Arquivo para 7 de junho de 2017

O QUE O JN DA GLOBO NÃO MOSTRA…

 

Do facebook de Lula.

O que o Jornal Nacional não mostra em sua edição: o Instituto lula nunca recebeu terreno algum da Odebrecht. Não recebeu nem jamais receberia nada de graça.

Foi isso o que disse Alberto Lovera, ex-gerente financeiro da Odebrecht e testemunha de acusação intimada pelos procuradores da Lava Jato, sobre o assunto.

 

TRF-4 SUSPENDE JULGAMENTO DE VACCARI COM VOTO POR ABSOLVIÇÃO E PEDIDO DE VISTA

Matéria do jornalista Eduardo Maretti, da Rede Brasil Atual.

São Paulo – Após suspensão do julgamento do recurso de João Vaccari Neto, no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), por pedido de vista do desembargador federal Victor Laus, nesta terça-feira (6), a defesa do ex-tesoureiro do PT está confiante na sua absolvição e vê elementos significativos na atual fase do caso, na corte sediada em Porto Alegre. “O importante e até simbólico nesse momento é que, pela primeira vez, um tribunal superior, ou pelo menos um desembargador, reconhece que houve condenação sem nenhuma prova, com base exclusiva em palavra de delator, o que não é possível pela lei brasileira”, diz o advogado de Vaccari, Luiz Flávio D’Urso.

O voto do revisor do processo no TRF-4, Leandro Paulsen, foi pela absolvição de Vaccari por falta de provas. “Nenhuma sentença condenatória será proferida apenas com base nas declarações de agente colaborador. O fato é que a vinculação de Vaccari não encontra elementos de corroboração. É muito provável que ele tinha conhecimento, mas tenho que decidir com o que está nos autos e não vi elementos suficientes para condenação”, disse o magistrado.

O voto pela absolvição foi divergente do proferido pelo desembargador João Pedro Gebran Neto, que acolheu pedido do Ministério Público, aumentando a pena de Vaccari de 15 para 18 anos. Diante da divergência, o desembargador Victor Laus pediu vista. O processo deve voltar a julgamento até o final de junho, segundo o tribunal.

Para D’Urso, as delações terem se tornado válidas como prova e condenação não é uma interpretação generalizada, mas restrita à 13ª Vara Federal de Curitiba. “Penso que ainda é cedo para dizer isso (que a tese virou regra), uma vez que tem acontecido na vara do juiz Sergio Moro. Ele tem proferido condenações com base em delação. Agora é que os tribunais de recursos começam a examinar essa matéria. Um desembargador do TRF-4 a decidir assim, com isenção e técnica, é um alento para que isso que aconteceu não se torne uma realidade permanente.”

O advogado afirma que sua expectativa é de que, ao ser retomado, o julgamento seja jurídico e técnico. “Se assim for, acredito na absolvição do Vaccari. O que considero importante é que efetivamente no caso do Vaccari não há prova nenhuma que confirme as palavras do delator”, diz D’Urso. “Embora Moro tenha condenado severamente, o tribunal que está revendo teve um olhar isento e técnico, como deve ser. Isso é muito positivo no sentido de trazer o processo penal para os eixos da legislação brasileira, independentemente de preferência, emoção ou partidarismo.”

O julgamento do recurso de Vaccari no TRF-4 é o mesmo do qual consta o ex-diretor de serviços da Petrobras Renato de Souza Duque, os empresários Adir Assad e Sônia Mariza Branco, e o economista Dario Teixeira Alves Júnior, todos condenados por Moro. 

