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O ÊXODO DE JESUS PARA A VIDA

Ser um animal falante é o que faz o homem produzir para si uma nova natureza naturada, posto que rompa com a natureza naturante; e isto faz com que ele se torne responsável pelos mundos humanos construídos. Daí a transformação da natureza em múltiplos mundos políticos. O homem não apenas diz sua existência em uma coletividade, mas se faz, constitutivamente, ele próprio, um dizer para o bem comum da cidade. Homem, discurso e cidade estão imbricados como uma síntese disjuntiva. Negando a capacidade intelectiva humana de traduzir o mundo através do discurso, e assim, fazendo com que o mundo seja humanizado em uma práxis transformadora dos códigos constituídos, o homem nega sua própria existência liberada do corpus normalizado e normalizante de uma cidade de sujeitos mudos, estes que são a doença da cidade. Jesus, filho de Maria e José (ambos camponeses), não foi uma doença da cidade. Pelo contrário, fez com que a fala se agitasse como processual de inovação de um mundo com valores decadente. Assim, fez da sua existência a afirmação da mortalidade humana, percebendo a necessária importância de suas ações políticas na antecipação de sua própria impossibilidade (a morte). Acreditamos que é justamente nisso em que Jesus praticou o êxodo dos lugares de poder de sua época e coroou a afirmação da Vida contra a cultura tanática de um cristianismo doente. Jesus desertou os lugares de poder, produziu a linha de fuga, necessária, desvinculando a Vida dos buracos negros constituídos pela perversidade da lógica castradora da lei e da tradição do capital. É deste modo que percebemos Jesus como subversivo, isto é, como singularidade que não se deixou ser tomado e absorvido pela relação de dominação, onde sempre deve haver o subordinador e o subordinado. Jesus, pelo dizer, fez a si mesmo antes de falar junto da multidão. Jesus, negador da potestas (poder). Jesus, afirmador da potentia (potência). O discurso de Jesus foi e é um esforço de elucidar o discurso responsável por dissociar a violência da lei, a fé da exploração, o espírito da superstição, a Vida da morte. Tudo isto efetivando o corolário entre a Vida e o Amor Político.

Desertar os lugares de Poder

A Vida é produção. A produção não está reduzida ao ciclo de reprodução da economia política capitalística. Nesta impera a reprodução dos valores do mercado autônomo aos quais está subordinada a vida. Neste sentido, a vida deve obedecer à lógica da propriedade privada para que a liberdade, a igualdade e a fraternidade possam surgir como verdades inquestionáveis. Não é à toa que é após a revolução burguesa francesa onde o Estado de Direito vai se constituir. O Estado se funda na violência do direito a propriedade e faz da economia a base de sua estrutura regulamentar, tendo na ordem jurídica a normatividade necessária para a exploração. Deste modo, a vida em sociedade deve obedecer às leis da economia, da troca de mercadorias, capitalista, fazendo da equivalência a medida das relações de produção e das relações sócio-políticas. É necessário separar o social do político para que a economia possa exercer sua organização, pois:

“A esfera da circulação, ou seja, da troca de mercadorias, em cujos limites realiza-se a compra e a venda da força de trabalho, era um verdadeiro Éden dos direitos inatos do homem. Ali reinavam apenas a Liberdade, a Igualdade, a Propriedade e Bentham. Liberdade!- pois o comprador e o vendedor de uma mercadoria, como força de trabalho, por exemplo, são determinados apenas por suas livres vontades. Firmam o seu contrato como pessoas livres, juridicamente iguais. O contrato é o resultado final, através do qual suas vontades assumem uma expressão jurídica comum. Igualdade! – pois entram em relação recíproca somente como possuidores de mercadoria e trocam equivalente por equivalente. Propriedade!- pois cada um dispõe apenas do que é seu. Bentham- pois cada um cuida apenas de si mesmo. O único poder que os reúne e põe em relação é o próprio proveito, da vantagem pessoal, dos seus interesses privados. Exatamente porque, deste modo, cada um cuida de si e ninguém do outro, todos realizam – sob os auspícios de uma harmonia preestabelecida das coisas ou de uma providência sagaz ao extremo – tão somente a obra da vantagem recíproca, do proveito comum e do interesse geral” (Karl Marx).

