Da Página do MST

Nesta segunda-feira (02), a militância Sem Terra em todo Brasil acordou triste com a notícia da partida física do filósofo marxista, gênio de seu tempo, István Mészáros, que faleceu na noite deste domingo (01).

Nascido na Hungria, a obra de Mészáros é parte do pensamento socialista contemporâneo e foi traduzida em diversas línguas, sendo referência na formação político-filosófica de muitos militantes da esquerda em todo o globo.

Para o MST, “a ousadia provocadora de sua obra, revela uma juventude marcante em Mészáros que o acompanhou por toda sua vida”. Na certeza de que, com as sementes de Mészáros, “a marcha sempre segue”, o MST deixa suas condolências à família e amigos.

Leia a íntegra da nota.

MST lamenta o falecimento de István Mészáros

As trabalhadoras e os trabalhadores rurais Sem Terra do MST do Brasil lamentam profundamente o falecimento de István Mészéros, filósofo marxista, escritor e militante, nascido na Hungria em 1930.

Mészáros faleceu ontem (01), vitima de falência múltipla de órgãos, decorrente de dois derrames que avançaram para um agravamento fatal. Estava na UTI hospitalar, sempre assistido por familiares e amigos.

Dedicava-se no último período à sua nova obra com ênfase na análise crítica sobre o Estado, “Para Além do Leviatã”, tema fundamental para a formulação estratégica e retomada necessária da ofensiva socialista.

Mészáros deixa uma vasta obra – ferramentas de nosso tempo nas mãos dos militantes sociais pelo mundo todo – entre elas, destaca-se “Para Além do Capital”. A ousadia provocadora de sua obra, revela uma juventude marcante em Mészáros que o acompanhou por toda sua vida.

Que as sementes lançadas por este grande homem sejam semeadas por toda a parte. Em tempos tão difíceis, de barbárie em curso e confusões ideológicas, a certeza é de que a marcha sempre segue e ninguém poderá detê-la.

Pois para o Capital, “seres humanos são, ao mesmo tempo, absolutamente necessários e totalmente supérfluos”.(Istvan Meszaros).

Mészáros está no MST e continuará vivo!

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – Brasil

*Editado por Rafael Soriano