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A PRISÃO AGUARDA OS GOLPISTAS BRASILEIROS QUE QUEREM PARAR A SANGRIA DA LAVA JATO, VENDER A PETROBRAS E ALTERAR TODA A LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA, TRABALHISTA E CONQUISTAS SOCIAIS DOS GOVERNOS LULA E DILMA

O golpe político-jurídico-parlamentar-midiático foi tramado logo após a derrota do homem de Furnas e da Lava Jato Aécio Nervosinho Cunha, do PSDB. A presidenta Dilma não ficou desempregada a partir de 1º de janeiro de 2015. A presidenta subiu a rampa do Planalto ovacionada por eleitores de todo o Brasil que viajaram para Brasília para participar de sua posse.

A vitória de Aécio Nervosinho Cunha colocaria em prática o plano neoliberal que o desgoverno de FHC implementou tendo  as privatizações de empresas estatais o objetivo principal. Mas não para só nisso. Eles pretendem alterar a legislação previdenciária, trabalhista, alterar toda a política que o governo Lula e Dilma projetaram para a Educação através da política do FIES, do PRONUNI, política de cotas, criação dos Institutos Federais de Educação, Mais Médicos. Os golpistas que ai estão, nesses dois meses já causaram um estrago tão grande que não vai ser fácil para Dilma corrigir. Para golpistas só interessa o Estado Mínimo. Quanto menos o Estado investir em educação, saúde, saneamento, habitação é melhor. Por isso as privatizações e terceirizações que já existe na saúde e em alguns Estados está chegando na educação.

Quando são derrotados depois de comemorarem a vitória do Furneiro, era preciso conquistar o governo através de um golpe político-jurídico-parlamentar-midiático. Foi exatamente o que fizeram. Não envolveram os militares, mas por ter seguido ritos “políticos” nas duas casas legislativas o golpe pareceu como “legítimo”, pois até o STF quando estabelece o rito atua a favor do medonho.

O golpe foi tramado na Câmara dos Deputados com Eduardo Caranguejo Cunha, com o Senado através de Aécio e todos os senadores do PSDB, DEM, PP, REDE, alguns do PMDB, no Palácio Jaburu com o presidente Rainha da Inglaterra que resolveu fazer uma carta se queixando de ter sido esquecido por Dilma.

A Lava Jato fazia suas operações infindáveis e todos os principais envolvidos na corrupção, no roubo, na trama envolvendo as principais empreiteiras brasileiras estavam nas duas casas legislativas e era preciso parar a sangria.

O PMDB produz o “programa” Ponte para o Futuro.

O PSDB precisava também defender os políticos de seu partido todos envolvidos em roubos na Andrade Gutierrez, na Odebrecht, na PETROBRAS. Mas por detrás de tudo isso estava a vontade, o desejo desses entreguistas acabarem com  a PETROBRÁS.

E para colocar em prática o desmonte da maior empresa produtora de petróleo do Brasil o golpista Michel Temer indica para o Ministério das Relações Exteriores José Serra e para presidente da PETROBRAS, Raimundo Parente que com FHC venderiam a empresa e já tinham até proposta a mudança nominal para PETROBRAX, pois esse nome atrairia compradores da nossa maior empresa brasileira.

Por considerarmos que o ataque à Lava Jato e o desmonte da PETROBRAS fazem parte do golpe, reproduzimos aqui o manisfesto do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro e da Federação Nacional dos Petroleiros, compartilhado do 247.

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CRÔNICA DE UM ESTUPRO ANUNCIADO

A nova diretoria da Petrobrás, comandada por Pedro Parente, prepara um verdadeiro estupro da empresa, à vista da sociedade brasileira. Para isso, tem a ousadia de buscar o consentimento pacífico dos próprios petroleiros. As propostas de Parente são um acinte à consciência de todo o brasileiro empenhado no desenvolvimento do país. Curiosamente, enquanto Bendine, seu antecessor, preparava o desmonte da Petrobrás sem avisar, Parente tem o desplante de avisar previamente sobre o desmonte, recorrendo a um rosário de falsidades. Ei-las:

1. Parente afirma que a Petrobrás está em crise financeira, na linha do que vem pregando há meses seu mentor, o ministro interino José Serra.

É falso. A Petrobrás tem um patrimônio gigantesco de óleo e gás no pré-sal, sendo que a dívida da empresa, somada aos desvios estimados, representa não mais que 1% desse patrimônio.

2. Parente sustenta que o petróleo do pré-sal é menos do que se dizia, tendo sido furados muitos poços secos.

É absolutamente falso. As estimativas são de que há muito mais petróleo no fundo do mar do que se imagina. A produção do pré-sal cresce em ritmo impressionante (8% em maio sobre abril), o que não corresponde à ideia de que as reservas sejam menores do que as anunciadas anteriormente. O custo de extração vem caindo e a produção de óleo e gás bateu novo recordo em junho de 2016, alcançando a marca dos 2,9 bilhões de barris. Em relação ao mês de maio, o volume apresentou um aumento de 2%.

3. Parente e seus diretores dizem que têm como missão “salvar a Petrobrás”

Falso. A Petrobrás está no pico de sua produtividade operacional e não precisa de nenhum salvador da pátria.

4. Parente quer a privatização da BR, dos gasodutos, da indústria de fertilizantes, “em nome do saneamento da Petrobrás”.

Nada mais falso. O que ele pretende é repassar ao setor privado os setores mais rentáveis do sistema de petróleo, pois o maior lucro está no valor agregado em derivados, petroquímicos, transporte e fertilizantes.