Isto tudo enraizado na violência da acumulação como única forma de organização da cidade. Esta produção própria do capital é reproduzida e ecoada para os mais distantes níveis da sociedade e pretende ser o invólucro da vida. Esta produção dobra-se no real (Antonio Negri). E o Estado não se contenta em ser o único lugar desta violência, como muitos já asseveraram. O Estado não é foco de poder por excelência, o centro de toda emanação e dispersão da violência estatal e de seus aparelhos ideológicos. Em sua completa falta de natureza e essência, “O Estado não é um ponto que toma para si a responsabilidade dos outros, mas uma caixa de ressonância para todos os pontos” (Deleuze e Guattari).
E isto não significa dizer que o poder vá de um ponto a outro, de uma instituição prescritiva a outra, de um poder discricionário a outro. Há agenciamentos entre os múltiplos pontos que, constitutivamente, vão formando os lugares de poder e sua dinâmica. Há o eco, a reprodução, a caixa de ressonância que se dá como “vaso fechado”. Mas também não há apenas distribuição de poder pelos diversos lugares por onde o poder irá realizar seus exercícios, mais do que a disciplina dos corpos para que estes sejam dóceis, numerados, classificados e divididos para a produção de mais-valia, há um poder sobre a vida, esta produção pretende gerenciar a própria vida em sua dinâmica. Daí quando se falar de Estado, e principalmente de violência do estado, a necessidade de não reduzirmos as análises ao Estado como único foco de poder; e que ao derrotar o Estado poderíamos, enfim, constituir uma nova realidade. O maior perigo no Estado está na reprodução do seu discurso. Ou seja: fazer com que as singularidades sejam destruídas e que os indivíduos não se realizem no acontecimento, mas como produtos de um discurso carregado de pressuposto. Deste modo, seremos apenas sujeitos sujeitados, efeito da imagem do pensamento do Estado.

Mas, contudo, a Vida continua a ser produção. Mas agora a Vida já não é produzida no ciclo da produção capitalística, mas torna-se o processo pelo qual uma nova economia política é engendrada. A própria Vida torna-se a condição necessária da produção. Tudo emerge da atividade social que não é dissociada da política e não se reduz ao domínio do econômico (relações de troca fundamentada no direito a propriedade privada). E para que a Vida seja o devir de uma produção humana, “a chave essencial para transformar o próprio em comum” (Antonio Negri), há a exigência de desertarmos os lugares de poder. Mais do que isso: é necessário que possamos recusar e resistir toda a reprodução e eco do discurso do poder do capital difundido, para que não tenhamos o mesmo fim de Narciso e Eco. Desertar os lugares de poder para efetuarmos o êxodo para a Vida.

Jesus efetivou este êxodo. Fez pulsar a Vida como devir da humanidade. Jesus não foi apenas contra o domínio perverso político, econômico, social e espiritual de sua época. Ele não apenas sabotou a estrutura e ordem estabelecida. Fez muito mais. Ele teve uma atitude diagonal, efetivou um declive nos códigos religioso-jurídicos e no sistema dominante do Império Romano. Jesus recusou e resistiu a reprodução do discurso constituído e se fez turbulência. O que pode ser produzido em uma ordem auto-referente? O que pode ser produzido em um campo homogêneo? Nada. Nestes lugares tudo deriva para o estável, para o equilíbrio pré-estabelecido. O iniciar é já chagar ao fim que é o equilibrado. Todos os caminhos levam ao mesmo. E todos os caminhos que se originam do mesmo são reproduções. É necessário esvaziar os lugares de poder. É preciso vencer os obstáculos. É preciso ter a potência do rio que nunca é o mesmo e como fluído vai criando seu próprio leito na desmedida em que vai compondo com o terreno, destruindo as barreiras. Quando o vazio surge da destruição da ordem pré-estabelecido os caminhos tornam-se relativos, multiplicidades, moleculares. E não é necessária a força maior, molar,  para que o vazio venha a ser a condição da multiplicidade e da criação de um novo modo de existir. Estamos no terreno do menor. O menor declive, o menor desvio, a menor descida, o menor discurso, mas o menor que inaugura uma existência completamente apartada dos códigos constituídos:

