Arquivo para 9 de junho de 2017

É IMPOSSÍVEL LEVAR O TEATRO EM CARTAZ NO TSE A SÉRIO, TEXTO DE BRENNO TARDELLI, NO JUSTIFICANDO

É impossível levar o teatro em cartaz no TSE a sério

À frente Gilmar Mendes. Ao fundo Herman Benjamin. Foto: Evaristo Sá/AFP

No meio jurídico em que convivo é nítida a sensação de profundo tédio e preguiça mental do teatro de quinta categoria que está em cartaz no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Há dias, ministros fingem que debatem e julgam e a gente finge que o julgamento tem o mínimo de seriedade. Se você também estiver com essa sensação e ainda não souber entender o porquê, vou explicar algumas coisas para auxiliar-te a desenhar nitidamente as razões pelas quais o julgamento é uma farsa.

Vou recorrer a palavra farsa para designar essa ação várias vezes ao longo do texto. Vou explicá-la por casos concretos: Aécio Neves, autor da ação, afirmou que só entrou com o pedido para encher o saco. A ação chegou a ser arquivada pela fraca acusação baseada em alegações genéricas (seria como dizer: a Chapa roubou sem apontar o que, quando, onde, como, etc) e somente foi desarquivada no auge do movimento pelo impeachment por ninguém mais, ninguém menos, que Gilmar Mendes. O julgamento já era para ter acontecido, mas foi adiado para haver uma troca de dois juízes. A chapa do PSDB está tão ou mais envolvida no abuso na campanha eleitoral quanto a do PT/PMDB, os quais se defendem juntos agora, mas se o contexto político atual fosse diferente, não hesitariam em mudar seus papéis de palhaços nesse circo.

Explicada a farsa sob a qual o processo está montado, começarei pelos ministros que estão no julgamento. Penso que é importante para entendermos aquele ditado antigo “da onde menos se espera, é daí que não sai nada mesmo”. São 7 ministros que estão no julgamento. Desses, dois deles são ministros do STF que protagonizaram inúmeros episódios pitorescos. O primeiro, Gilmar Mendes, quase dispensa comentários, por estar às claras na mídia sendo o garoto propaganda da falência do Poder Judiciário. Sua amizade íntima com o réu que será julgado, sua baba de raiva que escorre pela boca toda vez que ouve alguém dizer “PT” e sua falta de vergonha de ser um parlamentar tucano numa corte que pretende, em tese, ser de juristas dão um pouco da mostra de incapacidade dele ser ministro.

Já Luiz Fux é mais desconhecido do público em geral, mas basta dizer da sua íntima relação com o PMDB do Rio de Janeiro, o qual destruiu o Estado pelo tanto de patrimonialismo na gestão; o episódio do “peito de aço”, isto é a promessa pela absolvição de acusados no mensalão que teria sido feito a Dilma para ele próprio ser indicado ao Supremo (e o pior de tudo: condenou todos, virando as costas para o que foi combinado na palavra, à lá Ali Baba), bem como suas liminares de prejuízo em bilhões para a população pagar a mordomia ilegal da magistratura e a campanha de lobby para indicação da filha com 35 anos para ser desembargadora do TJ-RJ. A menina tinha a mesma experiência jurídica de uma quintoanista boêmia da faculdade, mas isso não impediu o papi de intimidar diversas pessoas para que ela fosse indicada. Meritocracia pura.

Têm outros dois que ninguém conhece – Tarcísio Vieira e Admar Gonzaga, muito prazer – pois Michel Temer, réu na ação, conseguiu colocar os caras lá por conta de um risível adiamento por pedido de vista, estratégico para sensível troca de quadro no julgamento. Saíram os ministros Henrique Neves e Luciana Lóssio e entraram esses dois pelas mãos do acusado. Diga-me se isso não é uma piada: 2 substituições pelo réu em um universo de 7 juízes. Olha, não sou muito bom de matemática, mas deve ser algo próximo de 30% de influência extra da presidência no time. Tem coisas que acontecem só no Brasil, mesmo. Fala sério.

