Arquivo para 15 de agosto de 2017

‘AO REDUZIR DESIGUALDADES, LULA FAZ JUS À HONRARIA MÁXIMA’, DIZ REITOR DA UNEAL

Conselho Universitário aprovou outorga do título ao ex-presidente em reconhecimento ao impacto social de suas políticas e pelos incentivos aos programas da universidade alagoana, mesmo sendo estadual Uneal conseguiu atrair recursos federais que melhoraram a vida da população.

Texto de Cida de Oliveira, da Rede Brasil Atual.

São Paulo – A Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) tem 90% de suas ações concentradas no interior do estado, onde estão as maiores discrepâncias sociais, econômicas, educacionais e de acesso ao conhecimento. Nos últimos anos, a instituição estadual conseguiu avançar nessa direção, ampliando sua presença ao beneficiar populações mais pobres, de indígenas e negras, por meio de programas de ensino, pesquisa e extensão que tem entre outras funções sociais a preparação de cidadãos críticos para o exercício da cidadania. 

Muitos dos passos largos da universidade vinculada ao governo de um dos estados mais pobres da federação foram permitidos com recursos vindos do governo federal a partir dos governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A universidade é uma das quatro instituições federais de ensino superior por onde o ex-presidente ira passar com sua caravana “Lula pelo Brasil” – que tem início nesta quinta (17) em Salvador e percorrerá de ônibus os nove estados do Nordeste, até 5 de setembro.

“Todos esses investimentos no governo do ex-presidente Lula, muitos continuados pela presidenta Dilma, que contribuíram para a elevação dos indicadores de qualidade de vida do povo, que teve mais acesso à educação, formação e profissionalização em nível superior, foram os elementos para que a comunidade entendesse que o ex-presidente faz jus a essa titulação. Enfim, todos esses atributos, todos esses avanços, no campo do pequeno, do trabalhador, justificam a outorga do título de Doutor Honoris Causa”, conta o reitor da Uneal, Jairo José Campos da Costa.

De acordo com o reitor, os investimentos do governo Lula no ensino superior foram a mola propulsora do desenvolvimento e do crescimento da universidade. “A gente conseguiu atrair para cá muitos recursos e impactar positivamente na vida das pessoas. Formamos a primeira turma de professores indígenas do estado, a primeira turma de professores do campo e as lideranças do movimento organizado da terra com financiamento do governo federal”, conta. “A gente chegou a realizar o projeto do Xangô Rezado Alto, discutindo a questão da nossa negritude, da negritude alagoana, do combate ao preconceito racial e à discriminação. Então a gente, de fato, assumiu esse protagonismo e abocanhou esses recursos gerando oportunidades, empregos, renda.”

A solenidade de outorga do título de Doutor Honoris Causa ao ex-presidente será no próximo dia 23. Lula não é o primeiro a receber a honraria da universidade, mas sua aprovação causou polêmica. Jairo Costa chegou a ser ameaçado de morte logo que anunciou a titulação e esteve no centro de reportagens da mídia comercial, que distorceram a iniciativa, chegando a insinuar que havia ali interesses políticos.

O processo para aprovação da outorga começou em 2011, logo após o fim do segundo mandato do ex-presidente, e tramitou em todas as instâncias do Conselho Universitário. “Ninguém dá título ‘honoris causa’ em grande quantidade porque é uma honraria máxima, e isso passa por todo um procedimento administrativo de arguição, de defesa e de esclarecimento, e o processo foi aprovado por unanimidade”, explica. “Era um momento em que o presidente recebia títulos em diversas universidades no país e no mundo”.

O conselho é formado por 50 membros, envolvendo professores, estudantes e representantes da sociedade civil. 

Conforme o reitor, a tônica do trabalho na Uneal tem sido elevar o nível de engajamento social por meio de políticas com a participação das comunidades que ao longo da história ficaram “acéfalas” em relação a políticas públicas.

“É óbvio que quando a gente assume esse desafio publicamente, enquanto missão institucional, à medida que consegue angariar alguns louros positivos em alguns segmentos da sociedade consegue também atrair ódio de pessoas que não se sentem representadas, de pessoas preconceituosas, que não entendem a necessidade de o conhecimento ser colocado, ser posto de maneira irrestrita a todos os cidadãos brasileiros”, diz.

A solenidade será no próximo dia 23, às 8h, no Ginásio Municipal João Paulo II, no Parque Ceci Cunha, em Arapiraca.