5. Parente sustenta que a construção do Comperj e da Refinaria Abreu e Lima não deve ser retomada, porque não seria rentável para a Petrobrás. Diz que “refinaria não dá lucro”.

Completamente falso. O Comperj interessa à Petrobrás como investimento rentável na área petroquímica. A Refinaria Abreu e Lima aumentaria a produção de combustíveis da empresa, reduzindo a necessidade de importações. O que Parente pretende, portanto, é enfraquecer a Petrobrás, colocando-se na contramão de todas as grandes petrolíferas do mundo que procuram diversificar, buscando fusões e incorporações.

As propostas da nova Diretoria da Petrobrás são repelidas por petroleiros e por todos os cidadãos que têm o mínimo conhecimento da área do petróleo e compromisso com o interesse nacional. São propostas entreguistas, destinadas a favorecer os interesses estrangeiros.

Privatizar a rede de gasodutos construída pela Petrobrás, que interliga o país de norte a sul, privatizar a BR, que garante a distribuição de gasolina em todo o território nacional, além de constituir em ameaça à compra do óleo refinado no Brasil, são crimes inomináveis e a sociedade precisa tomar conhecimento disso.

Até mesmo num campo tão estratégico para o Brasil, como no dos fertilizantes, sendo o país agrário, as intenções de Parente são aviltantes, pois pretendem colocar o agronegócio totalmente nas mãos dos produtores estrangeiros de fertilizantes.

Os petroleiros e todos aqueles comprometidos com o futuro e a soberania nacional repudiam veementemente o desmonte da Petrobrás e a entrega do pré-sal a empresas estrangeiras.

Campanha Todo o Petróleo Tem que Ser Nosso
Sindipetro-RJ e Federação Nacional dos Petroleiro (FNP)

Não podemos jamais permitir que vendam a nossa maior empresa. Ela é lucrativa, ela emprega milhares de trabalhadores na sua cadeia que vai da petroquímica à metalurgia e outros serviços essenciais para a soberania de nosso pais.

A PETROBRÁS é nossa. E para ver como uma empresa como ela é importante para a soberania de um pais sugerimos a todos os brasileiros que assistam o maravilhoso cinema italiano chamado  CASO MATTEI, que apresenta a história de como a indústria petrolífera italiana foi presidida por Mattei e a preocupação deste com a questão social e principalmente com os trabalhadores que são os construtores da democracia e da soberania nacional.

MAIS UMA AULA DE MORAL E CÍVICA: GRAVAÇÕES DAS CONVERSAS ENTRE O EX-SENADOR DO PSDB SÉRGIO MACHADO E O EX-SENADOR E PRESIDENTE JOSÉ SARNEY DO PMDB

 

:

Já se passaram 31 anos que as aulas de Educação Moral e Cívica saíram da grade curricular do ensino fundamental e médio no Brasil. 

Mas, em maio de 2016 essa disciplina que era contestada por defensores da liberdade de expressão contra a ditadura porque era doutrinária, de imposição a amar à pátria hoje é retomada por apolíticos remanescentes daquela época, demonstrando como a moral e princípios dessa ignara burguesia é praticada diante de uma classe trabalhadora que sofre os desmando dos senhores de engenho.

Os áudios do ex-senador do PSDB, Sérgio Machado com Romero Jucá,  Renan Calheiros e José Sarney são uma demonstração de como o golpe contra uma presidenta proba, superior foi elaborado. O que será lido é uma afronta aos 54 milhões de eleitores brasileiros que  elegeram Dilma e ao estado de direito.

Não adianta Aécio Cunha o primeiro a ser comido vir a público dizer que são ilações as falas dos golpistas. O ex-senador do PSDB Sérgio Machado ficou 10 anos no PSDB. Ele sabe tudo. Vocês do PSDB vão fazer água. O navio está afundando e só tem uma maneira de salvá-los. O camburão da Polícia Federal Republicana da era Lula e Dilma. “Vocês não vão se safar”, diz Sarney, seu aliado de sempre.

Abaixo leia, analise e tire suas conclusões de como se armou o golpe contra um governo comandado por uma mulher digna e superior.

Primeira conversa

Sarney – Olha, o homem está no exterior. Então a família dele ficou de me dizer quando é que ele voltava. E não falei ontem porque não me falou de novo. Não voltou. Tá com dona Magda. E eu falei com o secretário.

Machado – Eu vou tentar falar, que o meu irmão é muito amigo da Magda, para saber se ele sabe quando é que ela volta. Se ele me dá uma saída.

Machado – Presidente, então tem três saídas para a presidente Dilma, a mais inteligente…

Sarney – Não tem nenhuma saída para ela.

Machado -…ela pedir licença.

Sarney – Nenhuma saída para ela. Eles não aceitam nem parlamentarismo com ela.

Machado – Tem que ser muito rápido.

Sarney – E vai, está marchando para ser muito rápido.

Machado – Que as delações são as que vem, vem às pencas, não é?

Sarney – Odebrecht vem com uma metralhadora de ponto 100.

Machado – Olha, acabei de sair da casa do nosso amigo. Expliquei tudo a ele [Renan Calheiros], em todos os detalhes, ele acha que é urgente, tem que marcar uma conversa entre o senhor, o Romero e ele. E pode ser aqui… Só não pode ser na casa dele, porque entra muita gente. Onde o se nhor acha melhor?

Sarney – Aqui.

