INDESEJÁVEIS: OS MUÇULMANOS ROHINGYA QUE ESCAPARAM DA LIMPEZA ÉTNICA EM MYANMAR

ISOLADOS, APÁTRIDAS, indesejáveis, eles são os cidadãos de país nenhum. Myanmar e Bangladesh empurram um para o outro o destino dessa população, mesmo quando o exército de Myanmar deixa um recado bem claro para todos os rohingyas que o país já não esteja estuprando ou assassinando: “Vão embora e não voltem mais”. Eles então fogem de seus vilarejos até a fronteira com o estado de Rakhine, seu último refúgio em Myanmar.

Quando podem, embarcam em barcos frágeis que muitas vezes viram, e a maioria não consegue atravessar o rio a nado. Corpos de crianças e mulheres jovens chegam à costa de Bangladesh. Às vezes, uma família inteira se perde no mar. É possível ver a devastação noturna das famílias reunindo os mortos, lavando seus corpos e enrolando-os em mortalhas para o enterro, nas fotos de  Paula Bronstein.

Esta reportagem contém imagens fortes que podem chocar alguns leitores.

KUTUPALONG, BANGLADESH - OCTOBER 7: Rohingya wait in line for hours as an emergency food distribution takes place by World Food program ( WFP) and Save The Children October 7, Kutupalong, Cox's Bazar, Bangladesh. Rice, lentils, sugar, salt and oil was given out. Well over half a million Rohingya refugees have fled into Bangladesh since late August during the outbreak of violence in Rakhine state causing a humanitarian crisis in the region with continued challenges for aid agencies. (Photo by Paula Bronstein/Getty Images)

Rohingyas esperam por horas na fila enquanto uma distribuição emergencial de comida é organizada pelo Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA) e pela organização Save the Children. Há distribuição de arroz, lentilha, açúcar, sal e óleo. Foto tirada em 7 de outubro de 2017 no campo de Kutupalong, em Cox’s Bazar, Bangladesh.

 

Foto: Paula Bronstein/Getty Images

 

SHAH PORIR DWIP ISLAND, BANGLADESH - OCTOBER 9:  (EDITORS NOTE: Image contains graphic content.) Madia Khatun, a relative, grieves next to the bodies of 5 children,  after an overcrowded boat carrying Rohingya fleeing Myanmar capsized overnight killed around 12 people including five children on October 9, on Shah Porir Dwip Island, Cox's Bazar, Bangladesh.  Well over a half a million Rohingya refugees have fled into Bangladesh since late August during the outbreak of violence in Rakhine state causing a humanitarian crisis in the region with continued challenges for aid agencies. (Photo by Paula Bronstein/Getty Images)

Madia Khatun chora diante dos corpos de cinco crianças de sua família, depois que um barco superlotado que levava rohingyas fugindo de Myanmar virou durante a noite, matando cerca de 12 pessoas. Foto tirada em 9 de outubro de 2017 na ilha Shah Porir Dwip, em Cox’s Bazar, Bangladesh.

Foto: Paula Bronstein/Getty Images

 

THAINKHALI, BANGLADESH - OCTOBER 7: A man hits anxious Rohingya children with a cane as things get out of control during a humanitarian aid distribution while monsoon rains continue to batter the area causing more difficulties October 7, Thainkhali camp, Cox's Bazar, Bangladesh. Well over half a million Rohingya refugees have fled into Bangladesh since late August during the outbreak of violence in Rakhine state causing a humanitarian crisis in the region with continued challenges for aid agencies. (Photo by Paula Bronstein/Getty Images)

Homem bate com uma vara em crianças rohingya durante uma distribuição de ajuda humanitária, enquanto as chuvas de monção continuam a castigar a região, causando ainda mais dificuldades. Foto tirada em 7 de outubro de 2017 no campo Thainkhali, em Cox’s Bazar, Bangladesh.

