Arquivo para 20 de agosto de 2017

LULA SE DESPEDE DA BAHIA COM ALMOÇO PREPARADO POR ASSENTADOS

O ex-presidente agradeceu o carinho do povo baiano; pelos próximos dias a Caravana segue por Sergipe

Julia Dolce

Brasil de Fato* | Jandaíra (BA)

Lula visitou a casa de um acampado e seguiu para uma "mística", quando "entregaram" simbolicamente o ex-presidente para Sergipe. - Créditos: Mídia Ninja
Lula visitou a casa de um acampado e seguiu para uma “mística”, quando “entregaram” simbolicamente o ex-presidente para Sergipe. / Mídia Ninja

A agricultora Maria de Fátima Pereira de Jesus, integrante do acampamento Valdir Marcedo, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), localizado no povoado de pescadores Cachoeira do Itanhi (BA), acordou às 4h30 deste domingo (20) para cozinhar para visitantes. Entre eles, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, que conheceu o acampamento no quarto dia de sua Caravana pelo Brasil.

Maria de Fátima conta que estava ansiosa. “É muito emocionante, nunca tinha cozinhado para um ex-presidente”, conta a sem-terra, que vive no acampamento que abriga 54 famílias e fica na beira da estrada, perto da divisa com Sergipe. O MST ocupa a área há quatro anos e seis meses, e tem como intenção conquistar a posse da Fazenda Cambuí, um dos muitos latifúndios da região, que segundo os acampados, encontra-se improdutiva há anos.

É o que explica Joselito dos Santos Faria, o “Fiô”, coordenador da ocupação. “Temos esse sonho e expectativa há quase cinco anos. Estamos em frente à propriedade para marcar nosso território. Com a vinda do Lula isso vai ser um ápice, vai acelerar as coisas. A gente quer tornar a área produtiva, dando às famílias a possibilidade de plantar e trabalhar pelo seu sustento. Se o proprietário não zela, nós queremos fazer dessa terra nosso paraíso”, afirmou.

Uma faixa de boas-vindas e centenas de assentados e acampados receberam o ex-presidente Lula no acampamento, por volta das 14h. Ele visitou a casa de um acampado e seguiu para uma “mística”, realizada pelas mulheres do MST. Elas cantaram músicas e “entregaram” simbolicamente o ex-presidente para Sergipe, próximo estado que será visitado pela Caravana.

“Queria agradecer tanto ao MST quanto ao PT pelos momentos maravilhosos e o encontro extraordinário com o povo da Bahia, um povo sensacional. Eu saio da Bahia agradecido com o carinho da população”, disse o ex-presidente. 

Lula andou pelo acampamento, ouvindo as histórias dos acampados. O ex-presidente conheceu também a biblioteca comunitária da ocupação, que leva o nome de “Dona Maurina”, em homenagem a já falecida mãe do assentado Adailton Monteiro, que foi educadora popular na região por muitos anos.

A biblioteca é um dos maiores orgulhos da ocupação. É o que explica o fotógrafo Luiz Mario de Santana Santos, o Marinho, que já viveu no acampamento. “Além de um espaço de leitura, ela foi criada com o objetivo de espalhar conhecimento, uma das principais armas que o ser humano tem. Foi pensado para a juventude, porque fizemos uma pesquisa e percebemos que a juventude da região não tem muita perspectiva. Agora percebemos que o desafio é maior: como criar um incentivo à cultura e leitura”, explica. 

Luta pela terra

O agricultor João de Deus da Conceição conta que sua vida foi transformada pelo movimento há 18 anos. “Abracei a reforma agrária como uma jóia rara, algo para levar para a eternidade”, disse. 

“Quando conheci a luta da reforma agrária não entendia muito o que significava. Mas eu vi que o sentido dessa luta é a minha vida, é a história do meu pai, do meu avô. Meu pai me ensinou que as terras não devem ter demarcação, são de todos que quiserem cultivar. Essa terra mesmo não tinha demarcação, a gente chamava de Terra do Santo. Foi passada para os fazendeiros. Essa região, o início da nossa Bahia, tinha que ser rica, mas é a parte mais empobrecida”, completou João.

Já Raimunda Francisca veio de outro assentamento prestigiar a visita de Lula. Assentada há cinco anos, ela também veio contribuir com a preparação do almoço, trazendo farinha, laranja e amendoim produzidos no seu assentamento. “Desde que fui assentada não parei a luta. Eles lutaram por mim e eu luto por eles. Há 13 anos estou no MST e há 13 anos conquistei minha liberdade”, afirmou.

A Caravana Lula pelo Brasil segue para Estância (SE). O ex-presidente ficará no estado pelos próximos dois dias.⁠⁠⁠⁠

*A cobertura da caravana “Lula pelo Brasil” é realizada por meio da parceria entre Brasil de Fato, Mídia Ninja e Jornalistas Livres.