Machado – É. O senhor diz a hora, que qualquer hora ele está disponível, quando puder avisar o Romero, eu venho também. Ele [Renan] ficou muito preocupado. O sr. viu o que o [blog do] Camarotti botou ontem?

Sarney – Não.

Machado – Alguém que vazou, provavelmente grande aliado dele, diz que na reunião com o PSDB ele teria dito que está com medo de ser preso, podia ser preso a qualquer momento.

Sarney – Ele?

Machado – Ele, Renan. E o Camarotti botou. Na semana passada, não sei se o senhor viu, numa quinta ou sexta, um jornalista aí, que tem certa repercussão na área política, colocou que o Renan tinha saído às pressas daqui com medo dessa condição, delações, e que estavam sendo montadas quatro operações da Polícia Federal, duas no Nordeste e duas aqui. E que o Teori estava de plantão… Desculpe, presidente, não foi quinta não. Foi sábado ou domingo. E que o Teori estava de plantão com toda sua equipe lá no Ministério e que isso significaria uma operação… Isso foi uma… operação que iria acontecer em dois Estados do Nordeste e dois no sul. Presidente, ou bota um basta nisso… O Moro falando besteira, o outro falando isso. [inaudível] ‘Renan, tu tem trinta dias que a bola está perto de você, está quase no seu colo’. Vamos fazer uma estratégia de aproveitar porque acabou. A gente pode tentar, como o Brasil sempre conseguiu, uma solução não sangrenta. Mas se passar do tempo ela vai ser sangrenta. Porque o Lula, por mais fraco que esteja, ele ainda tem… E um longo processo de impeachment é uma loucura. E ela perdeu toda… […] Como é que a presidente, numa crise desse tamanho, a presidente está sem um ministro da Justiça? E não tem um plano B, uma alternativa. Esse governo acabou, acabou, acabou. Agora, se a gente não agir… Outra coisa que é importante para a gente, e eu tenho a informação, é que para o PSDB a água bateu aqui também. Eles sabem que são a próxima bola da vez.

Sarney – Eles sabem que eles não vão se safar.

Machado – E não tinham essa consciência. Eles achavam que iam botar tudo mundo de bandeja… Então é o momento dela para se tentar conseguir uma solução a la Brasil, como a gente sempre conseguiu, das crises. E o senhor é um mestre pra isso. Desses aí o senhor é o que tem a melhor cabeça. Tem que construir uma solução. Michel tem que ir para um governo grande, de salvação nacional, de integração e etc etc etc.

Sarney – Nem Michel eles queriam, eles querem, a oposição. Aceitam o parlamentarismo. Nem Michel eles queriam. Depois de uma conversa do Renan muito longa com eles, eles admitiram, diante de certas condições.

Machado – Não tem outa alternativa. Eles vão ser os próximos. Presidente: não há quem resista a Odebrecht.

Sarney – Mas para ver como é que o pessoal..

Machado – Tá todo mundo se cagando, presidente. Todo mundo se cagando. Então ou a gente age rápido. O erro da presidente foi deixar essa coisa andar. Essa coisa andou muito. Aí vai toda a classe política para o saco. Não pode ter eleição agora.

Sarney – Mas não se movimente nada, de fazer, nada, para não se lembrarem…

Machado – É, eu preciso ter uma garantia

Sarney – Não pensar com aquela coisa apress… O tempo é a seu favor. Aquele negócio que você disse ontem é muito procedente. Não deixar você voltar para lá [Curitiba]

Machado – Só isso que eu quero, não quero outra coisa.

Sarney – Agora, não fala isso.

Machado – Vou dizer pro senhor uma coisa. Esse cara, esse Janot que é mau caráter, ele disse, está tentando seduzir meus advogados, de eu falar. Ou se não falar, vai botar para baixo. Essa é a ameaça, presidente. Então tem que encontrar uma… Esse cara é muito mau caráter. E a crise, o tempo é a nosso favor.

Sarney – O tempo é a nosso favor.

Machado – Por causa da crise, se a gente souber administrar. Nosso amigo, soube ontem, teve reunião com 50 pessoas, não é assim que vai resolver crise política. Hoje, presidente, se estivéssemos só nos três com ele, dizia as coisas a ele. Porque não é se reunindo 50 pessoas, chamar ministros.. Porque a saída que tem, presidente, é essa que o senhor falou é isso, só tem essa, parlamentarismo. Assegurando a ela e o Lula que não vão ser… Ninguém vai fazer caça a nada. Fazer um grande acordo com o Supremo, etc, e fazer, a bala de Caxias, para o país não explodir. E todo mundo fazer acordo porque está todo mundo se fodendo, não sobra ninguém. Agora, isso tem que ser feito rápido. Porque senão esse pessoal toma o poder… Essa cagada do Ministério Público de São Paulo nos ajudou muito.

Sarney – Muito.

Machado – Muito, muito, muito. Porque bota mais gente, que começa a entender… O [colunista da Folha] Janio de Freitas já está na oposição, radicalmente, já está falando até em Operação Bandeirante. A coisa começou… O Moro começou a levar umas porradas, não sei o quê. A gente tem que aproveitar ess… Aquele negócio do crime do político [de inação]: nós temos 30 dias, presidente, para nós administrarmos. Depois de 30 dias, alguém vai administrar, mas não será mais nós. O nosso amigo tem 30 dias. Ele tem sorte. Com o medo do PSDB, acabou com el,e no colo dele, uma chance de poder ser ator desse processo. E o senhor, presidente, o senhor tem que entrar com a inteligência que não tem. E experiência que não tem. Como é que você faz reunião com o Lula com 50 pessoas, como é que vai querer resolver crise, que vaza tudo…

Sarney – Eu ontem disse a um deles que veio aqui: ‘Eu disse, Olhe, esqueçam qualquer solução convencional. Esqueçam!’.

