Arquivo para 1 de dezembro de 2017

PORTAL FORUM: FRENTE POVO SEM MEDO MANTÉM MOBILIZAÇÃO CONTRA REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Da Redação*

A organização política, coordenada por Guilherme Boulos, afirma que, embora as centrais sindicas tenham adiado a greve geral, entende “que a ameaça permanece, exigindo mobilização permanente dos setores populares contra este grave ataque do governo Temer”.

Após a decisão de algumas centrais sindicais no sentido de adiar a greve geral, prevista inicialmente para o próximo dia 5, em protesto contra a reforma da Previdência do governo Temer, a Frente Povo Sem Medo divulgou uma nota informando que irá manter as mobilizações.

Coordenada por Guilherme Boulos, a Frente, que reúne movimentos sociais de diversas áreas, afirma que, embora as centrais sindicas tenham adiado a greve geral, a organização “compreende que a ameaça permanece, exigindo mobilização permanente dos setores populares contra este grave ataque do governo Temer. Por isso, de nossa parte, manteremos as manifestações de rua marcadas para o dia 5 em várias cidades brasileiras e apoiaremos todas as paralisações dos trabalhadores”, diz ainda o texto. “Seguiremos com a orientação de unidade com a Frente Brasil Popular na construção destas atividades”, completa.

“Todos às ruas no dia 5! Não à reforma da Previdência!”, convoca a Frente.

*Com informações do Brasil 247

Foto: Reprodução

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PAPO COM ZÉ TRAJANO

DCM: MULHER DE MORO É O ELO ENTRE A INDÚSTRIA DA DELAÇÃO PREMIADA E A MÁFIA DAS FALÊNCIAS NO PR. POR JOAQUIM DE CARVALHO

  
Rosângela Moro e o marido, Sergio

Esta é a terceira reportagem da série sobre a indústria da delação premiada na Lava Jato, feita em parceria entre o Jornal GGN e o DCM e financiada através de crowdfunding. As anteriores estão aqui. Fique ligado

Rosângela Maria Wolff de Quadros Moro é conhecida por sua atuação em defesa da APAE do Paraná, a ponto de ela mesma se anunciar em uma audiência pública no Congresso Nacional como representante do então vice-governador do Estado, Flávio Arns, do PSDB, que era (e é) presidente da federação das associações no Estado.Isso antes da fama do marido, Sergio Moro.

Com a fama dele, a partir de 2014, alçado à condição de herói da Lava Jato, Rosângela também se tornou conhecida em promover o marido — criou no Facebook a página Eu MORO com ele, em que reproduz matérias elogiosas.

Pouco se sabe da atuação de Rosângela no sentido estritamente profissional do direito.

Ela apareceu na lista de advogados a quem o doleiro Rodrigo Tacla Durán fez pagamentos por serviços (não especificados) prestados, teve seu nome divulgado no site do escritório de um amigo de Moro, Carlos Zucolotto Júnior, como profissional da sociedade. Mas, no cadastro nacional da OAB, aparece como integrante de outro escritório de Curitiba, o Andrade Maia.

Ao portifólio particular de Rosângela, podem-se acrescentar serviços prestados também à família Simão, apontada em uma CPI de 2011 como integrante da Máfia das Falências do Estado, uma organização que se desenvolveu no seio do Poder Judiciário do Paraná.

Quem estava na linha de frente da defesa da família Simão é Marlus Arns, sobrinho do ex-vice-governador Flávio. A mulher de Moro também aparece como advogada de uma das massas falidas administradas pela família Simão, só que com menor destaque do que Marlus. É a da GVA, fabricante das famosas placas madeirit.

A GVA, ao quebrar, deixou as páginas de economia para entrar nas de polícia.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Guarapuava, no interior do Paraná, Sirlei César de Oliveira, se lembra bem do caso da GVA, até porque até hoje luta para que os trabalhadores recebam algo das verbas rescisórias.

