NOCAUTE: 3 BLOCO DE ENTREVISTA COM LULA – “NUNCA TINHA VISTO A MÍDIA INSTIGAR TANTO ÓDIO COMO NO PERÍODO DE 2013 ATÉ 2017

Fernando Morais: Presidente, numa entrevista que eu fiz com a presidente Dilma Rousseff, ela chamou a atenção para um aspecto que é o seguinte: Fernando Henrique governou aliado com três partidos, o senhor com doze e ela com vinte. Ela dizia que não são vinte propostas diferentes para o Brasil. Só muda isso, e aí sou eu quem estou dizendo, com a Constituinte exclusiva. O senhor acha que deputado vai votar alguma coisa que vai impedi-lo de voltar para a Câmara no ano seguinte? Não vai. Qual é a solução?

Lula: Deixa eu te dizer uma coisa engraçada. Nós tínhamos um coordenador político. Eu tive o Aldo Rabelo, o Jaques Wagner, o Tarso Genro, o Zé Múcio que está no Tribunal de Contas, tive o Padilha. Então, qual é o problema hoje? A Dilma fez com vinte, quem entrar hoje vai fazer com trinta e dois. Porque todo dia nasce um novo partido.

Qual é o problema? Um dia você poderia chamar um desses caras que coordenou política para saber.

Então, eu faço um acordo com o partido do Fernando Morais. Vamos supor que seja o PF o partido do Fernando Morais. Então, o Fernando Morais vai lá, acerta comigo e diz: presidente, eu ficaria satisfeito se o senhor me desse o Ministério das Minas e Energia que eu sou especialista nisso, essa área eu domino. Aí eu digo: Fernando é você. Aí o Fernando aceitou, o presidente fala: estou satisfeito porque foi indicado um cara sério. Na semana seguinte aparece a bancada do partido do Fernando Morais, lá de um estado e fala assim: presidente, aquele acordo é para o Fernando Morais, mas e o meu estado? O meu estado não foi contemplado, a minha bancada é de dez e tem mais uns aliados aqui, são vinte, presidente. É preciso a gente ter um cargo. Eu digo: vá falar com o Fernando Morais. Eles dizem: não adianta falar com eles, nós vamos esperar. Eu ficaria contente com um cargo. Isso quem diz pra gente é o ministro organizador. Olha, quando vier o voto, vamos ver o que vai acontecer. Aí sai aquela região. Daqui a pouco vota a região de outro estado e fala: presidente, sabe aquele cargo de ministro? Aquele é pro presidente do partido, aquele outro cargo é pra aquela bancada. Mas o meu estado não foi contemplado, presidente.

É isso aí, meu filho. Como você está com a política totalmente deteriorada, a política vale menos do que qualquer coisa nesse país. Não tem mais liderança que representa a bancada. Eu fui líder do partido na Constituinte. Quando eu sentava com o Mário Covas e fazia um acordo, eu ia para a minha bancada e exigia que ela cumprisse o acordo. Hoje não. Hoje o cara fala: presidente, aquele acordo com o meu líder só vale para ele. Ele não representa a bancada. Mas como não representa se ele é o líder? Ele é o líder porque o presidente do partido quis, mas na verdade, ele não representa a bancada.

A cultura política do Brasil não é de partido nacional. É de tribos locais.

Então é assim, presidente do partido não representa mais nada. Líder de partido não representa mais nada. E as bancadas, cada uma age por conta própria. É por isso que se levanta tanto ódio contra o PT. É porque o PT, se você for analisar a história política do país, é o único partido nacional que existe nesse país. Você pode pegar uma pesquisa, Ibope, Datafolha, qual você quiser, se tiver uma pergunta lá: partido nacional, qual é o partido da sua preferência? Você vai perceber que o PT aparece, em 19%, 20%, 22% e o segundo colocado tem 1%. Porque a cultura política do Brasil não é de partido nacional. É de tribos locais. É o partido de São Paulo, Minas, então o PT é o único que é nacional. Então, explica a necessidade de se construir aliança política.

