Arquivo para 2 de julho de 2017

CASO ABDELMASSIH ACENA PARA A SELETIVIDADE NO SISTEMA PRISIONAL BRASILEIRO

Caso Abdelmassih acena para seletividade no sistema prisional brasileiro

Texto do historiador Henrique Oliveira, no Justificando.

No último dia 21 de junho, a juíza Sueli Zeraik de Oliveira Amani acatou o pedido da defesa do ex-médico Roger Abdelmassih para que ela cumpra prisão domiciliar, alegando que ele sofre de uma grave enfermidade, e que pode ser agravada se o mesmo se mantiver dentro do sistema prisional. 

Abdelmassih era um dos principais especialistas em reprodução humana e foi condenado, em 2010, por estuprar mais de 30 pacientes entre os anos de 1995 e 2008 em seu consultório, localizado em um bairro nobre de São Paulo. Em 2011, o ministro do STF, Gilmar Mendes, permitiu que ele recorresse da condenação de 200 anos em liberdade, a partir daí o médico fugiu e foi considerado um foragido da Justiça, sendo encontrado anos mais tarde, em 2014, no Paraguai.

O cardiologista Larmatine Cunha Ferraz, que produziu o laudo médico que deu base ao pedido de prisão domiciliar, afirmou que não indicou que o paciente precisava de tratamento médico fora da prisão. De acordo com ele, após uma análise da cardiopatia – que é uma doença grave, mas que pode ser tratada com medicação -, foi recomendado que Abdelmassih fosse tratado em qualquer lugar que pudesse receber o medicamento adequado, na dose e nos horários certos.

A questão que cerca o caso, a partir disso é: se o médico não indicou prisão domiciliar, por que a juíza Sueli Zeraik garantiu o seu cumprimento?

O artigo 177 da Lei de Execuções Penais diz que somente é permitido que o preso seja encaminhado ao regime aberto em residência particular: I – Quando o condenado tem mais de 70 anos de idade, II –  Quando o condenado acometido de doença grave, III – Condenada com filho menor ou deficiente físico mental, IV – Condenada gestante.

E foi essa a lei utilizada pela defesa de Roger Abdelmassih, que além de ter uma doença cardíaca, tem também 74 anos de idade. Esse mesmo recurso já tinha sido utilizado pelo ex-deputado federal José Genoíno (PT-SP) condenado no mensalão e que, no fim de 2013, foi para a prisão domiciliar após passar por problemas cardíacos. Genoíno teve ainda sua pena extinta no indulto de Natal assinada pela ex-presidenta de Dilma Rousseff (PT) em 2015.

Essa mesma estratégia foi tentada pelo também condenado no mensalão, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), só que os laudos médicos não conseguiram comprovar que ele tivesse uma doença grave ao ponto de não poder ficar preso.

Muito embora segundo dados do Ministério da Justiça, somente 37% das unidades prisionais do país possuem módulos de saúde, os presos doentes têm dificuldade em acessar um laudo médico, enquanto os presos ricos conseguem contratar especialistas e ainda pedir aos seus próprios médicos que produzam laudos.

Enquanto presos ricos conseguem prisão domiciliar para cuidar da sua saúde, milhares de presos brasileiros são infectados ou morrem por doenças como tuberculose, sífilis e HIV. Uma matéria do programa “Profissão Repórter”, da Rede Globo, demonstrou que essas doenças são as mais comuns no Complexo Penitenciário de Salvador, onde presos bebem água numa caixa d’água infestada de baratas, ainda existindo esgoto dentro das celas e ratos nos corredores.

No começo deste ano, o Brasil viu a carnificina humana que foi realizada nos presídios, quando presos de facções rivais se enfrentaram em Roraima, Amazonas e no Rio Grande do Norte, terminando com vários mortos. Mas 62% dos presos no Brasil não morrem em rebeliões, e sim de doenças que contraem ou levam para dentro do sistema prisional.

No estado do Rio de Janeiro, 5 presos morreram por mês entre os anos de 2010 e 2016. Dos 442 mortos no período, 278 foi por causa de doença e 17 por causa de insuficiência respiratória, e insuficiência respiratória ainda é classificada pelo Ministério Público apenas como forma e não como doença.

