Archive for the 'Brasil de Fato' Category

OS “AMIGOS” DA ONÇA CONTINUAM EM PLENA ATIVIDADE

De forma bem humorada, Mouzar relembra a história do jargão "amigo da onça" e adapta aos dias atuais - Créditos: Wikimedia Commons

Mouzar Benedito

Como surgiram certas palavras ou expressões que a gente fala e sabe o que significam, mas quase nunca pensamos sobre a origem delas? Vou comentar algumas aqui. 

No século XIX, uma companhia de navegação criou uma linha ligando portos ingleses ao Rio de Janeiro, com barcos que traziam e levavam mercadorias uma vez por mês. O tipo de embarcação que usavam era chamado packet-boat, ou simplesmente packet, palavra que foi aportuguesada para paquete. 

Esses paquetes eram muito pontuais, chegavam sempre no dia certo, uma vez por mês. Quando atrasavam sabia-se que aconteceu algum problema no caminho. Por isso, a palavra paquete passou a ser usada como sinônimos de menstruação. 

Cito mais uma palavra de origem estrangeira. Sabot, em francês, é tamanco. Os camponeses franceses usavam tamancos porque não tinham dinheiro para comprar sapatos. Num determinado período, em protesto contra os grandes fazendeiros que os exploravam, os camponeses pisavam nas plantas que saíam da terra, esmagando e matando essas plantas, impedindo que crescessem. 

Nas lutas operárias, começaram então a usar a palavra sabotagem, derivada de sabot, com o sentido que tem hoje, de danificar equipamentos ou usar outros métodos clandestinos que dificultem alguma ação. 

Agora vou contar uma historinha. 

Segundo uma piada, dois caçadores estavam conversando e deu-se o seguinte diálogo:

— O que você faria se estivesse no meio do mato e de repente ficasse cara a cara com uma onça?

— Eu dava um tiro nela;

— E se você estivesse sem arma de fogo?

— Furava a bicha com uma peixeira.

— E se estivesse sem a peixeira?

— Pegava um pedaço de pau…

— E se não achasse um pedaço de pau?

— Subia numa árvore.

— E se não tivesse árvore perto?

— Saía correndo…

— Mas e se as suas pernas ficassem bambas, por causa do medo?

O outro perdeu a paciência e falou:

— Vem cá: você é amigo meu ou da onça?

Inspirado nessa piada o cartunista Péricles de Oliveira criou um personagem que fez grande sucesso na revista O Cruzeiro por quase três décadas, de 1943 a 1961. Era um falso amigo, que só criava enrascadas para os outros.

O personagem de ficção parou por aí… Mas os amigos da onça continuam em plena atividade, não é senhor Michel Temer?

Edição: Camila Salmazio

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JURISTAS APONTAM CASUÍSMO EM DECISÃO ACERTADA EM DEVOLVER MANDATO A AÉCIO

Minsitro Marco Aurélio restaurou mandato de Aécio Neves (PSDB) no Senado - Créditos: Nelson Jr./SCO/STF

No passado recente, mesmo entendimento não foi aplicado em casos similares

Redação

Do Justificando

O ministro do Supremo Tribunal Federa (STF) Marco Aurélio, em decisão monocrática nesta sexta-feira (30), reconsiderou a decisão do ministro Edson Fachin após redistribuição do processo e restabeleceu o mandato de senador de Aécio Neves (PSDB-MG), o qual foi afastado ante o pedido da Procuradoria Geral da República, que alegou a necessidade da medida após ele ter sido gravado solicitando R$ 2 milhões ao Deputado Rocha Loures (PMDB-PR). Para Marco Aurélio, no entanto, a medida depende de análise do próprio Senado. Leia a decisão na íntegra.

