Archive for the 'ALE-AM' Category

DIANTE DA INTRANSIGÊNCIA DE AMAZONINO (PDT), PROFESSORES DO AMAZONAS DECIDEM MANTER GREVE POR TEMPO INDETERMINADO

Produção Afinsophia.

 Depois de espalharem vários bonecos, Amazonino-Judas, pelas principais vias da cidade de Manaus no Sábado de Aleluia, os professores, pedagogos e agentes administrativos do ensino público do estado do Amazonas se reuniram às oito horas da manhã de hoje em frente ao Palácio do Governo que fica no Bairro da Compensa para tentar mais uma vez dialogar com o governador Amazonino em busca de uma solução para o impasse criado pelo próprio governador.

  Foi uma busca em vão: Amazonino mais uma vez se mostrou intransigente e não atendeu os trabalhadores da educação. Diante da rude posição antidemocrática do governador os imbatíveis profissionais decidiram manter a greve por tempo indeterminado. Um tempo indeterminado que só terá sua determinação caso o senhor do tempo-intransigente, Amazonino, resolva decidir o tempo mais-valor dos trabalhadores como tempo salarial-humano. Um tempo em que o trabalhador não seja submetido a condição de besta-humana, como diz Marx.

   A decisão de hoje foi transmitida para várias capitais do Brasil, onde os trabalhadores da educação dessas cidade se encontram cumpliciados com os trabalhadores do Amazonas. O que significa que a greve no Amazonas já ultrapassou fronteiras-estaduais. O que significa, também, que a fama de Amazonino, como administrador insensível às causas dos trabalhadores, cresceu muito. Chegando ao patamar dos golpistas Dória e Alckmin. Ambos inimigos dos professores, já que essa é a marca administrativa dos desgovernantes do PSDB.

      Agora, pela parte da tarde, os professores se reúnem em setoriais nas regiões da cidade para considerar o estado da greve e proporem novos atos. Assim, como articular decisões para amanhã, quando se concentrarão na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEA) durante a realização de uma audiência pública com o secretário de Educação.

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PROFESSORES DO ESTADO DO AMAZONAS COM INDICATIVO DE GREVE PARALISAM AULAS NAS ESCOLAS

Depois da paralisação de advertência do último dia 13 de março em frente a Escola Estadual Dom João de Souza Lima e após a Assembleia Geral de ontem dia 14, na FETRACON onde ficou decidido indicativo de greve, os professores da rede Estadual de Educação, na manhã de hoje, dia 15 de março foram parando suas atividades como numa queda de pedras de dominó. Os professores decidiram explicar a situação para os estudantes e informá-los que se o governador não atender as reivindicações, amanhã, dia 16.03.2018 a categoria, numa assembléia geral na Praça da Polícia, no centro da capital irá paralisar, entrará em greve. O indicativo de greve é uma sinalização da categoria tendo como apoiante a ASPROM. O SINTEAM com sua marca de estar de costa para a categoria realiza assembleias setoriais num claro propósito de desmobilizar a categoria, segundo se pronunciam diversos  professores. A ASPROM no início do ano conversou com o Secretário Lourenço Braga, levou as propostas da categoria que pedia 35% de reajuste salarial, pois são quatro anos sem reajuste nem da inflação. O governo acenou com um reajuste de 8% proposta que foi rejeitada pela categoria. Existem outras propostas e só uma foi aceita que diz respeito a promoções. Diante desse quadro, impera o indicativo de greve que está provocando reações diversas na cidade, como paralisação de vias na Compensa, Djalma Batista, Max Teixeira, Noel Nutels, na cidade Nova. 

DEPUTADOS GOLPISTAS DO AMAZONAS INSISTEM EM ELEIÇÃO INDIRETA PARA GOVERNADOR, MAS TSE DÁ-LHE UMA SABUGADA E MANDA DIRETAS JÁ!

Os deputados estaduais do Amazonas, golpistas, desde a cassação do comprador de votos, José Melo insistem que as eleições para governador seja indireta. Só eles querem votar. Pasmem! Estão preocupados com o gasto que o pleito apresenta: R$ 17 milhões. Deputados golpistas preocupados com gastos em campanha eleitoral tem outro significado. Querem continuar enganando o povo. Querem eleger um governador que dê continuidade ao governo comprador de votos que durante mais de trinta anos se beneficiam, enriquecem em detrimento da pobreza e da violência urbana na não cidade de Manaus e todo interior do Estado.