Segundo os dados da própria Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), apresentados pela defensoria pública estadual, nesse ano, até o mês de maio, 98 presos morreram no Rio de Janeiro por problemas de saúde. Uma das principais causas dessa morte é a superlotação: no ano de 2013, o Rio de Janeiro tinha 18 mil presos e agora em 2017, já consta com 51 mil presos.

jornal O Dia publicou que os presos morrem sem atendimento adequado, e apresenta dados de uma outra pesquisa, que entre 2010 e 2017 mil presos morreram no estado do Rio de Janeiro. E cerca de 55% dos óbitos (640 deles) aconteceram por falta de assistência médica adequada. E 40% das vítimas estavam na condição de presos provisórios, uma marca do regime de exceção brasileiro, que mantém mais de 220 mil presos provisórios, que nesse caso de óbitos por problemas de doenças foram condenados sem julgamento à pena de morte.

E seguindo com informações da referida matéria, muitas dessas pessoas ingressaram ao sistema prisional saudáveis, e lá dentro são infectadas com doenças por causa da superlotação ou pelas próprias condições sanitárias dos presídios, que se agravam quando relacionada com a superlotação.

Mas essa forma de matar pessoas que são presas saudáveis não é algo recente na história do sistema penal brasileiro. No livro “Intenção e Gesto – Pessoa, cor e a produção cotidiana da (in) diferença no Rio de Janeiro 1927 – 1942”Olívia Gomes da Cunha conta o caso de Cesário, preso em 1934 acusado por vadiagem na cidade do Rio de Janeiro[i].

E quando uma pessoa era presa e processada por “vadiagem”, ela passava pelo exame médico no Instituto Médico Legal (IML), para ser submetido à verificação do seu estado físico e da saúde, onde era enquadrado como valido ou inválido para o trabalho. E somente as pessoas consideradas saudáveis e que estivessem no “estado de ócio” – porque na verdade o crime de vadiagem era utilizado para combater o ócio dos sem renda, da classe trabalhadora – eram condenadas.

Pois bem, Cesário que estava desempregado, foi submetido ao exame médico de validez, teve no seu exame clínico atestado a sua validade para o trabalho, não apresentando enfermidade ou defeito físico. E por isso foi condenado, sendo enviado para a Colônia Correcional de Dois Rios. E em 1935 a delegacia responsável pela sua prisão recebeu sua certidão de óbito por tuberculose pulmonar.

Entre janeiro de 2014 e Junho de 2015 nas penitenciárias de São Paulo morreram 721 pessoas. No ano de 2014, 450 pessoas morreram de mortes tidas como “naturais”, 12 por homicídio e 20 se suicidaram. No primeiro semestre de 2015 foram registradas 211 “mortes naturais”, 19 suicídios e 9 homicídios.

E se a população carcerária brasileira é composta por homens e mulheres, em sua maioria jovens, negros, pobres, com baixa escolaridade, podemos concluir que o que está acontecendo é um verdadeiro extermínio de pessoas indesejáveis, um projeto de eugenia que deixaria o regime Nazista minimamente intrigado pela sua eficácia sem chamar a atenção da sociedade.

Por fim, não tenho interesse algum em questionar o direito à prisão domiciliar para tratamento médico acessado pelo ex-médico Roger Abdelmassih, mas sim uma justiça que serve a alguns presos, e é “cega” para outros.

Henrique Oliveira é graduado em História e mestrando em História Social pela UFBA e militante do Coletivo Negro Minervino de Oliveira/Bahia.


[i] CUNHA, Olívia Gomes da, Intenção e gesto: pessoa, cor e a produção cotidiana da (in) diferença no Rio de Janeiro, 1927 – 1942, Rio de Janeiro, Arquivo Nacional,2002.

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LULA RESPONDE AO VÍCIO DA MÍDIA GOLPISTA: MENTIRA!

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e texto

Do Facebook de Lula.

