Arquivo de 1 de maio de 2017

ATOS DO 1° DE MAIO ECOAM ‘FORA TEMER’ E REPÚDIO A REFORMAS

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Matéria do jornalista Vitor Nuzzi, da Rede Brasil Atual.

São Paulo – Os atos de 1º de Maio tornaram-se manifestações de repúdio ao governo Temer, com mais intensidade no protesto convocado pela CUT, CTB e Intersindical em São Paulo, com presença das frentes Brasil Popular e Povo sem Medo. Mesmo com dificuldades com o poder público municipal, os organizadores estimaram em 200 mil o número de participantes, entre a Avenida Paulista, onde o ato começou, e a Rua da Consolação, por onde seguiu uma passeata no final da tarde até chegar à Praça da República, na região central, palco de apresentações musicais, que iriam até a noite. 

Sindicalistas e ativistas responderam ao governo Temer, que teve alguns porta-vozes falando em “fracasso” da greve geral da última sexta-feira. “Fracasso é o seu Temer, é o golpe que ele deu e já está indo por água abaixo”, reagiu o coordenador da Frente Povo Sem Medo e do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos. “Com mais de 90% de rejeição, (o governo) quer aprovar reformas infames.”

Durante a manifestação, ele afirmou que a greve de sexta tem três presos políticos, acusados de agir contra a ordem pública. “Foram presos com acusações absurdas, sem nenhuma prova. Ordem pública é o povo com casa, é trabalhador com direito. Nós é que defendemos ordem pública”, disse Boulos. Em referência a uma das acusações contra os militantes – provocar incêndio –, ele respondeu: “Se acham que vão nos intimidar, estão enganados. Agora é que vão ver o que é incêndio”.

A presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral, condenou a violência policial e citou a agressão ao estudante ante Mateus Ferreira da Silva, da Universidade Federal de Goiás (UFG), integrante do Centro Acadêmico, sexta-feira, em Goiânia. “Ele foi barbaramente espancado e gravemente ferido”, lembrou Carina. “Nós lutamos pelo futuro do Mateus e pelo direito de lutar.” E a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira, destacou, além desses dois episódios, a invasão ocorrida à sede da entidade, na noite de sexta.

Defensor do impeachment de Dilma Rousseff, o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical e do Solidariedade, também falou em novas paralisações contra as reformas. “Se o governo não entendeu, vai ter mais”, afirmou durante a festa da central, na praça Campo de Bagatelle, zona norte da capital paulista. O ato da CSB, no Sambódromo, também na região norte, teve mais críticas ao presidente Temer. “Essa reforma trabalhista vai acabar com os direitos históricos dos trabalhadores, com a Justiça do Trabalho e com o Ministério Público”, disse o presidente da central, Antonio Neto. A entidade organizou em 50 mil o número de presentes. Já a Força falou em 700 mil.

O ato de CUT, CTB e Intersindical ocorreu em clima tranquilo, mas teve alguns incidentes. Pela manhã, os sindicalistas não puderam estacionar o carro de som diante do vão livre do Masp, como previsto. Tiveram de parar alguns quarteirões adiante, na esquina da Paulista com a Rua Haddock Lobo, perto de um prédio residencial, o que provocou reclamações dos moradores. “Eu disse ao síndico que isso é culpa do Doria (o prefeito João Doria, do PSDB), não é culpa nossa”, afirmou o presidente da CUT, Vagner Freitas. Durante a manifestação, o prefeito foi várias vezes “lembrado” nos discursos.

Outro incidente ocorreu já na passeata pela Rua da Consolação, após os manifestantes deixarem a Paulista, rumo à Praça da República. No início do percurso, a Polícia Militar impediu o acesso de um caminhão de som. Sindicalistas tentaram negociar, chegaram a anunciar um acordo, mas depois informaram que a PM “confiscou” as chaves do veículo, que permaneceu parado, enquanto a marcha continuou. Mais adiante, uma senhora em um prédio provocou manifestantes com um “pixuleco” do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e foi vaiada. Por outro lado, crianças em uma ocupação gritavam “queremos moradia” e “Fora Temer”.

Mídia

Vagner destacou a importância do movimento de sexta-feira contra as reformas e o papel da imprensa. “A greve geral foi pauta no mundo inteiro, em toda a mídia mundial E a mídia golpista escondeu. Precisamos imediatamente voltar a ter democracia no Brasil e fazer o marco regulatório dos meios de comunicação. Acho que a greve geral foi a gota d´água.”