Eu acho importante a gente dizer. Tem gente que fala assim: fazer aliança com o povo. É muito fácil de falar. E é o seguinte: se o povo estivesse lá para votar todo dia. Se eu pudesse fazer toda e qualquer coisa importante por um plebiscito, seria ótimo. Mas não é assim. Então, eu acho que nós precisamos ter consciência para que o povo na eleição de 2018 consiga eleger uma Câmara de deputados com gente de muita boa fé.

Fernando Morais: O senhor não acha que essa tarefa é um pouco de liderança com a sua expressão? Porque me parece que uma boa maneira de diminuir esses obstáculos de governança é fazer bancadas mais qualificadas. Eu acho que os partidos tinham que ir dizendo o seguinte: olha, tem vários candidatos aqui, mas estamos pedindo voto aqui pro Moreno. Faz a campanha para presidente, mas transmite para as pessoas que o voto para deputado e senador é tão importante ou mais do que de presidente da República.

Lula: Acontece que se você fizer uma campanha e durante a campanha você tiver aliados, você não pode defender só o seu partido. Você tem que defender o seu partido e os aliados, porque senão você compra uma briga. Na campanha de 2002, 98, o pessoal queria que eu indicasse o ministério antes. Eu dizia que eram doidos. Na hora que eu indicar, os 20 que eu indiquei vão gostar. E o milhão que eu não indiquei vão ficar votando contra.

Fernando Morais: E como que acaba com isso?

Lula: É um processo de evolução política da sociedade brasileira. Não tem outro jeito. Quando fui eleito em 2002, elegi 91 deputados, de 513. Elegi acho que 9 senadores de 81. É uma coisa complicada. Mas a sociedade brasileira também tem que aprender que na hora de votar, tem que votar de forma que faça essa pessoa assumir um compromisso. Não pode votar num cidadão que é fazendeiro e coloca na propaganda que é contador. Ninguém coloca que é fazendeiro. É sempre advogado, aquilo, não identifica o que é. Nós temos uma bancada ruralista do lado empresarial de mais de 200 e uma bancada de sem terra de 3. É complicado. Uma coisa que eu tenho falado para os movimento sociais é ter um plano de meta para eleger. O que explica as mulheres serem maioria na sociedade e ter tão pouca mulher no Congresso? É uma questão de consciência política e de oportunidade. As mulheres, aos poucos, estão conquistando. Durante séculos, foram tratadas como objeto de cama e mesa.

Eu fui a Cuba e Fidel me fez a seguinte pergunta: Lula, você conhece algum lugar do mundo que um operário teve um milhão e 250 mil votos? Então para com isso de achar que você não teve voto.

Fernando Morais: Uma das primeiras campanhas do PT, um dos slogans era trabalhador vota em trabalhador. Não deu certo, né?

Lula: Não, não é assim que o povo se comporta eleitoralmente. Não é assim de negro votar em negro, bancário votar em bancário, metalúrgico votar em metalúrgico. As pessoas têm que ser convencidas por uma narrativa, por uma ideia. Por que é importante as mulheres participarem da vida política do país?  Se a gente não encontrar a palavra mágica ou a narrativa que convença a mulher que está em casa, no escritório ou cuidando de um filho, ou está fazendo qualquer coisa e fala.”Você que ele tem razão. Eu vou entrar nesse negócio. Meu marido vai ter que aprender a cuidar da casa também, a fazer janta quando chegar do trabalho, trocar fralda da criança. A mulher já ocupa uma enormidade no mercado de trabalho, mas  homem não ocupa nessa proporção dentro de casa. Como que a gente convence a mulher disso? O povo negro desse país, metade da população, a ter uma bancada de 150, 200? Tudo é uma construção. Eu tive uma decepção em 82, quando fui candidato a governador. Eu achava que era só chegar na porta de fábrica, fazer um discurso, que os metalúrgicos tudo iam votar em mim. Achei que ia ganhar a eleição e fiquei em quarto.

