Arquivo para fevereiro \28\UTC 2018

PATRÍCIA FAERMANN: LAVA JATO TERIA FRAUDADO ENDEREÇO DE TÁCLA DURAN

 
Jornal GGN – A tentativa de ouvir o ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Duran sobre denúncia em que ele é acusado de lavagem de dinheiro estaria sendo fraudada pelas próprias autoridades da Justiça brasileira e de cooperação com a espanhola. 
 
A informação foi divulgada pelo advogado, após receber uma notificação de que o Ministério da Justiça espanhol não teria conseguido fazer a sua intimação oficial, por endereço incompleto. Dados como o número do apartamento e andar em que vive na Espanha foram omitidos dos arquivos da Justiça.
 
Por outro lado, Durán afirma que as coordenadas de sua residência são de conhecimento das autoridades do país europeu, uma vez que a sua própria identidade traz o endereço. Por não ter sido encontrado, o Departamento de  de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça engavetou a possibilidade de ouví-lo na acusação.
 
 
“Na qualidade de Autoridade Central para o caso em questão, comunicamos que referido pedido foi diligenciado, porém não cumprido pelas autoridades brasileiras, tendo em vista não ter sido possível a citação de Rodrigo Tacla Duran, conforme se depreende da documentação em anexo”, afirmou o departamento em ofício ao juiz Sérgio Moro.
 
 
“Nesse sentido, na ausência de nova manifestação no prazo de 90 dias, o caso em apreço será remetido ao arquivo interno deste Departamento, nada obstando que, a qualquer tempo, Vossa Excelência formule novo pedido de cooperação ou adote outras providências julgadas pertinentes”, seguiu.
 
Em resposta, Durán acredita que as autoridades brasileiras estariam tentando fraudar a citação. A equipe de defesa do advogado afirmou, em comunicado, que o “endereço estava incompleto, porque não mencionava o andar e o apartamento”, mas tais dados estariam presentes na carteira de identidade espanhola de Rodrigo, além de ser “o endereço onde vive sua mãe, o documento foi emitido muito antes da Lava Jato ser deflagrada”, completa.
 
Tal erro teria sido cometido, segundo a defesa de Durán, porque o juiz da Vara Federal de Curitiba não solicitou às autoridades espanholas a checagem da residência, o que seria logrado facilmente. “O erro foi de quem não realizou a checagem recomendada por Moro, provavelmente a Cooperação Internacional”, ressaltou.
 
Ainda, lembrou que as datas são suspeitas para a alegação dos investigadores brasileiros: cinco dias depois da tentativa frustrada de citação, o advogado compareceu a um juízo espanhol para prestar esclarecimentos. Na ocasião, os procuradores da Lava Jato afirmaram que estariam presentes, mas “não compareceram e nem justificaram a ausência, o que levou o juiz a decidir pelo indeferimento”.
 
 
“Rodrigo Tacla Duran foi citado para comparecer a esta audiência no dia 6 de novembro, quase um mês antes (conforme documento em anexo), desta vez no endereço certo. Como é que numa rogatória ele é citado no endereço correto e, em outra, o endereço está errado?”, questiona a defesa.
 
Por fim, os advogados explicam que se Tacla Durán não tivesse o endereço conhecido da Justiça não poderia ter respondido ao processo de extradição em liberdade, além de não poder ser tratado como foragido, uma vez que não foi condenado, nem no Brasil, nem na Espanha e tem o lugar de residência conhecido.
 
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‘DEMOCRACIA NO BRASIL NÃO EXISTE’, AFIRMA ALDO FORNAZIERI

ENTREVISTA

Para professor, um dos pressupostos básicos do regime é o equilíbrio material das pessoas. “Coisa que não temos aqui no Brasil.” Temer apela a Forças Armadas porque governo vive “o seu ocaso”

por Eduardo Maretti, da RBA.
 