 

Foto: Paula Bronstein/Getty Images

A maior parte dos rohingya se amontoa em vilarejos próximos a Bangladesh, esperando pelas travessias misteriosas. Fotógrafos, despachantes, agências de ajuda humanitária escutam os sussurros: a travessia está próxima. De repente, sob a luz que precede o amanhecer, dezenas de milhares de rohingyas se movem, vadeando os arrozais verdes e encharcados, com pertences em trouxas sobre a cabeça, bebês no colo e feridas nos ombros. “A torneira é aberta e subitamente fechada”, conta Bronstein, que fotografou duas dessas migrações monumentais, em 9 e 16 de outubro. Há coordenação entre as autoridades de Myanmar e de Bangladesh? É uma solução temporária? Ou uma limpeza étnica permanente? Ou ainda uma limpeza coordenada?

KUTUPALONG, BANGLADESH - SEPTEMBER 29: Women are seen behind a mosquito net September 29 in Kutupalong refugee camp, Bangladesh. Over a half a million Rohingya refugees have fled into Bangladesh from the horrific violence in Rakhine state in Myanmar causing a humanitarian crisis. (Photo by Paula Bronstein/Getty Images)

Mulheres atrás de um mosquiteiro em 29 de setembro de 2017, no campo de refugiados de Kutupalong, em Bangladesh.

 

Foto: Paula Bronstein/Getty Images

BALUKHALI, BANGLADESH - OCTOBER 2: Laundry is seen hanging overlooking the sprawling refugee camp on October 2, 2017 in Balukhali, Cox's Bazar, Bangladesh. Over a half a million Rohingya refugees have fled into Bangladesh since late August during the outbreak of violence in Rakhine state causing a humanitarian crisis in the region with continued challenges for aid agencies. (Photo by Paula Bronstein/Getty Images)

Roupas penduradas no enorme campo de refugiados de Balukhali, em Cox’s Bazar, Bangladesh. Foto tirada em 2 de outubro de 2017.

 

Foto: Paula Bronstein/Getty Images

 

PALONG KHALI, BANGLADESH - OCTOBER 9: Thousands of Rohingya refugees fleeing from Myanmar walk along a muddy rice field after crossing the border in Palang Khali, Cox's Bazar, Bangladesh.  Well over a half a million Rohingya refugees have fled into Bangladesh since late August during the outbreak of violence in Rakhine state causing a humanitarian crisis in the region with continued challenges for aid agencies. (Photo by Paula Bronstein/Getty Images)

Milhares de refugiados da etnia rohingya fugindo de Myanmar caminham por um enlameado campo de arroz depois de atravessar a fronteira em Palang Khali, Cox’s Bazar, Bangladesh.

 

Foto: Paula Bronstein/Getty Images

Já em Bangladesh, os refugiados ainda caminham por quilômetros. Alguns param em vilarejos abandonados, outros chegam aos campos de refugiados que existem há décadas, e outros ainda apanham com varas de bambu dos guardas de fronteira, que ordenam que permaneçam nos campos mesmo sem saber o que está acontecendo, onde vão parar, quando isso vai acabar.

Por quê?

Talvez para conseguir mais dinheiro, diz Bronstein.

“Foi assustadoramente desumano. Eles chegaram ao lugar onde conseguiriam água e biscoitos do PMA [o Programa Mundial de Alimentos] e as autoridades disseram: ‘Sinto muito, vocês têm que voltar para o campo, para o arrozal’. Eles choravam, principalmente as crianças. ‘Esses terríveis guardas de fronteira de Bangladesh ameaçam nos bater, e não sabemos o que está acontecendo’. Eles foram mantidos por três dias nos campos enlameados e depois foram registrados. Foi atroz. Não consigo encontrar um motivo para terem feito isso.”