Jornalismo sério confirma os fatos e não se pauta por mentiras. A informação, na capa do UOL nessa manhã de domingo é pura invenção. De tempos em tempos, o jornal Folha de S.Paulo publica, com base em fontes anônimas, balões de ensaio mentirosos como esse. Primeiro, foi a reunião, que nunca ocorreu, entre FHC, Lula e Sarney, para discutir um acordo político. Agora, o jornal trata de uma costura entre Temer, Dilma e Lula que redundaria em manifesto “anti-judiciário”. Daqui a pouco serão Lula, Neymar, Luis Suárez e Lionel Messi acertando a vinda deles para o Corinthians. Assim caminham as fofocas.

JURISTAS APONTAM CASUÍSMO EM DECISÃO ACERTADA EM DEVOLVER MANDATO A AÉCIO

Minsitro Marco Aurélio restaurou mandato de Aécio Neves (PSDB) no Senado - Créditos: Nelson Jr./SCO/STF

No passado recente, mesmo entendimento não foi aplicado em casos similares

Redação

Do Justificando

O ministro do Supremo Tribunal Federa (STF) Marco Aurélio, em decisão monocrática nesta sexta-feira (30), reconsiderou a decisão do ministro Edson Fachin após redistribuição do processo e restabeleceu o mandato de senador de Aécio Neves (PSDB-MG), o qual foi afastado ante o pedido da Procuradoria Geral da República, que alegou a necessidade da medida após ele ter sido gravado solicitando R$ 2 milhões ao Deputado Rocha Loures (PMDB-PR). Para Marco Aurélio, no entanto, a medida depende de análise do próprio Senado. Leia a decisão na íntegra.

A decisão causou revolta nas redes sociais, uma vez que para muitos usuários a situação de Aécio era flagrante e justificava o afastamento. No entanto, o doutor em Direito Constitucional e professor universitário Paulo Iotti explicou por qual razão concorda com a decisão de Marco Aurélio: “Em tese, decisão correta. O pedido de prisão é manifestamente incabível, por ausente flagrante e crime inafiançável, requisitos constitucionais. E a competência para afastamento seria do Conselho de Ética do Senado”.

Iotti afirma que a lógica da Constituição foi proteger os parlamentares, principalmente por ser uma constituinte vinda de anos de chumbo que sufocaram o Legislativo. Logo, não cabe a suspensão de mandato pelo Judiciário, atropelando as atribuições do Congresso. “Vale dizer que a Constituição claramente quis ser bem garantista com parlamentares, de só restringir seus direitos nos casos constitucionalmente expressos. Afastamento cautelar não está proibido textualmente, mas vai contra toda a lógica garantista da Constituição quanto a parlamentares. Por isso, é estranha uma hermenêutica que entenda como possível o Judiciário ir além do texto constitucional tão protecionista a parlamentares, para suspender mandato sem previsão constitucional a tanto”.

O detalhe que despertou a revolta nas redes sociais é o casuísmo da decisão, isto é, o pau que bate em Chico não bater em Francisco. Delcídio do Amaral, na época líder do PT no Senado e Eduardo Cunha, cacique do PMDB que esteve em maus lençóis após o impeachment, não contaram com a mesma interpretação do Supremo. Lula, por exemplo, teve seu mandato de ministro suspenso por Gilmar Mendes e o caso jamais foi remetido para o plenário. Enfim, são vários exemplos de políticos que não tiveram para si o mesmo garantido deferido a Aécio Neves, o qual não só contou com interpretação diferente, como também com uma urgência na decisão que não é aplicada a questões maiores, como, por exemplo, o julgamento da anulação do impeachment de Dilma Rousseff. “O problema é o casuísmo, desse garantismo todo vir, coincidentemente, a um tucano, depois de tanto punitivismo com petistas e aliados destes”, apontou Iotti.

O professor de Direito Constitucional da PUC/SP Pedro Estevam Serrano também apontou casuísmo na decisão do Supremo. “A decisão me parece correta e adequada a Constituição. O que causa desconforto, numa perspectiva panôramica das medidas penais contra políticos, é uma aparente seletividade na aplicação da Constituição e seus direitos, são aplicados para uns e não para outros”, afirmou.

Para ele, a série de casuísmo é “uma patologia que se apresenta no sistema de justiça penal, que, se não corrigida, aprofundará a ferida politico-institucional que vem desde o impeachment inconstitucional de Dilma”.

