Archive for the 'Fantasia' Category

TRANSTORNO DA PERSONALIDADE NARCISISTA PARA QUEM INTERESSAR NO BRASIL ATUAL

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 Produção Afinsophia.

 O mundo é um sintoma, afirmam alguns psiquiatras. Só que alguns personagens fazem de seus sintomas individuais uma verdade social. Ou seja, procuram as instituições para serem amparados por elas e não causar estranheza à sociedade com seus atos. As instituições servem de defesa contra as investidas de resíduos persecutórios destes personagens que não saberiam como lidar com eles se não tivessem a proteção do corpus-institucional. Um quadro paranoico que conturbou por vários momentos os percursos históricos dos que lutaram, e lutam, por uma sociedade igualitária constituída por um Ego-Social-Democrático, onde o conceito de normalidade é representado pelos direitos e bens sociais de todos. O contrário, violências contra esses direitos e bens de todos, chama-se psicopatologia-social. A magnificação da destruição do Ego-Social-Democrático, como se tem observado no Brasil atual. 

  A psiquiatria, como exame-político da sociedade em suas funções e determinações voltadas para o bem comum como normalidade, mostra que em sociedade são expressados vários sintomas que incomodam o movimento coletivo da saúde-mental-social. Entre os vários sintomas prescritos como transtornos das personalidades, como Transtorno Da personalidade Borderline, Transtorno da Personalidade Histriônica, Transtorno Da Personalidade Dependente, Transtorno da Personalidade Obsessivo-Compulsivo, Transtorno da Personalidade Antissocial, entre outros, um chama mais a atenção para se entender a saúde do Brasil atual: o Transtorno da Personalidade Narcisista.

     Daí, que como forma de enunciação pedagógica para o entendimento desse transtorno, se faz necessário apresentar os principais sinais-sintomáticos dos personagens acometidos por essa forma de existência frustradas, como diz o filósofo e psiquiatra Ludwig Binswanger. Sim, pois trata-se de existência malograda de toda existência que falseia a condição ontológica autêntica do ser. 

     Como indicação psíquica-pedagógica, necessário se faz informar de onde foram extraídas essas enunciações. Trata-se do livro de psiquiatria Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM – 5. American Psychiatric Association. As enunciações encontram-se nas páginas 669 e 670.

       “CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS

 Um padrão difuso de grandiosidade ( em fantasia ou comportamento), necessidade de admiração e falta de empatia que surge no início da vida adulta e está presente em vários contextos, conforme indicado por cinco (ou mais) dos seguintes:

   1. Tem uma sensação grandiosa da própria importância (p.ex., exagera conquistas e talentos, espera ser reconhecido como superior sem que tenha as conquistas correspondentes). 

   2. É preocupado com fantasia de sucesso ilimitado, poder, brilho, beleza ou amor ideal.

    3. Acredita ser “especial” e único e que pode ser somente compreendido por, ou associado a, ouras pessoas (ou instituições) especiais ou com condição elevada.

    4. Demanda admiração excessiva. 

    5. Apresenta um sentimento de possuir direitos (i.e., expectativas irracionais de tratamento especialmente favorável ou que estejam automaticamente de acordo com as próprias expectativas).

    6. É explorador em relações interpessoais (i.e., tira vantagens de outros para atingir os próprios fins).

    7. Carece de empatia: reluta em reconhecer ou identificar-se com os sentimentos e as necessidades dos outros.

    8. É frequentemente invejoso em relação aos outros ou acredita que os outros o invejam.

    9. Demonstra comportamentos ou atitudes arrogantes e insolantes.”

           Em seu estudo sobre o Narcisismo, Freud afirma que o narcisista sofre do delírio chamado de magnificação do Eu. Seu Eu é o mundo. Ou melhor, o mundo é o que seu Eu fabula. O que leva ao entendimento que o narcisista é dominado por um sentimento de baixa tolerância para suportar frustração. Um sentimo também encontrado nos que sofrem do transtorno de Borderline. Não aceitam ser contrariados em suas posições.  O narcisista também sofre do síndrome do exibicionismo: precisa se sentir objeto do olhar do outra para acreditar que existe. É também voyeur. Olhar os outros para se sentir em situação de dominação desses outros.