Segundo ele, a paralisação mostrou apoio popular e reprovação da sociedade contra as “reformas” da Previdência e trabalhista. “Estamos na ofensiva e temos de continuar. Vamos ocupar Brasília integralmente e não permitir que haja votação de retirada de direitos.” Na próxima quinta-feira, representantes de todas as centrais e de movimentos sociais vão se reunir para discutir os próximos passos. Mas amanhã uma comitiva de sindicalistas vai a Brasília conversar com o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), e com a bancada do partido, para articular a resistência na Casa, para onde seguiu o substitutivo de mudança da legislação trabalhista.

Os discursos também defenderam a antecipação das eleições gerais de 2018 para este ano. “Nada funciona no Brasil porque não há credibilidade”, disse o presidente da CUT.

O vice do PCdoB, Walter Sorretino, propôs a formação de uma “grande frente ampla para defender a democracia”. “Esse governo usurpador colocou o país num grande impasse”, afirmou. “Além de retirar direitos, o governo golpista vem aumento a repressão contra os movimentos sociais”, acrescentou o presidente nacional do PT, Rui Falcão, também a favor a antecipação das eleições. “Em vez da PEC da Previdência, queremos a PEC das diretas.” Também usaram o palco representantes do Psol, PCO e PCR. Entre os políticos presentes, estavam os deputados federais Arlindo Chinaglia, Carlos Zarattini (ambos do PT-SP) e Ivan Valente (Psol-SP), além do vereador paulistano e ex-senador Eduardo Suplicy (PT).

Já na República, os shows começaram com a apresentação do grupo As Bahias e A Cozinha Mineira. “Todos juntos contra a reforma da Previdência”, afirmaram, também com homenagens ao cantor e compositor Belchior, que morreu neste final de semana. Depois iriam se apresentar Leci Brandão, MC Guimê e Emicida.

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BOULOS: “GREVE GERAL TEM PRESOS POLÍTICOS. PAÍS VIVE REGIME DE EXCEÇÃO’

Matéria do jornalista Vitor Nuzzi, da Rede Brasil Atual.

São Paulo – O coordenador da Frente Povo Sem Medo e do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, disse hoje (1º), em São Paulo, que a greve geral da última sexta-feira (28) deixou presos políticos – três manifestantes do movimento foram detidos, na zona leste de São Paulo. Eles ainda não haviam sido foram liberados e podem ser levados a presídios a partir desta terça (2). “Eles estão detidos até agora e tiveram pedidos de liberdade negados por motivos esdrúxulos. por uma juíza que alegou defesa da ordem pública, o que é típico de um regime de exceção. São presos políticos da greve geral”, afirmou o ativista. As declarações foram dadas durante manifestação pelo 1º de Maio organizada pelas centrais sindicais CUT, CTB e Intersindical e pelas frentes populares, na Avenida Paulista.

Luciano Antônio Firmino, Ricardo Rodrigues dos Santos e Juracy Alves dos Santos estão detidos no 63º DP, em Jacuí, região de São Miguel Paulista, zona leste da capital. Segundo a juíza Marcela Filus Coelho, eles cometerem crimes dolosos e foram indiciados por explosão, incêndio criminoso e incitação ao crime.

Sobre a greve geral, Boulos afirmou ter sido “um sucesso absoluto” e, para ele, prova do alcance nacional alcançado pelo movimento foi a manifestação do “interlocutor suspeito, aquele cidadão que é ministro da Justiça (Osmar Serraglio, que tentou diminuir o impacto da greve geral)”.

“É um governo que governa de costas para 90% do governo brasileiro. Não tem autoridade moral e apela para a repressão. Tiveram a cara de pau de dizer que a greve geral foi um fracasso. Fracasso é o senhor Michel Temer, o golpe que ele deu e que já está indo por água abaixo”, concluiu Boulos.

Táticas

Para o coordenador da Frente Brasil Popular, Raimundo Bonfim, foi uma greve singular. “Os movimentos sociais foram fundamentais em várias ações”. Ele refutou comentários veiculados na imprensa, de que os movimentos teriam feito “guerrilha urbana”. “Não foi guerrilha urbana, foi uma tática de organização popular nas favelas e nas periferias. “Vamos usar de todos os meios necessários para deter essas reformas, para que a gente possa voltar a ter crescimento econômico e democracia.”.

Segundo os ativistas, o indiciamento dos três militantes do MTST é mais uma mostra da tentativa de criminalizar os movimentos sociais e da repressão policial às manifestações populares. No ano passado, militantes do movimento foram indiciados em Goiás e no Paraná sob alegação de integrar “organização criminosa”. Em consequência, acabaram enviados a presídios. No início de 2017, o próprio Guilherme Boulos foi detido durante um protesto em São Paulo.