Machado – Não existe, presidente.

Sarney – ‘Esqueçam, esqueçam!’

Machado – Eu soube que o senhor teve uma conversa com o Michel.

Sarney – Eu tive. Ele está consciente disso. Pelo menos não é ele que…

Machado – Temos que fazer um governo, presidente, de união nacional.

Sarney – Sim, tudo isso está na cabeça dele, tudo isso ele já sabe, tudo isso ele já sabe. Agora, nós temos é que fazer o nosso negócio e ver como é que está o teu advogado, até onde eles falando com ele em delação premiada.

Machado – Não estão falando.

Sarney – Até falando isso para saber até onde ele vai, onde é mentira e onde é valorização dele.

Machado – Não é valoriz… Essa história é verdadeira, e não é o advogado querendo, e não é diretamente. É [a PGR] dizendo como uma oportunidade, porque ‘como não encontrou nada…’ É nessa.

Sarney – Sim, mas nós temos é que conseguir isso. Sem meter advogado no meio.

Machado – Não, advogado não pode participar disso, eu nem quero conversa com advogado. Eu não quero advogado nesse momento, não quero advogado nessa conversa.

Sarney – Sem meter advogado, sem meter advogado, sem meter advogado.

Machado – De jeito nenhum. Advogado é perigoso.

Sarney – É, ele quer ganhar…

Machado – Ele quer ganhar e é perigoso. Presidente, não são confiáveis, presidente, você tá doido? Eu acho que o senhor podia convidar, marcar a hora que o senhor quer, e o senhor convidava o Renan e Romero e me diz a hora que eu venho. Qual a hora que o senhor acha melhor para o senhor?

Sarney – Eu vou falar, já liguei para o Renan, ele estava deitado.

Machado – Não, ele estava acordado, acabei de sair de lá agora.

Sarney – Ele ligou para mim de lá, depois que tinha acordado, e disse que ele vinha aqui. Disse que vinha aqui.

Machado – Ele disse para o senhor marcar a hora que quiser. Então como faz, o senhor combina e me avisa?

Sarney – Eu combino e aviso.

[…]

Machado – O Moreira [Franco] está achando o quê?

Sarney – O Moreira também tá achando que está tudo perdido, agora, não tem gente com densidade para… [inaudível]

Machado – Presidente, só tem o senhor, presidente. Que já viveu muito. Que tem inteligência. Não pode ser mais oba-oba, não pode ser mais conversa de bar. Tem que ser conversa de Estado-Maior. Estado-Maior analisando. E não pode ser um […] que não resolve. Você tem que criar o núcleo duro, resolver no núcleo duro e depois ir espalhando e ter a soluç… Agora, foi nos dada a chave, que é o medo da oposição.

Sarney – É, nós estamos… Duas coisas estão correndo paralelo. Uma é essa que nos interessa. E outra é essa outra que nós não temos a chave de dirigir. Essa outra é muito maior. Então eu quero ver se eu… Se essa chave… A gente tendo…

Machado – Eu vou tentar saber, falar com meu irmão se ele sabe quando é que ela volta.

Sarney – E veja com o advogado a situação. A situação onde é que eles estão mexendo para baixar o processo.

Machado – Baixar o processo, são duas coisas [suspeitas]: como essas duas coisas, Ricardo, que não tem nada a ver com Renan, e os 500, que não tem nada a ver com o Renan, eles querem me apartar do Renan…

Sarney – Eles quem?

Machado – O Janot e a sua turma. E aí me botar pro Moro, que tem pouco sentido ficar aqui. Com outro objetivo.

Sarney – Aí é mais difícil, porque se eles não encontraram nada, nem no Renan nem no negócio, não há motivo para lhe mandar para o Paraná.

Machado – Ele acha que essas duas coisas são motivo para me investigar no Paraná. Esse é io argumento. Na verdade o que eles querem é outra coisa, o pretexto é esse. Você pede ao [inaudível] para me ligar então?

Sarney – Peço. Na hora que o Renan marcar, eu peço… Vai ser de noite.

Machado – Tá. E o Romero também está aguardando, se o senhor achar conveniente.

Sarney – [sussurrando] Não acho conveniente.

Machado – Não? O senhor que dá o tom.

Sarney – Não acho conveniente. A gente não põe muita gente.

Machado – O senhor é o meu guia.

Sarney – O Amaral Peixoto dizia isso: ‘duas pessoas já é reunião. Três é comício’.

Machado – De jeito nenhum. Advogado é perigoso.

Sarney – É, ele quer ganhar…

Machado – Ele quer ganhar e é perigoso. Presidente, não são confiáveis, presidente, você tá doido? Eu acho que o senhor podia convidar, marcar a hora que o senhor quer, e o senhor convidava o Renan e Romero e me diz a hora que eu venho. Qual a hora que o senhor acha melhor para o senhor?

Sarney – Eu vou falar, já liguei para o Renan, ele estava deitado.

Machado – Não, ele estava acordado, acabei de sair de lá agora.

Sarney – Ele ligou para mim de lá, depois que tinha acordado, e disse que ele vinha aqui. Disse que vinha aqui.

