Arquivo para 14 de maio de 2017

“PRIMEIRO DIA DAS MÃES SEM MARISA, SÓ EU SEI O RESPEITO E CARINHO QUE TIVE POR ELA”

Se existiram duas pessoas absolutamente fundamentais para que eu pudesse me tornar o metalúrgico, o dirigente sindical e o presidente da República que fui, essas duas pessoas foram Dona Lindu, minha mãe, e Marisa, mãe dos meus filhos. Duas mulheres de luta que tinham em comum a garra e a fortaleza. 

Uma vez, logo após as eleições de 1998, eu estava em frangalhos depois de uma campanha muito cansativa que havia terminado com nossa terceira derrota, e Marisa veio me dar uma bronca. “Para com isso, Lula”, ela me disse. “Lembre-se da sua mãe. Tem que teimar!” Marisa repetia uma frase de Dona Lindu. O que ela, Marisa, queria dizer, é que eu tinha de levantar a cabeça e seguir em frente. Dali a quatro anos voltaríamos mais fortes. 

Depois que minha mãe morreu, às vésperas do dia das mães de 1980, Marisa assumiu a função de me fazer teimar. E tirava força sabe-se lá de onde. Tinha vez que ela conseguia ajudar nossos filhos com o dever de casa de matérias que ela nunca tinha visto na escola. E mantinha a engrenagem da nossa casa funcionando quando a militância, as campanhas e a intensa atividade como Presidente da República me obrigavam a ficar ausente a maior parte do tempo. 

Hoje penso que, se fui eleito e reeleito presidente desse país, a maior responsável foi a Marisa. Se terminei o mandato com aprovação recorde de 87%, foi muito por causa da Marisa. Se levamos o Brasil bem perto de ser a quinta economia do mundo, se conseguimos tirar o Brasil do mapa da fome, criar 22 milhões de empregos e promover a maior inclusão social e educacional da história deste país, foi com a inestimável contribuição da Marisa.  

Neste nosso primeiro dia das mães sem Marisa, só eu sei o respeito e o carinho que tive e tenho por ela, e por isso vou continuar afirmando que ninguém, nem juiz, nem polícia federal, nem ministério público, nem imprensa, tem o direito de fazer o que fizeram com ela. O vazamento de conversas privadas, a invasão do nosso apartamento, o confisco dos tablets dos nossos netos e, mais recentemente, a recusa em decretar sua absolvição sumária nos processos em que Marisa era ré, conforme estabelece a lei em caso de morte da pessoa investigada. 

Neste dia das mães, nossos quatro filhos e eu temos muito do que nos orgulhar. E nada pode turvar nosso amor e reconhecimento à Marisa.

Que cada filho olhe para sua mãe com o máximo de carinho, respeito e gratidão por elas existirem! Um feliz dia das mães para todas as mães do Brasil!

Luiz Inácio Lula da Silva
 

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PREFEITO DE MANAUS ESTIMULA A PRODUÇÃO AGRÍCOLA URBANA: MORADORES PLANTAM BANANEIRAS NOS BURACOS QUE INFESTAM RUAS DO NÚCLEO 16, LOT. VITÓRIA E NOVO ALEIXO

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O golpe de Estado jurídico, parlamentar, empresarial, norte americano e midiático que derrubou a presidente Dilma Vanna Rousseff eleita com 54.501.118 votos democraticamente vem impondo ao trabalhador brasileiro inúmeras consequências.

Os golpistas com as desformas que estão promovendo na área da Educação, previdência, trabalhista, na aprovação da terceirização e nenhum investimento que retome a volta do pleno trabalho e emprego faz com que o trabalhador brasileiro seja criativo. FHC foi o grande incentivador desse negócio. Enquanto ele, príncipe dos sociólogos comprava apartamento em Paris e em Higienópolis, na cidade de São Paulo, o povo percebeu que vender churrascos e outras iguarias era um grande negócio.

Nos anos de FHC nunca se vendeu tanto churrasco. Agora com o desemprego atingindo 14 milhões na era golpista, na cidade de Manaus, a população resolveu inovar. Deixaram o churrasco de lado porque a carne está muito cara. Os moradores do Núcleo, bairro Cidade Nova IV, Loteamento Vitória, Rua 7 e Rua 197 resolveram protestar contra o abandono da Prefeitura de Manaus que tem como prefeito do PSDB aquele que quis surrar Lula.

