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MÃE LUCI, ENTREVISTADA PELO AFINSOPHIA NO 1° DE JANEIRO, PREVIU QUE TEMER COMEÇARIA A CAIR EM JUNHO ENTRE FOGOS JUNINOS. NÃO DEU OUTRA. AQUI A ENTREVISTA TRANSMUNDIVIDENTE

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Produção Afinaosphia.

  No dia 1° de Janeiro, o Blog Afinsophia entrevistou a Mãe Luci para saber dela quais as previsões para o ano de 2017. Como o país vivia sob o cutelo do golpe idealizado, elaborado e executado por parte do judiciário, Congresso Nacional e as mídias capitalisticamente acéfalas que assaltaram o país depois de usurpar o cargo da presidenta Dilma Vana Rousseff, eleita com mais de 54 milhões de votos democráticos, a entrevista se transformou em trans-mundividência cujos encadeamentos enunciativos foram movidos pela realidade perversa que permeava a existência dos brasileiros que eram ofendidos pelos desatinos do golpista-mor, Temer coadjuvado por seus mentores e comparsas. 

  Agora, com a constatada deterioração do desgoverno golpista e com denúncia da Procuradoria-Geral da República que o indica, junto seu maleiro Rocha Loures, como autor de corrupção passiva, e que, consequentemente, fecha o ciclo de dor que os brasileiros são submetidos por essa tara-social, decidimos republicar a entrevista com Mãe Luci onde ela prever o fim de Temer no mês de junho sob os cantos, danças, iguarias típicas da época e foguetes.

   Entrevista publicada no dia primeiro de janeiro de 2017.

Em tempo-imóvel obstruindo o movimento real democrático por força da estupidez, cobiça e indigência existencial, saber de possíveis prospectivas que possam auxiliar nas manifestações futuras, O Blog Afinsophia, movido por seu engajamento no devir Afrosófico, foi até a Casa da Mãe Luci para ouví-la e saber quais as suas previsões para o ano de 2017.

Mãe Luci é mulher ativista, militante que luta em todos os territórios onde a liberdade encontra-se travada ou em ameaçada. As causas femininas, as defesas das crianças e adolescentes, causas dos trabalhadores, causas LGBT, causas indígenas, causas dos negros, do desemprego, da violência policial, do descaso escolar, etc.

Engajadíssima, Mãe Luci, é uma Mãe singular. Em função de sua estadia concreta na terra, ela pode manter estreitas relações com suas entidades que, como sensíveis observadoras das coisas da terra, lhe presenteiam com informações preciosas aos que acreditam nelas e necessitam de seus auxílios.

Só a título de informação as aberrações expressadas no Brasil através dos golpistas, nazifascistas, capitalistas vorazes e perversos, falsos políticos, entreguistas, americanófilos, entre outras indigências, para que elas não usem seu tempo morto lendo essas previsões, já que nada de alvissareiro encontrarão no futuro, Mãe Luci é uma das maiores defensoras das políticas sociais criadas pelos governos populares de Lula e Dilma. Desde pequena se viu envolvida com o povo, não só através das manifestações populares produzidas pelos moradores do bairro onde morava, mas também pelos comícios de candidatos quando era levada por sua irmã mais velha, que durante a ditadura fora presa e torturas, como foi Dilma.

Colocadas essas breves informações, vamos às previsões que também serão breves, justo porque Mãe Luci ainda tem que realizar uma oferenda na Praia da Ponta Negra que está sendo dominada por falsos pais e mães de santos submissos aos interesses da prefeitura que os têm como bons cabos eleitorais. E como Mãe Luci é original, singular e autêntica representante da cultura Afrosófica, só ela pode encarar os simuladores da Umbanda, Candomblé, Macumba e outras expressões negras que fazem uso da cultura afro para benefício próprio.

Blog Afinsophia (Reverenciando Mãe Luci) – Sua bênção, Mãe Lucia
Mãe Luci (Sorrindo afável) – Axé meus filhos e minhas filhas!

BA- Vamos iniciar provocando: o Brasil tem jeito?

