Archive for the 'ALE-AM' Category

DEPUTADO BELÃO APROVEITA LAMBANÇA PROVOCADA POR PRESIDENTE DO SINTEAM SUSPENDE SESSÃO E PROFESSORES CONTINUAM ESCRAVISADOS

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Para quem está entrando na peleja agora, é muito simples de entender. Há muito tempo, professores independentes do PSTU, PSOL, ASPROM, e outras entidades lutam para conseguir fazer valer seus direitos trabalhistas. Direitos que em uma democracia real nenhum trabalhador precisaria reivindicar, posto que todos os governos saberiam de suas existências. Mas como a realidade é da ausência de democracia real e predomínio da ignorância, os professores têm que partir para a peleja.

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Os professores reivindicam uma reposição salarial de 20%, vale alimentação e vale transporte. Mas de quebra, como forma de democratizar parte da escola, pretendem eleições diretas para diretores. Uma verdadeira pretensão, já que os diretores de escolas são indicados com auxílio de uma barganha política que os fazem cabos eleitorais de candidatos aos cargos Legislativo e Executivo. Uma violência contra a escola democrática, a pedagogia, o ensino e os estudantes, além dos professores. Mas os diretores indicados aplaudem e têm medo de perder a humilhação.

Pressionado, o governo resolveu oferecer um reajuste 5,6% agora, e mais 3,4%, em janeiro quando será outro governo. Os professores independentes não aceitaram, mas o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), que comandado por membros do PCdoB que tem cargo no governo, como são aliados dos governos reacionários que vêm implodindo a cena política no Amazonas há trinta anos, aceitaram.

Na terça-feira, dia 13, Dia da Abolição da Escravidão, estava marcada a sessão de votação das pautas, principalmente, o reajuste. Os professores independentes compareceram para impedir a votação do deboche chamado de reajuste. O mesmo fizeram os professores do Sinteam, só que para defender a proposta do governo. Mas o presidente da sessão, deputado Belarmino Lins, vulgo Belão, que é um vezeiro dos governos reacionários, resolveu suspender a dita sessão para ser realizada no outro dia.

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Ontem, dia 14, dia de lua cheia, lá os professores foram para a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) acreditando, mas nem tanto, que seus direitos seriam tratados com direito. Como havia a PEC dos Psicólogos e dos Assistentes Sociais para serem votadas, e foram, para o bem desses profissionais, as pautas dos professores foram deslocadas para o fim, por determinação da mesa. A sessão vinha sendo conduzida pelo deputado Josué Neto, mas quando chegou o momento da votação das pautas dos professores ele saiu e deixou em seu lugar o conservador, Belão. Personagem que os professores independentes sentem ojeriza, por tratar-se de figura de difícil trato. 

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Em um dado momento, o professor Lambert, membro da Asprom, se deslocou para falar com um deputado para que ele votasse com a categoria as ementas do vale transporte e vale refeição. Na volta, o presidente do Sinteam, Marcos Libério, interpelou o professor Lambert, falando ríspido com ele, o professor Jamerson, que também é membro da Asprom, interferiu e impediu a agressão. Libório, que não é transportado pela dialética, embora imagine ser comunista, foi para cima do professor Jamerson. Foi formada a confusão. Belão, que ‘ama’ os professores, aproveitou a lambança provocada por Libório, e com o tom autoritário que lhe é peculiar, suspendeu mais uma vez a sessão.

Dessa forma, ficou marcado para hoje a votação das pautas dos professores. Quer dizer, se não houver mais lambanças.

NA DATA DA LIBERTAÇÃO DOS ESCRAVOS PROFESSORES DO AMAZONAS CONTINUAM ESCRAVISADOS PELO GOVERNO E SEU SINDICATO

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O dia era propício, para a transformação da data simbólica, 13 de maio, Dia da Libertação dos Escravos, em uma data real, onde a liberdade mostrasse seus efeitos como expressão trabalhista. Mas o simbólico prevaleceu, o a-histórico se mostrou dominante. Nem o Dia de Nossa Senhora de Fátima foi respeitado.