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Belchior, voz cortante do tempo presente

A dor e a saudade dos retirantes, as lutas e os sonhos da juventude, a alegria de viver e o sofrimento nessas ilhas cheias de distâncias, dos sertões existentes ou não. Os amores proibidos, a curva no caminho, a alucinação do dia a dia, a solidão das pessoas nessas capitais, um preto, um pobre, um estudante, uma mulher sozinha, o horror dos farsantes trogloditas fascistas. Quase tudo está lá nas canções cortantes como uma lâmina de Belchior.**

Por Antônio Carlos de Freitas Souza*

Palavras poéticas em forma de canções influenciadas pelos repentistas das feiras ou pelas mais conceituadas bibliotecas de mosteiros ou livros de bolso, ao som e poesias de Drumond, Dylan, Balzac, Lennon, Deus e o diabo, Nelson Gonçalves, Bilac, Lennon, Dante, João Cabral, Zé Limeira (mesmo morrendo ano passado, mas neste não) e mais um porção de universais e regionais manifestações poéticas e estéticas do cotidiano, dos humilhados do parque ou de magníficos e ilustrados reitores, a quem deve por trocar o bisturi pela viola e a lâmina do brado, porque sempre cabe alguém debaixo dos seus lençóis, nessa eterna aventura de viver. Um caleidoscópio tão colorido quanto as roupas embaladas por loucuras, chicletes e sons que anunciavam uma mudança ainda por vir. Virá sim, vai acontecer, mesmo alguns já tendo voltado para casa, chegando a tempo para a hora do almoço.

Sem comparações, foste tu “um Chico, um Gil, um Caetano”, quem sabe!? Mas foste parido um pouco mais acima, nordestinamente falando, em ilhas mais distantes, também pelo peso da gravidade e busca de terras civilizadas, caiu no sul grande cidade, e como poucos, fez verbo a dor, a fúria e a paixão de quem ofereceu muito mais para o Brasil do que o inverso.

Estás na mesma “prateleira” (prateleira não soa bem, nenhum supermercado satisfaz teu coração….já que falaste em milionário socialista, permita-me), nem acima, nem abaixo dos geniais bárbaros baihunos, sem queixa; o sol não é tão bonito pra quem vem, foste só um pouco “maldito fora da lei” das segundas páginas e dos analistas críticos que, evidente, esqueceram de ouvir, que ironia o lado B. Ainda tem o fato de cantares por música, não por dinheiro, pra pagar o aluguel, além do quê, mesmo cantando como ninguém o sinal fechado pra nós, o exílio e a volta do concorde aos trópicos, desejando o já distante humor das praças, devorado pelos shopping centers, o que temias já havia chegado. Mas será se alguém se atreve a ir comigo além de lá, do shopping center? Será? Ou você não sente e não ver que uma nova mudança em breve vai acontecer?

Cortante como uma lâmina, a palavra cantada de um rapaz latino que canta e requebra, com cravos e espinhas no rosto, nos coloca no centro da ferida viva da alucinação de suportar o dia a dia e do delírio com as coisas reais.

Para além do sensacionalista questionamento, por onde anda Belchior? Sabes e nós também, o teu lugar é onde você quer que ele seja, mesmo porque viver é melhor que sonhar, quem dera a juventude a vida inteira. Mesmo sem motivos para festa, que não bata a porta em seu nariz, muito menos apontem o dedo te mandando calar ou para saciar o público da sociedade do espetaculo, te cacem como um procurado “fora da lei”. Enquanto houver espaço e tempo(menores a cada dia), pode cantar, continue a andar caminho errado, pela simples alegria de ser. Não há tempo para cair na légua tirana, atenção com as curvas do caminho, não dances pelo caminho. Mas se a saudade bater saiba que o cajueiro anda florando e a rede branca ainda balança sob intenso brilho tropical nas terras da “dunas brancas”.

Se de fato vida é uma aventura da qual não sairemos vivos, com Belchior a alma fala o que deseja em voz rara tal taquara rachada. Voz que bem ou mal, saiu no rádio e no alto falante, em versos adolescentes, como apertar tua mão, por medo de avião. O canto torto feito faca, fez sentido para turma de outros bairros também, alcançou lugares inimagináveis, caindo como pedra sobre o povo. Ela é afiada, a palo seco, expressa, não unicamente, mas como poucas e raras possibilidades estéticas e artísticas da contemporaneidade em tristes trópicos, os sonhos, sons, desejos, dores e gozos de um país e sua gente. Gente que drome, cala e consente ou gente, que prefiro, e tentas sem arrogância ou querer ser porta voz, alertar antes de um bárbaro fim. Falo da rapazeada e a moçada do dedo em V, que brada com voz e cartazes(eles voltaram, os discos e as vitrolas também), abraços e canções e penso saber terem a certeza de o que transforma o velho no novo, bendito o fruto do povo será, e de que precisamos de fato rejuvenescer.

