Arquivo para 5 de junho de 2017

PESQUISA CUT-VOX POPULI: 89% QUEREM ELEIÇÕES DIRETAS

Ladeira abaixo

Segundo levantamento, 85% acham que Temer deve ter o mandato cassado pelo TSE. Avaliação negativa do presidente sobe de 65% para 75%
por Redação RBA publicado 05/06/2017 17h35
Coletivo Diretas Já
Diretas Já

Para 89% dos entrevistados, o novo presidente, em caso de cassação de presidente pelo TSE, deveria ser escolhido por eleição direta, número semelhante ao do levantamento anterior (90%), divulgado em abril

São Paulo – Pesquisa CUT-Vox Populi divulgada na tarde desta segunda-feira (5) mostra que a ampla maioria dos brasileiros defende a cassação de Michel Temer e quer eleições diretas para escolher seu substituto. A sondagem, realizada entre sexta (2) e domingo (4), conta com 2 mil entrevistas em 118 municípios do país.

De acordo com a pesquisa, quando perguntados se o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve cassar o presidente em função de irregularidades cometidas na campanha que elegeu a chapa Dilma/Temer, 85% acreditam que ele deveria perder o mandato, enquanto 8% discordam. Para 89%, o novo presidente, em caso de cassação, deveria ser escolhido por eleição direta, número semelhante ao do levantamento anterior (90%), feito em abril. Os que defendem a escolha por via indireta somam 5%. O TSE julga o caso amanhã (6).

À pergunta sobre o desempenho de Michel Temer à frente da Presidência da República, 75% dos entrevistados avaliam seu governo como ruim/péssimo, ante 65% da última sondagem. Somente 3% consideram o governo bom/ótimo. A impopularidade de Temer é maior na região Nordeste, onde 83% apontam seu desempenho como ruim/péssimo. O presidente é mais rejeitado entre as mulheres: a avaliação negativa chega a 77%. Entre os homens, é de 73%.

“Ninguém quer mais um golpe que coloque na Presidência outro subordinado ao mercado”, diz o presidente da CUT, Vagner Freitas. “Além da tragédia do desemprego que está batendo à porta de mais de 14,5 milhões de brasileiros, com os golpistas, seja Temer ou outro que ocupe seu lugar pelo voto indireto, corremos o risco de perder a aposentadoria, a CLT e programas sociais de combate a fome e a miséria”, aponta.

VEJAM E OUÇAM VÍDEOS EM QUE ZANIN, ADVOGADO DE LULA, DESMONTA TESE DO DALAGNOLL E DO MPF CONTRA LULA

 

CORRÊA REFEZ DEPOIMENTO PARA PERMITIR DENÚNCIA CONTRA LULA

Do site Lula.com.br

Leia nota do advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva:

O ex-deputado Pedro Corrêa, cassado por quebra de decoro parlamentar em 2006, deixou hoje claro ao Juízo da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba ter refeito anexos de seu depoimento à Força Tarefa do Ministério Público Federal, visando fechar sua delação premiada, com o objetivo de apenas completar informações a respeito do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Corrêa depôs ao MPF em 1/9/2016 e foi nesse momento informado de que estavam faltando elementos para embasar denuncia contra Lula, ocasião em que disse querer colaborar. A denuncia foi ofertada em 14/9/2016. Até hoje a delação de Corrêa não foi homologada, depois de ter sido barrada pelo ministro Teori Zavascki em 2016 por falta de provas das alegações apresentadas.
 
Diante da manifesta fragilidade de sua versão sobre encontros com Lula, Corrêa mostrou fotos – com a presença de Lula – de reuniões do Conselho Político, que participou como presidente do PP. Perguntado pela defesa, ele não teve como deixar de admitir que essas reuniões eram públicas, com agenda certa e acompanhadas pela imprensa. O ex-Presidente sequer participava desses encontros, fazendo apenas aparições ao final para o cumprimento aos presentes. Como Corrêa abriu a audiência mostrando essas fotos, ele se colocou não com a isenção de uma testemunha, mas como pessoa com interesse na causa, buscando a qualquer custo destravar sua delação. 
 
