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EM MANAUS MAIS DE 10 MIL MANIFESTANTES ENSAIARAM DEMOCRATICAMENTE CONTRA A VIOLÊNCIA DO GOLPE PARA O GRANDE MOMENTO NO DIA 28 DE ABRIL

Manaus foi mais uma das muitas capitais do Brasil, junto com outros municípios do país, que se reuniu para o ensaio do grande momento político que ocorrerá no dia 28 de abril. O dia em todas as categorias irão se mobilizar em uma mega paralisação que deixará os golpistas atolados em total impotência.

Foram mais de 10 mil manifestantes na festa democrática que se concentraram na Praça do Congresso, no centro de Manaus, para depois, em contínuos discursos de representantes de várias categorias, descer a Avenida Eduardo Ribeiro, principal avenida do centro da capital do Amazonas, para depois formar outra concentração no encontro da dita avenida com a Avenida 7 de Setembro.

Durante os pronunciamentos dos representantes dos sindicatos, partidos de esquerda, movimentos sociais, várias categoriais profissionais, múltiplas enunciações da sociedade civil e, como não poderia ser diferente, a Associação Filosofia Itinerante (Afin), os transeuntes, compradores das lojas e trabalhadores comerciários também se manifestaram compactuando com a manifestação. Uma posição democraticamente racional, já que são os direitos de todos os trabalhadores que estão sendo suprimidos pelo desgoverno mais impopular da história do Brasil comandado pelo ilegítimo, desqualificado, indigente dublê de presidente, Temer.

O ensaio conseguiu apresentar duas grandes realidades fundamentais para a produção da democracia. Uma é a certeza que os manifestantes, embora de seguimentos diferentes, mas coesos democraticamente, encontram-se engajados no dever e necessidade de através da práxis e poieses política construir a democracia o que jamais os reativos niilistas golpistas, homens e mulheres tristes, invejosos e odientos, poderão realizar. Outro é a nítida preocupação que se observa na população que já entendeu que o desgoverno depreda o país e é ela que será a mais atingida. E que será ela a mais afetada pelos corpos maus implantados pelos golpistas.

Assim, algumas cenas dos ensaios foram criadas pelo olhar-movente do fotógrafo da Afin, ator, bonequeiro, educador, historiador Alcir Madureira. 

Vejam as imagens e criem suas proposições-transformadoras cumpliciadas com os conteúdos representativos dos personagens. 

BANDINHA DO OUTRO LADO FAZ FESTA MOSTRANDO QUE É NETA SINGULAR-ORIGINAL DE DIONÍSIO

4360506631_cce515d11b_oEntre os vários vetores fluxos mutantes e quantas desterritorializantes da Associação Filosofia Itinerante (Afin) que agenciam há mais de 14 anos em Manaus produções-moventes como corpos de novas formas de existir, sentir, ver, ouvir e pensar, a Bandinha do Outro Lado é festa singular e original da potência dionisíaca.

p1090569 p1090574 p1090576 p1090577 p1090581 p1090584 p1090589 p1090590 p1090599 p1090600A Bandinha do Outro Lado se imbricou como corpo dionisíaco há nove anos na Rua Jaú do Bairro Novo Aleixo, zona Leste de Manaus. Uma das muitas regiões populacionais desassistidas pelos governos reacionários que se apossaram do estado do Amazonas e da capital Manaus. Na linguagem politicofastra (linguagem do falso político, o tagarela do Legislativo, Executivo e Judiciário, corpos alienados da democracia), é um curral eleitoral onde esses personagens exploradores da miséria do povo, que eles mesmos fomentam, conseguem suas eleições, reeleições constantes.

Desde sua inicial apresentação nas ruas do bairro que a Bandinha do Outro Lado se atualiza como real através das próprias criações das crianças. Suas fantasias são concebidas e elaboradas por elas. Certo que com o auxilio de alguns moradores. Como Dona Antônia, por exemplo.

p1090602 p1090604 p1090609 p1090622 p1090627 p1090640 p1090652Como a Afin é um corpo comunalidade e sua atuação é sempre um processual coletivo, não seria coerente a Bandinha do Outro Lado, como expressão do personagem que forneceu corpos para a emergência do Teatro Grego, a Filosofia e a Política, que os moradores ficassem fora da composição festeira de seus netos.

p1090653 p1090663 p1090665 p1090678Nesse carnaval, que apesar de Temer e seus cúmplices golpistas, a Bandinha do Outro Lado fez sua festa em outra zona abandonada pelos exploradores governantes: Bairro Nova Cidade, que de novo só tem o nome: segue a antiga violência administrativa de outras zonas que não têm seus direitos urbanos garantidos. Fica no extremo de Manaus. Agora, a Bandinha do Outro Lado se apresenta na última rua, número 72, do bairro no limiar da mata, fronteira com um cemitério indígena. Porém, a potência dionisíaca-contínua segue a movimentação intensiva da poieses.

p1090686 p1090690 p1090691 p1090697 p1090702 p1090723 p1090742 p1090749 p1090757 p1090761Aqui a letra desse ano do carnaval da Bandinha do Outro Lado. Carnaval que vibrou por todo Brasil em um uníssimo Fora Temer! Para o bem da Democracia!

