Arquivo para 3 de dezembro de 2017

MÍDIA NINJA: TORCIDA DO GALO NÃO DEIXA BARATO COM A GLOBO E A CHAMA DE CORRUPTA

“GLOBO CORRUPTA PAGOU PROPINA NO FUTEBOL. E AÍ?”, diz faixa.

Com essa frase em uma bandeira, a torcida do Atlético Mineiro fez seu protesto no jogo contra o Grêmio, que acontece agora a tarde no Estádio Independência, em Belo Horizonte. A ação aconteceu pela denúncia de que a Rede Globo pagou propina para manter sua exclusividade de transmissão do Campeonato Brasileiro. A torcida também “homenageou” a emissora com o clássico “ei, Globo…”

Vìdeo: Mídia NINJA

 

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LUIS NASSIF: LAVA JATO SIMULOU ACORDO DE DELAÇÃO COM TACLA DURÁN UTILIZANDO CONTA INATIVA EM PARAÍSO FISCAL.

 

Zucolotto, Moro, Sanuel Rosa e Rosângela em show do Skank

Esta reportagem faz parte da série sobre a indústria da delação premiada da Lava Jato, projeto de crowdfunding do DCM com o GGN. As demais estão aqui

As acusações do advogado Tacla Durán contra a Lava Jato se fundamentam em três documentos

 O primeiro, no print das telas do celular, com a suposta conversa com o advogado Carlos Zucolotto Junior, melhor amigo de Sérgio Moro e sócio de Rosângela Moro em escritório de advocacia.

Na proposta original de delação, Tacla recebeu uma condenação de US$ 15 milhões, além das penalidades criminais.

A conversa com Zucolotto foi por Wickr, um aplicativo que deleta as mensagens depois de cinco segundos. Tacla teria fotografdo as mensagens antes de sumirem.

Na conversa auditada, Zucolotto sugere uma contraproposta, diminuindo para um terço o valor da multa, mediante o pagamento de R$ 5 milhões “por fora”, “porque tenho que resolver o pessoal que vai ajudar nisso”.

Menciona um encontro com uma pessoa “para melhor isso com o DD”. O único DD da Lava Jato é o procurador Deltan Dallagnol, chefe da equipe do Ministério Público Federal.

As conversas teriam ocorrido no dia 24 e 25 de maio.

Apenas dois dias depois, em 27 de maio, o advogado de Tacla recebe um e-mail do procurador Roberson Henrique Pozzobon, com cópia para seu colega Carlos Fernando dos Santos Lima.

No assunto, “Termos de proposta de acordo – Prazo de validade”.

No texto, Pozzobon diz que a minuta está fechada. “Fizemos ontem os ajustes finais com os colegas do GT [grupo de trabalho] de BSB”.

E avisa que a próxima reunião seria no dia 30 de maio.

Anexado, a minuta do acordo explicitando a esperteza que seria adotada para mudar os valores.

A minuta previa uma multa total de R$ 55.785.200,00. E dizia para quem seria o pagamento: 80% para a Petrobras e 20% para a União. O “colaborador” – como é tratado Tacla Duran no documento – “compromete-se a depositar em conta judicial no prazo de 30 dias após a homologação do acordo”.

Diz a proposta de acordo: “Caso o COLABORADOR comprove que, no prazo de 30 dias da homologação do presente acordo não pode, por motivos alheios à sua vontade, internalizar e depositar em juízo o valor pactuado (…) o MPF buscará a internalização dos valores por via própria”.

“Se as diligências (…) não permitirem a internalização dos valores em prazo razoável a ser estabelecido pelo MPF, o colaborador compromete-se, no prazo de 20 dias de sua notificação pelo MPF, efetuar o pagamento de multa no valor de R$ 13.827.000,00 (os US$ 5 milhões na cotação do dia)”.

Os procuradores  e Zucolotto sabiam que não havia dinheiro na conta de Andorra e que na conta de Cingapura, declarada à Receita Federal, havia saldo suficiente para os pagamentos.

Tacla recusou o acordo, pelo fato de não ter sido mantida a condenação penal. A conta de Cingapura foi bloqueada em seguida e o MPF nunca pediu o bloqueio da conta de Andorra, comprovando que sabia da falta de movimentação nela.