Machado – Ele disse para o senhor marcar a hora que quiser. Então como faz, o senhor combina e me avisa?

Sarney – Eu combino e aviso.

[…]

Machado – O Moreira [Franco] está achando o quê?

Sarney – O Moreira também tá achando que está tudo perdido, agora, não tem gente com densidade para… [inaudível]

Machado – Presidente, só tem o senhor, presidente. Que já viveu muito. Que tem inteligência. Não pode ser mais oba-oba, não pode ser mais conversa de bar. Tem que ser conversa de Estado-Maior. Estado-Maior analisando. E não pode ser um […] que não resolve. Você tem que criar o núcleo duro, resolver no núcleo duro e depois ir espalhando e ter a soluç… Agora, foi nos dada a chave, que é o medo da oposição.

Sarney – É, nós estamos… Duas coisas estão correndo paralelo. Uma é essa que nos interessa. E outra é essa outra que nós não temos a chave de dirigir. Essa outra é muito maior. Então eu quero ver se eu… Se essa chave… A gente tendo…

Machado – Eu vou tentar saber, falar com meu irmão se ele sabe quando é que ela volta.

Sarney – E veja com o advogado a situação. A situação onde é que eles estão mexendo para baixar o processo.

Machado – Baixar o processo, são duas coisas [suspeitas]: como essas duas coisas, Ricardo, que não tem nada a ver com Renan, e os 500, que não tem nada a ver com o Renan, eles querem me apartar do Renan…

Sarney – Eles quem?

Machado – O Janot e a sua turma. E aí me botar pro Moro, que tem pouco sentido ficar aqui. Com outro objetivo.

Sarney – Aí é mais difícil, porque se eles não encontraram nada, nem no Renan nem no negócio, não há motivo para lhe mandar para o Paraná.

Machado – Ele acha que essas duas coisas são motivo para me investigar no Paraná. Esse é io argumento. Na verdade o que eles querem é outra coisa, o pretexto é esse. Você pede ao [inaudível] para me ligar então?

Sarney – Peço. Na hora que o Renan marcar, eu peço… Vai ser de noite.

Machado – Tá. E o Romero também está aguardando, se o senhor achar conveniente.

Sarney – [sussurrando] Não acho conveniente.

Machado – Não? O senhor que dá o tom.

Sarney – Não acho conveniente. A gente não põe muita gente.

Machado – O senhor é o meu guia.

Sarney – O Amaral Peixoto dizia isso: ‘duas pessoas já é reunião. Três é comício’.

Machado – [rindo]

Sarney – Então três pessoas já é comício.

[…]

*

Segunda conversa

Sarney – Agora é coisa séria, acho que o negócio é sério.

Machado – Presidente, o cara [Sérgio Moro] agora seguiu aquela estratégia, de ‘deslegitimizar’ as coisas, agora não tem ninguém mais legítimo para falar mais nada. Pegou Renan, pegou o Eduardo, desmoralizou o Lula. Agora a Dilma. E o Supremo fez essa suprema… rasgou a Constituição.

Sarney – Foi. Fez aquele negócio com o Delcídio. E pior foi o Senado se acovardar de uma maneira… [autorizou prisão do então senador].

Machado – O Senado não podia ter aceito aquilo, não.

Sarney – Não podia, a partir dali ele acabou. Aquilo é uma página negra do Senado.

Machado – Porque não foi flagrante delito. Você tem que obedecer a lei.

Sarney – Não tinha nem inquérito!

Machado – Não tem nada. Ali foi um fígado dos ministros. Lascaram com o André Esteves.. Agora pergunta, quem é que vai reagir?

[…]

Machado – O Senado deixar o Delcídio preso por um artista.

Sarney – Uma cilada.

Machado – Cilada.

Sarney – Que botaram eles. Uma coisa que o Senado se desmoralizou. E agora o Teori acabou de desmoralizar o Senado porque mostrou que tem mais coragem que o Senado, manda soltar.

Machado – Presidente, ficou muito mal. A classe política está acabada. É um salve-se quem puder. Nessa coisa de navio que todo mundo quer fugir, morre todo mundo.

[…]

Sarney – Eu soube que o Lula disse, outro dia, ele tem chorado muito. […] Ele está com os olhos inchados.

[…]

Sarney – Nesse caso, ao que eu sei, o único em que ela está envolvida diretamente é que ela falou com o pessoal da Odebrecht para dar para campanha do… E responsabilizar aquele [inaudível]

Machado – Isso é muito estranho [problemas de governo]. Presidente, você pegar um marqueteiro, dos três do Brasil. […] Deixa aquele ministério da Justiça que é banana, só diz besteira. Nunca vi um governo tão fraco, tão frágil e tão omisso. Tem que alguém dizer assim ‘A presidente é bunda mole’. Não tem um fato positivo.

[…]

Sarney – E o Renan cometeu uma ingenuidade. No dia que ele chegou, quem deu isso pela primeira vez foi a Délis Ortiz. Eu cheguei lá era umas 4 horas, era um sábado, ele disse ‘já entreguei todos os documentos para a Delis Ortiz, provando que eu… que foi dinheiro meu’. Eu disse: ‘Renan, para jornalista você não dá documento nunca. Você fazer um negócio desse. O que isso vai te trazer de dor de cabeça’. Não deu outra.

Machado – Renan erra muito no varejo. Ele é bom. […] Presidente, não pode ser assim, varejista desse jeito.

