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FILÓSOFO E SOCIÓLOGO ZYGMUNT BAUMAN DA “MODERNIDADE LÍQUIDA”

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 Nascido no mesmo ano do filósofo francês Gilles Deleuze, 1925, o filósofo e sociólogo polonês Zygmunt Bauman, casado com Janine Lawinson-Bauman no pó-guerra, que que ele participou, tem como sua mais consistente e difundida teoria a “modernidade líquida”. As formas de relações sociais na pós-modernidade.

      “Viver entre uma multidão de valores, normas e estilo de vida, em competição, sem uma garantia firme e confiável de estarmos certos é perigoso e cobra um alto preço psicológico”, mostra o filósofo no seu Amor Líquido.

  A modernidade líquida apresenta uma pós-modernidade onde predomina o individualismo impondo corpos antagônicos nas relações sociais. Uma clara deferência ao que se experimenta hoje, como no Brasil do golpe. O filósofo é um ativo militante que luta contra todas as formas de antidemocracias, e principalmente contra a tirania do capitalismo.

    Seu último livro apresentado no Brasil foi “A Riqueza de Poucos Beneficia Todos Nós?”. O corte existencial de Zygmunt Bauman dado na linha do tempo cronológico é 91 anos, mas na intensidade aion é infinito.

   “O capitalismo é um sistema parasitário. Como todos os parasitas, pode prosperar durante certo período, desde que encontre um organismo ainda não explorado que lhe forneça alimento.

     Numa sociedade de consumo, compartilhar a dependência de consumidor – a dependência universal das compras é a condição sine qua non de toda a liberdade individual.  Acima de tudo na liberdade de ser diferente, de “ter identidade.1

(…) um comercial de TV mostra uma multidão de mulheres com uma variedade de penteados e cores de cabelos, enquanto o narrador comenta: “Todas únicas; todas individuais; todas escolhem X” (X sendo a marca anunciada de condicionador). O utensílio produzido em massa é a ferramenta da variedade individual. A identidade – “única” e “individual” – só pode ser gravada na substância que todo o mundo comprar que só pode ser encontrada quando se compra. Ganha-se a independência rendendo-se.

   A tarefa é o consumo, e o consumo é um passatempo  absolutamente e exclusivamente individual, uma série de  sensações que só podem ser experimentadas – vividas –  subjetivamente. As multidões que enchem os interiores dos “templos de consumo” de George Ritzer são ajuntamentos, não  congregações, conjuntos, não esquadrões; agregados, não totalidades. Por mais cheios que possam estar, os lugares de consumo coletivo não têm nada de “coletivo”.

Numa sociedade sinóptica de viciados em comprar/assistir, os pobres não podem desviar os olhos; não há mais para onde olhar. Quanto maior a liberdade na tela e quanto mais sedutoras as tentações que emanam das vitrines, e mais profundo o sentido da realidade empobrecida, tanto mais irresistível se torna o desejo de experimentar, ainda que por um momento fugaz, o êxtase da escolha. Quanto mais escolha parecem ter os ricos, tanto mais a vida sem escolha parece insuportável para nós.

Claude Lévi-Strauss, o maior antropólogo cultural de nosso tempo, sugeriu em“Tristes trópicos” que apenas duas estratégias foram utilizadas  na história humana quando a necessidade de enfrentar a alteridade dos outros surgiu: uma era a antropoêmica, a outra antropofágica.

A primeira estratégica consiste em “vomitar”, cuspir os outros vistos como incuravelmente estranhos e alheios: impedir o contato físico, o diálogo, a interação social e todas as variedade de commercium, comensalidade e connumbium. As variantes extremas da estratégia “êmica” são hoje, como sempre, o encarceramento, a deportação e o assassinato. As formas elevadas, “refinadas” (modernizadas) da estratégia “êmica” são a separação espacial, os guetos urbanos, o acesso seletivo a espaços e o impedimento seletivo a seu uso.

A segunda estratégia consiste numa soi-disant “desalienação” das substâncias alheias: “ingerir”, “devorar” corpos e espíritos estranhos de modo a fazê-los, pelo metabolismo, idênticos aos corpos que os ingerem, e portanto não distinguíveis deles. Essa estratégia também assumiu ampla gama de formas: do canibalismo à assimilação forçada – cruzadas culturais, guerras declaradas contra costumes locais, contra calendários, cultos, dialetos e outros “preconceitos” e “superstições”. Se a primeira estratégia visava ao exílio ou aniquilação dos “outros”, a segunda visava à suspensão ou aniquilação de sua alteridade.