      Pode-se dizer que o narcisista, em sua fraqueza, se mostra como se vivesse o sintoma do complexo de Deus. O que é uma grande dor para ele por não receber confirmação, já que nenhum crente vai trocar seu Deus por um narcista que delira ser Deus. 

      Em síntese, essas personagens são profundamente frágeis, inseguras e com forte sentimento de desamparo. Por isso, necessitam dos outros para criarem a ilusão de que são amados, não importando a forma como se relacionam com os outros.

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MESMO EM PESQUISA MANIPULADA ELEITORES MOSTRAM QUE VOTAR EM LULA É QUESTÃO DE FÉ E RAZÃO: 40% DE CATÓLICOS E 32% DE EVANGÉLICOS VOTAM NELE

Produção Afinsophia.

Pesquisa manipulada do Datafolha, entre religiosos, mostra que Lula tem a preferência de 40% dos católicos e 32% dos evangélicos. Por sua vez, o candidato da extrema direita que faz apologia ao uso de armas pela população e se apresenta contra os LGBTs, Bolsonaro, tem 13% de preferência dos católicos e 21% dos evangélicos. Já Marina, a que riu sobre o cadáver de seu aliado Eduardo Campos, tem 12% da preferência de católicos e 17% de evangélicos. 

     Levando em consideração que tanto católicos e evangélicos representam o discurso cristão, e sabendo-se que o discurso cristão prega a solidariedade entre os homens em comunhão de todos, a pesquisa manipulada tem quer ser lida e entendida em dois planos. Um plano que mostra qual o cristianismo que os seus representantes seguem. Outro o que realmente propaga a fé no outro como companheiro de jornada ontológica. 

     Do primeiro plano pode-se extrair que quem representa a solidariedade cristã é Lula. O seu governo popular em que tirou quase 40 milhões pessoas da escala da pobreza e desenvolveu políticas sociais que beneficiaram a maioria da população brasileira, já confirma essa vocação cristã de dimensão superior sobre o entendimento da humanidade. Coisa que nem Bolsonaro e Marina, os dois golpistas, têm. Apesar de Marina se propagar quase como bispa.

     O segundo plano dos que acreditam no outro como companheiros capaz de promover o amor fraterno. O que significa acreditar no outro como seu próximo-necessário. Amar seu próximo como a si mesmo, mas quando o si mesmo encontra-se comprometido com a liberdade criadora de cada um como comunalidade cristã. Lula é esse personagem que o próprio Papa Chico reconheceu. Os dois, Bolsonaro e Marina, não apresentam essa dimensão do amor ao próximo como primeiro modus de ser cristão em compromisso engajado com a liberdade criadora de novas formas de pensar e agir em comunhão-racional. Um prega a violência, a outra prega uma fantasia sobrenatural que dissipa a ordem da racionalidade.

     Os eleitores cristãos que votam em Lula mostram que a religião não se resume a abstrações pessoas que afasta a experiência objetiva dissipando a razão. Para eles não pode existir fé sem razão. O que mostra que a política, em seu sentido superior, não pode existir sem a fé comungada com a razão. Já os eleitores dos dois, infelizmente, não atingiram esse grau de essencialidade religiosa. Para eles a religião é um topos onde eles vão projetar seis sentimentos individuais, onde alguns deles se harmonizam com a violência de Bolsonaro e o deslocamento mágico de Marina. 

    Deste quadro apresentado pelos dois tipos de eleitores, fica constatado que os eleitores de Bolsonaro e Marina, não vivenciaram o mundo como a dimensão-cósmica-harmônica que serve de indicador para construção de uma sociedade em todos tenham os mesmos direitos de viver, viver bem comprometidos com todos. O que é a ética democrática.  

TEMER O INVISÍVEL “ESQUISITÃO” PARA TRUMP

Produção Afinsophia.

A sabedoria popular diz: Quem muito fala se si tenta esconder sua insignificância. Ou, como diz Chico Piraíba: Falar de si é falar de nada. Temer, uma figura que há muito mostra que nada pode falar de si que reflita interesse coletivo, mais ainda sendo um pobre golpista, nos últimos dias, diante de sua derrocada fatal, vem querendo se auto-elogiar buscando engabelar os incautos. Triste empresa: para seus desgoverno não há mais incautos.