A decisão causou revolta nas redes sociais, uma vez que para muitos usuários a situação de Aécio era flagrante e justificava o afastamento. No entanto, o doutor em Direito Constitucional e professor universitário Paulo Iotti explicou por qual razão concorda com a decisão de Marco Aurélio: “Em tese, decisão correta. O pedido de prisão é manifestamente incabível, por ausente flagrante e crime inafiançável, requisitos constitucionais. E a competência para afastamento seria do Conselho de Ética do Senado”.

Iotti afirma que a lógica da Constituição foi proteger os parlamentares, principalmente por ser uma constituinte vinda de anos de chumbo que sufocaram o Legislativo. Logo, não cabe a suspensão de mandato pelo Judiciário, atropelando as atribuições do Congresso. “Vale dizer que a Constituição claramente quis ser bem garantista com parlamentares, de só restringir seus direitos nos casos constitucionalmente expressos. Afastamento cautelar não está proibido textualmente, mas vai contra toda a lógica garantista da Constituição quanto a parlamentares. Por isso, é estranha uma hermenêutica que entenda como possível o Judiciário ir além do texto constitucional tão protecionista a parlamentares, para suspender mandato sem previsão constitucional a tanto”.

O detalhe que despertou a revolta nas redes sociais é o casuísmo da decisão, isto é, o pau que bate em Chico não bater em Francisco. Delcídio do Amaral, na época líder do PT no Senado e Eduardo Cunha, cacique do PMDB que esteve em maus lençóis após o impeachment, não contaram com a mesma interpretação do Supremo. Lula, por exemplo, teve seu mandato de ministro suspenso por Gilmar Mendes e o caso jamais foi remetido para o plenário. Enfim, são vários exemplos de políticos que não tiveram para si o mesmo garantido deferido a Aécio Neves, o qual não só contou com interpretação diferente, como também com uma urgência na decisão que não é aplicada a questões maiores, como, por exemplo, o julgamento da anulação do impeachment de Dilma Rousseff. “O problema é o casuísmo, desse garantismo todo vir, coincidentemente, a um tucano, depois de tanto punitivismo com petistas e aliados destes”, apontou Iotti.

O professor de Direito Constitucional da PUC/SP Pedro Estevam Serrano também apontou casuísmo na decisão do Supremo. “A decisão me parece correta e adequada a Constituição. O que causa desconforto, numa perspectiva panôramica das medidas penais contra políticos, é uma aparente seletividade na aplicação da Constituição e seus direitos, são aplicados para uns e não para outros”, afirmou.

Para ele, a série de casuísmo é “uma patologia que se apresenta no sistema de justiça penal, que, se não corrigida, aprofundará a ferida politico-institucional que vem desde o impeachment inconstitucional de Dilma”.

Nas redes sociais, o professor da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) Salah H. Khaled Jr. resumiu a questão: “São tempos muito estranhos. As decisões parecem ditadas pelo sabor dos ventos, pelo humor dos ministros, conforme a posição dos astros ou seja lá o que for. Seguimos rasgando a ordem constitucional. Se o ritmo for mantido, logo a ferida se tornará grande o suficiente para engolir a todos nós”.

Edição: Justificando

CAPITALISMO E APARTHEID: DOIS LADOS DA MESMA MOEDA

Soweto, bairro de Joanesburgo símbolo da segregação racial na África do Sul - Créditos: Wikimedia Commons

A despeito de haver liberdade formal, a realidade é que herança do Apartheid continua a dominar sociedade sul-africana

Phakamile Hlubi*

Brasil de Fato | África do Sul.

Há 60 anos, o regime do Apartheid, sob o comando do primeiro ministro Daniel François Malan, impôs a Lei de Proibição dos Casamentos Mistos, que tornou ilegal o casamento inter-racial. Foi a primeira de uma série de leis repressivas com o propósito de legalizar a segregação racial na África do Sul. Na época, a sociedade já estava profundamente segregada. O recém-eleito Partido Nacional usou a política do Apartheid para separar as pessoas de forma violenta e cruel e a máquina de Estado serviu para punir brutalmente opositores.

