Arquivo para 9 de agosto de 2017

PARA EX-MINISTRA DA JUSTIÇA ALEMÃ, ‘BRASIL É OUTRO MUNDO’

Herta Däubler-Gmelin afirma que nunca aconteceria na Alemanha de um presidente sob suspeita de corrupção e alvo de denúncia não renunciar ao cargo
por Nádia Pontes, da Deutsche Welle 
 
                 “Não é comum ver juízes interferirem nas disputas políticas cotidianas na Alemanha”

Deutsche Welle – Para Herta Däubler-Gmelin, que ocupou o cargo de ministra da Justiça na Alemanha entre 1998 e 2002, é inconcebível  manter um político na liderança do país quando suspeitas de corrupção são apontadas pela Procuradoria-Geral. Mas isso é na Alemanha. O Brasil, segundo ela, “é outro mundo”.

A advogada, deputada federal por mais de 30 anos pelo Partido Social-Democrata (SPD), é professora na Universidade Livre de Berlim e veio ao Brasil participar de um debate público sobre democracia. Na visão de Däubler-Gmelin, magistrados não devem se intrometer nos conflitos políticos cotidianos. “Isso compromete a neutralidade e a independência do juiz”, afirma, em entrevista à DW.

DW Brasil: A senhora veio ao Brasil participar de um debate ao lado do ex-ministro Tarso Genro que, pelo título – “Política x Justiça: Qual o futuro da democracia?” –, coloca Justiça e política em lados opostos.

Herta Däubler-Gmelin: A intenção é refletir sobre a democracia que queremos. É uma democracia em que as decisões são tomadas de cima para baixo, em que algumas pessoas não são consideradas cidadãs, em que o sistema judiciário é usado apenas para privilegiar ricos e poderosos, para preservar privilégios? Ou queremos uma democracia participativa? Quais elementos precisam pertencer a essa democracia? Há bons exemplos, mas há exemplos muito ruins nesse sentido.

DW: Dentro dessas reflexões, qual é a tendência do Brasil?

Eu ouço que existem muitos acontecimentos preocupantes. Sob a perspectiva alemã, devo dizer que não é comum ver juízes interferirem nas disputas políticas cotidianas na Alemanha. Esse comportamento é, absolutamente, um “no go”. Isso não pode acontecer de forma alguma. Isso compromete a neutralidade do juiz, sua independência e até jurisdição. Isso coloca também a confiança da população na instituição em cheque.

Por outro lado, nunca aconteceria na Alemanha de um presidente sob suspeita de corrupção, com denúncia apresentada pela própria Procuradoria-Geral da República, não renunciar imediatamente ao cargo.

Tivemos um caso notório na Alemanha [renúncia do presidente Christian Wulff, em fevereiro de 2012]. Tratava-se de 700 Euros. Mas, obviamente, assim que o procurador-geral apresentou a denúncia, estava claro para a opinião pública que o presidente tinha que renunciar. E foi o que ele fez.

Aqui é outro mundo. Então eu posso entender a certa descrença que há aqui no atual desempenho do Judiciário, de alguns juízes e juízas – mas é claro que não estamos falando de todos, também há tendências completamente diferente, como sabemos.

DW: Como a senhora acompanha e avalia a atual crise política no Brasil?

Os acontecimentos políticos no Brasil estão sendo noticiados pela imprensa alemã e internacional. E depois de tudo o que vi e li nestes últimos dias, temo que esteja havendo um retrocesso cruel com impactos para a população mais pobre. É lamentável.

DW: O Brasil tem um sistema presidencialista, e, atualmente, boa parte do Congresso está sendo investigada. Como a senhora avalia o desempenho do Judiciário em garantir o bom funcionamento da democracia?

Quando o objetivo é garantir uma democracia participativa, os elementos que pude observar na Justiça daqui nem sempre são favoráveis. Existem muitas possibilidades de que alguns atores influenciem e conduzam processos de maneira parcial. E nessa interação, quando também se considera o papel do presidente, vemos uma estranha parcialidade entre Judiciário e Legislativo, ou até uma cegueira em relação às suspeitas de corrupção envolvendo políticos que precisam ser investigadas. Isso é muito preocupante e não é de se admirar a queda extraordinária da confiança nas instituições.

