Archive for the 'Bandinha do Outro Lado' Category

BANDINHA DO OUTRO LADO 2013 NA PRODUÇÃO DO CARNAVAL DIONISÍACO

BANDINHA DO OUTRO LADO 2013

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CRIANÇA É ALEGRIA

Composição: Crianças do Novo Aleixo

Que alegria é essa
Que alegria é essa
Que alegria é essa
 

É a bandinha do outro lado
Em plena rua
Festa da criança
Onde ninguém pode ficar fora da dança

 
A bandinha do outro lado é o puro carnaval
Onde a criança mostra o quanto é genial

Por isso não fique aí,
Por isso não fique aí,
Pois a bandinha quer você brincando aqui (2X)

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Neste último domingo (10) o bairro do Novo Aleixo foi inundado pela alegria dionisíaca da Bandinha do Outro Lado 2013, uma produção afinada carnavalizante que ocorre todo domingo gordo de carnaval. Neste ano em que a bandinha comemorou 5 anos do carnaval das crianças afinadas houve uma grande festa que começou com a concentração a partir das 17 horas na Rua Rio Jaú, nº 6, onde o esquenta da bandinha contagiou a todos.

Nem mesmo o período chuvoso da não-cidade de Manaus conseguiu  impedir a bandinha de sair em mais um ano de alegria.

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E como um dos lugares que o carnaval se deu foi na Grécia Antiga, nas festas pastoris ao Deus Dionísio, o desmedido, a Bandinha do Outro Lado traz o carnaval em uma prática filosófica que transforma o cotidiano.

Das festas dionisíacas trazemos o bode Tragos e seus sátiros para que com o festejante Sileno envolva todos na caminhada pelas ruas já conhecidas para que estas se transformem a partir dos cantos e danças do ditirambo.

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Na foto acima vemos a criança afinada Hayssa que se transforma no tragos e conduz a bandinha do outro lado rumo a alegria e vida.

Após todas as crianças se fantasiarem e se prepararem a Bandinha foi para as ruas do Novo Aleixo em uma caminhada que traz o movimento carnavalesco ao bairro e faz todos sairem de suas casas para ver o Carnaval criança da Bandinha do Outro Lado.

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E a festa  tomou as ruas do bairro do Novo Aleixo. Neste ano a Bandinha inovou com um carro de som do companheiro afinado Nelson Noel que convidou e chamou toda a comunidade a se reunir nesta celebração vital, e que serviu para que a marchinha deste ano da bandinha pudesse ser conhecida por todos.

Muitas mães e pais acompanharam a caminhada e alguns trouxeram seus filhos já fantasiados como na fantasia do incrível Hulk, do menino Júnior ou da chapeuzinho vermelho de Rabi como se vê nas fotos acimas.

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Na foto acima vemos uma das paradas da Bandinha do Outro Lado. Estas são um recurso da bandinha para repor as energias, mas para chamar as pessoas a ouvir a bandinha e participar.

Após o percurso afinado pelas ruas do bairro as crianças retornaram para a concentração, no espaço onde a Afin produz o Kinemasófico todos os domingos, para que a festa carnavalesca pudesse continuar. Os irreverentes músicos da bandinha encheram todos de alegria com as marchinhas carnavalescas de grandes nomes como Noel Rosa, Braguinha, Lamartine Babo, Mário Lago, Chiquinha Gonzaga, Paquito, Heitor dos prazeres e muitos outros que sempre fazem a alegria dos carnavais.

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No vídeo acima vemos o tradicional desfile de fantasias que foi seguido da escolha do rei e da rainha do carnaval. Com as crianças em um círculo, o bode rodou, sentiu a vibração de alegria dos corpos/criança e deu uma cabeçada em uma menina e um menino, sendo estes nomeados o rei e a rainha da Bandinha deste ano.