Muito antes dos racistas do Partido Nacional chegarem ao poder em 1948, porém, a maioria dos africanos perdeu seus direitos de nascença pela Lei de Terras Nativas em 1913. Gerações de pessoas negras foram proibidas de possuir terras em seu país de origem. Subitamente, os negros, que compunham 90% da população, estavam impedidos de comprar ou alugar terras fora das “reservas nativas”. Ao passo que a minoria branca, que representava menos de 8% da população, detinha a posse de 87% das terras do país. No dia que a Lei de Terras Nativas entrou em vigor, Solomon Plaatje declarou: “Acordando na manhã de sexta de 20 de junho de 1913, o nativo sul-africano tornou-se não exatamente um escravo, mas um estrangeiro em sua própria terra natal”.

O legado da injustiça socioeconômica herdado da perda de terras criou uma classe de proprietários que utilizou seu poder como instrumento de dominação e exploração da maioria pobre. A desapropriação das terras dos povos tradicionais sul-africanos gerou a pobreza presente até hoje, que atormenta a maioria da população.

Naturalmente, para entender o que a África do Sul é, devemos tentar primeiro entender suas origens. No programa adotado pelo Partido Comunista Sul-africano no congresso de 1989 encontramos um interessante resumo das origens da atual África racista, patriarcal e capitalista: “O estado capitalista da África do Sul não surgiu como resultado de uma revolução interna antifeudal. Foi uma imposição externa e de cima. O capitalismo sul-africano sempre dependeu fortemente dos centros imperialistas. O capital da Europa financiou a abertura de minas. Foi como colônia que recebeu os recursos para infraestrutura básica: estradas, ferrovias, portos, correios e telégrafos. Foi um exército de ocupação imperial que criou as condições de unificação política. E foi no contexto colonial que a classe capitalista sul-africana estabeleceu e estendeu o sistema de exclusão racial para ampliar suas oportunidades de lucros. A divisão racial do trabalho e a série de leis racistas garantiram isto. Deste cenário surgiu um padrão de dominação que emergiu no período colonial e foi carregado na formação da União Sul-Africana. Esta forma de dominação tem sido mantida sob diversas condições, utilizando mecanismos variados. Em essência, contudo, a situação da maioria negra não se alterou, assim consideramos ainda ser uma forma de sociedade colonial”.

Em 1910, a comunidade de colonos brancos ganhou liberdade política do colonialismo britânico, mas os negros se mantiveram em uma relação colonial com os colonos brancos através do sistema de dominação racial branco. Daí a África do Sul ser classificada como uma forma de colonialismo pelo Partido Comunista Sul-africano.

Hoje, na África do Sul pós-Apartheid, a estrutura básica da economia se mantém. Os setores financeiros, energéticos e de mineração são quase que exclusivamente monopólios nas mãos de pessoas brancas e a relação colonial com as pessoas negras em nada mudou.

Desde 1949, diversas leis foram aprovadas, incluindo a Lei de Registro Populacional de 1950, que forçou todos os cidadãos a registrarem sua raça. Tal classificação determinaria onde você poderia viver, que lugares poderia visitar, que nível de qualidade de educação receberia e que tipo de profissão poderia exercer.

A Lei de Educação Bantu de 1953 assegurou que a educação recebida pelo povo africano fosse inferior a das demais raças, de modo a preservar uma classe de trabalho negra, barata e facilmente explorável pelos capitalistas brancos. O ex-primeiro ministro Verwoerd, reconhecido como arquiteto do Apartheid, afirmava: “Não há lugar para o Bantu [pessoa negra[ na comunidade europeia acima de certos tipos de trabalho. Portanto, qual o propósito de ensinar matemática a uma criança bantu, se ela não poderá colocar em prática? É simplesmente absurdo. Educação deve treinar pessoas de acordo com suas oportunidades na vida e a esfera na qual vive”.