Além desses quatro, muitas pessoas puderam conhecer o Napoleão Nunes Maia, o qual tem o privilégio de ser desconhecido pois poucas pessoas se importam com o STJ, onde ele ministro, apesar de sua enorme relevância e do bilionário custo para os cofres públicos. Napoleão mostrou-se a todos como o cão de guarda de Temer e Gilmar no julgamento, prestando-se a um papel ridículo. Sem problemas absolver, desde que não seja para fazer oba-oba com o ridículo e a desfaçatez de quem tem a sanha punitivista em um segundo (quando é Dilma no cargo, basicamente) e no outro vira o maior garantista que vocês respeitam (quando Temer está no cargo). 

Sobram Rosa Weber e Herman Benjamin, os quais dedicarei um tempo contigo para explicar onde está a piada, pois eles têm o mérito de, pelo menos, parecerem honestos, o que já é um trunfo no tribunal. Por isso, muitas pessoas têm idolatrado Herman e suas alfinetadas em Gilmar – vamos falar sério, nada é mais fácil do que expor o podre de Gilmar. É tudo tão explícito que criticá-lo por suas falhas éticas é como empurrar bêbado pela ladeira. Gilmar só não cai em desgraça por conta da benevolência da classe política e da mídia em geral, incluindo a jurídica, com ele (daí vocês podem se perguntar as razões dessa benevolência, o que fica para outro artigo).

Voltando aos dois juízes que têm o mérito de parecerem decentes, ao contrário dos demais, ainda assim a piada persiste, pois eles são, no mínimo, iludidos em seu conteúdo por tentar emprestar alguma credibilidade jurídica a um processo farsesco desde o primeiro segundo. Como explica a produtora cultural, Ísis Vergílio, no teatro existe um conceito chamado de representação sincera. Seria algo como a interpretação compenetrada do ator ou atriz na peça, que passa a acreditar no seu papel. Rosa e Herman parecem acreditar que, de fato, estão fazendo algo próximo de ser juiz naquela farsa, o que chega a ser um pouco engraçado, mas ao mesmo tempo deprimente.

Mas o pior nem é isso. São iludidos que estão pela moralidade e condenam a chapa com base em conceitos absolutamente ultrapassados e autoritários, como a busca da verdade real, que permite que provas que não foram objeto de discussão na ação e na contestação se tornem centrais para condenar. A falta de ligação entre acusação e sentença, que admite, inclusive, uso retórico de delações feitas quando o caso estava pautado para ser julgado torna o processo mais próximo de uma discussão de botequim do que de uma corte superior propriamente dita. Ou seja, até quem condena e tem se portado como se espera de ministro, falha miseravelmente.

Dito isso, talvez você entenda melhor porque é impossível levar esse julgamento a sério.

Brenno Tardelli é diretor de redação no Justificando.

 
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DILMA NÃO PERDE DIREITOS, MAS EM COMPENSAÇÃO TEMER CONTINUA NO SEU ARRASTAR DAS CORRENTES

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    Muito simples. A não cassação da chapa Dilma-Temer traduz explicitamente a lógica esportiva: ganhamos, mas não ganhamos. Para os lúcidos-democratas não havia como torcer livremente na partida conduzida pelos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), principalmente quando se tem Gilmar Mendes como presidente. Os corpos democráticos se enrolavam entre os corpos tiranos capturados pelos golpistas.

 Muito simplesmente. Se a chapa Dilma golpista Temer é cassada, a presidenta perde seus direitos políticos e fica impedida até de prestar concurso público. Por sua vez, o golpista Temer perde o trono de dublê de presidente. Só que ele poderia recorrer em outra instância-jurídica. Em síntese, Dilma e a democracia seriam as grandes perdedoras.

  Põe muito simples nisso. Com a cassação, Dilma não perde seus direitos políticos, mas o golpista permanece no fantasioso trono. E mais, com a não incorporação das delações no julgamento da chapa, o recurso usado por Moro e seus cúmplices em conceder às delações importâncias magnificadas, sofre mais abalo, já que algumas decisões colocaram em suspeição algumas delações. 

  Sobre a perspectiva-democrática genuína, com cassação ou não cassação existem duas vertentes. Uma a posição contra Temer do procurador-geral da República Rodrigo Janot que pretende denunciá-lo na esteira da decisão do TSE: o a posteriori do julgamento. E o mais importante: o povo nas ruas lutando pelas Diretas Já, porque o desgoverno do golpista-mor jaz.  