“Pobreza e violência andam juntas na América Latina, particularmente no Brasil”

São Paulo – “O governo Temer, a rigor, tem uma sobrevida até o final do ano, mas do ponto vista fático, ele é um governo que acabou. E com essa fraqueza, ele então apela para uma instituição que ainda tem uma credibilidade pública, que são as Forças Armadas”, opina o sociólogo e professor da Escola de Sociologia e Política (FESPSP) Aldo Fornazieri. Para ele, porém, dado o caráter ilegítimo do governo, as Forças Armadas correm o risco de desmoralização, “se elas se entregarem ao jogo político de Temer”.

A criação do Ministério Extraordinário da Segurança Pública, comandado pelo ex-ministro da Justiça Raul Jungmann, segundo Fornazieri, não resolverá os problemas que, teoricamente, a pasta deveria combater. Isso porque, antes, seria necessário implementar políticas públicas.

“Pobreza e violência andam juntas na América Latina, particularmente no Brasil. Se você não tiver um conjunto de políticas públicas, acho que o Ministério da Segurança Pública vai poder fazer pouca coisa”, avalia.

Poucas horas após tomar posse como ministro da nova pasta, Jungmann substituiu o diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, pelo delegado Rogério Galloro.

O professor não acredita que o Brasil caminhe para uma ditadura, como algumas fontes da esquerda temem. “Não há ambiente internacional para isso.” Embora também não creia na possibilidade de as eleições de 2018 por algum motivo serem suspensas, Fornazieri diz que, “se o Lula for impedido (de concorrer), há uma ilegitimidade no processo eleitoral de 2018”.

De qualquer modo, para ele, “democracia no Brasil não existe”, já que um dos pressupostos básicos do regime é o equilíbrio econômico e material das pessoas. “Coisa que não temos aqui no Brasil.”

 

Na sua opinião, a criação do Ministério da Segurança Pública é uma jogada de marketing ou representa o recrudescimento do Estado de exceção?

Entendo que o mais importante é haver políticas públicas. Porque se você criar estruturas e não tiver políticas públicas adequadas, não vai resolver. Antes deveria haver uma noção de que tipo de políticas públicas para segurança vai ter, e depois criar as estruturas. O governo inverteu. Primeiro são criadas as estruturas. Da forma como foi criada a pasta, o método está errado.

Que tipo de políticas públicas o senhor recomendaria criar?

A segurança pública é um tema muito complexo. Pobreza e Violência andam juntas na América Latina, particularmente no Brasil. Se você não tiver um conjunto de políticas públicas, inclusive integrado com outros pastas, acho que o Ministério da Segurança Pública vai poder fazer pouca coisa. Tem que ter uma política de combate à pobreza, uma política social de atendimento aos setores vulneráveis, e aí sim, combinar isso com medidas preventivas de violência e fazer uma reforma geral das polícias.

Mesmo com a participação do governo federal, o fato é que a política de segurança é afeita principalmente aos estados, e o que temos hoje é um sucateamento completo das polícias. Então, em primeiro lugar, sanear as polícias, principalmente expurgando a infiltração que elas sofrem do crime organizado. Em segundo lugar, capacitá-las e, em terceiro, apostar mais na inteligência,porque grande parte dos crimes cometidos não têm solução nenhuma. Combinar medidas específicas de segurança com políticas sociais a populações vulneráveis, é isso que tem que ser trabalhado.

Como o senhor associa a criação do Ministério da Segurança com a intervenção do governo federal no Rio de Janeiro, e ao mesmo tempo com o fato de pela primeira vez um militar estar no comando do Ministério da Defesa?

Acho que é um retrocesso. O governo Temer é extremamente fraco, e não tem mais nada a oferecer. Um governo que vive o seu ocaso e está entregando a administração aos militares, o que é um sinal de fraqueza. O Fernando Henrique disse que todos os governos fracos apelam para os militares, e nesse ponto ele tem razão. O governo Temer, a rigor, tem uma sobrevida até o final do ano, mas do ponto vista fático, é um governo que acabou. E com essa fraqueza, ele então apela para uma instituição que ainda tem uma credibilidade pública, que são as Forças Armadas. Evidentemente há um risco de desmoralização das Forças Armadas, se elas se entregarem ao jogo político do Temer.

Não seria um risco também para a democracia?