ML – Não!

BF (Surpreso) – Não!?

ML – Não. O Brasil dos golpistas não tem jeito.

BA (Aliviando) – Que susto. Nós pensávamos que fosse o com letras maiúsculas: O BRASIL!

ML (Sorrindo) – Esse BRASIL não precisa de jeito. Ele não é torto. Ele é sua própria substância criada por si mesma. A questão é que nem todos que nascem no Brasil são brasileiros, e não sendo brasileiros não podem saber quem é o Brasil. Não basta ter uma carteira de identidade para se tornar nacionalmente brasileiro-patriota. Vejam os golpistas. Estão entregando as riquezas do país para o capital estrangeiro, principalmente o capital norte-americano. Esse Brasil que esses golpistas-entreguistas estão fazendo uso, não é Brasil substância de si mesma.

BA (Batendo palmas) – Essa pegou na veia. Com essa previsão a gente já poderia terminar a entrevista.

ML – Mas essa verdade é tão visível. A sociedade civil, que o Brasil substância de si mesma, vai às ruas, nesse ano de 2017, e desmontar esse golpe alienígena. E isso não é previsão é constatação.

BA – Bem, pelo o que a senhora está afirmando, o Temer vai cair?

ML (Dá uma profunda tragada no charuto) – Ele não vai cair.

BA (Preocupados) – Não vaia cair!?

ML (outra tragada profunda) – Não. Ele nunca esteve em pé.

BA (Aliviando) – É verdade.

ML – Foi por isso que os reacionários tramaram o golpe com ele como chefe. A mídia Rede Globo, CBN, GloboNews, Bandeirantes, Folha de São Paulo, Estadão, Veja, Época, IstoÉ, todas empresas burguesas têm ele como um inútil.

BA – Uma breve variável no entrevista. Esse charuto que a senhora está fumando é Havana?

ML – Sim. Foi uma amiga que trouxe de Cuba. Ela foi participar das homenagens ao comandante e trouxe alguns. Mas aqui no Brasil tem bons charutos. Vocês gostariam de provar?

BA – Não, com todo respeito ao comandante e ao povo cubano, principalmente os trabalhadores que cultivam a folha do fumo. Mas, Mãe Luci, dá para calcular em que momento o “deitado” vai sair?

ML – O “deitado” não vai sair, já que ele não tem pés. Ele vai ser tirado pelo povo. E isso vai acontecer ali pelas bandas das festas juninas. Para o povo aproveitar os fogos.

BA – E em ele saindo, quem vai assumir? Os reacionários tagarelam que querem o príncipe sem trono.

ML – O Brasil não é uma monarquia. E se fosse não haveria lugar para esse tipo entreguista.

BA – Mas quem assumiria? O presidente da Câmara Federal? O Renan não pode de acordo com o acordo que foi feito com Supremo Tribunal Federal. Quem assumiria, então?

ML – Ninguém.

BA – Ninguém!?

ML – Ninguém, porque vai ter eleições diretas. A partir de hoje, o povo vai às ruas lutar pelas Diretas Já. E apressadamente Já.

BA – E quem vai ser eleito?

ML – Putz! Isso é pergunta que se faça? Logo vindo de vocês da Associação Filosofia Itinerante? Gente ultra sacal?

BA – Sabe como é que é…

ML – Sabe como é que é, é Lula. Não tem pra ninguém!

BA – Mas aí, essa onda de perseguição do Moro sobre ele?

ML (Calmamente) – Meus filhos e minhas filhas. O Moro não é Deus. Ele pode até ter um complexo de Deus, mas como Deus não é uma psicopatologia, para Dele sair um complexo, Moro não é superior a Justiça. A Justiça exercida pelos justos que são movidos pela virtude da Justiça, e não pelos que se consideram justos porque concluíram um curso de Direito e foram outorgados pelo Estado como autoridades. Não esquecer que autoridade não é princípio nascido no Estado, mas nas vivências virtuosas que afirma a humanidade.

