Arquivo para 6 de agosto de 2017

O MITO DA APATIA E A URGÊNCIA DOS NOSSOS DIAS

 

O vapor político que se acumula na fornalha da incerteza, das privações e do asco aguarda um sinal crível para se traduzir em ação política

 por: Saul Leblon
A apatia da sociedade diante do martelete conservador que esfarela seus direitos e esperanças pode ser só aparente.

 O vapor político que se acumula na fornalha da incerteza, das privações, da humilhação, do asco e da revolta não é negligenciável.

 Pior que o presente de perdas avassaladoras é a perspectiva do futuro sonegado.

 Em cada ciclo e em diferentes dimensões da vida, da infância à velhice, do emprego à saúde, a trajetória que se esboça faz prender a respiração e perscrutar o vazio: brasileiros humildes e amplos segmentos de classe média (mesmo que ainda não saibam disso) foram enganchados em um frágil bote à deriva.

 O Brasil que se desenha no horizonte é um país de vidas ordinárias, presas num círculo de ferro de direitos mitigados, de retrocessos geracionais e de oportunidades asfixiadas no moedor de uma desigualdade irredutível.

 Trabalhar duro para morrer pobre é a oferta conservadora à vasta maioria da nação.

 Acionar o catalisador dessa caldeira, para gerar a transformação social e política do país a que fomos reduzidos, para o Brasil que queremos ser – em direção ao qual já havíamos caminhado antes, como na uma década em meia de avanços —  é o desafio histórico das forças progressistas em 2018.

 Um requisito indispensável é compreender o novo protagonista e  o novo locus envolvidos nessa travessia.

 Um ciclo do desenvolvimento brasileiro se esgotou.

 Outro terá que ser reinventado em um mundo marcado por transformações políticas e estruturais que condicionam o tabuleiro dessa transição.

 A participação da indústria brasileira no PIB, por exemplo, que já foi de 21,6% em 1985, despencou mais de 10 pontos percentuais nos últimos 30 anos.

Hoje ela oscila em torno de 11,5%, mesmo patamar de 1947.

 Uma parte desse recuo deve-se a equívocos acumulados ao longo dos últimos 30 anos .

 Câmbio valorizado e juros siderais facilitaram a captura de um pedaço da demanda interna  pela manufatura chinesa, ao mesmo tempo em que lubrificaram a mutação rentista do capital fabril.

 Isso ajuda a entender o forte apoio do setor industrial ao golpe, ao lado do menor uso de capacidade instalada em vinte anos. 

 É vital corrigir os erros das últimas décadas, mas há fatores estruturais que vieram para ficar.

 Eles refletem a acelerada transformação do papel e da organização da indústria em sua nova morfologia global, e o consequente recuo de suas dimensões locais em contraposição ao avanço de atividades e ocupações que agregam menor valor ao PIB, ligadas ao setor de serviços.

 Aqui e no resto do mundo, a indústria continuará a exercer seu papel decisivo e singular de adição e irradiação de produtividade, tecnologia e eficiência à engrenagem econômica do desenvolvimento.

 Sem ela não haverá excedente para democratizar e disseminar a renda e a cidadania em uma sociedade com as dimensões e desafios da brasileira.

 O fortalecimento industrial no país terá que ser feito em sintonia com a quarta revolução industrial –a da informatização de processos e robotização de tarefas–  prioritariamente concentrado em áreas nas quais o país detém o estado das artes, com é o caso da agricultura, da exploração de petróleo, entre outros.

 A disseminação dos ganhos se dará pelas cadeias da demanda de insumos, com conteúdo nacional assegurado, bem como pela interação da pesquisa em suas múltiplas aplicações.

 O emprego industrial, porém, como em todo o mundo,  será cada vez mais especializado e menos numeroso.

 A consequência é que o trabalho característico do século XX centralizado e organizado pela fábrica não vai mais ordenar a sociedade do século XXI.

 Isso envolve uma mudança de perspectiva social e política que não pode ser subestimada.

 Ela terá que ser incorporada desde já como uma das balizas das iniciativas e propostas destinadas a reunir a ampla frente de forças da sociedade brasileira determinada a retomar o processo de distribuição de renda e de direitos interrompido pelo golpe de 2016.

 A costura imediata desse tecido político estendido é um requisito para se reverter a escalada conservadora em marcha em todos os setores da vida nacional.

 Se quisermos derrota-la amanhã, não podemos adiar a arregimentação orgânica, popular e programática para as vésperas do horário eleitoral de 2018.

