Arquivo de 20 março, 2017

“COM TEMER CADA VEZ MAIS POR BAIXO, ANTECIPAÇÃO DAS ELEIÇÕES É POSSÍVEL”, DIZ STÉDILE EM ENTREVISTA COM MARCOS WEISSHEIMER, NO SITE SUL 21

SulResultado de imagem para imagens de pedro stedile do mast 21 – O governo Temer tende a se atolar cada vez mais nos próprios erros e na corrupção. É um governo cada vez mais antipopular e instável. O navio começou a afundar. Se o povo for para a rua, como indicou que está indo nas manifestações contra a reforma da Previdência no dia 15 de março, é possível até uma antecipação das eleições. A avaliação é de João Pedro Stédile, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que esteve no Rio Grande do Sul na semana passada para participar da 14ª Abertura da Colheita do Arroz Agroecológico, em Nova Santa Rita. Em entrevista ao Sul21, Stédile analisou a conjuntura política nacional, apontou as contradições do governo Temer e defendeu o lançamento da candidatura de Lula à presidência da República.

Lula é o único líder popular que dialoga com as massas. Então, ele tem que ser o nosso porta-voz, percorrendo o Brasil e fazendo grandes atividades para debater com o povo essa crise e a saída para ela”, defende. Para Stédile, esse debate, além de um projeto emergencial para enfrentar a crise, precisa também começar a pensar um novo projeto de país em termos distintos daqueles que presidiram os governos Lula e Dilma:

“Com a derrota da Dilma, foi derrotada também aquela proposta do modelo neodesenvolvimentista e a proposta de um governo baseado na conciliação de classe, onde todos ganhavam. Essas duas estratégias foram derrotadas. Quando falamos, portanto, em construir um novo projeto de país isso significa também construir um novo modelo econômico e um novo formato de governo, mais popular, que encaminhe o Brasil para outro rumo”.

A essência do golpe, diz ainda Stédile, é uma tentativa do grande capital, diante da crise, recuperar as taxas de lucros de suas empresas, aumentando a exploração sobre os trabalhadores, promovendo desemprego para diminuir sua folha de pagamento e se apropriando de recursos públicos. Ele cita estimativa feita pelo economista Marcio Pochmann, segundo a qual, somente em 2016, o setor privado se apropriou de R$ 260 bilhões que estavam destinados a políticas públicas.

Mais de seis meses depois da votação do impeachment da presidenta Dilma Rousseff no Senado, como você definiria o momento político e econômico que o Brasil vive hoje? 

Estamos vivendo uma conjuntura muito complexa e muito instável. A sociedade brasileira, desde 2010, vive uma situação de grave crise econômica. Desde aquele ano, a nossa economia não cresce. Já são sete anos de estagnação, portanto. Sempre que há crise econômica, em qualquer país do mundo, as classes se desarrumam na política. Para usar a metáfora do navio, citada recentemente pelo nosso ministro do Exército, o navio começou a afundar. E quando o navio começa a fundar, as classes querem pegar o seu barco e se salvar, acabando com qualquer pacto no Titanic…

Vira um deus nos acuda…

Exato. É um deus nos acuda. Foi isso que aconteceu no Brasil. A burguesia, que já tinha controle absoluto da mídia e do Poder Judiciário, investiu seis bilhões de reais na eleição de 2014 para controlar o Congresso Nacional e o Executivo. No caso do Congresso, foram bem-sucedidos e elegeram o parlamento mais conservador da história do Brasil. No Executivo, eles esperavam derrotar a Dilma, mas foram surpreendidos. A partir daí, passaram a conspirar o tempo inteiro para dar o golpe, que acabou sendo consumado graças à conjugação da crise econômica com um erro crasso cometido pelo governo Dilma.

Que erro foi esse?

Colocar como ministro da Fazenda um homem neoliberal que aplicou uma política econômica contra o povo. Isso ajudou a criar as condições políticas para que eles dessem o golpe e não houvesse a defesa do povo em relação ao governo. O povo não foi para a rua defender o governo Dilma. Durante todo o ano de 2016, nós, os setores organizados, ficamos tentando empurrar o povo pra rua, dizendo “vem, que o golpe é contra você”, mas o povo não acreditou, achando que o golpe era só contra a Dilma e contra os corruptos. Temer assumiu a presidência, no entanto, ele não é fruto de um processo de unidade da classe burguesa, o que faz com que tenha um governo instável.