BA – Cacete, Mãe Luci! A senhora vai nas profundidades e transcende, também, a superfície. Vai muito além!

ML – Ora, minhas filhas e meus filhos, se eu não frequentasse esses territórios, profundidades e transcendência da superfície como eu iria encontrar minhas companheiras entidades, meus cabocos e minhas cabocas? E como eu poderia acreditar que eles e elas são autênticos, honestos e comprometidos com os que trabalham pela vida?

BA – E sobre aqui Manaus. Quais são as previsões?

ML – Olhem, se nós fossemos olhar e pensar através das perspectivas das representações dos poderes Executivo e Legislativos, tudo ficaria no mesmo. Na verdade, pior. Nós temos a pior bancada federal cujo caráter é golpista e é acometida de uma severa indigência intelectual. O que compromete o desempenho político-ético. Uma bancada de deputados estaduais, com pouquíssimas exceções, e uma bancada de vereadores sofrível. Também com pouquíssimas exceções. Por essas perspectivas 2017 será pior do que 2016, o ano perdido. Mas pelas perspectivas do povo amazonense e algumas categorias, o buraco vai ser mais em cima. Por incrível que pareça, até a classe dos professores, que é contagiosamente reacionária, vai fazer exame de autocrítica e vai infernizar, com toda razão o governador e o prefeito.

BA – Mas o governador parece que vai ser cassado definitivamente.

ML – Não importa. O governador que for vai andar nas pontinhas dos pés. Vai ter que ouvir os professores. E não só professores, os funcionários públicos em geral, porque são eles que fazem a máquina-produtiva e revolucionária do Estado se mostrar transformadora.

BA – Já que a senhora está falando sobre esses poderes, significa então que poderemos ter nas de 2018, para deputados algumas surpresas, já que os funcionários públicos ao tomarem consciência de suas importâncias para a sociedade, podem votar conscientemente, não votarem mais nesses golpistas atuais, e elegerem verdadeiros democratas.

ML – Certíssimo. Mas eu tenho uma previsão, nessa questão, para 2018.

BA (Ansiosos) – Qual?

ML (Sorrindo baforando) – O ex-deputado Francisco Praciano vai se candidatar, e ganhar com uma votação estrondosa.

BA (Batendo) – É isso aí, mãezita! E tem alguma previsão afirmando que alguns desses deputados reacionários não vão ser eleitos?

ML (Balançando a cabeça sorridente) – Tem algumas. Mas tem uma que vocês vão vibrar. É um deputado que é puta velha em mandatos. Já foi eleito tantas vezes que já poderia ter aposentadoria. Vou apresentar uma pista. Se dizia de esquerda.

BA – Será o…

ML – Eu não posso dizer, porque se não ele, sabendo que não ia ser eleito, não se candidataria, e não gastaria dinheiro na campanha. Como já ganhou muito, é melhor deixar que ele gaste inutilmente.

BA – Agora, Mão Luci, pra terminar duas perguntas. E a AFIN como vai ficar?

ML – Como sempre ficou: comprometida com as comunidades, trabalhando com a inteligência coletiva na produção de novas formas de existências, novas formas de ver, ouvir e pensar.

BA – Valeu. A outra pergunta é, será que o Flamengo vai conseguir ganhar do Vasco? Só mais uma: será que o Vasco volta para segunda divisão.

ML – A existência é vitória, derrota, empate e divisão, mas nada disso é fundamental para nós sermos felizes. O que conta mesmo é o trabalho coletivo que leva todos ao estado de comprometimento, solidariedade e, aí sim, a felicidade.

BA (Abraços e beijos) – Valeu, Mãe Luci! Boa atuação lá na Ponta Negra para espantar os falsos pais e mães de santos sem entidades.         

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PRAÇA 14 DE JANEIRO, ONDE A FESTA É CONTÍNUA

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De janeiro a janeiro a Praça 14 é festa. Para quem não conhece Manaus, a Praça 14 de Janeiro foi um dos primeiros bairros a se constituir como realidade urbana. Mas não é por essa ordem cronológica que esse bairro é ponto de referência de um existir alegre. A sua singular referência encontra-se constituída no fato de ter sido um território de expressivas produções coletivas.