  Depois da dança espectral do vai não vai ao G20, ele foi e não foi. Foi não indo: afirmou que tem trabalhado para aumentar o desemprego. Ele não foi: vídeo o mostra zumbizando pelo salão hamburguense sem ser notado por viva alma. Se não fosse do outro mundo, diria-se que se tratava de um espetáculo deprimente. Mas, como trata-se de coisas de outra esfera transmortal, não se pode fazer qualquer consideração. Aos zumbis os seus zumbidos.

  Tentando criar uma situação em que ele mesmo acreditasse em si, afirmou que falara com Trump sugerindo para ele “aproximar empresários brasileiros e americanos para gerar novos negócios”, e que o presidente ianque havia dito que “gostou da ideia”. Fantasia pura para provocar por si mesmo  auto-elogio, já que ninguém do G20 lhe deu qualquer pelota. Por isso, voltou para onde não saiu: o trono golpeado.

   Para provar a invisibilidade de Temer, o ianque Trump, depois que sentiu aquela névoa roçar em si, perguntou ao seus assessor:

      – Quem era aquele senhor esquisitão”.

   Como diz o sábio Cheidepira:  A pior desgraça para uma alma vaidosa é saber que até sua vaidade escapou dela, porque nenhuma alma ambiciosa existe sem vaidade”.  

O DESLUMBRADO-BEIJOQUEIRO, DEPUTADO CHICO ALENCAR DO PSOL, E O FALSO REVOLUCIONÁRIO DE MARX

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Resultado de imagem para imagens do jornalista noblat Não que a humanidade seja dividida entre os bons e os maus. Ou, entre os que se consideram bons e os que se consideram maus de acordo com suas orientações (ou desorientações) para seus objetivos que são tomadas como finalidade de suas existências. Nada disso. Existem as noções comuns, mostradas pelo filósofo holandês, Spinoza. Há sempre corpos que se relacionam entre todos.

  Porém, essas noções comuns, mesmo sendo comuns a todos, levam cada um escolher o que lhe é conveniente para perseverar na vida. Perseverar pelo que é fundamental para o homem, ou outro animal, possa continuar seu processual vital. Não sucumbir. Na escolha de uma existência contrária a práxis do conactus, ato de perseverar mostrado por Spinoza, não há como a vida se fazer um processual gratificantemente sensorial, cognitivo e ético, como confirma a existência burguesa-capitalista.

   É pois, pelo ato de perseverar na vida, que é um ato coletivo, já que a vida é uma plano de imanência, como dizem os filósofos Deleuze e Guattari, que se pode entender as escolhas dos indivíduos. E são as duas subjetividades-políticas mais expressadas no mundo, a subjetividade-política economia política capitalista, e economia política socialista, que levam os indivíduos a cortarem as noções comuns que os dispõem às relações. No sentido coletivo, não há no burguês-capitalista qualquer corpo que seja necessário ao socialista. Assim, como não há no socialista qualquer corpo necessário ao burguês-capitalista. Logo, politicamente, não há noções comuns entre essas duas subjetividades políticas.

    O deputado Chico Alencar do Psol que se diz socialista (ou comunista?) e que se toma como combatente ao ‘lulismo’, claro que para se autopromover ressentidamente, já que nasceu no Partido dos Trabalhadores, compareceu de livre escolha ao regabofe dos golpistas promovido por um dos mais submissos representantes da imprensa brasileira defensora do capital norte-americano: Ricardo Noblat. No rega estavam as principais figuras do golpe e, por tal, os representantes da burguesia-capitalista. De Aécio a Temer. Uma burguesia brasileira, mas brasileira.

  O socialista (ou comunista?), entre umas e outras, resolveu expressar no recinto a indecorosa subjetividade da casa parlamentar. Passou a comentar relações dos personagens presentes. Entre esses comentários sobrou para Aécio, no bom sentido, para eles. Além de elogiar Aécio, um dos mais delatados na Lava Jato e Furnas, ainda lhe beijou a mão.