O Apartheid gastava o equivalente a R$ 160,00 com a educação de uma criança branca, enquanto investia R$ 10,00 em uma criança africana. As escolas africanas eram desprovidas de recursos, superlotadas, com uma relação de 1 professor para cada 58 crianças. A maioria dos professores sequer tinham o ensino médio completo.

Deliberadamente, o Apartheid usava raça como uma forma de prevenir o acesso à educação de qualidade pela maioria africana. Na era pós-Apartheid, o alto custo das instituições de ensino de qualidade se tornou a ferramenta para excluir a classe trabalhadora africana. Estudantes que estiveram no centro do movimento por uma educação de qualidade, gratuita e universal, o movimento #FeesMustFall [As taxas tem de cair], foram agredidos, presos e ao menos um deles foi morto em confrontos com a polícia. A triste ironia é que o governo democrático os persegue por exigir aquilo pelo qual a geração de 1976 morreu lutando.

23 anos após a transição para a democracia, a maioria africana pode enfim votar e ocupar cargos no governo, mas o poder real e a propriedade das terras e meios de produção permanecem em mãos brancas. Embora uma ínfima classe média africana tenha ascendido, as estruturas do Apartheid social e econômico se conservam intactas. A Oxfam confirmou a situação no relatório intitulado: “Uma economia para os 99%”, constatando que a maior parte das riquezas sul-africanas pertencem a 3 bilionários brancos, enquanto a maioria africana sofre com as altas taxas de desemprego, pobreza e desigualdade, tanto quanto durante o Apartheid. A despeito de haver liberdade formal, a realidade é que a herança do Apartheid continua a dominar a sociedade sul-africana.

O governo do Partido do Congresso Nacional Africano abandonou sua missão de reformar completamente o sistema e substituí-lo pelas reivindicações da Carta da Liberdade, cujas solicitações são bem semelhantes ao Manifesto Comunista. Em vez disso, por mais de duas décadas, se comprometeu a implementar políticas econômicas neoliberais, que se propõem a estabelecer o controle da economia pelo capital branco.

A única forma de a maioria africana recuperar a dignidade e obter igualdade é rejeitando completamente o sistema capitalista pela formação de uma classe trabalhadora consciente que lute pelo socialismo.

Chris Hani, ex-líder do Partido Comunista Sul-africano, certa vez afirmou: “Socialismo não é uma questão de conceitos densos e extensa teoria. Socialismo se trata de um abrigo descente para quem não tem um teto; de água para quem não tem água potável para beber; cuidados médicos e uma vida digna para os mais velhos; superar as imensas barreiras entre a cidade e o campo; educação descente para todas as pessoas; é acabar com a tirania do mercado. Enquanto a economia for dominada por poucos privilegiados, o socialismo será necessário”.

*Phakamile Hlubi é porta-voz nacional do Numsa, singla em inglês para Sindicato Nacional dos Metalúrgicos da África do Sul, maior entidade de representação sindical do país e a segunda maior de todo o continente Africano.

Edição: Rafael Tatemoto

PRESIDENTE DA CASA DO POVO SUGERI QUE GOLPISTA TEMER CONVOQUE FORÇA NACIONAL E EXÉRCITO SITIA PALÁCIO DO PLANALTO E MINISTÉRIOS

O dia em Brasília começou como se previa. O povo e os deputados e Senadores democratas lutando e defendendo os interesses e direitos da classe trabalhadora. Logo cedo os deputados defensores do povo ocuparam a presidência da Câmara dos Deputados tendo na vanguarda a deputada Luíza Erundina. O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM – RJ) sumiu. Tudo indica que ele, golpista também, foi ao Palácio do Planalto sugerir que o golpista mor convocasse as forças armadas para reprimir o povo.  Botafogo,  questionado por deputados se defendeu. O Site Brasil de Fato divulgou esta informação: “Questionado por deputados da oposição, que estava ausente do plenário, mas que retornou após a confusão,  negou que havia feita esta solicitação. “Eu quero deixar claro que o meu pedido ao governo foi do apoio da Força Nacional”, afirmou, jogando a responsabilidade para Temer: “A decisão tomada pelo governo certamente tem relação com aquilo que entendeu relevante para garantir a segurança”.

