”  

        A deforma da Previdência Social encontra-se idealizada, elaborada e forçada a ser consumada pelas forças mais reacionárias que se apossaram do país. Sem eufemismo: as forças golpistas submissas aos patrões-golpistas. Assim, deve-se completar sua assertiva, reflexo da subjetividade-capitalista: “As coisas são como devem ser” de acordo com o capital.

        Em sua não-entrevista, Amazonino manda aos estudantes de filosofia-política uma máxima pessoal:

        “Nasci politico e vou morrer politico”.

     Uma questão aos estudantes sem o sadismo dos professores e professoras que se masturbam fazendo o estudante sofrer.

       – Existem duas subjetividades no mundo: Uma a subjetividade da política econômica capitalista, e a outra a subjetividade da política econômica socialista. Ao afirmar que nasceu político e vai morrer político, qual a política de Amazonino?

BLOGS AFINSOPHIA E ESQUIZOFIA ENTREVISTAM BELCHIOR JÁ QUE “SEMPRE É DIA DE IRONIA NO MEU CORAÇÃO”

Os Blogs Afinsophia e Esquizofia, da Associação Filosofia Itinerante (AFIN), publicam a entrevista, alegria como aumento de potência de agir, com o Rapaz Latino-Americano Belchior.

BREVE APRESENTAÇÃO

Antônio Carlos Gomes Belchior Fonteneles Fernandes – cearense da simpática cidade de Sobral -, gostaríamos de fazer um acordo com você nessa entrevista trans-histórica, na névoa inassinalável, ou hecceidade. O acordo é o seguinte: como nós vamos recorrer as nossas faculdades memorativas, além de informações extraídas de nossa arqueologia do saber-Belchior, é possível que venhamos cometer alguns equívocos em relação a fatos aqui apresentados por nós atribuídos a personagens em relação a você. Se por acaso você perceber que algumas enunciações nossas são lendas ou mitos, queira nos corrigir. Certo?

Belchior você é da geração que “por força desse destino um tango argentino” pegava “bem melhor” que “uns blues”. A ditadura civil-militar que dominou o Brasil entre os anos de 1964 e 1985. Você, como muitos brasileiros, por força da ditadura, não teve adolescência, e se quer pode vivenciar as fragrâncias de maio de 68. Enquanto a França, e grande parte da Europa explodia, produzindo linhas de cortes, fissuras através das potências dos trabalhadores e estudantes. Ao contrário, em 68, o Brasil era submetido à força do AI5, implantado pelos militares da repressão-nacional. Foi o ano que começou para valer as perseguições, prisões, sequestros, torturas e mortes.

Todavia, arigó Belchior, você já havia sido traspassado pelas enunciações políticas, estéticas, filosóficas, antropológicas, históricas, psiquiátricas, etc., e podia com clareza entender as notas desterritorializadas de Sartre, Marcuse, Foucault, Deleuze, Guattari, Simone Beauvoir, entre outros que se movimentavam em latitudes e longitudes capazes de lhe afetar spinozianamente: aumentar sua potência de agir. Já havia sido afetado pela potência da comunalidade em forma de erudição. Erudição que levou certa vez Caetano chamar de cultura inútil. Sem falar que você já havia encontrado Marx, Cristo, aliás, o Homem de Nazaré foi quem primeiro lhe encontrou, daí sua vida de noviço, depois rebelde (Gargalhadas), quem sabe a influência a posteriori para criar o projeto de tradução do latim A Divina Comédia, de Dante Alighieri.

Musicólogo roqueiro, corpo que lhe moveu com “os pés cansados e feridos de andar léguas tiranas, a ponto de lhe deixar “com lágrimas nos olhos de ler o Pessoa, e ver o verde da cana”, compôs com as baladas de Bob Dylan, composição que levou o compositor do Maracatu Atômico, George Mautner, a afirmar que entre o original e a cópia preferia o original. Declaração que confirmava que sua entrada no mercado musical brasileiro já estava incomodando. Claro, você como sobralense nunca negou que ouvira muito as baladas de Dylan. E, aliás, quem daquela época, não ouviu? Quem, preocupado com a Napalm lançada pelos Estados Unidos no Vietnã, não ouviu Dylan? E não só Dylan, como também Neil Young, entre outros cantores e compositores de opunham a ferocidade genocida do império. Você sempre foi um homem engajado. Mas um cara que não fazia gênero de rebelde sendo um puta burguês, como seu conterrâneo Fagner. Poucas sabem, mas você participou, convidado pela talentosíssima atriz de teatro Lélia Abramo, no lançamento do primeiro manifesto do Partido dos Trabalhadores, em 1981. O que confirma que suas baladas são politizadas não por dependência de Dylan. Como invejavam seus detratores. E para piorar – para eles, é claro -, você foi parceiro do companheiro Lula na luta pela redemocratização do Brasil. ão do Brasil.