Em um dos maiores sucessos entre os popularíssimos livros de autoajuda (vendeu mais de 5 milhões de cópias desde a publicação em 1987), Melody Beattie adverte/aconselha seus leitores: “A maneira mais garantida de enlouquecer e envolver-se com assuntos de outras pessoas, e a mais mais rápida de tornar-se feliz é cuidar dos próprios”. O livro deve seu sucesso instantâneo ao título sugestivo(Codependent no More), que resume seu conteúdo: entrar resolver os problemas de outras pessoas nos torna dependentes, e a dependência oferece reféns ao destino – ou, mais precisamente, há coisas que não dominamos e há pessoas que não controlamos; portanto, cuidemos de nossos problemas, e apenas de nossos problemas, com a consciência limpa.

Há pouco a ganhar fazendo o trabalho de outros, isso desviaria nossa atenção do trabalho que pode fazer senão nós mesmos. Tal mensagem soa agradável – como uma confirmação, uma absolvição e uma luz verde necessária – a todos os que, sós, são forçados a seguir, a favor ou contra seu próprio juízo, e não sem dor na consciência, a exortação de Samuel Butler: “No fim, o prazer é melhor guia que o direito e o dever”.

Ao fim da sessão de aconselhamento, as pessoas aconselhadas estão tão sós quantos antes. Isso quando sua solidão não foi reforçada: quando sua impressão de que seriam abandonadas à sua própria sorte não foi corroborada e transformada em uma quase certeza. Qualquer que fosse o conteúdo do aconselhamento, este se referia a coisas que a pessoa aconselhada deveria fazer por si mesma, aceitando a inteira responsabilidade por fazê-las  de maneira apropriada, e não culpando ninguém pelas consequências desagradáveis que só poderiam ser atribuídas a seu próprio erro ou negligência.

A infame frase de efeito de Margaret Thatcher “não existe essa coisa de sociedade” é ao mesmo tempo uma reflexão perspicaz sobre a mudança no caráter do capitalismo, uma declaração de intenções e uma profecia auto-comprida: em seus rastros veio o desmantelamento das redes normativas e protetoras, que ajudavam o mundo em seu percurso de tornar-se carne. “Não sociedade” significa não ter utopia nem distopia: Peter Drucker, o guru do capitalismo leve, disse, “não mais salvação pela sociedade” – sugerindo (ainda que por omissão e não por afirmação) que, por implicação, a responsabilidade pela danação não pode ficar com a sociedade, a redenção e a condenação são produzidas pelo indivíduo e somente por ele – o resultado do que o agente livre fez de sua vida.

O mundo está cheio de possibilidade, é como uma mesa de bufê com tantos pratos deliciosos que nem o mais dedicado comensal poderia provar de todos. Os comensais são os consumidores, a mais custosa e irritante das tarefas que se pode pôr diante de um consumidor é a necessidade de estabelecer prioridades: a necessidade de dispensar algumas opções inexploradas e abandoná-las. A infelicidade dos consumidores deriva do excesso e não da falta de escolha. “Será que utilizei os meios à minha disposição da melhor maneira possível”? Será que utilizei os meios à minha disposição da melhor maneira possível? É a pergunta mais assombrosa e causa insônia ao consumidor.

Ninguém ficaria surpreso ou intrigado pela evidente escassez de pessoas que se disporiam a ser revolucionários: do tipo de pessoas que articulam o desejo de mudar seus planos individuais como projeto para mudar a ordem da sociedade.

A tarefa de construir uma ordem nova e melhor para substituir a velha ordem defeituosa não está hoje na agenda – pelo menos não na agenda que se supõe que a ação política resida.

No seu último encontro anual, realizado em setembro de 1997 em Hong Kong, os diretores do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial criticaram severamente os métodos alemães e franceses para trazer mais gente de volta ao mercado de trabalho. Achavam que esses esforços iam contra a natureza “flexível do mercado de trabalho”. O que este requer, disseram, é a revogação de leis “favoráveis demais” à proteção do emprego e do salário, a eliminação de todas as “distorções” que se colocam no caminho da autêntica competição e a quebra da resistência da mão-de-obra a desistir de seus “privilégios” adquiridos – isto é, de tudo que se relacione à estabilidade do emprego e à proteção do trabalho e sua remuneração”, trechos da Modernidade Líquida.