  Com a publicidade em torno do caso beijoqueiro, ele tentou tirar as broncas, e entre as broncas disse que era amigo de Noblat das antigas e escrevia em seu blog por isso havia ido ao rega. Um socialista (comunista?) amigo de um burguês cuja consciência-ideológica-teclados -antigamente se dizia a pena- defende avidamente o patrão Marinho, proprietário da maior inimiga do Brasil a Rede Globo, defensor e mantenedor do capital. Um Noblat conhecido como um importante reacionário que inveja os sujeitos-ativos que pensam um mundo em que a vida persevere como alegria de viver.

  Agora, corre informação que seus lábios não ficaram só na mão de Aécio (que traição). Ele beijou também o invejoso amigo do reacionário Roberto Freire, Raul Jungmann, todos golpistas que estão se locupletando com o desmonte das estruturas do Estado brasileiro. Pode ser que as umas e outras tenham liberado o verdadeiro burguês do socialista (ou comunista?) Chico Alencar que, no caso dele, ninguém é de ferro. Só que nem alcoólatra vive toda a vida nos braços de umas e outras. Sendo assim, ele vai ter que lutar muito para representar para seus eleitores o socialista (ou comunista?) que antes da cenas beijoqueiras ele representava.

  Mas é Marx quem nos mostra que Chico Alencar, o socialista (ou comunista?) é um o falso socialista (ou comunista?), mas um verdadeiro burguês. Marx diz que nas lutas revolucionárias se unem três tipos para lutar.

   – Um, o revolucionário engajado comprometido com as causas libertárias e conhecedor das necessidades de libertação do proletariado. Esses são os autênticos revolucionários. Os que estão sempre em luta. Lutam todas horas, todos os dias, todas as semanas, meses e séculos (Há uma certa relação com o poemas de Brecht que tratam dos homens que lutam.

   – Dois, os que lutam porque conhecem a necessidade da libertação do proletariado e em todas as lutas eles contribuem com suas presenças, porque aspiram outra sociedade, embora não tenham o engajamento dos primeiros.

   – E por terceiro, os que se envolvem nas lutas, mas não tem qualquer compromisso com a revolução. Estão sempre aproveitando o momento dos conflitos para conseguirem respeitabilidade como se fossem revolucionários. São tipos que não servem para a autêntica revolução do proletariado. No Brasil existem milhares. A ditadura de 64 mostrou. São burgueses travestidos de revolucionário, já que a vestimenta, para eles, lhes conferem, ilusoriamente, um glamour de esquerdistas. Claro, que só para otário alienado historicamente.

  Um beijo para quem adivinhar em quais dos três Chico Alencar se encaixa perfeitamente! 

ZÉ MELO, GOVERNADOR DO AMAZONAS, ENVOLVIDO POR SEU ESPÍRITO-HAGIOGRÁFICO AFIRMOU QUE NO MASSACRE NÃO “MORREU NENHUM SANTO”. ORA, ORA, SANTO NÃO PODE SER PRESO, MAS HOMEM SIM.

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Segundo o discurso da hagiografia, que trata da vida dos santos, nenhum santo foi sempre santo antes de ser canonizado. Todo santo, ou santa, antes foram homens e mulheres. As suas santificações são decorrentes de suas existências comprometidas com as causas humanas. Primeiramente, carregam o pathos da essência da indignação, e, depois, passam as tentativas das soluções que possam libertar os homens e mulheres dos sofrimentos. Mesmo que para isso também, em suas práticas, tratem de temas metafísicos.

        Muitos que foram canonizados tiveram existências perseguidas pela brutalidade, irracionalidade e covardia dos tiranos. Sofreram torturas físicas, foram mantidos no cativeiro durante anos. Alguns chegaram a morrer no cativeiro. Embora trabalhassem em nome da dogmática cristã-católica, o que concebe um plano sobrenatural, eles sempre observaram o mundo real e nesse mundo real agiram em benefício dos homens. Porque, afinal de contas, eram homens e mulheres escravizados pelas forças opressoras, detentoras do poder econômico.