O TSE quando cassou Melo determinou eleição direta para escolha do governador que comandará o Estado até 2018. Mas os golpistas do Amazonas acharam uma lei que insistem dar legitimidade para eleição indireta.

Recorreram ao TSE e na tarde do dia 2 o ministro Luís Roberto Barroso, do TSE negou provimento ao mandado de segurança da ALEAM para que a eleição suplementar seja indireta. A eleição no primeiro turno será no dia 6 de agosto e se for necessário segundo turno, dia 27 de agosto.

Com isso os golpistas daqui querem dar jurisprudência para que a eleição para presidente da República seja indireta também.

Não satisfeitos recorrerão ao STF, Deputados e  candidatos golpistas ao governo do Estado  serão duramente combatidos pela sociedade amazonense e pelos democratas da terra de Ajuricaba.

A sociedade amazonense não aceita retrocesso. Não aceita golpe.

 

 

GOVERNADOR GOLPISTA ZÉ MELO, QUE FAZ PARTE DA SUBJETIVIDADE ANACRÔNICA QUE ATRASA O AMAZONAS HÁ MAIS DE 30 ANOS, É CASSADO PELO TSE. CABE EMBARGOS

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 OResultado de imagem para imagens do governador do amazonas ze melo com o senador eduardo braga Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou hoje o mandato de governador Zé Melo, e seu vice Henrique Oliveira, vulgo Cabeção. A cassação, no plano individual, é de Zé Melo, mas tomada por mais ampla concepção, é de todos os personagens que fazem parte da subjetividade anacrônica que domina o estado do Amazonas e lhe impôs cruel atraso em todas suas dimensões.

  Zé Melo é filho da ditadura, como outros que se afiguram no mesmo quadro que ele participa. Apoiou a ditadura e lhe serviu, o que não é novidade. Mas deixando essa momento de sua vida pública, o que conta neste momento são suas relações com todos os governantes do pós-ditadura que não tinham a dimensão política humaniora, como diz o filósofo Kant, para governar os negócios do estado. Passou pelos governadores Gilberto Mestrinho, Amazonino Mendes, que lhe indicaria para o governo do estado, mas escolheu o golpista Eduardo Braga. Braga com quem Zé Melo manteve estreita relação, assim como também com o ex-governador, senador, também golpista, Omar Aziz. Além de ter sido ligado ao prefeito que ameaçou surrar Lula, Arthur Neto, também golpista como seu filho Bisneto.

Seu vice, Henrique Oliveira, um dos muitos que aportaram em Manaus, vindos de outras glebas para se alocar bem, principalmente como apresentador de programa de exploração da miséria amazonense, também não rompeu a regra, pelo contrário, só solidificou. Henrique é parte dessa subjetividade reacionária cruel.

   Por esse quadro invejável “democraticamente”, entende-se que a cassação de Zé Melo tem o sentido – nada simbólico, mas real – de expressar essa subjetividade. Mas não fica só nesses politicofastros – falsos políticos -, toca também nos meios de comunicação que sempre serviram, e servem, aos governantes, além de outros profissionais, como muitos professores submissos, médicos, economistas, e, principalmente, a classe média indiferente parasitária que domina o Amazonas e que não exite sem apoio a esse tipo de gente.

    Embora Zé Melo possa ingressar com embargos de declaração, o TSE afastou Zé Melo e determinou realização de eleição em 40 dias, já que seu opositor – na brincadeira – ex-governador Eduardo Braga, que entrou com o pedido de cassação, não pode assumir. Diante da determinação da eleição, e sabendo-se a priori que os possíveis candidatos fazem parte da subjetividade dominante, pergunta-se: Para a população amazonense a cassação de Zé Melo e Henrique Oliveira, muda a perspectiva do sentido de política? O próprio Davi Almeida, presidente da Assembleia Legislativa do Estado Amazonas, faz parte da subjetividade do atraso dominante. É o Davi que vai convocar a eleição.

    Claro, que nem tudo encontra-se perdido se houver um candidato de um subjetividade progressista, que para o bem do Amazonas, existe no estado. Caso contrário, o espírito antidemocrático continuará dominando.  