KUTUPALONG, BANGLADESH - OCTOBER 4: Aneta Begum,25, is treated for a head injury by staff member Jacqueline Murekezi at the 'Doctors Without Borders' Kutupalong clinic on October 4, 2017 in Cox's Bazar, Bangladesh. Doctors Without Borders has been providing comprehensive basic healthcare services at their Kutupalong clinic since 2009. Due to the current Rohingya crisis, the clinic has expanded it's inpatient capacity dealing with approximately 2,500 out patient treatments and around 1,000 emergency room patients per week. All healthcare services provided at the clinic are free of charge to both the Rohingya refugee population as well as local Bangladeshi patients. Doctors Without Borders has also set up a number of health posts, mobile clinics and water and sanitation services elsewhere in Cox's Bazar to better respond to the influx. Well over a half a million Rohingya refugees have fled into Bangladesh since late August during the outbreak of violence in Rakhine state causing a humanitarian crisis in the region with continued challenges for aid agencies. (Photo by Paula Bronstein/Getty Images)

Aneta Begum, de 25 anos, recebe tratamento para um ferimento na cabeça por Jacqueline Murekezi, da equipe dos Médicos Sem Fronteiras. Foto tirada em 4 de outubro de 2017, em Cox’s Bazar, Bangladesh. A ONG Médicos Sem Fronteiras oferece serviços de saúde básicos em sua clínica de Kutupalong desde 2009. Devido à atual crise, a clínica expandiu sua capacidade de internação e lida com aproximadamente 2.500 pacientes ambulatoriais e mil pacientes de pronto-socorro por semana.

 

Foto: Paula Bronstein/Getty Images

KUTUPALONG, BANGLADESH - OCTOBER 4: Patients wait for testing and medical treatment for tuberculosis at the 'Doctors Without Borders' Kutupalong clinic on October 4, 2017 in Cox's Bazar, Bangladesh. Doctors Without Borders has been providing comprehensive basic healthcare services at their Kutupalong clinic since 2009. Due to the current Rohingya crisis, the clinic has expanded it's inpatient capacity dealing with approximately 2,500 out patient treatments and around 1,000 emergency room patients per week. All healthcare services provided at the clinic are free of charge to both the Rohingya refugee population as well as local Bangladeshi patients. Doctors Without Borders has also set up a number of health posts, mobile clinics and water and sanitation services elsewhere in Cox's Bazar to better respond to the influx. Well over a half a million Rohingya refugees have fled into Bangladesh since late August during the outbreak of violence in Rakhine state causing a humanitarian crisis in the region with continued challenges for aid agencies. (Photo by Paula Bronstein/Getty Images)

Pacientes aguardam para ser examinados e receber tratamento para tuberculose na clínica de Kutupalong dos Médicos Sem Fronteiras. Foto tirada em 4 de outubro de 2017 em Cox’s Bazar, Bangladesh.

 

Foto: Paula Bronstein/Getty Images

KUTUPALONG, BANGLADESH - OCTOBER 4: A severely malnourished, premature 15 day old baby gets treated in the pediatric - neonatal unit at the 'Doctors Without Borders' Kutupalong clinic on October 4, 2017 in Cox's Bazar, Bangladesh. Doctors Without Borders has been providing comprehensive basic healthcare services at their Kutupalong clinic since 2009. Due to the current Rohingya crisis, the clinic has expanded it's inpatient capacity dealing with approximately 2,500 out patient treatments and around 1,000 emergency room patients per week. All healthcare services provided at the clinic are free of charge to both the Rohingya refugee population as well as local Bangladeshi patients. Doctors Without Borders has also set up a number of health posts, mobile clinics and water and sanitation services elsewhere in Cox's Bazar to better respond to the influx. Well over a half a million Rohingya refugees have fled into Bangladesh since late August during the outbreak of violence in Rakhine state causing a humanitarian crisis in the region with continued challenges for aid agencies. (Photo by Paula Bronstein/Getty Images)

Bebê de 15 dias, prematuro e gravemente desnutrido, recebe tratamento na unidade pediátrica e neonatal na clínica de Kutupalong dos Médicos Sem Fronteiras. Foto tirada em 4 de outubro de 2017 em Cox’s Bazar, Bangladesh. A clínica da ONG oferece serviços de saúde básicos desde 2009.

 

Foto: Paula Bronstein/Getty Images

Começa a chover, e não há onde sentar ou dormir.

“Então o sol aparece e vem um arco-íris”, conta Bronstein. “É lindo e as pessoas estão agonizando. A natureza faz coisas curiosas. Sempre há beleza onde as pessoas sofrem.”