Caravana pelo Nordeste

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva começa por Salvador, no próximo dia 17, a caravana “Lula pelo Brasil”. O roteiro de viagens de Lula pelos nove estados do Nordeste está previsto para se encerrar no dia 5 de setembro, no Maranhão. O objetivo, segundo os organizadores, é verificar “mudanças que ocorreram na região durante os governos do PT e os desafios atuais da região”. 

Em Salvador, o ex-presidente participa de mais um ato de lançamento do livro Comentários a uma Sentença anunciada – O Processo Lula, já lançado em eventos no Rio de Janeiro e em São Paulo. Na sexta-feira (18), recebe título de Doutor Honoris Causa, na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) em Cruz das Almas, às 10h, e vai ao Festival da Juventude, na mesma cidade, às 15h. 

No mesmo dia, em São Francisco do Conde, Lula será patrono na colação de grau de estudantes da Unilab (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira), às 19h. 

No sábado (19), a caravana para em Feira de Santana, onde participa de atos em defesa de políticas públicas para o semiárido e Agricultura Familiar, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e de cisternas.

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BOLSONARO BATEU LEVOU: FOI CONDENADO PELO STJ POR OFENDER A DIGNA E NOBRE DEPUTADA MARIA DO ROSÁRIO

AS NOVAS ‘BOMBAS’ DA TECNOLOGIA CONTEMPORÂNEA

políticos

Além das bombas que destruíram países durante guerras, personalidades políticas e juízes também tornaram-se nocivos para a destruição, agora, do Brasil

Texto de Flávio Aguiar, do Blogue do Velho Mundo.

Durante a Guerra Fria nos acostumamos a uma proliferação de bombas de alto poder destrutivo. Eis alguns exemplos, todos de triste memória, mesmo que não tenham sido usados:

Bomba atômica: torrou Hiroshima, Nagasaki e seus habitantes. Faz vítimas até hoje.

Bomba de hidrogênio: faria a bomba atômica parecer um traque junino.

Bomba de napalm: torrou um monte de asiáticos na Guerra do Vietnã. Ficou famosa ao queimar uma menina fotografada correndo nua por uma estrada, foto que chegou a ser censurada no Facebook. Pela nudez, não pela bomba.

Bomba laranja: destrói a folhagem. Ainda vai ser recomendada para o agrobusiness na Amazônia.

Bomba nêutron: o ideal do capitalismo; mata todo mundo deixando os prédios de pé para futura ocupação por empresas sólidas e confiáveis.

Mas agora há uma nova produção de bombas, todas de alta tecnologia:

Bomba Temer: destrói a credibilidade de uma nação, de um Estado, tornando tudo isto pasto vendável para estrangeiros a preço de banana nanica. Tem a vantagem de que se auto-destrói junto. Vai desaparecer da história, auto-incinerado. Não deixa rastro, só a destruição.

Bomba Jucá: barra investigações de qualquer tipo.

Bomba Cunha: atua em qualquer ambiente, mesmo submersa, presa, atolada, espinafrada, é imbatível para efeitos malignos.

Bomba Meirelles: especialista em torrar orçamentos, esta bomba de longo alcance queima o futuro. É um novo tipo de arrasa-quarteirão, a famosa bomba da Segunda Guerra Mundial. Com uma diferença: suga o oxigênio disponível em direção a fundos de investimento. O resto queima em fogo lento, e duradouro.

Bomba Moro: especificamente dirigida contra Constituições. A cada explosão torra um artigo. Efeito colateral: destrói empresas navais e petrolíferas. Tem uma ogiva especial dirigida a ex-presidentes barbudos de passado sindical.

Bomba Dallagnol: construída na forma de power point arrasa com a inteligência de quem a vê. Penetra pelo cérebro e danifica o sistema nervoso central. Se não se cuidar, e se sobreviver, a vítima se torna pregador da Igreja dos Últimos Neurônios.

Bomba Maia: bomba de fragmentação e efeito moral. Paralisa sua vítima, deixando-a impotente para que seja atropelada por bandos e quadrilhas oportunistas. De grande efeito em aglomerações de deputados – embora estes fiquem longe de serem paralisados. Ao contrário, são os atropeladores.

Bomba Cristovam Buarque: bomba de efeito retardado. Arrasa reputações, fere princípios, aleija espinha dorsal, deseduca quem sofre sua ação. Mortal para populações ribeirinhas da margem social.

Bomba Marta Suplicy: é a chamada “bomba da vingança”. Especial para frustrar eleitores, trair seus sentimentos, apagar a memória.

Bomba Doria: feita para destruir ciclovias e vidas nas avenidas marginais das grandes cidades. É a preferida pelos transformadores de automóveis em tanques de guerra.

Bomba Aécio: esta transforma em pó tudo o que toca, de reputações a helicópteros.