Marlus Arns

“Ninguém recebeu nada. A verba está depositada em juízo, mas eles não têm interesse em buscar a solução. Enquanto isso, vão administrando os bens e desviando o dinheiro que entra”, afirma.

O esquema da Máfia das Falências, revelado pela CPI, é engenhoso.

Pelas contas do então deputado estadual Fábio de Souza Camargo, presidente da CPI, pelo menos R$ 400 milhões foram desviados de empresas que quebraram e deveriam ser usados para o pagamento do Fisco, trabalhadores e credores.

A CPI foi encerrada antes do relatório por decisão da Justiça, mas Fábio e alguns deputados continuaram a investigar, com audiências públicas pelo interior do Estado, onde a máfia deixou rastro. Uma dessas audiências foi em Guarapuava, cidade da GVA. Marlus representou a família Simão.

Cobrado por não ter pago os trabalhadores, o advogado fez uma acusação séria. Disse que o sindicato tinha recebido honorários no valor de R$ 1,1 milhão, como adiantamento por honorários devidos — 10% sobre o valor da dívida total.

“Era mentira. O sindicato teria, sim, direito a honorários, mas assim que todas as verbas fossem quitadas, ou seja, 10% do total de R$ 11 milhões”, disse ao DCM.

Alguns meses depois de instalada, a CPI foi proibida de continuar funcionando pelo Tribunal de Justiça do Paraná, a pedido da Associação dos Magistrados do Estado. Na ação, a AMAPAR afirmou que agia em nome dos juízes de sua base, que estariam se sentidos ameaçados pelos parlamentares.

A AMAPAR não apresentou os nomes desses juízes. Ainda assim, como entidade de classe, teve o pedido de encerrar a CPI aceito pelo tribunal.

O argumento da associação é que a CPI foi criada sem que houvesse fato determinado que justificasse sua instalação. Para o presidente da Comissão, Fábio de Souza Camargo, era um pretexto. A CPI, segundo ele, estava chegando ao coração de uma verdadeira máfia.

Filho de um ex-presidente do Tribunal, desembargador Clayton Camargo, e irmão de uma juíza que atuava na vara de falências, Fábio disse que, ao contrário do que imaginava no início, a máfia não estava fora do Judiciário.

“Não era um esquema qualquer. Fosse um esquema montado com o fim exclusivo de fraudar os juízes e o Judiciário, um esquema ‘de fora para dentro’, ele já teria sido desmantelado. Ficou claro para mim, cada vez mais, que o esquema é de ‘dentro para fora’, ou seja, os operadores reais estão dentro das entranhas do TJPR”, escreveu ele, no livro “Poder, Dinheiro e Corrupção – Os Bastidores da CPI das Falências”.

Fábio diz que o livro, escrito e editado por ele, foi a alternativa que encontrou para revelar o que havia apurado na CPI. A obra chegou a ser proibida pela Justiça, e recolhida das livrarias, mas ainda assim é possível encontrar exemplares em alguns estabelecimentos.

Para esta reportagem, comprou-se um exemplar numa livraria da Universidade Federal do Paraná.

Rosângela Moro aparece como advogada da massa falida da GVA em pelo menos seis ações trabalhistas. Segundo o deputado Fábio, a contratação de advogados, com honorários a peso de ouro, era uma das formas utilizadas pela máfia para desviar recursos das massas falidas.

Não se pode afirmar que este tenha sido o caso de Rosângela.

“Nós chegamos a bloquear alguns pagamentos de honorários”, recordou o presidente do sindicato dos trabalhadores, que se lembra de Marlus, mas não de Rosângela.

“Era o Marlus que comandava toda a assessoria jurídica da família Simão, informou o sindicalista. Segundo a CPI, Marlus respondia ao mesmo tempo pela assistência jurídica da massa falida da GVA e também da Gran Comp Insumos e Compensações, uma das empresas que celebraram contrato de arrendamento da massa falida, a preço vil, segundo o deputado.

O conflito de interesses era evidente.