Historicamente foi o território escolhido pelas primeiras comunidades negras para servir de habitação. Território para formação dos signos necessários ao habitar. Uma antecipação prática do diria posteriormente o filósofo alemão Heidegger sobre ser: “Ser é Habitar”. Quando não se habita não, ontologicamente, não se pode ser tomado como ser. E essas comunidades negras concretizaram na Praça 14 de Janeiro sua morada.

E foi nessa morada, habitação, que foi possível ser constituída o folguedo nordestino, vindo do Maranhão, o Bumba-Meu-Boi que depois passou a ser chamado, inicialmente, em Manaus, de Boi-Bumbá. A 14, como é carinhosamente chamada, territorializou o Bumba-Meu-Boi que foi desterritorializado da terra do poeta Gonçalves Dias. Como território singular dos negros, se manifestou como quilombola manauara. Formas de relações culturais que preservaram os signos afros. Mostrar a 14 como território-morada das primeiras famílias negras, não significa torná-la a única expressão dessa etnia em Manaus. Existem outros territórios como Seringal Mirim, onde outras famílias negras foram habitar, e onde também surgiu o Boi-Bumbá Mina de Ouro, além de manifestações do Candomblé, Macumba, Umbanda, como já haviam se manifestado na 14. O que se enfatiza, é que a 14 promoveu com menos acanhamento a cultura negra.

Foi também da Praça 14 que saiu a primeira personagem engajada da luta pelos direitos dos negros. Quer dizer: foi na Praça 14 que foram encadeadas as primeiras manifestações de lutas política, social e cultural dos negros revelada na práxis do negro Nestor Nascimento, membro do PCB. Foi na Praça 14 que o rizoma Consciência Negra se emaranhou pela Manaus. Até então, falar em defesa do negro era uma temeridade. Visto trata-se de uma manifestação étnica-política em plena a ditadura militar-civil que se fixou no Brasil entre os anos de 1964 e 1985. Ditadura que prendeu e torturou Nestor Nascimento.

Como território de manifestações coletivas, a Praça 14 não podia ficar de fora de uma alegoria que se encontra estreitamente ligada a sua expressividade cultural: o carnaval. Depois de muita experiência com o samba, onde as rodas de samba já haviam se tornado tradição, os moradores resolveram criar usar seus talentos musical e dançante e criaram a Escola de Samba da Praça 14. A Verde e rosa, lembrança carinhosa da “Mangueira, teu cenário é uma beleza”. Reduto contínuo do samba. Território da festança anual. Da festança singular de moradores que não arrefecem nem mesmo com todo descaso que as chamadas autoridades administrativas lhes submetem.

Hoje, é 14 de janeiro, e janeiro, com todo respeito a São Sebastião e ao Rio de Janeiro, janeiro é Praça 14. Parabéns, Praça 14, por confirmar que “costume de casa vai à praça”!

DEVIR-CRIANÇA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

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Em seu processual de produção coletiva de enunciados agenciadores de novas formas sentir, ver, ouvir e pensar a Associação Filosofia Itinerante (Afin) tem se movimentado em encadeamentos heterogênicos de conteúdos e expressões que pretendem uma nova forma de existir. Uma produção de novos saberes e novos dizeres. Sendo assim, a Afin – que se encontra em contínuo movimento produtivo com dizeres e saberes de múltiplos territórios -, aproveitou a sua sessão dominical de cinema para criança – que já se encontra em seu quinto ano, Kinemasófico, no Bairro Novo Aleixo, Zona Leste – o território mais pobre e abandonado pelos governos -, apara realização do Devir-Criança Consciência Negra.