Acho que a democracia no Brasil não existe. Me espanto com a esquerda, porque ela diz “é um risco à democracia”. Mas a esquerda não fala que teve um golpe? Então, se teve golpe, não é democracia. Podemos não ter uma ditadura, mas também não temos uma democracia, se estamos diante de um governo ilegítimo. A democracia já está em risco há bastante tempo.

Por outro lado, existe uma desigualdade brutal no Brasil, e a democracia não é um regime de desigualdade. Ela pressupõe um equilíbrio econômico e material das pessoas, coisa que não temos aqui no Brasil. Se a democracia está em risco há muito tempo, esse risco pode se aprofundar. Mas entendo que o sistema político brasileiro é um sistema não democrático.

Pode haver uma evolução do que está acontecendo para uma ditadura, como alguns analistas acreditam?

Ditadura, não. Não há ambiente internacional para isso. Mas violações dos direitos humanos, violações de aspectos sobreviventes da democracia, isso vai continuar acontecendo, por parte de um governo que está desesperado, que não tem moral nenhuma, que é ilegítimo e não tem mais nada a oferecer à sociedade.

As eleições deste ano, na sua opinião, serão legítimas?

Com certeza as eleições vão acontecer. Não há condições, nem internas, nem internacionais, para se cancelar as eleições. A ideia de que não vai haver eleições é um delírio da esquerda medrosa.

Mas e se, por exemplo, Lula for impedido?

Aí seria um aspecto de ilegitimidade da eleição. Se o Lula for impedido, há uma ilegitimidade no processo eleitoral de 2018.

No caso de ele ser impedido, a esquerda seria capaz de se unir em torno de outro nome?

Acho que não. Embora eu deseje a unidade da esquerda, ela se move por interesses partidários particularistas e pela famosa síndrome de Caim e Abel, porque se matam entre irmãos.

 registrado em:        

PAPO COM ZÉ TRAJANO

JURISTAS ASSINAM CARTA ABERTA AO STF SOBRE CONDENAÇÃO DE LULA

Carta aberta questiona a inconstitucionalidade de decretar prisão de acusados em processos penais a partir do julgamento em segunda instância 

Foto: Lula Marques/AgênciaPT

O Coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia, formado por juristas de todo o País, entregam ao Supremo Tribunal Federal – STF, nesta quarta-feira (28), uma Carta Aberta questionando a inconstitucionalidade da decretação de prisão de acusados em processos penais a partir do julgamento em segunda instância. Segundo os signatários, isso contraria frontalmente o artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal.

A carta conta com o apoio de coletivos e profissionais brasileiros e de acadêmicos de Direito de diversas instituições de ensino.

No documento, os juristas consideram indevida a ingerência de entidades representativas da magistratura nacional, cujos representantes defenderam e elogiaram a sentença do Juiz Sérgio Moro favorável à condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, considerando o “julgamento técnico e isento e com extrema garantia.”

Os signatários veem nessa ingerência uma forma de pressão indevida sobre a liberdade de julgamento dos ministros do STF.

Os advogados lembram ainda, no documento, as manifestações de centenas de renomados juristas do Brasil e do exterior, sobre a inexistência de provas cabais contra o acusado e inobservância de outras premissas básicas no referido julgamento, que ferem o devido processo legal, previsto no artigo 5º, inciso LIV, da CF. A ausência destas premissas pode ensejar novos recursos nas instâncias superiores de julgamento.

A carta alerta que diante da precariedade do sistema prisional brasileiro, com condições indignas para albergar qualquer apenado, condenar alguém já em segunda instância ao cumprimento de uma sentença penal equivaleria à aplicação de uma “pena de tortura”, com um tratamento cruel e degradante.

Os juristas tentam sensibilizar os Ministros da Corte Suprema para reverem a decisão que permitiu esse tipo de condenação e apelam para que eles não se deixem influenciar por ingerências externas e por campanhas casuísticas de entidades alheias ao referido processo, para que se faça justiça ao ex-presidente Lula.