Os professores se prepararam para o embate contra o poder oficial pelos seus direitos trabalhistas. De um lado os professores, profissionais analfabetos, os que são carregados por um conhecimento restrito de sua profissão no contexto de uma sociedade pluridimensional, representados pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação no Amazonas (Sinteam) aliado dos governos reacionários que dominam a cena apolítica no Estado do Amazonas. Do outro lado os professores com perspectiva política mais ampla, representados pelos grupos independentes, que também, de certa forma, se rivalizam, mas contrários à proposta do governo e a submissão do Sinteam, que é, para eles, uma representação ficcional da categoria.

Os primeiros concordaram com a proposta oferecida pelo governo de 5,6% agora e 3,6%, em janeiro de 2014, quando o governo será outro. Uma debochada bofetada na categoria que pede 20% de reposição. Os segundos não concordam com a proposta, e muito menos com a decisão de aceitá-la determinada pelo Sinteam.

 O dia 13 de maio seria o grande dia. Os deputados, mesmo em sua maioria pró-governo, iriam votar a proposta e os professores independentes iriam contestar a proposta que para eles é um acinte. Marcada a sessão para as nove horas, a galeria da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM) estava lotada, mas nem todos os deputados estavam presentes. O próprio presidente da sessão, o reacionário Belarmino Lins, vulgo Belão, conhecido no Amazonas como defensor e beneficiário de todos os governos direitistas que há 30 anos atrasam o Amazonas, chegou às 10h30 quando a sessão já havia começado e logo ocupou a presidência da mesa.

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Reiniciada a sessão, com o retardatário-deputado, alguns professores tentaram se pronunciar, mas Belão, que politicamente não tem nada de belo, tentou impedir.  Só que ele não sabia que o deputado José Ricardo, do Partido dos Trabalhadores (PT), havia concedido seu tempo para que os professores se pronunciassem. Enfezado e censurando o deputado Zé Ricardo, Belão, o parlamentar antagônico da estética-política, teve que ouvir os professores.

Em seguida, em uma visível articulação, o deputado reacionário do Partido dos Trabalhadores, Sinésio Campos, também aliado dos retrógados governos, conseguiu que o presidente do Sinteam, Marcos Libório, ocupasse a tribuna para fazer seu pronunciamento em defesa do Sinteam e do governo. Intento frustrado: os professores independentes compuseram uma sonora vaia acompanhada por expressões: “Fora, pelego! Baba-ovo! Puxa-saco! Cavernoso!”, ente outros codinomes pelegais.

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Diante da reação dos independentes, Belão, resolveu suspender a sessão e nada foi votado. Os professores independentes não pediram arrego: armaram acampamento na frente da ALEAM. Uma espécie de vigília para evitar qualquer manobra, além da que já havia sido decidida.

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Os professores acamparam porque acreditam que pode haver qualquer articulação para que os governantes levem vantagem. Eles lembram que anos passados, na calada da madrugada, deputados afetados pela mesma subjetividade dominadora de agora, votaram uma aposentadoria para o então vice-governador, hoje ex-governador e candidato ao Senado, Omar Aziz, mas que depois foi desfeita. Para o bem do erário público, é certo.

Hoje, dia 14, dia de lua cheia, os professores voltam a ocupar a ALEAM devido à promessa de que a proposta será votada. Os professores independentes não abrem mão dos 20%. Ainda mais agora que descobriram que a proposta do governo, não trata dos 3,4% de janeiro, quando será outro governo.

CRIANÇAS DO KINEMAZÓFICO DISCUTEM PREÇO DA FARINHA QUE FAZ PARTE DE SEU HÁBITO GASTRO CULTURAL

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É muito difícil encontrar um amazonense,  um paraense  ou nortista que não goste de farinha de mandioca. Saborear um jaraqui, acará, tambaqui, pacu, pirarucu, pirara, surubim, pescada ou cinquenta matrinchãs sem a toco mole, seca não faz parte do cardápio desse povo.