Edição: Luiz Felipe Albuquerque

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CHEGADA DE LULA EM SERGIPE MOSTRA QUE NÃO HÁ COMO DETER A AFECÇÃO-COGNIÇÃO-LULA

MAIS UMA IMAGEM DE LULA QUE LEVA BURGUESIA SE RASGAR DE ÓDIO

Lula no assentamento do MST, Valdir Macedo, na Bahia.A imagem pode conter: 3 pessoas, área interna

LULA: “VOLTAMOS AO MAPA DA FOME PORQUE PARA ESTE GOVERNO POBRE NÃO É GENTE”

Ao encerrar etapa baiana de sua caravana em Feira de Santana, ex-presidente defende políticas para o semiárido e agricultura familiar e diz que país está quebrado. “Nós podemos consertar”
 Por Cláudia Motta, especial para a RBA
                                                                                                                  RICARDO STUCKERT

lula em feira de santana

“Ninguém morre de sede se tiver um governo responsável. A água é mais que um direito, é uma necessidade’

Feira de Santana (BA) – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (19) que o Brasil está sem governo e que políticas públicas que vinham mudando a qualidade de vida da população do Nordeste vêm sendo abandonadas. Em ato político que marcou a passagem da Caravana Lula pelo Brasil por Feira de Santana, a 100 quilômetros de Salvador, Lula fez a defesa de políticas públicas para o Semiárido e para a agricultura familiar durante os períodos de seu governo e de Dilma Rousseff. “Saímos de quase R$ 2 bilhões de financiamento da agricultura familiar para R$ 30 bilhões, quando a Dilma deixou o governo. Valorizamos o pequeno produtor, demos crédito para ele evoluir na sua capacidade produtiva”, disse.

Ao se referir aos períodos prolongados de seca que caracterizam grande parte das áreas do Nordeste, Lula citou 1,4 milhão de cisternas construídas na região nas gestões petistas e enfatizou que nenhum governo pode se resignar diante de obstáculos climáticos. Ironizou a falta de atitude de poderes públicos – “nunca vi o governo do Canadá dizer que ia acabar com a neve; eles estabeleceram uma política de convivência com o inverno rigoroso” – e afirmou que a preocupação com a vida das pessoas precisa pautar as políticas de Estado. “Começamos a provar que ninguém precisa morrer de sede se tiver um governo responsável. A água é mais que um direito, é uma necessidade e o Estado não tem o direito de permitir que as pessoas se submetam a indústria de caminhões pipa”, destacou.

“Governar qualquer um governa, cuidar do povo é que é difícil. Olhar para uma pessoa pobre, humilde e enxergá-la como um ser humano que precisa de carinho. É para essa gente que um Estado governa, é pra essa gente que temos de dar atenção, não para os grandes empresários da vida”, disse, ovacionado pela multidão que tomava a Praça Estação da Música. “Se você der R$ 20 para uma pessoa humilde, ela fica agradecida e vai levar comida para dentro de casa. O rico vai abrir uma conta bancaria e fazer investimento lá no exterior”, comparou. “Nós podemos consertar esse país. A gente tinha saído do Mapa da Fome da ONU e agora voltamos. Porque para essa gente que governa o país, pobre não é gente, pobre é estatística. Quando vê estatística com 14 milhões de desempregados, aquilo é só um número. Para nós são seres humanos. Por isso estou fazendo essa caravana.”

A iniciativa de percorrer 25 cidades dos nove estados do Nordeste tem a finalidade, ressalta o ex-presidente, de “conversar com o povo”. “Ouvir, aprender e levar tudo que a gente ouvir e o que recebe de documento para fazer um programa para construir o futuro de vocês”, afirmou a centenas de agricultores que ocupavam o espaço vindos de cidades vizinhas. “Nosso programa não será feito com base em pesquisa eleitoral, mas naquilo que o povo brasileiro quer para o Brasil. Porque o que nós percebemos, é que o país está quebrado”, disse.

Feira de Santana foi a última cidade do estado a ser visitada pela caravana que começou na sexta-feira (17) em Salvador e passou por Cruz das Almas e São Francisco do Conde. “A verdade é que nós não temos governo. Mas temos de ter clareza que para o Brasil voltar a andar, a gente precisa, nesse momento de crise, levantar a cabeça, não desanimar. O Brasil tem jeito, esse país é extraordinário e já provou que através da agricultura familiar a gente pode sustentar a alimentação de 204 milhões de pessoas. O que nós queremos é saber quem é que está plantando feijão, arroz, alface, cenoura, pimentão, pepino, quem está criando peixe. É isso que sustenta esse país. É isso que dá dignidade a vocês”, destacou Lula.