A essência do golpe é uma tentativa da burguesia, diante da crise, recuperar as taxas de lucros de suas empresas, aumentando a exploração sobre os trabalhadores, promovendo desemprego para diminuir sua folha de pagamento e se apropriando de recursos públicos. Segundo estimativa feita pelo economista Marcio Pochmann, somente em 2016, a burguesia brasileira se apropriou de R$ 260 bilhões que estavam destinados a políticas públicas. Outro objetivo do golpe é subordinar a economia brasileira a dos Estados Unidos. Fizeram isso em 1964 e quiseram repetir agora. Só não entenderam que o capitalismo está em crise e não virá para cá para investir, mas somente para aumentar os seus lucros.

GUILHERME SANTOS/SUL21Stédile 2
Para líder do MST, governo Temer está aprofundando cada vez mais as políticas antipovo

Hoje nós temos pelo menos quatro polos de poder político que se posicionam na luta de classes no Brasil. O primeiro é o poder econômico, representado pelo Henrique Meirelles no governo. As empresas que integram esse poder estão interessadas em recuperar a sua taxa de lucro. O segundo polo é formado pelos lumpens (degradados) da política que detém o poder político no Congresso, mas, objetivamente, não tem força na sociedade. São figuras como o Eliseu Padilha, o Romero Jucá e o próprio Temer. É o núcleo lumpen da burguesia que age em proveito próprio e não em proveito da classe.

O terceiro polo, o mais perigoso, é o núcleo ideológico, comandando pela Globo, pelo Dallagnol (coordenador da Força Tarefa Lava Jato), pela Procuradoria Geral da República e pelo Poder Judiciário. Esse núcleo está fazendo uma luta ideológica contra nós. Eles sabem que a crise do capitalismo é grave e precisam impedir que as ideias de esquerda avancem. Para isso, ficam repetindo o tempo todo que a esquerda é corrupta. Quem inventou a corrupção foi o Estado burguês. E o quarto núcleo, que não está se manifestando, mas ainda tem poder, é representado pelas Forças Armadas, que estão apavoradas com o que está acontecendo no Brasil.

Esse núcleo representado pelas Forças Armadas vem dando algum sinal mais objetivo dessa insatisfação?

Sim. Um deles foi a entrevista que o comandante do Exército, Eduardo Villas Boas, gaúcho de Cruz Alta, concedeu em fevereiro ao Valor, quando disse que o país está à deriva. A sociedade não entendeu a gravidade do que ele disse e a mídia não se interessou muito em repercutir. O governo golpista está aprofundando cada vez mais as políticas antipovo e, mesmo assim, não consegue tirar a economia da crise. O resultado disso é um governo cada vez mais antipopular e instável, o que pode dar em qualquer coisa.

Eu fiquei muito satisfeito com o balanço do que aconteceu nos dias 8 e 15 de março. Foi um termômetro. A classe trabalhadora começou a se mexer. Quem foi para as manifestações no dia 15 não foi mais a estudantada indignada, mas a classe trabalhadora, que tem uma capacidade de multiplicação muito grande. Ao querer mexer com a aposentadoria, eles avançaram muito na ousadia deles, pois essa questão afeta todas as famílias.

Há quem considere uma possível candidatura de Lula em 2018 como uma chave para a superação da crise atual. Como vê essa questão?

Desde o final do ano passado, estamos em campanha aberta para que Lula assuma o comando. Na atual conjuntura, creio que ele tem dois papeis fundamentais a cumprir. Primeiro, ele é o único líder popular que dialoga com as massas. Então, ele tem que ser o nosso porta-voz, percorrendo o Brasil e fazendo grandes atividades para debater com o povo essa crise e a saída para ela. Ao fazer isso, ele se tornará o candidato natural das esquerdas, podendo eventualmente fazer alianças com outros setores. Lula é o nosso principal representante para disputar as eleições e sua candidatura é fundamental para a correlação de forças. Sobre isso não há dúvida e acho que ele já se convenceu. Lula deve conduzir uma caravana nacional de denúncia do governo Temer.

Ficam ainda pendentes, como parte da conjuntura, dois outros elementos. O governo Temer tende a se atolar cada vez mais nos próprios erros e na corrupção. Se o povo for para a rua, creio que aquele quarto fator representado pelas Forças Armadas pode pressionar o governo para que haja uma renúncia, o que permitiria anteciparmos as eleições. Essa antecipação seria a situação ideal e necessária para devolvermos ao povo o direito de escolher seus representantes, já que os que estão aí não representam ninguém. Mas isso não depende da minha vontade, depende da correlação de forças. Na pior das hipóteses, devemos ter eleições em 2018, com Lula se candidatando.