Leia abaixo a íntegra da carta:

Por Brasil 247

CÁRMEN, NO STF, ATROPELA O CNJ QUE TAMBÉM PRESIDE. POR MARCELO AULER

Sepúlveda Pertence (à esq.) – que indicou Cármen Lúcia para o STF -, como advogado de Lula não conseguiu espaço na agenda da presidente do STF. (Foto: Ascom/STF)Ao deixar sem resposta o pedido de audiência protocolado no último dia 22 de fevereiro pelo ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Sepúlveda Pertence, a ministra Cármen Lúcia, que preside aquela corte, desrespeita uma recentíssima decisão – de 20 de fevereiro – do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que ela também preside. No mínimo Pertence deverá estar se questionando: a quem recorrer?

Pela decisão do CNJ, adotada por unanimidade acolhendo o voto da relatora Daldice Maria Santana de Almeida, no Pedido de Providências (nº 0004620-26.2016.2.00.0000), magistrados devem atender aos advogados, independentemente de estarem ou não agendados. O Conselho entendeu que isso é uma garantia legal, prevista no Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e na própria Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN).

Curiosamente o pedido de audiência de Pertence, recém-contratado para reforçar a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos tribunais superiores de Brasília, foi protocolado dois dias depois da decisão do CNJ. Do encontro deverão participar ainda os dois tradicionais defensores do ex-presidente, José Roberto Batochio e Cristiano Zanin Martins.

Os três visitam os ministros do STF para a entrega de “memorial”.  Um documento em que as partes de um processo relacionam as teses que defendem na causa. No caso trata-se de um Habeas Corpus preventivo – HC 152.752 – para evitar que Lula venha a ser preso, se confirmada a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). O Tribunal do Sul, como se sabe, não só confirmou a condenação decretada por Sérgio Moro como ainda aumentou a pena para 12 anos e 1 mês de forma a não beneficiar o condenado com a prescrição.

Na ementa da decisão do CNJ, uma longa exposição dos motivos que levaram a Corte acatar a reclamação e determinar que magistrados atendam advogados.A decisão do CNJ atendeu a uma reclamação da seccional da OAB no Ceará onde duas juízas de Varas Cíveis estariam criando empecilhos  para o atendimento dos advogados. Acatando o voto da relatora, o plenário deixou claro que a limitação do atendimento a alguns dias da semana viola a prerrogativa profissional do advogado.

Apesar disso, a ministra Cármen deixou o ministro aposentado sem qualquer resposta desde o dia 22, ou seja, há uma semana.

Verdade que os ministros do Supremo não estão subordinados às decisões do CNJ. Mas, ainda assim, soa mal, a presidente do Conselho não cumprir o que ele decidiu.

Para Cármen o caso de Lula é bastante emblemático justamente por conta do ingresso de Pertence na causa. Afinal, os dois são amigos desde o tempo em que Cármen atuava como procuradora do Estado de Minas Gerais. O ex-ministro do STF foi o responsável pela indicação dela para a cadeira do Supremo quando da aposentadoria do ministro Nelson Jobim, em 2006.

No cargo de ministra, como noticiamos aqui no Blog em “Lula terá salvo conduto do STF”. Será?, ela tem se considerada impedida de julgar processos em que Pertence apareça como parte. Poderá adotar a mesma medida na apreciação do HC preventivo impetrado pela defesa de Lula. Com isso, Dias Toffoli assumiria a presidência da sessão.

Há ainda a possibilidade de ela estar aguardando o julgamento de um Habeas Corpus parecido – HC 434.766 – no Superior Tribunal de Justiça. Ali, a liminar foi negada pelo ministro Humberto Martins, vice-presidente no exercício da presidência do tribunal, durante o recesso de janeiro. Este julgamento está marcado para quinta-feira (01/03).

Ali, o relator dos casos da Lava Jato é o ministro Félix Fischer, oriundo do Paraná. Segundo informam advogados que atuam nos muitos processos da Operação, o atendimento aos seus pedidos têm sido negados invariavelmente, não apenas pelo relator como pela 5ª Turma. Além de Fischer, participarão da votação Jorge Mussi, Reynaldo Soares da Fonseca, Marcelo Navarro Ribeiro Dantas e Joel Ilan Paciornik.