“De modo que se pode dizer, à escolha, que a queda atômica é dotada de declive total ou de declive nulo. É um fluxo como tal, homogêneo, desfrutando de uma força única. De um certo modo, é o equilíbrio, mas seria antes um pré-equilíbrio. Então, a declinação define um declive. É o declive desencadeado por um desvio do equilíbrio, por uma diferença em relação a esse pré-equilíbrio que é homogêneo. Ora, justamente, o clinâmen é definido por Lucrécio, e duas vezes, por um mínimo. É o menor declive possível abrindo os caminhos para a existência. (…) Logo, o clinâmen é o menor desvio e o declive ótimo” (Michel Serres).

O (dis)curso de Jesus é diferença, não identidade. O dizer de Jesus é o menor porque vai contra os obstáculos posto por sua época e codificado em atos reacionários. Jesus nega reproduzir o discurso que gera a doença da cidade e começa a fazer do discurso a arma que engendrou quando criou a linha de fuga dos buracos negros. E não basta este discurso ficar com Jesus, ele deve ser partilhado, ele deve trabalhar para o bem comum, para a riqueza de todos na cidade. A cidade tem que ser o lugar do discurso, pois é dela que o discurso sai. Jesus vive primeiro para depois discursar, sente o mundo para poder ser o que diz. Bem comum, perseverar a existência como produção nova da Vida, da Vida como condição da produção do novo. Eis a importância política de desertar os lugares de poder e seguir o fluxo do novo.

Da Cidade surge a lei: não há morte 

Pensar a morte. Ter a experiência da morte – a saber, são disposições humanas que estão intimamente relacionadas à linguagem, ao falar e ao dizer. A morte como antecipação da impossibilidade própria a nós mortais (Heidegger). Nesta antecipação podemos nos afastar da morte e fazer de sua negatividade uma paixão positiva. Para não morrer é preciso estar disposto para a Vida. Talvez o lugar por excelência (arete) para pensar o pensar e a negação da morte seja a cidade e suas leis.

Primeiro, o que é pensar? Deleuze, a partir da conferência “O que quer dizer pensar?” de Heidegger diz: “Lembremo-nos dos textos profundos de Heidegger, mostrando que, enquanto o pensamento permanece no pressuposto de sua boa natureza e de sua boa vontade, sob a forma de um senso comum, de uma ratio, de uma cogitatio natura universalis, ele nada pensa, prisioneiro da opinião, imobilizado numa possibilidade abstrata…: ‘o homem sabe pensar, na medida em que tem a possibilidade disto, mas este possível não nos garante ainda que sejamos capazes disto’; o pensamento só pensa coagido e forçado, em presença daquilo que ‘dá a pensar’, daquilo que existe para ser pensado  – e o que existe para ser pensado é do mesmo modo o impensável ou não pensado, isto é, o fato perpétuo que ‘nós não pensamos ainda”.

Pensar, portanto, seria pensar o impensado, o novo, tudo que está “fora” dos pressupostos. Pensar não é representação. Seria uma disposição para o impensado, para o novo. Para nós, pensar seria não reproduzir a imagem do pensamento do Estado, isto é, não reproduzir as definições de liberdade, igualdade e solidariedade, segundo os pressupostos das relações econômicas da produção capitalística. Percebe-se, nesta reprodução, na organização jurídica das relações de troca, a lei como coerção, a justiça como castigo, uma imposição que, como nos diz Antifonte, gera uma legalidade capaz de coagir nossos sentidos, prescrevendo aos olhos “o que devem ver e o que não devem ver” (Barbara Cassin). Pensar a lei nesta produção significa agir, comportar-se e viver de acordo com os pressupostos impostos, conhecidos como legalidade.