A defesa de Lula pediu, no início da sessão, em atenção ao contraditório, à ampla defesa e à paridade de armas – como determina a Súmula 14 do STF – que o depoimento de Corrêa fosse remarcado e viu negado seu pedido. Foi relembrado que MPF havia assumido, na audiência de 08.05, o compromisso de informar previamente o “status” dos processos de delação envolvendo pessoas chamadas a depor. E no caso de Corrêa não foi apresentada qualquer informação, embora o MPF tenha reconhecido a existência de negociações e de diligências documentadas.
 
Ao final da audiência, o Juízo deu ciência às partes de que o MPF havia juntado ao processo documentos  relativos a processos de delação de executivos do grupo Odebrecht. Com a adesão de outras partes,  pedimos então a redesignação da audiência prevista para a parte da tarde – a partir das 14 horas -, considerando não haver tempo hábil para conhecer os novos elementos, situação que ofende o contraditório, a ampla defesa e a paridade de armas. O juízo decidiu manter os depoimentos “por economia processual”, embora tenha constatado o prejuízo à defesa, tanto é que facultou futuro pedido de nova oitiva. 
 
Cristiano Zanin Martins

PROCURADORIA-GERAL PREPARA DENÚNCIA DE MICHEL TEMER, DO GGN DE NASSIF

Jornal GGN – A Procuradoria-Geral da República se prepara para apresentar uma denúncia contra o presidente da República, Michel Temer. A notícia da previsão do início da briga judicial contra Temer e seus aliados, incluindo Aécio Neves (PSDB-MG), para esta semana já era propagada e tornou-se certeira com a peça enviada contra Aécio nesta sexta-feira (02).
 O documento, inclusive, arrola diretamente Temer em uma das acusações contra o senador tucano. É o caso que menciona a troca do comando do Ministério da Justiça como forma de obstruir a Operação Lava Jato.
 O GGN antecipou na última sexta (02) a prisão do ex-deputado e ex-assessor de Michel Temer, Rocha Loures, e da intenção do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, de acelerar as denúncias contra os políticos envolvidos. A prisão de Loures também sinal claro de ameaça direta contra o mandatário.
 Do lado do Executivo, a troca do ministro da Justiça, em pleno domingo, com o novo titular Torquato Jardim sinalizando a estratégia já deflagrada nos grampos: a substituição do diretor-geral da Polícia Federal, foi vista como gesto claro de guerra aberta do governo contra as investigações.
 Por isso, a Procuradoria propagava uma “fritura em alto grau”, com o envio imediato de denúncias contra políticos com foro privilegiado, nas próximas semanas. Foi o caso de Aécio, denunciado logo na noite de sexta-feira.
 A expectativa foi materializada: “Após a deflagração da ‘Operação Patmos’ em 18 de maio de 2017 e a revelação do envolvimento do próprio presidente da República, Michel Temer, em supostos atos criminosos, a pressão do senador Aécio Neves e outros investigados intensificou-se, e Osmar Serraglio foi efetivamente substituído no Ministério da Justiça por Torquato Jardim”, disse Janot, em trecho da peça contra Aécio.
 O procurador também mencionou na denúncia o relato das gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro com caciques do PMDB, em que negociam a chamada “solução Temer”, como forma de barrar a Operação Lava Jato, como também noticiamos no dia 31 de maio. A conclusão da Procuradoria-Geral da República já era no inquérito que não há dúvidas de que Aécio Neves (PSDB-MG) atuou para barrar o avanço da Operação Lava Jato.
 No primeiro documento, o inquérito, a PGR certificava que dentro da estratégia de obstrução da Justiça estava a conversa de Sérgio Machado, em que caciques do PMDB articulavam “estancar a sangria” da Operação Lava Jato. Machado conversou com os parlamentares no último ano, gravou e, em seguida, após entrar para a mira dos investigadores, entregou as mídias como provas.
 Um ano depois, os novos indícios contra Aécio Neves revelam a continuidade da articulação iniciada pelos parlamentares da ex-oposição desde o impeachment de Dilma Rousseff. A conversa de Machado mostrava que a saída de Dilma era um dos primeiros passos para se conseguir paralisar a Lava Jato. Agora, mostra a PGR, Aécio, Jucá e outros políticos seguiram na articulação para obstruir.
 Com a concretização da prisão de Loures e da denúncia contra Aécio, o próximo passo dos procuradores da Lava Jato no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF) é claramente a denúncia contra Michel Temer. O grande risco motivou duas ofensivas por parte do Planalto: uma, na auto-defesa, Temer iniciou ataques contra Rodrigo Janot, afirmando que o PGR busca “constranger” o TSE a condená-lo; e paralelamente, a base de Temer no Congresso com o PSDB agiliza também a tentativa de inferir sobre a credibilidade das acusações, agora que atingiram toda a cúpula do governo.
 “Temos indicativos de que virão movimentos e iniciativas de Janot às vésperas do julgamento do TSE na tentativa de constranger o tribunal a condenar o presidente”, disse o advogado de Temer, Gustavo Guedes, com o efeito de que antecipasse algum tipo de irregularidade. “Nos preocupa muito o procurador-geral da República se valer de toda a estrutura que tem para tentar constranger um tribunal superior”, disse, ainda.