Mas eis que  tem sido comum nesta não cidade de Manaus seu povo reclamar diariamente sobre o preço desse essencial produto na mesa manauara. Quando não há peixe, carne, o amazonense, paraense, nortista a colocam na cuia, misturam com água e tomam chibé, ou mingau. 

O preço do produto está abusivo. Há mercearias, supermercados vendendo o quilo a R$ 10,00. Temos informações que na cidade de Maués já chegou a R$ 13,00 reais o frasco (dois litros.)

Aqui em Manaus varia. Vai de R$ 4,50 a R$ 15,00 o quilo. No domingo passado, após a projeção do nosso kinemazófico, atividade que realizamos com as crianças do bairro Novo Aleixo a mais de cinco anos, propusemos um debate  com as mesmas tratando exatamente sobre o preço da farinha.

Antes explicou-se que para fazer a farinha o agricultor faz um roçado. Corta todo o mato pequeno, depois derruba com moto serra as árvores maiores. Antes era com machado. Levava em média uma a duas semana para a derrubada. Hoje com moto serra faz esse serviço em meio dia.

Tudo no chão se esperava que as folhas secassem. Quando estavam todas secas o agricultor as queimava. Tudo era incendiado. Ia  para o espaço labaredas de fogo e fumaça.

Quando não queimava bem o agricultor tinha que “encoivarar”, isto é, juntava os galhos que não queimara para tocar novo fogo.

Feito isso era hora de plantar a maniva. É desse arbusto que fixo na mãe terra surgirá a mandioca.

Passado 8, 9, 10 meses ela passa pelo menos por duas capinas e depois estará pronta para ser colhida, arrancada.

Para arrancar a mandioca o agricultor, dependendo da quantidade de farinha que vai fazer leva no mínimo um dia.

Uma parte é colocada dentro d’agua e outra é descascada para ser ralada. Antigamente era no ralo, manual. Hoje já há meios modernos de cevar. Dez paneiros de mandioca se ceva em menos de 30 minutos. Antigamente levava-se dois dias.

Depois disso retira-se a que está dentro d’agua para  misturar com a ralada. Essa mistura é que vai dar a cor amarela.

Essa massa ficará uma noite descansando para no dia seguinte, por volta da quatro madrugada ser secada no tipiti de onde é extraído o tucupi e a tapioca.

Depois de seca a massa  é peneirada.

Com a lenha retirada do roçado acende-se o forno. Primeiramente a massa é escaldada. Usa-se no caso do Amazonas um remo nesse primeiro momento e quando já está sem a água se usa um rodo.

No final, depois de mais ou menos 3 a 4 horas, dependendo da quantidade de massa a fornada estará pronta. A parte fina, torrada, o “caboco” retira para fazer caribé. Uma bebida apurada bastante consumida por estas bandas.

Adivinhem agora criançada, quanto  custará uma saca de farinha produzida pelo agricultor?

Ele venderá por R$ 50,00 ou, 60,00 reais. Trabalhou uma semana. Haverá pessoas que reclamarão desse preço, mas não levam em conta o trabalho que deu ao agricultor para fazê-la.

O atravessador que não é “besta” vai lá e compra tudo. Depois ele mesmo fará seu preço. O produtor, o consumidor perdem e quem ganha é o atravessador e o comerciante, concluiu Eduardo.

Eles colocam o preço que quiserem porque não há no Estado do Amazonas uma política de preço mínimo para o agricultor e nem fiscalização no comércio. Não há  incentivo para a produção de mandioca. Nessa relação promíscua temos a mais-valia ou mais-valor que proporciona o lucro do explorador, segundo Karl Marx.

Com o bolsa floresta, bolsa verde, bolsa defeso, assentamento do INCRA o caboco não faz mais roçado. Ele não pode mesmo, porque é proibido desmatar. Volta a viver como seus ancestrais viviam. Trabalham pela manhã e folgam a tarde, pois o dinheiro que recebem do governo compram farinha e os demais mantimentos.

Enquanto isso, nossos cinéfilos entenderam o processo de feitura da farinha, da comercialização e da exploração do trabalhador que produz, mas no final acaba como  o grande perdedor. Só não perdeu a Micaela que no sorteio ganhou um quilo de farinha que custou R$ 10,00 reais importada de Santarém, do belo Estado do Pará.