Nunca estiveste tão presente, aliás, já ouviu falar de política ou não? Mesmo sendo do proletariado um roqueiro fingido, abandonaste a escola, mas não voltaste para casa, estás aqui, nestas linhas tortas e mal traçadas letras, na turma do outro bairro, na mão que planta o milho ou nos olhos que contemplam o Ypê, nas estradas, lá na praça de gente jovem reunida, nos cabarés da Lapa onde morou, na divina comédia da eternidade do nada, num quarto de pensão, na profundidade para além de um encontro ou uma transa sensual, no coração do Brasil, no vento que traz o cheiro da nova estação, no poder das flores, na alegria de viver, em todo canto menor do que vida de qualquer pessoa, contando tudo que viveu e aconteceu contigo, conosco, sem levar flores para cova do inimigo, sendo livre, como as palavras, compostas com sangue, sonhos e sons, sempre desejosas para que uma nova mudança aconteça, pois sempre amar e mudar as nos interesse mais.

Ps: Evidente que tudo não estaria na tua palavra cantada, mas quase tudo está, pois nos resta sempre o ofício de inaugurar a vida inteiramente livre e triunfante, tarefa tão grandioso quanto a aventura de viver, destino que traçamos com o suor das nossas mãos, embalados não somente com sua voz mas, evidentemente, mais alegre e vibrante com ela.

Antonio Carlos de Freitas Souza é professor de Filosofia da rede pública estadual do Ceará

Belchior fez último show para poucas pessoas na sexta-feira. Morreu no sábado

Autor da canção “Como nossos pais”, cantor e compositor que morreu neste sábado, em sua casa, no RS, será velado em Sobral e em Fortaleza.

O cantor e compositor cearense Belchior será velado em Sobral, interior do Ceará, no Teatro São João. Depois o corpo será levado para Fortaleza, onde o velório não tem ainda local definido. São cogitados o Teatro José de Alencar ou o Palácio da Abolição. O enterro será no cemitério Parque da Paz, no túmulo dos familiares do artista.

De acordo com a família, Belchior fez um último show na noite anterior, em Santa Cruz do Rio Grande do Sul (RS), onde morava. Após reclamar de dores nas costas foi dormir. E não acordou mais. A polícia acredita que a morte tenha sido por causas naturais. O governo do Ceará já anunciou que fará o traslado do corpo para o estado em que o artista nasceu.

Antonio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes nasceu em 26 de outubro de 1946, em Sobral. Despontou no cenário musical brasileiro nos anos 1970 junto com uma geração de talento de ficou conhecida como “pessoal do Ceará”, assim definido pelo conterrâneo Fausto Nilo, compositor e arquiteto: “Desde o início do grupo, chamado por setores do meio musical de ‘Pessoal do Ceará’, termo que não adoto e não gosto, cada um tinha um projeto singular e diferente, com o Bar do Anísio como ponto de encontro. Foi apenas a coincidência de um período de luta por um lugar ao sol”.

Em O Belchior que a crítica vulgar não viu, publicado no site Outras Palavras, o jornalista Alberto Sartorelli lembra que o artista sabe, desde muito tempo, que “Eles venceram / e o sinal está fechado pra nós / que somos jovens” (Como nossos pais, Alucinação, 1976).

E que ele teve sua poesia impregnada pela frustração de não ter podido colocar em prática o projeto por um mundo melhor. “Sua música é mais verdadeira e mais revolucionária por isso: não promete a felicidade, mas  a impossibilidade dela no estado de coisas vigente.”

Alucinação, um dos álbuns marcantes da década de 1970, completou 40 anos no ano passado. Foi o seu segundo LP. O crítico Mauro Ferreira lembra que o LP “abriu as portas das rádios e do sucesso popular” para o cantor cearense, que se projetou em 1972 a partir da gravação de Mucuripe (dele e de Fagner) por Elis Regina.

Alucinação começa com três dos maiores sucessos de BelchiorApenas um Rapaz Latino-Americano, Velha Roupa Colorida e Como Nossos Pais. As duas últimas ficaram marcadas pela interpretação de Elis no LP Falso Brilhante, também em 1976. Também estão lá faixas como Sujeito de Sorte, Como o Diabo Gosta e A Palo Seco

Em nota, o governador Camilo Santana (PT) decretou luto oficial de três dias no Estado e reconheceu a importância de Belchior para a música brasileira.

Confira a nota na íntegra:

“Recebi com profundo pesar a notícia da morte do cantor e compositor cearense Belchior. Nascido em Sobral, foi um ícone da Música Popular Brasileira e um dos primeiros cantores nordestinos de MPB a se destacar no País, com mais de 20 discos gravados. O povo cearense enaltece sua história, agradece imensamente por tudo que fez e pelo legado que deixa para a arte do nosso Ceará. Que Deus conforte a família, amigos e fãs de Belchior. O Governo do Estado decretou luto oficial de três dias. 


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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