A defesa da Lava Jato tem sido a de minimizar a denúncia. Não dá mais. Nem a própria imprensa tradicional está conseguindo conter a ansiedade de colunistas e repórteres.

E, aí, a Lava Jato entra na chamada sinuca de bico. Em algum momento, terão que prestar contas e dar explicações plausíveis sobre o episódio. Se não fizerem, a dinâmica da suspeição se alastrará. Se prestarem, quebra-se a aura da intocabilidade. Em qualquer hipótese, Tacla conseguiu enfiar um punhal no fígado da delação premiada.

DELEGADA DA PF QUE PRENDEU EX-REITOR DA UFSC É ALVO DE INVESTIGAÇÃO NA JUSTIÇA, A PEDIDO DA FAMÍLIA CANCELLIER

Enquanto sofre um procedimento de responsabilidade administrativa, civil e penal por abuso de autoridade, Erika Mialik Marena é promovida para superintendente da Polícia Federal em Sergipe.

Por Lucas Vasques

Uma ferida que não cicatriza e um enorme desejo de que seja feita Justiça. Esses dois fatores motivaram a família de Luis Carlos Cancellier de Olivo, ex-reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a ingressar com um pedido de investigação de abuso de autoridade contra a delegada da Polícia Federal de Santa Catarina, Erika Mialik Marena, responsável, entre outras ações, pelo pedido de prisão de Cancellier, em 14 de setembro.O procedimento de responsabilidade administrativa, civil e penal tramita no Ministério da Justiça, foi endereçada ao ministro Torquato Lorena Jardim e requerido por Acioli Antônio Cancellier de Olivo e Júlio Cancellier de Olivo, irmãos do ex-reitor, e por Mikhail Vieira Cancelier de Olivo, seu filho.

Embora não fosse do conhecimento de Acioli, a delegada Erika Mialik Marena é frequentemente protagonista de investigações com ampla cobertura da mídia, muitas delas com repercussão muito acima do justificável. “A ideia foi uma iniciativa da família”, revela Acioli.

Cancellier foi o principal alvo da Operação Ouvidos Moucos, chefiada por Erika, que conseguiu na Justiça Federal um mandado de prisão contra o então reitor da UFSC. Por solicitação da delegada, ele também foi proibido de frequentar as dependências da universidade, a qual considerava extensão de sua casa. Ao se sentir “banido”, entrou em profunda depressão e se suicidou.

Acioli descreve as justificativas no requerimento: “Todo o espetáculo hollywoodiano conduzido pela representada em detrimento dos mais comezinhos princípios e garantias individuais constitucionalmente previstos foram fatores determinantes para o desfecho trágico da operação, que culminou na morte de Luis Carlos Cancellier de Olivo”.

Uma das reclamações se refere ao vazamento da Operação, que foi desencadeado após uma investigação que estava sob sigilo. Ou seja, voltou-se a observar a prática cada vez mais comum de vazamentos, que ocorrem nas grandes operações da Polícia Federal. No documento, o irmão do ex-reitor denuncia: “A ausência do necessário sigilo, com a divulgação excessiva de informações equivocadas pela PF, estigmatizou todos os investigados, especialmente Luis Carlos Cancellier de Olivo, a quem foi atribuída pela autoridade presidente do inquérito e, posteriormente, pela mídia, a participação em desvio milionário, quando, na verdade, a única acusação genérica contra ele, movido por um subordinado e oposicionista político, era de ter tentado “obstruir” investigação no âmbito administrativo da UFSC, o que nem de longe configura crime”.

Na representação, Acioli continua: “Deflagrada a Operação com larga e instantânea cobertura da imprensa local e nacional, que, apesar do sigilo, contou com o fornecimento de informações processuais privilegiadas, a exemplo do exato momento de cumprimento dos mandados de prisão, Luis Carlos Cancellier de Olivo não resistiu à pressão de ser humilhado publicamente pela injusta acusação por um fato anômalo, jamais praticado (tentativa de obstrução administrativa), tendo este fato sido determinante para a prática do ato extremo que culminou em seu falecimento precoce e que tem acarretado danos irremediáveis aos familiares ora signatários”.