Em novembro, também por falta de provas, Vaccari foi absolvido pela juíza Cristina Ribeiro Balbone Costa, da 5ª Vara Criminal de São Paulo, em ação penal relativa à sua gestão como presidente da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop). 

registrado em:

QUEM É O EMPRESÁRIO MILIONÁRIO QUE FAZ A REFORMA TRABALHISTA PASSAR IRRETOCADA EM COMISSÃO DO SENADO, TEXTO DE HELENA BORGES, NO SITE THE INTERCEPT

 

UM REPRESENTANTE PATRONAL: empresário dono de companhias em diferentes áreas, com um patrimônio estimado em aproximadamente R$400 milhões, acionista com investimentos em diversos bancos dentro e fora do país. O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) é o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde foi concluída ontem a primeira fase de discussões e análises da Reforma Trabalhista no Senado. Sob seu comando, a Comissão levou as discussões a toque de caixa, a leitura de relatórios foi cortada e todas as possíveis emendas ao projeto de lei foram vetadas. Agora, ele se volta para o plenário, para onde retornará também a proposta da reforma, após passar pelas comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Constituição e Justiça (CCJ). Entender quem é Jereissati é entender as possibilidades que o futuro da reforma reserva aos direitos dos trabalhadores brasileiros.

O sobrenome incomum é de origem sírio-libanesa e se tornou sinônimo de riqueza, sendo homônimo da holding familiar. Tasso nasceu em dezembro de 1948 em Fortaleza e foi para o Rio de Janeiro estudar administração na Fundação Getúlio Vargas, berço da escola neoliberal no Brasil. Depois de formado, voltou para Fortaleza, onde presidiu o Centro Industrial do Ceará (CIC) no início da década de 80. O Centro funcionava como pólo de convergência de industriais e empreendedores, onde eram organizados fóruns de debates das questões econômicas, sociais e políticas da região e do país.

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Ciro Gomes e Tasso Jereissati conversam durante comício da candidatura de Gomes a prefeitura municipal de Fortaleza.

Foto: Acervo do Instituto Queiroz Jereissati/Divulgação

Foi no CIC que surgiu o convite do então governador do Ceará, Gonzaga Mota, para entrar na política, em 1985. Inicialmente vinculado ao PMDB, pouco após a criação do PSDB, em 88, ele migrou para o partido que hoje preside pela terceira vez. Junto a ele, filiou-se também Ciro Gomes, seu colega desde o início na política, que após anos afastado agora se reaproxima e inclusive defende o nome de Jereissati para possíveis eleições indiretas.Os interesses das elites produtivas continuam sendo defendidos por ele até hoje, principalmente na Comissão do Senado que preside, que tem entre suas missões emitir pareceres sobre a política econômica nacional, tributos, e até mesmo a escolha de membros importantes da equipe econômica do governo, como os Ministros do Tribunal de Contas da União, o presidente e os diretores do Banco Central.

Tucanato

Jereissati é da velha-guarda do PSDB. Um nome mais discreto que os de Fernando Henrique Cardoso e José Serra, mas não necessariamente menos poderoso. Apesar de ter sido cotado inúmeras vezes para a candidatura à Presidência do país, se limitou a presidir o partido e a operar nos bastidores.

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A economista e advogada Elena Landau.

Foto: Reprodução/Facebook

Eleito presidente do PSDB pela primeira vez em 1991, cargo que manteve até 1993, convidou para sua equipe a economista (e agora também advogada) Elena Landau. Após a eleição de Fernando Henrique Cardoso em 1994, na qual Jereissati trabalhou arduamente, Landau se tornou diretora de Desestatização do BNDES. Ela comandou as privatizações federais no governo Fernando Henrique Cardoso de 1993 a 1996.Em 2011, após uma “frustração” da economista com a política — “ficava frustrada a cada eleição quando as privatizações não eram defendidas”, afirmou ela em entrevista ao jornal Valor Econômico —, Jereissati a procurou novamente para que eles realizassem o retorno de nomes ligados à equipe de FHC e do Plano Real após três derrotas consecutivas em eleições presidenciais (2002, 2006 e 2010). Tasso pode não ser o nome que encabeça as chapas de eleição do PSDB, mas é ele quem faz a ponte com o mercado financeiro para recrutar a equipe econômica.

Negócios em família

Enquanto isso, seu irmão Carlos, dois anos mais velho, foi enviado para estudar economia na Mackenzie, em São Paulo. Lá fez raízes e começou criar em 1966 um império no mercado de shopping centers que hoje se chama Iguatemi: são 17 unidades distribuídas pelo país. Seu filho, que também se chama Carlos, é hoje o presidente da empresa e deu entrevistas no início do ano deixando claro que, segundo seus interesses, a Reforma Trabalhista seria a mais urgente.