Os moradores desta não cidade ao criticar o preço desse cereal estão dando sua contribuição como cidadãos e particípes  da vida em comunalidade.

Sem participarem de manifestos nossos consumidores afinados debateram sobre o preço abusivo da farinha que tem como grande perdedor o agricultor  e o consumidor e ganhadores, o atravessador e o comerciante, na conclusão do nosso cinéfilo, Eduardo, criança de 10 anos, assíduo frequentador a mais de cinco anos das nossas sessões de cinema que não passam nas tevês abertas nem fechadas, aos domingos, na Rua Rio Jaú.

Ps. Nosso próximo texto versará sobre Manifestantes e Povo – baseado em “Multidão”- Guerra e democracia na era do Império,  obra de Michael Hardt e Antônio Negri.

 

FILHOS MAUS TE QUEREM MAL, MAS TU NÃO ÉS – MAUÉS

De Manaus para Maués

O ódio do Deputado Estadual e ex-prefeito de Maués, Sidney Leite é porque ele foi triplamamente derrotado nas última eleições municipais.

Foi derrotado porque não pode ser candidato pelo DEM; processos na justiça eleitoral o tornaram inelegível e seu sobrinho, Júnior Leite foi fragorosamente derrotado pelo atual prefeito, Padre Carlos Góes, do Partido dos Trabalhadores.

Como foi um garoto que não vivenciou as ruas de Maués, não pulou n’agua, não jogou bola, não brincou de manja  às quatro horas da madrugada entre as árvores que havia na praia da ponta da Maresia com a garotada que fazia educação física no Colégio Estadual, hoje, Escola Estadual Maria das Graças Nogueira tornou-se um garoto raivoso, odiento, garoto que nunca soube perder e por isso maquina com outros “insurgentes”, também não-garotos, não-garotas a  intenção de tomar na marra a prefeitura de Maués na próxima sexta-feira, dia 14 de junho.

Esse assunto, inclusive foi  notícia em jornal desta capital, ontem, 12 de junho, bem como vem reverberando em blogs como do Aldemir de Maués e no facebook.

Mas as autoridades constituídas já se posicionaram. Nada de baderna na cidade sexta-feira. Delegado e Juiz já decidiram pela proibição de venda de bebida alcoólica, uso de carros  com auto falantes, disparos de fogos de artifícios. As autoridades de segurança do Estado já estão cientes e se for necessário reforço policial será encaminhado para Maués.

Agora à noite, entrevistamos o presidente do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores em Maués, Elias da Silva Souza e este nos informou que a cidade está calma. Falou que a manifestação que envolve um grupo de pessoas descontentes é fruto ainda do processo eleitoral do qual o PT saiu vitorioso com mais de 2.200 votos sobre o sobrinho do deputado Sidney Leite.

Nos relatou que o pagamento de mais de 2.200 funcionários está em dia, bem como dos fornecedores da prefeitura, que o hospital e postos de saúdes estão abastecidos de remédios, que tanto o prefeito como os secretários e especialmente o de Educação e seus assessores estão visitando todas as comunidades onde há escolas municipais, do Palhal ao Apocuitaua, Vera Cruz, Laguinho, Limão, Marau, Varre Vento, Cicantá, Urariá de Baixo e o de Cima, Repartimento, Amana, Maringá, Urupadi, Parauari, Bom Jesus, Liberdade, Pacoval, Monte Alegre, Maçarico e por ai se vai, inclusive fazendo a entrega da merenda escolar que ainda contava com certa dificuldade que já está solucionada.

Maués é outra, diz Elias Souza. As obras que estavam paradas  estão todas sendo concluídas. A orla do porto. O lixo está sendo coletado regularmente, os buracos serão tapados e um feito importante o atual prefeito conseguiu fazer. Foi aprovado uma lei regulamentando o pagamento de diárias que não havia.