O irmão do ex-reitor da UFSC informa que a família deseja “a correta apuração dos fatos que desencadearam a referida operação e o desfecho trágico; e que se irregularidades foram cometidas, que os responsáveis sejam punidos. Além da imensurável tristeza para os familiares e amigos por esta insuperável perda, fica a reputação manchada por inverdades indevidamente divulgadas pela representada aos meios de comunicação, que se estendem a todos da família de Luis Cancellier”.

Abuso

Ainda segundo a ação imposta pela família Cancellier, a Lei 4.898/1965, que regulamenta a representação nos casos de abuso de autoridade, dispõe, em seu artigo 4º, “b” e “h” que constitui abuso “submeter pessoa sob sua guarda ou custódia e vexame ou a constrangimento não autorizado em lei” e praticar “ato lesivo da honra ou do patrimônio de pessoa natural ou jurídica, quando praticado com abuso ou desvio de poder ou sem competência legal. No presente caso, a autoridade policial não só submeteu o falecido reitor a imensurável vexame ao conduzir sua prisão, em local inadequado (penitenciária), como causou mácula irreparável à sua honra, ao divulgar a informação de que ele estaria envolvido em suposto desvio milionário, quando o próprio caderno investigativo afirma que seu envolvimento estaria restrito a alegada interferência administrativa. Dessa forma, por tudo que foi exposto, resta evidente que a delegada Erika Mialik Marena extrapolou suas funções institucionais, devendo ser apurados com rigor os abusos praticados na Operação Ouvidos Moucos, a fim de responsabilizar os envolvidos no trágico desfecho”.

Acioli ressalta que na decisão que deferiu as medidas extremas não foram apontados quaisquer elementos que comprovassem o envolvimento de seu irmão em atos ilícitos. “Havia apenas a declaração do então corregedor da UFSC, Rodolfo Hickel do Prado, desafeto político de Cancellier. Além disso, não foi respeitado o exercício do contraditório, ou seja, que ele fosse intimado previamente para prestar esclarecimentos ou, na pior das hipóteses, sua condução coercitiva à sede da Polícia Federal”.

As irregularidades não param por aí, segundo Acioli: “Não bastasse a completa ausência de elementos na recém-nascida Operação, a autoridade representada convocou, segundo nota da própria PF, 105 agentes federais, incluindo delegados lotados em outros estados, como do Maranhão (que interrogou Luis), tudo para deflagrar um espetáculo midiático e prender “perigosíssimos” 7 professores universitários, possivelmente com custo (diárias, hospedagem, alimentação, transporte etc) superior ao do suposto desvio”.

Fotos: Reprodução

 

NINGUÉM SEGURA O LULA. LULA AMPLIA LIDERANÇA E VENCERIA EM TODOS CENÁRIOS DO SEGUNDO TURNO

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Nova pesquisa do instituto, realizada em 29 e 30 de novembro, aponta ainda que Bolsonaro se mantém em segundo, mas com metade das intenções de Lula.

Pesquisa Datafolha divulgada na tarde deste sábado (2) mostra que o ex-presidente Lula mantém a liderança da disputa presidencial para 2018 com o dobro de indicações do segundo colocado Jair Bolsonaro. A depender da relação dos concorrentes exibida aos entrevistados, Lula varia de 34% a 37% das citações e venceria todos os adversários no segundo turno. Bolsonaro obtém de 17% a 18% das intenções de voto. Mesmo em simulações sem Lula, os nomes testados do PSDB continuam sem mostrar consistência. Nestas simulações, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, aparece em terceiro (varia de 9% a 12%). O prefeito paulistano João Doria, chega a 6%.

Em um eventual segundo turno, o ex-presidente venceria Marina Silva, da Rede, por 48% a 35%, Bolsonaro por 51% a 33% e Alckmin, nome mais cotado no momento para representar os tucanos nas eleições, por 52% a 30%.

Um dos nomes citados para substituir Lula, num eventual impedimento de sua candidatura, o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad ficaria com 3%, empatado tecnicamente com Manuela D´Ávila (PCdoB, 2%). Nas simulações sem Lula, o voto em branco ou nulo sobe bastante, de 12% a 14% para de 25% a 30%.