Bomba Serra: suga capitais e deposita em conta na Suíça.

Bomba Aloysio: especial para queimar a lembrança de Rio Branco na política externa. Especialista em transformar paz em guerra beligerante.

Bomba Gilmar Mendes: queima tudo o que não for do PSDB.

Enfim, o Brasil ainda vai expor outros milagres da tecnologia.

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EM SÃO BERNARDO, LULA PARTICIPA DE LANÇAMENTO DO INSTITUTO FUTURO

Lula durante a inauguração do Centro de Inovação do Trabalhador. Foto: Ricardo Stuckert

A Universidade Metropolitana para a Educação e o Trabalho (UMET), de Buenos Aires, em parceria com o Conselho Latino Americano de Ciências Sociais (ClACSO) lança nesta terça-feira (15), em São Bernardo do Campo, o Instituto Futuro. O Instituto terá como patrono o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, escolhido pelo que representou e representa para a luta em defesa da democracia, da soberania e da dignidade humana na América Latina. Por esse motivo, o lançamento será feito no palco de lutas históricas do novo sindicalismo brasileiro, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, e contará com a presença de Lula.

A constituição do Instituto Futuro é uma iniciativa da UMET, universidade criada e mantida pelo movimento sindical argentino. O ex-ministro Luiz Dulci será o diretor da organização e o professor e jornalista argentino Martín Granovsky será o coordenador executivo.

O Instituto Futuro terá como foco o desenvolvimento compartilhado e a integração latino-americana e caribenha. Pretende discutir as políticas públicas tanto dos governos populares como das administrações conservadoras, e promover uma profunda reflexão sobre os caminhos possíveis e desejáveis para o avanço da democracia, da integração e da justiça social em nosso continente. Quer fazê-lo junto com os dirigentes sindicais, com os líderes dos partidos políticos e movimentos sociais, com os acadêmicos, os estudantes, os intelectuais e artistas.

Trata-se de avaliar o que fizeram de melhor os governos progressistas da região, com que obstáculos se defrontaram, quais foram as razões de seus êxitos e também de seus reveses, quais são os desafios atuais de nossas sociedades. Em que consiste hoje a questão democrática, o que podem aportar os movimentos feministas, de luta pela igualdade racial e pelo direito à diversidade sexual, entre outras causas libertárias de crescente vigência na América Latina. Trata-se, igualmente, de compreender como estão se dando os novos pactos de poder conservador entre o grande capital, os meios de comunicação e setores do judiciário, que em vários casos não hesitam em recorrer  a formas inéditas de  golpismo  para barrar o  avanço eleitoral e político das forças populares no continente. E quais são as reações dos nossos povos a essas tentativas de retrocesso histórico, que buscam cancelar direitos sociais e políticos arduamente conquistados.

O evento contará também com a presença do ex-chaceleres Celso Amorim ( Brasil) e Jorge Taiana (Argentina), além dos líderes das maiores centrais sindicais da Argentina e do Brasil.

A UMET

A Universidade Metropolitana para a Educação e o Trabalho é a primeira universidade sul-americana surgida de uma organização sindical, o Sindicato Único de Trabalhadores de Edifícios. Seu trabalho se articula com iniciativas de outras organizações e centrais sindicais e com o Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas da Argentina. Foi fundada em 2013, em Buenos Aires, com a presença do ex-presidente Lula como convidado especial. A UMET implementa diversas linhas de pesquisa e cooperação, priorizando as políticas públicas, o desenvolvimento das áreas metropolitanas, a responsabilidade social das empresas e temáticas relacionadas à educação e ao trabalho.
 
O Instituto Futuro

Desenvolvimento, inclusão e integração são as palavras-chave que inspiraram a Umet e o Clacso a criar um instituto para intercâmbio de experiências sobre políticas públicas de justiça social, para a organização de cursos, encontros e seminários, para formar quadros de administração e de governo, para conectar o mundo acadêmico com o sindical, o social e o político e compreender os novos desafios e oportunidades tanto regionais como globais. A partir de uma perspectiva sul-americana e dos trabalhadores, o Instituto pretende dialogar com instituições congêneres e com os mais diversos  setores interessados.
 
O CLACSO

Conselho Latino Americano de Ciências Sociais é uma instituição internacional não-governamental com status associativo na Unesco. Criado há 50 anos, em 1967, atualmente reúne 616 centros de pesquisa e pós-graduação no campo das ciências sociais e humanidades em 47 países, que incluem, além da América Latina, os Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Espanha, França e Portugal. Entre seus objetivos estão a promoção da pesquisa social para o combate à pobreza e à desigualdade, o fortalecimento dos direitos humanos e a participação democrática. Também busca contribuir, a partir das contribuições da pesquisa acadêmica e do pensamento crítico, para promover políticas de desenvolvimento sustentável em termos econômicos, sociais e ambientais.
 