[…]

Sarney – Tudo isso é o governo, meu Deus. Esse negócio da Petrobras só os empresários que vão pagar, os políticos? E o governo que fez isso tudo, hein?

Machado – Acabou o Lula, presidente.

Sarney – O Lula acabou, o Lula coitado deve estar numa depressão.

Machado – Não houve nenhuma solidariedade da parte dela.

Sarney – Nenhuma, nenhuma. E com esse Moro perseguindo por besteira.

Machado – Tomou conta do Brasil. O Supremo fez a pedido dele.

MAIS DE 50 MIL MANIFESTANTES RECEPCIONAM DILMA EM BH

Vídeo: "Se Dilma é amor, Temer só pode ser caô!"

Da AFINPRESS de BH

A abertura da 5ª edição do encontro Nacional de blogueiros e ativistas midiáticos contou com uma participação especial esta noite em Belo Horizonte. Presidenta Dilma Vana Rousseff. Mas estavam lá também, políticos, os sujos, Povo Sem Medo, sindicado de jornalistas, Tvs, Sem Tetos, ministros, Instituto Lula, intelectuais, prefeitos, deputados, CUT, CTB, todos, todos os movimentos que defendem e constroem a democracia brasileira e o mais importante de todos. O povo.

A recepção à Presidenta foi emocionante. Mais de 50 mil seres políticos aguardavam a chefa do poder popular brasileiro nas cercanias do  Othon Hotel, em BH. Os mineiros foram abraçar sua presidenta. A cena foi de arrepiar. De fazer golpista Temer. Tudo está só num processual pelo subterrâneo. Os devires de combate ao golpe estão se constituindo por todos os cantos. 

Foi pura emoção. “Dilma guerreira do povo brasileiro”! “Volta querida!” “Fica Querida”!  “Fora Temer!” O coração da presidenta pulsou forte, sentiu a emoção e ali, junto com o povo aproveitou para fazer uma exposição da realidade que os golpistas impuseram ao governo popular por ela comandado.

A presidenta falou do suposto crime que inventaram para darem o golpe. Os decretos e o plano safra todos os governos que lhe antecederam e os governadores os praticam, mas só agora passou a ser crime. Isso, disse a presidenta, foi uma forma de atentado à democracia e aos 54 milhões de eleitores que lhe deram a vitória em 2014. Foi um atentado aos mais pobres porque eles só se interessam pelas leis do mercado.

A presidente aproveitou para falar que o governo golpista não tem projeto e que os ministros usurpadores se contradizem, falam de medidas que serão adotadas e depois desdizem. Mas a verdade, disse a presidente, é o que afirmam primeiro. Um deles é sobre a divisão dos ministérios que tratarão sobre a aposentadoria. Uma parte vai ficar com o Ministério da Fazenda e o outro vai para o MDS. Falam de mudanças no SUS, Mais Médicos, PRONATEC, FIES, Minha Casa Minha Vida

Um outro alerta da presidenta foi chamar atenção para o “levantamento” que o governo golpista provisório está fazendo e que virá a mídia golpista falar em valores referente a previsão e gastos do governo legítimo dela. Falarão de metas fiscais, recursos do Bolsa Família dentre outros que prejudicariam o funcionamento do país. Romero Jucá, o sigiloso é o mais arvorado em condenar a política da presidenta. 

A presidente também não vacilou e disse que a Câmara e o Senado este ano ainda não trabalharam. Na Câmara nenhuma comissão trabalhou. Se não trabalha na Câmara não tem como reunir com o Senado. O réu Eduardo Cunha inviabilizou todas as comissões.

A democrata aproveitou ainda para dizer que o réu, aquele detentor de trust é quem está mandando no governo impopular de Temer. Está indicando todos os seus capachos para postos chaves do governo. É advogado, líder, presidente da EBC. Está na EBC aquele que acabou com a comunicação da TV Câmara.

A presidente aproveitou para dizer que se defenderá no Senado, no STF e que estará nas ruas com o povo participando da defesa de seu mandato. Que não ficará sitiada no Alvorada.

Para o povo, isso é um alento, porque é dessa forma que a pressão popular vai mostrar para os golpistas que governos sem voto não durarão. Prova disso é a queda de seu Ministro do Planejamento Romero Jucá que teve hoje seu sigilo fiscal e bancário autorizado pelo Ministro Marco Aurélio do STF. Já há quem diga que ele é carta fora do golpe. Mas será sempre golpista, traidor.

Veja, ouça,  analise o vídeo e fortaleça sua opinião contra o golpe apolítico-jurídico-midiático que a direita comandada pelo PSDB, PMDB, DEM e Sindicato de Ali Babás impuseram à democracia e ao povo brasileiro.

NINGUÉM LIGA PARA O GOLPISTA

O governo golpista de Michel Temer está ressentido. A população brasileira contrária ao golpe não sai da rua. Todo dia há manifestações. Ontem dia 19, em Porto Alegre milhares de gaúchos foram à rua protestar. Fora Temer.

Neste momento os blogueiros estão reunidos num Hotel em Belo Horizonte, participando do 5º encontro e falando  do golpe.

Ninguém liga para Temer. O povo brasileiro não liga. Os chefes de Estados da América Latina já deram o desprezo. Mas o que o impostor, o déspota sente é que Mister Obama e o demais líderes europeus nenhum telefonou para reconhecer o golpe. Irão telefonar depois dos seis meses para parabenizar novamente Dilma vencedora do quarto turno.