Para  o advogado e membro da Consulta Popular Ricardo Gebrim analisou que “nesta situação política, o [governo] Temer pode querer manter o emprego das Forças Armadas para impedir novas manifestações”. E que esta movimentação por parte do Executivo “é uma péssima sinalização” e que isso “representa uma medida repressiva para tratar manifestações sociais.”

Só o fato de Rodrigo Maia ter se comportado dessa forma já é motivo para um Fora Temer e antecipadamente Fora Maia, mesmo antes de assumir o lugar do ditador mor.

ATENÇÃO BRASIL! ÁUDIO QUE INCRIMINA AS ANOMALIAS SERÁ VAZADO EM INSTANTES.TEMER E AÉCIO SERÃO COMIDOS

É insustentável a permanência do golpista Temer no Palácio do Planalto. A situação política e econômica piora a cada instante. A Bolsa de Valores, BOVESPA está operando com um prejuízo como nunca dantes ocorrido.  Só resta a capitulação do dublê, golpista, usurpador do cargo de Dilma Vanna Rousseff, eleita com 54.501.118 votos dos democratas do Brasil. A queda do golpista mor caminha para um final feliz para estes democratas. Segundo o site de notícias 247,  “o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acaba de pedir o levantamento do sigilo em que Michel Temer avaliza o pagamento de um mensalão para comprar o silêncio de Eduardo Cunha, seu parceiro no golpe parlamentar, que destruiu a economia e a imagem do Brasil; com a divulgação dos áudios, Temer não terá condições de ficar nem mais um dia no Palácio do Planalto e sairá da História como merece: pela porta dos fundos; carta de renúncia pode ser escrita ainda hoje.”

ARTISTAS E POLÍTICOS DEFENDEM REFORMA AGRÁRIA E AGROECOLOGIA EM FEIRA DO MST

Os conferencistas no Parque da Água Branca, zona oeste na capital paulista - Créditos: Pablo Vergara

Os conferencistas no Parque da Água Branca, zona oeste na capital paulista / Pablo Vergara

José Mujica, Letícia Sabatella, Alexandre Padilha, Bela Gil e João Pedro Stedile participaram de conferência

A Conferência “Alimentação Saudável: um Direito de Todos e Todas”, que ocorreu neste sábado (6), se transformou em ato político em defesa da reforma agrária e da agroecologia. Segundo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), cerca de 10 mil pessoas acompanharam, presencialmente, a atividade — que é parte da programação da 2ª Feira Nacional da Reforma Agrária.

O ex-presidente do Uruguai José Mujica; a atriz Letícia Sabatella; o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha; a apresentadora Bela Gil e; o dirigente nacional do MST João Pedro Stedile, participaram do evento.

Na abertura da conferência, Stedile destacou a importância do MST e do evento para a soberania alimentar no país. O movimento é o maior produtor de arroz orgânico da América Latina, com mais de 600 mil sacas produzidas pelo movimento. “A reforma agrária e o apoio à população camponesa são fundamentais para a política da soberania alimentar”, pontuou o dirigente.

Bela Gil falou sobre importância da agricultura familiar para a base alimentar do país. Segundo dados do extinto Ministério do Desenvolvimento Agrário, em 2015, a agricultura familiar respondia por cerca de 70% dos alimentos consumidos em todo o país. Ainda assim, por causa da presença extensiva do agronegócio e o uso de venenos na produção, a apresentadora avalia que o Brasil está atrasado no tema.

“A gente precisa do apoio da sociedade civil porque, se depender do apoio do governo e do Estado, a gente fica totalmente dependente do agronegócio. O brasileiro precisa enxergar a importância do trabalho do MST e da importância de uma reforma agrária urgente”, declarou a apresentadora.