Mesmo só com a adolescência biológica, já havia traçado o compromisso, com Bertolt Brecht, de não deixar seu “charuto apagar-se por causa da amargura”, mostrado na canção Não Leve Flores. Daí que sua obra, apesar de manter alguns elementos regionais, melhor dizendo, nordestinos, foi na “Selva das Cidades”, empurrado pelo teatrólogo da Exceção e a Regrar, que você fez movimentar sua arte como forma de afetar o corpus da urbe atomizada. Como você mesmo diz: “se não for para balançar o coreto, não adiante fazer arte”.

E balança. Belchior, você instituiu no país a música urbana inspirada e alocada no concreto das cidades como corpo da poesia concreta. Você verseja concretamente. A poesia concreta é seu território de práxis e poieses. “Vamos andar, pelas ruas de São Paulo, por entre os carros de São Paulo, meu amor vamos andar e passear. Vamos sair pela rua da consolação, dormir no parque em plena quarta-feira. Sonhar com o domingo em nosso coração. Meu amor, meu amor, meu: a eletricidade dessa cidade me dá vontade de gritar que apaixonado eu sou. Nesse cimento, o meu pensamento e meu sentimento espera o momento de fugir no disco voador. Meu amor, meu amor”, nada de sentimentalidade compassiva, do tipo Roberto Carlos, nesse Passeio do seu primeiro LP, Mote Glose, pela gravadora Chantecler, com a regência do talentoso músico pernambucano Marcus Vinícius, do PCBão, um disco profundamente experimental, onde salta livre a poesia concreta.

Dizem que você canta a liberdade, claro que é uma afirmação abstrata, já que a liberdade não se canta se vive, mas nos diga: nessa tão concreta e cruel realidade produzida pelo capitalismo paranoico com sua dogmática opressora, você é um “passarinho urbano”, ou um “Robô Goliardo” (Gargalhada geral)?

A ENTREVISTA

AFINSOPHIA E ESQUIZOFIA – Começando pelo meio. O que é melhor? Viver, sonhar ou um canto?

Belchior (Sorrindo cúmplice) – “Viver é melhor que sonhar. Eu sei que o amor é uma coisa boa, mas sei também que qualquer canto é menor que a vida de qualquer pessoa”.

AE – Nesse momento em o Brasil encontra-se sob o cutelo de um perverso golpe contra a democracia, você tem alguma paixão?

B – “Você me pergunta pela minha paixão, digo que estou encantado com uma nova invenção, eu vou ficar nessa cidade, não vou voltar pro sertão, pois vejo vir vindo no vento cheiro da nova estação”.

AE – Verdade? Maravilha! Belchior, você é uma cara que viveu as décadas de 60, 70, não teve adolescência no sentido ontologicamente-social, por força da ditadura, mesmo assim conseguiu construir uma das mais inquietantes estéticas do Brasil, todavia, muitas pessoas não conhecem essa obra. E entre essas pessoas têm os nazifascistas. Se por um acaso algumas dessas pessoas, como uma variável-política, perguntasse de você, por onde você andava nesse tempo, o que você responderia?

B (Pensativo) – “Amigo, eu me desesperava!”.

AE – Você tem estilo. Não estilo no conceito burguês, mas como diz o filósofo Deleuze, você cria em sua singularidade como ninguém poderia criar de forma igual. Por isso você faz corte no estado de coisa petrificado. Você libera potências. Como você responderia se alguém pedisse para você compor de outra forma?

B – “Não me peça que eu lhe faça uma canção como se deve correta, branca, suave, muito limpa, muito leve, sons palavras são navalhas, e eu não posso falar como convém sem querer ferir ninguém”.

AE (Vibrando) – Cacete! Esse cara é foda, moçada. Ainda nessa linha. Não precisa nem dizer, mas você tem Nietsche e Spinoza na veia: você é exaltação da “vida que ativa o pensamento e o pensamento que afirma a vida”. Até quando se encontra “mais angustiado que um goleiro na hora do gol”. A onda é essa: se um pessimista, um compassivo, uma baixa potência de agir, lhe dissesse que queria lhe ajudar, o que você diria para ele?

B (Gargalhando) – “Saia do meu caminho! Eu prefiro andar sozinho! Deixem que eu decida a minha vida. Não preciso que me digam de que lado nasce o sol, porque bate lá meu coração”.

AE (Explodindo de emoção) – Coisa de louco, moçada! “Você pode até dizer que eu estou por fora e que até estou inventando”, mas para o nosso entendimento, há uma confissão aí nesse “não preciso que me digam de que lado nasce o sol, porque bate lá meu coração”. O sol nasce no Leste, até Galileu já sabia. E o Leste europeu tem Marx, mano. Não precisa responder.