Outro desafio que está posto nesta mesma conjuntura é que precisamos começar a debater um plano de emergência para tirar o país da crise. Precisamos dizer ao povo que isso que está aí não é resultado do desígnio divino, mas sim de uma armadilha que os capitalistas armaram contra o povo brasileiro, e que é possível sair da crise com políticas econômicas de distribuição de renda, a favor do mercado interno e do povo que é a melhor coisa que o Brasil tem.

Juntamente com esse debate sobre um projeto emergencial, teríamos alguns meses para ir debatendo com as forças organizadas um novo projeto de país. Com a derrota da Dilma, foi derrotada também aquela proposta do modelo neodesenvolvimentista e a proposta de um governo baseado na conciliação de classe, onde todos ganhavam. Essas duas estratégias foram derrotadas. Quando falamos, portanto, em construir um novo projeto de país isso significa também construir um novo modelo econômico e um novo formato de governo, mais popular, que encaminhe o Brasil para outro rumo.

Está em curso também um movimento para tentar impedir a candidatura de Lula em 2018. O tema de uma possível prisão de Lula ainda frequenta o noticiário. Na sua avaliação, essa ainda é uma ameaça real?

Essa era a vontade do time deles. Eles precisavam inviabilizar a candidatura do Lula, mas, como disse antes, eles têm as suas contradições. A situação é diferente daquela vivida no golpe de 64 ou no governo Fernando Henrique, quando a burguesia conseguiu construir uma unidade. Agora, eles estão divididos naqueles quatro polos que citei. Eles perderam muito tempo para inviabilizar a candidatura do Lula. Em março do ano passado, tentaram prendê-lo. Quem salvou Lula em Congonhas? O brigadeiro Rossatto, gaúcho de Caxias do Sul, para quem o ex-presidente da República continua carregando a simbologia de chefe das Forças Armadas. Ele não permitiu que a Polícia Federal levasse Lula para Curitiba. Foi algo civilizatório. O Brasil precisa ter regras e espero que os militares nos ajudem a respeitá-las.

Além disso, a Globo faz pesquisas semanais sobre a opinião do povo, não só para orientar as suas novelas, mas também para orientar as suas editorias. Nestas pesquisas, eles perguntam lá pelas tantas: e se prenderem o Lula? O povo tem reagido sistematicamente contra isso. Então, eles ficaram com medo. Mesmo o núcleo ideológico, que tem a Globo na mão, recuou e parou de pedir a prisão do Lula. Eles sabem que há uma grande parcela da população, que nem vota no Lula necessariamente, que não deixaria isso acontecer.

Um terceiro fator a ser considerado está relacionado ao tempo judicial. Os nossos advogados dizem que, considerando os ritos judiciais, eles já deveriam ter condenado o Lula já em primeira instância para dar o tempo necessário para o encaminhamento do recurso e do julgamento em segunda instância, de modo a cassar os seus direitos políticos em, digamos, agosto do ano que vem. Esse tempo já foi. A primeira audiência dele na Lava Jato será no dia 3 de maio. Vamos supor que, pela vontade deles, condenem Lula no final do ano, não há mais tempo hábil para uma condenação em segunda instância. Aí a vida deles começa a ficar complicada.

Felizmente, parece que o PT criou juízo e o Lula se convenceu de que é preciso começar a percorrer o país como candidato a presidente. Isso altera também a correlação de forças. Uma coisa é você acusá-lo de ser acionista da Friboi, o que é uma estupidez; outra, é tentar prender um candidato à presidência da República, o que seria outra burrice muito grande. Se houvesse essa tentativa, acho que o Lula deveria manter a candidatura e transformaríamos a campanha eleitoral numa verdadeira disputa de projetos.

“CAMPEÃO DE PEDIDOS DE INVESTIGAÇÃO, AÉCIO TEM ‘REDE FAMILIAR’ DE CORRUPÇÃO”, TEXTO DA HONRADA, INTELIGENTÍSSIMA E ENGAJADA JORNALISTA HELENA STHEPHANOWITZ, NA REDE BRASIL ATUAL

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Na semana passada, o presidente do PSDB e senador, Aécio Neves, pediu ao Tribunal Superior eleitoral (TSE) que seu nome fosse excluído do depoimento de Benedicto Barbosa, ex-presidente da Odebrecht, que acusava o senador de receber propina da construtora. Aécio, não teve o nome excluído, mas ganhou do ministro Herman Benjamin do TSE, uma tarja preta toda vez que tivesse o nome citado. Mas o senador não teve muito tempo para usufruir do mino. Mal a semana terminou, a imprensa vazou a “Lista do Janot“. Com os depoimentos de Marcelo Odebrecht e Henrique Valladares, ex-executivos da Odebrecht, na Procuradoria-Geral da República, divulgada neste domingo, Aécio se tornou o campeão de pedidos de investigações para o Supremo Tribunal Federal (STF) na lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