XADREZ DE UM PAÍS CONTROLADO PELO CRIME ORGANIZADO, TEXTO DE LUIS NASSIF

Por Luis Nassif

Peça 1 – o crime apossando-se do Estado

Há uma preocupação global com a tomada do poder nacional pelo crime organizado. O Brasil se tornou um caso emblemático, inédito de jovem democracia que, após inúmeros avanços sociais, morais e econômicos, teve como desfecho a subordinação do país ao crime organizado. E não se está falando das vinculações entre o tráfico e o Congresso, que ainda não foram devidamente apuradas.

Por aqui, montou-se o mais esdrúxulo pacto da atualidade. Em troca de entregar reformas profundamente antipopulares, excessivamente radicais, enfiadas goela abaixo da população sem nenhuma negociação – e, por isso mesmo, de vida curta -, a organização que se apossou do poder ganhou salvo conduto para assaltar.

Temas de alto interesse nacional, com reflexos sobre as próximas décadas, como a venda de terras públicas, a flexibilização ampla no licenciamento ambiental, a demarcação de terras indígenas, concessões portuárias, tudo está sendo entregue, no mais amplo processo de desmonte a que o país foi submetido.

Há muitas dúvidas sobre a oportunidade ou não das diretas-já. Mas há uma certeza: Temer não pode continuar.

O país está no estágio do chamado trem desgovernado. Há um início de reorganização da opinião pública, os partidos políticos tentando entender o momento, mas ainda assim, um estado de estupor generalizado, caracterizado pelos seguintes pontos:

1.     Um assalto ao Estado, através de aparelhamento indiscriminado da máquina, disseminação de portarias, sede para negociatas, sem nenhuma forma de controle.

2.     Uso do Estado para subornar todos os poderes, incluindo a mídia, conforme se apurou em grampo recentes do senador Aécio Neves. Compra a mídia com publicidade, parlamentares com leis e portarias, autorização para venda de terras públicas, flexibilização selvagem das leis ambientais, concessões de portos e de teles.

3.     O único fator de contenção é a perspectiva de queda de Michel Temer. Qualquer sinal de fortalecimento de Temer significará uma ampliação desmedida dos processos de assalto aos cofres públicos.

Peça 2 – Temer é insustentável

Por qualquer ângulo que se imagine, só há uma certeza inabalável: o governo Temer é insustentável.

Ele comanda uma organização criminosa que se aboletou no comando do país. É o grupo que chantageou todos os governos eleitos, desde a redemocratização, composto por políticos sem compromisso de país empenhados exclusivamente em fazer negócios.

Mais que isso, não parou depois de assumir o cargo. Levou para dentro do governo seus próprios operadores pessoais. E foi flagrado combinando acertos com Joesley Batista, da JBS, todos os passos documentados: a indicação de Rodrigo Loures, como seu homem de confiança; o acerto de taxa de sucesso, se o pleito junto ao CADE (Conselho Administrativo de Direito Econômico) fosse acolhido; e o pagamento de propina, em dinheiro, devidamente registrado pela Polícia Federal.