Para a ativista, as alternativas ao agronegócio passam pelo cuidado com a terra, a agricultura familiar e o menor consumo de produtos ultraprocessados. E, para driblar grandes empresas e diminuir os agrotóxicos nos alimentos, Gil aposta na criação de uma taxação para compra e uso de venenos no país.

Na mesma linha, o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha defendeu uma aliança entre a saúde pública e a agricultura familiar. Para ele, a questão essencial do direito à alimentação, atualmente, é a proteção da cultura e diversidades locais. Entre os dez países do mundo que têm menor taxa de obesidade, a explicação é o menor consumo de produtos padronizados, analisou o ex-ministro, .

“Ou seja, onde a comida afeta menos a saúde das pessoas é exatamente aqueles países com pratos tradicionais, uma comida diversificada, onde as pessoas não caíram na fantasia do fast food e dos produtos ultraprocessados”, disse o ex-ministro.

Já a atriz Letícia Sabatella se posicionou pelo empoderamento dos pequenos agricultores. “São muito bacana iniciativas como essa [a Feira da Reforma Agrária], que nos lembra que somos uma comunidade, que nos colocam em sintonia com a sustentabilidade”, disse a atriz.

O ex-presidente do Uruguai Pepe Mujica também participou da conferência. Mujica afirmou que a crise ecológica é uma consequência de uma crise política e cultural. “A civilização baseada na ganância produz o consumidor que trabalha permanentemente; ele não tem tempo para os afetos e para o amor”, disse.

No evento, o ex-presidente do Uruguai elogiou o MST: “Lutam por uma causa justa em um país feudal”. Antes da conferência, o político havia participado de uma entrevista coletiva com jornalistas de veículos independentes.

A Feira Nacional da Reforma Agrária ocorre até este domingo (7) no Parque da Água Branca, São Paulo (SP).

Edição: Anelize Moreira

ARTICULAÇÃO DE MOVIMENTOS PROMOVE ATOS EM TODO BRASIL NO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Pelo menos 18 capitais realizam manifestações, como São Paulo, Vitória, Manaus, Belém, Brasília e Rio de Janeiro. Na capital paulista, a concentração começa às 11h, no vão livre do Masp

por Lilian Campelo

Manifestações em diversas cidades do Brasil irão celebrar neste domingo (20) o Dia da Consciência Negra. Os atos, que estão sendo organizados por uma articulação de movimentos negros chamada Convergência Negra, terá como mote “Fora, Temer, nenhum direito a menos para negros e negras!”.

Segundo nota dos organizadores, o objetivo do ato é “expor à sociedade que o governo de Michel Temer é oriundo de um golpe parlamentar e representa um retrocesso às conquistas democráticas e também uma ameaça aos direitos conquistados pela população negra nos últimos anos”.

Um texto de convocação para as marchas apresenta 11 pontos que unificam os movimentos negros brasileiros, como extermínio da juventude negra e intolerância religiosa.

Leonor Araújo, presidente nacional do Instituto Gangazumba e coordenadora do Coletivo de Entidades Negras (CEN), afirma que alguns atos serão no dia 20 e outros no dia 18, como em Vitória (ES), cidade onde mora. “Como os movimentos que participarão da marcha entregarão uma carta com pautas de reivindicação do povo negro ao governador do estado (do Espírito Santo, Paulo César Hartung Gomes), a marcha precisava acontecer em um dia útil”, justifica.

Márcio Gualberto, coordenador político institucional no CEN e integrante da Convergência Negra em Salvador, conta que nas principais capitais haverá atos e manifestações, já que a data integra a agenda dos movimentos negros pelo país. Em cidades pequenas, médias ou grandes ocorrem atividades e, segundo ele aponta, pelo menos em 18 capitais haverá manifestação, e cita como exemplo São Paulo, Vitória, Manaus, Belém, Brasília, Rio de Janeiro e Maceió.