Independente dessas mudanças de 6 meses, a cidade convive com um problema gravíssimo, fruto da irresponsabilidade de prefeitos anteriores. Sidney Leite e Belexo. Cadê os 7 ou oito milhões para tratamento do esgoto sanitário?

Recebemos informações da terra dos saterês que o esgoto sanitário está sendo despejado no rio Maués-Açu e que sua população esta prestes a ser contaminada gravemente. Isso é responsabilidade do deputado que faz toda essa “onda” para desestabilizar a ordem constitucional vivida naquela cidade.

Cadê a fábrica de redes? Todo morador de Maués “adora” tirar uma soneca numa rede e principalmente se fosse feita na sua terra, fruto do seu trabalho. Mas redes não há. Só o maquinário jogado à ferrugem.

E o desestabilizador ainda se arvora a pregar a moral de que a cidade está parada, que não se está fazendo nada. Como? O prefeito atual encontrou a prefeitura sem nada. Levaram tudo, inclusive uma mesa de reuniões trabalhada artesanalmente tinha sido surrupiada. Não havia dinheiro para nada e nem por isso o prefeito demitiu. Não demitiu funcionários que eram eleitores do deputado e do seu sobrinho.

Agiu diferente do deputado Sidney Ricardo, que quando foi eleito não respeitou a constituição e demitiu vários funcionários concursados. Funcionários que até hoje esperam decisão da justiça.

Se demissões ocorrerem é que há muitos funcionários de Processo Seletivo Simplificado que são de duração de 1 a 2 anos. No término desse período cessa o contrato. Não há ai nenhum sinal de perseguição, não há retalhamento como foi praticado por quem hoje  parece com espírito de um Augusto Pinochet querendo dar um golpe municipal.

Vivemos num Estado de direito e a Constituição deve ser cumprida. E àqueles que a desrespeitarem são passíveis de prisão, algo tão familiar ao deputado, porque de vez em quando alguém do seu convívio está sendo denunciado. Sua mulher foi acusada de desvio na Manausprev; seu cunhado, ex-funcionário de carreira do Banco da Amazônia, Carlos Alberto de Oliveira que chegou à Maués por volta de 1986 se envolveu num desvio de dinheiro e foi arrolado na operação antracnose e foi sumariamente demitido, assim como outros funcionários do BASA. E sua sobrinha?   Então, como pode querer falar de quem mal começou a trabalhar e querer cobrar serviços que ele deixou de fazer e realizar? Cadê, hoje, como deputado os recursos para Maués?

Diante de tudo isso, o atual prefeito recebeu durante todo o dia de ontem manifestação de apoio, solidariedade do povo de Maués, de autoridades, religiosos que depositam nele toda a confiança.

Diante de situações como essas não podemos nos calar. E por isso, antenados, falamos para o mundo. Da terra onde se toca o gambá, se toca a vida, a liberdade e o respeito à ordem  constituída. E continuarás sendo, a nossa Maués.

 

DEPUTADOS ESTADUAIS OBEDECEM GOVERNO E ENGANAM PROFESSORES

“Me movo como como educador, porque, primeiro, me movo como gente.”  Paulo Freire

Três deputados apenas escaparam. Os demais, todos, inclusive um que é professor faltaram com a verdade e no dia 05 de junho de 2013 numa tramitação célere aprovaram a mensagem nº 52 de 2013 que reajustou o salário dos professores.

Os professores foram enganados porque antes da aprovação dessa mensagem os deputados haviam se comprometido que antes da votação do reajuste promoveriam uma audiência pública com todos os envolvidos no processo educativo, mas isso não aconteceu.

Todos os professores estavam orientados e um grande número deles participaria dos debates. Só que não foi possível. “O único debate franco e honesto” envolveu apenas os parlamentares, segundo, Chico Preto, que em carta aos educadores do Amazonas disse que “existe o reconhecimento de que há muito a ser melhorado quanto à remuneração e estrutura para os professores.”

Nessa carta, Chico Preto se vangloria que os professore obtiveram um aumento real de 11%. Sendo 6,31% a partir de 1º de maio e 3,69% em 1º de dezembro.