Em qualquer outro país, o escândalo levaria multidões à rua, a vergonha se espalharia pelas páginas de jornais, revistas, pelas imagens de TV, pelos programas de rádio.

No entanto, com o controle do governo, Temer apossou-se de um conjunto de poderes que estão sendo utilizados para impor as negociatas. A organização Temer ganha salvo-conduto para depenar o Estado.

Enquanto persistir com o Executivo na mão, há o risco do mesmo poder corruptor ser exercido sobre outras instâncias, além do Congresso e da mídia. É evidente o chamado periculum in mora para a democracia brasileira.

Peça 3 – as eleições indiretas

O risco de eleições indiretas seria subordinar a presidência à mesma quadrilha parlamentar.

Ora, hoje em dia a presidência está entregue ao alto comando dessa quadrilha. Por tal, se entenda o pessoal mais profissional no exercício da corrupção política, que mantém a grande articulação do assalto sistemático ao Estado.

Na pior das hipóteses, mantém-se o polvo sem cabeça, se dá um freio nesse assalto indiscriminado ao país e de impõe um mínimo de recato na vida pública.

Na melhor das hipóteses, há a possibilidade do novo eleito promover um mínimo de conciliação, visando pacificar o país com vistas às eleições de 2018.

Peça 4 – as eleições diretas

Nada tira a legitimidade do voto direto.  O que se discute são as eleições diretas agora ou no próximo ano.

A vantagem das eleições diretas seria promover uma reaglutinação de forças e voltar a discutir o futuro. O inconveniente seria reacender o clima bélico da polarização, além de acirrar o protagonismo político da Polícia Federal e da Lava Jato. E, no quadro atual de desestruturação partidária, a possibilidade de abrir espaço para aventureiros.

Peça 5 – a saída ideal

Qualquer saída – diretas ou indiretas – terá que levar em conta a resultante final: eleições gerais com regras que impeçam a manutenção do controle do Congresso pela bancada eleita por empreiteiras e pela JBS.

A saída ideal seria uma Constituinte exclusiva, com candidatos eleitos pela população para um mandato de no máximo dois anos, não podendo voltar a se candidatar.

Seria a maneira da sociedade brasileira assumir o controle, dar uma arrumação geral na casa e devolver a política aos políticos profissionais.

É um tema capaz de mobilizar o Ministério Público, para impedir abusos de poder econômico, e abrir espaço para novas referências em uma sociedade em que os melhores nomes não têm espaço dentro do universo de banalidades criado pela mídia e pelas redes sociais.

CENTRAIS SINDICAIS INDICAM NOVA GREVE GERAL PARA O DIA 30, REDAÇÃO DA REDE BRASIL ATUAL

Elisa Lucinda

São Paulo – As centrais sindicais aprovaram hoje (5) a data de uma nova greve geral contras as reformas do governo e pela saída de Michel Temer, indicando o próximo dia 30, uma sexta-feira. Antes, no dia 20, as entidades planejam organizar um “esquenta”, com paralisações e atos nas principais cidades. Todo o calendário depende do andamento das reformas no Congresso – e também passará por assembleias das categorias.

Segundo o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, a greve precisa ser “construída”, com discussão nas bases e monitoramento da agenda parlamentar. “O dia 28 (de abril) foi um sucesso porque fizemos um processo de construção daquela data”, afirmou, em reunião realizada na sede da Nova Central em São Paulo, na região central da capital paulista. “O primeiro passo são as categorias referendarem o dia 30 nas assembleias”

Durante o encontro, o secretário-geral da CSP-Conlutas, Luiz Carlos Prates, o Mancha, apresentou proposta de realizar uma greve geral de dois dias, indicando 27 e 28 de junho, com convocação prévia de plenárias estaduais. A Força Sindical a princípio mostrou-se reticente quanto à fixação de uma data, mas defendeu a unidade entre as centrais. “Conseguimos construir, ao longo do tempo, várias atividades unitárias”, disse o secretário-geral da entidade, João Carlos Gonçalves, o Juruna, citando manifestações de 15 de março, a greve de 28 de abril e a marcha a Brasília em 24 de maio.