É a cidade que é o lugar da lei. E quando a cidade é governada por leis motivadas pelo danoso, pelo castigo e pela vontade privada de satisfazer a admoestação como exemplo de conduta, a cidade perde sua potência de compartilhamento do pensar como novidade e transgressão da ordem natural. A lei é produção humana coletiva, desvinculada da produção econômica (por exemplo, a lei de mercado) a lei é um consenso que se dá pela ação do discurso, da persuasão pertencente a todos, onde todos possuem a técnica justaposta à razão e decidem juntos pelo bem comum da cidade. Lei: transgressão da ordem natural para a produção da cidade através da cooperação de todos aos olhos de todos.

Jesus via na lei não a coerção, mas a disposição de se compreender a necessidade do bem comum a todos na cidade. A lei, portanto estava para a Vida, não para a reprodução da violência do imperialismo romano e dos códigos religioso-jurídicos de sua época. Tanto que foi um subversivo, não se fez um subordinado, mas criou um novo modo de ser, posto que criou um novo pensar sobre a Vida. Daí Jesus ser Vida e ninguém ir ao Bem se não através dele, digo, de seu discurso. Podemos dizer, destarte: Jesus estava para além do bem e do mal, foi uma pessoa rara, um espírito livre, pois tinha a disposição para pensar o impensável no fato e, assim, problematizar o real.

Se a lei é um produto da cidade e da relação recíproca entre os discursos de seus concidadãos, a lei surgindo da cidade e não ao contrário, esta lei é uma tendência ao bem comum, e é saudável que nela possamos viver conforme, pois ela não se perseverar pela coerção, nem pelo temor, tão pouco pelo sentimento de vingança ou por um dinamismo do qual apenas transfere a interdição, a dor e o mesmo de um lugar a outro como uma metástase, mas porque, ela própria, a lei, será a ordem racional da cidade, a transgressão da ordem natural e mística a serviço da cidade e de todos que nela vivem. A lei será a fala de todos produzindo a cidade e sempre será o mote da jurisprudência filosófica.

É deste modo que dizemos: Jesus jamais morreu. Longe da morte que os cristãos são remetidos através de um Cristo paulino, acreditamos, singularmente, que o discurso de Jesus habita no mundo, é preservado por cada pensamento disposto a pensar o impensável. A estreita relação entre morte e linguagem (o domínio da linguagem sobre a morte, a forma pela qual o incondicional, o desconhecido é apreendido pela classificação gramatical) aqui ganha um novo fôlego: a linguagem não mais domina a morte, mas a liberta de seu fim inconteste, pois o homem como animal falante preserva seu ser nas inúmeras composições de seus discursos. Jesus não mais na Cruz. Jesus livre, solto como criança, como nos diz o poeta lusitano Pessoa. Jesus Vivo.

É deste modo que a paixão de Cristo aqui é transformada em uma paixão positiva de Jesus e sua caminhada até a crucificação é simplesmente o sentido da sua subversão e desertificação dos lugares de poder, da reprodução dos discursos perversos do poder. Importa Jesus Vivo. Por isso, em meio a multiplicidades de verdades, caminhamos junto a ternura, o humor e a inteligência com uma: a páscoa é linha de fuga, recusa e resistência, libertação e possibilidade de uma nova Vida, de novos códigos para a existência, sempre a pensarmos no bem comum na cidade. Jesus efetivou o êxodo para a Vida.       