     A Bandinha do Outro Lado está na Nova Cidade Ô, Ô,Ô

     Veio lá do Novo Aleixo com sua festa vontade Ô,Ô

     Para fazer o carnaval Dionísio da criança

     Por isso, ninguém vai ficar fora da dança.

     “Corre, corre lambretinha”,” se a canoa não virar”,

     “Eu vou pra Maracangalha” “abre alas que eu quero passar”

     “Viva o Zé Pereira, viva o carnaval,

      Viva o Zé Pereira que a ninguém faz mal”.

     Vejam algumas imagens dionisíacas.

  Vejam um breve vídeo. 

ENQUANTO EM MANAUS A CANDIDATURA DE ZÉ RICARDO DO PT É ÓBVIA COMO A DOS OUTROS, EM SÃO PAULO A DE HADDAD É DEMOCRATICAMENTE ATIVA

Haddad

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O poder constituído, segundo o filósofo italiano Toni Negri, é a forma em que os corpos, econômico, político, social, estético, etc., são apresentados como realidade pelo governo de um Estado. São corpos regrados e normatizados usados pelos dirigentes para conduzirem e orientarem os habitantes desse Estado. Sem qualquer ilusão, na verdade é força-molar de imobilização.

O grande objetivo dos governantes é fazer com que o poder constituído se mantenha como realidade a ser preservada pelos sujeitos não ativos. Os sujeitos dos espíritos cativos, como afirma o filósofo Nietzsche. Uma realidade inalterável como verdade, onde todos os atos dos habitantes são meras repetições sem criação e atuação renovadora.

Já o poder constituinte, que na verdade deve ser conceituado como potência constituinte, é o “movimento real”, como afirma Marx que transforma o estado de coisa imóvel que o poder constituído resguarda como verdade inalterável. Ao contrário do poder constituído, a potência constituinte se mostra como corpos mutatio-renovatio, porque é fundado pela práxis e a poiesis. Ação como criação do novo.

A potência constituinte é a potência da multidão, multitudo como virtù criadora de novas formas ontológicas de existências. A democracia radical expressa em Machiavel, Spinoza e Marx que não se deixa prender pela democracia representativa burguesa que é o poder constituído reflexo do capitalismo. O capitalismo paranoico, como afirmam os filósofos Deleuze e Guattari.

A potência constituinte não é processada, como novo, apenas pelos corpos econômicos, mas, também, pelos corpos estéticos que expressam movimentos criativos que saem da potência criadora dos trabalhadores, dos artistas em forma de trabalho social revolucionário. Assim, como movimento ontológico práxis e poiesis, a potência constituinte emerge como criação no poder constituído para produzir nova forma ontológica de estar-no-mundo, onde o homem não deve sofrer privações como ocorre no poder constituído do capitalismo paranoico.

Em uma campanha eleitoral, dependendo da sensibilidade, inteligência e ética dos candidatos, os programas-projetos apresentados refletem ou o poder constituído ou a potência constituinte. Porém, no Brasil, a maioria dos candidatos, dado suas indigências políticas, reflete o poder constituído. Mesmo que alguns tentem passar uma superficialidade de ser diferente, os programas são os mesmos estados de coisas.

Em São Paulo, a candidatura do prefeito do Partido dos Trabalhadores, Fernando Haddad, é essencialmente devir potência constituinte. Nela os corpos que se movimentam se movimentam sempre como mutatio-renovatio. É um movimento criador que não se resume em Haddad, porque não há o novo sem a potência da multidão. É um movimento criador porque as individualidades dos sujeitos-ativos se compõem como potência da multidão. Devir, virtù, vontade de potência. Um movimento em que as singularidades dos habitantes produzem cartografias de desejos coletivos que se materializam como direitos de todos.

Infelizmente, em Manaus, a candidatura do deputado Zé Ricardo do Partido dos Trabalhadores não é traspassada pelo processual da potência constituinte. O programa-projeto, como práxis e poiesis, de Zé Ricardo, não é constitutivo de corpos que afirmam a vida coletiva como potência da multidão. Ele, com poucas exceções, é óbvio e tatibitate como os dos outros candidatos. Nada de novo. Todos são representantes do estado de coisa reacionário da direita. Os candidatos cronologicamente mais novos, são tão velhos em ideias fossilizadas politicamente como os velhos cronologicamente candidatos. Como diriam os sábios gregos, em relação às eleições em Manaus: “Não há nada de novo sob a luz do sol tropical de Manaus!”.

