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PROFESSORES TENTAM DIÁLOGO, MAS GOVERNADOR AMAZONINO CONTINUA INTRANSIGENTE

Produção Afinsophia.

Em movimento contínuo da luta pela educação-democrática, os profissionais da educação  do estado do Amazonas, tentaram, na manhã de hoje, dia 28, encontrar em contato com o governador Amazonino, porém tiveram o seu intento frustrado pela intransigência desse que há anos tem se mostrado inimigo da educação.

 Quase cinco mil trabalhadores da educação se dirigiram ao palácio do governo que fica no Bairro da Compensa, mas não viram o intento profissional compensado. Amazonino não se colocou acessível ao diálogo impedindo a entrada dos grevistas ao recinto oficial. Diante da obstrução dialógica, impossibilidade da práxis-política-transformadora, os trabalhadores da educação realizaram alguns atos contrários à intransigência amazoninozoica: perseguição aos professores, recusa de contactar com o mundo real. 

    Durante a mobilização, vários professores realizaram parlamentos denunciando o quadro que já mostra sinais claros de esquizofrenia-social: impossibilidade da fala construtora como expressão da sociedade-democrática. Porém, esse  surto não ocorrerá, tratando-se da potência-política dos trabalhadores, já que a greve é a expressão da produção de saúde do trabalhador. Não se deixar oprimir para não entrar no quadro esquizofrênico promovido pelas forças antidemocráticas.

   Um fato novo foi apresentado na luta dos professores, nessa manhã. Centenas de estudantes, em comboio, compareceram ao ato se solidarizando com a causa que também envolve eles. Desta forma, comprova-se que Amazonino, com sua obstinação, vem conseguindo fortalecer a luta. Um talento próprio dos intransigente que ninguém pode desprezar. Amazonino despertou o coração do estudante. Logo ele que fantasiava, em um de seus passados, se aposentar para se dedicar ao ensino de filosofia aos jovens das periferias. 

   Dando continuidade ao calendário de luta-sagrada da quadra cristã, os grevistas vão manter encontros setoriais, pela parte da tarde, nos diversos bairros da cidade para que o fogo prometeico continue intenso em seu calor e brilho. 

     Avante, Companheiros e Companheiras!  

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MANAUS DESPERTA COM CARREATA-HISTÓRICA PRODUZIDA POR PROFESSORES CONTRA INTRANSIGÊNCIA DO GOVERNADOR AMAZONINO QUE TEIMA EM NÃO ATENDER REIVINDICAÇÕES DA CATEGORIA

   

Produção Afinsophia.

                                                                                                             “O homem é, no sentido mais literal, um dzôon politikhón,

                                                                                                    não só um animal sociável, mas um animal que só em sociedade

                                                                                                    pode isolar-se”.

                                                                                                                                                   Marx

 

                      Qualquer trabalhador, não alienado, sabe que a greve é o fundamento de sua existência como sujeito-produtivo. Um saber-trabalhador que não precisa ter lido Marx. É o que está sendo manifestado pela maioria dos trabalhadores da rede de ensino público do estado do Amazonas. Escreve-se a maioria dos trabalhadores, porque uma diminuta parte, pela força de sua alienação-política, não sabe dessa potência-política do trabalhador que é a grave. Daí se encontrar sob o comando do governador Amazonino. Essa diminuta parte não aprendeu com o humorista-filósofo, Millor Fernades, que “quem se abaixa ao opressor, mostra a bunda ao oprimido”. Síndrome de deficiência-pudenda. 

          Pois bem, conforme o prometido ontem, dia 22, dia em que o STF, através de uma liminar, impediu que Moro e assemelhados, como a Globo-americanófila, se exultassem com a prisão de Lula, os  professores, pedagogos e  funcionários administrativos, produziram pela manhã de hoje a carreata-histórica de sua categoria tendo por leitmotiv às reivindicações profissionais junto ao intransigente governador do Amazonas, Amazonino Mendes. A carreata-histórica da categoria – pela primeira vez os agentes da educação no Amazonas produziram um feito jamais visto na história sofrida do estado – contou com quase três mil carros. Não houve mais veículos,porque, como se sabe, a categoria dos professores, em função de seus salários, não ganha o suficiente para poder comprar um veículo. Aí, um dos fatores do significado histórico da carreata. 