     O governador do estado do Amazonas, Zé Melo, em processo de cassação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e que faz parte do grupo reacionário de alcunhados políticos que há mais de trinta anos trabalham pelo atraso no estado, em entrevista, afirmou que entre os presos, 56, do massacre no Sistema Prisional Anísio Jobim, em Manaus, não havia um santo. Com essa afirmação ele apresentou dois tipos de ignorância. Uma hagiográfica. E outra capitalista-jurídica. Porém, as duas sintetizadas em uma moralidade claramente burguesa.

     Em sua ignorância hagiográfica, Zé Melo, mostrou que não sabe nada do mais elementar sentido de ser santo. Ele não sabe que santo não vai preso. Mesmo que fosse não ficaria um segundo preso, visto que tem o dom da imaterialidade. Por isso que pode em plano distante se comunicar com seus crentes. Inclusive presos. O que significar, para a sociedade, que o cristianismo de Zé Melo é apenas da ordem psicológica compensatória. Ou seja, em benefício próprio. Um solipsismo.

    Em sua ignorância capitalista-jurídica, Zé Melo, não sabe que uma grande maioria de detentos que estão confinados nos presídios, cometeram crimes impulsionados por corpos capitalistas. Assaltos a bancos, assaltos à mão armada, tráfico de drogas, latrocínio, arrombamento, furto, corrupção, etc. Crimes que são investigados, julgados e condenados pelo poder judiciário que no seu sentido hierárquico encontra-se abaixo do poder econômico. Logo, os crimes desses detentos estão incluso em todo o corpo do capitalismo, e o que os diferencias de outros crimes, também com sentido capitalista no Estado, como benefícios a estamentos privilegiados, é a moral. Não a moral puramente. Mas a moral aplicada por quem tem, ou se acha, com autoridade para usá-la contra outros. Daí, porque Zé Melo, crente de sua moral, afirmou a sua sentença judicativa: “não morreu nenhum santo”. Zé Melo pode ser cassado por força de acusações que implicam corpos capitalistas.

      As duas ignorâncias de Zé Melo, conjuntamente, podem ser entendidas, sinteticamente, como prova do desconhecimento da política jurídica. Quando ele afirma da inexistência de “santos” entre os mortos, ele tenta buscar apoio dos acusadores (não esquecer que para a psicanálise todo acusador compulsivo tenta esconder suas culpas) que são adeptos e defensores da máxima anticristã que diz que “bandido bom é bandido morto”.

     Só que entre fantasias sobrenaturais e imorais, ele, não sabe que a sociedade civil sabe que o preso encontra-se como custódia do Estado. Tem que ser protegido, mesmo preso, pelas leis do Estado que o condenou em um determinado estrato social-jurídico. E mais, o sentido cristão de presídio é de recuperação. Ou de reeducação para que o preso possa ser reintegrado na sociedade como sujeito-produtivo. Mesmo que seja para ser explorado pelo sistema capitalista como mão de obra barata.

    Zé Melo tentou produzir empatia com a sociedade apelando para a questão santificante e moralizante para eximir seu governo da responsabilidade pelo morticínio-prisional, mas se frustrou: ele não obteve respaldo. Tudo porque Zé Melo não atenta para o mundo ao seu redor com seus signos dominantes que não atendem a questão humana. Se fosse atento teria feito à crítica do sistema dominante e saberia, como diz o filósofo francês Jean Baudrillard, que assim como “existe a Disney para fazer de conta que existe um mundo adulto, existem os presídios para fazer de conta que existe uma sociedade justa”.

      Se soubesse destas obviedades seria um excelente governador. Mas, como mostra que não sabe, fica só como Zé Melo.  

TEMER, CONFUNDINDO PENSAMENTO COM ABSTRAÇÃO FANTASIOSA, PEDE AOS BRASLEIROS PARA QUE FAÇAM “UM PENSAMENTO BEM POSITIVO PARA CONSOLIDAR A IDEIA DE RENOVAÇÃO E ESPERANÇA”

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Pensar é muito difícil. Muitos acreditam que imaginação, lembrança e recognição são pensamentos. Imaginar, lembrar e recognizar são operações das faculdades imaginativa, memorial e reconhecedora.   