Abaixo você vê o bode com os dois escolhidos através da força de Dionísio para serem da realeza da Bandinha.Cópia de IMG_1253

E depois de muitas músicas, danças e produção do devir-criança chegou como sempre a hora do mata-broca carnavalesco que neste ano veio recheado e estava repleto de delícias para repor as energias como Peru assado com arroz e farofa, bola de sardinha, sanduiches, maria mole, e o sorvete de Nelson Noel do Degust’ Gula.

Assim como a dança e a festa compõe com o corpo/criança, o alimento também nutre a alma de mais uma bandinha.

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E como a alegria nunca acaba, a vida continua pulsando e a festa carnavalesca se esparrama durante todo o ano nas atividades afinadas para em fevereiro explodir de vez em uma nova Bandinha do Outro Lado.

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BANDINHA DO OUTRO LADO

TODO DOMINGO GORDO PELAS RUAS E VEIAS DO SEMPRE NOVO ALEIXO

BERTOLT BRECHT E A EXISTÊNCIA DESPROVIDA DE TEMPORALIDADE CRONOLÓGICA

Hoje,  domingo gordo de carnaval, dia 10 de fevereiro  de idos 1898, nascia em Ausburgo, nas negras florestas da Alemanha o dramaturgo, poeta, filósofo e afinado  Bertolt Brecht. E ele está conosco. Nunca nos abandonou e nem nós o abandonamos quando os nazistas e os capitalistas americanos o perseguiram. Bert nasceu  Alemanha do período industrial. Numa Alemanha que na época despontava como uma potência e se sobressaia na Europa.

O modo de produção capitalista estava consolidado. De um lado, os donos dos meios de produção. Os patrões. Os exploradores. Do outro lado, os trabalhadores. Os explorados, donos da força de trabalho. Produtores da riqueza, porém pobres, miseráveis.

Bertolt Brecht resolveu através da ciência e da arte desenvolver um trabalho. O teatro como diversão. Só que diversão diferente dos modelos de teatro gastronômico, comum nos palcos desta  não cidade e de muitas outras Terra afora. Diversão com reflexão. O espectador como co-participante do jogo teatral. Foi a partir disso que ele desenvolveu o efeito distanciamento. Uma técnica que faz um fato óbvio tornar-se inesperado, que chama a atenção.

Nestes 115 anos conosco, Bertolt Brecht é um dos personagens que está na nossa itinerância. Já foi nosso entrevistado e encenado pelo pessoal da Barca nos anos 90  (Lux in Tenebris), já foi assunto especial no nosso jornal atemporal PHYLUM e neste intempetivo blog.  Nosso teatro maquínico  utiliza o método épico/didático criado por ele em todas nossas peças. Bertolt Brecht esteve  também, antes da Barca, com o pessoal  do GRUTA. A moçada daquela época encenou “A Exceção e a Regra.” Na Afin montamos e apresentamos “Quanto Custo o Ferro”. E agora, senhores e senhoras, respeitável público,  está no teatro popular que são ruas, centros comunitários, escolas, terreiros, quintais  a peça  “Exceção e a regra”.

O capitalismo, o jogo de interesse, a competição, desligamento de culpa, mistificação estarão sendo mostrados e com isso iremos tecendo nesta não cidade de Manaus novas formas de dizeres e viveres.

Bertolt Brecht está completando 115 anos e neste dia majestoso, dia de festa, dia de carnaval, com a Bandinha do Outro Lado saindo da Rua Rio Jaú, nº 6 , às 17 h. no Novo Aleixo, comemoraremos seu aniversário  com  festa dionisíaca, pulando, brincando, cantando a vida, o vinho e a alegria do convívio com o teatrólogo da floresta negra e  com todas as crianças afinadas que compartilham olhares e dizeres kinemazóficos dominicais nesta não cidade maravilhosa.        