Nas redes sociais, o professor da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) Salah H. Khaled Jr. resumiu a questão: “São tempos muito estranhos. As decisões parecem ditadas pelo sabor dos ventos, pelo humor dos ministros, conforme a posição dos astros ou seja lá o que for. Seguimos rasgando a ordem constitucional. Se o ritmo for mantido, logo a ferida se tornará grande o suficiente para engolir a todos nós”.

Edição: Justificando

CAPITALISMO E APARTHEID: DOIS LADOS DA MESMA MOEDA

Soweto, bairro de Joanesburgo símbolo da segregação racial na África do Sul - Créditos: Wikimedia Commons

A despeito de haver liberdade formal, a realidade é que herança do Apartheid continua a dominar sociedade sul-africana

Phakamile Hlubi*

Brasil de Fato | África do Sul.

Há 60 anos, o regime do Apartheid, sob o comando do primeiro ministro Daniel François Malan, impôs a Lei de Proibição dos Casamentos Mistos, que tornou ilegal o casamento inter-racial. Foi a primeira de uma série de leis repressivas com o propósito de legalizar a segregação racial na África do Sul. Na época, a sociedade já estava profundamente segregada. O recém-eleito Partido Nacional usou a política do Apartheid para separar as pessoas de forma violenta e cruel e a máquina de Estado serviu para punir brutalmente opositores.

Muito antes dos racistas do Partido Nacional chegarem ao poder em 1948, porém, a maioria dos africanos perdeu seus direitos de nascença pela Lei de Terras Nativas em 1913. Gerações de pessoas negras foram proibidas de possuir terras em seu país de origem. Subitamente, os negros, que compunham 90% da população, estavam impedidos de comprar ou alugar terras fora das “reservas nativas”. Ao passo que a minoria branca, que representava menos de 8% da população, detinha a posse de 87% das terras do país. No dia que a Lei de Terras Nativas entrou em vigor, Solomon Plaatje declarou: “Acordando na manhã de sexta de 20 de junho de 1913, o nativo sul-africano tornou-se não exatamente um escravo, mas um estrangeiro em sua própria terra natal”.

O legado da injustiça socioeconômica herdado da perda de terras criou uma classe de proprietários que utilizou seu poder como instrumento de dominação e exploração da maioria pobre. A desapropriação das terras dos povos tradicionais sul-africanos gerou a pobreza presente até hoje, que atormenta a maioria da população.

Naturalmente, para entender o que a África do Sul é, devemos tentar primeiro entender suas origens. No programa adotado pelo Partido Comunista Sul-africano no congresso de 1989 encontramos um interessante resumo das origens da atual África racista, patriarcal e capitalista: “O estado capitalista da África do Sul não surgiu como resultado de uma revolução interna antifeudal. Foi uma imposição externa e de cima. O capitalismo sul-africano sempre dependeu fortemente dos centros imperialistas. O capital da Europa financiou a abertura de minas. Foi como colônia que recebeu os recursos para infraestrutura básica: estradas, ferrovias, portos, correios e telégrafos. Foi um exército de ocupação imperial que criou as condições de unificação política. E foi no contexto colonial que a classe capitalista sul-africana estabeleceu e estendeu o sistema de exclusão racial para ampliar suas oportunidades de lucros. A divisão racial do trabalho e a série de leis racistas garantiram isto. Deste cenário surgiu um padrão de dominação que emergiu no período colonial e foi carregado na formação da União Sul-Africana. Esta forma de dominação tem sido mantida sob diversas condições, utilizando mecanismos variados. Em essência, contudo, a situação da maioria negra não se alterou, assim consideramos ainda ser uma forma de sociedade colonial”.

Em 1910, a comunidade de colonos brancos ganhou liberdade política do colonialismo britânico, mas os negros se mantiveram em uma relação colonial com os colonos brancos através do sistema de dominação racial branco. Daí a África do Sul ser classificada como uma forma de colonialismo pelo Partido Comunista Sul-africano.