Perdi do Montoro, perdi do Reinaldo de Barros, e perdi do Jânio. Foi uma frustração, você não imagina como eu fiquei. Somente três anos depois, eu fui a Cuba e Fidel me fez a seguinte pergunta: Lula, você conhece algum lugar do mundo que um operário teve um milhão e 250 mil votos? Então para com isso de achar que você não teve voto. Aí que eu comecei a me conscientizar de que era preciso mais do que uma identificação de classe. É muito mais uma identificação de ideias, de compromisso, de projeto, que nação que você quer construir. A campanha precisa, inclusive quem disputar as eleições de 2018, vai ter que ter a responsabilidade de fazer uma campanha num alto nível infinitamente superior à demonstração de pequenez que teve Aécio Neves. Foi a campanha mais violenta, agressiva que eu já vi. Eu nunca tive coragem de xingar o Sarney, quando fui candidato. Sabe por que eu não xingo? Porque eu quero ser tratado da forma que eu os trato. Se eu quiser ser tratado com respeito, eu tenho que respeitar.

Em 2006 o Alckmin foi muito agressivo comigo, eu dizia para ele: Alckmin, não combina com você essa agressividade.

Quando a gente for fazer campanha tem que saber que dentro de casa tem criança vendo, tem homem, mulher, aposentado, e que ele precisa ser convencido por uma ideia, por um gesto, e não por uma bobagem. Eu já participei de muita campanha, com Serra, Alckmin. Em 2006 o Alckmin foi muito agressivo comigo, eu dizia para ele: Alckmin, não combina com você essa agressividade. De um lado, seu apelido é chuchu de alguma coisa. E de outro lado você é agressivo assim comigo? Você acha que alguém vai acreditar? Pessoal percebe que você está fazendo tipo. E na pesquisa que a gente fazia, a gente acompanhava que, quanto mais agressivo ele era, mais ele perdia. E quanto mais quieto eu ficava, mais eu ganhava. O povo está ficando esperto. A Dilma ganhar as eleições nas condições que estava em 2014, temos que ajoelhar e beijar os pés desse povo. Porque esse povo, não sei se votou na Dilma ou no PT, mas votou contra o regresso da direita nesse país, contra o regresso do ódio, do preconceito. Lamentavelmente não soubemos tirar proveito disso. Foi a primeira vez na história que alguém que ganha a eleição parece que perde no dia que tomou posse. É incrível, mas foi assim. Que sirva de lição para todos nós. Dizem que a história se repete. Nesse aspecto, não vai se repetir.  Porque aprendemos uma lição muito grande e o povo brasileiro pagou um preço muito caro. Nós não merecíamos passar pelo que estamos passando. Uma mentira criada por uma classe política espúria, com os meios de comunicação perversos, que não tiveram dó nem piedade de mentir. Nós precisamos assumirmos juntos a responsabilidade de que o Brasil pode ser muito melhor que isso aqui.

Sobre as manifestações de 2013: O Erdogan, da Turquia, ligou para mim e para Dilma. Falou: “Você acha que a meninada está brigando aqui por causa de uma praça. Se fosse só a praça, eu dava 10 praças. Eles estão subordinados à política norte-americana.

Fernando Morais: Para quase encerrar, que o Stuckert já está puxando…

Lula: Eu sou o único cara que devia estar com pressa aqui. Eu estou vendo um monte de gente dar sinal para você, acaba, acaba, acaba. Não estou com pressa. A Globo não me entrevista mesmo, quero dar entrevista para o Nocaute.

Fernando Morais: Presidente, o senhor falou de intolerância, da sua disposição de se empenhar na guerra contra intolerância. Queria que o senhor falasse sobre essa onda de censura nas artes plásticas, teatro, blog. Ontem o Marcelo Auler tomou uma entortada de um juiz, cada dia é um. Um museu como o Masp estabelecer censura, o outro lá do Santander, no Rio Grande do Sul, fechar uma exposição, parece que voltamos ao século 18.

Lula: Essa gente já pensava assim. É que antes da campanha de 2014, como foi semeado ódio, preconceito, e com a campanha feita pelos meios de comunicação, na famosa marcha de 2013, aquilo não surgiu dentro do Brasil. Aquilo não surgiu como querem que a gente acredite, com o MBL, com a violência da polícia, e a Globo ficou tão indignada que resolveu passar ao vivo a passeata. Onde já se viu? Você é jornalista e sabe que aquilo era um projeto armado. O Erdogan, da Turquia, ligou para mim e para Dilma. Falou que era exatamente o que estava acontecendo na Turquia. “Você acha que a meninada está brigando aqui por causa de uma praça. Se fosse só a praça, eu dava 10 praças. Eles estão subordinados à política norte-americana. No Egito, o que aconteceu? Eu era favorável a tirar o Mubarak porque ele era um ditador mesmo. Eu o conheci pessoalmente. Mas depois se elegeu o Morsi. Não sei se ele é bom ou ruim, mas foi eleito. Depois tiraram ele, quem que está lá até agora? Nunca vi alguém fazer primavera árabe para colocar três generais para mandar. Se um já é demais, o que dirá três?

