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PROFESSORES DE MANAUS REALIZAM MAIS UMA MANIFESTAÇÃO CONTRA O PREFEITO ARTHUR (PSDB) POR NÃO PAGAR SEUS DIREITOS: FUNDEB

Produção Afinsophia.

Enquanto o prefeito de Manaus Arthur Neto, do PSDB, partido da burguesia ignara e um dos mentores do golpe, fantasia querer ser candidato à presidência da República, na verdade uma projeção narcísica, já que não tem qualquer elemento político para tal cargo, os professores da Secretaria Municipal de Educação (SEMED) continuam na luta reivindicando seus direitos garantidos por lei federal.

Hoje, dia 11, pela parte da manhã, professores municipais voltaram a se manifestar protestando contra a posição de Arthur de não querer atender suas reivindicações. Uma reivindicação que não deveria ser reivindicação, posto que se trata de direito produzido no governo Lula que faz parte de suas atualizações profissionais.

Foram centenas de professores postados na Praça da Polícia, no centro, da não-cidade de Manaus reivindicando o pagamento do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, FUNDEB, que Arthur (o senador que ameaçou a surrar Lula) teima em não valorizá-lo apesar de um grande marketing de autopromoção apoiado pela maioria da mídia sabuja manaura, com seus fakenews, que não reflete uma administração com dimensão política do conhecimento de sociabilidade e cidadania. Cidadania como conceito filosófico de viver, viver bem, com outros na cidade. O espírito da democracia.

Dezenas de professores se revezaram no palanque para apresentarem suas posições que expressavam a pauta maior: o pagamento do FUNDEB que o antigo governo do estado vinha quitando, ao contrário de Arthur. O que muito preocupa os professores é que Arthur com sua secretária de Educação não explicam para onde foi o dinheiro repassado pelo governo federal.

Alguns professores chegaram a sustentar que se Arthur faz parte de um partido que apoiou o golpe e o sustenta com a presença de alguns de seus membros nos ministérios, ele bem poderia pedir verba do golpista maior, Temer, já que o inútil doublê de presidente encontra-se fazendo qualquer acordo para se manter em seu estado andrajoso na fantasmagórica política que proclamou. E completaram: não há nada de vergonhoso para um partido que participou do golpe atacando o corpo da democracia.

O certo mesmo, é que, apesar da dor no corpo educacional, os professores fizeram da manifestação mais uma festa democrática, porque não se combate a tirania sem o espirito democrático como práxis(ação) e a poiesis(criação) que produzem a alegria de viver.

Vejam as imagens criadas pelo fotógrafo-filosófico-educacional Alcir Madureira. Madureira o único time de futebol brasileiro que visitou Cuba e foi fotografado com Che e que esse ano completa 50 anos da tentativa da CIA em mata-lo, tentativa, porque  ele não morreu. Continua vivo por não ser um corpo-individual, mas uma ideia política-social. E os lúcidos sabem: uma ideia não é individual, mas uma subjetividade-criadora de novas formas de existir.

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PROFESSORES DE MANAUS REALIZAM OUTRA MANIFESTAÇÃO CONTRA O PREFEITO ARTHUR (PSDB) POR NÃO PAGAMENTO DO FUNDEB

Produções AFINSOPHIA

Novamente os professores da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), de Manaus, realizaram uma manifestação contra a posição intransigente do prefeito Arthur Neto, do PSDB, que se nega a esclarecer qual o destino dado, por ele, à verba do FUNDEB, assim como pagar o que é de direito federal dos professores.

A posição do prefeito, em se esquivar do fato negando um diálogo convincente com os professores, mostra o grau de desrealização burocrática que ele carrega e que ocupa sua administração em relação, principalmente, no referente à educação.

Arthur Neto, que pertence ao partido que menos entende de educação no Brasil, como já reafirmaram seus parceiros o governador do Paraná, acusado de corrupção, Beto Richa,e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o ‘Santo’, também em acusação de corrupção pela Odebrecht, disse que vai salvar a educação em Manaus.

Sua afirmação possibilita duas formas de inferências. Uma, a constatada pelo seu comportamento em relação à educação. Baixo grau de dimensão da vontade de saber que nos mostra o filósofo Foucault. Arthur não evidencia qualquer signo da potência-educacional como vontade de saber. E mais, não vivencia a educação como gay ciência, como nos fala o filósofo Nietzsche. A alegria do saber. Arthur expressa a educação (que não deve ser tida como educação por quem não vivencia a gay ciência) como mero mecanismo atributado pela inércia-administrativa do sistema capitalista. Não é por acaso que ele é fascinado pelo endereçamento do signo anêmico, “modelo”. Ele não cansa de expressar que administrar é ser reconhecido. Refletir em forma de marketing. Simulacro e Simulação. Como diz o filósofo Jean Baudrillard: fingir ser o que não é, e fingir não ser o que é.  

Duas, a educação não é um corpo material que se possa tratar como se trata a relação epistemológica sujeito-objeto. Ela não é um dado. A educação se processa como corpo virtual: a potência do real, como nos oferece o exercício cognitivo transcendente pensado pelo filósofo Deleuze. A educação é sempre um processual criativo que escapa do dado, do determinado, do posto. Daí, porque ele não pode ser “salva”. Ela não é Dasein. O Ser aí. Ela não se encontra aí esperando a atuação de quem quer que seja para tratá-la como um objeto definido em um tempo e espaço definido, posicionado, cristalizado.

É essa ausência de vontade de saber, gay ciência, alegria do saber, educação como virtual-potência do real, imaterialidade que os professores percebem em Arthur que se quer educador, sem ser. Por isso, os professores não pretendem, como educadores, apenas a redução da práxis e da poieses educacional à linguagem administrativamente-mecanicista. Eles querem devir. Exercício transcendente dos sentidos e da cognição. Nada que Arthur evidencie. E que para isso é necessário que eles possam processar suas saúdes física, cognitiva, imaginativa, memorial, sexual que não podem se movimentar sem os seus salários. Afinal, eles são compostos de corpos materiais e imateriais.