A perspectiva, segundo advogados que acompanham os casos da Lava Jato, é que a 5ª Turma, mesmo tendo alguns ministros considerados “ponderados”, eles não queiram modificar o entendimento já manifesto pelo próprio STJ, em consonância com a decisão do STF, de 2016,

Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e Edson Fachin já se manifestaram publicamente a favor da rediscussão das prisões após julgamento em segunda instância no plenário. (Fotos Ascom/STF e Agência Senado)

O próprio vice-presidente do STJ, ao negar a liminar no recesso do judiciário, deixou claro seu entendimento favorável à prisão dos condenados em segunda instância. Logo, dificilmente no julgamento desta quinta-feira haverá uma mudança de posição naquela corte. O caso ficará mesmo para ser decidido no Supremo, com todas as dificuldades que isso possa trazer à sua presidente.

Ai, a pressão dos ministros têm sido grande. Já houve uma manifestação expressa, pública, do decano da corte, ministro Celso de Mello, e dos ministros Ricardo Lewandowski e Edson Fachin ao deixarem de apreciar dois pedidos de Habeas Corpus, na 2ª Turma, remetendo-os à apreciação do plenário.

O mesmo ocorreu quando Fachin apreciou o HC preventivo de Lula. Para negar a liminar, deu uma explicação técnica, de que o Supremo não costuma examinar liminarmente um caso antes de o mérito ser julgado no STJ. Mas, na decisão, ele fez questão de registrar que o assunto merece ser visto no plenário e não na turma, por tratar-se de uma questão de constitucionalidade da medida adotada em 2016 pelo próprio STF, quando autorizou a prisão após condenação em segunda instância. Foi um placar apertado, de 6 a 5. Da decisão de Fachin consta:

Como é notório, pende de julgamento o mérito das ADCs 43 e 44, da relatoria do Ministro Marco Aurélio, cujo tema precede, abarca e coincide com a matéria de fundo versada no presente writ. Há, portanto, relevante questão jurídica e necessidade de prevenir divergência entre as Turmas quanto à questão relativa à possibilidade de execução criminal após condenação assentada em segundo grau de jurisdição“.

Agora, a questão está com a presidente do STF, responsável pelas pautas do plenário. Ou com Dias Toffoli, caso ela se considere impedida de julgar o caso do Lula, pela presença de Pertence, a quem não recebeu, passando por cima da decisão do CNJ.

 

MÍDIA NINJA: SÉRGIO MORO É ESCRACHADO NO MÉXICO

O Colectivo México-Brasil contra el golpe protestou contra Sérgio Moro, que esteve no El Colegio Nacional no país latino da América do Norte para uma conferência, provando que onde ele for, haverá denúncias e resistência do povo brasileiro. O grupo afirmou que o julgamento do ex presidente Lula foi político e não relacionado à justiça dos fatos. Confira o vídeo do protesto feito pelo grupo!

TRAFICANTES SÃO INTERMEDIÁRIOS, OS CHEFÕES MORAM NA BARRA, DIZ PAULO SÉRGIO PINHEIRO

A VIDA COMO ELA É

No programa “Entre Vistas”, da TVT, Paulo Sérgio Pinheiro analisou a intervenção federal no Rio de Janeiro e o tema da segurança pública
por Redação RBA.
 
                                                                               RBAPaulo Sérgio Pinheiro

“Estamos num momento célere de desconstrução de tudo que se conquistou”, avalia Paulo Sérgio Pinheiro

São Paulo – Ex-ministro de Direitos Humanos do governo de Fernando Henrique Cardoso, Paulo Sérgio Pinheiro não é nem um pouco otimista com a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. Do despreparo do Exército para agir em meio à população civil a ausência da vigilância da Baía da Guanabara.

“Não vai dar em nada”, disse na última terça-feira (27), durante participação no programa Entre Vistasapresentado por Juca Kfouri, na TVT. Carioca, frequentador da praia do Leblon quando era criança, Pinheiro afirmou que os traficantes normalmente apresentados como chefes do tráfico são apenas intermediários, enquanto os verdadeiros líderes do negócio moram em bons apartamentos na Barra da Tijuca – ou no exterior.