         Logo pela manhã, os profissionais da educação se concentraram em frente da Arena Amazonas – uma obra superfaturada – para determinar quais os percursos iriam seguir, já que o objetivo era chegar ao centro da cidade. Decidido os percursos, após alguns pronunciamentos, eles começaram o duplo movimento: movimento-matemático-geográfico, locomoção dos veículos; e movimento-consubstancial, transformações de suas consciências-ontológicas. 

        Chegaram em frente da Assembleia Legislativa do Estado, corpo que comporta a maioria de deputados reacionários, golpistas como os oito deputados federais do Amazonas que votaram pelo golpe em favor da opressão norte-americana, realizaram algumas falas, já que tais deputados são afásicos, pegaram, a Avenida Djalma Batista, em seguida às Ruas Comendador Clementino, Japurá, Tarumã, Avenida Getúlio Vargas e chegaram ao local do desfecho. Uma festa que afetou de alegria os transeuntes que em sua maioria se encontra cúmplice com os grevistas. 

         Agora, pela parte da tarde, os trabalhadores da educação encontram-se reunidos nas setoriais-comandos de greve distribuídos pelas zonas-geográficas da cidade de Manaus. Cada membro apresentará suas propostas de manutenção da grave, e decidir se a greve será por tempo indeterminado ou não. Quer dizer: indeterminado por Amazonino, já que ele teima em cultivar seu “nino”. Como dizem os profissionais da educação para Amazonino: “Governador, fala a verdade, educação nunca foi prioridade!”

          Marx manda mais lembranças aos pseudos trabalhadores-alienados que se encontram cooptados pelo governo. “Não digais que o movimento social exclui o movimento político. Não existe, jamais, movimento político que, ao mesmo tempo, não seja social”. 

        Avante, Companheiros!  

COISA DO INDIGENTE ESTADO DE SAÚDE NO AMAZONAS: IRMÃO DO GOVERNADOR TAMPÃO DISCUTE PROPINA COM DIRETORA DE INSTITUTO

Produção Afinsophia. 

Ouça o vídeo. Porém, não esqueça de lembrar: no Amazonas há mais de 30 anos, quando o grupo de politicofastros (falso político, no grego) o capturou, todos os serviços públicos se mantém em estado deplorável. E a alcunhada saúde não deixa por menos. Como se sabe, todasas secretarias são transformadas em feudos do grupo. É essa subjetividade perversa quem alinha todos que se pretendem representantes do povo em todos os seguimentos do estado-capturado.

   Por isso, não foi surpresa os oito deputados federais e os dois senadores, votarem com o golpe que extraiu a fórceps a presidenta Dilma Vana Rousseff  do governo popular, eleita com mais de 54 milhões de votos democráticos.

     O diálogo não tem nada de surpreendente. Como se diz no debocha: Faz parte.

 

EM MANAUS MAIS DE 10 MIL MANIFESTANTES ENSAIARAM DEMOCRATICAMENTE CONTRA A VIOLÊNCIA DO GOLPE PARA O GRANDE MOMENTO NO DIA 28 DE ABRIL

Manaus foi mais uma das muitas capitais do Brasil, junto com outros municípios do país, que se reuniu para o ensaio do grande momento político que ocorrerá no dia 28 de abril. O dia em todas as categorias irão se mobilizar em uma mega paralisação que deixará os golpistas atolados em total impotência.