DEPUTADO BELÃO APROVEITA LAMBANÇA PROVOCADA POR PRESIDENTE DO SINTEAM SUSPENDE SESSÃO E PROFESSORES CONTINUAM ESCRAVISADOS

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Para quem está entrando na peleja agora, é muito simples de entender. Há muito tempo, professores independentes do PSTU, PSOL, ASPROM, e outras entidades lutam para conseguir fazer valer seus direitos trabalhistas. Direitos que em uma democracia real nenhum trabalhador precisaria reivindicar, posto que todos os governos saberiam de suas existências. Mas como a realidade é da ausência de democracia real e predomínio da ignorância, os professores têm que partir para a peleja.

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Os professores reivindicam uma reposição salarial de 20%, vale alimentação e vale transporte. Mas de quebra, como forma de democratizar parte da escola, pretendem eleições diretas para diretores. Uma verdadeira pretensão, já que os diretores de escolas são indicados com auxílio de uma barganha política que os fazem cabos eleitorais de candidatos aos cargos Legislativo e Executivo. Uma violência contra a escola democrática, a pedagogia, o ensino e os estudantes, além dos professores. Mas os diretores indicados aplaudem e têm medo de perder a humilhação.

Pressionado, o governo resolveu oferecer um reajuste 5,6% agora, e mais 3,4%, em janeiro quando será outro governo. Os professores independentes não aceitaram, mas o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), que comandado por membros do PCdoB que tem cargo no governo, como são aliados dos governos reacionários que vêm implodindo a cena política no Amazonas há trinta anos, aceitaram.

Na terça-feira, dia 13, Dia da Abolição da Escravidão, estava marcada a sessão de votação das pautas, principalmente, o reajuste. Os professores independentes compareceram para impedir a votação do deboche chamado de reajuste. O mesmo fizeram os professores do Sinteam, só que para defender a proposta do governo. Mas o presidente da sessão, deputado Belarmino Lins, vulgo Belão, que é um vezeiro dos governos reacionários, resolveu suspender a dita sessão para ser realizada no outro dia.

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Ontem, dia 14, dia de lua cheia, lá os professores foram para a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) acreditando, mas nem tanto, que seus direitos seriam tratados com direito. Como havia a PEC dos Psicólogos e dos Assistentes Sociais para serem votadas, e foram, para o bem desses profissionais, as pautas dos professores foram deslocadas para o fim, por determinação da mesa. A sessão vinha sendo conduzida pelo deputado Josué Neto, mas quando chegou o momento da votação das pautas dos professores ele saiu e deixou em seu lugar o conservador, Belão. Personagem que os professores independentes sentem ojeriza, por tratar-se de figura de difícil trato. 

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Em um dado momento, o professor Lambert, membro da Asprom, se deslocou para falar com um deputado para que ele votasse com a categoria as ementas do vale transporte e vale refeição. Na volta, o presidente do Sinteam, Marcos Libério, interpelou o professor Lambert, falando ríspido com ele, o professor Jamerson, que também é membro da Asprom, interferiu e impediu a agressão. Libório, que não é transportado pela dialética, embora imagine ser comunista, foi para cima do professor Jamerson. Foi formada a confusão. Belão, que ‘ama’ os professores, aproveitou a lambança provocada por Libório, e com o tom autoritário que lhe é peculiar, suspendeu mais uma vez a sessão.

Dessa forma, ficou marcado para hoje a votação das pautas dos professores. Quer dizer, se não houver mais lambanças.

NA DATA DA LIBERTAÇÃO DOS ESCRAVOS PROFESSORES DO AMAZONAS CONTINUAM ESCRAVISADOS PELO GOVERNO E SEU SINDICATO

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O dia era propício, para a transformação da data simbólica, 13 de maio, Dia da Libertação dos Escravos, em uma data real, onde a liberdade mostrasse seus efeitos como expressão trabalhista. Mas o simbólico prevaleceu, o a-histórico se mostrou dominante. Nem o Dia de Nossa Senhora de Fátima foi respeitado.

Os professores se prepararam para o embate contra o poder oficial pelos seus direitos trabalhistas. De um lado os professores, profissionais analfabetos, os que são carregados por um conhecimento restrito de sua profissão no contexto de uma sociedade pluridimensional, representados pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação no Amazonas (Sinteam) aliado dos governos reacionários que dominam a cena apolítica no Estado do Amazonas. Do outro lado os professores com perspectiva política mais ampla, representados pelos grupos independentes, que também, de certa forma, se rivalizam, mas contrários à proposta do governo e a submissão do Sinteam, que é, para eles, uma representação ficcional da categoria.