O cientista político, um dos formuladores do Núcleo de Estudos da Violência da USP, também criticou a ausência do enfrentamento da lavagem de dinheiro proveniente das drogas no sistema bancário do Brasil, algo vital para diminuir o poder do narcotráfico. Comparando com fatos acontecidos em Nova York e Miami, onde a máfia usava pizzarias e outros estabelecimentos comerciais para lavar dinheiro, Paulo Sérgio Pinheiro não aliviou: “Hoje, São Paulo é uma grande praça de lavagem de dinheiro”. E foi além: “É evidente que o tráfico da favela é mantido pelos consumidores das classes dominantes que têm dinheiro para comprar cocaína. Então, por que a sanha contra os pobres e afrodescendentes?”

Assista

Para ele, a localização das favelas na zona sul do Rio de Janeiro durante muito tempo foi “útil aos brancos”, pois ali moravam seus empregados, com rápido acesso ao local de trabalho na casa ou na empresa do patrão. Uma relação definida pelo ex-ministro de Direitos Humanos como baseada no desprezo e no racismo com os moradores das favelas.

Ao ser lembrado do caso envolvendo o capitão do Exército William Pina Botelho, conhecido como Balta Nunes, Pinheiro usou de ironia para criticar a ação. No episódio, o militar atuou como agente infiltrado e forneceu à polícia informações que levaram à prisão 18 jovens que rumavam para uma manifestação contra o governo Temer. Para ele, o método deveria ser empregado não para criminalizar movimentos sociais, mas para enfrentar o narcotráfico, tendo sido um instrumento importante nos Estados Unidos e na Itália no combate contra a máfia.

Foi quando Juca Kfouri lhe perguntou se não teme ser preso, considerando suas críticas. “Acho que do jeito que as coisas vão, isso pode acontecer…”, respondeu.   

Crítico do processo que destituiu Dilma Rousseff da Presidência da República, Pinheiro se revela preocupado com a situação política do país. “Hoje, Temer é um governo regressista, porque põe abaixo tudo o que se conquistou (nos governos Fernando Henrique, Lula e Dilma). É um momento de desconstrução da democracia, de tudo que se conquistou.”

Nesse contexto temas como a revogação do Estatuto do Desarmamento ou a redução da maioridade penal ganham força para serem alterados. “Esse Congresso aprova qualquer coisa.”

Durante a gravação do programa Entre Vistas, no Café do Sindicato dos Bancários, no Edifício Martinelli, centro de São Paulo, o ex-ministro foi questionado sobre contradições do pensamento progressista ditos de “esquerda” na temática da segurança pública. E respondeu: “Não é verdade que a esquerda não esteja acordada para o tema da segurança. O sucesso do Fórum Brasileiro de Segurança Pública é prova disso, e não me consta que o Fórum seja de direita”, afirmou.

Cidadão de direitos

Ex-relator do assunto infância na Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, Paulo Sérgio Pinheiro avalia que as crianças serão as primeiras vítimas do congelamento por 20 anos dos gastos do governo federal, tendo como consequência retrocessos em direitos econômicos e sociais. “É preciso ter políticas estritamente direcionadas para crianças e adolescentes”, acredita. Da mesma forma, o ex-ministro também avalia que o as vítimas na linha de frente da intervenção federal no Rio de Janeiro serão os jovens

Perguntado sobre a lei 13.010/2014, conhecida como a Lei da Palmada, Pinheiro destacou que toda criança e adolescente tem que ser vista como um ser de direitos, e que a famosa “palmada” é ineficiente. “Há muitos estudos sérios sobre o tema. É uma abordagem estúpida, que não adianta nada. Se não admitimos violência do homem contra a mulher, violência contra os animais…é totalmente absurda.”

Ao final do programa, Juca Kfouri provocou Paulo Sérgio Pinheiro a respeito de suas relações pessoais, considerando sua amizade com Fernando Henrique Cardoso, o fato de ter trabalhado para Franco Montoro, mas também ter sido nomeado para a Comissão Nacional da Verdade por Dilma Rousseff e ter boa relação com o ex-presidente Lula.

“Eu não sou confiável”, brincou. “Minha luta são os direitos humanos.”  


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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