Marcha

Em Salvador (BA), o Dia da Consciência Negra será marcado por três atividades, com início ainda na madrugada do dia 20 com a ‘Alvorada dos Ojás’ que, de acordo com Gualberto, será uma cerimônia cultural que consiste em envolver os troncos das árvores do Dique do Tororó, lagoa onde estão as estátuas que representam os orixás, em um pano branco formando um laço. O ato simboliza a ligação do homem com a natureza. A atividade cultura é organizada pelo CEN, juntamente com outras entidades que partirão em caminhada até o Pelourinho.

Em mais dois pontos da cidade, nos bairros da Liberdade e Campo Grande, irão ocorrer duas marchas seguindo em direção ao encontro dos participantes da atividade cultural, como explica Gualberto. “Esse ano todas essas ações serão unificadas às 15h. Nós nos deslocaremos junto com o povo do Candomblé para o Pelourinho ao Terreiro de Jesus e receberemos as duas caminhadas que se unificarão ali, será uma culminância desses atos que ocorrem em lugares diferentes e elas se encontrarão para que a gente tenha um grande ato no centro de Salvador”, conclui.

Na capital paraense, como uma das manifestações em celebração ao Dia da Consciência Negra acontece o “Encontro de Negras e Negros do Pará (ENNPA) – Identidades negras, combate, enfrentamento e superação do racismo”, entre os dias 17 a 19 de novembro, organizado pelo Centro de Estudo e Defesa pelo Negro no Pará (Cedenpa).

O evento que será no Centro Cultural Tancredo Neves (Centur) e contará com feira de produtos de empreendedoras negras e empreendedores negros, exposição de artistas negras e negros, oficinas e plenárias. Os debates abordarão temas como o extermínio da juventude negra, a estética, a identidade, a religiosidade e a saúde. No dia 20, uma roda de negritude, com apresentação de artistas locais, encerrará o encontro, que será no Quilombo da República, localizado na Praça da República, em Belém.

E, integrando a agenda nacional, a marcha “Um milhão de negras e negros nas ruas contra o golpe” ocorreu em Belém, no dia 18. Segundo Arthur Leandro, integrante da Rede Amazônica de Matriz Africana (Reata), a data foi escolhida para que lideranças do povo tradicional de matriz africana pudessem participar, visto que a sexta-feira é um dia mais tranquilo nos terreiros. se comparado aos outros dias.

São Paulo

Em São Paulo (SP), a XIII Marcha da Consciência Negra será realizada no domingo (20), a partir das 11h no Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista. Na sexta (18), em comemoração a um ano da Marcha das Mulheres Negras, o coletivo impulsor da atividade no estado paulista organizou uma maratona de 12h de debates online. As entrevistas e debates estão disponíveis na página do coletivo de São Paulo da Marcha das Mulheres Negras.

Genocídio

Arthur Leandro, da Reata no Pará, afirma que várias organizações do movimento negro, coletivos de mulheres e juventude negra participarão da marcha em Belém afirmando o combate ao genocídio da população negra. Este ano, seis líderes afro-religiosos foram assassinados na região metropolitana da capital paraense, e neste mês é lembrado os dois anos da “Chacina de Belém”, nome pelo qual ficou conhecido o assassinato de onze jovens, todos moravam na periferia da cidade. “O Pará é um dos estados com maior índice de violência contra a juventude negra”, indica Leandro.

O “Mapa da Violência 2016: homicídios por armas de fogo no Brasil”, estudo que pesquisa a evolução de mortes causadas por armas de fogo, no período de 1980 a 2014, apontou que as maiores vítimas deste tipo de violência são homens jovens e negros. Segundo os dados do estudo, entre 2003 e 2014, as taxa de homicídios por arma de fogo na população branca diminuiu 26,1%, enquanto que na população negra aumentou 46,9%. No ano de 2003, morriam 71,7% mais negros do que brancos; em 2014, esse número saltou para 158,9%. Este é um dado que o próprio estudo chama de “perversa e preocupante” “seletividade racial”, ou seja, morrem 2,6 vezes mais negros do que brancos no país.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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