Uma prova dessa ausência, segundo os professores, são os recursos usados por Arthur. Ameaças e chantagem para que os professores se sintam intimidados em lutar por seus direitos. Porém, os professores não se submeteram aos atos violadores da educação e realizaram mais uma manifestação. E na sequência de suas ações, marcaram reunião para sábado para discutir novas pautas de lutas.

Como a educação de um povo não se reduz a um território fixo, se desterritorializa continuamente como movimento real, a questão da educação em Manaus não é sintetizada somente em Arthur. Ela também, como encadeamentos de afetos e conceitos, toca em grande parte na indiferença da classe média que sempre apoiou os governantes para usufruir privilégios. Dessa forma, se mostrando como bela parceira dos atos dos governantes. O mesmo pode ser transposto para as chamadas mídias manô. A maioria sempre foi muleta dos governantes. Agora mesmo se percebe quantas delas estão protegendo o prefeito, escamoteando sua função social que é informar racionalmente já que a faculdade maior da democracia é a razão.

É verdade que os professores têm que ter, no momento, a perspectiva situada na SEMED, mas eles não podem se divorciar da perspectiva social mais ampla.

MAIS 5 MIL PROFESSORES DE MANAUS REALIZAM MANIFESTAÇÃO CONTRA O PREFEITO ARTHUR NETO (PSDB) EXIGINDO PAGAMENTO DO FUNDEB E TRANSPARÊNCIA

Produção Afinsophia.

Os professores do município de Manaus que participam do Movimento Todos Pelo FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, criado pela Emenda Constitucional n° 53.2006 e regulamentado pela Lei n° 11.494/2007 e pelo Decreto n° 6.253/2007 criado no governo Lula) realizaram hoje, dia 22, pela manhã, mais uma manifestação contra a posição do prefeito Arthur Neto, do PSDB, que descumpre suas obrigações em relação à Educação. A manifestação foi uma paralisação geral durante todo o dia englobando os três turnos.

Foram mais de 5 mil professores que embaixo de forte chuva sustentaram duas pautas reivindicatórias na manifestação. Uma, o pagamento do FUNDEB relativo ao ano de 2016. Duas, a transparência quanto ao uso da verba. O prefeito não pagou os professores como também não explicou para onde foi o dinheiro. Ou se o dinheiro foi gasto em outras instâncias da prefeitura. Como até as pedras que rolam sabem, por isso não criam limo, o FUNDEB é uma verba federal destinada exclusivamente aos professores. Um direito da categoria. Porém, até hoje os professores estão suprimidos desta verba.

As gestões do PSDB, em relação à Educação, já são conhecidas do povo brasileiro: inoperância, arrogância e violência policial. Dois breves exemplos: Curitiba, com o governador do estado do Paraná Beto Richa, acusado de corrupção; e São Paulo, com o desgovernador Geraldo Alckmin, vulgo Santo, na Lava Jato, da Odebrecht. Apanhando essa linha partidária, Arthur segue o mesmo destino, segundo os professores.

Em uma reunião passada, o prefeito, junto com sua secretária de Educação(que segundo os professores os chamou de criminosos), diante de alguns professores, desenrolou um terço (místico-mítico) de elogios às suas administrações. Coisa de primeiro mundo. Arthur chegou a afirmar que um dos seus empreendimentos frente à prefeitura se tornara modelo internacional. Em seu intermezzo ufanista, em um quadro edipiano-psicanalítico, acusava os professores de não fazerem as mesmas exigências ao governo estadual. Governo que ele se opôs ao se tornar cabo eleitoral do candidato Amazonino Mendes, outro que desconhece que educação é um caso de política.

Porém, seu terço não afirmou nada de concreto em relação às reivindicações dos professores. Chegou a afirmar que o movimento era composto por uma minoria. O que levou os professores a duas inferências. Ou ele acredita que a maioria dos professores está satisfeita com sua gestão, ou que essa maioria é estupidamente analfabeta política que não conhece nem o valor de seu salário e muito menos os preços das mercadorias.

O certo mesmo, é que Arthur não respondeu as interrogações dos professores. O que vem causando desconfiança em alguns professores que já andam comentando que o fato tem alguma relação com a candidatura de seu filho Arthur Bisneto para lhe suceder na prefeitura. Bisneto é deputado federal, eleito com ajuda fortíssima do pai, e, como o pai, se posicionou pelo golpe. No momento encontra-se afastado da Câmara Federal e ocupa o cargo de chefe da Casa Civil Municipal. Para esses professores, já é uma jogada preparatória para sua candidatura.

O certo mesmo é que Arthur prometeu atender os professores pela parte da manhã, mas não cumpriu o prometido. Então, os professores em uma assembleia, decidiram que de acordo com os andamentos das negociações eles irão novamente parar ou no dia 27 ou 28. Os professores afirmaram também que irão se reunir com as comunidades e apresentar o caso para que os pais, principalmente, entendam como se encontra a chamada educação em Manaus.

ELEIÇÕES NO AMAZONAS TERÁ 2º TURNO COM UM SÓ CANDIDATO, MAS GRANDE FEITO FOI O CANDIDATO JOSÉ RICARDO, DO PT, QUE SURROU BRAGA E REBECA E COMO LULA RESGATOU A DEMOCRACIA EM MANAUS

Não é mágica virtual. Você imagina que está vendo duas imagens, mas é só uma

Produção Afinsophia

As pesquisas de  intenções de votos de alguns institutos de Manaus que remetem a golpistas erraram. Alguns desses institutos pertencem a pessoas ligadas ao poder, quer do Estado, quer dos mandatários da cidade de Manaus. Nas eleições de hoje, como já é vício erraram novamente. O candidato José Ricardo e Sinésio Campos, do Partido dos Trabalhadores surraram o senador golpista, Eduardo Braga e a outra golpista, laranja do PP, Rebeca Garcia. Zé13, como ficou conhecido, sempre aparecia em 4º lugar nessas falsas pesquisas.