As ruas estão infestadas de buracos. Com as chuvas torrenciais dos últimos dias tem entupido bueiros, inundado casas e os esgotos estão despejando fezes e muito barro humano nas casas dos moradores que não suportam mais  o mal cheiro e o abandono que o poder público municipal legou aos cidadãos da terra de Ajuricaba.

Por isso, na tarde de ontem, dia 13 de Maio, para não esquecermos o golpista Salazar, na cova da Iria, Jesus aparece pra Virgem Maria na copa de uma bananeira que os moradores resolveram plantar nas ruas para chamar a atenção dos responsáveis dos serviços públicos e do mundo, porque é inadmissível que numa capital rica como é Manaus as ruas estejam nesse estado de calamidade.

Como a banana é uma fruta tropical muito consumida e a maior parte vem de outros Estados, os moradores resolveram investir nesse novo negócio implementando a política do III ciclo da era anacrônica de Arthur Neto.  Plantar bananeiras nos buracos do prefeito de Manaus, a  não-cidade. E o negócio é tão bom que já tem bananeira dando cachos. Em algumas ruas elas estão plantadas próximo ao acostamento como determina o código diretor da cidade, os moradores observaram esse critério, pois os buracos estavam nesses locais, noutros, não, como os buracos estavam no meio da rua lá foi plantada a pacovão. Há quem tenha até criado novos nomes de bananas: “Pracovão”. Não tem “Pracovinha”. As covas são grandes demais.

Os moradores da Rua 197 não só plantaram bananeiras como resolveram interditar o acesso à mesma amontoando geladeira velha, sofás, e muitos pedaços de paus.

Como já postamos aqui, a não cidade de Manaus é a cidade dos buracos. Os buracos são tantos que se um dia tivermos que ter túneis para metrô as construtoras quando deixarem de ser movidas a propinas para seus executivos lobistas, não vão ter muito trabalho. Por que os buracos comunicam-se entre si, como aparecem na peça do teatro maquínico da Afin “A farsa da verdade golpista”. Há buraco que vai do Jorge Teixeira IV até a Compensa, do centro até o Cemitério dos Índios, na Nova Cidade.

 

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A cidade de Manaus nestes primeiros 5 meses da velha gestão do prefeito do PSDB está abandonada.

Para vencer a eleição contra o em fé zado, o candidato prefeito só falava em iluminação led. Manaus ia se transformar na cidade Luz, suplantaria Paris.

Para enganar analfabeto político, contratou várias empresas para tapar buracos. Era dia e noite as caçambas com asfalto a tampar buracos. Terminada as eleições esse serviço também acabou. Não se vê a bastante tempo nenhuma caçamba a carregar asfalto. O que se vê, são infiltrações nas grandes avenidas e os buracos a surgir a cada instante. Ora, na Torquato Tapajós, ora, na Paraíba. O morador desta não cidade deve ter muito cuidado porque a transitar por qualquer dessas ruas  pode ser sugado por uma cratera e ser despejado lá no Rio Negro ou no Solimões e ser engolido por uma piraíba ou por um jaú e ai “bau bau” dia das mães.

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VEJA PROMOVE ATENTADO CONTRA MEMÓRIA DE DONA MARISA E SERÁ PROCESSADA

Fruto de jornalismo inconsequente e sensacionalista, buscando ofuscar a inocência de Lula e os atos ilegais da Lava Jato, a revista Veja ofende a memória de D. Marisa Leticia, falecida em 3/2/2017, ao veicular sua fotografia na capa e produzir conteúdo mentiroso.

Lula jamais “chegou a apontar o dedo para a mulher” em depoimento prestado ao juízo de Curitiba no último dia 10, como afirmou de forma leviana a publicação. Lula esclareceu o que está nos documentos que estão à disposição da Lava Jato: D. Marisa comprou uma cota da Bancoop em 2005 e fez a gestão do investimento ao longo do  tempo, até decidir, em 2014, que não iria comprar o triplex. Em 2015 D. Marisa — na condição de titular da cota — promoveu uma ação contra a Bancoop e a OAS pedindo a devolução dos valores que ela havia investido entre 2005 e 2009. Lula sempre sublinhou a legalidade dos atos de D. Marisa em relação a essa cota, jamais tendo atribuído a ela qualquer responsabilidade pelas afirmações que constam na acusação do Ministério Público, que são manifestamente descabidas.

Veja será responsabilizada judicialmente, na forma do artigo 12, parágrafo único, do Código Civil, pelo intolerável atentado à memória de D. Marisa por meio de mentiras e distorções.

Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Martins

OUTRO LADO DA MATERNIDADE: ESTEREÓTIPOS. EXPECTATIVAS E MITOS SÃO BARREIRAS PARA AS MÃES

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São Paulo – Desde sempre a maternidade é idealizada, seja no ambiente social, em família ou na propaganda. Das mães se espera – e assim são mostradas – que sejam bonitas, fortes, resistentes e que amem seus bebês de maneira incondicional.

E o que acontece com as mulheres que não vivem este estado pleno de felicidade? Com as que se sentem cansadas de uma rotina estressante, frustradas pela interrupção de seus planos pessoais e profissionais? Como não são sentimentos que se esperem delas, tendem a esconder e sofrer sozinhas.

Bebês, crianças, adolescentes, adultos. As mulheres têm de enfrentar todas estas fases da vida dos filhos, certas de que ser mãe é para sempre.

Projetos de vida abandonados em lugar da faculdade, horas e horas lavando louça e preparando café da manhã. Depois o almoço, lanche da tarde e jantar. Essa é a rotina de quem abraçou a maternidade solo.

“É necessário falar das coisas ruins, porque tem muita mãe que se cobra, pois no comercial e novelas, as mães são de outra jeito. Quando elas ouvem outra mãe dizer que está cansada, que não gosta de dar banho ou trocar a frauda, elas sentem um alívio e pensam “eu não sou a única””, diz a doula Mariana Clara de Souza Neves, ao Bom Para Todos, da TVT.

Uma gravidez não planejada aos 23 anos e a vida de Mariana nunca mais foi a mesma. “Eu estava com vários projetos de vida, mas respirei fundo e mergulhei na novidade”, relata. A faculdade foi o primeiro projeto abandonado. Na marra, ela descobriu o que é ser mãe. “É uma rotina com muita correria. Você acorda, vai para a cozinha que é a parte em que eu mais fico durante o dia, lavando louça ou preparando comida.”

A experiência de Mariana é chamada de maternidade solo, apesar de criar o filho sozinha, ela pensa que a tarefa deveria ser dividida, mas não apenas com o pai. O ideal seria uma rede de apoio que dividisse a formação e educação da criança com os pais. “Os seus amigos, sua família, sua comunidade, todo mundo fazendo parte da criação dessa criança.”

Segundo a professora Carla Cristina Garcia, a sociedade espera e exige das mães o amor incondicional pelo filho, criando um mito. “A sociedade espera esse amor há muitos séculos, o relato da Mariana deixa claro o mito do amor materno, ou especificamente falando, sobre o instinto materno, que é um mito. Há um convencimento de mais de 300 anos sobre isso. Não somos mais animais, somos seres humanos que tem um funcionamento diferente em relação a cria, temos inconsciente, temos nossas próprias neuroses”, afirma.

A professora explica que, a partir do século 19, a ideia de que há uma incondicionalidade natural nesse amor é reiterado, para que a mulher tenha uma única função na vida: ser mãe. “Essa exclusão das mulheres como bloco humano de qualquer representatividade vem acompanhada de um convencimento de que o natural é a mulher ser mãe, como se fosse a função biológica social dela. Evidentemente, isso vai criar todo esse transtorno que vemos hoje”, diz Carla.

Amor materno

Para a dona de casa Vanda de Souza, a mãe tem que amar o filho, independente do desejo de tê-lo. “Muitas mulheres não planejam ter filhos, só que quando vem não tem como não dizer que não quer. Você tem que amar aquele ser que depende de você. É tudo um aprendizado importante.”

Carla Garcia lembra que, com o nascimento da criança, algumas mulheres se tornam infelizes, pois abdicam de seus planos de vida para cuidar apenas do filho. “Esse planejamento de você não ter um filho e ele nascer, transtorna a vida de uma mulher que tem planos para ter uma carreira, porque o mundo público que separa as esferas, desde a Revolução Francesa, faz que a maternidade ocupe 100% do tempo e toda sua vida tem que girar em torno disso.”

“A filósofa francesa Elisabeth Badinter escreveu o livro O amor conquistado: o mito do amor materno. Ela viu o tédio e tristeza nos rostos das mães que estavam nos parques de Paris. A solidão de estar sozinha com o bebe. Se o instinto materno trouxesse uma felicidade infinita, o que é essa angústia de você gostar do seu filho, mas odiar o que a maternidade traz. Você entra em um conflito insano com você mesma”, conta. 

Auxílio

Há mães que dizem que “não tem o que reclamar”, pois recebem a ajuda do companheiro na criação do bebê. “Quando se fala em “ajuda”, fica claro que não é uma questão compartilhada. A noção de ajuda pressupõe que as tarefas são opostas e este é grande drama entre os casais”, pondera a professora.

