Arquivo para 16 de maio de 2017

TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DE BRASÍLIA RESTABELECE ATIVIDADES DO INSTITUTO LULA

 

O Tribunal Regional Federal de Brasília determinou o imediato reestabelecimento das atividades do Instituto Lula. A decisão do tribunal de Brasília apresenta relevantes fundamentos jurídicos para deixar claro que não há base para determinar a suspensão das atividades do Instituto Lula.

Independente de matizes ideológicos ou partidários, é uma decisão a ser comemorada por todos aqueles que acreditam no Estado de Direito e na Justiça. Agradecemos ao apoio de todos.

No vídeo abaixo, o advogado Cristiano Zanin explica o teor da decisão e suas consequências.

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‘NÃO VAMOS ASSISTIR DE BRAÇOS CRUZADOS À ESCALADA FASCISTA NO BRASIL’, AFIRMOU O ENGAJADO JURISTA-DEPUTADO WADIH DAMOUS

Matéria de honesto jornalista Eduardo Maretti, da Rede Brasil Atual.

São Paulo – O indiciamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Polícia Federal, sob acusação de corrupção passiva, é apenas “mais uma trama do Estado de exceção de que o poder Judiciário de primeira instância, hoje, é o agente operador”, na opinião do deputado federal Wadih Damous (PT-RJ). “Isso não é um movimento isolado, é articulado. Envolve Lava Jato, Zelotes, o juiz (Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília) que fechou Instituto Lula. A articulação é no sentido de gerar na consciência da sociedade a convicção de que Lula praticou e pratica atos ilícitos e de corrupção. Não se trata mais de questões jurídicas. Isso já jogaram no lixo”, afirma.

O parlamentar considera que a articulação não é apenas da primeira instância, mas “uma ditadura do sistema de Justiça brasileiro”. Esse sistema “envolve Judiciário e suas diversas instâncias, Ministério Público, Polícia Federal e Rede Globo, que eu considero hoje como integrante do sistema de Justiça brasileiro, já que ela pauta, fornece agenda e determina decisões. Hoje a política é prisioneira do sistema de Justiça. E os juízes de primeiro grau são a linha de frente, a tropa de choque do Estado de exceção”.

Lula é acusado de supostamente ter recebido favorecimento pela aprovação da Medida Provisória 471, também conhecida como MP do Refis, que concedia incentivos fiscais às montadoras e fabricantes de veículos. A medida original foi editada ainda no governo Fernando Henrique Cardoso.

Em nota divulgada na noite de ontem, os advogados de Lula Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira reafirmaram que a “onda de ataques (a Lula) só serve para reforçar que nosso cliente é vítima de perseguição política por meio de procedimentos jurídicos, prática reconhecida internacionalmente como lawfare, e que atenta contra o Estado Democrático de Direito”.

Mesmo diante de tal quadro, em que as denúncias e medidas contra Lula se sucedem, Damous critica as avaliações de que as indicações são de que o ex-presidente vai ser preso. “Não quero naturalizar esse tipo de coisa. Tem um outro fator que é a luta. Não vamos ficar assistindo de braços cruzados a escalada fascista no Brasil. Vai haver luta. Não se deve naturalizar  a prisão do Lula como fato a ser consumado. Isso é um erro”, afirma.

A MP 471 é objeto de investigação da Operação Zelotes, deflagrada em março de 2015 (um ano depois da Lava Jato) para apurar sonegação de impostos por grandes empresas no âmbito do Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf), do Ministério da Fazenda. “Agora virou mais uma arma contra o ex-presidente Lula”, diz Damous.

Em vídeo postado no Facebook, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RJ) afirmou que “o indiciamento é uma demonstração vergonhosa da perda completa do Estado democrático de direito”. Ele afirma ainda que a Operação Zelotes investigava grandes empresas e que “Lula sequer constava do rol de investigados”. O delegado Marlon Cajado, da PF, “indiciou o ex-presidente Lula só para fazer política”, acrescentou.

Pimenta lembra que a MP foi aprovada “com pompa” durante o governo FHC e que havia sido relatada na Câmara pelo deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA). No Senado, o relator foi César Borges (também do DEM da Bahia).

Em março de 2016, em audiência na Comissão Parlamentar de Inquérito do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Pimenta questionou o delegado da Polícia Federal Marlon Cajado, da Operação Zelotes, que indiciou Lula, sobre ele não ter investigado a versão original da MP 471. “Não entendo investigar e chamar para depor na PF quem reeditou a MP (Lula), e não quem a criou (FHC)”, disse Pimenta à época.