Os primeiros concordaram com a proposta oferecida pelo governo de 5,6% agora e 3,6%, em janeiro de 2014, quando o governo será outro. Uma debochada bofetada na categoria que pede 20% de reposição. Os segundos não concordam com a proposta, e muito menos com a decisão de aceitá-la determinada pelo Sinteam.

 O dia 13 de maio seria o grande dia. Os deputados, mesmo em sua maioria pró-governo, iriam votar a proposta e os professores independentes iriam contestar a proposta que para eles é um acinte. Marcada a sessão para as nove horas, a galeria da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM) estava lotada, mas nem todos os deputados estavam presentes. O próprio presidente da sessão, o reacionário Belarmino Lins, vulgo Belão, conhecido no Amazonas como defensor e beneficiário de todos os governos direitistas que há 30 anos atrasam o Amazonas, chegou às 10h30 quando a sessão já havia começado e logo ocupou a presidência da mesa.

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Reiniciada a sessão, com o retardatário-deputado, alguns professores tentaram se pronunciar, mas Belão, que politicamente não tem nada de belo, tentou impedir.  Só que ele não sabia que o deputado José Ricardo, do Partido dos Trabalhadores (PT), havia concedido seu tempo para que os professores se pronunciassem. Enfezado e censurando o deputado Zé Ricardo, Belão, o parlamentar antagônico da estética-política, teve que ouvir os professores.

Em seguida, em uma visível articulação, o deputado reacionário do Partido dos Trabalhadores, Sinésio Campos, também aliado dos retrógados governos, conseguiu que o presidente do Sinteam, Marcos Libório, ocupasse a tribuna para fazer seu pronunciamento em defesa do Sinteam e do governo. Intento frustrado: os professores independentes compuseram uma sonora vaia acompanhada por expressões: “Fora, pelego! Baba-ovo! Puxa-saco! Cavernoso!”, ente outros codinomes pelegais.

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Diante da reação dos independentes, Belão, resolveu suspender a sessão e nada foi votado. Os professores independentes não pediram arrego: armaram acampamento na frente da ALEAM. Uma espécie de vigília para evitar qualquer manobra, além da que já havia sido decidida.

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Os professores acamparam porque acreditam que pode haver qualquer articulação para que os governantes levem vantagem. Eles lembram que anos passados, na calada da madrugada, deputados afetados pela mesma subjetividade dominadora de agora, votaram uma aposentadoria para o então vice-governador, hoje ex-governador e candidato ao Senado, Omar Aziz, mas que depois foi desfeita. Para o bem do erário público, é certo.

Hoje, dia 14, dia de lua cheia, os professores voltam a ocupar a ALEAM devido à promessa de que a proposta será votada. Os professores independentes não abrem mão dos 20%. Ainda mais agora que descobriram que a proposta do governo, não trata dos 3,4% de janeiro, quando será outro governo.

CRIANÇAS DO KINEMAZÓFICO DISCUTEM PREÇO DA FARINHA QUE FAZ PARTE DE SEU HÁBITO GASTRO CULTURAL

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É muito difícil encontrar um amazonense,  um paraense  ou nortista que não goste de farinha de mandioca. Saborear um jaraqui, acará, tambaqui, pacu, pirarucu, pirara, surubim, pescada ou cinquenta matrinchãs sem a toco mole, seca não faz parte do cardápio desse povo.

Mas eis que  tem sido comum nesta não cidade de Manaus seu povo reclamar diariamente sobre o preço desse essencial produto na mesa manauara. Quando não há peixe, carne, o amazonense, paraense, nortista a colocam na cuia, misturam com água e tomam chibé, ou mingau. 

O preço do produto está abusivo. Há mercearias, supermercados vendendo o quilo a R$ 10,00. Temos informações que na cidade de Maués já chegou a R$ 13,00 reais o frasco (dois litros.)

Aqui em Manaus varia. Vai de R$ 4,50 a R$ 15,00 o quilo. No domingo passado, após a projeção do nosso kinemazófico, atividade que realizamos com as crianças do bairro Novo Aleixo a mais de cinco anos, propusemos um debate  com as mesmas tratando exatamente sobre o preço da farinha.