RACISTAS NORTE-AMERICANOS ADORARIAM FAZER UMA VISITA AO BRASIL

Racistas norte-americanos adorariam fazer uma visita ao Brasil

Texto de Roberto Tardelli.

Prepare-se para a ironia, que rolará solta no texto.

Eles são tipicamente americanos. A extrema-direita americana se juntou e saiu em furiosa passeata, para revolta mundial. Não faltaram vozes que gritaram forte contra aqueles racistas agrupados e os males terríveis que representam. Foi tão cruento que ele, ninguém menos do que ele, Donald Trump, saiu a dar declarações, dizendo ser desprezível o movimento; justo ele, ícone do racismo, ninguém acreditou em um por cento da sinceridade de suas palavras, mas vá lá, falou institucionalmente, como Presidente dos Estados Unidos da América. Eles são os supremacistas, neologismo não reconhecido, ao menos, no dicionário que acabo de consultar.

Eles, aqueles porcos racistas americanos devem morrer de inveja porque não-racistas brasileiros têm, faz quase quinhentos anos, suas babás negras, em uniformes brancos, para cuidar de seus rebentos, sem que houvesse necessidade de formalizar-se esse vínculo de emprego, porque não era emprego, era apenas trabalho.

Ah, aqueles racistas sórdidos americanos devem sonhar com uma escola exclusiva, privada e cara, em que o negro seja, no máximo, o tio da cantina, jamais um professor ou mesmo um aluno. Pois, chorem, americanos racistas idiotas, temos isso aqui, em nossa democracia mega-racial, escolas privadas e não precisamos por isso mesmo nos preocupar com a escola pública, já que essa gentinha não vai estudar muito mesmo na vida.

Leia tambémCharlottesville é aqui: por que o brasileiro acha que é diferente do americano?

Prenderam mais um, mataram mais um, mas, mais uma vez, ninguém se chocou

Seria um sonho para aqueles nazis americanos que a polícia de lá prendesse ou matasse mesmo os negros inconvenientes. Pois bem, já fazemos isso aqui há tempos, sem que ninguém mais se escandalize. Aliás, a palavra de policial, aqui, sorry, Racist America, é suficiente para condenar os pretos abordados na rua, sem qualquer motivação, apenas por atitude suspeita.

Tudo que lhes preencheria o domingo era ver pretos miseráveis serem atingidos por jatos d’água gelada, numa madrugada de inverno. Se isso lhes aquecesse a alma, bastaria que viessem a São Paulo e assistissem a esse espetáculo, patrocinado pela Prefeitura e sua operosa Guarda Civil, com direito a uma performance extra de nosso alcaide, que derrubou paredes de casa ocupada por gente que mal tinha o que comer.

Racistas Americanos! Deve ser horrendo a eles ver a grana dos impostos brancos, direcionada a comprar comida para a criançada filha dos pretos que insistem em ter direitos. Mal sabem eles que, nesse Brasil verde-amarelo, nosso prefeito mandou cortar fundo a merenda na creche, de um jeito que provocaria risadinhas entre os racistas americanos: para prevenir a obesidade infantil, ele disse. Ele não é engraçadinho? Nós aqui, já estamos tão acostumados com esse seu senso humor, que nada, mas nada dissemos. Quando muito, jogamos um ovo na testa dele e é só.

Não penduramos negros enforcados, que horror. Optamos por outra estratégia, seus racistas ignorantes! Construímos uma doutrina da Guerra ao Tráfico, só para isso: invadir comunidades de gente preta e passar fogo em quem for possível. Vale tudo: de feto a criança, todos são pretos, quase pretos, ou vivem como pretos, com direito a carro blindado, a que chamamos carinhosamente de caveirão. Elegemos deputados, temos programas de televisão, humanos direitos, enfim, sabemos fazer a coisa e, claro, sabemos botas a culpa de tudo até na Venezuela.

Nós odiamos vocês, americanos racistas. Odiamos tanto que lutamos ferozmente contra essa coisa horrorosa de colocar cota para pretos em que tudo que é lugar, desde faculdades até concursos públicos, menos, claro, para os concursos perigosos, como os da magistratura e ministério público, em que a meritocracia ainda manda mais alto, ora essa. Não brincamos com fogo, rapazes.

Professores negros, médicos negros, engenheiros negros, arquitetos negros, advogados negros, promotores de justiça negros, juízes negros, já fizemos nossa parte por aqui e não corremos esse risco! Não sofremos desse mal aqui no Brasil, racistas de mierda!