QUANDO AS FLORES PERDEM A POESIA: FOTO DO CASAL TEMER ENTRANDO NO AVIÃO DE JOESLEY QUE TEME NEGOU

 A moral dos burguese é a moral dos burgueses. E um signo dessa moral é o sorriso. Todos sorriem quando se cumprimentam. Só que não sorriem um para o outro. O sorriso é síndrome psiquiatra: sorriso sem objeto real. Sem referência à realidade. É por isso que esses sorrisos falam muito de quem sorrir.

 Em fotos Temer e Joesley, dono da JBS, sorriem, e para fortalecer mais ainda os sorrisos, Joesley manda flores para Marcela e atribui o envio das flores por sua mãe, Dona Flora. Flora a deusa da floresta. Só que as flores ficaram enviscada na possessão de Temer que ligou para Dona Flora para saber se havia veracidade na autoria do envio das flores.

 Quando surgiu a denúncia que Temer havia viajado no jato de Joesley, ele logo – como é de sua índole – se prontificou a negar. Porém, a negação acabou com outras provas que emergiram. Agora, com o pronunciamento do aviador, tudo ficou esclarecido: Temer e Marcela viajaram o jato de Joesley. Veracidade que deu mais tom as flores, só que, como não poderia ser diferente, o afeto-poesia  que as flores exalam se escafedeu-se no ar.

   Moral: as flores de Joesley-Marcela-Temer não são flores de Cartola que “exalam o perfume que roubam de ti”. Não perfume floral no trio. Como dia Marx tem a consciência dinheiro. Assim, como seus outros e arredores, diz Sartre. Daí que o burguês não pode pretender o afeto-poesia-flores e muito menos compor com elas em suas evanescências singelas.

   Para fortalecer mais a moral-burguesa, foi divulgada a foto do casal-golpista entrando no avião de propriedade de Joesley. Quer dizer, com flores ou sem flores o golpista vai perdendo seus tons e suas cores.

     

RELATOR SINALIZA VOTO PELA CASSAÇÃO: “HOUVE ABUSO DE PODER ECONÔMICO”, DA REDAÇÃO DA CARTA CAPITAL

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O terceiro dia do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que poderá cassar a chapa Dilma-Temer terminou, mas nenhum dos sete ministros da Corte proferiu sua decisão. Mesmo sem concluir a leitura de seu voto, o relator da ação, Herman Benjamin, sinalizou que deve votar pela cassação da chapa que elegeu a ex-presidente Dilma Rousseff e o atual mandatário, Michel Temer, em 2014. Ele defende que as provas reunidas durante o processo garantem que houve abuso de poder político e econômico.

A expectativa era que pelo Benjamin votasse ainda nesta quinta-feira mas, a pedido do ministro Luiz Fux, que alegou que o cansaço estava afetando o poder de apreensão de todos, a sessão foi encerrada. O trabalho será retomado às 9h da sexta-feira 9.

Até agora, os ritos do julgamento incluíram a leitura do relatório de Benjamin, falas das defesas e acusação e a leitura do voto do relator. Os demais ministros, seis ao total, ainda não anunciaram suas decisões.

Durante a leitura de seu voto, Benjamin afirmou que não precisa ficar provado que houve pagamento de propina para cassar mandato, basta ser caixa 2. “Para a cassação de mandato, basta que o recurso não tenha sido declarado. Ele não precisa ser proveniente de propina”, afirmou o relator, que defendeu ainda que “dinheiro não tem cheiro”, ou seja, não é possível distinguir entre os montantes envolvidos no financiamento da campanha vencedora em 2014 o que tem origem lícita ou não. “O Ilícito contamina o lícito, mas o legal não purifica o ilegal.”

Benjamin foi detalhista em explicar as diversas formas de obtenção de recursos e de lavagem do dinheiro recebido, o que leva o ministro a afirmar que “ninguém questiona que esse esquema existiu”.Além do clássico caixa 2, ele mencionou ainda o caixa 1 com dinheiro proveniente de propina e até uma espécie de “caixa 3”, que seria o pagamento de despesas de campanha, com emissão de nota fiscal, mas feito diretamente pelas empresas, ou seja, sem o dinheiro de fato passar pelos cofres da campanha. 