Foram mais de 10 mil manifestantes na festa democrática que se concentraram na Praça do Congresso, no centro de Manaus, para depois, em contínuos discursos de representantes de várias categorias, descer a Avenida Eduardo Ribeiro, principal avenida do centro da capital do Amazonas, para depois formar outra concentração no encontro da dita avenida com a Avenida 7 de Setembro.

Durante os pronunciamentos dos representantes dos sindicatos, partidos de esquerda, movimentos sociais, várias categoriais profissionais, múltiplas enunciações da sociedade civil e, como não poderia ser diferente, a Associação Filosofia Itinerante (Afin), os transeuntes, compradores das lojas e trabalhadores comerciários também se manifestaram compactuando com a manifestação. Uma posição democraticamente racional, já que são os direitos de todos os trabalhadores que estão sendo suprimidos pelo desgoverno mais impopular da história do Brasil comandado pelo ilegítimo, desqualificado, indigente dublê de presidente, Temer.

O ensaio conseguiu apresentar duas grandes realidades fundamentais para a produção da democracia. Uma é a certeza que os manifestantes, embora de seguimentos diferentes, mas coesos democraticamente, encontram-se engajados no dever e necessidade de através da práxis e poieses política construir a democracia o que jamais os reativos niilistas golpistas, homens e mulheres tristes, invejosos e odientos, poderão realizar. Outro é a nítida preocupação que se observa na população que já entendeu que o desgoverno depreda o país e é ela que será a mais atingida. E que será ela a mais afetada pelos corpos maus implantados pelos golpistas.

Assim, algumas cenas dos ensaios foram criadas pelo olhar-movente do fotógrafo da Afin, ator, bonequeiro, educador, historiador Alcir Madureira. 

Vejam as imagens e criem suas proposições-transformadoras cumpliciadas com os conteúdos representativos dos personagens. 

BANDINHA DO OUTRO LADO FAZ FESTA MOSTRANDO QUE É NETA SINGULAR-ORIGINAL DE DIONÍSIO

4360506631_cce515d11b_oEntre os vários vetores fluxos mutantes e quantas desterritorializantes da Associação Filosofia Itinerante (Afin) que agenciam há mais de 14 anos em Manaus produções-moventes como corpos de novas formas de existir, sentir, ver, ouvir e pensar, a Bandinha do Outro Lado é festa singular e original da potência dionisíaca.

p1090569 p1090574 p1090576 p1090577 p1090581 p1090584 p1090589 p1090590 p1090599 p1090600A Bandinha do Outro Lado se imbricou como corpo dionisíaco há nove anos na Rua Jaú do Bairro Novo Aleixo, zona Leste de Manaus. Uma das muitas regiões populacionais desassistidas pelos governos reacionários que se apossaram do estado do Amazonas e da capital Manaus. Na linguagem politicofastra (linguagem do falso político, o tagarela do Legislativo, Executivo e Judiciário, corpos alienados da democracia), é um curral eleitoral onde esses personagens exploradores da miséria do povo, que eles mesmos fomentam, conseguem suas eleições, reeleições constantes.

Desde sua inicial apresentação nas ruas do bairro que a Bandinha do Outro Lado se atualiza como real através das próprias criações das crianças. Suas fantasias são concebidas e elaboradas por elas. Certo que com o auxilio de alguns moradores. Como Dona Antônia, por exemplo.

p1090602 p1090604 p1090609 p1090622 p1090627 p1090640 p1090652Como a Afin é um corpo comunalidade e sua atuação é sempre um processual coletivo, não seria coerente a Bandinha do Outro Lado, como expressão do personagem que forneceu corpos para a emergência do Teatro Grego, a Filosofia e a Política, que os moradores ficassem fora da composição festeira de seus netos.

p1090653 p1090663 p1090665 p1090678Nesse carnaval, que apesar de Temer e seus cúmplices golpistas, a Bandinha do Outro Lado fez sua festa em outra zona abandonada pelos exploradores governantes: Bairro Nova Cidade, que de novo só tem o nome: segue a antiga violência administrativa de outras zonas que não têm seus direitos urbanos garantidos. Fica no extremo de Manaus. Agora, a Bandinha do Outro Lado se apresenta na última rua, número 72, do bairro no limiar da mata, fronteira com um cemitério indígena. Porém, a potência dionisíaca-contínua segue a movimentação intensiva da poieses.