O então deputado Fábio Camargo autografa seu livro, recolhido pela Justiça

Marlus estava no dois lados do balcão e, mais tarde, a polícia civil descobriu que a arrendatária representada por Marlus nos negócios jurídicos tinha como proprietário um motorista, possivelmente laranja da família Simão.

Massa falida, arrendatária e advogado formavam um bolo só.

Rosângela advogar para uma quadrilha que fraudava a administração de massas falidas não é, em si, crime. Advogados costumam trabalhar para pessoas acusadas de ultrapassar a linha da legalidade.

O problema está na sua relação com Marlus Arns. Criminalista, Marlus se tornou um dos principais advogados das delações premiadas homologadas por Sergio Moro, na Justiça Federal.

Ele entrou para esse ramo mesmo depois de criticar, publicamente, o expediente.

Segundo a Folha de S.Paulo, Arns criticava o instituto da delação premiada nas aulas que dava na Academia Brasileira de Direito Constitucional.

Arns se tornou especialista em delação sem ter conhecimento específico nesse tipo de negociação — como, de resto, ninguém tem —, assim como foi advogado de administradores de massa falida mesmo tendo como especialidade o direito criminal.

O que pode explicar o destaque de Arns tanto em uma quanto em outra especialidade é as relações que possui.

Marlus defende as APAEs em diversas ações no Tribunal de Justiça de Justiça. Não custa lembrar: a responsável pela procuradoria jurídica da Federação da APAE, presidida por Flávio Arns, é Rosângela.

O elo não termina aí. O irmão de Marlus, Luiz Carlos, é dono de um curso de especialidade em direito à distância, onde pelo menos um integrante da Força Tarefa da Lava Jato deu aula.

Com a revelação de que Marlus atuou na linha de frente da defesa de integrantes da Máfia das Falências e Rosângela Moro foi um das advogadas contratadas, o juiz Sergio Moro fica numa situação, no mínimo, incômoda.

O que o deputado Fábio Camargo descobriu e publicou em seu livro é que a Máfia das Falências teve origem na prática de indicar sempre os mesmos advogados para gerir as massas falidas — com ações que, segundo ele, consistiam em lesar credores, trabalhadores e o Fisco.

O deputado apontou cinco escritórios que controlavam a maior parte das massas falidas em todo o Estado — a família Simão, à qual Marlus era ligado, tinha o maior número.

Com as delações premiadas, acontece a mesma coisa.

Basta olhar para o quadro de advogados que têm sido bem sucedidos nas delações em Curitiba para descobrir que eles se contam nos dedos de uma única mão.

Marlus estava fora desse clube fechado até que Beatriz Catta Preta, de São Paulo, desistiu da Lava Jato depois de costurar a maior parte dos acordos.

Alegando ameaças, disse que deixaria o Brasil. Chegou a anunciar Miami como seu novo endereço, mas é vista em São Paulo e, segundo advogados, até atende alguns clientes.

O clube restrito de especialistas em delação lembra o das falências, mas isso não significa que, na Justiça Federal, haja práticas criminosas.

Para afastar esse risco, advogados entendem que seria prudente abrir a caixa preta das delações e definir um protocolo de acordos, com regras claras e transparência, para que amanhã não se descubra que o instituto foi excelente para advogados que buscam fortuna e péssimo para a Justiça.

Depois de aparecer na Máfia das Falências, os Simão protagonizaram outro escândalo. Fábio Zanon Simão, irmão de Marcelo, era alto funcionário do Ministério da Agricultura desde 2015, por indicação do PMDB, e foi preso na operação Carne Fraca.

A acusação contra ele: cobrar propina para conseguir facilidades no Ministério da Agricultura.

Em 2015, quando foram divulgadas por blogs uma suposta ligação de Rosângela Moro com o PSDB, ela foi ao Twitter para dizer, em mais de um post:

Atenção tuiteiros. Não sou, nunca fui advogada de partido político algum, seja do pt, psdb, pdt, pqp. Tampouco sou filiada a partido politico. Não sou, nunca fui advogada de qualquer político. Fui, em meados de 2009-2010, advogada da uma massa falida na área trabalhista, cujos síndicos, aliás, me passaram o calote, nunca pagaram os honorários, razão pela qual pedi renúncia em TODOS os processos.