Seguindo a estrada, logo depois dos campos onde dezenas de milhares de rohingyas definham, há um resort de praia onde turistas tiram selfies, nadam e tomam drinks.

crise dos rohingya não é novidade. Grupos humanitários vêm prestando ajuda em campos de Bangladesh há décadas. Os rohingyas continuam chegando a cada onda de violência praticada contra eles pelas autoridades de Myanmar. Relatos surgem, vindos das clínicas e dos que conseguiram escapar, sobre soldados e budistas radicais trucidando os homens e arrastando para a floresta meninas de até 9 anos para estupros coletivos.  O estupro é uma das armas da limpeza étnica. Queime os vilarejos. Trucide os homens. Estupre as meninas. Dizime um povo.

Será que existe vontade política ou instituição com autoridade moral para indiciar alguém por crimes de guerra? Quem apresentaria a acusação? A Rússia? Os chineses não fariam isso, há muito em jogo para eles em Myanmar, econômica e geograficamente. Estão envolvidos na construção de uma nova Zona Econômica que conta com um parque industrial, um terminal de óleo e gás e uma linha férrea, no estado de Rakhine, onde vive o povo rohingya. Quanto aos Estados Unidos, sua influência sobre a Ásia diminuiu consideravelmente — como no restante do mundo –, e o país não tem mais credibilidade nos temas de direitos humanos, nem de internacionalismo.

KUTUPALONG, BANGLADESH - SEPTEMBER 29:  Hasina Begum, age 18, holds her newborn baby, 8 days old,  born while she was walking in the forest escaping from Myanmar September 29, 2017 in Kutupalong , Bangladesh. She is now living inside a makeshift shelter packed with new arrivals. Over a half a million Rohingya refugees have fled into Bangladesh from the horrific violence in Rakhine state in Myanmar causing a humanitarian crisis. (Photo by Paula Bronstein/Getty Images)

Hasina Begum, de 18 anos, carrega seu bebê de 8 dias, que nasceu enquanto ela caminhava pela floresta para fugir de Myanmar. Foto tirada em 29 de setembro de 2017 no campo de Kutupalong, em Bangladesh. Ela agora vive num abrigo improvisado, repleto de recém-chegados.

 

Foto: Paula Bronstein/Getty Images

THAINKHALI, BANGLADESH - SEPTEMBER 25:  Sajida Begum, 18, sits in her makeshift tent, washing rice for dinner as smoke catches the late afternoon light September 25, 2017 in Thainkhali camp, Cox's Bazar, Bangladesh. Over 429,000 Rohingya refugees have fled into Bangladesh since late August during the outbreak of violence in Rakhine state as Myanmar's de facto leader Aung San Suu Kyi downplayed the crisis during a speech in Myanmar this week faces and defended the security forces while criticism on her handling of the Rohingya crisis grows. Bangladesh's prime minister, Sheikh Hasina, spoke at the United Nations General Assembly last week, focusing on the humanitarian challenges of hosting the minority Muslim group who currently lack food, medical services, and toilets, while new satellite images from Myanmar's Rakhine state continue to show smoke rising from Rohingya villages.  (Photo by Paula Bronstein/Getty Images)

Sajida Begum, 18 anos, sentada em sua tenda improvisada, lava arroz enquanto a fumaça filtra a luz da tarde. Foto tirada em 25 de setembro de 2017, no campo Thainkhali, em Cox’s Bazar, Bangladesh.

Photo: Paula Bronstein/Getty Images

Existem aproximadamente dois milhões de rohingyas no mundo. Até pouco tempo atrás, a maioria vivia em Myanmar há gerações, com sua identidade questionada e sua história negada. Até o nome Rohingya é fonte de controvérsia. Trata-se de um grupo étnico, político ou religioso? O melhor que se pode dizer é que se trata de uma identidade complexa, arraigada em reinos oscilantes, conquistas muçulmanas, colonialismo, movimentos nacionalistas e limpeza étnica.