Antes explicou-se que para fazer a farinha o agricultor faz um roçado. Corta todo o mato pequeno, depois derruba com moto serra as árvores maiores. Antes era com machado. Levava em média uma a duas semana para a derrubada. Hoje com moto serra faz esse serviço em meio dia.

Tudo no chão se esperava que as folhas secassem. Quando estavam todas secas o agricultor as queimava. Tudo era incendiado. Ia  para o espaço labaredas de fogo e fumaça.

Quando não queimava bem o agricultor tinha que “encoivarar”, isto é, juntava os galhos que não queimara para tocar novo fogo.

Feito isso era hora de plantar a maniva. É desse arbusto que fixo na mãe terra surgirá a mandioca.

Passado 8, 9, 10 meses ela passa pelo menos por duas capinas e depois estará pronta para ser colhida, arrancada.

Para arrancar a mandioca o agricultor, dependendo da quantidade de farinha que vai fazer leva no mínimo um dia.

Uma parte é colocada dentro d’agua e outra é descascada para ser ralada. Antigamente era no ralo, manual. Hoje já há meios modernos de cevar. Dez paneiros de mandioca se ceva em menos de 30 minutos. Antigamente levava-se dois dias.

Depois disso retira-se a que está dentro d’agua para  misturar com a ralada. Essa mistura é que vai dar a cor amarela.

Essa massa ficará uma noite descansando para no dia seguinte, por volta da quatro madrugada ser secada no tipiti de onde é extraído o tucupi e a tapioca.

Depois de seca a massa  é peneirada.

Com a lenha retirada do roçado acende-se o forno. Primeiramente a massa é escaldada. Usa-se no caso do Amazonas um remo nesse primeiro momento e quando já está sem a água se usa um rodo.

No final, depois de mais ou menos 3 a 4 horas, dependendo da quantidade de massa a fornada estará pronta. A parte fina, torrada, o “caboco” retira para fazer caribé. Uma bebida apurada bastante consumida por estas bandas.

Adivinhem agora criançada, quanto  custará uma saca de farinha produzida pelo agricultor?

Ele venderá por R$ 50,00 ou, 60,00 reais. Trabalhou uma semana. Haverá pessoas que reclamarão desse preço, mas não levam em conta o trabalho que deu ao agricultor para fazê-la.

O atravessador que não é “besta” vai lá e compra tudo. Depois ele mesmo fará seu preço. O produtor, o consumidor perdem e quem ganha é o atravessador e o comerciante, concluiu Eduardo.

Eles colocam o preço que quiserem porque não há no Estado do Amazonas uma política de preço mínimo para o agricultor e nem fiscalização no comércio. Não há  incentivo para a produção de mandioca. Nessa relação promíscua temos a mais-valia ou mais-valor que proporciona o lucro do explorador, segundo Karl Marx.

Com o bolsa floresta, bolsa verde, bolsa defeso, assentamento do INCRA o caboco não faz mais roçado. Ele não pode mesmo, porque é proibido desmatar. Volta a viver como seus ancestrais viviam. Trabalham pela manhã e folgam a tarde, pois o dinheiro que recebem do governo compram farinha e os demais mantimentos.

Enquanto isso, nossos cinéfilos entenderam o processo de feitura da farinha, da comercialização e da exploração do trabalhador que produz, mas no final acaba como  o grande perdedor. Só não perdeu a Micaela que no sorteio ganhou um quilo de farinha que custou R$ 10,00 reais importada de Santarém, do belo Estado do Pará.

Os moradores desta não cidade ao criticar o preço desse cereal estão dando sua contribuição como cidadãos e particípes  da vida em comunalidade.

Sem participarem de manifestos nossos consumidores afinados debateram sobre o preço abusivo da farinha que tem como grande perdedor o agricultor  e o consumidor e ganhadores, o atravessador e o comerciante, na conclusão do nosso cinéfilo, Eduardo, criança de 10 anos, assíduo frequentador a mais de cinco anos das nossas sessões de cinema que não passam nas tevês abertas nem fechadas, aos domingos, na Rua Rio Jaú.

Ps. Nosso próximo texto versará sobre Manifestantes e Povo – baseado em “Multidão”- Guerra e democracia na era do Império,  obra de Michael Hardt e Antônio Negri.

 


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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