    

CLINAMEN

___ oblíquas variações infinitas dos corpos ___

_______________Dissolução____________)))))))________Um curso não é uma meta com meios providentes para um fim objetivado. Um curso é um devir que ora é apanhado por corpos, ora apanha corpos em um processus in infinituum____________

____________(((((((((((((((((((((((((((((((((())))))____________Em sua construção etimológica-histórica, indivíduo salta do latim individuum e desdobra-se no grego, atomon. Corpus singular e indivisível. Como corpus social é uma potência individuação. Aí o medo das tiranias e o desespero em aprisioná-lo com seus medos apocalípticos_______________________(((((((((((((((((_____________A escola, como instituição arquitetônica, apanha o aluno, sem luz, para que o reflexo segmentado do professor inscreva em seus corpus cognitivo/afetivo os pontos geométricos do Estado. Enquanto o porteiro fecha o portão ao educando e ao educador_____________)))))))))
))))))))))))))))))(((((((((((((_____________Sobre Deus e seus préstimos
Nietzsche diz: “Deus está morto!” Sartre diz: “Se Deus está morto, tudo é permitido.” Deleuze diz: “Se Deus existe tudo é permitido.” Os “políticos” dizem: “Vivo ou morto, Deus serve para alguma coisa. Tem préstimo: serve para ganhar eleição.”__________________

____________________))))))))))))))))))))))))))__________O sorriso do tirano é a película de seu medo. A imagem que ele não consegue manter aprisionada, e impedir que ela chegue ao exterior________________((((((((((((((((((((((()))))))___________________Antes a escola era o território onde os saberes se movimentavam como liberdade. Hoje, dado o seu corpus arquitetônico-presidiário, é o olho paranóico de onde seus habitantes fantasiam a liberdade fora_________))))))))))))(((((((()))))))_________Maior mentira dos amantes “Te amarei por toda a vida”. Como o amor é um processual infinintuum, escapa a pontuação temporal. Logo, os amantes não encontram-se em sua duração__________

(((((((((((((()))))))))))))))____________O filósofo Walter Benjamin disse sobre a temporalidade da câmara cinematográfica: “A câmara confere ao instante uma espécie de choque póstumo.” Daí quê, se não for cinema, o público verá tão somente uma sessão necrofílmica

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___ oblíquas variações infinitas dos corpos ___

________Limiares________((((((((((((((((((((((((((((((_____________A Vontade de Saber não é acumular significados instrumentais, mas afirmar a Vida Poiética da Vontade de Potência____________)))))))))))))))))))))))))))))))))__________________

_____________Se o orgasmo não é humano, porque tanta fabulação colocando-o como a metafísica do prazer humano?__________________________))))))))))))))))))))))))))))

))))))))))))))______________________O filósofo Aristóteles diz que o homem é uma animal político, cujo fim racional é atingir o Bem. O animal não é da polis. É nômade: não tem finalidade. Logo, o animal político não é animal. É outro que Aristóteles não pôde conceber______________________________________(((((((((((((((((((((((((((((((

)))))))))))))))))))_____________O sistema capitalista é comparado com o buraco-negro. Uma zona-morta. Se alimenta de corpos que captura quando estes estão próximos. Quando captura estes corpos, ou eles também estão mortos, ou o buraco negro é fantasma______________________(((((((((((((((((((((((((_____________Se o orgasmo é impossível no homem, então que ele “relaxe e goze”. Mas antes um gozo simulado que um prazer mitificado____________________________________(((((((((((((((((())))

))))))))))))))))))))))))))))))))_______________Os ministros da justiça se sentem ofendidos: um juiz sentenciou fora de suas jurisprudências________________________

____________))))))))))))))((((((((((((((((((_________Como o espectro é sonoro, o poeta está certo: Ouvem-se estrelas! Não se vê estrelas. Elas não são forças construtoras de imagens: são elementos indiscerníveis__________________(((((((((((((((((((((()))))))))))
)))))))))))))))))))))))______________________Há homens que se tomam justos: julgam pelas leis de Deus. Há homens que se tomam justos: julgam pelas leis do homem. Não importa: são juízes-deuses. Niilistas_________________________(((((((((((((((((((((((((

))))))))))))))))))))))))____________________“Sou um ser que conhece!” Exclama, vaidoso, o homem. Mas como, se ele não pode se conhecer!?______________________

((((((((((((((((((((((((((()))))))))))))))))))))))))__________A Sofística afirma que o homem não é, não está sendo, no máximo move-se como um quase-nada. Ah! O seu orgulho é o nada!