Na ocasião, o delegado reconheceu que não havia “interesse em investigar o que houve anteriormente”. “Só trabalho com os elementos da investigação e até o momento não encontramos nada que justifique (ampliar as investigações para período anterior a 2005)”, disse, segundo matéria da Agência Brasil. 

 

IVES GRANDA, PRESIDENTE DO TST, PROJETA EM VOCÊ, TRABALHADOR QUE NÃO DEFENDE SEUS DIRETOS

 

O presidente do Superior Tribunal do Trabalho (TST), Ives Granda, não precisa de apresentação quando se trata de defender as ideias mais reacionárias e antitrabalhista do capitalismo. Além de outras ideias ofensivas à democracia.

  Para não deixar o impulso conservador enfraquecer, ele ao participar de uma audiência conjunta das comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Assuntos Econômicos (CAE) no dia 10, no Senado, projetou a assertiva pessoal do que ele entende por trabalhador.

    “Se você começa admitir indenizações muito elevadas, o trabalhador pode acabar provocando um acidente ou deixando que aconteça porque para ele vai ser melhor”.

       Reage, trabalhador! Estão te tratando como crápula que tudo faz para se locupletar.

       Vídeo do site Justificando.

XADREZ DA PROSTITUIÇÃO NO JUDICIÁRIO, TEXTO DO MAGNÍFICO E INVEJADO LUIS NASSIF

Dizem os penalistas que a prova testemunhal é a prostituta de todas as provas. Sem outras provas, corroborando o testemunho, não é considerada em nenhum processo sério. No entanto, está na base das denúncias movidas contra Lula e Dilma pela Lava Jato.

Pode haver algum exagero na expressão, e um preconceito condenável em relação às prostitutas, mas é didático como juiz e procuradores da Lava Jato se valem das “prostitutas” das provas.

Peça 1 – a teoria do choque e as torturas

Ewen Cameron e Donald Hebb foram dois psicólogos que desenvolveram métodos de lavagem cerebral através de eletrochoques. Os estudos foram financiados pela CIA e incorporados nos seus métodos de interrogatório.

A Lava Jato não se vale de tortura física, mas o processo de convencimento do réu é idêntico em ambos os casos. A conclusão principal dos dois psicólogos era a de que “a privação de estímulos (através da tortura) induz à regressão, despojando a mente do indivíduo do contato com o mundo exterior e forçando à regressão”.

Quando o prisioneiro mergulha em um estado de “choque psicológico”, ou “vivacidade interrompida”, é sinal de que está mais aberto a sugestões, mais disposto a ceder.

Em situações mais brandas, mas nem por isso menos drásticas, mantem-se o réu detido, sem contato com o mundo exterior, com família, sem acesso a notícias, até que entre no estado da “vivacidade interrompida”.

Aqui (https://goo.gl/vZpWOU) você tem uma explicação mais detalhada do método e das formas de utilização.

É evidente que a Lava Jato recorre a métodos de tortura psicológica para arrancar delações. As estatísticas com as quais se defende – a de que a maioria das delações foi firmada com delatores em liberdade – é primária.

Coloque dez prisioneiros em uma cela. Torture um deles. E passe aos nove restantes o exemplo do que poderá ocorrer com eles, se não aceitarem os termos propostos. Ao contrário, exiba as benesses que esperam os delatores, como Alberto Yousseff que terá até comissão sobre recursos que ajudar a recuperar.

A intenção última não é punir a corrupção, mas destruir o sistema político em que se funda o inimigo, o PT. As empreiteiras não estão sendo destruídas por serem corruptas, mas por se aliarem a esse modelo.

As delações principais foram obtidas sob tortura psicológica, de longos períodos de prisão temporária, até atingir o estado da “vivacidade interrompida”.

Peça 2 – a estratégia da delação

Para passar no teste da delação, os réus precisam da benevolência tanto dos procuradores quanto do juiz Sérgio Moro. Quem chia, não leva. Não tem tribunal superior, não tem STF (Supremo Tribunal Federal) que resolva. Todas as condições dependem exclusivamente de procuradores e juiz que tem lado e o objetivo maior de pegar Lula e Dilma.

Confira-se a seguinte ementa de tribunais: “se não estiverem presentes os requisitos da prisão preventiva ou temporária, a delação premiada, como medida excepcional e por si questionável sob o prisma da dignidade humana, não tem valor algum para o processo penal.”