Zé Ricardo não fez essa leitura, e não fazendo essa leitura não teve a compreensão do mundo manauara cujos representantes partidários reacionários privam, com suas indigências políticas, a população da alegria de existir sem privação. Zé Ricardo não entendeu que com os mesmos códigos desativados da semiótica dominante ele não atinge os sujeitos-ativos que podem trepidar a molaridade do estado de coisa triste em que Manaus está submetida. Apanhado por essa trapaceira semiótica, Zé Ricardo só tagarela. Não percebeu e compreendeu que a única (com respeito ao candidato Queiroz do PSOL) candidatura que poderia encadear desejos mutatio-renovatio nessa eleição era a sua. Já que as outras são golpistas.

Mas Zé Ricardo não pode de todo ser tomado como o único responsável pela falta de ativação em sua candidatura, já que uma candidatura é coletiva. Por isso não há que se comparar sua candidatura com a de Haddad. Em São Paulo a candidatura de Haddad se movimenta em composição-ativa como heterogeneidade. Vários corpos tecem a cartografia de desejos da potência constituinte. Os artistas, os intelectuais são sujeitos-ativos. Em Manaus, ao contrário, parece que não existem artistas e muito menos intelectuais. Só mesmo tagarelas, reacionários, e alienados presos em suas camisas de forças vaidosas.

PROGRAMA “FALA, BURACO!” MOSTRA MANAUS A CAPITAL-BURACO

DSC01925Leia o diálogo entre o apresentador do programa virtual “Fala, Buraco!”, e um transeunte. Os dois ao analisarem os buracos que dominam Manaus durante décadas e que servem de cabos eleitorais para eleger candidatos, principalmente prefeitos, concluem que Manaus não é uma cidade, mas tão somente um buraco-orbital onde seus habitantes e visitantes acreditam que se movimentam e se relacionam na superfície e não suspeitam que se encontram na voracidade de sua profundidade buraco-negro.

HOMEM (Um homem se aproxima de outra que se encontra fotografando um buraco) – O senhor está fotografando esse buraco?

DSC01915 DSC01919 DSC01926 DSC01935 DSC01937 DSC01938 DSC01943HOMEM II – É. Eu fotografo buracos.

H – Mas para quê? Buraco é tão feio.

H II – Depende.

H – Não. Buraco é sempre feio.

H II – Nem todos têm essa opinião.

H – Não acredito que exista alguém que goste de buraco.

H II – Tem.

H – Quem?

H II – O prefeito. Se ele não gostasse de buraco ele não deixava a cidade cheia de buracos. Quando a gente gosta de uma coisa, a gente mantém. Não é.

H – É, mas buracos.

H II – Pois é, cada um com seus gostos, e gosto não se discute.

H – Então, o senhor fotografa buracos por que gosta?

H II – Não. Eu fotografo porque eu tenho um programa na internet em que os buracos são os principais personagens.

H – E qual é o nome do programa?

H II – Fala Buraco. No programa eu apresento as entrevistas que eu faço com os buracos onde eles contam suas vidas, quando apareceram, como estão se sentindo nessa prefeitura, quais seus planos para o futuro.

H – Então, o senhor tem muito material, porque Manaus é cheia de buracos.

H II – Na verdade, Manaus é um buraco só. Tem buraco da Zona Leste que se junta com buraco da Zona Norte. Tem buraco que nasceu na Zona Sul e se junta com buracos do Centro.

H – É verdade! Um amigo me contou que uma vez um cara muito lombrado, colega dele, caiu em um buraco na compensa. Quando acordo, tudo escuro, ele não onde se encontra. Olhou para sua direita e viu uma luzinha longe, e começo a andar na direção. Andou, andou, andou e quanto mais andava a luz ia aumentado. Aí, ele sentiu que pisava em uma s coisas duras, parecidas com pedaços de pau. Quando olhou bem, eram esqueletos de pessoas, correu e subiu em um buraco, que era uma sepultura. Sabe onde ele saiu? No cemitério dos índios na no fim da Nova Cidade.