p1090686 p1090690 p1090691 p1090697 p1090702 p1090723 p1090742 p1090749 p1090757 p1090761Aqui a letra desse ano do carnaval da Bandinha do Outro Lado. Carnaval que vibrou por todo Brasil em um uníssimo Fora Temer! Para o bem da Democracia!

     A Bandinha do Outro Lado está na Nova Cidade Ô, Ô,Ô

     Veio lá do Novo Aleixo com sua festa vontade Ô,Ô

     Para fazer o carnaval Dionísio da criança

     Por isso, ninguém vai ficar fora da dança.

     “Corre, corre lambretinha”,” se a canoa não virar”,

     “Eu vou pra Maracangalha” “abre alas que eu quero passar”

     “Viva o Zé Pereira, viva o carnaval,

      Viva o Zé Pereira que a ninguém faz mal”.

     Vejam algumas imagens dionisíacas.

  Vejam um breve vídeo. 

ENQUANTO EM MANAUS A CANDIDATURA DE ZÉ RICARDO DO PT É ÓBVIA COMO A DOS OUTROS, EM SÃO PAULO A DE HADDAD É DEMOCRATICAMENTE ATIVA

Haddad

Resultado de imagem para imagens do deputado zericardo do amazoans candidato a prefeito de manaus

O poder constituído, segundo o filósofo italiano Toni Negri, é a forma em que os corpos, econômico, político, social, estético, etc., são apresentados como realidade pelo governo de um Estado. São corpos regrados e normatizados usados pelos dirigentes para conduzirem e orientarem os habitantes desse Estado. Sem qualquer ilusão, na verdade é força-molar de imobilização.

O grande objetivo dos governantes é fazer com que o poder constituído se mantenha como realidade a ser preservada pelos sujeitos não ativos. Os sujeitos dos espíritos cativos, como afirma o filósofo Nietzsche. Uma realidade inalterável como verdade, onde todos os atos dos habitantes são meras repetições sem criação e atuação renovadora.

Já o poder constituinte, que na verdade deve ser conceituado como potência constituinte, é o “movimento real”, como afirma Marx que transforma o estado de coisa imóvel que o poder constituído resguarda como verdade inalterável. Ao contrário do poder constituído, a potência constituinte se mostra como corpos mutatio-renovatio, porque é fundado pela práxis e a poiesis. Ação como criação do novo.

A potência constituinte é a potência da multidão, multitudo como virtù criadora de novas formas ontológicas de existências. A democracia radical expressa em Machiavel, Spinoza e Marx que não se deixa prender pela democracia representativa burguesa que é o poder constituído reflexo do capitalismo. O capitalismo paranoico, como afirmam os filósofos Deleuze e Guattari.

A potência constituinte não é processada, como novo, apenas pelos corpos econômicos, mas, também, pelos corpos estéticos que expressam movimentos criativos que saem da potência criadora dos trabalhadores, dos artistas em forma de trabalho social revolucionário. Assim, como movimento ontológico práxis e poiesis, a potência constituinte emerge como criação no poder constituído para produzir nova forma ontológica de estar-no-mundo, onde o homem não deve sofrer privações como ocorre no poder constituído do capitalismo paranoico.

Em uma campanha eleitoral, dependendo da sensibilidade, inteligência e ética dos candidatos, os programas-projetos apresentados refletem ou o poder constituído ou a potência constituinte. Porém, no Brasil, a maioria dos candidatos, dado suas indigências políticas, reflete o poder constituído. Mesmo que alguns tentem passar uma superficialidade de ser diferente, os programas são os mesmos estados de coisas.