Palestras, rodas de conversa, conjunto de profissionais que auxiliam quem está se preparando para o parto ou quem já é mãe. A Casa Materna, em Santo André-SP, ajuda as pessoas que querem viver a maternidade e paternidade de forma consciente. Da gestão aos primeiros anos da maternidade, a casa torna possível o parto humanizado.

“Aqui temos espaços para mães que estão se preparando para o parto, e também para aquelas que já são mães, que são as rodas de apoio. Na roda de gestante, é busca por informações, pois elas querem um parto respeitoso, com um nascimento respeitoso para os filhos”, explica Raquel Nantes Tavares, educadora paternal.

Mais do que informação, na Casa Materna as mulheres encontram acolhimento, com um espaço possível para um desabafo, conta psicóloga Carla Moura. “Ser mãe não é estar no paraíso, são muitas dificuldades, com mudanças no corpo, mudanças mentais, um amadurecimento e, junto com tudo isso, vem um ser quem ela será responsável pelo resto da vida.”

Carla Garcia afirma que há pontos importantes das rodas de apoio. Um deles é tirar a toda a responsabilidade dos ombos das mães sobre a vida da criança. “É muito importante que nessas rodas de apoio se entenda que a criação das crianças não é uma responsabilidade materna, onde a mulher terá de carregar sozinha para a vida toda. Quando a gente pensa em políticas públicas, a licença tem que ser parental, não podemos mais chamar de licença maternidade.”

Outra forma de auxiliar gestantes e mães que já deram a luz é o Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), que dispões de vagas para tratamentos de pacientes voluntários e gratuitos, voltados para gestantes de 18 a 45 anos com quadros de depressão e ansiedade. O agendamento para triagem pode ser feito no (11) 2661-6440.

A dor de quem perde um filho

Ter um filho é difícil, perde-lo é mais ainda. O pior é não pode viver plenamente esse luto, pois das mães se espera a força e superação, como se não fosse uma pessoa de carne e osso.

O nascimento de Cecília foi em um parto de emergência na 36ª semana de gestação. Ela permaneceu 56 dias na UTI. “Ela lutou bastante, fez várias cirurgias, passou por um processo de guerreira”, relata a mãe e personal gestante Luciana Barranco.

A perda da filha revelou a pior de todas as dores sentidas por uma mãe. “É difícil vestir o sorriso, seguir em frente, todo dia a gente lembra e chora. É difícil porque vem a cobrança da sociedade também”, desabafa Luciana.

Ela descobriu que, para as mães, não é permitido vivenciar plenamente o luto. “Dizem ‘você tem que ser forte’, ‘você é guerreira’, mas você não quer ser isso, você quer que vejam você fragilizada e tem deem aquele colo. Aí vem a outra cobrança que o ‘outro filho precisa de você'”, conta.

Na rotina da mãe, não há espaço para fragilidade. “As vezes eu vejo isso com a minha mãe, porque eu peço tanto colo para ela e eu esqueço de perguntar como ela está, porque ela tem as dores no silêncio dela.”

A identidade feminina parece morrer no instante que a mulher engravida. A partir daí, ela só pode ser mãe. “A sociedade e a família diz que “você é abençoada por ter um ser no seu ventre”, mas esquecem que você é uma pessoa de sentimento, que chora, que ri e tem suas vontades”, relata a personal gestante.

Para a professora Carla, nada é mais diabólico para a mulher do que a ideia de uma maternidade perfeita. “Esse é um dos mitos mais diabólicos, porque interfere em 100% de você e que vai definir toda a sua identidade.”

Mesma experiência, mesmos obstáculos

Ter filhos é um caminho sem volta. É um trabalho para vida inteira e educar não é das tarefas mais fáceis, o que quase sempre sobra para as mães. ‘A mãe continua sendo sempre mãe. Os filhos saem de casa, mas as preocupações são as mesmas”, diz a pedagoga Valéria Ortega. 

A primeira filha nasceu quando Valéria tinha 20 anos. “Eu não nasci mãe, eu era só filha. A Mariana que me ensinou a ser mãe.” Depois de 12 anos, nasceu a Marina. “Ela pegou uma mãe completamente diferente, muito mais segura, com mais experiência.”

Mesmo com as duas maternidades, Valéria enfrentou os mesmos obstáculos. “Ser mãe foi uma escolha minha. As dificuldade vieram, mas eu não tinha mais escolha, eu tinha que ir pra frente, não podia voltar.”