H II – Semana passada ocorreu um caso parecido com este. No fim da tarde de um sábado, no Jorge Teixeira III, uma senhora cansada de tanto trabalhar, caiu em um buraco. Os moradores correram para acudi-la, mas não conseguiram: ela desapareceu. Chamaram o bombeiro, e o prefeito, para fazer onda, compareceu no local. Olhou o buraco e negou que a mulher tivesse desparecido no buraco porque o buraco tinha fundo. Uma mulher protestou afirmando que não tinha porque ninguém via. O prefeito contestou afirmando que estava vendo o fundo. Aí alguém disse se ele estava vendo o fundo que ele pulasse no buraco e tirasse a senhora. O prefeito deu uma de ‘migel’ e se mandou. Cinco horas depois a senhora apareceu no meio do palco do Teatro Amazonas onde estavam realizando uma festa às autoridades locais. Quando o diretor viu a mulher toda suja de barro, bosta e lama tentou tirá-la à força do palco. Ela se desviou e gritou que as autoridades deveriam era saber o que tinha embaixo daquele teatro. Milhares de corpos de índios e cabocos que foram mortos na construção daquela casa de vaidade da burguesia. Esse caso foi bem divulgado.

H – Saiu na TV Globo?

H II (Indignado) – Porra nenhuma! A Mulher não era globotária. Bem que a Globo tentou fazer uma matéria com ela, mas a equipe de jornalistas foi expulsa na porrada. A comunidade unida gritou palavras de ordem: Fora Globo golpista! O Povo não é bobo, abaixa a Rede Globo! A verdade é dura, a Globo apoiou a ditadura! Se a Globo acabar o Brasil vai melhorar! A Globo é corrupta, não tem nada de justa! Fora Globo e Leva Temer Contigo! A Globo é imoral, ataca Lula e Dilma em seu jornal! E na correria, o carro de reportagem ainda caiu no buraco.

H – Só estes dois casos mostram que os buracos formam uma família só.

H II – Exatamente. Todos os buracos são parentes. Essa relação de parentesco, e mais o gosto do prefeito, faz com eles se mantenham.

H – O senhor muitos buracos velhos, ou na sua maioria são novos?

H II – Tem muitos buracos novos nascidos nessa prefeitura, mas têm alguns velhíssimos, do tempo do vai pra porra. Mais velhos do que a mentira.

H – Cacete! Então é velho mesmo, porque a mentira nasceu antes de Adão e Eva. Mas como o senhor sabe que eles são tão velhos?

H II – É fácil entender, embora a população não perceba por ignorância e cumplicidade com os políticos.

H – Como assim?

H II – Os buracos são verdadeiros cabos eleitorais. Buraco elege prefeito e deselege. Por exemplo, só para ilustrar. Os últimos quatro prefeitos foram eleitos através dos buracos. As campanhas eleitorais deles tinham como objeto principal o combate aos buracos.  Todos eles afirmaram que iam acabar com os buracos.

H – E o povo acreditou na mentira.

DSC01945 DSC01946 DSC01947 DSC01948 DSC01950 DSC01952 DSC01956 DSC01958H II – Pois é. O quarto prefeito passado jurou acabar com os buracos. Não acabou: aumentou mais. O terceiro prefeito aproveitou os buracos que o quarto tinha deixado e fez sua campanha prometendo acabar com os buracos. Também só aumentou. O segundo na mesma cadência. Só aumentou. E esse agora não deixou barato. Hoje, tem buraco dentro de buraco.

H – Meu Deus! É mesmo?

H II – É. Um dia desse eu fui entrevistar um buraco-abismo onde já havia caído uma família inteira, um ônibus, uma Kombi, uma moto e uma carroça.

H – Uma carroça?

H II – Sim. Com cavalo e tudo. Quando eu comecei a entrevista percebi que não era só o buraco-abismo que falava. Comecei a ouvir outras vozes-buracos. Olhei para todo lado para ver se os outros buracos em redor de mim estavam falando, mas nenhum deles falava. Me concentrei bem, e percebi que as vozes vinham do mesmo buraco-abismo. Era um monte de buraco falando, querendo falar sobre suas vidas e aparecer nas fotos.

H – Que coisa impressionante.

H II – Não é impressionante não, porque o povo não ver. Se o povo prestasse atenção aos buracos ele não votava em quem afirma que vai acabar com eles, porque é mentira.

H – Sem querer defender os prefeitos, que eu sei bem quem eles são, adoram fingir que falam a verdade, mas a chuva também é responsável pelos buracos.

H II – Na-na-ni-na-não! Durante todo ano Manaus é cheia de buraco. Com a mudança climática, tem chovido menos na cidade, e mesmos assim os buracos estão sempre na moda.

H – Bem, com toda essa sua afirmação sobre o predomínio dos buracos em Manaus, e sua capacidade de eleger prefeitos, não seria melhor que os buracos se candidatassem?

H II – É verdade. Mais tem um problema.

H – Qual é?