Hoje, na África do Sul pós-Apartheid, a estrutura básica da economia se mantém. Os setores financeiros, energéticos e de mineração são quase que exclusivamente monopólios nas mãos de pessoas brancas e a relação colonial com as pessoas negras em nada mudou.

Desde 1949, diversas leis foram aprovadas, incluindo a Lei de Registro Populacional de 1950, que forçou todos os cidadãos a registrarem sua raça. Tal classificação determinaria onde você poderia viver, que lugares poderia visitar, que nível de qualidade de educação receberia e que tipo de profissão poderia exercer.

A Lei de Educação Bantu de 1953 assegurou que a educação recebida pelo povo africano fosse inferior a das demais raças, de modo a preservar uma classe de trabalho negra, barata e facilmente explorável pelos capitalistas brancos. O ex-primeiro ministro Verwoerd, reconhecido como arquiteto do Apartheid, afirmava: “Não há lugar para o Bantu [pessoa negra[ na comunidade europeia acima de certos tipos de trabalho. Portanto, qual o propósito de ensinar matemática a uma criança bantu, se ela não poderá colocar em prática? É simplesmente absurdo. Educação deve treinar pessoas de acordo com suas oportunidades na vida e a esfera na qual vive”.

O Apartheid gastava o equivalente a R$ 160,00 com a educação de uma criança branca, enquanto investia R$ 10,00 em uma criança africana. As escolas africanas eram desprovidas de recursos, superlotadas, com uma relação de 1 professor para cada 58 crianças. A maioria dos professores sequer tinham o ensino médio completo.

Deliberadamente, o Apartheid usava raça como uma forma de prevenir o acesso à educação de qualidade pela maioria africana. Na era pós-Apartheid, o alto custo das instituições de ensino de qualidade se tornou a ferramenta para excluir a classe trabalhadora africana. Estudantes que estiveram no centro do movimento por uma educação de qualidade, gratuita e universal, o movimento #FeesMustFall [As taxas tem de cair], foram agredidos, presos e ao menos um deles foi morto em confrontos com a polícia. A triste ironia é que o governo democrático os persegue por exigir aquilo pelo qual a geração de 1976 morreu lutando.

23 anos após a transição para a democracia, a maioria africana pode enfim votar e ocupar cargos no governo, mas o poder real e a propriedade das terras e meios de produção permanecem em mãos brancas. Embora uma ínfima classe média africana tenha ascendido, as estruturas do Apartheid social e econômico se conservam intactas. A Oxfam confirmou a situação no relatório intitulado: “Uma economia para os 99%”, constatando que a maior parte das riquezas sul-africanas pertencem a 3 bilionários brancos, enquanto a maioria africana sofre com as altas taxas de desemprego, pobreza e desigualdade, tanto quanto durante o Apartheid. A despeito de haver liberdade formal, a realidade é que a herança do Apartheid continua a dominar a sociedade sul-africana.

O governo do Partido do Congresso Nacional Africano abandonou sua missão de reformar completamente o sistema e substituí-lo pelas reivindicações da Carta da Liberdade, cujas solicitações são bem semelhantes ao Manifesto Comunista. Em vez disso, por mais de duas décadas, se comprometeu a implementar políticas econômicas neoliberais, que se propõem a estabelecer o controle da economia pelo capital branco.

A única forma de a maioria africana recuperar a dignidade e obter igualdade é rejeitando completamente o sistema capitalista pela formação de uma classe trabalhadora consciente que lute pelo socialismo.

Chris Hani, ex-líder do Partido Comunista Sul-africano, certa vez afirmou: “Socialismo não é uma questão de conceitos densos e extensa teoria. Socialismo se trata de um abrigo descente para quem não tem um teto; de água para quem não tem água potável para beber; cuidados médicos e uma vida digna para os mais velhos; superar as imensas barreiras entre a cidade e o campo; educação descente para todas as pessoas; é acabar com a tirania do mercado. Enquanto a economia for dominada por poucos privilegiados, o socialismo será necessário”.

*Phakamile Hlubi é porta-voz nacional do Numsa, singla em inglês para Sindicato Nacional dos Metalúrgicos da África do Sul, maior entidade de representação sindical do país e a segunda maior de todo o continente Africano.

Edição: Rafael Tatemoto


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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