Em termos de perfil do eleitor, não há mudanças significativas em relação ao que já foi apurado até aqui. Lula tem a preferência entre mais pobres e moradores da região Nordeste. Bolsonaro faz especial sucesso entre homens, jovens e com renda maior. 

O ministro Henrique Meirelles (Fazenda) deseja ser candidato, mas tem desempenho baixo hoje. Oscila entre 1% e 2% de intenções, mesmo nível de Paulo Rabello de Castro (PSC), João Amoêdo (Novo) e Guilherme Boulos (cortejado pelo PSOL). Rabello de Castro é o atual presidente do BNDES e apareceu no programa partidário na TV, há duas semanas, como pré-candidato.

O Datafolha ouviu 2.765 eleitores em 192 cidades entre 29 e 30 de novembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Confirmação

Pesquisa recente CUT/Vox Populi havia captado tendência parecida: a liderança folgada de Lula e a consolidação de Bolsonaro em segundo lugar. No levantamento realizado entre 27 e 30 de outubro, o ex-presidente somava 42% das intenções de votos e Bolsonaro chegava a 16%. Os demais presidenciáveis oscilavam em percentuais bem decepcionantes. Igualmente o petista venceria todos os adversários no segundo turno.

A enquete do Vox Populi incluiu o apresentador de tevê Luciano Huck, que ainda não havia anunciado a sua recusa em concorrer à presidência da República. Huck foi citado por 2% dos entrevistados.

ISENÇÃO TRILIONÁRIA É A CEREJA DO BOLO DA ENTREGA DO PRÉ-SAL

Angra dos Reis - RJ, 03/06/2011. SCAVE - Local do evento da Cerimônia de batismo da Plataforma P - 56. Foto: Ichiro Guerra/PR.

NA ÚLTIMA quarta-feira, Michel Temer e seus comparsas empreenderam mais um ataque contra os cofres públicos. A base governista aprovou uma MP que fará o país abrir mão de 1 trilhão em impostos em favor das petrolíferas estrangeiras que irão explorar o pré-sal brasileiro. Mas este é apenas um dos capítulos finais de um roteiro entreguista que começou a ser desenhado antes mesmo do golpe parlamentar.

Depois do fim do monopólio da Petrobrás em 1997, a exploração dos campos de petróleo passou a obedecer um regime de concessão. Empresas vencedoras de licitação passavam a ser as donas do petróleo e apenas pagavam royalties ao governo. Após a descoberta do pré-sal, o governo Lula propôs uma mudança no modelo de licitação: o vencedor teria que compartilhar com a União a produção do petróleo e a Petrobrás teria que ter obrigatoriamente no mínimo 30% de participação nos consórcios.

Logo após o surgimento das primeiras propostas para o novo marco regulatório, petroleiras internacionais começaram a atuar nos bastidores. Entre 2008 e 2009, telegramas trocados entre o consulado americano no Brasil e Washington, publicados pelo WikiLeaks, revelaram o lobby das petrolíferas para combater as novas regras da exploração do pré-sal. Em uma das mensagens, uma diretora da Exxon aparece preocupada porque a “Petrobrás terá todo controle sobre a compra de equipamentos, tecnologia e a contratação de pessoal, o que poderia prejudicar os fornecedores americanos”. Em outra, uma diretora da Chevron diz que o governo está fazendo uso político do novo modelo e afirma que “as regras sempre podem mudar depois”. Ela ainda afirmou que a nova estratégia a ser adotada é “recrutar novos parceiros para trabalhar no Senado, buscando aprovar emendas essenciais na lei, assim como empurrar a decisão para depois das eleições de outubro”.

Um desses parceiros foi revelado em um dos telegramas intitulado “A indústria de petróleo vai conseguir combater a lei do pré-sal?”. Era o então pré-candidato à presidência José Serra (PSDB), que fez a seguinte promessa para a Chevron: “Deixa esses caras (do PT) fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”.