É importante saber quem é o irmão de Tasso, principalmente porque grande parte de sua fortuna veio da privatização das teles — um projeto icônico do governo de FHC que Tasso ajudou a eleger. Carlos fundou um consórcio com a Andrade Gutierrez (hoje investigada na Lava Jato) e a Inepar (hoje em recuperação judicial) que, apesar de não ter nenhuma empresa familiarizada com o setor de telecomunicações, recebeu a concessão da Tele Norte Leste em 1998. Sob seu comando, a Tele Norte Leste tornou-se o que atualmente é a empresa de telefonia móvel Oi.

JANUARY 1:  Brazilian President Fernando Henrique Cardoso waves from the Planalto Palace in Brasilia after receiving the presidential sash from his predecessor Itamar Franco 01 January. Cardoso was elected 03 October with 54 million votes. (COLOR KEY: Green and yellow sash).  (Photo credit should read ANTONIO SCORZA/AFP/Getty Images)

Tasso foi um dos principais nomes por trás da eleição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Foto: ANTONIO SCORZA/AFP/Getty Images

O próprio Tasso possui empresas de comunicação — duas emissoras de televisão e oito emissoras de rádio, todas no Ceará. Ele declarou um patrimônio de R$389 milhões em sua última eleição, em 2014. Segundo um levantamento do jornal O Globo, no período em que ficou afastado da política, entre 2010 e 2014, sua fortuna cresceu em 512%. A decisão pela aposentadoria foi por ter perdido a eleição ao Senado, fato que foi indiretamente comemorado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula. “Agradeço de coração a eleição dos senadores que vocês elegeram e me fizeram um favor tremendo”, disse o ex-presidente e desafeto de Jereissati em comício em Caucaia, a 50 km de Fortaleza.Ao se retirar da política, em 2010, o cearense ainda atacou a presidente eleita Dilma Rousseff: “ela não tem a menor condição de governo e nem psicológica”.

Doações milionárias

Sua campanha de retorno, em 2014, contou com doações generosas da Contax-Mobitel S.A, de R$1 milhão. A Contax faz parte do Grupo Jereissati Participações SA. É claro que Tasso não negou a ajuda de outros integrantes do ranking de ricaços brasileiros. Recebeu R$150 mil, por exemplo, doados diretamente por Alexandre Grendene Bartelle, o 20º maior bilionário do país, dono da empresa Grendene.

Também consta na lista a Solar, uma das 20 maiores fabricantes de Coca-Cola do mundo e a primeira com acionista brasileiro: a Calila Participações, do Grupo Jereissati. Foi da Solar que saiu a maior doação de campanha para Jereissati: R$1,5 milhão. A empresa tem 12 mil empregados, que seu site chama de “colaboradores”, que trabalham em 13 fábricas e 36 centros de distribuição.

Defensor da Reforma Trabalhista — que está sendo relatada por seu colega de partido, o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) —, o político e empresário Jereissati pressionou para que o projeto fosse votado logo e com o mínimo de mudanças o possível. Ou seja, sem emendas que protejam pelo menos em parte os direitos dos trabalhadores. No dia 30 de maio, ele deu o relatório da reforma como lido durante uma sessão conturbada que impediu a conclusão da leitura – o que prejudica o debate, já que o texto não foi completamente exposto. Na terça, dia 6 de junho, a Comissão concluiu a votação sem alterações. Ela segue agora para apreciação das Comissões de Assuntos Sociais e de Constituição, Justiça e Cidadania.

A missão de Tasso continua sendo aprovar a reforma, agora no plenário, o mais rápido possível e com o menor número de emendas, apesar da reprovação absoluta por parte da população, retratada inclusive em pesquisa popular da própria casa. No entanto, segundo Jereissati, a reforma segue sendo o caminho, e “o Brasil depende de que nós continuemos a trabalhar e dar, ao processo de reformas, seguimento”. Resta deixar claro de que segmento do Brasil que ele fala: dos 172 mil que possuem mais de R$1 milhão em suas contas, como ele, ou dos 207 milhões de brasileiros restantes.