Na época, ficou sem sentido a referência à massa falida. O que tem a ver massa falida com os partidos?

Mas agora se sabe: ela estava falando da GVA.

Rosângela disse que renunciou à defesa das ações trabalhistas da massa falida, mas Marlus continuou, firme, na defesa dos Simão.

Marlus e Rosângela ainda se encontraram profissionalmente nos caminhos jurídicos da APAE e agora, de uma forma indireta, na Vara de Sergio Moro.

Quando se olha para a família Simão, vê-se Marlus na sombra. Quando se olha para Marlus, é impossível não enxergar pelo menos o vulto de Rosângela Moro. No cenário onde os dois atuam, destacam-se os pilares da Justiça.

.x.x.x.x.

PS: Encaminhei e-mail para Rosângela Moro com perguntas para esta reportagem. Até agora, ela não respondeu.

LULA TEM PAIXÃO E BRILHO NO OLHO. POR LUIZ COSTA PINTO

lulabrilho

“São demais os perigos desta vida/Pra quem tem paixão principalmente/Quando uma lua chega de repente/E se deixa no céu, como esquecida.”

O verso em epígrafe abre o poema de Vinícius de Moraes, homônimo da 1ª estrofe. Musicado, é uma das obras primas da MPB.

Vinícius foi um bardo do Brasil que tinha esperança. Como ele mesmo preferia, um trovador apaixonado –apaixonado pela vida, pelo amor, pela música, pelas mulheres, pelos amigos, pelo país. Nasceu para ser gauche na vida, assim como Drummond.

 Hoje, retirados do contexto lírico construído pelo poeta, os perigos desta vida advertem aos que se banquetearam em 2016 e imaginavam ter reinventado a roda (esquecendo que a roda é viva, roda moinho e roda pião): há uma lua no céu, e não está esquecida. Pode voltar a brilhar em 2018, porque é o único astro que projeta alguma luz para a frente e acalenta a alma de quem vive em desassossego nesses tempos muito estranhos.

O que seria “novo” no ano eleitoral de 2018 envelheceu rapidamente. Como sempre foi dito aqui, não há saída fora da política. Temos sobre a mesa 3 cartas vivas no jogo presidencial –Lula, Bolsonaro e Alckmin.

João Doria feneceu, condenado a ser prefeito de São Paulo e resignar-se à própria arrogância. Luciano Huck amarelou ante a dimensão hercúlea de disputar uma eleição para presidente da República e os riscos imponderáveis que a aventura traz. Joaquim Barbosa parece refugar diante da descoberta de que não existem homens providenciais enviados por Deus –todos têm de submeter às regras do jogo, e elas trituram aqueles desejosos de conservar o viés de verdugo na biografia. Marina e Ciro não contam: serão acessórios, não protagonistas no ano que vem.

Há espaço para uma única novidade, e ela está exposta no Museu de Soluções Heterodoxas de Brasília: a fabricação de uma candidatura de centro-direita nascida sob a égide do DEM, do PP e do PSD, carente de votos na largada, mas capaz de vampirizar eleitores de Alckmin e estancar a ousadia dos desmiolados que pretendem sufragar essa esquisitice esdrúxula chamada Jair Bolsonaro.

Se houver um projeto nas mãos de um porta-voz que fale clara e diretamente para a população o que sua turma crê ser necessário fazer e dê uma ideia de como fazê-lo e aonde querem chegar, um nome ungido por essa tróica hoje chamada de “Centrão” pode estar nas urnas do 2º turno como antagonista de Lula.