Atualmente, cerca de 4,3% da população birmanesa é muçulmana. Mais da metade desse total é parte do grupo dos rohingya. A lei de cidadania de 1982 em Myanmar tornou praticamente impossível para os rohingya se qualificar como cidadãos. (É preciso provar a existência de vínculos na Birmânia antes de 1823, quando os britânicos colonizaram a região, ou pertencer a um dos grupos étnicos aprovados – a lista não inclui os rohingya). Sucessivos governos do país os chamam simplesmente de bengaleses. Por isso, eles não têm direito à liberdade de ir e vir, ao voto, nem ao acesso à educação superior ou a cargos públicos. Eles precisam obter permissão até mesmo para se casar. Desde os anos 1970, a cada nova onda de violência, os rohingyas fogem para Bangladesh, onde também não lhes são conferidos direitos, e de onde muitas vezes são mandados de volta.

A limpeza étnica dos últimos dois meses é a mais grave e a mais sistemática já praticada. Aproximadamente 600 mil pessoas foram expulsas do estado de Rakhine pelo exército de Myanmar e por budistas radicais. Assim, atualmente, cerca 1,3 milhão de rohingyas vivem no limbo, sem um lugar no planeta que possam chamar de “meu país”.

SHAH PORIR DWIP, BANGLADESH - SEPTEMBER 30: Boats full of people continue to arrive along the shores of the Naf River as Rohingya come in the safety of darkness September 30, on Shah Porir Dwip island, Cox's Bazar, Bangladesh. Over a half a million Rohingya refugees have fled into Bangladesh since late August during the outbreak of violence in Rakhine state causing a humanitarian crisis in the region with continued challenges for aid agencies. (Photo by Paula Bronstein/Getty Images)

Barcos cheios de gente continuam a chegar às margens do rio Naf, trazendo os rohingyas que se valem da segurança da escuridão. Foto tirada em 30 de setembro de 2017, na ilha de Shah Porir Dwip, em Cox’s Bazar, Bangladesh.

 

Foto: Paula Bronstein/Getty Images

PATUWARTEK, INANI BEACH, BANGLADESH - SEPTEMBER 28: (EDITORS NOTE: Image depicts death.) The body of a Rohingya woman lays on a beach washed up after a boat sunk in rough seas off the coast of Bangladesh carrying over 100 people September 28 close to Patuwartek, Inani beach, Bangladesh. Seventeen survivors were found along with the bodies of 15 women and children. Over 500 Rohingya refugees have fled into Bangladesh since late August during the outbreak of violence in Rakhine state as Myanmar's de facto leader Aung San Suu Kyi downplayed the crisis during a speech in Myanmar this week faces and defended the security forces while criticism on her handling of the Rohingya crisis grows. Bangladesh's prime minister, Sheikh Hasina, spoke at the United Nations General Assembly last week, focusing on the humanitarian challenges of hosting the minority Muslim group who currently lack food, medical services, and toilets, while new satellite images from Myanmar's Rakhine state continue to show smoke rising from Rohingya villages.  (Photo by Paula Bronstein/Getty Images)

O corpo de uma mulher rohingya jaz na praia, depois que um barco levando mais de cem pessoas naufragou em águas revoltas na costa de Bangladesh. Foto tirada em 28 de setembro perto de Patuwartek, na praia de Inani, em Bangladesh. Dezessete sobreviventes foram encontrados, juntamente com os corpos de 15 mulheres e crianças.

 

Foto: Paula Bronstein/Getty Images

KUTUPALONG, BANGLADESH - OCTOBER 13: People cross a bamboo bridge over a stream as the sun sets on October 13, 2017 at the Kutuplaong refugee camp, Cox's Bazar, Bangladesh. According to UN sources around 519,000 Rohingya refugees had fled across the border from Myanmar to Bangladesh since 25 August. Thousands more remain stranded in Myanmar without the means to cross the border into Bangladesh. (Photo by Paula Bronstein/Getty Images)

Pessoas atravessam uma ponte de bambu sobre um riacho ao pôr-do-sol. Foto tirada em 13 de outubro de 2017 no campo de refugiados de Kutuplaong, em Cox’s Bazar, Bangladesh.

 

Foto: Paula Bronstein/Getty Images

Texto de Elizabeth Rubin. Fotografia de Paula Bronstein.

Tradução: Deborah Leão

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