O roteiro é sem-graça, de tão identificável:

1. Identificam-se pessoas com as quais Lula ou Dilma tiveram qualquer contato.

2. Coloca-se como condição para a aceitação da delação declarações que comprometam um ou outro em algum crime. Basta ao réu dizer que Lula sabia isso, Dilma aquilo, que o Lula falou A e Dilma falou B.

3. Coloca-se o acusado na situação chamada “prova negativa”, ou seja, a prova de um fato negativo. É uma prova tão impossível de produzir, que o direito canônico a batizou de “prova diabólica”, pois só o diabo poderia produzir.

4. Comprovando que até o diabo brasileiro é primário, parte dos delatados dirá que não tem como apresentar provas porque Lula os orientou a destruir as provas. E a falta de provas passa a ser a prova dos crimes de Lula. É o axioma no. 1 da Lava Jato.

Aí, intima-se Lula para um interrogatório. Ele admite que se encontrou com o delator em determinada circunstância, teve determinada conversa, mas em nenhum momento mandou ocultar provas. Prove que não falou! Não provou? Então é suspeito de obstrução de Justiça.

Peça 3 – a mercearia e os advogados amigos

Com a quantidade de delações em curso, e com a possibilidade de terem co-autoria no roteiro, a Procuradoria Geral da República, a Lava Jato e o juiz Sérgio Moro montam uma verdadeira mercearia, com condimentos para qualquer receita de bolo. Tem especiarias da Índia, da China, do Japão, einsbein da Alemanha, hot dog dos EUA, o que o freguês precisar, a mercearia fornece.

O senhor deseja um processo que mostre que a ex-presidente Dilma Rousseff sabia do caixa 2? Por enquanto, não temos, porque nenhum executivo da Odebrecht se dispôs a bancar essa denúncia. Mas temos a dona Mônica Moura, que pode servir.

Como o advogado precisa ser da estrita confiança da Força Tarefa – e como os honorários não são nada desprezíveis – ao lado dos grandes penalistas nacionais entram os amigos da família.

No caso de Mônica Moura, mulher do marqueteiro João Santana, uma prova documental sem nenhum valor para a denúncia contra Dilma – fac-símile de um suposto e-mail enviado por Dilma, que não tinha sequer remetente e destinatário, com um texto que não significava nada – permitiu levantar provas contra… a Lava Jato.

O escritório Delivar de Mattos Advogados Associados tem como sócio Rodrigo Castor de Mattos, irmão de Diogo Castor de Mattos, procurador da Lava Jato. Segundo informou a Lava Jato, o escritório só entrou com pedido para ser representante legal dos marqueteiros no dia 17 de abril de 2017. A delação foi concluída 30 dias antes.

Mas o tal e-mail foi registrado em cartório em de 30 de julho de 2016. E a pessoa que registrou era estagiário do mesmo escritório. Ou seja, o escritório do irmão do procurador já atuava informalmente para Mônica oito meses antes da sua delação, ajudando a construir provas documentais.

Esse mesmo espírito de compadrio transformou um advogado enrolado – Marlus Arns – no advogado da delação de Eduardo Cunha. Até então, o maior feito de Marlus era o controle sobre as ações das APAEs no estado, que lhe eram passadas pela diretora jurídica da Federação, esposa de Sérgio Moro.

Peça 4 – a conspiração do Judiciário

·      Pesquisas de opinião dando Lula como favorito em 2018.

·      As mesmas pesquisas dando conta do desmanche do PSDB.

·      Greve geral que se espalha por todo o país.

·      Manifestantes tomando as ruas de Curitiba em solidariedade a Lula.

·      Interrogatório de Sérgio Moro e da Lava Jato, com o juiz assumindo ostensivamente o lado da acusação.

·      Resultado final favorável a Lula, no interrogatório movido por Moro.

Com a quitanda fornida, monta-se o contra-ataque, um exercício concatenado capaz de enrubescer um magistrado britânico, mas plenamente aceito por esses cantos.

Movimento 1 – juiz Ricardo Leite dos Santos

Na mesma semana do interrogatório de Lula, o juiz brasiliense ordenou o fechamento do Instituto Lula – sem ter sido solicitado pelo Ministério Público Federal – e a condução coercitiva de mais de 30 funcionários do BNDES.

Movimento 2 – o Ministro Luiz Edson Fachin

Segurou durante semanas os depoimentos de João Santana e esposa e deu publicidade em cima da bucha, colocando mais lenha na fogueira da inquisição.