Em São Paulo, a candidatura do prefeito do Partido dos Trabalhadores, Fernando Haddad, é essencialmente devir potência constituinte. Nela os corpos que se movimentam se movimentam sempre como mutatio-renovatio. É um movimento criador que não se resume em Haddad, porque não há o novo sem a potência da multidão. É um movimento criador porque as individualidades dos sujeitos-ativos se compõem como potência da multidão. Devir, virtù, vontade de potência. Um movimento em que as singularidades dos habitantes produzem cartografias de desejos coletivos que se materializam como direitos de todos.

Infelizmente, em Manaus, a candidatura do deputado Zé Ricardo do Partido dos Trabalhadores não é traspassada pelo processual da potência constituinte. O programa-projeto, como práxis e poiesis, de Zé Ricardo, não é constitutivo de corpos que afirmam a vida coletiva como potência da multidão. Ele, com poucas exceções, é óbvio e tatibitate como os dos outros candidatos. Nada de novo. Todos são representantes do estado de coisa reacionário da direita. Os candidatos cronologicamente mais novos, são tão velhos em ideias fossilizadas politicamente como os velhos cronologicamente candidatos. Como diriam os sábios gregos, em relação às eleições em Manaus: “Não há nada de novo sob a luz do sol tropical de Manaus!”.

Zé Ricardo não fez essa leitura, e não fazendo essa leitura não teve a compreensão do mundo manauara cujos representantes partidários reacionários privam, com suas indigências políticas, a população da alegria de existir sem privação. Zé Ricardo não entendeu que com os mesmos códigos desativados da semiótica dominante ele não atinge os sujeitos-ativos que podem trepidar a molaridade do estado de coisa triste em que Manaus está submetida. Apanhado por essa trapaceira semiótica, Zé Ricardo só tagarela. Não percebeu e compreendeu que a única (com respeito ao candidato Queiroz do PSOL) candidatura que poderia encadear desejos mutatio-renovatio nessa eleição era a sua. Já que as outras são golpistas.

Mas Zé Ricardo não pode de todo ser tomado como o único responsável pela falta de ativação em sua candidatura, já que uma candidatura é coletiva. Por isso não há que se comparar sua candidatura com a de Haddad. Em São Paulo a candidatura de Haddad se movimenta em composição-ativa como heterogeneidade. Vários corpos tecem a cartografia de desejos da potência constituinte. Os artistas, os intelectuais são sujeitos-ativos. Em Manaus, ao contrário, parece que não existem artistas e muito menos intelectuais. Só mesmo tagarelas, reacionários, e alienados presos em suas camisas de forças vaidosas.

PROGRAMA “FALA, BURACO!” MOSTRA MANAUS A CAPITAL-BURACO

DSC01925Leia o diálogo entre o apresentador do programa virtual “Fala, Buraco!”, e um transeunte. Os dois ao analisarem os buracos que dominam Manaus durante décadas e que servem de cabos eleitorais para eleger candidatos, principalmente prefeitos, concluem que Manaus não é uma cidade, mas tão somente um buraco-orbital onde seus habitantes e visitantes acreditam que se movimentam e se relacionam na superfície e não suspeitam que se encontram na voracidade de sua profundidade buraco-negro.

HOMEM (Um homem se aproxima de outra que se encontra fotografando um buraco) – O senhor está fotografando esse buraco?

DSC01915 DSC01919 DSC01926 DSC01935 DSC01937 DSC01938 DSC01943HOMEM II – É. Eu fotografo buracos.

H – Mas para quê? Buraco é tão feio.

H II – Depende.

H – Não. Buraco é sempre feio.

H II – Nem todos têm essa opinião.

H – Não acredito que exista alguém que goste de buraco.

H II – Tem.

H – Quem?

H II – O prefeito. Se ele não gostasse de buraco ele não deixava a cidade cheia de buracos. Quando a gente gosta de uma coisa, a gente mantém. Não é.

H – É, mas buracos.