 É forçoso traduzi-la desde já em uma escalada de manifestações de amplos segmentos, o que só ocorrerá –nos moldes da Campanha das Diretas Já, como se exige–  se o catalisador do processo for um palanque presidencial progressista igualmente amplo e ecumênico.

 Que seja, a exemplo daquele dos anos 80,  fraternalmente compartilhado por candidatos potenciais de vários campos, mas unidos por um mesmo compromisso: a sedimentação de um projeto comum para o Brasil.

 Essa sedimentação passa pelo desafio de provar que suas diretrizes pertencem ao mundo das novas condições impostas pela produção capitalista e respondem às aspirações, urgências e transformações que ela suscita na vida brasileira.

 O mundo novo do trabalho é o da dispersão dos serviços, da volatilidade até espacial das tarefas, da precariedade dos salários e dos vínculos informais impostos pela fragmentação dos mercados e atividades típicas do setor de serviços.

 É esse dilaceramento que  a ‘reforma trabalhista’ do golpe toma como referência de virtude para generalizar e suprimir direitos instituídos e preservados pela Constituição Cidadã de 1988.

 Mesmo que essa supressão de conquistas seja revertida, a precoce dominância do setor de serviços na economia brasileira não vai regredir. A tendência é se ampliar.

 A sorte da massa pulverizada de trabalhadores aí reunidos, desprovida frequentemente de direitos elementares, com ganhos rebaixados, carente de organização, identidade  e até mesmo de local fixo de atividade, decidirá em boa parte o destino do país no século XXI.

 Melhorar as condições trabalhistas nesse universo é indispensável.

 Mas não será suficiente para sua transformação em uma nova alavanca da cidadania.

 O projeto para 2018 precisa dialogar desde agora com esse protagonista coletivo difuso, universalizando suas demandas em um projeto de vida melhor para toda a sociedade.

 Se a esquerda não o fizer através de uma proposta capaz de resgatar o sonho em um Brasil renovado pelo guarda-chuva do bem comum, o populismo de extrema direita o fará.

 E o fará como sabe fazer:  pelo canal do preconceito, do ódio, do obscurantismo, da violência política contra qualquer dissonância, de qualquer natureza e gênero.

 A macroeconomia pós-golpe impõe mudanças inarredáveis para se governar um país em ambiente democrático com as novas características de inserção social predominantes na realidade do trabalho em nosso tempo.

 A reforma tributária, por exemplo, é inexorável para se revogar a PEC do arrocho e permitir a construção de um sólido contraponto de serviços público condizentes com a dignidade da vida  no século XXI.

 Até o golpe já cogita taxar lucros e dividendos.

 A única previdência social viável nas novas condições desse mercado, por sua vez, será aquela cotizada via imposto progressivo pago por toda a sociedade.

 Por uma razão imperativa: o emprego mitigado do setor de serviços não vai gerar o salário capaz de prover a poupança futura de todos.

 Ou ricos e pobres pagam em escala progressiva para um caixa único tributado pelo Estado, ou a maioria dos idosos morrerá em depósitos humanos de solidão e barbárie.

 Se essas mudanças –como outras, caso da representação e da expressão da sociedade em uma reforma política —  virão por plebiscito ou constituinte específica é uma questão a ser decidida pela correlação de forças expressa nas urnas de 2018.

 Uma coisa é certa: sem elas será impossível tirar o país do trilho do arrocho.

 Arrebatar o sonho que leva multidões a dar o endosso a essas mudanças, porém, exige mais que descrever equações de contabilidade fiscal.

 Exige a prefiguração crível de um  Brasil onde caibam  todos os seus segmentos sociais em convivência digna e isonômica no acesso às conquistas básicas da civilização.

 Isso não acontecerá a partir da convergência de ganhos incrementais por categorias isoladas.

 Será nas esfera pública da vida social, nos espaços comuns a todos, de trabalhadores especializados a motoqueiros delivery,  da classe média a assalariados pobres, que a democracia social será ancorada e construída.

 Esse espaço ecumênico generoso será constituído  de bens e equipamentos públicos, de serviços republicanos de alta qualidade, bem como de direitos universais bancados por receita fiscal justa e competente, a partir de  avanços progressivos pactuados por eleições e plebiscitos.

 A cidade da cidadania, com espaços, equipamentos e atividades de refinada qualidade e acesso universalizado será a ‘Brasília’ da nossa geração.