Concluída a apuração dos votos de Manaus, José Ricardo conquistou 152,8 mil votos correspondendo 18,32%. Braga, ex-ministro de Dilma Rousseff,  das Minas e Energias, golpista do PMDB, que diferente de Kátia Abreu preferiu apoiar o golpe, obteve 150,1 mil votos, na estatística prevalecendo 17,97% e Rebeca Garcia que pertence ao partido golpista PP recebeu 141 mil votos, o equivalente a 16,86% do eleitorado da capital.

Essa votação de José Ricardo na capital, segundo o deputado do PT deve ao trabalho da militância do Partido. Podemos dizer também que já reflete uma mudança de muitos amazonenses que acreditaram num primeiro momento na ponte para o futuro e que a ponte desmoronou no nascedouro. Esse voto demonstra uma compreensão de que o PT não é e nunca foi o partido mais corrupto, como uma candidata no último encontro na TV bradou e ficou com zero votos. A vinda da presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffman à capital foi importante, bem como a manifestação de apoio de Luís Inácio Lula da Silva oxigenou a campanha de José Ricardo.

José Ricardo e o PT comemoram o feito na capital. Mas, no segundo turno, o Amazonas tem um só candidato. Sua principal característica é ser golpista. Os dois candidatos um só. Amazonino Mendes, natural de Eirunepé, funcionário do extinto Der-Am onde “pirangava” cigarro dos colegas foi alçado à política em 1983 pelo finado governador Gilberto Mestrinho. Foi prefeito da cidade, governador, senador e prefeito. Amazonino criou Eduardo Braga a quem chamava de “meu garoto”. Suas outras crias são, Omar Aziz, Zé, o Melo, mais conhecido como Zé Merenda, Alfredo Nascimento Tucumã, o campeão da corrupção nacional deputado Federal Pauderney Avelino, segundo Sérgio Machado. Todos e mais os que não citamos constituem uma única pessoa. Nosso texto não tem a pretensão de um realismo fantástico iniciado no Brasil por Machado de Assis e depois seguido por Júlio Cortázar, Gabriel Garcia Marques e Jorge Luís Borges. Mas, afirmamos, todos eles são uma só pessoa.

Amazonino  é Eduardo  e Eduardo  é Amazonino. Se essa cena fosse diante do espelho, Amazonino vê Eduardo e Eduardo vê Amazonino, infere-se com isso que os dois são um só.  O eleitor amazonense, por isso, no segundo turno vai votar num único candidato. O texto enunciado por ambos é o mesmo. A subjetividade dos dois em um é a mesma. Os dois estão governando o Estado do Amazonas a mais de trinta anos e falam em arrumar a casa que eles em sendo um destruíram e que isso tem jeito. (Ação Conjunta) O Estado do Amazonas está destruído. Faltam moradias, hospitais, remédios, médicos, reajustes salarial para os professores do Estado/Seduc e da Prefeitura/Semed. Os dois são uma só pessoa. Vejamos. São golpistas. O PDT de Amazonino Mendes, com Hyssa Abraão votou a favor do golpe bem como vários deputados e senadores do PDT. Eduardo Braga é Trigolpista. É do PMDB que arquitetou, planejou o golpe com a participação direta do campeão de citações e pedidos de prisão, Aécio Neves do PSDB de Artur Neto, prefeito de Manaus que ameaçou surrar o maior e melhor presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva e do DEM de Pauderney Avelino que já levou uma bordoadas de Mazoca que agora fala em paz e amor.

Com um único candidato não vamos arrumar a casa e essa casa não tem jeito. Quem ganhar a eleição vai ter que responder à justiça. Há denúncias de cabo eleitorais de Amazonino comprando votos num distante município do Estado. E por falar em compra de votos, foi por isso que Zé, o Melo da Merenda foi cassado e o senador golpista, Eduardo Braga está batendo às portas da Lava Jato. Este deve muitas explicações bem como seu “adversário”, irmão, filho do mesmo pai, GM, senador Omar Aziz nos seus governos, foi construído por trabalhadores da Andrade Gutierrez a Arena da Amazônia.

O eleitor amazonense tem um só candidato. Amazonino que mandou uma paraense morrer porque sua casa foi inundada por uma forte chuva e não tinha para onde ir e um candidato paraense Eduardo Braga, que é diferente do Angelim e de todos os cabanos que lutavam contra o domínio português no Estado do Pará. Este Eduardo se caracteriza por um dote. O golpe. É ingrato. Não reconheceu o que o presidente Lula fez pelo Amazonas e nem Dilma que o elevou ao status de ministro das Minas e Energias. Mas, o recado de Lula para Cinta Larga ficou dado quando aqui esteve semana passada. Virá à Manaus, mas comerá um tambaqui como os seus. E os seus não estão na “CUT” do PT de Manaus e nem com o ex-prefeito “petista” de Maués, padre Carlos e o prefeito “petista” de São Gabriel da Cachoeira que bandeirou para Amazonino.

Portanto eleitor amazonense insatisfeito que não vota nos dois em um, esse é o quadro sinistro que temos pela frente. Só nos resta uma reflexão. O que fazer? Somos 2.338.886 eleitores. E aqui está a resposta. Como é só um candidato ele já está eleito. Como já está eleito só nos resta somar a abstenção do primeiro turno que foi de  569.501 ausências (24,35%) ou não votar no único candidato. Vamos somar aos nulos 218.201 (12,33%). Anulemos nosso voto que serão adicionados aos 61.826 (3,49%).