GOLPE DO REAJUSTE DA PASSAGEM DE ÔNIBUS EM MANAUS É DERRUBADO

Os empresários de ônibus reclamam que o valor da passagem de  não é reajustada a três anos. Mas as empresas recebem subsídios da prefeitura e do Governo do Estado.

Os professores do Estado do Amazonas estão sem reajuste salarial a dois anos. Como, então, os trabalhadores neste momento de golpe, de dificuldade política-financeira arcariam com R$ 3,54 para ir ao trabalho e à escola?

Atendendo um recurso especial com efeito suspensivo da Procuradoria Geral do Município, o Desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas João Mauro Bessa cancelou o aumento.

A medida foi tomada antecipadamente para evitar prejuízos aos usuários porque depois seria difícil ressarci-los. Enquanto isso, a proposta de aumento fica restrita ao Tribunal de Justiça do Amazonas e ao STJ para onde as partes interessadas no reajuste e contra o aumento irão recorrer.

 

CAMELÔ PROTESTA CONTRA DECISÃO CAMELÓGICA DO PREFEITO DE MANAUS, ARTHUR (PSDB), E O CHAMA DE “DESONESTO”

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O prefeito de Manaus, Arthur Neto, do PSDB, partido reacionário representante da burguesia-ignara cujo modelo encontra-se configurado na imagem da elite – elite financeira, nada de nobreza filosófica e honradez política – paulistana, carrega em sua biografia de personagem que desfilou pelos palcos do Legislativo e Executivo uma nota atraente como fator de análise da administração pública elaborada em seu tempo de prefeito de Manaus – eleito em 88 – quando se tornou o primeiro prefeito do Brasil a se aliar com o presidente Collor, retrógado representante do poder econômico, na época, e principal cria da TV Globo.

NOTA BIOGRÁFICA DE ARTHUR

Essa nota foi escrita – ou inscrita – quando naquela administração ele não teve o entendimento político necessário e possibilitou o espancamento de camelôs que trabalhavam no centro de Manaus. O que redundou em pessoas feridas e com traumas indeléveis. Depois desse incidente os camelôs nomearam Arthur, seu maior inimigo. Os camelôs não sabiam – e muitos ainda não sabem – que ele é de origem de família considerada tradicional em Manaus, e que sua determinação tinha ligação com os comerciantes do centro e as famílias que acreditam que o espaço urbano é de propriedade dos dessas ditas famílias tradicionais.

Foi então que na eleição passada, Arthur, se candidatou para o cargo de prefeito. Sua grande preocupação foi conversar com os camelôs para tentar reverter a nota despolitizada de sua antiga administração. Lavá-los a acreditar nas novas promessas. Para tal, disse que era outro, assim como era outro o tempo. Resultado: recebeu o apoio da maioria dos camelôs. Daí ficou tudo fácil. Com o apoio da classe média indiferente, profissionais aburguesados, jovens-facebookados- alienados, professores descompromissados, mídia subserviente, blogueiros intelectualmente- assépticos e a-históricos, e empresários calculistas, foi eleito.

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A CAMELÓGICA DE ARTHUR

Eleito se prontificou a colocar em ato seu plano de retirada dos camelôs do centro. Espaço-domográfico das famílias tradicionais, e alojá-los em prédios localizados distante do espaço onde esses pequenos trabalhadores realizavam seus negócios.

O certo é que uma parte desses pequenos-comerciantes não concordou com a camelógica de Arthur (camelógica, palavra-valise encadeada pelas palavras camelô e lógica, como uma terceira-potência linguística). Não concordou com o deslocamento provocado pela estratégia de revitalização do chamado centro histórico de Manaus. Uma revitalização que compromete o conhecimento de cidade e urbanidade da prefeitura. Daí que muitos camelôs protestaram contra a determinação de Arthur, apesar do marketing que sua gestão vem fazendo, mostrando camelôs elogiando a determinação do prefeito.