Em fevereiro de 2016, o então senador José Serra começa a cumprir a promessa feitas às petroleiras americanas. Uma proposta de sua autoriapara derrubar a obrigatoriedade da presença da Petrobrás na exploração das camadas do pré-sal é aprovada no Senado. Estava plantada a sementinha da dilapidação do pré-sal brasileiro. A proposta também previa acabar com a exigência de contratação de conteúdo local na fabricação de equipamentos. O vice-presidente da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) acredita que esta medida afetará gravemente a indústria nacional e pode desempregar mais de 1 milhão de brasileiros. Ele ainda questionou: “Imagina um governo decidir a favor de seis petroleiras estrangeiras e virar as costas para 200 mil industrias do seu próprio país? Tem alguma coisa errada”.

Após a tomada de poder, Serra foi escolhido para ser ministro das Relações Exteriores. A raposa amiga das petroleiras internacionais foi escolhida por Temer para intermediar a venda da nossa galinha dos ovos de ouro. E ele tinha pressa em atender aos interesses do lobby internacional. Às vésperas de se confirmar na Câmara sua proposta aprovada no Senado, Serra recebeu no Itamaraty a cúpula da britânica Shell. Será que nosso ministro defendeu os interesses do Brasil nesse encontro? Se levarmos em conta os telegramas interceptados pelo Wikileaks, a resposta é não.

Com a porteira aberta, o governo brasileiro deu início aos primeiros leilões de áreas do pré-sal em outubro passado sob as regras desejadas pelas empresas estrangeiras. As vendas chegaram a ser suspensas pela Justiça Federal pelo potencial de prejuízo ao patrimônio público. É que o preço inicial, estipulado pelo governo, estava muito camarada. A decisão foi revertida e a caravana de Temer e Serra pôde desfilar normalmente na passarela do entreguismo.

Em novembro, o The Guardian publicou novas informações sobre o lobby internacional que ronda o pré-sal. Um telegrama obtido pelo Greenpeace revelou que o governo do Reino Unido atuou fortemente em nome de petroleiras britânicas (Shell, BP e Premier Oil) interessadas em se dar bem nos leilões do pré-sal. Greg Hands, ministro do comércio exterior daquele país, se encontrou pelo menos 3 vezes no mês de março com Paulo Pedrosa, secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia. Segundo a reportagem, Pedrosa garantiu ao ministro britânico que estava pressionando internamente o governo brasileiro para atender as demandas dos britânicos. Este lobby descarado em favor de interesses nacionais não ganhou status de escândalo, passou voando no noticiário e rapidamente caiu na vala do esquecimento.

O resultado das ações deste conluio não poderia ser diferente. Tanto as empresas britânicas quanto as americanas se deram muitíssimo bem nos leilões. A Shell, por exemplo, pode ser considerada a grande vencedora.

No lobby do ministro britânico estava também incluída a redução de impostos para os vencedores dos leilões. E como seu pedido é uma ordem, a base governista na Câmara aprovou uma isenção trilionária nesta semana, em plena crise fiscal. Não bastou vender o pré-sal a preço de banana, Temer e sua turma precisavam incrementar o sabujismo. E não se trata apenas de abrir mão de impostos, mas da soberania nacional e do nosso posicionamento na geopolítica mundial. 

Numa época em as renúncias fiscais da Lei Rouanet causam revolta, essa isenção trilionária em favor de interesses internacionais não parece ter incomodado ninguém. Se somarmos as isenções fiscais da Lei Rouanet com todo o dinheiro roubado descoberto pela Lava Jato, por exemplo, não chegaremos nem perto do montante do qual o governo está abrindo mão. É um dos maiores assaltos aos cofres públicos que já se viu. Tudo feito dentro da lei, com a conivência de boa parte do povo brasileira e sob o silêncio da grande mídia.

Assim como as reformas trabalhista e previdenciária foram feitas sob medida para atender os interesses do mercado financeiro, todas as ações do governo Temer em relação ao pré-sal foram para atender os interesses internacionais. Os vendilhões da pátria estão depenando o país e o feirão não tem data para acabar. A entrega do pré-sal virou o grande símbolo da republiqueta de bananas que o Brasil voltou a ser dentro da geopolítica mundial.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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