H II – Na verdade são dois. Se eles se candidatam prometendo acabar com os buracos, e eles são os buracos e são muito éticos, se eles acabarem com os buracos eles desaparecem, morrem e a cidade fica sem prefeito.

H – Essa é uma verdade. E o outro problema?

H II – O outro é muito preocupante. Como Manaus é um único buraco gigante formado por milhares de outros buracos, se eles acabarem com os buracos Manaus desparece. E aí, dança eu, dança tu, dança até a mãe do Jaú.

H – Cara, essa é uma cruel verdade! A que ponto chegamos! Estamos refém dos buracos! E alguns desses prefeitos ainda querem se candidatar.

H II – Mas tem uma saída para Manaus não acabar.

H – Qual?

H II – O prefeito de Manaus deve ser sabe quem?

H – Quem?

H II – O povo!

H – Mas você não disse que ele é ignorante não se compromete.

H II – Mas com uma boa orientação política sobre os direitos dos moradores da cidade, não há analfabeto político que não seja educado democraticamente e passe a ser senhor de seu próprio destino. O povo entendendo que ele criou a sociedade civil, o Estado, e as instituições não tem que lhe engane.

DSC01962 DSC01964 DSC01967 DSC01967 DSC01970 DSC01965 DSC01971 DSC01961 DSC01972H – É verdade. O povo entendendo que ele existe por si mesmo, que foi ele quem produziu seu ser-social, adeus candidatos exploradores.

HII – É a verdadeira democracia!

ALÉM DE NÃO TER SUA CAPITAL ENTRE AS CIDADES PREMIADAS PELO “TRATA BRASIL” O AMAZONAS É UM DOS CAMPEÕES DE PERDAS NA REDE DE DISTRIBUIÇÃO

bueiro-abertoAs histórias de muitas cidades e estados são apresentadas através de um feito importante que serve para indicar uma mudança para melhor ou pior. O feito que vira um marco que carrega a enunciação antes e depois. Uma espécie de plágio dos indicadores A.C. e D.C: antes de depois de Cristo.

Esse marco enunciador do antes e do depois de uma cidade ou estado tem como seus produtores os governos e a população. Uma cidade e um estado são resultados das composições de forças ou potências dos governos e população. Quando a composição é de força temos uma cidade e um estado ignóbil, triste administrativamente, já que força não é criação. Força é manutenção do que já foi posto como desnecessário, mas que deve permanecer. O que é desnecessário para o diálogo como mudança. Porém, quando a composição é de potências temos a criação através do diálogo e práxis citadina.

Deixando as ditaduras de lado, porque são regimes autoritários onde não há o desejo da população como práxis de existência, os governantes das cidades e dos estados são eleitos democraticamente pelo povo. O que significa que o povo encontra-se comprometido com a orientação tomada pelas administrações dessas unidades políticas.

Daí que o povo tem responsabilidade nos destinos da cidade e do estado. Se ele elege um governante molar que vai governar pelo status quo que já foi sedimentado na cidade e no estado, ele, como povo, é o responsável por essa orientação-administrativa imóvel. Assim, como, também, se ele elege um governante molecular ele é responsável pela administração propriamente democrática que se realizará como potência democrática.

Enquanto algumas cidades têm seus marcos antes e depois, a capital Manaus e o estado do Amazonas, é um seguimento só. Nada mudou seu curso conservador-molar. Jamais teve um governante que realizou junto com o povo um feito que se possa tomar como referência para se afirmar o antes e o depois.

Alguns ufanistas telúricos incautos recorrem à instalação da Zona Franca em Manaus como um grande feito que pode ser usado como antes e depois. Na verdade, a Zona Franca nada mudou. Serviu, e serve, mais de elemento sedutor do que de elemento produtor de novas formas de existir no plano material, já que imaterial não é seu objetivo. Politicamente a Zona Franca continua sendo o grande apoio dos candidatos aos governos que trabalham para manutenção do status quo que se tornou tradicional em Manaus e no Amazonas.

Nessa condição conservadora da imobilidade urbana e citadina, não é surpresa a divulgação de estudos que não colocam Manaus entre as cidades com melhores indicadores na coleta, no tratamento de esgotos e na redução de perdas no abastecimento. A real condição de Manaus jamais poderia lhe permitir ser premiada pelo Instituto Trata Brasil que baseado no Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento premiou a cidade de Maringá, no Paraná, por 94% de sistema de esgoto tratado. E mais 16 cidades que atingiram 76,1% no tratamento de esgoto quando a média nacional é de 39%.

Essas 16 cidades no quesito referente à coleta 95,11%, muito superior a média nacional que é de 48,6%. Cidades como Limeira, Franca, no estado de São Paulo, a capital mineira, Belo Horizonte, chegaram 100% de esgoto coletado.