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_____________Hiatos____________________O curso da Democracia é seu processual coletivo cujas variações produtivas escapam das vigilâncias paranóicas da posição rígida da tirania_______________           ))))))))))))))))))))))))))))________Emaranha-se como força-ativa entre as forças-reativas: o que não mata, rejuvenesce_____________
_________(((((((((((((((((((((((((((((______________Se o diabo existisse, possivelmente o corrupto o temeria: o dinheiro não seria valor para o senhor das luzes. Ajoelhado, o corrupto, chora clamando a Deus, não para ser perdoado, pois ele sabe que Deus é bondade, mas para buscar mais força para sua corrupção____________________((((((((

(((((((((((((((((((((((((((((((((___________Janus, o deus latino, têm duas faces: uma virada para trás, olha o passado; outra, virada para frente, mira o futuro. Janus não tem face no presente. Sendo ao mesmo tempo as duas faces, ele não ilude: o presente é um nada faceiro que nada conta___________________(((((((((((((((((((((((((__________A criança sentada faz percursos, trajetos, movimentos, repousos, velocidades, cortes, saltos, contrações, meios, produz afetos, enquanto, observando-a, sua mãe balbucia: “Como minha filha é ducada”_______________)))))))(((((((((((((_________

_____________Desenharam um imenso portão no deserto. A população inteira correu para ultrapassá-lo. Quando chegou do outro lado, percebeu que sua angústia continuava. Tentou voltar, mas o portão só abria para dentro_______________))))))))))))((((((((((((

)))))))))))))))))))))))))))______________________Há dois tempos: O tempo que perturba, e o tempo suave. Esse não mensura, daí não lhe ser útil__________________

__________________(((((((((((((((((((((((______________O escritor que extrai de suas vivências conteúdos para sua escritura, acredita ser necessário para seus leitores. Logo, credita-se Deus___________________________________))))))))))))))))))))))))))))))))))

____________Se a Obra de Arte é disjuntiva, a Exposição, para o mercado, é conjunção

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___ oblíquas variações infinitas dos corpos ___

______________Longínquo______((((((((((((((((((((((((((((_______Se uma criança narrasse aos seus pais a infinita beleza que compõe com a intensidade dos corpos que encontra em seus percursos, eles, assombrados, talvez, negassem sua paternidade____

_______________))))))))))))))))))))))))))))))))______________Nos incomoda o fato de Paulo fixar Cristo na cruz como símbolo de salvação. É impossível alguém ser salvo pela dor da crucificação. Na dor não passa vida. O peixe seria melhor símbolo: ele transporta devir-alegria___________________________((((((((((((((((((((((((((((((((((((

(((((((((((((((((((((((((((((((((((((((((((__________Se o gol é o fato fundamental do jogo de futebol, seria melhor que ele fosse reduzido ao bater pênaltis___________________

____________________)))))))))))))))))))))))))))))_________________É verdade que ao possuir objetos o homem aumenta sua relação no mundo objetificado. Mas é verdade, também, que diminui seu movimento no território livre___________________

__________________________(((((((((((((((((((((((((((((((((((_________Honestidade de uma mãe. A mãe, apontando sua própria barriga, disse para filhinha que ela saíra de lá. Espantada, a filhinha perguntou: “E por que tu me comeu?”_______________________

__________________))))))))))))))))))))))))))________________Freud, afirmou que o ato-falho é a ocultação de um signo-objeto que em verdade se quer revelar. Escrever uma carta a alguém que se tem estima e não remetê-la é um ato-falho. Ora, não há nada de ato-falho. Ao se escrever a carta revela-se um dom literário. Enviar ou não a carta é apenas uma conseqüência que depende do que se vive naquele momento___________

____________________________)))))))))))))))))))))))))))))))))______Em Athenas, a praça era o povo, assim como o céu era o voar. Na pós-modernidade há cidades sem praças e sem céus. Logo, não são cidades_____________________________________

____((((((((((((((((((((((((((((((((((((_____________________O poeta apóia o candidato demagógico. Qual sua escola poética, e qual seu estilo poético?