Escore final do pleito:

Amazonino Mendes 577.397 – 38,77%

Eduardo Braga 377.680 – 25,36%

Rebeca Garcia 268.922 – 18,06%

José Ricardo 181.257 – 12,17%

Luiz Castro de Envira 39.240 – 2,63%

Em síntese, a abstenção será bem maior que a do primeiro turno.

 

GRAVÍSSIMAS SÃO AS DENÚNCIAS DE ESPIONAGEM DA GSI/ABIN CONTRA O MINISTRO EDSON FACHIN, DO STF, PROMOVIDA POR TEMER E O GENERAL ETCHEGOYEN

22 de agosto de 2016 tadeu porto

Michel Temer, o ilegítimo,  golpista está se comportando como o garoto dono da bola que se não escalado para jogar coloca a “gorduchinha” debaixo do braço e vai embora. E mais, como é ilegítimo, e como não foi cassado dia 09 do corrente no TSE, ele não se sente seguro no comando da República e por isso ensaia medidas autoritárias contra instituições na pessoa do Ministro Edson Fachin do STF que apura atos ilícitos seus e empresários, como Joesley Batista, da JBS, que o delatou. Antes, porém, fez todas as honras para Joasley. Recebeu-o além do horário convencional no palácio Jaburu. Já passava das 23:30. Quem recebe uma pessoa na sua casa nesse horário? Só quando se está realizando uma festa que os convivas, alguns retardatários passam só para “matar a broca” ou em casos emergenciais quando alguém precisa de socorro médico.

Neste momento Temer está desnorteado. São tantas denúncias, tantas perguntas para responder à justiça que ele está aflito. A cada hora é um escândalo. A cada momento  uma ameaça de prisão de um amigo. Gedel Vieira, por exemplo está na mira. Temer está apavorado. Se a Polícia Federal apertar, o suíno grita e leva Temer com ele para o precipício que está o Brasil hoje. Loures já é alimento da Papuda. Joesley Barbosa, o das rosas, diz que mais executivos de sua empresa vão delatar quem pegou dinheiro da empresa e voou no seu jatinho sem pagar “necas tibiribas”. Funaro, se abrir a boca vai dizer que Temer tem conta no exterior.

Diante de tudo isso a saída de Temer foi determinar uma investigação dita secreta contra Edson Fachin. O assunto está em todos os lugares. Sites, jornais, rádios, tevês e blogs. Isso motivou reações diversas. A presidente do STF, Cármen Lúcia disse em nota que abaixo transcrevemos:

“É inadmissível a prática de gravíssimo crime contra o Supremo Tribunal Federal, contra a Democracia e contra as liberdades, se confirmada informação de devassa ilegal da vida de um de seus integrantes.

Própria de ditaduras, como é esta prática, contrária à vida livre de toda pessoa, mais gravosa é ela se voltada contra a responsável atuação de um juiz, sendo absolutamente inaceitável numa República Democrática, pelo que tem de ser civicamente repelida, penalmente apurada e os responsáveis exemplarmente processados e condenados na forma da legislação vigente.

O Supremo Tribunal Federal repudia, com veemência, espreita espúria, inconstitucional e imoral contra qualquer cidadão e, mais ainda, contra um de seus integrantes, mais ainda se voltada para constranger a Justiça.

Se comprovada a sua ocorrência, em qualquer tempo, as consequências jurídicas, políticas e institucionais terão a intensidade do gravame cometido, como determinado pelo direito.

A Constituição do Brasil será cumprida e prevalecerá para que todos os direitos e liberdades sejam assegurados, o cidadão respeitado e a Justiça efetivada.

O Supremo Tribunal Federal tem o inasfastável compromisso de guardar a Constituição Democrática do Brasil e honra esse dever, que será por ele garantido, como de sua responsabilidade e compromisso, porque é sua atribuição, o Brasil precisa e o cidadão merece.

E, principalmente, porque não há outra forma de se preservar e assegurar a Democracia.”

O deputado federal, Alessandro Molon, está a propor a criação de uma CPI para investigar a denúncia de espionagem usando a ABIN e afirma: “As denúncias publicadas são extremamente graves e reforçam a acusação de que o Presidente da República estaria utilizando o cargo para obstruir as investigações que buscam o esclarecimento de crimes que teriam sido praticados por ele e por seus auxiliares, conforme os autos em tramitação no Supremo Tribunal Federal”.

Quem reagiu também contra o uso do aparelho de estado para investigar o ministro Edson Fachin foi o presidente da OAB, Claudio Lamachia, que no sábado repudiou  “com veemência”  a investigação, “especialmente” executada por “agentes públicos que possuem o dever de salvaguardar o Estado de Direito”; O presidente da OAB diz que se for confirmada a denúncia de uso da Abin para conduzir investigações políticas contra autoridades, como no caso do ministro Edson Fachin, o Brasil sofre “um ataque direto ao Estado Democrático de Direito”; “Não podemos aceitar que o Supremo Tribunal Federal seja vítima de arapongagem política”; a Ordem já pediu impeachment de Michel Temer, que dormita na mesa de Rodrigo Maia e  se associa ao Poder Judiciário e ao Ministério Público em repúdio ao peemedebista.

Rodrigo Janot demonstrou preocupação com as denúncias e disse: “É com perplexidade que se toma conhecimento de suposta utilização do aparato estatal para desmerecer um membro da mais alta corte do país, que tem pautado sua atuação com isenção e responsabilidade. O Ministério Público Brasileiro repudia com veemência essa prática e mantém seu irrestrito compromisso com o regime democrático e com o cumprimento da Constituição e das leis”, declarou o procurador.

Até pouco tempo vivíamos numa democracia, nosso povo tinha emprego, salário, comida e o nome não estava no SPC, não tínhamos 14 milhões de desempregados, o Estado não perseguia seus cidadãos. Com essa prática de espionagem contra Edson Fachin mergulhamos na ditadura e qualquer pessoa tende a ser bisbilhotada e nós da Associação Filosofia Itinerante, com nossos blogs Afinsophia, Esquizofia e nossos demais vetores como o teatro, bibliosofia,  repudiamos essa prática nazifascista contra qualquer brasileiro que pretende ver nosso país melhor, livre da ditadura, da opressão e da morte.