No PT, segundo o relator concluiu diante das investigações e depoimentos obtidos no processo, o responsável era o ex-tesoureiro João Vaccari Neto. No PMDB, ele ocorria de forma difusa. Benjamin expôs longamente provas que mostram, de acordo com o relator, contribuições oficiais a partidos e campanhas, ou puro e simples caixa 2, todas as modalidades foram praticadas.

Ao longo da tarde e noite desta quarta-feira, quando o relator leu a maior parte das cerca de 400 páginas do seu voto, Benjamin fez questão de não mencionar nomes de operadores dos esquemas de propina e caixa 2 que não fossem absolutamente relevantes na ação.

Isso porque, segundo ele, sobretudo nos partidos “ideológicos”, é preciso reconhecer que a corrupção, quando existe, é praticada por um número pequeno de pessoas. “Não podemos colocar na vala comum a militância desses partidos ideológicos, comprometida com um Brasil melhor”, diz o relator. Essa militância, segue, “se confunde com a história do Brasil, principalmente depois da ditadura”.

O relator reforçou, ainda, que há ampla documentação probatória sobre esquemas semelhantes feitos por outros partidos além de PT e PMDB. “Não foi criação deles, mas são eles que estão sendo analisados aqui nos autos”.

Entre as provas, por exemplo, estão a tabela de Pedro Barusco, ex-gerente de serviços da Petrobras, também ouvido no TSE, que mostra propinas recebidas nos contratos da Petrobras, divididas entre “casa” – recursos direcionados a executivos da estatal – e “partido”.

Esses recursos, porém, não eram remetidos apenas no período eleitoral, pelo contrário. O relator avalia que foi feita durante anos uma espécie de poupança que, na prática, levou a desigualdade de condições na hora do pleito.

“Engorda”

Para o relator, os dois maiores partidos da coligação, ao longo dos anos, usufruíram de valores ilícitos, oriundos de diversas empresas, que com certeza serviram para manutenção e crescimento dos partidos. A propina era passada por uma espécie de conta-corrente, que recebia toda a propina gerada por contratos com o governo federal e repassada aos seus destinos finais, notadamente o financiamento de campanhas. 

Essas fontes de financiamento contínuo permitiram que eles “desequilibrassem a balança” eleitoral. Mais uma vez, Benjamin ressaltou que outros partidos usaram desses expedientes. Mas, no processo, só se pode avaliara a coligação vencedora. “Não se pense por um segundo sequer que isso foi criação de um partido político ou seus integrantes ou se tratou de anomalia. Muito longe disso. Mas permitiu desequilibrar a balança da disputa eleitoral.”

Nas petições iniciais do processo, o PSDB apresenta como causas de abuso político e econômico o financiamento de campanha por meio de empreiteiras contratadas pela Petrobras como parte da distribuição de propinas. “Nos depoimentos fica claríssimo que corrupção na Petrobras sempre houve. Me atrevo a dizer que quando furaram os primeiros poços, na década de 50, esses esquemas estavam nascendo. Sempre esteve instalada na Petrobras uma situação antes não investigada, e muito menos punida, de dreno dos recursos públicos.”

Não é possível definir, no entanto, quando os esquemas começaram, nem se eles terminaram, se é que isso ocorreu. Mas os acordos corruptos seguiram por muitos anos, permitindo a criação de “gordura” para tais partidos. “O período eleitoral de 2014 não deve ser visto com o enfoque estrito dos momentos de entrada e saída dos cofres do partido”, defendeu o relator. A “gordura” ocorrida antes, durante anos, criou disparidade eleitoral, definiu Benjamin. O projeto “propina-gordura”, como nomeou o relator, era um projeto de longuíssimo prazo, de trato sucessivo. “Tinha um começo, mas sem previsão de fim”.

“Os acordos corruptos se mantiveram vigentes por longos anos”, disse o relator. “Se os partidos X e Y receberam o mesmo valor de 100 reais em 2014, quem terá vantagem na campanha? Aquele que já tinha longa poupança acumulada ou aquele que conta só com os 100 reais?”, questiona. Benjamin ressalta que é “evidente” que o partido que conta com a poupança tem enorme vantagem, independentemente de quando os valores ingressaram na “poupança”. 

O relator entende que os documentos juntados comprovam cabalmente que, por conta da relação de longa duração, os partidos da chapa acumularam recursos de propina-gordura que os favoreceram na campanha de 2014. “Trata-se de abuso de poder político e econômico e os impactos são sentidos por muito tempo”, ressaltou.