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Durante a noite de domingo, dia 24, as crianças foram, como sempre, as produtoras da festa. Foram exibidos alguns curtas com o tema negritude, o ser ontológico do negro, que permeou as comemorações da Consciência Negra durante a semana que passou. Embora seja um tema contínuo para novas formas de existir. As crianças no fim de cada exibição comentavam o conteúdo e manifestavam suas ideias. Depois das exibições dos curtas, as crianças passaram a usar recursos artísticos pessoais para expressarem suas relações com o tema, como a capoeira, a música, a poesia, a dança, as brincadeiras coletivas mostrando a subjugação dos negros pela força imperiosa dos brancos. Como foi a teatralização da fuga de alguns negros de uma fazenda. Nessa teatralização serviu de música incidental o trecho musical “Trabalha, trabalha negro. Trabalha, trabalha negro. O negro está cansado de tanto trabalhar…”

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O que chamou muito a atenção foi o depoimento de crianças que afirmaram sofrer discriminação cotidianamente. Essas crianças afirmaram que são discriminadas nas ruas onde moram, na escola, e nos locais onde têm que ir algumas vezes, como nos comércios. Explicado para elas que a discriminação racial é crime, e que uma pessoa discriminada pode processar o discriminador, a criança Kailane, disse que ela ia processar todo dia muitas pessoas. Elas ficaram também contentes em saber que existe um ministério de Política para Igualdade Racial, criada no governo Lula. Foi fácil para elas entenderem a importância desse ministério, porque elas fazem parte do programa de transferência de renda o Bolsa Família. Compreendendo o objetivo do Bolsa Família, como política que visa diminuir a desigualdade social, o ministério de Política para Igualdade Racial, também tem esse objetivo. Elas apresentaram um saber por similitude.  

Durante as brincadeiras elas foram homenageadas com troféu Valeu, Zumbi!, criado por elas mesmas sob a coordenação do afinado filósofo, artista plástico e escritor, Marcos Nei. No fim, antes do fim, como manda a verdade biológica, elas encararam o mata-broca africano da cocada, passando pelo aluá, o vatapá, entre outras iguarias da culinária negra.

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Foi uma festa na potência libertária de Zumbi, Ganga Zumba e outros. Uma festa tão profundamente negra que no meio das comemorações, baixou a comunidade negritude em forma celestial: faltou energia elétrica e a noite se mostrou em sua negritude total. Depois de dessa revelação-negra-natural, a energia se fez presente. Logicamente mais energizada. 

Valeu, Zumbi!

LUTA DA CONSCIÊNCIA NEGRA É A LUTA DA LIBERDADE CONTRA A PATOLOGIA DA CONSCIÊNCIA BRANCA ABSTRAÍDA

São vários os entremeios em que a opressão se manifesta visivelmente ou ocultamente. Os filósofos Deleuze e Guatarri mostram esses entremeios em sua obra Mil Platôs. Há uma forma de opressão no princípio da binaridade: adulto-criança, homem-mulher, negro-branco. Sempre a posição dominante da maioria como modelo padrão que deve ser respeitado e seguido. Um assalto à mente do outro, diria o filósofo Sartre.

Desses entremeios pode ser extraída a opressão do branco sobre o negro que foi segmentarizada por múltiplos agenciamentos de dominação: econômico, social, cultural, religioso, antropológico, estético, moral, etc. Como o negro é um ser dotado das faculdades sensorial e cognitiva, que o fazem homem, ele pôde fazer a leitura desse modelo de dominação da consciência branca e daí partir para a luta da construção de sua consciência negra livre.

As comemorações do Dia da Consciência Negra não resultam de ações de brancos bonzinhos, cheios de compaixão cristã- paulina, que entenderam essa dívida histórica em forma de violência contra os negros e que a mesma deveria ser paga. Não, esse dia é resultado do entendimento que o negro teve de ser capaz de produzir sua liberdade distante das imposições da consciência branca, uma consciência anômica, avariada moralmente. Uma consciência abstraída de si mesma, como diria o filósofo Marx. Entender essa abstração foi a grande guinada epistemológica do negro. A efetuação de uma variável que escapa como devir-liberdade. Não querer estar aprisionado na abstração branca constitui-se em sua primeira saída. O negro compreendeu que estar em uma abstração era ser pior que essa abstração, e ele não queria essa condição de não-existir, condição da consciência branca abstraída. Uma condição alienada em uma consciência patológica.