RELATOR DA AÇÃO CONTRA A CHAPA DILMA-TEMER DEFENDE REFORMA DO SISTEMA POLÍTICO

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Matéria da ilustre, talentosa e engajada jornalista Hylda Cavalcanti, da Rede Brasil Atual.

Brasília – Depois da rejeição de quatro de 10 pedidos preliminares na ação que avalia se a chapa eleitoral Dilma-Temer de 2014 deve ser cassada ou não por abuso de poder econômico e eleitoral, o relator do processo, ministro Herman Benjamin, suspendeu o julgamento para retomada dos trabalhos, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a partir das 9h desta quarta-feira (7). Primeiro, será dado o voto de Benjamin sobre as demais preliminares e o voto dos ministros. Logo depois, será dado o voto de Benjamin quanto ao mérito da questão em si.

A sessão de hoje (6) durou mais de três horas e se destacou pela fala do relator, que disse que o processo todo é resultado de um sistema político que precisa ser reformado. De acordo com o magistrado, não é possível mais se cogitar solução apolítica para a crise institucional observada no Brasil.

“A partir de 2003 (referência feita por ele ao ano do início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva) nos libertamos de receios de julgar e aplicar a Constituição e as leis de maneira igual para todos. Não podemos querer uma solução que não seja política numa vã esperança de que um autocrata ou déspota venha libertar o país”, afirmou o magistrado.

O julgamento teve um momento tenso quando o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, fez uma observação durante a fala do relator. Mendes alertou os colegas no sentido de que o colegiado precisa ficar atento para a ordem política e institucional, uma vez que, a seu ver, “o tribunal está cassando mais políticos do que na época da ditadura”.

Numa resposta imediata, Herman Benjamin rebateu afirmando que isto significa que o Brasil vive uma democracia. “O grande problema é garantir o voto do eleitor. Antes se cassava contra a democracia. Agora se cassa pela democracia”, ressaltou.

Preliminares julgadas

Sobre a inversão da ordem das testemunhas, o relator afirmou que a ordem respeitou o que prevê a legislação. O ministro também não achou que deveriam ser acatados os pedidos para que a ação fosse arquivada em razão de a presidenta Dilma Rousseff ter sido afastada do cargo no ano passado, pedidos para desmembramento das ações e o questionamento sobre se o presidente da República podem ser julgados pelo TSE.

Neste último item, o magistrado afirmou que a interpretação da lei não deixa dúvidas de que a proibição de julgamento do presidente diz respeito à hipótese de infração comum ou crime de responsabilidade cometido pelo presidente, o que não está relacionado ao que dizem os autos em questão. “O comportamento do Presidente da República não poderia permanecer alheio do controle da Justiça eleitoral”, acrescentou. Pelo menos até agora, todos os integrantes do tribunal votaram conforme a posição do relator.

Mais cedo, o procurador eleitoral, Nicolao Dino, deu parecer pela cassação da chapa completa Dilma-Temer. Dino afirmou que nenhuma das preliminares apresentadas pelas partes se justifica e que, em sua avaliação, o volume de recursos mencionados pelo empresário Marcelo Odebrecht para a campanha da chapa, configura uma doação que considerou como “completamente ilícita”.

Também surpreendeu a todos a atitude do ministro relator no início da sessão, que mudou a ordem do julgamento. Herman Benjamin deixou a análise das preliminares, que estava prevista para o início da sessão, para ser feita somente depois da fala dos advogados das partes. E começou os trabalhos com a leitura do seu relatório, ao contrário do que se esperava.

Muitos advogados, representantes de entidades, estudantes de Direito, assessores e políticos que acompanharam os trabalhos já estão deixando o tribunal e se preparam para retornar amanhã. A expectativa de várias destas pessoas é que o julgamento pode se estender até a quinta-feira (8).