A CONSCIÊNCIA PROFISSIONAL DE HAVIER

Entre os que estão protestando contra a camelógica da prefeitura, o alcunhado plano de revitalização do centro, encontra-se o camelô Havier, peruano que se encontra em Manaus há mais de 30 anos e que foi um dos espancados pelos rapas de Arthur. Para ele tudo que é apresentado na propaganda pró- prefeitura é encenação feita por camelôs que foram pagos para dizerem o que dizem.

Em seu entendimento do caso Havier, conclui que o prefeito é desonesto e que sua carreira acabou. Para tornar público seu protesto, Havier, se postou em um cruzamento estratégico do centro de Manaus com um cartaz de duas faces escrito em inglês com mensagens contra o prefeito do PSDB. Um saque inteligente, já que são ruas onde transitam muitos turistas.

Em sua conversa com afinados, ele comparou a administração popular de Lula e Dilma, com suas políticas sociais endereçadas ao povo, e a administração de Arthur, que segundo ele, não tem o povo como seu objetivo.

HAVIER ANALISA A OUTRA NOTA BIOGRÁFICA DE ARTHUR

Enquanto isso, a mídia subserviente e parasitária propaga que a retirada dos camelôs está sendo realizada de forma ordeira – chamam os manauaras de ordeiros – e pacífica, conjuntamente com os edis apaniguados do prefeito. Em tom de ironia, Havier, disse que ia desfilar na Banda da Banca nas Costas.

“Eu tenho 53 anos. Sou de Lima, Peru. Moro no loteamento Piorinim. Aqui na rua eu vendo cintas e luvas ortopédicas. Estou aqui desde a primeira administração de Arthur. Também sofri a violência dele naquela época. E hoje estou me sentindo enganado.

Eles estão mascarando a realidade. Aqueles que estão dando entrevistas nas mídias são pagos para falar bem do prefeito”, analisou Havier.

ATENÇÃO TELEFONOSOS! A PARTIR DE MARÇO TELEFONAR DO FIXO PARA O CELULAR VAI FICAR 13% MAIS BARATO

Os usuários terão uma economia de R$ 2,1 bilhões no ano. Foi o que afirmou a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ao publicar no Diário da Oficial da União (DOU) a decisão do governo federal. Com a decisão o preço da ligação do telefone fixo para o celular, que é de R$ 0,45, vai passar para R$ 0,39 por minuto.

E tem mais. As ligações interurbanas, DDD, efetuadas do fixo para o celular iniciados com o mesmo dígito – exemplo simples, 61 ou 62 – vai para R$ 0,80 deixando o valor de R$ 0,93. Quem gostou tem mais. O preço médio das ligações interurbanas do fixo para celular deixa o preço fixo de R$ 1,05, e se move para o preço de R$ 0,92.

Gosto? Tem mais futuramente. De acordo com a Anatel estão previstas novas quedas nos valores das ligações para o ano de 2015. Essa realidade só foi possível por causa da aprovação, em 2012, do Plano Geral de Metas de Competição da Anatel.

A “OI” E SEU SENTIDO PERVERSO DE INOPERÂNCIA TELEFÔNICA

A sociedade humana é composta de objetos naturais e artificiais, também conhecidos como culturais: objetos da produção humana. Mas tanto um como outro, são elementos constitutivos do estar-no-mundo dos indivíduos. Quer dizer: fazem parte da existência dos indivíduos em sociedade. São promotores dessa existência. Os indivíduos promovem suas praticidades em encadeamentos com esses objetos. Quando eles lhes faltam deixam um sentido de inadequação dada suas necessidades na existência de cada um.

Assim que, cada empresa produz um objeto necessário aos indivíduos de acordo com sua força de trabalho, matéria e necessidade. Uma fabrica de fogão tem operários que desenvolvem sua função social com uma finalidade: proporcionar o objeto-fogão ao usuário doméstico. Uma cachaçaria produz cachaça cujo fim é à embriaguez. Uma sapataria produz sapatos cuja função é calçar os indivíduos. Assim que, quando se deixa de fabricar esses objetos (ou qualquer objeto), as pessoas têm suas existências domésticas conturbadas.

A DISSIPAÇÃO DA FUNÇÃO SOCIAL

A fábrica, juntamente com os operários, não cumpriu sua função social. Também do mesmo modo, quando a cachaçaria deixa de fabricar cachaça impede a embriaguez do consumidor alcóolico. E a sapataria ao deixar de fabricar sapatos deixa o consumidor descalço. Nos três casos a falta de produção faz desaparecer a função social que existe em razão da necessidade dos indivíduos. O que acarreta mudanças angustiantes nos usuários que entram em forte ansiedade social visto que os objetos fazem parte de seus universos sociais. 