O líder negro Zumbi dos Palmares, que nasceu em 1655, teve esse insight étnico que o conduziu à luta pela liberdade de seu povo. A criação da enunciação negritude. A negritude como um estar ontológico liberto, como mostra o filósofo da liberdade Sartre. Compor sua negritude é expressar sua originalidade através de seus atributos humanos de ser negro. A compreensão mundividente que a consciência branca abstraída não pôde e não pode atingir.

Entretanto, o princípio ôntico negritude, como ser que se manifesta em sua originalidade histórica, compreende que a consciência branca abstraída não é só representada pelos homens e mulheres brancas, mas também em alguns homens e mulheres negras que não atingiram o princípio ontológico da negritude. São negros capturados pelo modelo binário do padrão branco e, como sujeitos-sujeitados, assim se comportam. Reproduzem os valores corrompidos da cultura branca/patológica. A sociedade brasileira encontra-se repleta desses tipos de negros-embranquecidos que defendem esses valores corrompidos que são os suportes dessa patologia de dominação. Negros que até se opõem às políticas de cotas implementadas pelos governos Lula e Dilma (Ludi ou Dila). Negros que são instrumentalizados pela consciência abstrata branca para atacar esses governos. Como ocorre com as mídias acéfalas e todas às formas de seguimentos direitistas da sociedade brasileira. A cota nazifascista dessas consciências.

Em 1694, depois de ter escapado do julgo religioso/econômico lhe imposto pelo padre Antônio Melo, que o submeteu à violência étnica/linguística, batizando-o com o nome de Francisco – que não tinha nada a ver com Chico -, Zumbi conseguiu novamente fugir da violência dos colonizadores na pessoa do bandeirante Domingos Jorge Velho que invadiu o Quilombo dos Palmares, comandado por Zumbi, e o destruiu.

Construindo um novo esconderijo, Zumbi foi descoberto pelos perversos portugueses exploradores, em 20 de novembro de 1695. Foi submetido à tortura e logo depois, no mesmo dia, morto. Zumbi só foi encontrado pelos perversos portugueses exploradores, porque foi delatado por um de seus amigos. Um negro de consciência branca abstraída. Um negro que não alcançou a dimensão ontológica da negritude.

VEREADOR BAHIANO QUER PROIBIR A MANIFESTAÇÃO AFRORELIGIOSA NA TRADIÇÃO DE SACRIFÍCIO DE ANIMAIS

Na Bahia, terra de São Salvador e do Nosso Senhor do Bonfim, o vereador Marcell Moraes, do PV soteropolitano criou um projeto de lei baseado em sua própria concepção de mundo onde deve ser proibido o  sacrifício de animais em rituais de candomblé e em outros culto afrobrasileiros. Ele chamou o sacrifício de animais no candomblé de “tortura” e afirma que ainda um dia pretende lançar um projeto de lei que proiba comer carne.

Aceitar um projeto deste é aceitar a irracionalidade. Com um discurso pautado  na imbecilidade o projeto preve uma escolha pessoal sobre o coletivo. Falar mal sobre sacrificar animais é algo que envolve uma discussão mais ampla sobre a própria presença humana como ser carnívoro na terra. Estudos históricos/antropológicos/fisiológicos como  “As condições da evolução sexual” de Robin Fox mostra que o cérebro humano só cresceu e deu a funcionalidade como conhecemos graças ao abate e consumo de carne cozida pelo Homo Sapiens.

Este projeto enfoca no quesito religioso apenas, visto que o sacríficio de animais também ocorre (e neste caso violentamente e em grande quantidade) em criadouros, granjas, frigoríficos e outros locais que levam a carne ao prato da população.Por este motivo uma série de antropólogos e estudiosos se posicionaram contra o projeto, já que a carne do animal oferecida aos orixás é sacrificada sem maltratar e também serve de alimento para a comunidade que frequenta os terreiros.