Alguns ministros ouvidos no final da sessão deram a entender que o colegiado tem conversado em reservado no sentido de evitar que algum dos integrantes do tribunal peça vistas do processo, por considerarem ser importante para o país o processo chegar ao fim ainda esta semana. Não se sabe, entretanto, se esta será de fato a posição de todos os ministros até o final do julgamento. 

    Veja e ouça vídeo em que o ministro Hermann rebate Gilmar Mendes.

 

CONJUR – AO JULGAR PRELIMINARES, TSE DECIDE QUE QUE TEM PODERES PARA CASSAR MANDATO DE PRESIDENTE

Ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça STJ, março de 2017 [Gustavo Lima/STJ]

Por Marcelo Galli.

O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral rejeitou na noite desta terça-feira (6/6), por unanimidade, quatro preliminares no processo que discute se houve abuso de poder econômico da chapa Dilma-Temer durante a campanha presidencial de 2014. O julgamento, iniciado nesta terça, foi suspenso e será retomado às 9h desta quarta-feira (7/6), com a apreciação de mais preliminares apresentadas pelas defesas.

A corte seguiu o voto do relator do caso, ministro Herman Benjamin, para quem cabe Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (Aime) contra o presidente da República. Ou seja, o TSE pode cassar o diploma do presidente em caso de irregularidade.

Ele afirmou no voto que não se pode confundir a atuação do TSE na análise das contas dos candidatos com a prerrogativa do cargo de presidente, que tem foro no Supremo Tribunal Federal para julgamento de crimes comuns e do Senado para analisar crimes de responsabilidade praticados pelo chefe de Executivo nacional. “O que se espera de uma campanha presidencial é um controle mais rígido, porque serve de exemplo para pleitos em outros níveis”, disse.

O relator afirmou também que a perda de mandato da presidente Dilma Rousseff, após o término do processo de impeachment, não provocou a perda de objeto da ação que está sendo analisada pelo TSE. Também ficou decidido que a extinção de algumas ações que tramitavam no tribunal questionando a chapa eleita em 2014, e a escolha de uma só para analisar o caso, não é motivo para impedir o julgamento da ação proposta pelo PSDB.

O ministro Herman também entendeu que não houve prejuízo para as partes quando inverteu a ordem para escutar testemunhas no processo. Ele explicou que não existe previsão legal que estabelece a ordem para escutar as testemunhas escolhidas pelo juízo. “O protesto surgiu nas alegações finais. Não houve no processo impugnação da ordem de oitiva das testemunhas”, disse.

Antes de começar a votar, Herman fez considerações sobre a importância do caso. Para ele, o sentido do julgamento não é impor sanções aos candidatos, mas apontar rumos ao Direito Eleitoral e ao país. “O TSE julga fatos e não expedientes políticos por conveniência”. Ele afirmou que não se arquivam mais investigações como antigamente e que o processo em julgamento é exemplo disso

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

CONJUR – BARROSO MANTÊM ELEIÇÃO DIRETA PARA O NOVO GOVERNADOR DO AMAZONAS

O ministro Luís Roberto Barroso, do Tribunal Superior Eleitoral, manteve eleição direta para escolha do novo governador e do vice-governador do Amazonas, marcada para 6 de agosto. A Assembleia Legislativa amazonense alegou que a exigência de nova eleição havia violado a Constituição estadual, que ordena via indireta quando o cargo fica vago nos dois últimos anos do mandato, mas o ministro considerou o pedido “manifestamente incabível”.

Em maio, o Plenário do TSE cassou os mandatos do então governador, José Melo (Pros), e de seu vice, José Henrique Oliveira, por compra de votos durante a campanha de 2014.

Na ocasião, os ministros determinaram que o Tribunal Regional Eleitoral organizasse novas eleições para o comando do Executivo estadual, ocupado interinamente pelo presidente da Assembleia, David Almeida.

O Legislativo do estado classificava como inconstitucional o dispositivo do Código Eleitoral que só fixa votação indireta se a vacância do cargo ocorrer a menos de seis meses do final do mandato. A regra foi fixada pela minirreforma eleitoral de 2015 (Lei 13.165) — enquanto, para a Presidência da República, segue a escolha pelos parlamentares quando faltarem dois anos.