B (Interferindo) – “É claro que eu quero o clarão da lua! É claro que eu quero o branco no preto! Preciso, precisamos da verdade nua e crua, mas não vou remendar vosso soneto. Batuco um canto concreto pra balançar o coreto…”.

AE (Tentando uns movimentos afros) – Grande saída, hein cara? Ok, baby! Diz uma coisa cara. Já viu que há muita gente pessimista diante do desgoverno golpista acreditando que ele será eterno. O que você diz para essa gente?

B – “Você não sente nem vê, mas eu não posso deixar de dizer meu amigo, que uma nova mudança, em breve vai acontecer”.

AE (Palmas) – É o devir-povo! Dando uma deslocada. O que você quer agora?

B (Sorrindo) – “Quero uma balada nova, falando de broto, de coisas assim: de money, de lua de ti e de mim, um cara tão sentimental…”.

AE – Você estudou medicina até o quarto ano, lógico que deve ter entrado em contato com algumas noções freudianas. Freud diz que é muito difícil uma geração se libertar da anterior. Há sempre fantasmas. Vendo o mundo como se encontra, qual a sua maior dor?

B – “Minha dor é perceber que, apesar de termos feito tudo, tudo, o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”.

AE – Bel, aproveitando essa questão de continuar o mesmo, tem também aquela questão dos que posaram como revolucionários, e hoje são tremendos reaças, inclusive muitos operando como golpistas, como é o caso do senador do PSDB, Aloysio Nunes que foi motorista do Marighella. Você poderia descrever para nossos seguidores quem são esses simuladores e nos dizer quem são eles?

B (Dando uma boa baforada no cachimbo) – “Os filhos de Bob Dylan, clientes da Coca-Cola: os que fugimos da escola, voltamos todos pra casa. Um queria mandar brasa; outro ser pedra que rola… Daí o money entra em cena e arrasa e adeus caras bons de bola”.

AE – Esse cara vai na ferida dos caras, mas não confundir com “a ferida viva do meu coração”, não é? O quê? Ainda tem mais? Então, manda brasa.

B (Continuando) – “Donde estás los estudiantes? Os rapazes latino-americanos? Os aventureiros, os anarquistas, os artistas, os sem-destino, os rebeldes experimentadores, os benditos malditos – os renegados – os sonhadores? Esperávamos os alquimistas…  E lá vem os arrivistas, consumistas, mercadores. Minas, homens não há mais? Entre o céu e a terra não há mais que sex, drugs and rock ‘n’roll? Por que o adeus às armas? Não perguntes por quem os sinos sobram… Eles dobram por ti! O último a sair apague a luz azul do aeroporto. E ainda que mal pergunte: a saída será mesmo o aeroporto?”.

AE (Vibrando) – Loucura, moçada! O quê? Ainda tem mais? Manda brasa, arigó!

B – “Onde anda o tipo afoito que em 1-9-6-8 queria tomar o poder? Hoje, rei da vaselina, correu de carrão pra China, só toma mesmo aspirina e já não quer nem saber”.

AE –Loucura, loucura, loucura! Ainda agora você disse que “uma nova mudança vai acontecer”. Qual a forma para essa mudança?

B – “A única forma que pode ser nova é nenhuma regra ter; é nunca fazer nada que o mestre mandar. Sempre desobedecer. Nunca reverenciar”.

AE – A noite tem para você um signo profundo?

B – “Anoite fria me ensinou a amar mais o meu dia. E, pela dor eu descobri o poder da alegria e a certeza de que tenho coisas novas pra dizer”.

AE – Você é nordestino, e como você sabe, há hoje no Brasil uma consciência nazifascista que discrimina violentamente o povo do Nordeste. Como você concebe esse comportamento genocida contra o Nordeste?

 B (Sorrindo) – “Nordeste é uma ficção! Nordeste nunca houve! Não! Eu não sou do lugar dos esquecidos! Não sou da nação dos condenados! Não sou do sertão dos ofendidos! Você sabe bem: conheço o meu lugar”.

AE – E o medo de avião?

B (Balançando a cabeça sorrindo) – “Agora ficou fácil. Todo mundo compreende aquele toque Beatles: – “I WANNA HOLD YOUR HAND!”.

AE – E aquela namorada e aquele teu melhor amigo?

B – “Minha namorada voltou para o norte, ficou quase louca e arranjou um emprego muito bom, meu melhor amigo foi atropelado voltando pra casa. Caso comum de trânsito”.