Sindicalistas devem se concentrar em Brasília amanhã (6), quando está prevista a votação do relatório de Ricardo Ferraço (PSDB-ES) sobre o projeto de reforma trabalhista (PLC 38) na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Ele não muda o texto no parecer, apenas sugere vetos que seriam feitos pelo presidente Michel Temer. A estratégia de não fazer alterações visa a evitar que o projeto retorne para a Câmara.

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Sindicalistas ressaltam unidade em reunião realizada na sede da Nova Central

O secretário de Relações Internacionais da Intersindical, Ricardo Saraiva, o Big, destacou ainda a importância de defender eleições diretas para evitar, justamente, o prosseguimos da agenda governista na Câmara e o Senado. “Um governo sem popularidade e sem legitimidade tenta continuar as reformas com o Parlamento, a mídia e o Judiciário. Para que as reformas continuem, é preciso ter um governo comprometido com o mercado.”

No setor de transportes, os metroviários de São Paulo já têm indicação de participar de uma nova greve, o que deverá ser ratificado em assembleia. Na reunião desta segunda-feira na Nova Central, o secretário-geral do Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil, Leonildo Canabrava, manifestou disposição da categoria de participar da paralisação. A entidade representa os funcionários das linhas 11 e 12 da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). 

Na Câmara, o governo enfrenta dificuldade para conseguir o número de votos necessários para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, que muda a Previdência. Por isso, a Casa ainda discute a data para levar o texto à votação em plenário. 

Durante o ato SP pela Diretas Já, ontem (4), no Largo da Batata, zona oeste paulistana, muitas pessoas exibiram cartazes com dizeres “Diretas Já, Fora Temer e Greve Geral”. Uma delas foi a atriz e poeta Elisa Lucinda. “Estamos reunidos porque não fugimos da luta. O Brasil precisa de nós. A civilização que fez esquecer as premissas dos povos originários, do negro e do índio, deu nisso. Parece que Brasília está de costas, não nos escuta”, disse Elisa, para quem Temer e sua equipe são “uma quadrilha de ladrões brancos” no poder.

Com informações do repórter Vitor Nuzzi

registrado em:

ATO-SHOW POR DIRETAS JÁ ATRAI 100 MIL MANIFESTANTES EM SÃO PAULO

Ato pelas Diretas
 Por Beatriz Drague Ramos, Caroline Oliveira e Victória Damasceno 

Uma multidão de artistas, sindicalistas, militantes e cidadãos uniram-se neste domingo 4 no Largo da Batata, em São Paulo, para pedir a saída de Michel Temer e a realização de eleições diretas para a escolha de seu sucessor. Segundo estimativa da PM no local, o ato-show reuniu cerca de 100 mil manifestantes. 

Organizado por artistas e pelo produtor musical Daniel Ganjaman, o ato contou com apresentações de nomes de peso como Chico César, Tulipa Ruiz, Péricles, Criolo e Mano Brown. Participaram também da manifestação diversos blocos de carnaval da cidade, além de integrantes de partidos como o PT e o PSOL, de movimentos sociais, de sindicatos e das frentes Povo sem Medo e Brasil Popular. 

Com grande presença do público e dos manifestantes, a apresentação do rapper Mano Brown encerrou o ato político-musical de forma apoteótica. “Há um motivo muito maior que nós nessa noite: Diretas Já”, declarou o rapper, antes de iniciar a rima de “Diário de um Detento”, maior sucesso do grupo Racionais MC’s. (assista ao vídeo abaixo)

Em discurso no palco, Mano Brown afirmou que ou “vamos juntos” ou “eles” vão continuar a mandar. “Se a maioria escolheu, assim será. Não era isso? A conta do trouxa é essa, a maioria manda. Mas se eles escolhem, eles mandam. O comandante não é mais meu, é dos caras, então vamos juntos. De repente, o comandante dos caras é o mais corrupto. foi pego com a mão na cumbuca, mano”, afirmou, em referência à gravação de Joesley Batista e Temer

Primeiro artista a se apresentar, Chico César celebrou a união daqueles presentes ao ato. “Inclusive, há gente que equivocadamente trabalhou pelo impeachment, e agora de certa forma faz um mea culpa e vem, se junta ao povo”, diz, antes de lembrar do movimento original das Diretas Já, que levou milhões de brasileiros às ruas no fim da ditadura. “Eu estava me lembrando, há mais de 30 anos, no começo dos anos 1980, eu garotinho participando da luta por Diretas Já. De novo estamos aqui nas ruas, o Brasil quer votar, não aceita uma eleição indireta e quer escolher seu próximo presidente.”