Eu nunca tinha visto uma parcela dos meios de comunicação instigar tanto ódio como nesse período de 2013 até 2017. Diminuiu muito. É bem verdade que depois do Temer, o povo descobriu que foi enganado literalmente. Eu penso que a sociedade está voltando a uma certa normalidade. Eu acho que as pessoas, às vezes, já eram azedas, mas não se mostravam porque elas não foram instigadas e incentivadas para aquilo. Mas eu penso que o PT já fez um programa e nem panela bateram mais. Porque agora tem muita gente que bateu panela que deve estar batendo a cabeça com o Temer. A cabeça dói. As pessoas não podem ser raivosas. Até porque não combina com o pouco tempo de passagem que o ser humano tem pela terra. A nossa média de vida é 76 anos. Se a gente tem raiva, rancor ódio, a gente fica com azia, a gente não dorme direito. E quem te fez com raiva fica feliz. Você tem que estar bem para a pessoa que te ferrar ficar puto com você porque você não está com raiva. Quero ver se a gente contribui para que o Brasil fique menos raivoso, o Brasil recuperar a estima do povo brasileiro, sonhar com um país melhor, honesto, em que a corrupção seja efetivamente combatida. Acredito nisso e trabalhei para isso. Nem meu pior inimigo poderá dizer que houve algum momento na história que foi criado mais mecanismos para combater a corrupção do que nos 12 anos do PT. E quando fizemos isso, fizemos porque combater a corrupção é uma necessidade da sociedade. E vamos continuar fazendo isso com justiça. Todo ser humano é inocente até que provem o contrário. Provou, pegou em flagrante, prenda.

Vou falar porque eu fico chateado. Vai a Polícia Federal na casa do Sergio Cabral, pega não sei o quê. Vai na casa do Nuzman e pega não sei o quê. Vai no apartamento clandestino do Geddel e acha R$ 50 milhões. Foram na minha casa, um exército da Polícia Federal, MP, cada um com uma máquina dessa aqui pendurada no pescoço, entraram na minha casa, visitaram, abriram a tampa do fogão, o exaustor, abriram televisão, levantaram meu colchão. Não acharam nada, por que não pediram desculpa? Por que não veio o chefe dizer: viemos aqui, a mando do juiz Sergio Moro, fomos na casa do presidente Lula, nós achamos que ele tinha ouro, dólar, e não encontramos nada então queríamos pedir desculpas à sociedade brasileira? Por que não fizeram isso? É um gesto simples. Parece que ficou difícil pedir desculpas. Então é manter a prepotência e arrogância para manter a prepotência e arrogância?

Eu poderia estar quieto, estou com 72 anos. Mas entrei nessa porque tenho muita energia, muita força, e quero dirigir isso para ajudar a consertar esse país. Fazer esse país gostar de si mesmo.

É isso que me faz, inclusive, ser mais forte para continuar. Eu poderia estar quieto, estou com 72 anos, estou com esse corpinho jovem aqui de 30, já fui presidente da República, tenho consciência de que fiz um bom governo, sou um homem que construiu muitas amizades. Tenho orgulho das amizades que eu construí. Poderia estar em casa tranquilo. Na minha casa, a gente não tem que ter mais agenda, compromisso, faz o que quer, come o que quer, levanta a hora que quer. Eu entrei nessa porque tenho muita energia, muita força, e quero dirigir isso para ajudar a consertar esse país. Fazer esse país gostar de si mesmo. Acabar com o complexo de republiqueta, de que tudo que é bom vem dos EUA, da Europa. As pessoas têm que olhar para nós brasileiros do jeito que nós somos. E respeitar a gente do jeito que nós somos. Para mim, a auto estima é uma coisa muito importante. Voltar a gostar da África. Ter uma relação privilegiada com a África, ter uma relação estratégica com a América Latina, com os países árabes, com a Rússia, fortalecer os Brics mais ainda. E ter uma relação boa com os EUA. Tem gente que fala que eu sou contra os EUA. Não sou contra, mas quero que o Trump cuide do povo dele e a gente cuide do nosso. Meta o nariz dele lá dentro e a gente mete o nosso aqui. Não quero dizer o que nenhum país tem que fazer, mas também não quero que ninguém nos diga o que temos que fazer. E esse país é grande para isso.