Falando sobre as condições precárias de saneamento em outras cidades, o secretário nacional de Saneamento Ambiental, Paulo Ferreira, disse que situação é dramática.

“São situações dramáticas que ocorrem no saneamento, que pensávamos que só existiam na África”, disse Paulo.

Já a média de perdas nas redes de distribuição de água, em razão de fraude no sistema, erros de leitura dos hidrômetros e vazamentos é de 37%. Por sua condição administrativa calcada no modelo imobilidade molar, o estado do Amazonas é um dos campeões com 72%, só perdendo para o estado do Amapá – do senador ex-socialista do PSOL, Randolfe Rodrigues, que agora se tornou mais um membro do fundamentalismo partidário da Rede da pastora Marina -, que atingiu o percentual de 76%.

Essa perversa realidade é nada mais do que o reflexo histórico do conservadorismo, do nepotismo e da indigência política que sempre predominou no estado e na capital proporcionados pelos governos de direitas.

Mas é preciso ter otimismo e acreditar que é possível a mudança através do devir-povo para que, como diz Brecht, “nos futuros terremotos não venha meu cigarro apagar-se por causa da amargura”.

É por essa condição sub-urbana  e sub-citadina que a Associação Filosofia Itinerante (Afin) considera Manaus uma não-cidade. E ainda tem quem se sente magoada.  

EXACERBAÇÃO DA VIOLÊNCIA EM MANAUS REAFIRMA SUA CONDIÇÃO DE NÃO-CIDADE

“Relativamente aos políticos, em contrapartida, julga-se que estão mais

ocupados em preparar armadilhas aos homens do que em dirigi-los

pelo melhor…”

O filósofo holandês Spinoza, autor do sublime tratado Ética, em sua obra fundamentalmente política, inacabada, Tratado Político nos envia para o mais concreto e humano sentido de cidade, cidadão e administração. Ele afirma que o estatuto do Estado é civil, o corpo inteiro do Estado civil é a cidade e os negócios comuns, República.  O estatuto civil é a potência da multidão criada pela composição das potências de todos os homens. A potência da multidão como estatuto civil é o regime democrático. E nos leva a entender que “o melhor governo é aquele sob o qual os homens passam a sua vida em concórdia e aquele cujas leis são observadas sem violação”.

Dessa forma Spinoza nos concede o direito de efetuar um entendimento sobre o que vem ocorrendo em Manaus em relação à violência que nega a segurança pública. Já é do saber nacional que Manaus é um território em que predomina um alto grau de violência e, consequentemente, um alto grau de insegurança social. Os meios de comunicação juntamente com instrumentos virtuais divulgaram desde duas semanas passadas os homicídios que ocorreram em Manaus. Mas o que se tornou mais preocupante, agravando a insegurança da população, principalmente a mais carente, visto que a privilegiada tem suas próprias seguranças financeiras e eletrônicas, foi o número de pessoas mortas no fim da semana que passou entre elas civis sem qualquer passagem pela polícia.

Segundo informações, foram 34 pessoas assassinadas. De acordo com notícias, ainda sem comprovação, trata-se de luta entre facções do tráfico. E, também, de acordo com notícias ainda sem informação, trata-se de execuções realizadas por agente da Polícia Militar como forma de vingança em relação ao assassinato de um membro da corporação que foi assaltado e morto, crime de latrocínio, depois de retirar dinheiro de um banco.    

Diante das ocorrências, os órgãos de segurança do Amazonas, comandados pelo governador José Melo, iniciaram investigações para saber a causa dos assassinatos e seus autores. Como se pode entender, uma decisão comum em casos como estes com o objetivo de conceder explicação à população insegura que se encontra nesse estado de insegurança há décadas. O que significa que a violência em Manaus só vem aumentando, confirmando que o seu tempo histórico foi imobilizado, já que a história é a mudança qualitativa de um povo e não mero fenômeno cronológico.

Nesse caso de total irracionalidade social, como diz o filósofo Spinoza, realizar investigações é necessário, mas não é o fundamental, já que o status de violência de Manaus só continua predominando sobre a população. O fundamental é a mudança de agenciamento coletivo de enunciação estratificado na subjetividade-violência que se instalou em Manaus contribuindo para que ela continue uma não-cidade. Uma subjetividade que há anos vem apanhando a população e impondo suas forças paranoicas repressivas que impedem a produção de novas cognições e afetos capazes de criar outra subjetividade alegre expressadas em alteridade, tolerância, confiança, coragem e comprometimento ontológico com a existência social.