A Odebrecht acusa o senador Aécio Neves de acertar um “repasse” – palavra escolhida pela mídia tradicional para usar no lugar de “propina”, quando se trata de denúncias contra o PT – de R$ 50 milhões após a construtora, juntamente com a Andrade Gutierrez, vencer o leilão para a construção da hidrelétrica Santo Antônio, em Rondônia, em dezembro de 2007. Outras delações complementaram as informações: a Odebrecht se comprometeu a depositar R$ 30 milhões para o senador tucano, enquanto a Andrade Gutierrez faria o “repasse” dos R$ 20 milhões restantes.

Na época, Aécio exercia seu segundo mandato como governador de Minas e tinha sob seu comando uma das empresas que integravam o consórcio que ganhou a disputa, a Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais). Aécio tinha, ainda, influência sobre o principal investidor da usina, a empresa Furnas (Furnas é a principal acionista da Santo Antônio Energia, com 39% do capital).

O segundo depoimento devastador para o senador tucano, vazado nesse domingo é de Henrique Valladares, ex-executivo da Odebrecht, que revelou que Aécio recebeu milhões de dólares em propina numa conta secreta em Cingapura em nome de um amigo. Ele afirma que Aécio mantinha esquema com Dimas Toledo, ex-dirigente de Furnas. O pagamento em Cingapura foi vinculado a benefícios obtidos pela empreiteira em Furnas, diretamente a investimentos no Rio Madeira.

De acordo com depoimentos de executivos, Aécio também é acusado de receber propina pelas obras da Cidade Administrativa, sede do governo de Minas Gerais.

Se por um lado o senador tucano está enroladíssimo com as acusações de ex-executivos de construtoras, a família do tucano só não virou o centro de escândalos nas páginas dos jornais por que a imprensa abafou o caso

Durante a Operação Eficiência no início desse mês, a Polícia Federal encontrou uma planilha na residência do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB), com nomes, e quantias que cada um teria recebido no esquema de corrupção em que é apontado como chefe durante seu governo. Cabral foi preso no ano passado pela Operação Calicute, que investigava desvio de recursos públicos federais em obras realizadas pelo governo do estado do Rio de Janeiro. As operações Eficiência e Calicute resultaram em dois pedidos de prisão contra o ex-governador Sérgio Cabral.

Dois nomes citados no documento foram blindados e ocultados na imprensa, que usam e abusam nas manchetes de expressões como “amigo de Lula”, “filho do Lula”, “parente de Lula”, “aliado de Lula’, numa tentativa de associar o ex-presidente a denúncias de corrupção.

Pois mais uma vez a mídia tradicional não fez a mínima questão de informar que entre os destinatários de pagamentos listados estão a ex-sogra e a ex-cunhada de Sérgio Cabral. A primeira é Angela Neves Cunha, irmã do presidente do PSDB. A segunda é sobrinha de Aécio, Nina Neves.

De acordo com a Polícia Federal, as duas foram beneficiadas com R$ 37,5 mil mensais cada uma. Os pagamentos teriam ocorrido entre agosto de 2014 e fevereiro de 2015″, indica a planilha em poder da Polícia Federal

Em janeiro passado, início da Operação Eficiência, a ex-mulher de Cabral, Susana Neves Cabral, neta de Tancredo Neves, prima do vice-governador do Rio, Francisco Dornelles (PP), e do senador Aécio Neves, foi conduzida coercitivamente para prestar depoimento na Polícia Federal e Ministério Público Federal do Rio.

Susana, que está sendo acusada de lavagem de dinheiro e corrupção passiva, contou que recebia de R$ 5 mil a R$ 20 mil por mês do ex-marido como uma “pensão informal”. Mas nas planilhas obtidas pelo MPF sobre os gastos de Cabral, há registros que entre 2014 e 2016, Suzana teria recebido R$ 883 mil em propina.

Para justificar o valor, Susana disse que trabalha como assessora do deputado Jorge Picciani, presidente da Alerj e presidente do PMDB no Rio. Segundo a Polícia Federal, o valor pago pode ser muito maior, como vem mostrando as investigações, já que só uma parte da planilha foi analisada.

Na decisão que autorizou a condução coercitiva, o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal do Rio, afirmou que Susana é pessoa “direta e constantemente beneficiada com vultosas transferências de valores, ao que parece obtidos pela atuação ilícita da Organização Criminosa descrita”, descreve o magistrado.