Neste domingo (20), a caravana chega Sergipe, onde permanecerá por três dias. Antes de chegar à capital, Aracaju, o ex-presidente passará por Estância, Lagarto, Itabaiana e Nossa Senhora da Glória.

Sintonia

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Gisélia e o companheiro: orgulho de trabalhar na roça. Auana emocionada: ‘Antes, a gente, pobre, trabalhava para os outros’

Muitos camponeses que acompanhavam o ato público diziam estar ali para ver e matar a saudade do seu “ex”. Para Auana, trabalhadora rural de Conceição da Feira, era também a realização de um sonho: vê-lo. “Antes, a gente, pobre, trabalhava para os outros. Hoje, pobre pode ser patrão. Antes, a gente tomava conta do gado do rico, hoje podemos comprar o nosso. Rico e pobre trabalhando lado a lado. Isso é emocionante. Por isso eu sou fã de Lula”, diz, sem conter o choro.

Com um cesto cheio de verduras da sua horta orgânica para entregar ao ex-presidente, Giselia, do distrito de Ijaíba, comunidade de São Domingos, era só orgulho de sua trajetória de vida. “Tenho orgulho de trabalhar na roça, lavradora, produzir alimentos 100% naturais, sem agrotóxicos. Sou de uma família humilde. Minha mãe sempre trabalhou na roça, me criei na roça. Minha mãe levava a gente, ficávamos na cabana, embaixo do sol, no carro de mão. Isso foi um exemplo de vida.”

A ligação com a terra e seus valores é patrimônio familiar. “Fui amadurecendo, passo a passo no solo. Hoje sou casada, tenho duas filhas e vou passando para elas a importância de um agricultor, para que elas aprendam a valorizar o rural. A importância de crescer e se orgulhar do DNA delas, de lavradora”, conta Giselia.

Essa relação também faz parte da história de Maria Natividade, mãe de cinco, avó de outros cinco, moradora de uma fazenda no município baiano de Inhambupe. “Sou trabalhadora rural, filha de trabalhador rural, nunca saí da agricultura familiar, nunca trabalhei de empregada para ninguém, vivo da agricultura”, diz.

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A ‘margarida’ Maria Natividade: ‘Estamos passando dificuldade, mas o sol vai voltar a brilhar. E a gente vai à luta’

Integrante do movimento Marcha das Margaridas, Maria foi uma das delegadas à Conferência de Mulheres, em maio de 2016, detidas num avião em Brasília sob a “acusação” de fazer manifestação em defesa do governo Dilma na aeronave. “Eu estava com minhas amigas. Sofremos, mas como trabalhadoras rurais fomos à luta e ficamos até o final do evento. Voltamos para casa todas em paz.”Plantadora de feijão, milho, batata, abóbora, amendoim e laranja, ela expressa reconhecimento em relação a suas conquistas. “A vida do agricultor familiar melhorou muito, ganhamos conhecimento, a gente chega a todos os lugares. Tenho um filho de São Paulo, ele tá voltando e eu espero que ele se encaixe aqui com a gente, porque o lugar dele é aqui na zona rural, onde ele nasceu. Estamos passando um pouquinho de dificuldade agora, mas tudo isso é uma chuva, vai passar e o sol vai brilhar. E a gente vai à luta, vamos continuar plantando porque, se a roça não planta, a cidade não janta.”

Agricultura familiar sustenta 90% dos municípios do Brasil

A agricultura familiar tem a gestão da propriedade compartilhada pela família, que tem na atividade produtiva agropecuária a principal fonte geradora de renda.

O agricultor familiar tem uma relação particular com a terra, ao mesmo tempo seu local de trabalho e moradia. A diversidade produtiva também é marca desse setor.

Segundo dados do Censo Agropecuário de 2006, 84,4% do total dos estabelecimentos agropecuários brasileiros pertencem a grupos familiares. São aproximadamente 4,4 milhões, sendo que a metade na região Nordeste.

A agricultura familiar, de acordo com o censo, é a base econômica de 90% dos municípios brasileiros com até 20 mil habitantes; responde por 35% do produto interno bruto nacional; e absorve 40% da população economicamente ativa do país. São esses orgulhosos brasileiros, com DNA de lavradores, os responsáveis pela produção de 87% da mandioca, 70% do feijão, 46% do milho, 38% do café, 34% do arroz e 21% do trigo do Brasil. Na pecuária, estão com 60% da produção de leite, além de 59% do rebanho suíno, 50% das aves e 30% dos bovinos do país. Por isso, não duvide: se a Dona Marina Natividade não planta, a cidade não janta mesmo!