DIANTE DE LULA MORO SENTE PORQUE O COMANDANTE ENCONTRA-SE PRESO NO CORAÇÃO DO POVO BRASILEIRO

AFINPRESS – Direto de Curitiba –  PR. No dia primeiro de janeiro de 2015 fizemos, juntos com os candangos Bosco e Maria a cobertura da posse da presidente Dilma Vanna Rousseff eleita com 54.501.118 votos. Aquela festa foi maravilhosa. Assim como nestes dois dias na cidade verde vermelha do Brasil vivenciamos o encontro com milhares, mais de 50 mil brasileiros que vieram trazer seu apoio, sua solidariedade ao melhor e maior presidente do Brasil: Luís Inácio Lula da Silva.

O que aconteceu nestes dois dias aqui foi de arrepiar. Há vários momentos que são indescritíveis. A chegada das caravanas por todos os meios de transportes. Ônibus, carros, vans e aviões. Os alojamentos e a solidariedade entre as pessoas, o ataque com rojões e fogos de artifícios nos alojamentos do MST, a chegada de Lula para depor, as vigílias, os eventos, as conversas e a chegada de Lula e Dilma na Praça Santos Andrade, ou Praça da Democracia no centro de Curitiba em frente da Universidade Federal do Paraná. Mas o principal de tudo, foi o encontro tão esperado por Lula de defrontar-se com Sérgio Moro. Lula lavou a alma. Lula colocou os promotores e Sérgio Moro no lugar deles. Lula estava seguro porque sabia que os acusadores não teriam nenhuma prova contra ele. E a prova que resolveria tudo isso é a titularidade registrada em cartório de que o presidente seria o dono do tal triplex, quadrúplex. Nada. “Necas que ti biribas.” A partir daí Lula bailou. Chamou para roda os acusadores. Disse que estava sendo julgado por causa de um power point “estou sendo julgado por um power point e por uma tese eminentemente política”. Neste power point acusaram o presidente de ser o comandante do crime organizado.

Mas show mesmo foi suas considerações finais onde disse que a Lava Jato vazou todas as informações para a imprensa. Que um blog nos Estados Unidos fica sabendo com antecedência o que se trata na operação. Desfilou como a imprensa golpista o persegue. Folha de São Paulo, Estadão, Jornal O Globo, Revista Veja, Isto é, Época e o Jornal Nacional que nos últimos tempos dedicou 18 horas falando mal dele. Segundo Lula, equivale a 12 partidas de futebol entre Barcelona e Atlético de Madrid. Várias vezes Sérgio Moro tentou interromper a fala do presidente trabalhador e este pedia para falar porque era preciso esclarecer os fatos. Falou que é o político mais perseguido neste país e “eu sabia que não tinha o direito de errar porque se errasse nunca mais alguém do andar de baixo seria eleito presidente da República”. Falou da importância da Petrobras, da descoberta do pré-sal e da contratação de trabalhadores que a empresa fazia. Mas chama atenção na sua fala isto: pelas perguntas que o Ministério Público formulou a acusação não era nem para ter sido recebida.

O que aconteceu hoje, dia 10 de maio de 2017 aqui em Curitiba é um dos temas que chamamos de evento. Nesse evento há uma subjetividade. A subjetividade é a construção da democracia. E a democracia se produz na Ágora, na praça pública. Cada brasileiro que viveu aqui estes dias e cada brasileiro que vivenciou, acompanhou nos mais distantes recantos deste país, como uma estrela que formou uma constelação está produzindo o novo, está construindo novas formas de ver, sentir e criar um país digno e soberano.

O que aconteceu nestes dias em Curitiba marcará cada brasileiro e é um aviso para os senhores donos da casa grande. Aqui viemos, participamos da festa e não era preciso ter gasto exorbitante somas de dinheiro com a segurança. Sugerimos que Moro investigue porque foi gasto a quantia que dava para comprar três triplex. Quem compareceu a Curitiba veio prestar solidariedade, veio trazer alegria, veio participar de uma festa. A festa da Jornada da democracia.

A cidade verde vermelhou. Apoiadores de Moro. Oito, depois 15, no final 50. Preferiram ficar em frente ao Museu Oscar Niemayer. Que contradição. Os vendedores de bandeira do Brasil, camisa verde amarela da corrupta CBF e bonecos de Lula declinaram que tinha mais repórteres do que gente (coxinhas).

Chegamos ao outono. Deu uma chuva torrencial. Antes que o frio chegue a Curitiba que torna os dias mais escuros e à noite há necessidade de muito aquecedor e edredons vamos nos despedindo e partindo para outras manifestações que virão. Brasília. Valeu! Nós estaremos sempre unidos povo de Lula, Dilma e do Brasil. Valeu Movimentos Sociais, Centrais Sindicais, igrejas, MST, Povo Sem Medo, militantes, jornalistas, Blogs Sujos, MTST, camponeses, Frente Brasil Popular,  todos, todos que prestaram solidariedade a Lula e que ajudaram Moro prender Lula cada vez mais no coração do povo brasileiro. Nossa caminhada para o Palácio do Planalto está começando.

 

BLOGS AFINSOPHIA E ESQUIZOFIA ENTREVISTAM BELCHIOR JÁ QUE “SEMPRE É DIA DE IRONIA NO MEU CORAÇÃO”

Os Blogs Afinsophia e Esquizofia, da Associação Filosofia Itinerante (AFIN), publicam a entrevista, alegria como aumento de potência de agir, com o Rapaz Latino-Americano Belchior.