O psiquiatra filósofo da práxis, Félix Guattari, amigo do filósofo Deleuze, nos mostra, “quer tenhamos consciência ou não”, que “o espaço construído nos interpela de diferentes pontos de vista: estilístico, histórico, funcional, afetivo. Os edifícios e construções de todos os tipos são máquinas enunciadoras”. São corpos materiais e imateriais que atuam com agenciamento coletivo de enunciação que estratifica subjetividade que se torna dominante.

Para entender melhor o filósofo Guattari, autor da revolucionária obra Caosmose – Um Novo Paradigma Estético, se faz necessário ouvir novamente Spinoza sobre o que ele mostra o que vem a ser os significados de urbe e civita, também o filósofo apreciou esses conceitos. Spinoza afirma que urbe são os corpos materiais de uma cidade como prédios, logradouros, públicos, praças, ruas, casas, etc. Já Civita, que significa cidade, que é produzida através das formas de relações entre seus habitantes. É pela potência-cidade que os homens tornam-se cidadãos, pois como diz Spinoza, “os homens, com efeito, não nascem cidadãos, mas formam-se como tais”.

Daí se entende o que Guattari quer dizer ao afirmar que os agenciamentos coletivos de anunciações estratificam subjetividades que tendem a ser dominante, visto que esses agenciamentos são codificados por corpos materiais e imateriais que afetam a população clivando nela seus componentes que determinam seus comportamentos individuais e sociais. Se a subjetividade é opressiva, inconsequente, desumana, distanciadora, é certo que a população vai se sentir insegura. Pois é essa subjetividade opressora que predomina em Manaus há décadas que se exacerbou no pós-ditadura com governantes sem qualquer sentido politico, estético e ético do que seja urbe e civita. O sentido de urbano desses governantes sempre foi divorciado da dimensão humanidade.

As deficiências no transporte coletivo, na educação, saúde, entretenimento, falta de emprego, são alguns corpos produtores dessa subjetividade opressora produzida por esses governantes que fixaram essa subjetividade que é traduzida por insegurança social expressada na violência. E o pior, essa subjetividade encontra-se emaranha nas instituições que tiveram seus corpos anemizados impossibilitando a realização de suas reais funções. Por isso, grande parte da população não se sente solidarizada com essas instituições e nem se sente solidarizada por elas, visto que os governantes anemizaram a potência da multidão negando o estatuto civil ao negar a participação da população no que lhe é de direito. Tudo porque, para esses governantes, o que conta é ser eleito.

Que se faça investigações policiais, julgamentos e condenações jurídicas, mas o âmago dessa patologia social se encontra diretamente ligado a ausência de dimensão política dos governantes, seus aliados no legislativo e a classe media indiferente que os sustenta com sua alienação e convicção capitalista. Para esses governantes e aliados, o conceito e a práxis de cidade se resume na administração-financeira de um território onde se encontram moradores. Tudo porque a investida na política partidária por eles foi só para satisfazer, vaidosamente, impulsos pessoais. Nada coletivo, visto que o coletivo para eles são apenas abstrações, nada concreto saído de vivências singulares onde o humano é espírito animador da existência.

Assim, com a práxis estatuto civil, corpo inteiro do estatuto civil como cidade e negócios comuns como República, além da subjetividade política, estética e ética, ausentes em Manaus, não há como não entender a exacerbação da violência como a reafirmação de sua condição de não-cidade, já que só se pode falar de cidade quando ela se encontra em sua própria jurisdição, onde o medo e a ameaça não existem sobre seus cidadãos, como diz Spinoza.

O que não é o caso da não-cidade Manaus

MANAUS, A NÃO-CIDADE ONDE OS BURACOS SÃO CABOS ELEITORAIS. PELOS BURACOS TU ENTRAS PELOS BURACOS TU SAIS

IMG-20150329-WA0015Uma cidade é um devir político constitutivo das composições das potências, homens e mulheres. Carrega um estatuto comum, que é seu estado de ser, que se mostra como corpo social ou Bem comum. Da práxis politica nascem os direitos e os deveres de todos seus elementos constitutivos em forma de cidadãos. O que significa que é a sociedade em geral que produz o corpus político como imanência cidadania.

Entretanto, quando o corpus político encontra-se enfraquecido em função da frouxidão das relações entre a sociedade civil e os governantes, que falham em suas atribuições administrativas, não podemos tratar de uma cidade, mas de uma não-cidade. Porque não há cidadania, já que a condição de cidadania é produzida pelos habitantes desse território junto aos direitos e deveres nascidos no processual governo e indivíduos. 