Nessa crise em que vivemos, por culpa do PT, bem que o Itamaraty poderia fazer uma campanha publicitária, com nosso super-prefeito paulistano, sorridente, com pulôver nas costas, com seu arzinho de genro preferido, com aquele rostinho de trabalhador que ele possui, chamando o bravo turista americano e seus dólares de prata:

“Venha para o Brasil. Aqui o racismo deu certo”

Uma globeleza bem que poderia ilustrar o folder. Seria o máximo. Eles, os racistas americanos morreriam de inveja. Amadores!

Roberto Tardelli é Advogado Sócio da Banca Tardelli, Giacon e Conway.

PARA RENATO JANINE RIBEIRO, ‘DISTRITÃO É RETROCESSO’

“Voto proporcional como temos no Brasil tem a vantagem de permitir representação de todas as correntes de opinião”, diz professor da USP. Para ele, melhoria do sistema poderia ser obtida com outras medidas
por Eduardo Maretti, da RBA
 
  Na opinão de ex-ministro da Educação de Dilma Russeff, “distritão” distorce a representação popular

São Paulo – O sistema eleitoral conhecido como “distritão”, aprovado em comissão especial da Câmara na quinta-feira (10), é um “retrocesso” da democracia brasileira e torna as eleições de deputados federais, deputados estaduais e vereadores mais imprevisíveis. “O voto proporcional tal qual nós temos no Brasil tem uma vantagem de permitir a representação de todas as correntes de opinião, conforme a proporção de votos que tiveram. O ‘distritão’ introduz um elemento de imprevisibilidade”, diz Renato Janine Ribeiro, professor de Ética e Filosofia Política na Universidade de São Paulo (USP) e ministro da Educação de Dilma Rousseff.

Para ele, o sistema aprovado na comissão introduz um elemento aleatório. “Você vai ter deputados que conseguem e outros que não conseguem se eleger independentemente do grau de representação do partido.”

Janine Ribeiro ressalva “um único aspecto que, entre aspas, é um pouco melhor” nesse sistema. Ele inibe o lançamento de muitos candidatos. Hoje, um partido pode lançar até 150% de candidatos para eleições proporcionais em relação às vagas em disputa. Se o estado de São Paulo, por exemplo, tem 70 cadeiras de deputados federais, cada agremiação pode lançar 105 candidatos a deputado federal.

“É um número absurdo. Com o ‘distritão’, o partido vai ter que calcular: se pode eleger dez deputados, não vai interessar lançar 20 e dispersar os votos, quando mais lançar 105. O ‘distritão’ levaria a uma redução do número de candidatos. São Paulo costuma ter 2 mil candidatos a deputado federal e cerca de 10% geralmente tem um numero de votos que é zero. Ou seja, nem eles próprios votam em si mesmos.” O professor lembra que isso se deve, aparentemente, ao fato de que funcionários públicos obtêm licença remunerada de três meses ao se candidatarem. “O ‘distritão’ tornaria isso um péssimo negócio.”

Ressalva feita, ele observa que a melhoria do sistema poderia ser obtida com outras medidas, já que o ‘distritão’ não é uma solução que aperfeiçoaria a democracia brasileira. O mesmo resultado de impedir o lançamento de candidatos sem chance de se eleger poderia ser obtido com outras medidas. “Não precisa introduzir o ‘distritão’, que tem o problema muito grande de distorcer a representação da vontade popular. Em vez disso, é muito melhor ter cláusula de barreira ou penalidades para candidatos sem voto ou muito poucos votos. Tem muitas outras maneiras de melhorar o sistema eleitoral do que o ‘distritão’, que por sinal é uma proposta do Temer, quando era vice-presidente”, diz o professor da USP.

O “distritão” é simples. Usando o exemplo de São Paulo, os setenta candidatos mais votados no estado serão eleitos à Câmara Federal. Como anota o cientista político Fábio Kerche, apesar de ser simples e “quase intuitivo”, “esse modelo eleitoral votado na comissão, entretanto, é tão desastroso para a composição das bancadas que não reforçará a representatividade e tampouco a governabilidade”. Segundo ele, parcelas expressivas da sociedade podem ficar sem representação.

Para Janine Ribeiro, em tese, um dos argumentos que se pode utilizar é que, para um deputado ou vereador que já tem o mandato, torna-se mais fácil conseguir a vaga. “Ainda mais usando as verbas parlamentares a que tem direito.”

Para entrar em vigor em 2018, a reforma política precisa ser votada e entrar em vigor até outubro deste ano. 


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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