  

CONVITE PARA BANDINHA DO OUTRO LADO

A ASSOCIAÇÃO FILOSOFIA ITINERANTE- AFIN

CONVIDA

Neste domingo gordo de carnaval (dia 10) com concentração a partir das 16:30 horas na Rua Rio Jaú, nº6, no Bairro do Novo Aleixo em Manaus, uma outra composição carnavalizante da Bandinha do outro lado, trazendo toda a potência dionizíaca do carnaval. E como qualquer vetor ou atividade afinada, a bandinha do outro lado é gratuita e produzida junto a comunidade.

A bandinha traz a celebração das origens do carnaval que se fez na Grécia com as festas Dionisíacas, trazendo sempre o bode (tragos, de onde sai a tragédia), os coros, e a transformação, passando pela comédia dell’arte, o entrudo, samba e marchinhas. E isto cruzando os gregos, troianos, europeus, ameríndios, nipônicos, árabes, mulatos, cafusos, mamelucos, caboclos, mestiços. A bandinha é de todos e para todos que ainda se fazem crianças.

Após tradicional desfile pelas ruas do bairro, da celebração musical das marchinhas e brincadeiras, a bandinha sempre traz também deliciosos pratos carnavalescos que vem  distribuido a todos

Neste domingo, dia 10, a partir das 16:30 hrs

Até que “termine” a alegria criadora criança

BANDINHA DO OUTRO LADO 2012

MARCHINHA DA BANDINHA DO OUTRO LADO 2012

Composição: Crianças do Novo Aleixo

“Chegou! (a brincadeira)
Chegou! (a fantasia)
Chegou! (a alegria)

A bandinha do outro lado
Pra mostrar seu carnaval
Trazendo um tema que toca em todo mundo
O compromisso com a defesa ambiental

A bandinha do outro lado
É a criança brincando em sua beleza
Por isso ela canta, dança, pula, bole
Sempre livre, Não dá mole
Porque ela é natureza

O carnaval que tem suas origens nas festas pastoris gregas em homenagem ao deus Dionísio, em celebração à vida e à colheita, teve sua potência libertadora dionisíaca passando pela existência de várias crianças, jovens, pais e moradores do Novo Aleixo, Zona Leste de Manaus, que produziram todos um encontro transformador, deixando seus afazeres domésticos e cotidianos para deixar passar a vida.

Sabemos que a não-cidade de Manaus é produtora de tristezas que imobilizam muitos corpos inclusive no carnaval. Além de sofrer com os problemas infelizmente cotidianos da falta d’água, transporte coletivo inoperante, falta de opções de lazer e eventos culturais nos bairros, ruas sem pavimento, calçadas e bueiros, praticamente não há a produção de bailes, blocos e produções dionisíacas durante o carnaval. Mas no bairro do Novo Aleixo, as crianças produzem todo ano o sentido alegre da vida, além desta desconstituição de não-cidade.

A festa que iria acontecer neste domingo, 19/02/2012 de carnaval foi transferida para o dia 20/02/2012 devido a chuva torrencial que desabou sobre toda a não cidade. Porém, nenhum fato pode abalar o encontro momesco da 5a edição Bandinha do Outro Lado que começou sua concentração às 16:30, na Rua Rio Jaú, na casa da Mirian, palco onde aos domingos se opera era a criação kinemasófica, se transformou em uma oficina de retoque dos últimos detalhes das fantasias carnavalescas. Neste ano a grande novidade é um palhaço gigante afinado que tem suas raizes nos maravilhosos bonecos gigantes de Olinda, do grande Mestre Salustiano.

Clique nas imagens para ampliar



Enquanto as crianças se pintavam e terminavam suas fantasias os músicos foliões da Bandinha esquentavam a garotada ao som das marchinhas. Com tudo na agulha, as crianças e adultos se posicionaram à beira da rua para começar a caminhada que se seguiu pelas ruas do bairro cheias de lixos, entulhos, desviando-se para dar passagem à Bandinha.

'Vizinho' o Rei do Carnaval e a Rainha Poli

E a alegria brincante começa trazendo a origem dionisíaca do carnaval, com o bode (tragos em grego) a frente da bandinha representado pela criança afinada Hayssa, seguida do Rei Momo e da Rainha do carnaval, além dos cantos, sátiros e a alegria do Dionísio cuja imagem estava em num porta estandarte.