Quando se raciocina sem ódio e sem medo vê-se de forma cristalina por que o ex-presidente petista é o único protagonista contemporâneo da política a ter um projeto de Brasil na cabeça: basta relembrar aos brasileiros que entre 2003 e 2011, enquanto ele governou, o melhor lugar para se estar no mundo era aqui. Ou não era? Aos números:

  • Em 2003 havia 13,3 milhões de brasileiros nas classes A e B, 65,9 milhões na classe C e 96,2 milhões eram descritos como integrantes das classes D e E. A rede proteção social erguida no período já denominado, para o bem e para o mal, de “lulismo”, mudou a agenda do país e em 2011 nossos estratos de classes estavam assim preenchidos: 22,5 milhões de brasileiros integravam as classes A e B, 105,9 milhões a classe C e os integrantes das classes D e E eram 65,4 milhões. Essa fotografia estatística explica, largamente, a memória afetiva do brasileiro para com Lula.
  • Em 2003 apenas 11% dos brasileiros entre 18 e 24 anos estavam matriculados no ensino superior. Em 2011 eram 18%. O avanço da população para dentro das universidades se deu, em apertada síntese, em razão de programas como o ProUni (uma boa ideia que continha distorções e precisava de reajustes) e da expansão das universidades públicas e do sistema de cotas inclusivas. Essa expansão para dentro do meio universitário beneficiou claramente os integrantes da classe C, estrato inflado naquele período e massacrado nos 2 últimos anos.
  • Em 2003, quando o petista assumiu a presidência, a taxa de desemprego era de 12,4% da População Economicamente Ativa. Em 2011, quando passou a faixa à sucessora, era de 5,5%.
  • A inflação média do 1º mandato de Lula (2003-2007) foi de 6,41%. A inflação média do 1º mandato de Fernando Henrique Cardoso (1995-1999) havia sido de 9,44%. A inflação média do 2º mandato de Lula foi de 5,14% contra uma inflação média de 8,75% no 2º mandato de FHC.
  • Quando Lula recebeu a faixa presidencial de Fernando Henrique, em 1º de janeiro de 2003, o dólar estava cotado a R$ 3,52. Ao voltar para São Bernardo do Campo, depois de empossar Dilma Rousseff em 2011, o petista deixou Brasília com o dólar cotado a R$ 1,66.

Há mais um rol de números que explicam por que Lula é Lula, e por que é um nome certo nas urnas do 2º turno –exceto a ocorrência, cada vez menos provável, de um ato de brutalidade jurídica e de burrice política e institucional que impeça sua presença no teatro eleitoral: basta ao petista reavivar a memória de um país onde não era fácil viver, mas onde dava orgulho de se estar.

A arte do velho ator forjado nas pelejas sindicais do ABC paulista e saído do sertão pernambucano em meados do século passado, fugindo da seca, será fazer o eleitor sublimar (ou esquecer) o desastre político e econômico produzido por Dilma. Se conseguir isso, Lula será pule de 10 para um 3º mandato. A ex-presidente caiu sem o carimbo da corrupção, mas errou ao negligenciar a política. Caso a habilidade do petista se revele poderosa a ponto de rememorar seu mandato e distanciá-lo de Dilma a pergunta passará a ser “como governar? Com ódio?”. Duvido que a resposta seja afirmativa. A construção passará a ser na direção de uma nova “pax brasiliana”.

Se o melhor caminho de Lula é reavivar o seu passado particular, o único caminho de adversários de centro-direita do petista é jogar com a realidade bossa-nova da política: explicar com calma os porquês da inviabilidade de um sistema sustentado em regras de compensações das mazelas sociais tendo o Estado por financiador e mediador. Só há essa alternativa.

Foi por isso que Geraldo Alckmin engasgou na largada, quando algum estrategista desfocado do governador paulista anunciou em off para a Folha de S. Paulo que a plataforma do tucano terá ideias de direita e de esquerda, “por isso vai ser de centro”. Água turva não se bebe. Em poço de água barrenta não se mergulha. Se ficar com um pé à “esquerda” defendendo a extensa rede de proteção social consolidada pelo petismo, e outro à “direita” cantando hinos de louvor ao mercado, Alckmin será atropelado pelo trem que pode vir pelo Centrão –sem um nome forte e capilar, mas com propostas claras que possam se contrapor ao bonde do Lula. O petista tem paixão e brilho no olho. Além disso, sabe que são demais os perigos dessa vida e já enfrentou quase todos.