 Nesse guarda-chuva de uma democracia revitalizada devem caber todos os cidadãos em todos os seus ciclos de vida: da criança em idade de creche, ao jovem ávido por experiências e oportunidades, passando pelo idoso merecedor de dignidade e desfrute social.

 Dar forma crível a essa travessia é a esfinge de cuja decifração dependem as linhas de passagem para uma verdadeira e duradoura vitória contra o conservadorismo que empurra o Brasil para a lógica oposta.

 O vapor político que se acumula na fornalha da incerteza, das privações e do asco aguarda esse sinal crível para se traduzir em ação política vigorosa e renovadora.

FREI BETTO: “PRECISAMOS RESTAURAR O PROTAGONISMO DOS MOVIMENTOS DE BASE

“Nós falhamos porque abandonamos o trabalho de formação política e de organização de base a longo prazo”, disse o escritor. - Créditos: Agência de Notícias do Acre

scritor participou de encontro nacional dos movimentos de moradia e defendeu a unificação dos movimentos populares

Rute Pina

São Paulo (SP) | Brasil de Fato

“Nós falhamos porque abandonamos o trabalho de formação política e de organização de base a longo prazo”, disse o escritor. / Agência de Notícias do Acre

A formação política e o resgate do trabalho de base e de equipes de educação popular são, na visão do escritor Frei Betto, os grandes desafios da esquerda brasileira nos dias de hoje. A análise foi feita nesta sexta-feira (4), durante o 14º encontro Nacional de Moradia Popular, promovido pela União Nacional por Moradia Popular e a União dos Movimentos de Moradia de São Paulo, no centro da capital paulista. “Nós falhamos porque abandonamos o trabalho de formação política e de organização de base a longo prazo”, disse o escritor.

Durante o debate sobre democracia e o golpe no Brasil, o escritor ressaltou a importância das eleições diretas para a ruptura com o processo de golpe político, cujo ápice se deu com a saída da ex-presidenta Dilma Rousseff, mas pontuou que o problema da crise política e econômica do país não se resolve com o pleito: “É preciso um programa histórico de emancipação e libertação do país.”

O encontro nacional de movimentos de moradia se encerra no próximo sábado (5). Foto: Rute Pina / Brasil de Fato

 

“Temos que ter clareza que nossa luta é de longa duração. Anteontem [quarta-feira, dia 2 de agosto], todo mundo ficou esperando que o Congresso e os deputados fossem permitir que o [Michel] Temer fosse responsabilizado pelos graves crimes que cometeu. Mas sair Temer para entrar o Rodrigo Maia é trocar seis por meia-dúzia. Precisamos pensar o processo político popular a longo prazo”, ressaltou.

Na ocasião, Frei Betto também defendeu o fim do corporativismo e a unificação dos movimentos populares: “Ou unificamos e articulamos as lutas sociais brasileiras, ou cada um de nós vai permanecer no seu trilho, sendo atropelado pelo trem do capital e dos interesses internacionais.”

Também presente no evento, Elvio Aparecido Motta, coordenador da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf), afirmou que os retrocessos nos direitos trabalhistas e a paralisação dos programas de habitação popular evidenciam diariamente o processo de golpe no país. Para ele, o governo golpista de Michel Temer (PMDB) representou a ruptura com as políticas públicas para a classe trabalhadora e pobre do Brasil.

“É preciso construir, através do trabalho de base, a unidade da classe trabalhadora e um pacto de resistência entre o campo e a cidade, para além da pauta da habitação, mas de diálogo e concretude do país que queremos construir”, disse.

A presidenta do Partido dos Trabalhadores (PT), a senadora Gleisi Hoffmann, reconheceu limitações na atuação dos governos petistas: “Foi a construção lenta de um mínimo de bem-estar social no Brasil, um pequeno. O que nos conquistamos nesse período foi muito pouco frente às necessidades da população brasileira.”

Hoffmann defendeu três temas fundamentais, desafios para a campanha de um possível terceiro mandato do ex-presidente Lula: a reforma da mídia, a tributação do capital financeiro e a democratização do aparelho de Estado.

“Vamos encarar o desafio”, se comprometeu a presidenta do PT com a plateia de militantes de pessoas, que vieram para o encontro de diversos estados do país.

Com o lema “Nenhum direito a menos: em defesa do direito à moradia popular e da função social da propriedade”, o encontro nacional de movimentos de moradia teve início nesta quinta-feira (3) e se encerra no próximo sábado (5).

Edição: Simone Freire


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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