É isso que você vai ver em 2018. Muita ousadia, muita vontade de reconstruir esse país e muita verdade na televisão. O povo precisa aprender uma coisa. A minha mãe morreu com 60 e pouco anos. Eu já vivi mais do que minha mãe e meu pai. Então eu já sou grato pela minha passagem pela Terra.

Fernando Morais: Eu não sabia que ela tinha morrido tão jovem. Eu lembro, o senhor estava na cadeia.

Lula: Foi, em 80. Mas a minha mãe dizia: se você quer saber se uma pessoa está falando a verdade, não se preocupe com as palavras que ela está dizendo, com a boca. Se preocupe com os olhos porque a verdade aparece no olho. Var ser assim a minha campanha. Olhando no olho da sociedade brasileira e dizendo: nós podemos, nós vamos fazer. E para mim só tem um jeito: incluir os pobres na economia, os trabalhadores na economia, não deixar a classe média perder. É possível fazer essas coisas. Pensar num investimento no microempreendedorismo, nas pequenas e médias empresas e ter um projeto nacional de desenvolvimento. Quando que esse país vai virar uma nação? Vamos ser sempre a nação do futuro? E o futuro nunca chega. Pois o futuro vai chegar. É isso que você vai ver.

Fernando Morais: Ano que vem?

Lula: Ano que vem.

Fernando Morais: Obrigado, presidente. Longa vida ao senhor, boa campanha ano que vem e tomara que o senhor fature.

Lula: Boa campanha com você junto. A gente vai ter que criar uma espécie de tribunal para julgar o comportamento da imprensa.

Fernando Morais: Vamos fazer isso. Fazer junto com o Manchetômetro lá do Rio.

Lula: Tem que acompanhar a imprensa, porque é uma vergonha. O que acontece hoje é uma vergonha. Alguns meios de comunicação deveriam ter vergonha de não se comportar adequadamente em relação ao povo. Sinceramente. As pessoas deveriam ter vergonha de mentir tanto, inventar tanto. E agora estão até procurando candidato. Querem achar. Se for necessário, vão perguntar se o Trump não tem um filho para naturalizá-lo para ser candidato. O povo acordou. O povo sabe o que está acontecendo. Esse estado aqui, não tinha mais pobre pedindo esmola no semáforo. Você não via mais criança pedindo esmola. Não via no Sul, Sudeste, Nordeste. Hoje você começa a ver criança porque foram 13 milhões de pessoas que perderam emprego. Diferentemente do nosso governo, que criou mais de 20 milhões de empregos formais, com carteira assinada.  

Fernando Morais: O nosso índice de desemprego chegou a ser mais baixo do que dos EUA.

Lula: Muito mais baixo. Quase padrão Finlândia, Noruego, Dinamarca. 4.3% em dezembro de 2014. Mas é possível fazer o país voltar porque o país tem um mercado interno muito grande, ocioso, pode ter muitas coisas. Se você pegar o percentual de brasileiro que tem carro, a gente pensa que é muito carro. Tem muito carro para quem mora no centro da cidade. Mas você vai para o país afora, tem muita gente que não tem carro, que gostaria de ter um telefone de melhor qualidade, uma geladeira. A geladeira que o povo gosta é aquela última da novela, aquela de duas portas, que faz gelinho. Tem muita coisa para fazer no Brasil e tenho fé em Deus que vamos fazer.

Fernando Morais: Que bom. Muito obrigado, presidente.

Lula: Agora eu posso dar um nocaute.

Fernando Morais: Agora pode dar um nocaute na cabeça do entrevistador.

 

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USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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