DW: Quão importante é investigar suspeitas de corrupção para manter a democracia fortalecida?

A corrupção parece ser um problema muito grave no Brasil. Por isso eu apoio muito o combate a corrupção. Mas é necessária uma luta ampla, em todas as direções, independentemente do partido. Se um presidente governa pelos interesses de poucos poderosos e recebe um tratamento diferente, mesmo anteriormente tendo se posicionado a favor de uma democracia participativa e da inclusão dos mais pobres, então é uma catástrofe.

DW: O autoritarismo e extremismo político parecem estar se espalhando pelo mundo. Como a senhora avalia essa tendência?

Há diferentes ameaças à democracia. As correntes mais autoritárias e conservadoras estão mais fortes não apenas na América Latina, mas também na Europa. Lá também vemos uma queda significativa da confiança na democracia, por motivos diferentes. Também há a questão do autoritarismo, como alguns partidos na Polônia ou na Hungria, que pregam de maneira muito forte elementos antidemocráticos e que tentam, dessa forma, se estabilizar como um poder. Pessoalmente, não acho que isso possa se concretizar em médio prazo.

Por outro lado, naturalmente há também problemas relacionados à globalização que têm um efeito muito negativo sobre a democracia. Pois muitas pessoas têm a impressão de que as decisões não acontecem mais na política, mas no campo da economia. Então elas ficam inquietas quando têm a sensação de que os políticos não cuidam mais de seus interesses ou de suas necessidades.

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RAFAEL BRAGA É V´TIMA DE SELETIVIDADE RACIAL E ESTRUTURAL DO SISTEMA DE JUSTIÇA

Prática de forjar provas é corrente nas polícias, diz especialista, para quem diferença entre casos de Braga e filho de juíza mostram que a mesma Justiça que privilegia ricos é punitiva com pobres
por Felipe Mascari, da RBA 
 
JUSTIFICANDO/CARTACAPITAL

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Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou o habeas corpus a Rafael Braga, nesta terça-feira (8)

São Paulo – Violação de direitos, seletividade e racismo são os pilares da decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que negou o habeas corpus a Rafael Braga, nesta terça-feira (8). Na avaliação do professor de Direito Humanos da Universidade Mackenzie e doutor em Harvard Adilson José Moreira, a arbitrariedade do caso demonstra que há a intenção do Estado em prender o cidadão, independentemente das falhas da acusação.

“A primeira prisão do Rafael (em junho de 2013), por porte de desinfetante, foi sem fundamento. Agora, a segunda prisão, por ‘associação ao tráfico de droga’, é altamente questionável. A pena de 11 anos e três meses foi exagerada e indevida. O caso de Rafael Braga expõe nosso racismo institucional, de como o Judiciário e o Ministério Público estão marcadas pelo racismo”, critica Adilson.

Um dos exemplos de seletividade do Judiciário é o caso do empresário Breno Fernando Solon Borges, preso em abril com posse de 129,9 quilos de maconha e munições. Filho da desembargadora Tânia Garcia Freitas, ele acabou transferido para uma clínica psiquiátrica sob a alegação de ter transtorno de borderline, caracterizado por instabilidade emocional e impulsividade.

Rafael foi preso pelo porte de 0,6 grama de maconha, 9 gramas de cocaína e um rojão. A defesa do jovem afirma que o flagrante foi forjado e que depoimentos dos policiais são a única “prova” contra ele.

Para o especialista, a aceitação do argumento da defesa do filho da desembargadora é seletiva. “Esse tipo de defesa é usado estrategicamente por pessoas brancas de classe média alta que são presas. Mesmo ante uma evidência de que o sujeito estava traficando, cria-se uma empatia com a pessoa, por causa de seu perfil. Se a alegação do transtorno de borderline fosse feita pela defesa de Rafael Braga, jamais seria aceita, pois há a intenção do Estado de prendê-lo. Se o juiz o condenou por portar Pinho Sol, é claro que há uma intenção que transcende a realidade do caso”, afirma o professor do Mackenzie.