BREVE APRESENTAÇÃO

Antônio Carlos Gomes Belchior Fonteneles Fernandes – cearense da simpática cidade de Sobral -, gostaríamos de fazer um acordo com você nessa entrevista trans-histórica, na névoa inassinalável, ou hecceidade. O acordo é o seguinte: como nós vamos recorrer as nossas faculdades memorativas, além de informações extraídas de nossa arqueologia do saber-Belchior, é possível que venhamos cometer alguns equívocos em relação a fatos aqui apresentados por nós atribuídos a personagens em relação a você. Se por acaso você perceber que algumas enunciações nossas são lendas ou mitos, queira nos corrigir. Certo?

Belchior você é da geração que “por força desse destino um tango argentino” pegava “bem melhor” que “uns blues”. A ditadura civil-militar que dominou o Brasil entre os anos de 1964 e 1985. Você, como muitos brasileiros, por força da ditadura, não teve adolescência, e se quer pode vivenciar as fragrâncias de maio de 68. Enquanto a França, e grande parte da Europa explodia, produzindo linhas de cortes, fissuras através das potências dos trabalhadores e estudantes. Ao contrário, em 68, o Brasil era submetido à força do AI5, implantado pelos militares da repressão-nacional. Foi o ano que começou para valer as perseguições, prisões, sequestros, torturas e mortes.

Todavia, arigó Belchior, você já havia sido traspassado pelas enunciações políticas, estéticas, filosóficas, antropológicas, históricas, psiquiátricas, etc., e podia com clareza entender as notas desterritorializadas de Sartre, Marcuse, Foucault, Deleuze, Guattari, Simone Beauvoir, entre outros que se movimentavam em latitudes e longitudes capazes de lhe afetar spinozianamente: aumentar sua potência de agir. Já havia sido afetado pela potência da comunalidade em forma de erudição. Erudição que levou certa vez Caetano chamar de cultura inútil. Sem falar que você já havia encontrado Marx, Cristo, aliás, o Homem de Nazaré foi quem primeiro lhe encontrou, daí sua vida de noviço, depois rebelde (Gargalhadas), quem sabe a influência a posteriori para criar o projeto de tradução do latim A Divina Comédia, de Dante Alighieri.

Musicólogo roqueiro, corpo que lhe moveu com “os pés cansados e feridos de andar léguas tiranas, a ponto de lhe deixar “com lágrimas nos olhos de ler o Pessoa, e ver o verde da cana”, compôs com as baladas de Bob Dylan, composição que levou o compositor do Maracatu Atômico, George Mautner, a afirmar que entre o original e a cópia preferia o original. Declaração que confirmava que sua entrada no mercado musical brasileiro já estava incomodando. Claro, você como sobralense nunca negou que ouvira muito as baladas de Dylan. E, aliás, quem daquela época, não ouviu? Quem, preocupado com a Napalm lançada pelos Estados Unidos no Vietnã, não ouviu Dylan? E não só Dylan, como também Neil Young, entre outros cantores e compositores de opunham a ferocidade genocida do império. Você sempre foi um homem engajado. Mas um cara que não fazia gênero de rebelde sendo um puta burguês, como seu conterrâneo Fagner. Poucas sabem, mas você participou, convidado pela talentosíssima atriz de teatro Lélia Abramo, no lançamento do primeiro manifesto do Partido dos Trabalhadores, em 1981. O que confirma que suas baladas são politizadas não por dependência de Dylan. Como invejavam seus detratores. E para piorar – para eles, é claro -, você foi parceiro do companheiro Lula na luta pela redemocratização do Brasil. ão do Brasil.

Mesmo só com a adolescência biológica, já havia traçado o compromisso, com Bertolt Brecht, de não deixar seu “charuto apagar-se por causa da amargura”, mostrado na canção Não Leve Flores. Daí que sua obra, apesar de manter alguns elementos regionais, melhor dizendo, nordestinos, foi na “Selva das Cidades”, empurrado pelo teatrólogo da Exceção e a Regrar, que você fez movimentar sua arte como forma de afetar o corpus da urbe atomizada. Como você mesmo diz: “se não for para balançar o coreto, não adiante fazer arte”.

E balança. Belchior, você instituiu no país a música urbana inspirada e alocada no concreto das cidades como corpo da poesia concreta. Você verseja concretamente. A poesia concreta é seu território de práxis e poieses. “Vamos andar, pelas ruas de São Paulo, por entre os carros de São Paulo, meu amor vamos andar e passear. Vamos sair pela rua da consolação, dormir no parque em plena quarta-feira. Sonhar com o domingo em nosso coração. Meu amor, meu amor, meu: a eletricidade dessa cidade me dá vontade de gritar que apaixonado eu sou. Nesse cimento, o meu pensamento e meu sentimento espera o momento de fugir no disco voador. Meu amor, meu amor”, nada de sentimentalidade compassiva, do tipo Roberto Carlos, nesse Passeio do seu primeiro LP, Mote Glose, pela gravadora Chantecler, com a regência do talentoso músico pernambucano Marcus Vinícius, do PCBão, um disco profundamente experimental, onde salta livre a poesia concreta.

Dizem que você canta a liberdade, claro que é uma afirmação abstrata, já que a liberdade não se canta se vive, mas nos diga: nessa tão concreta e cruel realidade produzida pelo capitalismo paranoico com sua dogmática opressora, você é um “passarinho urbano”, ou um “Robô Goliardo” (Gargalhada geral)?

A ENTREVISTA

AFINSOPHIA E ESQUIZOFIA – Começando pelo meio. O que é melhor? Viver, sonhar ou um canto?

Belchior (Sorrindo cúmplice) – “Viver é melhor que sonhar. Eu sei que o amor é uma coisa boa, mas sei também que qualquer canto é menor que a vida de qualquer pessoa”.

AE – Nesse momento em o Brasil encontra-se sob o cutelo de um perverso golpe contra a democracia, você tem alguma paixão?