Aos poucos a Bandinha foi tomando as ruas e enchendo todo o bairro da contagiante festa do carnaval que acontece sem os preconceitos e bloqueios produzido pelos homens que pontuam suas existências por limites, especificamente religiosos inertes, conservadores e imóveis. Logo vários moradores saíram de suas casas e integraram a transformação feita bandinha.

Mesmo com as ruas entulhadas de lixo, cuja a coleta foi prometida aos moradores há mais de um mês pela prefeitura (com inoperância de um prefeito cassado) , a bandinha não diminuiu sua potência de agir e elevou a vida do Novo Aleixo a outro plano, longe da perversidade dos governantes.

Após o andar de encontros transformadores do Novo Aleixo, a bandinha voltou a sua concentração, onde o bode do carnaval a criança Hayssa falou um pouco sobre a história desta festa.


Depois a festa continuou com os toques da Bandinha músical e o cantar de diversas músicas e marchinhas do carnaval brasileiro, e o alegre dançar dos passistas, ritmistas, pais, foliões, reis e rainhas da nossa bandinha.

E na Bandinha do Outro Lado um dos grandes momentos do salão carnavalesco é a marchinha “Corre, Corre lambretinha” do grande compositor carnavalescos João de Barro, o Braguinha. Como se vê no video o correr da lambretinha é o motor da alegria contagiante da Bandinha do Outro Lado.

Logo depois houve o desfile das fantasias e cada criança pode mostrar seu trabalho na produção de fantasia e fazer outros percursos diferente que faz na escola e em casa. E na passarela os dançarinos da bandinha.

E a festa tomou o salão até a boca da noite, com a bandinha em seus encontros crianças alegres produzia novos movimentos nos corpos e deixando neles rastros da animação. Muitas marchinhas, danças, movimentos , sorrisos seguiram até a hora de recompor as energias com um delicioso mata-broca carnavalesco que trazia vatapá, arroz, frango, seguido de bolo de chocolate, doces e o delicioso sorvete doado pelo afinado Nelson que nas quadras não-carnavalescas é conhecido como Nelson Noel. E a alegria dionisíaca da bandinha irradia durante todo ano até que as comunalidades se encontrem na produção de uma nova Bandinha.

BANDINHA DO OUTRO LADO

TODO DOMINGO GORDO NO NOVO ALEIXO

BANDINHA DO OUTRO LADO DESFILARÁ POR RUAS DO NOVO ALEIXO CHEIAS DE LIXO

Com sua marchinha cantando a defesa ambiental, a Bandinha do Outro Lado, da Associação Filosofia Itinerante e de todas as crianças que com alegria festejam o carnaval deste ano, desfilará logo mais, à partir das 16 h, no bairro Novo Aleixo, pela Rua Rio Jaú e adjacências tomadas pelo lixo.

Há de tudo, entulhos, vasos sanitários, galhos de árvores, colchão, sofá, mesas, aparelhos eletrodomésticos. Segundo os moradores da Rio Jaú, um funcionário da Prefeitura, no início de Janeiro passou avisando para os moradores limparem seus quintais que os carros da prefeitura passariam para coletá-los.

Como todo início de inverno, desde a época do prefeito português havia campanhas de prevenção contra a dengue, todos os moradores resolveram fazer um mutirão e colocaram tudo na rua esperando os carros da prefeitura.

O mês de janeiro passou, o carnaval está no domingo gordo, os instrumentos da bandinha todos aquecidos, cantores ensaiados, fantasias e máscaras  prontas, cinegrafistas posicionados para a festa dionisíaca com crianças e o lixo não foi coletado.