Adilson Moreira chama ainda a atenção para institucionalização do racismo na Polícia Militar. Segundo ele, a Súmula 70 – que autoriza o uso de depoimentos de policiais como prova oral exclusiva para condenações –, é problemática e provoca a prisão de dezenas de milhares de pessoas negras, sem provas concretas. “Nós sabemos que as polícias de países racistas, como o Brasil, têm um propósito claro de incriminar a população negra. Uma prática comum da PM brasileira é forjar flagrantes com as pessoas”, denuncia.

Segundo pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP), no início deste ano, 74% das prisões por tráfico de drogas são baseadas unicamente no depoimento de policiais. 

Manifestação

No fim da tarde de ontem, mais um ato marcou a luta pela liberdade de Rafael Braga, considerado preso-político pelos movimentos sociais. Centenas de pessoas caminharam pela Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, para questionar a rejeição do habeas corpus

“Nós entendemos que nas ruas é onde vamos ganhar a liberdade de Rafael Braga, porque não teve crime. Ele não pode ser punido por uma Justiça, que para nós, é racista e seletiva. Nós não vamos parar, nós não vamos dormir”, afirmou Silvia Mendonça, Coordenadora de Mulheres do Movimento Negro Unificado.

Os movimentos Pela Liberdade de Rafael Braga e 30 Dias por Rafael Braga anunciaram que farão atos todas as terças-feiras, no centro do Rio e em outras capitais. 

O caso

Rafael Braga foi preso durante as manifestações de junho de 2013, detido com frasco de desinfetantes e acusado de portar artefatos explosivos. Foi condenado a cinco anos de prisão, mas conseguiu o direito de prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.

Em janeiro de 2016, o jovem foi acusado de associação para o tráfico. Braga negou as acusações e diz que as provas foram forjadas. Uma testemunha disse que viu ele ser abordado sozinho e sem objetos na mão. O depoimento dos PMs é a única prova contra o preso. A defesa de Rafael Braga afirma que irá recorrer da decisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

 

MPF SE MOBILIZA CONTRA A REALIZAÇÃO DO TRIBUNAL POPULAR DA LAVA JATO

Daniel Giovanaz – Brasil de Fato

 
Pedro Carrano

 
A Procuradoria da República no município de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, enviou ao Ministério Público Federal (MPF) do Paraná um alerta sobre o evento “Tribunal Popular: Julgamento da Lava Jato”, agendado para a próxima sexta-feira (11), em Curitiba. O ofício nº 583/2017 chama a atenção para uma suposta tentativa de “achincalhar o sistema judiciário”, com potencial de “induzir cidadãos a erro e criar falso senso de autoridade pública”. O documento foi enviado pelo procurador Alexandre Schneider e endereçado à procuradora-chefe no Paraná, Paula Cristina Conti Thá.
 
Organizado pelo Coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia (CAAD), o Tribunal Popular nada mais é que um julgamento simulado das ações da operação Lava Jato. A ideia é que a população se familiarize com as etapas de um processo, até a divulgação da sentença, e ao mesmo tempo conheça os principais argumentos contrários e favoráveis à operação Lava Jato. 
 
Na semana passada, a Corregedoria Geral de Justiça do Estado de Alagoas abriu uma sindicância contra o juiz Marcelo Tadeu Lemos, que confirmou presença como presidente do tribunal simulado. O magistrado interpretou aquele acontecimento como uma represália. “Eu entendo isso como uma forma de pressão para eu desistir de participar do Tribunal Popular”, informou à reportagem do Brasil de Fato. “Não podemos aceitar a ditadura do Judiciário”.
 
Resposta
Informada sobre o conteúdo do ofício enviado pela Procuradoria de Bento Gonçalves, a organização do Tribunal Popular criticou o ambiente de pressão criado em torno do evento. “Um órgão que tem como dever ser o guardião da Constituição não pode pretender restringir o direito à informação, as liberdades de reunião para fins pacíficos, a liberdade de expressão de opinião, a liberdade de expressão artística e cultural e o direito à educação”, afirmou em nota.
 