B – “Você me pergunta pela minha paixão, digo que estou encantado com uma nova invenção, eu vou ficar nessa cidade, não vou voltar pro sertão, pois vejo vir vindo no vento cheiro da nova estação”.

AE – Verdade? Maravilha! Belchior, você é uma cara que viveu as décadas de 60, 70, não teve adolescência no sentido ontologicamente-social, por força da ditadura, mesmo assim conseguiu construir uma das mais inquietantes estéticas do Brasil, todavia, muitas pessoas não conhecem essa obra. E entre essas pessoas têm os nazifascistas. Se por um acaso algumas dessas pessoas, como uma variável-política, perguntasse de você, por onde você andava nesse tempo, o que você responderia?

B (Pensativo) – “Amigo, eu me desesperava!”.

AE – Você tem estilo. Não estilo no conceito burguês, mas como diz o filósofo Deleuze, você cria em sua singularidade como ninguém poderia criar de forma igual. Por isso você faz corte no estado de coisa petrificado. Você libera potências. Como você responderia se alguém pedisse para você compor de outra forma?

B – “Não me peça que eu lhe faça uma canção como se deve correta, branca, suave, muito limpa, muito leve, sons palavras são navalhas, e eu não posso falar como convém sem querer ferir ninguém”.

AE (Vibrando) – Cacete! Esse cara é foda, moçada. Ainda nessa linha. Não precisa nem dizer, mas você tem Nietsche e Spinoza na veia: você é exaltação da “vida que ativa o pensamento e o pensamento que afirma a vida”. Até quando se encontra “mais angustiado que um goleiro na hora do gol”. A onda é essa: se um pessimista, um compassivo, uma baixa potência de agir, lhe dissesse que queria lhe ajudar, o que você diria para ele?

B (Gargalhando) – “Saia do meu caminho! Eu prefiro andar sozinho! Deixem que eu decida a minha vida. Não preciso que me digam de que lado nasce o sol, porque bate lá meu coração”.

AE (Explodindo de emoção) – Coisa de louco, moçada! “Você pode até dizer que eu estou por fora e que até estou inventando”, mas para o nosso entendimento, há uma confissão aí nesse “não preciso que me digam de que lado nasce o sol, porque bate lá meu coração”. O sol nasce no Leste, até Galileu já sabia. E o Leste europeu tem Marx, mano. Não precisa responder.

B (Interferindo) – “É claro que eu quero o clarão da lua! É claro que eu quero o branco no preto! Preciso, precisamos da verdade nua e crua, mas não vou remendar vosso soneto. Batuco um canto concreto pra balançar o coreto…”.

AE (Tentando uns movimentos afros) – Grande saída, hein cara? Ok, baby! Diz uma coisa cara. Já viu que há muita gente pessimista diante do desgoverno golpista acreditando que ele será eterno. O que você diz para essa gente?

B – “Você não sente nem vê, mas eu não posso deixar de dizer meu amigo, que uma nova mudança, em breve vai acontecer”.

AE (Palmas) – É o devir-povo! Dando uma deslocada. O que você quer agora?

B (Sorrindo) – “Quero uma balada nova, falando de broto, de coisas assim: de money, de lua de ti e de mim, um cara tão sentimental…”.

AE – Você estudou medicina até o quarto ano, lógico que deve ter entrado em contato com algumas noções freudianas. Freud diz que é muito difícil uma geração se libertar da anterior. Há sempre fantasmas. Vendo o mundo como se encontra, qual a sua maior dor?

B – “Minha dor é perceber que, apesar de termos feito tudo, tudo, o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”.

AE – Bel, aproveitando essa questão de continuar o mesmo, tem também aquela questão dos que posaram como revolucionários, e hoje são tremendos reaças, inclusive muitos operando como golpistas, como é o caso do senador do PSDB, Aloysio Nunes que foi motorista do Marighella. Você poderia descrever para nossos seguidores quem são esses simuladores e nos dizer quem são eles?

B (Dando uma boa baforada no cachimbo) – “Os filhos de Bob Dylan, clientes da Coca-Cola: os que fugimos da escola, voltamos todos pra casa. Um queria mandar brasa; outro ser pedra que rola… Daí o money entra em cena e arrasa e adeus caras bons de bola”.

AE – Esse cara vai na ferida dos caras, mas não confundir com “a ferida viva do meu coração”, não é? O quê? Ainda tem mais? Então, manda brasa.

B (Continuando) – “Donde estás los estudiantes? Os rapazes latino-americanos? Os aventureiros, os anarquistas, os artistas, os sem-destino, os rebeldes experimentadores, os benditos malditos – os renegados – os sonhadores? Esperávamos os alquimistas…  E lá vem os arrivistas, consumistas, mercadores. Minas, homens não há mais? Entre o céu e a terra não há mais que sex, drugs and rock ‘n’roll? Por que o adeus às armas? Não perguntes por quem os sinos sobram… Eles dobram por ti! O último a sair apague a luz azul do aeroporto. E ainda que mal pergunte: a saída será mesmo o aeroporto?”.

AE (Vibrando) – Loucura, moçada! O quê? Ainda tem mais? Manda brasa, arigó!

B – “Onde anda o tipo afoito que em 1-9-6-8 queria tomar o poder? Hoje, rei da vaselina, correu de carrão pra China, só toma mesmo aspirina e já não quer nem saber”.

AE –Loucura, loucura, loucura! Ainda agora você disse que “uma nova mudança vai acontecer”. Qual a forma para essa mudança?

B – “A única forma que pode ser nova é nenhuma regra ter; é nunca fazer nada que o mestre mandar. Sempre desobedecer. Nunca reverenciar”.

AE – A noite tem para você um signo profundo?

B – “Anoite fria me ensinou a amar mais o meu dia. E, pela dor eu descobri o poder da alegria e a certeza de que tenho coisas novas pra dizer”.