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___ oblíquas variações infinitas dos corpos ___

__________________Desvanecer__________________))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))________________________O egoísmo do homem lhe faz temente à morte, não pela morte em si, mas por sua imortalidade que continuará nos vivos(((((((((((((((((( (((((((((((((((((((((((((((((((((((((((((((____________________________A Lei enquanto Corpus-Jurídico é virtual. Só se torna real quando atualizada no Corpus-Social(((((((((((

((((((((((((((((((((((((((((_____________________Enquanto o filósofo Platão perseguia os sentidos (conceitos) das coisas (res) no Mundo das Idéias, o não-ser das coisas evanescia-se no Mundo Sensível)))))))))))))))))))))))))_________________Se o Devir é um processual de corpos afetivos/cognitivos permeados em zonas de indiscernibilidades que levam o sujeito a surgir como outro diferente do que era antes do Devir, o dito, “Recordar é viver”, é um sintoma esquizo-paranóide(((((((((((((((((((_______________ O silêncio de mulheres violentadas por homens interditados faz da Lei Maria da Penha um corpo amorfo que dormita no leito jurídico virtual)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))

_______________________________A fraude epistemológica do filósofo Kant foi afirmar que o homem não pode conhecer a “coisa em si”, mas só o fenômeno. Com essa afirmativa, além de propor um conceito sem matéria (suporte sensível), acreditou se livrar do Devir)))))))))))))))))))))))))))))))))))))))__________________Para o filósofo Bérgson a representação mental de uma idéia-imagem é um resquício atrasado, quase nada, do que restou da percepção de um sujeito com a matéria (entrelaçamento). Nisso, infere-se que a idéia do futuro é um duplo logro do homem((((((((((((((((((((((((((((((( ((((((((((((((((((((________________________Não há a mínima condição de afirmar que o beijo de Judas (se é que houve) em Cristo foi o símbolo da traição, já que o beijo ante de ser castidade é sensualidade, o que a má consciência não consegue negar

CLINAMEN

___ oblíquas variações infinitas dos corpos ___

_______________Vítreo_____________(((((((((((((((((A sensualidade encontrada no marketing da sociedade de consumo não passa de elogio a castidade: faz do consumidor eunuco__________________________________))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))))______________Quando o ressentido afirma que o outro é responsável por sua dor, na lógica da projeção, ele é sua própria responsabilidade, o outro inexiste((((((((((((((((((((

_______O desconhecimento de alguém que se surpreende com um político corrupto iniciando seu filho em sua carreira, é mais surpreendente do que o paternalismo do político corrupto)))))))))))))))))))))))))))))))))Os tratamentos como companheiro, camarada, passaram historicamente por três estágios políticos. 1 – As relações espontâneas entre os homens. 2 – Fluxos dos enunciados marxistas iniciados no século XIX. 3 – No embaralhamento das forças no neo-liberalismo. Este, incontestavelmente cretino)))))))))))))))))))))))))))))))___________________O sonho na vigília é a fantasia com a qual o sonhador veste a realidade. Daí que quando ele diz que sonha mudar sua vida, apenas afirma sua fantasia e a vigília continua a vida que lhe agrada)))))))))))))))

____________Alguém que finge protestar,lamentando ser a vida um eterno sofrimento, espera satisfeita seu assassino((((((((((((((((((((((________________SE a festa fosse um acontecimento alegre, a indumentária exigida seria supérflua))))))))))))))))))))))))))))))))

___________________________________Foi mistificando a Vida que o homem inventou a imortalidade metafísica. Assim, tirou de si a responsabilidade de afirmar o medo de sua imortalidade)))))))))))))))))))))))))))))))))__________________Se como afirma o filósofo Baudrillard que “a realidade é uma modelo de simulação”, toda nossa existência é virtual. Logo, além de velhas, todas as teletecnologias não nos servem para nada


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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