Ao comentar seu projeto Marcell ainda mostrou um desconhecimento de sua função como vereador e da legislação brasileira que defende os cultos, querendo ele próprio propor mudanças nas práticas afro: Não tenho nada contra terreiros de candomblé. Eu apoio as religiões afro, mas essa oferenda precisa mudar. A própria religião prega que os orixás são bons e puros. Então, elas (entidades religiosas) vão compreender se trocar a oferenda e oferecermos folhas ou plantas no lugar dos bichos sacrificados”.

A legislação brasileira defende em vários lugares a prática e tradições religiosas. A Constituição Federal no Art. 5.º inciso VI afirma “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;”. Já o Códico penal no Artigo 208 diz que “Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso: Pena – detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, ou multa.”.

Este projeto de lei além de não permitir o “livre exercício” desta tradição, não pretende discutir estes valores, já que se impõe como única verdade impedindo com que a sociedade bahiana e das religiões afro possam analisar suas formas culturais provenientes do povo negro que veio da África. De qualquer modo a mudança deve ocorre se os praticantes sentirem necessidade dela para sua manutenção.

Assim a opinião individual deste vereador não pode deixar o fluxo livre das matrizes africanas em se expressar, não por ser garantido por lei, mas pelo respeito as diferenças humanísticas dos negros que são brasileiros como nos fazemos a cada dia.

GRANDE FESTA AFRO NO BATIZADO E TROCA DE CORDAS DA ASSOCIAÇÃO DE CAPOEIRA SENZALA NEGRA

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No último dia 23, a Associação de Capoeira Senzala Negra realizou na sede do Sest-Senat o seu 16º evento de Batizado, Troca de Cordas e formatura. O grupo que já tem uma longa tradição na capoeira de Manaus recebeu diversos convidados de outros grupos como o Grupo Raizes do Mestre Espiga e Mestre Tiquinho, a Associação de Capoeira Terreiro da Amazônia do Mestre Ronaldo, o Grupo Manaus Capoeira do Mestre Xangô e a participação especial do convidado Mestre Armando Babalú do Grupo Ginga Bahia de São Paulo.

O evento começou com as boas vindas dada pela Formada Abelha e enseguida foi lido os versos do cordel que conta a história do Senzala Negra e trazia a cada rima nomes importantes para a capoeira no Amazonas, que continua em sua produção.

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Com um auditório repleto de espectadores a noite foi aberta com uma grande roda de aquecimento onde jogavam na roda entre si os capoeiristas da mesma categoria. E percebeu-se na roda uma grande energia e respeito em um jogo onde não importava qual grupo estivesse na roda.

No vídeo abaixo vemos alguns mestres e contra-mestres jogando.

Após a roda foi a vez de começar o evento de graduação e formatura que começou com a corda de iniciante ou de incentivo, que no grupo Senzala Negra é a corda cinza, e trazendo pela primeira vez a roda a jovem Jaciá que tem apenas alguns meses na arte da capoeira.

Abaixo vemos ela jogando com o mestre Babalú.

A equipe deste bloguinho conversou com o mestre Babalú do Grupo Ginga Bahia, localizado em São Paulo no bairro no bairro de Jaçana, que contou sobre a experiência de estar em Manaus pela primeira vez e o contato com a moçada do Senzala Negra que esteve em São Paulo e criou uma grande amizade.

DSC00847É uma grande satisfação estar aqui nesta cidade pela primeira vez, muito acolhedora, já estou me sentindo em casa. Estes meninos estiveram em São Paulo na véspera de um grande evento que estava realizando lá, um Encontro Nacional de Capoeira e eles me foram apresentados por um colega meu lá de São Paulo, o Fininho da Marimbondo Sinhá e nós fizemos uma grande amizade. Daí eles voltaram a segunda vez para São Paulo e fizeram o convite para quando tivesse o próximo evento em Manaus ter minha presença e eu fiz questão de vir.Eu estou gostando muito, o pessoal é muito receptivo, muito bacana não só o do Grupo Senzala Negra como os grupos em geral que conheci aqui em Manaus. Hoje tem muitos mestres aqui de grupos diferenciados mas dentro da roda há uma harmonia muito bacana, com muito respeito.