Sem Odebrecht?

Mais cedo, quatro dos sete dos ministros do TSE sinalizaram que não vão incorporar as delações da Odebrecht em seus votos. Por conta disso, ao longo de sua exposição, Benjamin se ateve principalmente aos pagamentos que envolvem a Petrobras, Keppel Fels e Sete Brasil.

Segundo o relator, a Keppel Fels tinha uma conta de propina administrada por João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, para repassar quantias para João Santana, marqueteiro da campanha petista de 2014, e Mônica Moura, sua mulher. O mesmo expediente era usado pelas demais empresas.

De acordo com a força-tarefa da Lava Jato, foram encontrados indícios de que João Santana recebeu , por exemplo, US$ 4,5 milhões do engenheiro Zwi Skornicki, entre 2013 e 2014. Zwi é representante no Brasil do estaleiro Keppel Fels e, segundo o Ministério Público Federal (MPF), foi citado por delatores do esquema como elo de pagamentos de propina.

Benjamin ressaltou ainda que não ficou claro se os depoimentos de Mônica Moura e João Santana serão retirados ou não. Eles estavam conectados à questão da Odebrecht, que foi retirada do processo. Mas o relator afirma que, neste caso, a questão tem relação com outra empresa, a Keppel Fels. “Os fatos demonstram que Mônica Moura e João Santana tinham uma conta corrente aberta, de eleição em eleição, e que os valores se confundiam”, configurando uma relação contínua, um fundo rotativo.

A defesa da ex-presidente Dilma tentou, nas alegações finais, desvincular esses fatos da campanha de 2014. Os marqueteiros afirmaram, no juízo em Curitiba, que o pagamento se referia a 2010, mas o relator defende a tese de esquema contínuo de pagamentos, o que levaria o dinheiro até 2014.

Apesar do posicionamento dos ministros em relação à Odebrecht, em seu voto o relator ressaltou que o expediente de conta corrente com aportes contínuos também foi usado pela empreiteira. “A Odebrecht foi citada na petição inicial. E nem haveria como investigar a corrupção na Petrobras sem investigar a Odebrecht”, defendeu o relator.

registrado em: TSE Dilma Rousseff Michel Temer Herman Benjamin

 

DELTAN DALLAGNOL CITA SETE VEZES A SI PRÓPRIO EM ALEGAÇÕES FINAIS DO PROCESSO DO TRIPLEX

Do site Lula.com.br

O procurador Deltan Dallagnol, que acusou Lula na imprensa com um power point mas não apareceu em nenhuma das mais de 70 oitivas de testemunhas do processo do tríplex no Guarujá, inovou mais uma vez na mesma ação judicial, desta feita ao citar ele mesmo como fonte bibliográfica de suas argumentações.

Em suas alegações finais, apresentadas ao juiz Sérgio Moro na última sexta-feira, o procurador-chefe da Lava Jato citou sete vezes textos próprios, com o intuito de dar sustentação a seus argumentos e convicções, chegando ao requinte de autocitar-se duas vezes na mesma página..

Citar juristas e autores em peças processuais é prática comum no mundo jurídico. Serve para mostrar que não é apenas aquele que escreve quem concorda com as teses apresentadas. No caso em questão, Dallagnol citou Dallagnol para provar que Dallagnol estava certo. Veja abaixo as imagens das citações do procurador em suas alegações finais.

HÁ UM CADÁVER INSEPULTO NO PLANALTO, DO SITE JUSTIFICANDO

Há um cadáver insepulto no Planalto

Luis Felipe MiguelLuis Felipe Miguel
Professor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília

No momento em que escrevo este texto, o Tribunal Superior Eleitoral está julgando o pedido de cassação da chapa Dilma Rousseff/Michel Temer. Após previsões em geral contrárias, que se seguiram à divulgação das gravações de Joesley Batista, as bolsas de apostas viraram e agora indicam uma vitória de Temer, por 5 votos a 2, segundo alguns, ou mais apertada, 4 a 3, segundo outros. Enquanto isso, a Comissão de Assuntos Econômicos aprovou a famigerada reforma trabalhista, também conhecida como extinção da CLT, permitindo que o governo sonhe em tê-la definitivamente acatada pelo Congresso dentro de poucos meses. Em suma, apesar da prisão do homem da mala e também de Henrique Eduardo Alves, apesar das perguntas de Janot e da certeza de que novas revelações não tardarão a surgir, apesar da impopularidade recorde e de ser rechaçado pela esmagadoria maioria da população brasileira, o usurpador estaria numa situação favorável. Estaria obtendo vitórias nos três fronts que interessam: no judiciário, com a esperada absolvição no TSE; no legislativo, mostrando que ainda pode comprar o apoio da maioria; e, sobretudo, junto ao capital, provando que é capaz de levar adiante a agenda do retrocesso nos direitos.

Mesmo que tudo isso se configure, não muda o essencial. As condições para que Michel Temer governe são muitíssimo precárias. Não estou falando de legitimidade, que essa ele – presidente às custas de um golpe – nunca teve. Mas assim que o impeachment ilegal de Dilma Rousseff se desenhou, os grupos interessados em empalmar o poder entenderam que precisariam aceitá-lo no Palácio do Planalto. Não por gosto, decerto; a impressão que fica é que ninguém, nem Marcella, nem mesmo Moreira ou Jucá, é capaz de gostar de Temer. Mas ele se impõe pela capacidade de distribuir favores ou ameaças e de estar no lugar certo no momento preciso. Seja como for, Temer ganhou o cargo como uma contingência necessária ao projeto de desmontar a Carta de 1988 e a democracia no Brasil.

Esse foi o quadro que mudou a partir da divulgação das gravações dos executivos da JBS. As razões da artilharia contra Temer e, em particular, da súbita oposição a ele pelo Grupo Globo ainda precisam ser desveladas. Mostram um agravamento das fissuras na coalizão golpista, que nunca deixaram de existir, mas que até então eram contidas em nome do “bem maior”: derrubar o governo petista, criminalizar a esquerda, revogar direitos. É nesse cenário, sem apoio mesmo dos que se beneficiam de suas políticas, que Temer tenta se equilibrar na presidência.

No jargão político estadunidense, diz-se que o presidente que não consegue se reeleger é relegado, no final de seu mandato, quando seu oponente já foi consagrado pelas urnas, à condição de lame duck – “pato manco”, o governante de jure que não tem mais condições de governar de facto. Recentemente, um cientista político conservador, que saudara com entusiasmo o golpe e o próprio Temer (que segundo ele estaria “bem postado para liderar” um “governo de salvação nacional”), classificou o usurpador de “supermanco”. Isto é, falta-lhe não apenas a legitimidade popular, que nunca teve, ou a popularidade, que sempre foi baixa e que o desvelamento de seu programa de destruição do país fez descer a níveis liliputianos. Falta-lhe também a mínima fachada de decência que a opinião pública nacional e estrangeira exige de qualquer governante, o mínimo de credibilidade e respeitabilidade, mesmo que fajutas, para conduzir as negociações inerentes ao cargo. Senta na cadeira da presidência alguém que não tem mais como fingir, a quem quer que seja, que não é um patife.

A mercê de apoios pontuais que precisam ser obtidos a preços cada vez mais elevados, descartável por seus patrocinadores assim que der um passo em falso, impossibilitado de avançar qualquer projeto pessoal, evitado como tóxico por todos os que desejam perdurar na esfera pública, Michel Temer é um cadáver político que se recusa a ser sepultado. O pior é que ele pode permanecer nesta condição até o final de 2018, pela incapacidade da coalizão golpista encontrar uma solução que a reagrupe, pela resistência à escolha de um novo presidente por um Congresso tão indigno de respeito, pelo pânico que as classes dominantes têm de envolver o povo no processo. O prolongamento da agonia de Temer arrasta consigo um sistema político já bastante combalido, expondo-o sem máscara como ancorado na pura e simples bandidagem. A única esperança de recuperá-lo é retirando o atual ocupante da presidência e dando a ele uma injeção de legitimidade popular, por meio das diretas. Infelizmente, embaladas com a ideia de alcançar os retrocessos a todo custo, nossas elites parecem desinteressadas dessa solução. Cabe à mobilização popular forçá-las a mudar de postura.

Luis Felipe Miguel é doutor em ciências sociais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e professor titular do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB)

 

USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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