“Não seria razoável que, por exacerbado sentimento corporativo, setores do MPF buscassem impedir a manifestação popular pacífica na qual se configura o evento”, prossegue o texto da nota. “A organização do Tribunal Popular da Lava Jato reitera o juramento e o compromisso de exercício da advocacia com dignidade e independência na defesa da Constituição, da ordem jurídica, do Estado Democrático, dos direitos humanos e da justiça social”.
 
O julgamento simulado está marcado para a próxima sexta-feira, às 13 horas, em Curitiba. O local não foi divulgado por razões de segurança. Entre os participantes confirmados estão o jornalista e escritor Fernando Morais, o ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão, e dezenas de juristas e professores especializados em Direito Penal e Constitucional.
 

Edição: Ednubia Ghisi
 


 
 

PROJETO LULA PELO BRASIL: DA BAHIA AO MARANHÃO

Site Lula.com.br

A viagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos estados do Nordeste, entre agosto e setembro, é a primeira etapa de um projeto que deve alcançar todas as regiões do país nos meses seguintes.

O projeto Lula Pelo Brasil é uma iniciativa do PT com o objetivo de perscrutar a realidade brasileira, no contexto das grandes transformações pelas quais o país passou nos governos do PT e o deliberado desmonte dos programas e políticas públicas de desenvolvimento e inclusão social, que vem sendo operado pelo governo golpista nos últimos dois anos.

Essa iniciativa do PT conta também com a participação da Fundação Perseu Abramo, que acaba de lançar o Programa Brasil em Movimento, com o objetivo de elaborar uma estratégia para o futuro do país.

O legado dos governos Lula e Dilma é elemento central da disputa política e ideológica no Brasil atual. Daí a necessidade de recuperar este legado e avaliar criticamente os resultados das políticas transformadoras do PT, para defender o que está sendo ameaçado, corrigir o que não deu resultado e elaborar propostas para fazê-las avançar.

Diagnósticos dessa amplitude se produzem normalmente por meio de seminários, debates, oficinas, recolhendo as contribuições da academia e da sociedade organizada. O Projeto Lula Pelo Brasil vai acrescentar a esses debates a escuta direta do povo e a avaliação in loco dos programas e políticas públicas implantados nos governos do PT.

Viajar pelo Brasil, conversando com as pessoas, não é novidade para Lula. Ele percorreu o país nos anos 1970, para organizar o novo movimento sindical; nos anos 1980, para construir o PT; nas Caravanas da Cidadania, de 1992 a 1994, para construir um programa de governo de baixo para cima. Na presidência, recusou-se a ficar encastelado no Planalto e continuou percorrendo o Brasil.

Esse modo de atuar na política junto com o povo diferencia Lula de outras lideranças nacionais. Lula é provavelmente o brasileiro que mais conhece o país e nossa gente. A experiência que ele acumulou, nas campanhas e na presidência, vai qualificar as avaliações, diagnósticos e a elaboração de um pensamento estratégico para o país.

O Projeto Lula Pelo Brasil também contribuirá para dar visibilidade ao legado social e econômico dos governos do PT. A Rede Globo e os grandes jornais e revistas adotam sistematicamente duas atitudes em relação este legado: a censura ou a manipulação ideológica, num esforço cotidiano de desconstrução.

Programas como o Bolsa Família foram e continuam sendo alvo de campanhas difamatórias e preconceituosas. Outros, como o Programa de Aquisição de Alimentos, são solenemente ignorados, sepultados sob o silêncio. E outros, como a política de conteúdo nacional nas encomendas da Petrobrás, foram até criminalizados.

A Rede Globo não quer apenas negar ao PT e a Lula o direito de atuar politica e eleitoralmente; precisa apagar a obra de nossos governos que é, em última análise, a razão pela qual Lula é reconhecido como o melhor presidente brasileiro de todos os tempos e segue como ameaça permanente ao projeto neoliberal.

As viagens de Lula pelo Brasil vão contribuir para desinterditar o debate sobre os projetos para o pais.