Barroso afirmou que, embora as mudanças de 2015 tenham sido questionadas no Supremo Tribunal Federal pela Procuradoria-Geral da República (ADI 5.525), “a norma é dotada de presunção de constitucionalidade”.

Evidências
O ministro redigiu o voto vencedor que atendeu pedido da chapa opositora a José Melo, encabeçada pelo hoje senador Eduardo Braga (PMDB). Segundo a coligação, uma sala reservada no comitê da campanha adversária ofereceu a eleitores cestas básicas, ajuda de custo para formandos e até preparação de túmulos.

O repasse seria intermediado pela dona de uma empresa contratada pelo governo estadual para prestar segurança em Manaus durante a Copa do Mundo. A defesa negou as acusações, mas Barroso viu “um conjunto probatório robusto”, incluindo recibos em nome da mesma mulher e de Evandro Melo, irmão do governador e coordenador da campanha. Com informações da Assessoria de Imprensa do TSE.

 

MÃE É PROIBIDA DE SE APROXIMAR DE SUA FILHA TRANS APÓS INTERNÁ-LA EM CLÍNICA PSIQUIATRA, DO SITE JUSTIFICANDO

Mãe é proibida de se aproximar de filha trans após interná-la em clínica psiquiátrica

Uma mulher transexual internada à força em uma clínica psiquiátrica, por ordem da própria mãe, obteve o direito às medidas de proteção previstas na Lei Maria da Penha. O pedido foi formulado pela Defensoria Pública do Rio de Janeiro ao Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de São Gonçalo, onde a vítima reside com a sua companheira. 

Pela decisão, proferida no último dia 26 de maio, a mãe, que não aceita a identidade de gênero e a orientação sexual da filha, está proibida de se aproximar dela dentro de um raio de 500 metros. A decisão também veda a mãe de tentar contato com a filha e determina a busca e apreensão de todos os objetos pessoais da vítima e da companheira dela que estão na casa da mãe. 

Flávia Nascimento, defensora de São Gonçalo/RJ, tomou conhecimento da agressão à jovem no sábado dia 20 de maio, por meio da Rede de Atendimento. As providências adotadas pela defensora naquele mesmo dia foram fundamentais para que o caso fosse tratado com base na Lei Maria da Penha ainda na delegacia e, assim, levado ao Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher.

A coordenação de Defesa dos Direitos da Mulher e o Núcleo de Defesa dos Direitos Homoafetivos e Diversidade Sexual da Defensoria, coordenados pelas defensoras Arlanza Rebello e Lívia Casseres, também foram acionados. 

Arlanza realizou atendimento emergencial com a vítima no domingo dia 21, ainda no abrigo para o qual ela fora encaminhada após ser liberada pela clínica psiquiátrica onde a mãe a internara. Ali foram prestadas todas as orientações à jovem e marcado o primeiro atendimento com as defensoras Flávia e Lívia. No dia seguinte, segunda-feira 22, as defensoras Flávia e Lívia ingressaram com a ação no juizado de São Gonçalo. 

O juiz André Luiz Nicolitt, titular daquele juízo, deferiu as medidas de proteção previstas na Lei Maria da Penha, como requerido pelas defensoras. Na decisão, o juiz destacou que a “genitora da vítima desrespeitou gravemente a identidade de gênero assumida pela filha, internando-a em clínica de outro estado, privando-a do convívio com sua companheira e afastando-a dos demais entes familiares e de seus amigos”. Além de ter sido levada à força, a jovem foi sedada e teve os cabelos raspados. 

“A Lei Maria da Penha cuidou da violência baseada no gênero e não vemos qualquer impossibilidade de que o sujeito ativo do crime possa ser uma mulher. Isso porque a cultura machista e patriarcal se estruturou de tal forma e com tamanho poder de dominação que suas ideias foram naturalizadas na sociedade, inclusive por mulheres. Sendo assim, não raro, mulheres assumem comportamentos machistas e os reproduzem, assumindo o papel de opressor”, escreveu o juiz. 

Com informações da Assessoria de Comunicação da Defensoria Pública do RJ.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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