A DUPLICAÇÃO DO SOM

Sendo assim, uma empresa telefônica, por trabalhar com tecnologia-comunicativa, tem como matéria de sua função social a fala e a audição. O som duplicado: som do emissor, e som do receptor. Mas não se trata de um som qualquer, pois, no caso, seria mero ruído. Entretanto, a telefonia, tirando os ruídos na comunicação, não trabalha com ruídos, trabalha com som-mensagem. O emissor seleciona uma mensagem para enviar a um receptor. Para isso ele usa um canal: o telefone. Que ele tem um contrato como assinante da linha. Desta forma, o telefone é o elemento-canal responsável pela concretização da comunicação entre os falantes-ouvintes. A necessidade da comunicação surge em razão do homem ser um ente das relações. Seja das relações próximas ou distantes (tele do grego, distante). O telefone tem a função social de realizar as relações distantes.

A MORAL INOPERANTE E DESONESTA DA OI

O que significa que ao selecionar uma mensagem a ser transmitida por um aparelho telefônico, o emissor desperta em si um estado-afetivo de perspectiva alternante. Ele pretende, através da mensagem, a conformidade da alteridade do diálogo com quem pretende a comunicação. Vários fatores podem impedir a efetuação dessa alteridade-telefônica: receptor com aparelho ocupado, linha suspensa por falta de pagamento ou, então, pane na companhia telefônica. Pois é exatamente esse último fator o responsável pela perversa inoperância da telefônica OI. Há mais de semanas, usuários de telefonia-fixa estão sem linha em seus aparelhos, na capital do Amazonas, Manaus. As reclamações se transmutam constantemente em inúmeros protocolos seguidos da informação: ”Deu pane em uma centra, mas já está sendo providenciado o reparo e seu telefone dentro de 24 horas ou mais tardar, 48 horas estará funcionado”. Passam horas e horas, os sinos cansam de dobrar, e nada. A Oi continua com sua sádica perversidade impedindo a comunicação de seus usuários.

Além do estado-afetivo de ansiedade social imposta pela perversa Oi aos usuários, o que chama muita atenção é o sentido moral da empresa. Seus atendentes sem qualquer pejo de honestidade e sinceridade, sintomatizado em hipocrisia (a hipocrisia é a mentira em ação) como respostas aos usuários, usam esse tipo debochado de locução: “Colocamos seu caso em prioridade”.

NÃO DIGA OI, DIGA ALÔ

Diante dessa perversa inoperância telefônica, vários usuários estão recorrendo aos seus direitos nos órgãos competentes como o Procom. Por tal desafeto patológico a locução oi, deve ser usada somente nas relações reais. No telefone nada como um Alô!

EMPRESA DEGELO, ASSISTÊNCIA TÉCNICA DA ELETROLUX, MOSTRA SUA IMPRODUTIVIDADE COM RELAÇÃO AO CONSUMIDOR E O COMÉRCIO

A inclusão dos aparelhos mecanizados, aparelhos eletrodomésticos, no interior da existência doméstica do consumidor, não apenas concretizou a substituição das formas da relação inteligência e força motriz dos que atuavam como sujeitos de satisfação de suas próprias necessidades criando seus objetos de consumo, como também criou uma nova forma de relação social. O homem-doméstico mais as máquinas. Ou em outra concepção: o homem com aparelhos domésticos. Ou de forma mais sintética: o homem/máquina.

Assim, não é necessário afirmar que o mundo gestual do homem, que trabalhava em suas formas anteriores de produção de suas necessidades domésticas, foi substituído pelas formas de desempenho das máquinas. Despojado de sua força natural de trabalho doméstico o homem passou à dependência do objeto de consumo que lhe substituiu: os aparelhos domésticos, ou eletrodomésticos.  Esses aparelhos passaram a realizar, mecanicamente, os gestos técnicos e motrizes do homem que naturalmente satisfazia suas necessidades.