A programação da viagem ao Nordeste inclui o lançamento, em duas capitais, da terceira etapa do Memorial da Democracia. Trata-se, como se sabe, de um projeto do Instituto Lula, em parceria com a Fundação Perseu Abramo, que reconstituiu a história da luta pela democracia no Brasil do ponto de vista das classes populares e seus aliados.

A entrega dessa contribuição ao público, durante a viagem, demonstra que continuamos trabalhando em favor do Brasil, mesmo nas duras circunstâncias do golpe e da perseguição judicial e midiática.

Programação:

Quinta-feira, 17 de Agosto –  Salvador / Bahia
Sexta-feira 18 de Agosto –  Cruz das Almas e São Francisco do Conde / Bahia
Sábado 19 de Agosto – Feira de Santana / Bahia
Domingo 20 de Agosto – Estância / Sergipe
Segunda-feira 21 de Agosto – Lagarto, Itabaiana e Nossa Ssenhora da Glória  / Sergipe
Terça-feira 22 de Agosto – Aracaju / Sergipe e Penedo / Alagoas
Quarta-feira 23 de Agosto – Arapiraca / Alagoas e Maceió / Alagoas
Quinta-feira 24 de Agosto – Recife / Pernambuco
Sexta-feira 25 de Agosto – Recife / Pernambuco
Sábado 26 de Agosto – João Pessoa / Paraíba
Domingo 27 de Agosto – Campina Grande / Paraíba eCurrais Novos / Rio Grande Do Norte
Segunda-feira 28 de Agosto – Mossoró / Rio Grande Do Norte
Terça-feira 29 de Agosto – Quixadá / Ceará
Quarta-feira 30 de Agosto – Juazeiro Do Norte / Ceará
Quinta-feira 31 de Agosto – Granito / Pernambuco
Sexta-feira 1 de Setembro – Marcolândia e Picos / Piauí
Sábado 2 de Setembro – Teresina / Piauí

Domingo 3 de Setembro – Timon / Maranhão
Segunda-feira 4 de Setembro – São Luís / Maranhão
Terça-feira 5 de Setembro – São Luís / Maranhão  

** Os veículos interessados na cobertura da caravana deverão providenciar o próprio transporte e acomodação. 

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MARADONA MANDA RECADO AOS NORTE-AMERICANÓFILOS : “ESTOU PRONTO PARA DEFENDER A VENEZUELA”

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Produção Afinsophia.

  Maradona não é daqueles jogadores cuja inteligência ficou nos pés, e as vezes no crânio. Não confundir: crânio não é mente. Como são os casos de milhares de jogadores espalhados pelo inteiro com grande contribuição de muitos brasileiros cujo ideal maior são as miríades do capital.

     Maradona incomoda muitos brasileiros porra-loucas, mentecaptos, alienados não por ser o excelso craque que é. Não, ele incomoda exatamente por ser um atleta que pensa. Um atleta que foi além das gramas. Maradona é em verdade um homem político na acepção da palavra. Daí porque não se preocupa com adjetivações endereçadas a ele pela s aberrações filo e ontogenéticas.

      É um homem comprometido com seu tempo, por isso sempre esteve junto dos grandes líderes mundiais como Mandela, Lula, Fidel, os homens invejas dos escravos que se tomam como livre, mas só replicam o que seus senhores mandar. Diante das contínuas ameças à democracia da Venezuela, tanto por parte de antipatriotas como como,principalmente, pelos Estados Unidos, ele decidiu mandar sua mensagem de solidariedade ao povo venezuelano e ao governo Maduro.

      “Somos chavistas até a morte. E quando Maduro ordenar, estou pronto e vestido de soldado para uma Venezuela livre, para lutar contra o imperialismo e contra os que querem se apoderar de nossas bandeiras, o que temos de mais sagrado. Viva Chávez!!! Viva Maduro!!! Viva a revolução!!! Que vivam os venezuelanos de verdade e não os interessados e envolvidos com a direita”, escreveu Maradona.

      As direitas se mordem de ódio. Maradona não tem responsabilidade delas serem cobiçosas e covardes.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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