H II – Pois é, cada um com seus gostos, e gosto não se discute.

H – Então, o senhor fotografa buracos por que gosta?

H II – Não. Eu fotografo porque eu tenho um programa na internet em que os buracos são os principais personagens.

H – E qual é o nome do programa?

H II – Fala Buraco. No programa eu apresento as entrevistas que eu faço com os buracos onde eles contam suas vidas, quando apareceram, como estão se sentindo nessa prefeitura, quais seus planos para o futuro.

H – Então, o senhor tem muito material, porque Manaus é cheia de buracos.

H II – Na verdade, Manaus é um buraco só. Tem buraco da Zona Leste que se junta com buraco da Zona Norte. Tem buraco que nasceu na Zona Sul e se junta com buracos do Centro.

H – É verdade! Um amigo me contou que uma vez um cara muito lombrado, colega dele, caiu em um buraco na compensa. Quando acordo, tudo escuro, ele não onde se encontra. Olhou para sua direita e viu uma luzinha longe, e começo a andar na direção. Andou, andou, andou e quanto mais andava a luz ia aumentado. Aí, ele sentiu que pisava em uma s coisas duras, parecidas com pedaços de pau. Quando olhou bem, eram esqueletos de pessoas, correu e subiu em um buraco, que era uma sepultura. Sabe onde ele saiu? No cemitério dos índios na no fim da Nova Cidade.

H II – Semana passada ocorreu um caso parecido com este. No fim da tarde de um sábado, no Jorge Teixeira III, uma senhora cansada de tanto trabalhar, caiu em um buraco. Os moradores correram para acudi-la, mas não conseguiram: ela desapareceu. Chamaram o bombeiro, e o prefeito, para fazer onda, compareceu no local. Olhou o buraco e negou que a mulher tivesse desparecido no buraco porque o buraco tinha fundo. Uma mulher protestou afirmando que não tinha porque ninguém via. O prefeito contestou afirmando que estava vendo o fundo. Aí alguém disse se ele estava vendo o fundo que ele pulasse no buraco e tirasse a senhora. O prefeito deu uma de ‘migel’ e se mandou. Cinco horas depois a senhora apareceu no meio do palco do Teatro Amazonas onde estavam realizando uma festa às autoridades locais. Quando o diretor viu a mulher toda suja de barro, bosta e lama tentou tirá-la à força do palco. Ela se desviou e gritou que as autoridades deveriam era saber o que tinha embaixo daquele teatro. Milhares de corpos de índios e cabocos que foram mortos na construção daquela casa de vaidade da burguesia. Esse caso foi bem divulgado.

H – Saiu na TV Globo?

H II (Indignado) – Porra nenhuma! A Mulher não era globotária. Bem que a Globo tentou fazer uma matéria com ela, mas a equipe de jornalistas foi expulsa na porrada. A comunidade unida gritou palavras de ordem: Fora Globo golpista! O Povo não é bobo, abaixa a Rede Globo! A verdade é dura, a Globo apoiou a ditadura! Se a Globo acabar o Brasil vai melhorar! A Globo é corrupta, não tem nada de justa! Fora Globo e Leva Temer Contigo! A Globo é imoral, ataca Lula e Dilma em seu jornal! E na correria, o carro de reportagem ainda caiu no buraco.

H – Só estes dois casos mostram que os buracos formam uma família só.

H II – Exatamente. Todos os buracos são parentes. Essa relação de parentesco, e mais o gosto do prefeito, faz com eles se mantenham.

H – O senhor muitos buracos velhos, ou na sua maioria são novos?

H II – Tem muitos buracos novos nascidos nessa prefeitura, mas têm alguns velhíssimos, do tempo do vai pra porra. Mais velhos do que a mentira.

H – Cacete! Então é velho mesmo, porque a mentira nasceu antes de Adão e Eva. Mas como o senhor sabe que eles são tão velhos?

H II – É fácil entender, embora a população não perceba por ignorância e cumplicidade com os políticos.