O deputado em momento algum diz que os 6,31% refere-se às perdas salariais motivadas pelas ondas cíclicas do capitalismo mundial e que nos afetam com suas marolhinhas. O deputado esqueceu de colocar em sua carta que os professores pleiteavam 15% de reajuste salarial, vale transporte, vale alimentação, plano de saúde e HTP para todos os professores da SEDUC, sem exceção.

Não adianta o deputado colocar o que disse Paulo Freire e que tem respeito pela categoria se seus atos são contraditórios. Vota com a proposta do governo e nocauteia as reivindicações dos professores.

Dignos e que honraram suas palavras foram os deputados José Ricardo, Marcelo Ramos e Luis Castro. Fizeram suas propostas de emendas, pleitearam a audiência, mas “necas.” Os demais, todos são lesa professores.

O deputado, professor, líder do governo e já de há muito tempo lesa professor, Sinésio Campos, assim como Chico Preto divulgou um comunicado no cyber espaço que em instantes recebeu uma chuvarada de comentários desairosos, negativos e imediatamente foi garfado do ar, mas salvo, está navegando na rede a partir de comentários no facebook da ASPROM.

Ouvindo um dos coordenadores da ASPROM-MANAUS, na noite de sábado, este educador disse que as atenções estão voltadas para a regularização da Associação, filiação e sua possível transformação num Sindicato livre do SINTEAM. Falou que irão manter a categoria mobilizada e não descartou novas paralizações. Um trabalho será feito de acompanhamento das votações da L.D.O e nessas leis serão feitas as proposições de aumentos salariais para a categoria em 2014. Com isso o governo não poderá dizer que não possuirá recursos para pagamento da categoria.

Para concluir, “existe o reconhecimento de que há muito a ser melhorado quanto à remuneração e estrutura para você, professor”. Não são nossas palavras, mas do deputado Chico Preto. Há sim, muito a ser melhorado na educação do Estado do Amazonas a começar, propagando-se a verdade e não a mentira. O professor não vai receber 11% agora, mas pelo teor da carta do deputado ele recebeu aumento real.

Durma-se com uma falta de verdade  dessa. São as tramas do capitalismo e sua ideologia atuando contra o trabalhador,  estando-o a jogar contra a sociedade.   

TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO PARTICIPAM DE MANIFESTAÇÕES EM DEFESA SALARIAL

Reunidos ontem, dia 10 de março de 2012, às 14 h, no antigo Centro de Estudos de Comportamento Humano – CENESC, o Movimento dos Trabalhadores em Educação expôs pauta cuja temática versava sobre o chamamento para a greve geral da educação programada para os dias 14, 15 e 16 de março corrente e panorama que trata sobre o pagamento do piso nacional dos trabalhadores em educação.

Decidiu-se na reunião, que o movimento, para não deixar, no Amazonas passar sem nenhum evento ao chamado da CNTE para a greve nacional, que fará, conforme decidido/decidindo as seguintes manifestações:

Dia 14/03/2012, às 8 h, concentração no Teatro Amazonas, frente para a Avenida Eduardo Ribeiro. Descerá essa Avenida até a Praça da Matriz, local onde realizará uma manifestação pública. Às 14 h, na Assembleia Legislativa será realizada uma Audiência Pública proposta pelo deputado estadual José Ricardo para tratar sobre a Educação no Amazonas.

No dia 15/03/2012 foi proposto manifestações com carro de som tanto de manhã como à tarde nos principais pontos de maior concentração de pessoas, como terminais de ônibus por exemplo.

No dia 16/03/2012 ficaram decidindo se realizariam uma carreata ou manifestações nas portas das escolas.

Isso tudo, está sendo feito dessa forma, porque, alguns, mais que vem aumentando a cada reunião, decidiram tomar uma atitude diante da inexistência do Sindicato da categoria. A quimera que se transformou o SINTEAM não é mais digno de ser o representante da categoria. É uma quimera pelega, vendida, subserviente, insegura,   declararam participantes  insatisfeitos.