(*) publicado originalmente no Poder 360

DCM: TACLA DURÁN, O FIM DA PÁGINA DA MULHER DE MORO, A HISTERIA DE DALLAGNOL: A LAVA JATO AGONIZA EM PRAÇA PÚBLICA, POR KIKO NOGUEIRA

 
Eles.

O Brasil assiste aos estertores da Lava Jato. Como no apocalipse, os sinais estão em toda parte.

Os mais visíveis são o encerramento da página no Facebook da mulher de Sergio Moro, Rosângela, em homenagem aos feitos do marido; a prisão patética da líder do grupo golpista Nas Ruas, caluniando deputados em nome do juiz paranaense; a histeria de Deltan Dallagnol, agora tentando sabotar as eleições de 2018 com os amigos procuradores.

Durán, como se sabe, não fez acordo de delação premiada. Através de teleconferência, mostrou cópias periciadas de conversas com Carlos Zucolotto, padrinho de casamento de Moro, no que parece uma tentativa de extorsão.

Zucolotto negociaria em nome de um tal “DD”, iniciais naturalmente associadas a Deltan Dallagnol — ou, como está circulando na internet, Duiz Dinácio.

Tacla Durán ainda citou a delação “à la carte” que lhe teria sido oferecida por Marcelo Miller. Ainda que virtualmente ignorada pela imprensa, sua participação na CPI inundou as redes sociais.

série de reportagens do DCM com o GGN mostrou que a Lava Jato tornou-se uma indústria que está deixando muita gente rica — advogados, gente do Ministério Público, delatores –, enquanto o país empobrece.

Que tipo de combate aos corruptos é esse?

A ganância da tal “panela de Curitiba”, de que fala Durán, engoliu os motivos pretensamente “nobres” da operação que pretendia redimir o Brasil de 500 anos de corrupção.

Com tantos peixes graúdos na rede, ela foi instrumentalizada para ajudar a derrubar Dilma Rousseff e perseguir Lula obsessivamente.

Ao final, a desmoralização. A mídia deu uma força inestimável nesse sentido com os vazamentos sem critério e a canonização de picaretas como o Japonês da Federal. Foi o abraço do afogado.

Criaram-se popstars jurídico-policiais como Dallagnol, Carlos Fernando dos Santos Lima, Sergio Moro, Rodrigo Janot e tantos outros fios desencapados, sequestradores das vontades de um STF fraco.

Nenhum país aguenta viver sob uma instabilidade institucional dessa monta. O Brasil foi alvo de uma condução coercitiva da Lava Jato. Quatro anos depois, como diziam os Teletubbies, é hora de dar tchau.

ADVOGADO AMIGO DE MORO SERÁ CONVIDADO A EXPLICAR R$ 5 MILHÕES ‘POR FORA’

CPMI DA JBS

Para parlamentares, não há mais como adiar convite ao advogado, padrinho de casamento do juiz, para explicar ligações com Lava Jato e pedido de dinheiro não registrado
por Hylda Cavalcanti, da RBA.
 
advogados

Zucolotto (esq), que trabalhou em mesmo escritório que mulher de Moro, deve explicar denúncias de Duran

Brasília – Deputados e senadores que integram a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS estão reivindicando que na próxima semana seja convidado para depor o advogado do Paraná Carlos Zucolotto. A CPMI ouviu ontem (30), por videoconferência, o depoimento do ex-advogado Odebrecht Rodrigo Tacla Duran. Os parlamentares consideraram graves as denúncias levadas pelo advogado, que está na Espanha.

Duram revelou que o advogado Zucolotto, amigo e padrinho de casamento do juiz Sérgio Moro, pediu R$ 5 milhões “por fora” para conseguir aliviar a multa que teria de pagar, se firmasse acordo com a Operação Lava Jato.