H – Como assim?

H II – Os buracos são verdadeiros cabos eleitorais. Buraco elege prefeito e deselege. Por exemplo, só para ilustrar. Os últimos quatro prefeitos foram eleitos através dos buracos. As campanhas eleitorais deles tinham como objeto principal o combate aos buracos.  Todos eles afirmaram que iam acabar com os buracos.

H – E o povo acreditou na mentira.

DSC01945 DSC01946 DSC01947 DSC01948 DSC01950 DSC01952 DSC01956 DSC01958H II – Pois é. O quarto prefeito passado jurou acabar com os buracos. Não acabou: aumentou mais. O terceiro prefeito aproveitou os buracos que o quarto tinha deixado e fez sua campanha prometendo acabar com os buracos. Também só aumentou. O segundo na mesma cadência. Só aumentou. E esse agora não deixou barato. Hoje, tem buraco dentro de buraco.

H – Meu Deus! É mesmo?

H II – É. Um dia desse eu fui entrevistar um buraco-abismo onde já havia caído uma família inteira, um ônibus, uma Kombi, uma moto e uma carroça.

H – Uma carroça?

H II – Sim. Com cavalo e tudo. Quando eu comecei a entrevista percebi que não era só o buraco-abismo que falava. Comecei a ouvir outras vozes-buracos. Olhei para todo lado para ver se os outros buracos em redor de mim estavam falando, mas nenhum deles falava. Me concentrei bem, e percebi que as vozes vinham do mesmo buraco-abismo. Era um monte de buraco falando, querendo falar sobre suas vidas e aparecer nas fotos.

H – Que coisa impressionante.

H II – Não é impressionante não, porque o povo não ver. Se o povo prestasse atenção aos buracos ele não votava em quem afirma que vai acabar com eles, porque é mentira.

H – Sem querer defender os prefeitos, que eu sei bem quem eles são, adoram fingir que falam a verdade, mas a chuva também é responsável pelos buracos.

H II – Na-na-ni-na-não! Durante todo ano Manaus é cheia de buraco. Com a mudança climática, tem chovido menos na cidade, e mesmos assim os buracos estão sempre na moda.

H – Bem, com toda essa sua afirmação sobre o predomínio dos buracos em Manaus, e sua capacidade de eleger prefeitos, não seria melhor que os buracos se candidatassem?

H II – É verdade. Mais tem um problema.

H – Qual é?

H II – Na verdade são dois. Se eles se candidatam prometendo acabar com os buracos, e eles são os buracos e são muito éticos, se eles acabarem com os buracos eles desaparecem, morrem e a cidade fica sem prefeito.

H – Essa é uma verdade. E o outro problema?

H II – O outro é muito preocupante. Como Manaus é um único buraco gigante formado por milhares de outros buracos, se eles acabarem com os buracos Manaus desparece. E aí, dança eu, dança tu, dança até a mãe do Jaú.

H – Cara, essa é uma cruel verdade! A que ponto chegamos! Estamos refém dos buracos! E alguns desses prefeitos ainda querem se candidatar.

H II – Mas tem uma saída para Manaus não acabar.

H – Qual?

H II – O prefeito de Manaus deve ser sabe quem?

H – Quem?

H II – O povo!

H – Mas você não disse que ele é ignorante não se compromete.

H II – Mas com uma boa orientação política sobre os direitos dos moradores da cidade, não há analfabeto político que não seja educado democraticamente e passe a ser senhor de seu próprio destino. O povo entendendo que ele criou a sociedade civil, o Estado, e as instituições não tem que lhe engane.

DSC01962 DSC01964 DSC01967 DSC01967 DSC01970 DSC01965 DSC01971 DSC01961 DSC01972H – É verdade. O povo entendendo que ele existe por si mesmo, que foi ele quem produziu seu ser-social, adeus candidatos exploradores.

HII – É a verdadeira democracia!


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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