 Só não esperávamos desfilar cantando “Chegou! (a brincadeira)/ Chegou! (a fantasia)/Chegou! (a alegria)/ A bandinha do outro lado/ Pra mostrar seu carnaval/ Trazendo um tema/ que toca em todo  mundo/ O compromisso com a defesa ambiental/ A bandinha do outro lado/ É a criança brincando em sua beleza/ Por isso ela canta, dança, pula, bole/ Sempre livre/ Não dá mole/ Porque ela é natureza. Natureza que os governantes da  não cidade de Manaus não preservam. 

Do ponto de vista político e didático, aquele lixo na Rua Rio Jaú e adjacências servirá para as crianças e os adultos perceberem como é que se constitui uma não cidade como é Manaus que há muito tempo falamos. Aquele lixo, fonte transmissor de doenças comprova que temos um prefeito cassado que não se preocupa com os menos favorecidos porque se fosse numa Alameda na Ponta Negra, Adrianopólis onde moram os ricos o lixo não passava dois dias, mas como são pobres que estes fiquem com seus lixos.

A Jaú não é de hoje tema replicante neste Blog. Antigamente, ela virava mar, lama. Hoje ela é só lixo e no lixo nasce capim e árvores. Mas não será o lixo de um prefeito cassado que fará calar uma Bandinha do Outro Lado e suas crianças dionisíacamente envolvidas na maior festa popular do Brasil. 

CONVITE PARA A BANDINHA DO OUTRO LADO

A ASSOCIAÇÃO FILOSOFIA ITINERANTE- AFIN

CONVIDA

Neste domingo gordo de carnaval (dia 19) acontece na Rua Rio Jaú no Bairro do Novo Aleixo em Manaus, uma outra alegria carnavalizante da Bandinha do outro lado, trazendo toda a potência dionizíaca do carnaval e sua transformação nas vidas de todos.Assim como todas atividades da Afin, a bandinha é gratuita e produzida junto a comunidade.

A bandinha traz a celebração das origens do carnaval que se fez na Grécia com as festas Dionisíacas, trazendo sempre o bode (tragos, de onde sai a tragédia), os coros, e a transformação, passando pela comédia dell’arte, o entrudo, samba e marchinhas. E isto cruzando os gregos, troianos, europeus, ameríndios, nipônicos, árabes, mulatos, cafusos, mamelucos, caboclos, mestiços. A bandinha é de todos e para todos que ainda se fazem crianças.

Após tradicional desfile pelas ruas do bairro, da celebração musical e brincadeiras no salão, a bandinha sempre traz também deliciosos pratos carnavalescos distribuido a todos

CONCENTRAÇÃO: Dia 19, a partir das 16:30 hrs

INÍCIO DA BANDINHA: a partir das 18:00 hrs

Até que “termine” a alegria criadora criança

BANDINHA DO OUTRO LADO 2011

MARCHINHA DA BANDINHA DO OUTRO LADO
É hora de entrar na folia
Dançar, cantar na força da alegria
Não fique aí só olhando parado
Entre na festa da Bandinha do Outro Lado.

A Bandinha do Outro Lado
É pra criança o carnaval
Onde ela cria, pula, corre, pinta e borda
Na fantasia de seu mundo natural.

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Ah! O Carnaval! O Carnaval só podia ser inventado pelos gregos, grandes inventores da política e da filosofia. Que política há em liberar os movimentos do corpo no mundo! Que democracia em realizar todas as potências filosofantes! E é nesse sentido que todos os anos a Associação Filosofia Itinerante – AFIN, juntamente com uma moçada do bairro Novo Aleixo, Zona Leste de Manaus, organiza o evento carnavalizante Bandinha do Outro Lado.
fotoO companheiro Marcos Ney na composição da rostidade dos foliões.


À esquerda, Antônio Madureira esquenta o surdo e a Rainha da Bandinha, Poly, à direita.

fotoFilha e Mãe, Larissa e Ana dão as últimas pinceladas no cometa da Afin.