Movimento 3 – o Procurador Geral Eleitoral

Com base nas delações dos marqueteiros, o PGE pede a condenação de Dilma e a absolvição de Michel Temer, porque os marqueteiros só mencionaram Dilma. “É possível concluir que a representada tinha conhecimento da forma como a Odebrecht estava financiando sua campanha eleitoral, dos ilícitos praticados em benefício da sua candidatura, com eles anuindo. Tendo ciência dos acontecimentos, bastava à representada coibir ou censurar a prática de tais condutas”.

Segundo o bravo procurador eleitoral, os dois marqueteiros afirmaram “textualmente” que Dilma prevaricou. Para enfatizar melhor a relevância da prova, deveria informar que nem usaram teleprompter.

O fato de executivos da Odebrecht terem afirmado que negociaram valores em uma reunião no próprio Palácio Jaburu, presente Michel Temer (portanto em pleno exercício do mandato de vice-presidente), não tem importância. Vá que ele resolva acabar com a lista tríplice para a PGR.

PS – Há pouco, foi divulgado o parecer do PGE, pela impossibilidade de separar Dilma de Temer no julgamento.

Movimento 4 – a mídia

O colunista Merval Pereira propõe a prisão de Dilma Rousseff, reeditando personagens célebres dos anos 60 e 70, como Amaral Neto, José Maria Marin e Cláudio Marques – comentarista que fez campanha sistemática pela TV Bandeirante para a prisão de Vladimir Herzog.

Veja solta uma capa com dona Marisa, trazendo de volta o jornalismo de esgoto que a consagrou.

Todos esses movimentos tentam reeditar o mesmo clima de caça às bruxas que marcou o terrível período da campanha do impeachment.

Movimento 5 – a Polícia Federal

Hoje, um indiciamento ridículo (porque indiciamento da PF não tem o menor valor legal) de Lula, pela aprovação da Medida Provisória 471, da indústria automobilística, aprovada no governo Dilma com o voto de todas as lideranças partidárias.

Movimento 6 – o Supremo

E aí se chega ao Supremo a última trincheira da Constituição e dos direitos individuais.

O melhor exemplo é o decano Celso de Melo. Depois que o pleno do Supremo autorizou prisão após a 2a instância, Celso concedeu um habeas corpus, indo contra a posição majoritária da casa. Agora, com Lula, diz que seguirá entendimento da maioria.

Peça 5 – o fracasso da estratégia positiva

No mercado, realização do prejuízo se refere ao investidor que cansou de esperar pela recuperação das suas ações e as vende, mesmo tendo prejuízo.

O sistema entrou em processo de realização de prejuízo com as lideranças tucanas nas quais investiu nas últimas décadas.  Aécio, Serra e Alckmin estão fora do jogo. Haverá a tentativa de construir perfis alternativos.

Tudo poderia se constituir em mais um caso clássico do golpismo latino-americano, não fosse o elemento novo contemporâneo: com as redes sociais, o tempo político tornou-se tremendamente rápido: não se constroem mais mitos como antigamente.

Antes, a velocidade das notícias era lenta. Criava-se um fato político, a imprensa ficava ruminando durante dias e dias, como boi no pasto. Aí surgia outro fato, e mais um período lento de ruminação. Era possível traçar estratégias golpistas e mantê-las sob relativo controle.

Além disso, os padrões tecnológicos de outros tempos – com pouca exibição pública dos personagens políticos – permitiam a construção lenta no imaginário popular. Poucos viam Jânio Quadros em carne e osso. As idas a botecos, os lances de marketing entravam no circuito da notícia e se espalhavam como lendas urbanas, criando um personagem mágico porque apresentado em pequenas doses.

Havia um processo de crescimento e queda dos políticos, curvas de popularidade e fastio, bastante perceptíveis e previsíveis. Mesmo o meteoro Fernando Collor teve uma exposição muitíssimas vezes menor do que a teria nesses tempos de redes sociais.

Hoje em dia, não. João Dória entrou na era das redes sociais com hiperdosagem de visibilidade. Seus filmetes diários, com biquinho de jovem sexagenário emburrado, com seus factoides de fantasia, confundindo má criação com determinação, estão virando o fio mal começaram . A hiperdosagem potencializa os defeitos. Para conseguir manter o fogo alto, terá que ampliar em muito sua imaginação.

Portanto, o lugar do tertius em breve voltará a ser vago.

Cena 6 – o difícil caminho do consenso

Os becos sem saída de uma conspiração descerebrada abrem a possibilidade – ainda distante – de começar alguma articulação para uma tentativa de candidatura de consenso.