AE – Os filósofos Epicuro, Spinoza, Nietzsche dizem quase o mesmo sobre falar sobre a morte. É claro que ninguém pode falar sobre a morte, porque é a última experiência e a única que não se pode contar nada sobre ela. Eles dizem que falar sobre a morte enquanto se está vivo é imundo. Mas vamos conceder uma cortesia sobre esse tema. Como você cogita sua morte?

B (Sorrindo) – “Talvez eu morra jovem: alguma curva do caminho, algum punhal de amor traído completará o meu destino”.

AE – Belchior você é uma cara corajoso. Sua obra e sua existência comprovam sua coragem. Mas nos responda: você tem Medo?

B – “Eu tenho medo. E medo anda por fora, medo anda por dentro do meu coração. Eu tenho medo em que chegue a hora em que eu precise entrar no avião. Eu tenho medo de abrir a porta que dá pro sertão da minha solidão. Apertar o botão: cidade morta. Placa torta indicando a contramão”.

AE – O que você pode nos dizer sobre a sorte na vida?

B – “Coisa muito complicada o amigo tem ou não tem. Quem não tem sucesso ou grana tem que ter sorte bastante para escapar salvo e são das balas de quem lhe quer bem”.

AE – Temer, o golpista-mor junto com sua escória, vem desmontando as leis democráticas do país. Porém, ele tem, com ajuda da mídia capitalista também golpista, feito pronunciamentos como se tudo estivesse às mil maravilhas. Como você concebe o presente e estes pronunciamentos?

B – Olho de frente a cara do presente e sei que vou ouvir a mesma história porca. Não há motivo para festa: ora esta! Eu não sei rir à toa!”.

AE – Você como pintor e desenhista pode nos apresentar um quadro da família-nuclear-burguesa-patriarcal?

B – “No centro da sala, diante da mesa no fundo do prato, comida e tristeza, a gente se olha se toca e se cala e se desentende no instante em que fala. Medo, medo, medo, medo. Cada um guarda mais o seu segredo a sua mão fechada, a sua boca aberta, o seu peito deserto, a sua mão parada, lacrada e selada e molhada de medo. Pai na cabeceira…”.

AE – Essa família lhe concedeu um prêmio no começo de 70, certo? Contam que na noite que você recebeu o prêmio os canas deram uma chegada em você, certo (Belchior sorrir)? Se alguém tentasse lhe obrigar a parar de cantar, o que você diria?

B – “E eu vos direi, no entanto”: enquanto houver espaço, corpo, tempo e algum modo de dizer Não! Eu canto”.

AE – O que você diz sobre a vida?

B (Com ar apaixonado) – “Eu escolhi a vida como minha namorada com quem vou brincar de amor a noite inteira. Vida, eu quero me queimar no teu fogo sincero. Espero que a aurora chegue logo. Vida, eu não aceito não a tua paz, porque meu coração é delinquente e juvenil, suicida, sensível demais. Vida, minha adolescente companheira, a vertigem, o abismo me atrai: é esta minha brincadeira”.

AE – Observando sua temporalidade ontológica como você concebe sua existência?

B (Pensativo) – “Até parece que foi ontem minha mocidade, meu diploma de sofrer de outra universidade, minha fala nordestina, quero esquecer o francês. E vou viver as novas que também são boas o amor/humor das praças cheias de pessoas, agora eu quero tudo, tudo outra vez”.   

AE (Afetados de alegria) – Chegado a esse platô, você gostaria de desejar algo às pessoas?

B (Muito contente) – “Quero desejar, antes do fim, pra mim e os meus amigos, muito amor e tudo mais: que fiquem sempre jovens e tenham as mãos limpas e aprendam o delírio com coisas reais”.

AE – Belchior, nós trouxemos alguns instrumentos, você aceitaria terminar a entrevista cantando uma de suas músicas que tocam diretamente ao momento atual do golpe que estanca o Brasil. Como somos seus fãs de carteirinhas, nós até poderíamos fazer o backing vocal. Mote e Glosa? Vamos nessa! Aí, moçada, acessante do Afinsophia e Esquizofia, um abração e beijos. Logo, logo estaremos novamente com Belchior “balançando o coreto”. Não é. Belchior (Ele balança a cabeça gargalhando)?

“é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo

é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo

é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo

é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo

passarim no ninho

(tudo envelheceu)

cobra no buraco

(palavra morreu)

você que é muito vivo

me diga qual é o novo

me diga qual é o novo

me diga qual é o novo

                            novo

                            novo

                            novo

me diga qual é o novo

me diga qual é

me diga qual é o novo

me diga qual é

me diga qual é o novo

me diga qual é”.

Obs: Embora Belchior tenha musicalizado várias letras de outros companheiros seus,  como por exemplo, Jorge Melo, Fausto Nilo, Francisco Casaverde, Gracco, até com o reacionário coxinha Fagner, entretanto, a maioria das letras aqui expostas são de sua autoria.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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