A Zona Leste é um dos maiores bolsões eleitorais, mas sofre, principalmente as crianças, além da insuficiência de praticamente todos os serviços públicos, também com a falta de alternativas de lazer e eventos culturais autênticos. A Bandinha do Outro Lado surgiu na imprevisibilidade dos acasos afinados como mais uma atividade como alternativa para a criançada brincar. Mas todo ano é feito, desde o início de janeiro, um trabalho desde a Grécia sobre o verdadeiro sentido do carnaval para além da deturpação televisada e da redundância dos blocos e grandes bandas oficiais.

fotoA menina Hannah fixando bem o estandarte de Dionísio.
fotoA ativa Carminha dando uma força na maquiação da garotada que se preparava.
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Depois de toda a criatividade na preparação dos adereços e fantasias, após todos os maravilhosos ensaios que você acompanhou por este bloguinho nestas quadras momescas, é feita a concentração na sede da Afin em pleno domingo gordo de carnaval, porque é chegada a hora maravilhosa onde o tempo não existe, onde todos os devires confluem em uma potência superior… É hora de colocar a Bandinha na rua, onde ela sempre esteve. Vamos lá, Raíssa, que venha o Tragos! Que venha Dionísio! Que venha Sileno e todos os Sátiros!
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As duas Vitorianhas, duas princesas da Bandinha.

Lá atrás, a Bandinha da Bandinha do Outro Lado, afinada, segurava a batida da Marchinha da Bandinha do Outro Lado (no topo), entre outras, como forma a deixar fluir e passar na rua todas as potencialidades do corpo das crianças em movimentos inesperados e imprevisíveis, que vão pulando, cantando, dançando, cosmicamente contagiados com toda a vitalidade do Carnaval-Mundo.

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E entre os vários foliões que apareceram e se apresentaram em todas as ruas que a Bandinha passou, um dos principais foi o companheiro Mário Jorge, que veio vestido de vestido, mas não numa repetição conhecida em Manô, mas para representar as revolucionárias tunisianas, que há dois meses atrás destituíram um ditador e deram origem à grande onda de democratização autêntica – não aquela levada pelos Estados Unidos – nos países árabes.

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Após todo esse desfile, na alegria dos encontros alegres pelas ruas que a Bandinha passou, muitas crianças passaram também a integrar sua composição, de modo que a Bandinha retornou à sede da Afin para continuar as atividades carnavalescas dos passistas, dançarinas e dançarinos que se formaram ali. E a Bandinha da Bandinha segurou na batida e no gogó para a folia do Carnaval-Criança que nunca se acaba continuar.
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E como ocorre desde o primeiro ano da Bandinha, um dos momentos fundamentais, um dos pontos altos, que toda a criançada adora, é o desenvolvimento da marchinha da Lambretinha, quando o companheiro Edmilson Gatinho sempre vivencia todo o seu espírito dell’artiano e puxa o cordão…

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O vovô ia a cavalo
Para visitar vovó
O papai de bicicleta
Pra ver mamãe ora vejam só
Hoje tudo está mudado
Mudou tudo sim senhor
E eu tenho uma lambreta
Para ver o meu amor.


Corre corre lambretinha
Pela estrada além
Corre corre lambretinha
Que eu vou ver meu bem.

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Assim, nessa Procissão Festiva de Dionísio, com a potência desbloqueante de afetos da singularidade Tragos, as crianças e moradores, todos vão percebendo outros mundos possíveis, onde é possível a alegria, o amor, a festa, a amizade… onde tudo é possível… onde todo possível é real…

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E é assim que as crianças vão descobrindo e inventando uma realidade aquém e além da lógica do mundo constituído e em seus corpus vão inscrevendo, através da vivência do divino Sátiro, sublime Tragos, Bode fundamental, uma existência na qual seja possível vislumbrar o incomensurável, o demedido, o incapturável… Dionísio!

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todo domingo gordo de carnaval

à rua Rio Jaú, n° 43 – Novo Aleixo (Manaus-Am)

até a vontade de brincar nunca se acabe…

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USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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