        “Incrível eu estava pensando em você, agora mesmo!”. Não estava pensando, estava lembrando. O pensamento é da ordem do novo. Lembrança, imaginação e recognição são da ordem do já posto. Do já determinado. Diria o filósofo Bergson, são operações desativadas. Não contém mais virtual, potência do real, afirmariam os filósofos Deleuze e Guattari.

        Embora o ato de pensar se desloque como fundo, todavia, essas faculdades são necessárias para que o sujeito cognoscente pense. O pensamento parte sempre de um território. Marx diz que o homem faz a história como novo partindo de situações históricas dadas. O que significa que o pensamento é o novo como ultrapassagem de estados de coisas estabelecidas.

      Temer, por sua posição na execução do golpe que obstruiu – por enquanto – o movimento real democrático, é a última figura com direito a se dirigir ao povo brasileiro para pedir cooperação para que seja realizada a “renovação” da vida brasileira. Temer não sabe o que é renovação, já que ele é um reacionário, e todo reacionário preserva e defende o mundo desativado. O reacionário não vivencia o tempo, só o espaço configurado em sua consciência privada, diz Marx. O tempo para ele não representa os fluxos mutantes e os quantas desterritorializantes. O tempo para ele é o tempo pulsado como exploração da força de trabalho do operário. O tempo mantenedor do espaço-propriedade-privada.

 E dois são motivos principais para que Temer seja proibido de pedir “pensamento positivo” do povo brasileiro. Um, ele não tem dimensão politica para apreender os corpos fundamentais (o que funda, base, como diz a filosofia alemã) que singularizam uma sociedade e lhe dispõe a poder atuar em benefício de seus interesses constitutivos. Se tivesse jamais seria um golpista. O golpe o torna uma figura execrável, desacreditada sensorial, epistemológico e eticamente. O golpe é violência bruta contra o devir-democrático. Por tal, Temer jamais será ouvido pelo povo brasileiro que não o tem como alguém comprometido com a causa política democrática. Agora, ele, em seu anestesiamento democrático, pede auxílio ao povo. Não há como ser atendido. O golpe é um estado de coisa deplorável onde as pessoas honradas e inteligentes não colocam suas mãos.

        Dois, como Temer é golpista, e golpe não é produto do pensamento, posto que golpe é pulsão irracional, repetição de um sintoma representativo de um trauma social dos que não podem existir com o novo como movimento. Os governos populares de Lula e Dilma que se mostraram como o novo. O pensamento positivado como mutatio-renovatio. O golpe como sintoma, é o reflexo da aberração social que se quer preservada não tanto para seu gáudio, mas para causar dor no outro. Porque todo golpista inveja, odeia e quer castigar os que pensam. Fato que até o filósofo Sartre sabe.

       Temer mostra sua condição incontestável de inimigo do pensamento quando recorre a um clichê enunciativo: “pensamento positivo”. Coisa da psicologia da autoajuda ianque. Coisa de Dale Carnegie psicólogo do “pensamento positivo e sucesso”. Não há qualquer potência criativa nesse “positivo”. O que há mesmo é imaginação-mistificada. Tudo que desloca o homem das coisas reais. Só há positivo com práxis e poises. E mais, o povo brasileiro não vai recorrer a uma mistificação para tentar ajudar um desgoverno, porque ele vai ficar em situação pior.

       O fundamental pensamento positivo do povo brasileiro é ir às ruas para tentar obstruir o rolo compressor que se encontra golpisticamente desmontando as estruturas do país. O povo não vai ficar no “pensamento positivo” temeriano vendo as riquezas do Brasil sendo entregues ao capital internacional, a economia, os direitos trabalhistas e as politicas públicas sendo destruídas em benefício do capital estrangeiro e dos bancos.   

         O povo brasileiro não é responsável pela imobilidade imposta pelos golpistas à vida nacional.

           O povo brasileiro envia a Temer e seu conjunto de golpistas a enunciação revolucionária de Hermann Hesse: “Não quiseste a embriagues? Agora suporta a ressaca!”  