A festa seguiu com a troca de cordas  na ordem das graduções. Quanto mais graduado ia ficando o capoeirista com mais mestres, contra-mestres e professores ele tinha que lutar. Dentro de cada graduação havia vários formandos o que mostra que a capoeira amazonense continua forte e numerosa.

Percebeu-se durante o jogo com os graduandos algumas brincadeiras nas rodas que muitas vezes chegavam ao contato físico e incitavam certas formas de violência que não são comuns na capoeira. Como existe muito respeito entre os grupos e todos levaram as hostilidades através da camaradagem a festa pode seguir tranquila e de forma a não ofuscar a importância desta noite para a cena manauara.

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Vemos nas fotos acimas dois jovens recebendo a corda verde depois de terem entrado na roda. Como a cada corda trocada o nível técnico aumentava o público presesente prestigiava aplaudindo  e incentivando cada novo graduando.

Nosso bloguinho também conversou com o Mestre Ronaldo que falou da participação de eventos como este no enriquecimento da arte da capoeira, que já faz parte da história do povo amazonense.

IMG_2064“Esta é mais uma confraternização da capoeira pois hoje se reune todos os camaradas. E em Manaus geralmente o pessoal faz o batizado no final de ano. O Senzala tem uma tradição diferente que é muito boa, de começar o ano já formando a garotada. E esta grande congregação de quem tá pegando a corda é um crescimento muito grande pra Capoeira aqui no Amazonas. Muita gente diz que a capoeira é só pro negro escravo. Não. Nosso povo índio também praticou a capoeira e por isto não se deixou escravizar pela capoeiragem que vem no meio da mata.Hoje até em São Paulo tem esta discussão sobre a manifestação da capoeira que não vem só dos negros. A capoeira nasceu no Brasil com filhos de negros africanos e hoje você vê o crescimento da capoeira. Manaus com mais de 80 grupos de capoeira reunido e isto é muito bom pro intelecto desta garotada aqui hoje que poderia estar no mundo vadiando ou fazendo outras coisas erradas mas a capoeira tem esta transformação. Mestre Ronaldo

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Acima vemos os capoeiristas que receberam sua corda amarela.

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Vemos que houveram diversos graduandos e o Senzala inclusive produziu novos graduados e estagiários. O tempo passava e a festa continuava animada. O berimbau, o atabaque e o pandeiro davam o ritmo cada vez mais forte e junto com os cantos levavam as performances a um elevado nível técnico.

Após a entrega de cordas mais uma vez foi feito uma grande roda e o jogo continuou cada vez “botando mais dendê” e temperando a noite com esta festa afro.

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A festa seguiu até o fim da noite, e que encontro importante para a disseminação da capoeira como luta, esporte e dança entre jovens de Manaus.

Ano que vem o Senzala apresentará um novo evento para graduação e troca de cordas para quem faz da capoeira o seu compromisso e diversão.

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Por que Senzala Negra
É a minha camisa
Não tiro, não troco
Não vendo e nem dou

CONVITE PARA AÇÕES DA CAPOEIRA SENZALA NEGRA

16º Evento Da Senzala Negra

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Quinta Feira – Dia 21/03/13 Ás 19:30 H – Realizaremos Uma Roda De Boas Vindas Na Bola Do Produtor Para Recepcionar Nossos Convidados Para Este 16º Evento Da A.C.S.N

Sexta feira – Dia 22/03 Ás 19:00 Hrs – Ocorrerá A Abertura Do Evento Com Roda E Participação Do M. Armando Babalú – (Ginga Bahia)São Paulo.

Local. Arar Do Mutirão – Zona Leste.

Sabado – Dia 23/03 Ás 18:00 Hrs – Ocorrerá Batizado E Troca De Graduação E Formatura De Capoeira

Local Sest-Senat Av: Autaz Mirim Prox. A Bola Do Produtor Cidade De Deus.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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BLOG PÚBLICO

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