AE – Você é nordestino, e como você sabe, há hoje no Brasil uma consciência nazifascista que discrimina violentamente o povo do Nordeste. Como você concebe esse comportamento genocida contra o Nordeste?

 B (Sorrindo) – “Nordeste é uma ficção! Nordeste nunca houve! Não! Eu não sou do lugar dos esquecidos! Não sou da nação dos condenados! Não sou do sertão dos ofendidos! Você sabe bem: conheço o meu lugar”.

AE – E o medo de avião?

B (Balançando a cabeça sorrindo) – “Agora ficou fácil. Todo mundo compreende aquele toque Beatles: – “I WANNA HOLD YOUR HAND!”.

AE – E aquela namorada e aquele teu melhor amigo?

B – “Minha namorada voltou para o norte, ficou quase louca e arranjou um emprego muito bom, meu melhor amigo foi atropelado voltando pra casa. Caso comum de trânsito”.

AE – Os filósofos Epicuro, Spinoza, Nietzsche dizem quase o mesmo sobre falar sobre a morte. É claro que ninguém pode falar sobre a morte, porque é a última experiência e a única que não se pode contar nada sobre ela. Eles dizem que falar sobre a morte enquanto se está vivo é imundo. Mas vamos conceder uma cortesia sobre esse tema. Como você cogita sua morte?

B (Sorrindo) – “Talvez eu morra jovem: alguma curva do caminho, algum punhal de amor traído completará o meu destino”.

AE – Belchior você é uma cara corajoso. Sua obra e sua existência comprovam sua coragem. Mas nos responda: você tem Medo?

B – “Eu tenho medo. E medo anda por fora, medo anda por dentro do meu coração. Eu tenho medo em que chegue a hora em que eu precise entrar no avião. Eu tenho medo de abrir a porta que dá pro sertão da minha solidão. Apertar o botão: cidade morta. Placa torta indicando a contramão”.

AE – O que você pode nos dizer sobre a sorte na vida?

B – “Coisa muito complicada o amigo tem ou não tem. Quem não tem sucesso ou grana tem que ter sorte bastante para escapar salvo e são das balas de quem lhe quer bem”.

AE – Temer, o golpista-mor junto com sua escória, vem desmontando as leis democráticas do país. Porém, ele tem, com ajuda da mídia capitalista também golpista, feito pronunciamentos como se tudo estivesse às mil maravilhas. Como você concebe o presente e estes pronunciamentos?

B – Olho de frente a cara do presente e sei que vou ouvir a mesma história porca. Não há motivo para festa: ora esta! Eu não sei rir à toa!”.

AE – Você como pintor e desenhista pode nos apresentar um quadro da família-nuclear-burguesa-patriarcal?

B – “No centro da sala, diante da mesa no fundo do prato, comida e tristeza, a gente se olha se toca e se cala e se desentende no instante em que fala. Medo, medo, medo, medo. Cada um guarda mais o seu segredo a sua mão fechada, a sua boca aberta, o seu peito deserto, a sua mão parada, lacrada e selada e molhada de medo. Pai na cabeceira…”.

AE – Essa família lhe concedeu um prêmio no começo de 70, certo? Contam que na noite que você recebeu o prêmio os canas deram uma chegada em você, certo (Belchior sorrir)? Se alguém tentasse lhe obrigar a parar de cantar, o que você diria?

B – “E eu vos direi, no entanto”: enquanto houver espaço, corpo, tempo e algum modo de dizer Não! Eu canto”.

AE – O que você diz sobre a vida?

B (Com ar apaixonado) – “Eu escolhi a vida como minha namorada com quem vou brincar de amor a noite inteira. Vida, eu quero me queimar no teu fogo sincero. Espero que a aurora chegue logo. Vida, eu não aceito não a tua paz, porque meu coração é delinquente e juvenil, suicida, sensível demais. Vida, minha adolescente companheira, a vertigem, o abismo me atrai: é esta minha brincadeira”.

AE – Observando sua temporalidade ontológica como você concebe sua existência?

B (Pensativo) – “Até parece que foi ontem minha mocidade, meu diploma de sofrer de outra universidade, minha fala nordestina, quero esquecer o francês. E vou viver as novas que também são boas o amor/humor das praças cheias de pessoas, agora eu quero tudo, tudo outra vez”.   

AE (Afetados de alegria) – Chegado a esse platô, você gostaria de desejar algo às pessoas?

B (Muito contente) – “Quero desejar, antes do fim, pra mim e os meus amigos, muito amor e tudo mais: que fiquem sempre jovens e tenham as mãos limpas e aprendam o delírio com coisas reais”.

AE – Belchior, nós trouxemos alguns instrumentos, você aceitaria terminar a entrevista cantando uma de suas músicas que tocam diretamente ao momento atual do golpe que estanca o Brasil. Como somos seus fãs de carteirinhas, nós até poderíamos fazer o backing vocal. Mote e Glosa? Vamos nessa! Aí, moçada, acessante do Afinsophia e Esquizofia, um abração e beijos. Logo, logo estaremos novamente com Belchior “balançando o coreto”. Não é. Belchior (Ele balança a cabeça gargalhando)?

“é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo

é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo

é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo

é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo é o novo

passarim no ninho

(tudo envelheceu)

cobra no buraco

(palavra morreu)

você que é muito vivo

me diga qual é o novo

me diga qual é o novo

me diga qual é o novo

                            novo

                            novo

                            novo

me diga qual é o novo

me diga qual é

me diga qual é o novo

me diga qual é

me diga qual é o novo

me diga qual é”.

Obs: Embora Belchior tenha musicalizado várias letras de outros companheiros seus,  como por exemplo, Jorge Melo, Fausto Nilo, Francisco Casaverde, Gracco, até com o reacionário coxinha Fagner, entretanto, a maioria das letras aqui expostas são de sua autoria.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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