Foi trolado por um radialista argentino que se passou pelo presidente Mauricio Macri, que sendo da direita daquele país, para chegar ao governo esperou a realização de eleições e não recorreu a golpes como o impetrado pelo PMDB, PSDB, DEM e seus congêneres.

Se os líderes não ligam para Temer, no Brasil, os brasileiros  não ligam mesmo. Está pactuado que esse governo não tem o reconhecimento do povo. E esse povo já declarou que as ruas não mais dormirão e que o golpe não vai passar.

Hoje, em várias capitais, cidades do Brasil estão sendo realizados vários eventos contra o governo golpista. Em São Paulo começou a Virada Cultural que vai protestar contra esse governo impopular que em uma semana já mostrou o prejuízo que causará à nação. O que foi denunciado pelos políticos, centrais sindicais, movimentos sociais, está se concretizando. Serra diverge de Meireles, só falam em mexer na previdência, Minha Casa Minha Vida. Cada Ministro tem um plano. A ponte para o futuro no seu ataque ao patrimônio brasileiro está em ação.

Dólar e Ibovespa nesta semana não deram alento à resolução mágica que prometiam. O que vemos é o retorno de vários nomes do PSDB para o desgoverno golpista e de pessoas ligadas ao réu, intimidador Eduardo Cunha assumindo cargos no primeiro escalão. Declarou na Comissão de Ética que segunda feira retornará ao seu gabinete na Câmara dos Deputados. Como eles se merecem para nós só resta o escracho.

 

STF RATIFICA AFASTAMENTO DE CUNHA, MAS NÃO FALA SOBRE O IMPEACHMENT DE DILMA

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“Jesus chegará um dia depois do juízo final.” Kafka.

O STF acaba de fazer a última cesta para a o afastamento de Eduardo Cunha do mandato de Deputado Federal e da presidência da Câmara dos Deputados. Mas não citou o impeachment (golpe) da Presidente da República. Isso é bom para a democracia porque oportuniza condições de se recorrer ao STF ratificando o que disse o Ministro Ricardo Levandovisk. As portas do STF estão abertas para julgar qualquer ilegalidade.

O réu, independente, da vontade de Deus, de Feliciano, Malafaia a seu favor, deve se preocupar com a mulher e a filha que a partir de agora podem ser presos a qualquer momento e sentirem aquele odor além de Coco Channel, lá na Papuda que quer degustar caranguejo.  

Não adianta mais expressar seu ódio contra o PT, contra a presidente Dilma.

Não adianta querer recorrer ao STF porque o cacete foi de 11 a zero. Uma verdadeira cacetada.

Não adianta questionar a interferência do judiciário no poder legislativo ou executivo. Os três poderes são independentes. O legislativo faz as leis, o executivo pratica e o judiciário é o árbitro que deve atuar quando uma pessoa ou ente federado, instituição comete um crime.

Eduardo cunha cometeu inúmeros crimes.Suposto desvio de 5 milhões para “Michel”, segundo, Teori. Evasão de divisas. Contas na Suíça. Recebimento de propinas, intimidações e ódio a democratas deste país e o pior de todos, deu prosseguimento num processo de afastamento de uma presidente eleita com mais de 54,5 milhões de votos constituindo-se num verdadeiro desvio de finalidade que cabe agora à AGU recorrer ao STF da decisão da admissibilidade do golpe  da presidente por uma casa comandada por um ladrão e seus 367 picaretas não tendo cometido crime algum.

A presidente não cometeu crime, mas no imprestável relatório de Jovair lá estava. Foi pro Senado e lá um outro imprestável relatório de um impoluto Anastasia confunde julgamento administrativo com penal dando sua interpretação de crime onde não há. Mas a nosso favor, o relator que por estar afoito para escrevê-lo não ouviu os depoimentos dos contra o impeachment e tipificou errado os crimes que não foram cometidos o que já dá condições para cancelamento do processo no Senado, claro, que se aí passar, o jeito é ir ao STF.

Cabe ao povo agora atender o chamado do deputado Paulo Pimenta e da procuradora Eugênia Augusta Gonzaga, da Frente Brasil Popular, CUT, CTB, INTERSINDICAL, Associação Filosofia Itinerante – AFIN e ir às ruas e se manifestar mesmo, contra o golpe. É urgente a reação do povo. Não devemos ser condescendentes com essa elite ignara que quer acabar com tudo que foi conquistado nos últimos governos populares comandados por Lula e Dilma.

Mantemos ainda nossa posição de desobediência Civil nos moldes de Thorreau. A presidente, por estar sendo julgada sem ter cometido crime nenhum não deve acatar a decisão do Senado. Seus ministros devem permanecer nos postos e a presidente deve governar com as ruas. Cada brasileiro, democrata deve ser um soldado da legalidade que nem aquele Coronel da Aeronáutica, em Congonhas, que impediu que os marines da Federal prendessem Lula e o levasse a Moro em Curitiba.

Aécio, Temer, Agripino, Cássio, Carlos Sampaio e todos os demais golpistas, a hora de vocês está chegando. As portas do STF estão abertas para julgar os traidores da pátria. “É chegada a hora dos ladrões pedirem reza.”

 

OS CANALHAS NÃO ENVELHECEM, REPRODUZEM

As cenas vistas na Câmara dos Deputados Federais do Brasil no último domingo, dia 17 de abril de 2016 receberam por parte de jornalistas, articulistas, políticos estrangeiros, da imprensa internacional os mais diversos adjetivos. Ladrões, bandidos, gangsteres.