REAJUSTE JIQUITÁIA-MUCUIM

Por ser quimera, dia 09/03/2012, simulou convocação de uma Assembleia Geral para tratar sobre o reajuste salarial cuja data base dos trabalhadores em educação da SEDUC-AM foi no dia 01/03/2012. No cartaz de convocação havia um aviso que só entraria quem tivesse quite financeiramente com a quimera. Pelo que sabemos o desconto é em folha. Só não estariam quites aqueles que a SEDUC-AM não efetuou o pagamento de fevereiro e que estão mais lisos do que caramujo africano.

Mesmo assim, segundo, informações, apareceram umas vans transportando professores do Iranduba e Manacapuru. Segundo cálculos apareceram uns 60 associados que foram comunicados que a quimera havia conversado com o governador na terça-feira e que este declarou que só podia pagar 6%. Como se vê, proposta abaixo do índice da inflação.

Os fantoches pcdobanas como estão bamburrando no money, esqueceram de colocar na proposta, R$ 300,00 de ticket alimentação, 44 vales transportes,  plano de saúde e os 33% de HTP que não há para os trabalhadores de educação da SEDUC, já contemplado parcialmente na SEMED.

Ademais, discutir salário, tem sido a tônica da categoria. Não se parou ainda para discutir a atuação do educador como agente transformador do que ai está. No próximo texto falaremos sobre isso e a questão da representatividade, abordando a quimera e as propostas cortantes do Movimento dos Trabalhadores em Educação do Amazonas.  
    

MORTES POR AFOGAMENTO NA PRAIA DA MARESIA EM MAUÉS-AM

O dia amanheceu ensolarado. Tudo indicava que permaneceria assim para os banhistas que frequentam as várias praias da orla  da cidade, entre elas a mais famosa, ponta da Maresia. Mas não foi isso que aconteceu. Passageiros(as) que chegaram à cidade hoje, às 6 h no barco Elizabeth foram à praia e 4 da mesma família  morreram afogados. Um casal e duas adolescentes de 13 e 16 anos.

Um fato desse lamentável merece o seguinte posicionamento. Essas pessoas não era para terem morridos da forma como aconteceu. O primeiro se afogou, o segundo foi salvá-lo e assim foram morrdendo num efeito dominó. Responsabilidade sobre o ocorrido cabe ao poder público. Tanto ao governo do Estado, à prefeitura, ao Ministério Público. Maués é considerada pelo governo e comerciantes como uma cidade turística. Tem no guaraná seu principal produto de exportação. Realiza o carnaval de rua, o festival de verão, a festa do guaraná. No festival de verão e na fesa do guaraná, segundo informações, permanecem na praia salva-vidas.

  O amazonense tem por hábito copiar tudo de fora. Copia no transporte Curitiba, nas praias, Copacabana, Ipanema, Porto de Galinhas, Fortaleza e por último Margarita. Não copiam o que é necessário. A permanência de salva-vidas e sinalizadores de perigo para que banhistas não se afoguem.

Na não cidade de Maués, como noutras isso não acontece. Essa parte onde a família morreu é perigosa. Ali existe um “perau”, lugar fundo, perigoso. Não há nenhuma placa sinalizadora de perigo. Estamos num período em que a cidade recebe muitas pessoas visitando-a porque estão gozando férias.

O poder público e aqui o governo do Estado e a prefeitura não disponibilizam funcionários preparados para atuarem como salva-vidas permanente na praia. Por que disso? Porque não veem a vida das pessoas como importante; porque preferem pagar altos salários para secretários construirem mansões, casarões, comprarem sítios, lanchas, jet sky. As famílias ricas possuem possantes lanchas, jet skys que não respeitam a distância mínima de segurança da orla da praia. Já aconteceu de um delegado, filho de família influente passar rente a praia colocando em risco a vida de banhistas e não havia ali nenhum fiscal, salva-vidas para adverti-lo a não ser banhistas chamando-o às falas.

A morte é um caminho natural. Mas morrer precocemente por uma fatalidade é de responsabilidade de todos, mas especialmente do poder público e nesse caso da prefeitura de Maués que deve zelar pela vida das pessoas e dos cidadãos.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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