Infelizmente, o país padece de uma ignorância coletiva que não poupa nenhum extrato social. Não é à toa que exibe recordes mundiais de violência. Seja por herança da colonização portuguesa, do empreendedorismo selvagem das primeiras bandeiras, seja pelo sangue latino, há uma tendência de resolver tudo “no braço”, de partir para o tudo ou nada, como se fosse possível a uma nação da dimensão da brasileira conviver com metade do país derrotado e sob vara.

Ora, a construção de um país moderno não pode prescindir de nenhum dos atores sociais e econômicos. E será impossível essa junção sem a coesão social, com pactos que administrem os conflitos distributivos, abram espaço para o empreendedorismo, para o trabalho digno, para o fortalecimento das empresas nacionais, para a contribuição das multinacionais.

Em geral, momentos de consenso se apresentam apenas depois de grandes desastres políticos. Portanto, ainda há um bom caminho a se percorrer até se bater no fundo do poço.

LULA REITERA SUA INOCÊNCIA NO CASO DA MP 471

crist

A defesa do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva  repudia toda e qualquer ilação sobre seu envolvimento em atos ilícitos a respeito da edição da MP 471, alvo da Operação Zelotes.

Desconhecemos o documento emitido hoje pela Polícia Federal, mas reforçamos que Lula foi submetido, nos últimos dois anos, a verdadeira devassa e nenhuma prova foi encontrada, simplesmente porque não houve de sua parte qualquer ato de corrupção, ao contrário do que tem afirmado seus acusadores.

Essa onda de ataques só serve para reforçar que nosso cliente é vítima de perseguição política por meio de procedimentos jurídicos, pratica reconhecida internacionalmente como lawfare, e que atenta contra o Estado Democrático de Direito.

Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira

ESCRITÓRIO DE IRMÃO DE PROCURADOR DA LAVA JATO ATUOU EM DELA CONTRA DILMA, MATÉRIA DA ILUSTRÍSSIMA JORNALISTA CÍNTIA ALVES, DO GGN

Empresa de advocacia de Rodrigo Castor de Mattos, irmão de membro da força-tarefa de Curitiba, atua na delação de Mônica Moura e João Santana desde 2016, por baixo dos panos, ao contrário do que afirmou o MPF

Jornal GGN – A divulgação de um documento usado como prova da delação de Mônica Moura contra Dilma Rousseff acabou se tranformando em um verdadeiro tiro no pé da Lava Jato, ao desnudar mais um episódio sobre as relações polêmicas entre “parentes de procuradores e magistrados” e a operação.

O documento é uma ata notarial lavrada em 13/07/2016, a pedido da defesa de Mônica, e entregue ao Ministério Público Federal para embasar o que foi delatado após a empresária ser presa, em fevereiro de 2016. Menos de 15 dias após esse registro em cartório, Mônica e João Santana foram soltos por determinação de Sergio Moro.  

 

Na ata, consta que quem foi ao cartório, representando Mônica Moura, foi o “universitário” Felipe Pedrotti Cadori. Ele excluiu a informação de sua página pessoal no Facebook recentemente, mas a Revista Fórum conseguiu capturar imagem [acima] que atesta que o estudante de Direito da PUCPR é estagiário do escritório Delivar de Mattos Advogados Associados.

Um dos sócios do escritório é o advogado Rodrigo Castor de Mattos, irmão do procurador da Lava Jato Diogo Castor de Mattos. O parentesco foi revelado pelo Painel da Folha, no último sábado (13), quando o jornal noticiou que Rodrigo é o mais novo defensor de João Santana perante Sergio Moro.

Questionado, o Ministério Público Federal respondeu não haver problemas porque além de Diogo não ter atuado na delação dos marqueteiros, o escritório do irmão do procurador só entrou com pedido para ser o representante legal do casal no dia 17 de abril de 2017. A delação foi concluída mais de 30 dias antes, em 8 de março de 2017.

Mas o elo entre o estagiário do escritório de Rodrigo Castor de Mattos e a equipe que negociou a delação de Mônica Moura e João Santana [oficialmente formada pelo escritório de Alessi Brandão e o advogado Juliano Campelo Prestes] prova o contrário: que o escritório do irmão do procurador atua desde 2016, ainda que de maneira informal.

Esse não é primeiro caso de parentes de membros da Lava Jato que atuam na operação junto a delatores. O GGN já mostrou que a família do criminalista Marlun Arns, contratado até por Eduardo Cunha, tem relações com a esposa do juiz Sergio Moro.

 


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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