O advogado da Odebrecht admitiu a deputados e senadores ter contratado profissionais da capital paranaense por ter sido aconselhado a colocar alguém que fosse “da patota de Curitiba” – dando a entender que podem existir acordos entre as bancas de advocacia daquela capital e a equipe da Lava Jato. “São graves os fatos e queremos ouvir a versão de Zocolotto”, disse o deputado Paulo Teixeira (PT-RS).  

Tacla Duran evitou falar, durante seu depoimento, na mulher do juiz federal Sérgio Moro, Rosângela Moro, do escritório de advocacia de Zucolotto, que foi contratado por Duran, e disse que nada tem contra o magistrado. “Apenas acho que ele (Moro) tomou atitudes exageradas que me prejudicaram”.

Duran disse que os documentos de sua defesa que deveriam ter sido assinados pelo escritório nos autos do processo tiveram o nome de Zucolotto e da equipe retirado dos autos. E confirmou ter recebido uma proposta do advogado paranaense para que os pagamentos dos honorários advocatícios tivessem uma parte feita “por fora”, o que deu a entender, a seu ver, que se tratava de uso de recursos para um possível caixa 2 ou pagamento a terceiros.

‘Autonomia do MP’

Ao final da reunião da CPMI, também o deputado Wadih Damous (PT-RJ) pediu a palavra para denunciar o que chamou de “ataques” que têm sido feitos por integrantes do Ministério Público a ele e outros parlamentares da comissão. “Não deixarei passar em branco nem ameaças nem ironias feitas por redes sociais por membros do Ministério Público”, afirmou.

A declaração de Damous foi dirigida à procuradora Mônica Checker, autora de uma nota no Twitter o criticando e dizendo que ele teria afirmado que os procuradores não deveriam ter autonomia funcional.

“Jamais disse isso, mas continuo afirmando que há um exagero na autonomia dos membros do MP. Quem tenta distorcer a afirmação de alguém está mentindo”, destacou o parlamentar.

Os integrantes da CPMI também destacaram que querem descobrir, daqui por diante, quem é o suposto técnico de Tecnologia de Informação da Odebrecht que desconectou o sistema interno da empresa, com documentos que segundo Tacla Duran, foram fraudados. O advogado disse não ter conhecimento de sobrenome nem contatos, mas sabe ser alguém chamado por Sebastião.

“Vamos agora tentar descobrir quem é o Sebastião e qual o seu envolvimento na modificação de documentos da Odebrecht”, afirmou Paulo Pimenta.

A oitiva dos parlamentares com o advogado durou mais de três horas e resultou em várias declarações que chamaram a atenção. Entre elas, a de que documentos entregues em delação premiada por executivos da Odebrecht foram adulterados e a confirmação de que a empresa realizou um grande encontro com seus executivos para acertar o que iriam dizer e como dizer em seus depoimentos nas delações homologadas (77 ao todo).

registrado em:        

PARA DEPUTADOS, TACLA DURÁN REVELA SOMBRAS SUBTERRÂNEAS DA LAVA JATO

REPÚBLICA DE CURITIBA
Segundo Wadih Damous, imprensa não cobre audiência com advogado e esconde “entranhas da Lava Jato”. Paulo Pimenta diz que convocar padrinho de Moro é “imperativo moral da CPMI”
por Redação RBA.
 
                                                     ALESSANDRO DANTAS / AGPT
tacla duran

Advogado Tacla Duran mora na Espanha e prestou depoimento à CPMI por videoconferência

São Paulo – O deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) afirmou, em vídeo divulgado na internet, que o depoimento do advogado Rodrigo Tacla Duran à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS, na manhã desta quinta-feira, é “elucidativo” no sentido de mostrar que a Operação Lava Jato “é um absoluto cenário fora da lei, de atentados à Constituição, a direitos fundamentais, de desrespeito ao Estado democrático de direito”.