Ter o pais das filhas presente não facilitou em nada a vida de Valeria. “Educar dá trabalho, não é só falar uma vez e resolveu. É um processo continuo, permanente e diário.”

Estereótipo da sociedade

Com os Dias das Mães, as campanhas de publicidade apelam para o estereótipo da mãe ideal e destacam máquinas de lavar, secadoras e outros utensílios domésticos em seus anúncios. “Isso traz junto todo o movimento da sociedade de entender que esses estereótipos dos papeis femininos precisam mudar. No caso da mãe, isso vai ser mais difícil, porque as pessoas não percebem o quanto exploram sua própria mãe. Então, vai levar um certo tempo.”

Em entrevista ao El País, a psicóloga Laura Garcia Agostin, disse que vivemos em uma sociedade que se move aplicando uma moral dupla: você pode sentir algo fora do normal, mas é melhor que não diga. Ela fala sobre boas mães, que em seu consultório, nunca disseram para ninguém, como o arrependimento da maternidade.

A psicóloga passa uma “receita” para enfrentar esse drama: reconheça seus sentimentos e se permita tê-los; dê nome às suas emoções e deixe que saiam; diga em voz alta o que você sente; compartilhe suas reflexões com alguém de confiança; tente identificar as crenças que lhe causam o mal-estar; se não conseguir sozinha, procure a ajuda de um profissional.

“A mulher não nasce para ser mãe se ela não quiser. Não tem nada de errado em não querer ter filhos. O desenvolvimento da espécie humana não nos torna uma fêmea que tem um instinto. Não tem nada de errado, você não vai se arrepender. Uma mãe é feliz sabendo que fez a escolha certa”, diz Carla Garcia.

Assista à reportagem completa do Bom Para Todos, da TVT:

GLOBO QUER SER ‘PODER JUDICIÁRIO PARALELO’, AFIRMA DILMA

Da Redação da Rede Brasil Atual.

São Paulo – A ex-presidente Dilma Rousseff rejeitou hoje (13) artigo do jornalista Merval Pereira, publicado no jornal O Globo. Dilma afirmou, em nota, que “o jornalismo de guerra promovido contra mim e o presidente Lula é a prova de que a escalada autoritária contaminou radicalmente os formadores de opinião pública, como Merval Pereira, que hoje sugere, no Globo, a minha prisão”.

No artigo, o jornalista da mídia tradicional sustenta “que não é exagero” dizer que Dilma corre o risco de ser presa por obstrução da Justiça. O que dá base para a afirmação é a delação dos marqueteiros João Santana e Monica Moura na operação Lava Jato. Segundo esses relatos, Dilma teria avisado Santana de que seria preso “numa clara obstrução da Justiça, agravada pelo fato de que Dilma era presidente da República na ocasião e recebia informações diretamente do ministro da Justiça José Eduardo Cardozo”, escreve o jornalista.

“A cobertura das Organizações Globo, defendendo o justiçamento de adversários políticos, quer substituir o Judiciário – e todas as demais instâncias operadoras do Direito – pelo escândalo midiático. Julgam e condenam”, afirma Dilma.

“Buscam se constituir numa espécie de poder judiciário paralelo sem as garantias da Justiça, base do Estado Democrático de Direito. Fazem, assim, verdadeiros linchamentos, tentando destruir a biografia e a imagem de cidadãos e cidadãs. Nesse processo, julgam sem toga e promulgam sentenças sem direito de defesa”, afirma ainda.

Segundo a nota, “ferem de morte a liberdade de imprensa, pois não respeitam a diversidade de opinião e a Justiça. Selecionam alvos e minimizam malfeitos. Seu único objetivo é o maior controle oligopólico dos meios de comunicação, para impor um pensamento único: o  seu”.

Dilma lembra que “em outros tempos, em outros países, tais práticas resultaram na perseguição  política e na destruição da democracia levando à escalada da violência e do fascismo”.

“Não adianta a intimidação. Não vou me curvar diante dessas ameaças e muito menos do jornalismo de guerra praticado pela Globo. Nem a tortura me amedrontou”, defendeu.

“Repito o que tenho dito, dentro e fora do país: o Golpe de 2016 não acabou. Está em andamento. Não foi contra o meu governo, apenas. Foi contra o povo brasileiro e o Brasil. Está sendo executado todos os dias pela Globo, pelo governo golpista e todos que tentam desesperadamente consolidar o Estado de Exceção e a destruição de direitos. Não vão me calar!”.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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