 

TEMER DELIRA ACREDITANDO QUE NORDESTINO É OTÁRIO. “EU TENHO UM SONHO: QUE VOCÊS POSSAM DIZER ‘ESSE FOI O MELHOR PRESIDENTE NORDESTINO QUE PASSOU PELO BRASIL’

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 Como é muito fácil de entender, então carece de simplificar.

 Temer sempre foi uma representatividade abaixo do regular. Nunca teve, por si mesmo, singularidade para atrair eleitores que o tomassem como uma valorosa representação democrática. Na avaliação atual pela população brasileira, somente 8% lhe tomam como bom. O que significa que é o presidente mais rejeitado do corpo presidencial do país. Temer é sempre perseguido pelo Fora, o que lhe faz ser um contínuo ausente das manifestações populares. Nunca vai ao encontro do povo, porque tem pavor da inteligência e coragem do povo. Ao contrário de Lula que é povo.

 Temer é golpista, o que já lhe faz ser rejeitado pelos que produzem a democracia como substancialidade da potência política. Ninguém que se sente como sujeito-social da práxis, ação, e poieses, criação, democrática se cumplicia com golpista. Nesse observação, compreende-se que todos que apoiam o desgoverno Temer, apoiam porque também são acometidos pela mesma psicopatologia que acomete todos os que odeiam a democracia.

  Então, ocorreu de Temer, cheio de pavor, aparecer em Maceió, para anunciar a entrega de R$755 milhões para construções de 133 cisternas, microaçudes e programa de acesso à água. Um claro reboque das políticas dos governos populares de Lula e Dilma. Só que em sua estrutura psicológica de golpista, ele não fez qualquer referência sobre os dois presidentes que mudaram o Brasil. Não poderia. Em seu desespero por ser o pior presidente do país ele tem que se agarrar nas mais fantasiosas situações que possam lhe permitir a ilusão de que o povo o admira e o respeita como um presidente legítimo. 

    Foi então que, protegido por uma segurança bem preparada, ele arriscou um discurso para os presentes muito bem selecionados. Aí, manos e manas, ele delirou acreditando que nordestino é otário.

     “Vocês já ouviram aqui um grande relato de tudo que o governo federal está fazendo no Nordeste. Naturalmente tudo isso passa pela minha mesa.

       É que eu tenho um objetivo e um sonho: que ao final do meu mandato, embora sendo eu de São Paulo, vocês possam dizer ‘esse foi o maior presidente nordestino que passou pelo Brasil'”, delirou no “maior presidente nordestino” sendo de São Paulo. Coisa de Temer.

       Em seu delírio, Temer, não sabe que nordestino não é otário. Que nordestino se movimenta como ser de produção de sua história de forma independente sustentado por sua sensibilidade, inteligência e ética. A sua realidade política, econômica, social e cultural confirmam o quanto é sujeito-ativo de suas criações históricas. São faculdades que lhe possibilitam entender o que é engodo, simulação, trapaça e lhe permitem revelar e rejeitar as pretensões golpistas implícitas no vazio discurso.

     Agora, a certeza incontestável que ele pode ter é que o nordestino que vai lembrar dele como o maior presidente nordestino é o fã do Moro, Fagner, o folclórico. 

       Mas Temer não é de todo ineficaz. Não, ele nos possibilita belas gargalhadas. Ele afirma que tem “um sonho”. Aí ele arreganha o universo do riso para nós. O sonho remete a duplicação de sua enunciação. Um como esperança. Tenho um sonho. Tenho esperança. Quem tem esperança nas possibilidades políticas de Temer? Esperança lança para o futuro. Temer, como golpista desgovernante, não tem futuro. Ou nas concepções de Freud. A enunciação de sonho em psicanálise empurra para a trindade inconsciente, supereu e consciente que se revela como conteúdo onírico (pensamento do sonho) e conteúdo manifesto. O sonho para Freud é a realização de desejo. Só que desejo no estamento da vida simbólica do inconsciente,jamais no princípio de realidade.

      Resulta, resultado,como diz o pedagogo-ator-encenador, Abdiel, até recorrendo ao sonho Temer é golpista. O sonho confirma sua irrealidade.  


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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