Para Damous, a divulgação do depoimento é imprescindível para mostrar “as sombras” que caracterizam a operação comandada em Curitiba pelo juiz Sérgio Moro, já que a chamada “grande imprensa” não divulga a face oculta e o modus operandi do juiz e dos procuradores. “Se viesse um Sérgio Moro aqui, um daqueles procuradores da Lava Jato, isso aqui (o depoimento de Tacla Duran) estaria infestado de jornalistas da Rede Globo, do Estadão, da Folha. Não tem nenhum deles aqui, porque essa narrativa não interessa, porque essa narrativa revela entranhas da Operação Lava Jato, que têm de esconder da sociedade brasileira.”

No depoimento, feito por videoconferência, pois o advogado mora na Espanha, Duran afirmou que integrantes do Ministério Público o procuraram para fechar acordo de delação premiada no qual assumiria crimes, que ele diz não ter cometido, para incriminar autoridades e políticos.

“Percebi que havia uma ansiedade do Ministério Público em obter a confirmação de fatos alegados contra mim para que eu confirmasse, para que se fechassem casos apenas com delação premiada, sem comprovação dos fatos, sem investigar, sem inquéritos. Esse é o sentido da ‘indústria de delação’. Indústria da delação porque estão fechando processos penais batendo carimbo, sem investigar.”

Segundo ele, os procuradores Deltan Dallagnol (famoso pelas “convicções” apresentadas contra Lula pelo PowerPoint), Carlos Fernando Santos Lima, Roberson Pozzobon e Júlio Noronha Duran participaram dessas negociações.

O advogado preferiu não se estender em declarações contra Moro ou a mulher do magistrado, a advogada Rosângela Moro. “Não tenho nada a falar sobre o juiz Sérgio Moro, apenas que ele está extrapolando o papel de juiz, me prejudicando um pouco”, disse Duran.

Anteriormente, ele havia afirmado que o advogado trabalhista Carlos Zucolotto Júnior, amigo e padrinho de casamento de Moro, intermediava negociações paralelas com a força-tarefa. Rosângela Moro faz parte da equipe do advogado Carlos Zucolotto, de Curitiba, a quem Duran contratou para representá-lo no processo.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que, a partir dos fatos revelados,“e com farta documentação comprobatória, é um imperativo moral da CPMI ouvir o advogado Carlos Zucoloto”. Pimenta disse que já apresentou requerimento, junto com Damous e o senador Paulo Rocha (PT-PA), convocando Zucolotto a comparecer na CPMI para esclarecer sua relação com o MP e o Judiciário na Lava Jato.

O esforço será para que o requerimento seja votado na próxima terça-feira (5). “(Zucolotto) pode ser o grande elo que explique as relações subterrâneas com a Lava Jato”, disse Pimenta, que é membro da CPMI, assim como Damous.

Tacla Duran apontou várias irregularidades de procuradores da Lava Jato, “o que exigiria posicionamento do Conselho Nacional do Ministério Público, órgão de supervisão e controle do MPF”, segundo avaliação da jornalista Tereza Cruvinel, do site Brasil 247. O advogado revelou, por exemplo, que o Zucolotto pediu R$ 5 milhões “por fora” para tentar aliviar a multa que teria de pagar, caso firmasse acordo com a força-tarefa. 

“Atrás das grades”

Para Wadih Damous, Moro estaria preso se o país vivesse uma democracia de fato. “O juiz Sérgio Moro, num país de democracia mais aperfeiçoada, já teria perdido o cargo e estaria atrás das grades, sobretudo por um vazamento ilegal daqueles grampos em que ele grampeou a presidenta da República (Dilma Rousseff), atentou contra a segurança nacional e desrespeitou um dispositivo expresso de lei que proíbe um juiz de divulgar conteúdo de interceptação telefônica.”

Segundo o deputado, a divulgação das alegações do advogado Duran é importante também para esclarecer a sociedade sobre quais os reais objetivos da Lava Jato. “Se a sociedade tomasse conhecimento de que se manipulam provas, falsificam-se documentos, coagem-se acusados, testemunhas, delatores, boa parte da sociedade que ainda acredita na pureza da operação deixaria de acreditar.”


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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