 Assista também à reportagem da TVT:

AMEAÇADO POR TEMER, PROGRAMA DE AQUISIÇÃO DE ALIMENTOS MUDOU VIDA DE AGRICULTORES

No 3º dia da Caravana Lula pelo Brasil, pequenos produtores relatam como projeto criado por Lula mudou realidade da BA

Monyse Ravena

Brasil de Fato* | Feira de Santana (BA)

Agricultores e agricultoras realizaram um ato, em Feira de Santana (BA), pela agricultura familiar durante caravana de Lula pelo Nordeste - Créditos: Julia Dolce/Brasil de Fato
Agricultores e agricultoras realizaram um ato, em Feira de Santana (BA), pela agricultura familiar durante caravana de Lula pelo Nordeste / Julia Dolce/Brasil de Fato

A agricultora Esmeralda Almeida foi acompanhada de seus dois netos participar do Ato em Defesa de Políticas Públicas para o Semiárido e a Agricultura Familiar, em Feira de Santana, interior da Bahia. Ela foi uma das milhares de agricultoras e de agricultores presentes na atividade, que marca o terceiro dia Caravana Lula pelo Brasil, neste sábado (19).

Esmeralda conta que, na propriedade onde mora com a família, eles produzem hortaliças que usam para o consumo próprio e também para a comercialização, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Esta política pública foi criada no governo Lula, em 2003, com a função de promover o acesso à alimentação de qualidade e incentivar a agricultura familiar.

Anos depois de sua criação, no ato em Feira de Santana, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ainda acreditar que este é o caminho para o país. “Hoje, tenho absoluta certeza que a agricultura familiar é capaz de produzir alimentos para todos os 204 milhões de brasileiros”, discursou. 

Lula também afirmou que a agricultura familiar já produz 70% dos alimentos consumidos no Brasil e que, em seu governo, o orçamento destinado ao tema aumentou de R$ 2 bilhões para R$ 15 bilhões.

Esmeralda, uma das beneficiadas pelo programa, e que também faz parte de um grupo de dez mulheres que produzem coletivamente, garante que a política promoveu uma mudança para os produtores familiares: “Depois que conseguimos acessar o PAA, nossa vida melhorou muito, porque não precisávamos mais vender para o atravessador, e isso é muito bom”.

Quem também acessa o PAA é Liro Silva, morador do assentamento Paulo Cunha, no município de Santo Amaro, no Recôncavo Baiano. “Depois de oito anos acampados, conseguimos o assentamento, somos 170 famílias produzindo hortaliças, aipim, amendoim, laranja, entre outras culturas. Comercializamos na feira livre do município, mas também por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE)”, conta.

Junto ao PAA, o PNAE – que é uma política voltada para garantir uma alimentação de qualidade nas redes públicas de ensino – também está sendo ameaçado pelos cortes orçamentários do governo golpista de Michel Temer em políticas sociais.

Além disso, a extinção do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) por Temer também preocupa Liro Silva: “Agora estamos apreensivos com o fim do MDA, pode ser que essa política se enfraqueça”. A recriação da pasta está entre as reivindicações dos movimentos e organizações do campo que participaram do ato da Caravana.

Água

Em uma região em que a seca é um fenômeno climático constante, Lula, em sua fala no ato, também destacou a construção de 1 milhão e 400 mil cisternas de placa em todo o Semiárido, construídas em parceria com a Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA).

A preocupação com o desmantelamento de políticas públicas voltadas para o campo também se aplica neste caso, já que o projeto teve uma drástica redução de recursos após o impeachment de Dilma Rousseff (PT).  

Luiz Félix, agricultor do município baiano de Riachão do Jacuípe, tem uma dessas cisternas em casa. Ele explica que a armazenagem de água para o consumo de sua família ocorre durante oito meses do ano: “Também tenho uma cisterna maior, de 52 mil litros, que junta água para a produção de alimentos; rego tudo com essa água”, explica. Félix é produtor de hortaliças, cultivadas de forma agroecológica, e comercializa todos os sábados seus alimentos na feira.

Próxima parada

Depois de Feira de Santana, a caravana de Lula segue para Sergipe, onde será recepcionado neste domingo (20). Depois, ela segue percorrendo todos os estados do Nordeste, até o próximo dia 5 de setembro, quando será finalizada no Maranhão. No total, serão mais de 20 dias de atividades, passando por diversos estados da Região Nordeste do Brasil.

 

Confira mais fotos do terceiro dia da caravana de Lula pelo Nordeste:

 Créditos: Julia Dolce/Brasil de Fato

*A cobertura da caravana “Lula pelo Brasil” é realizada por meio da parceria entre Brasil de Fato, Mídia Ninja e Jornalistas Livres.

Edição: Vivian Fernandes


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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