Em sua apresentação, o rapper Emicida ressaltou que a luta contra o “sistema” não pode deixar de lado a periferia. “Democracia, população, a base somos nós como cidadãos. Temos que derrubar esse sistema da porra, que só serve pra nos destruir. E tem que derrubar não só aqui onde a bala é de borracha, mas lá nas bordas onde a bala é de verdade.” 

O sambista Péricles saudou o engajamento da classe artística em favor das eleições diretas. “Eu acredito na mudança, chega desse negócio de ficar alheio à política, ao que acontece. A gente não está tomando rumo da nossa própria existência, da nossa vida. Chega disso.”

Outra artista que subiu ao palco do ato-show foi a cantora Tulipa Ruiz. A CartaCapital, ela alertou para a atual  “manipulação midiática” no País.

 

O cantor Otto afirmou que o objetivo do ato é restituir a democracia no Brasil. “Com essa assembleia e esses deputados e senadores, não dá. Ou o povo escolhe agora o seu, ou a gente está perdido nesse mar de lama podre do Brasil.”

A escritora Clara Averbuck lembrou as absurdas declarações de Temer a respeito do papel das mulheres na sociedade e a falta de representatividade delas no governo. “A gente precisa de diretas, precisa votar e derrubar esse governo golpista, que não tem mulher, que acha que a gente tem de saber o preço do supermercado, que trata mulher feito adereço. A gente precisa barrar essas reformas, precisa tirar esse homem do poder.”

Clara Averbuck
Foto: Caroline Oliveira

A advogada Eliane Dias, produtora de Mano Brown, disse que estamos em pleno golpe e na iminência de “perdermos todos os nossos direitos”. “Temos quase 100 anos de direitos do trabalho, tudo para perder em um ano? O povo tem que saber que quem manda em tudo isso aqui é ele.”

A atriz e cantora Elisa Lucinda comentou que a civilização que nos faz esquecer dos povos indígenas e dos negros “nos faz colher” o atual momento. “A coisa está péssima, é uma família de bandidos brancos no poder. Vale lembrar que não tem um negro na Lava Jato. Temos que ser abolicionistas contemporâneos. Nós (se referindo aos negros presentes como Emicida) falamos pela quebrada, por quem não é escutado.” 

Paulo Miklos, ex-Titãs, afirmou que os manifestantes “querem decidir o próprio destino”. “Tomamos um golpe parlamentar e agora vivemos em uma ditadura parlamentar. Nós queremos resolver quem vai decidir o nosso futuro.”

criolo
Após se apresentar no ato das Diretas no Rio, Criolo também subiu ao palco em São Paulo (Foto: Victória Damasceno)

Além de artistas, o ato contou com a presença de intelectuais e líderes de movimentos sociais. A economista Laura Carvalho alertou para necessidade de o País libertar-se do “parlamentarismo de ocasião”. “Só vamos resolver isso indo às urnas, não interessa qual é o seu partido, quem é o seu candidato, o que interessa é voltar a ter democracia, e, se possível, uma nova democracia, com mais direitos e não com menos.”

Guilherme Boulos, Coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e colunista de CartaCapital, afirmou que as Diretas são a única bandeira democrática para o País sair da crise. “O Congresso não tem moral para pedir eleições indiretas. Diretas Já é a saída capaz de mudar o governo e a agenda política. Ninguém votou em reforma da Previdência, corte de gastos por 20 anos.”

Ele entende que a antecipação de eleições é possível.”Há uma PEC (das Diretas) tramitando no senado. Há caminhos constitucionais. Está na mão das ruas a gente ter essa força necessária.”


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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