IMG-20150329-WA0006 IMG-20150329-WA0007 IMG-20150329-WA0008 IMG-20150329-WA0009Entende-se então, que não é porque alguém mora – mora, porque habitar é da ordem da cidadania, morar é só endereço – em determinado território configurado pelos organismos administrativo, econômico e jurídico que esse alguém é um cidadão. Um cidadão é um indivíduo que usufrui dos seus direitos confluídos na imanência do corpus político cujo governante também se toma como individuou citadino. Fora essa práxis não há cidadania e não havendo cidadania o que há é uma não-cidade.

Desse quadro pode-se inferir, politicamente, que Manaus é uma não-cidade que os incautos ufanistas-telúricos categorizam, orgulhosamente, como cidade. Chamam de cidade, porque não sabem que esse dizer é apenas a configuração simbólica de que eles necessitam como proteção. Eles acreditam que as existências das instituições, por isso, colocam Manaus como uma cidade. Não atentam para a dimensão deviriana de uma cidade que deve encontra-se sempre em produção coletiva de bens plurais.

A não-cidade Manaus, assim é, porque historicamente sempre careceu de políticas públicas que encadeassem elementos constitutivos de cidadania. Como se diz no conceito clássico, cidade é um corpo composto de duas categorias urbe e cite. Urbe o conjunto dos corpos materiais: praças, prédio, ruas, logradouros públicos, etc. Cite os corpos imateriais: as relações sociais, a estética, a espiritualidade, etc. Na verdade um corpo de subjetivação de seus habitantes como objetividade. O que faz com que um habitante de uma cidade seja diferente de um de outra cidade.

Como Manaus é uma não-cidade fica fácil, em tempo de eleições, um candidato se eleger ao cargo de prefeito recorrendo aos corpos que fabricam a condição de não-cidade. Por exemplo, buracos. Os buracos de Manaus são eficientíssimos cabos eleitorais. Como se sabe os buracos são produções urbanas. Onde o homem não habita, existem depressões geográficas, mas não podem ser classificadas como buracos, porque os buracos são obstáculos criados nas não-cidades cujas características impossibilitam as mobilidades tanto dos pedestres como dos veículos.

IMG-20150329-WA0013 IMG-20150329-WA0014Em síntese, os buracos passam a ser uma das principais preocupações dos moradores da não-cidade. Chegam a ser conteúdos manifestos de seus sonhos. Os moradores da não-cidade têm sonhos povoados de buracos. É claro que Freud sai em defesa dos prefeitos, porque vai dizer que na verdade não se trata de buracos reais, mas do símbolo da vagina. Freud diria que quando nós manauaras sonhamos com buracos, na verdade nós estamos expressando nosso desejo reprimido-edipianamente por nossas mães. Uma espécie de sublimação-onírica da castração. O que significa que para Freud não há buracos em Manaus. Coisas de Freud que os prefeitos adoram e respeitam.

Mas, deixando Freud de lado, vamos pegar três prefeitos para mostrar a eficiência eleitoral dos buracos. Amazonino Mendes, que já foi várias vezes governador do Amazonas, o que lhe ajudou a ter fama para ser acusado de participar da compra de votos para reeleição de Fernando Henrique, seu amigo, se elegeu fazendo campanha calcada nos buracos que dominavam Manaus. Quando deixou a prefeitura, Manaus era mais ainda não-cidade. Então, veio Serafim, com a missão ‘inumana’ de desburacar a Manaus. Saiu e Manaus abriu mais a boca. Com Manaus com a boca arreganhada, Amazonino se lançou prefeito. Ganhou, saiu e o arreganhamento buracal se multiplicou.

Foi então, que o candidato que prometeu surrar Lula, Arthur Neto, do partido da burguesia-ignara-parasita, PSDB, potencializou os buracos em sua campanha. Resultado: em seu terceiro ano de mandato, Arthur conseguiu esburacar Manaus com uma eficiência que nem Amazonino e Serafim tiveram. Manaus é um lugar apropriado para prática de salto à distância. Em uma época que a falta do uso do movimento corporal é considerado inimiga da saúde, Manaus é uma clínica coletiva-pública de produção de saúde. Contornar buracos, saltar buracos, entrar em buracos é o máximo de exercício saudável.  

IMG-20150329-WA0016 IMG-20150329-WA0017Mas os buracos têm seus princípios democráticos: ele coloca no poder, mas também tira. O dito popular confirma: “pelo buraco tu entras, pelo buraco tu sais”. Quem frequenta, teimosamente ou por preocupação com a saúde, os bairros e centro de Manaus, sabe que a Lua, com suas crateras, morre de inveja dessa não-cidade. E a inveja é tamanha, que uma grande parte da sociedade manauara a interpretou e analisou, concluindo, que é quase impossível a reeleição de Arthur.

Como diz àquele poeta: Buraco também é gente!


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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