 Com o transcurso da chamada modernização da sociedade através dos aparelhos domésticos, a existência do homem urbano passou diretamente para a dependência desses aparelhos. Que são, em verdade, próteses do corpo e da inteligência humana. Lógico, que como próteses não substituem a inteligência e a força natural do homem. Servem apenas de elementos artificiais utilitários. Mas o certo mesmo, é que eles sintetizaram a existência do homem da urbe. Exemplo simples: os automóveis, que são próteses das pernas como forma de deslocamento. Na urbe a existência do homem se tornou dependente desses veículos dada à necessidade de deslocamento em grandes distâncias.

Como objeto utilitário da existência moderna, não é preciso expressar aqui, a vaidade, a intimidade, o prazer da velocidade que os carros proporcionam aos seus proprietários, como afirma o filósofo francês Jean Baudrillard. O que conta é apenas a sua forma utilitária. A real dependência do homem diante desse objeto de consumo.

Também pode ser mostrado, que não foram só estes objetos, em suas formas sintéticas, que modificaram as formas de relações sociais no momento em que o consumidor adquire qualquer objeto que o torna mais um inserido no mundo dos objetos domésticos. Deve também ser mostrada a relação da empresa que vende o objeto-utilitário ( a mercadoria-industrial ) com o consumidor. Que não é nada mais do que a cumplicidade de ambos no seio da sociedade de consumo. A empresa precisa do lucro que a compra do objeto lhe concede, assim, como, o consumidor precisa da mercadoria, objeto-utilitário, com suas qualidades de eficiência e durabilidade. Sem esses elementos capitalísticos não há cumplicidade. Cumplicidade que se resume em necessidade do lucro do dono da empresa e crença por parte do consumidor. Daí que essa cumplicidade não termina no ato da compra. Transcende esse ato na forma de garantia do objeto. Ou seja: assistência técnica. Um signo comercial que afirma que a cumplicidade está mantida. Qualquer defeito no objeto seja enquanto está em garantia ou fora da garantia, à assistência técnica deve se fazer atuante. Caso contrário, quebra a cumplicidade entre o consumidor e a empresa representante do capitalismo industrial e comercial.

 O DESCASO DA DEGELO COM O CONSUMIDOR

É nesse quadro que entra a Degelo Comércio e Serviços, que é a assistência técnica da empresa de aparelhos eletrodomésticos Eletrolux. Situada no centro de Manaus, no bairro da Praça 14 de Janeiro, sua área de ação vai até os limites do bairro. O que significa que os consumidores que precisam de um serviço para um aparelho Eletrolux, e que moram nessas mediações, têm que se submeter às determinações dos responsáveis da Degelo. Não podem pedir auxílio de assistências da Eletrolux situadas em outros bairros. Resultado: angústia do consumidor, porque a Degelo é improdutiva quando se tem necessidade de seus serviços. Falta com seus compromissos.

São várias as queixas contra a Degelo. Queixas que vão desde o descaso no atendimento telefônico, dificuldade de se conseguir comunicação, falta de execução de compromisso agendado, e, algumas vezes, desconhecimento técnico dos aparelhos que precisam de assistência. Exemplo reivindicador. Uma consumidora agendou uma visita técnica para uma máquina de lavar, depois de muitas tentativas telefônicas, para terça-feira, dia 31 (ela queria para segunda-feira, dia 30, mas não foi possível). O técnico não compareceu. Na quinta-feira, depois de muitas tentativas telefônicas e deboche da atendente, a consumidora reivindicou que o técnico não havia comparecido. E ouviu como resposta da atendente que ela não poderia explicar porque ele não compareceu. Como a visita já estava agendada, a consumidora tentou marcar para a mesma quinta-feira, mas ouviu da atendente a negativa de que o técnico não poderia fazer a visita, porque havia faltado ao emprego.

Diante dessas ocorrências, que se caracterizam como violência contra o consumidor, a Degelo se mostra como empresa que não pode ser considerada uma empresa de assistência técnica, visto que quebra a cumplicidade capitalística industrial e comercial da empresa Eletrolux com seus clientes. Ela, Degelo, desapropria a funcionalidade da Eletrolux e o consumidor. Quebra a forma de relação social que emergiu no momento em que a inteligência e a força motriz do homem, foram substituídas pelos aparelhos domésticos.

Desta forma, a Degelo compromete a atuação da Eletrolux que passa a ter a sua dimensão comercial sob suspeita diante do olhar do consumidor. Uma empresa que não cumpre seus contratos comerciais.   


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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