Os deputados que autorizaram o golpe contra a democracia, contra a presidente Dilma e contra o povo brasileiro foram presididos por um deputado que é réu no STF e passa agora a responder seis processos naquela corte que dorme em berço esplêndido.

Mas, o que nos chama a atenção é a canalhice. Todo canalha se reveste de uma imagem de integridade. É defensor da família, de Deus e da propriedade. No domingo, todos, exceto os democratas verdadeiros, não os do DEM, apresentaram esse comportamento. Ao proferir seus votos invocavam a família, citavam da mãe à avó.

Foi essa atitude calhorda, nefasta, que levou para o Senado o prosseguimento do golpe sem crime, porque, dos 367 deputados e deputadas, só dois  mencionaram a tipificação da denúncia. Os demais votavam com ódio, rancor, inveja, contra a CUT, contra o PT o que determina que o processo é cheio de vícios e o relatório é imprestável. 

O imprestável chega ao senado e vários senadores já declaram ser favorável ao golpe. Para nós defensores da liberdade, da democracia, só cabe uma alternativa ir para o front, ir para a rua como milhares de brasileiros já estão fazendo em várias cidades do nosso país.

Ou será que nós vamos deixar se consumar o golpe para depois chorar. Não podemos dar tréguas para canalhas. Sugerimos que o Advogado  Geral da União, diante das declarações de voto dos senadores entre com uma ação no STF para anular o golpe. Acorda, estás sonhando! Os senadores não poderiam se manifestar, claro que sabemos quais são suas decisões. Há senador que admitia o processo, mas que agora está indeciso.

Senadores que defendem a democracia, não caiam em canto de lobo. Falem, não deem chances para os inimigos. Anastasia como relator é nossa decapitação. Se já há um presidente que defende o golpe coloquem um relator do PT. Lá na Câmara, nossos deputados foram confiar no Rosso, Jovair, Carlos Sampaio e olha no que deu. Guerra é guerra. Canalhas não têm respeito por ninguém. Ah! que sono.

Já se passaram mais de 172 dias que o processo do picareta, canalha-mor, Eduardo Caranguejo Papuda Cunha está no STF. Ele se vingou da presidente, os ministros do STF viram o horror, permitiram que um réu do STF comandassem um atentado terrorista contra a democracia brasileira. Onde anda o Conselho Nacional de Justiça para fazer esses ministros colocarem em pauta processos que podem levar o país a uma guerra civil por causa de suas procrastinações com Cunha, por exemplo?

Sabem porque eles deixaram que isso acontecesse? Porque o golpe está previsto na Constituição. Eles dormem no plenário, passam horas em digressões sobre fatos irrelevantes (longitude, latitude) e são incapazes de dizer, sim, o golpe está previsto na Constituição, mas as pedaladas fiscais não são crimes de responsabilidade da presidente Dilma Vana Rousseff.

Conhecendo tudo isso só resta ao povo ir às ruas, bloquear rodovias, fazer greve nas indústrias, comércio, escolas, bancos, aeroportos, ônibus, trens, metrôs. Porque se não for feito  isso, se não houver radicalização, poderemos estar perdendo tudo o que conquistamos como legado de Lula e Dilma: PROUNI, PRONATEC, Minha Casa Minha Vida, aumento real do salário mínimo, Zona Franca de Manaus, Luz para todos, Bolsa Família, TV Brasil, NBR, dentre outras séries de políticas sociais que são marcas de nosso governo popular.

Insistimos, povo brasileiro, nenhuma trégua aos canalhas, aos golpistas que são calhas e que passam suas canalhices para os filhos que entram na política repetindo as mesmas calhordices dos pais e isso ficou demonstrado naquele domingo de abril que nunca mais queremos ver se repetir na nossa pátria, no nosso Brasil.

Canalhas! Canalhas! Canalhas! Facistas! Facistas! Facistas! Não Passarão… eu passarinho.

 

 

PRESIDENTE DILMA DISCURSA NA ONU E RATIFICA QUE O BRASIL VIVE MOMENTO GRAVE

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De Nova York

A presidente Dilma Vana Rousseff foi aplaudida e terminou a poucos minutos sua fala na sede da ONU. Fez uma narrativa sobre a participação exitosa do Brasil na elaboração do acordo de Paris sobre o clima. Esse êxito foi o resultado do desempenho de seu governo, do povo do Brasil e da sociedade internacional. Agradeceu à ministra do meio ambiente Isabela Teixeira e à delegação que negociou o tema com os demais signatários.

A presidente assumiu o compromisso de  cumprir o acordo, falou sobre o uso de combustíveis fósseis e que é necessário mobilização, meios adequados, ampliação de financiamentos, pediu para os setores privados reduzirem emissão de poluentes na atmosfera, tratou sobre o desmatamento na Amazônia e o que vem sendo feito na supressão, restauros, pastagens de gado, traçamento de metas para proteção das populações vulneráveis.

No final do discurso, a presidente falou para a assembleia e para o mundo de um assunto que não podia, jamais deixar de ser citado e  que os golpistas do Brasil não gostariam de ouvir. Denunciou na ONU  o grave momento que o Brasil vive, que nosso país venceu o autoritarismo, que possui um povo trabalhador, que tem apreço pela liberdade e não vai permitir retrocessos. A presidente agradeceu, ainda, a todos os chefes de Estados que expressaram solidariedade a ela e ao Brasil. Foi aplaudidíssima. 


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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