Como chamar a rede familiar montada pelos Neves para o recebimento de “repasses”? Seria nepotismo de corrupção?

HOJE TODO MUNDO É A FAVOR, MAS A TRANSPOSIÇÃO CUSTOU MUITA BRIGA

Ao lado de Dilma Rousseff e do governador da Paraíba, Lula visita o canal da transposição do São Francisco em Monteiro (PB).

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou neste domingo (19) o canal da transposição do rio São Francisco na cidade de Monteiro, na Paraíba. Ao lado do governador paraibano Ricardo Coutinho e da presidenta legitimamente eleita Dilma Rousseff, ele participou da Inauguração Popular da Transposição, no centro da cidade de Monteiro. Ele e Dilma Rousseff foram agraciados com a medalha Epitácio Pessoa, a mais alta honraria da assembleia paraibana.

“Reconheço muito os esforços da companheira Dilma Rousseff e dos governadores Ricardo Coutinho e Ciro Gomes. Porque hoje todo mundo é a favor, mas aconteceu com a transposição igual ao que aconteceu com o Bolsa Família. Quando começamos, não faltava especialista na Globo pra falar que era melhor usar esse dinheiro fazer estrada, que era melhor gastar com outra coisa. ‘Vou fazer estrada no dia em que o povo comer cimento’, eu respondia”.

A presidenta Dilma Rousseff e o governador Ricardo Coutinho estiveram no palanque e elogiaram a coragem que Lula teve ao tirar esse projeto do papel. “É verdade que D. Pedro II disse que daria a última joia da coroa para quem conseguisse fazer a transposição. Não deu a última, nem a primeira, porque nunca saiu”, disse Lula. “Nunca saiu por quê? Porque tem estados doadores e receptores. Tinha presidente que vinha aqui no Cariri e dizia que ia fazer. Só que o mesmo presidente ia na Bahia, onde o então governador ACM era contra, e ele então dizia que também era contra”.

Foi preciso muita briga e coragem para tirar a obra do papel. “E eu não topei isso porque sou bonzinho, mas porque com sete anos de idade eu já carregava balde de água na cabeça, andando pra cima e pra baixo com a barriga cheia de esquistossomose”. No dia 13 de dezembro de 1952, eu tinha sete anos,  minha mãe colocou os filhos debaixo do braço e foi pra São Paulo porque não queria ver filho nenhum morrer de fome ou de sede”.

O ex-presidente não escondeu seu orgulho em ter mudado essa realidade. Hoje, existe até uma universidade federal no semi-árido. Além da transposição, Lula e Dilma entregaram mais de 1,2 milhão de cisternas, que já garantiam abastecimento digno para 4,5 milhões de sertanejos. Foi um conjunto de programas que, aliado ao emprego e à alta dos salários, mudaram a face do Nordeste, como lembrou o governador Ricardo Coutinho em sua fala.

Lula lembrou ao governador paraibano que a obra não está terminada: “O Ricardo Coutinho sabe que ele tem que continuar brigando por essa transposição. Porque a água está aqui, agora precisa levar essa água para a adutora, tratá-la e colocar na torneira do povo. Porque não pode deixar que meia dúzia de grandes fazendeiros terminem com a água. A transposição tem compromisso com 290 comunidades e pequenos produtores”.

Conselho
Ao lado de Dilma Rousseff, Lula voltou a falar que o golpe parlamentar foi um golpe não contra uma presidenta ou um partido, mas contra o povo, contra os direitos do povo. “Esse governo que está aí não tem noção do que representa a aposentadoria rural para uma família. Se eles quiserem consertar a previdência, que dêem emprego e aumento de salário para o povo que eles fazem o país voltar a crescer. Se eles não sabem fazer, que aceitem um conselho de quem sabe”.

Desejo
“Eu sempre tive uma vontade danada de ter um diploma universitário. Eu queria ser economista. Arrumei um vice que também não tinha diploma. E formamos o governo que mais fez universidade e que mais colocou alunos em cursos universidades neste país”.

Não ataquem o povo para me atingir
“Eu sou um homem que não tem ressentimento. A gente não tem que guardar ódio. Vocês sabem o que eles querem fazer comigo. Fiquem tranquilos porque aprendi a andar de cabeça erguida. Duvido que achem um real fora do lugar em conta minha. Mas eu tenho um recado: Não prejudiquem o outras pessoas tentando me prejudicar. O povo não merece essa safadeza que está sendo feita”.

Para baixar fotos em alta resolução, visite o álbum: https://goo.gl/photos/pTruoNvYj9SSTjgC7

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Vídeo da fala de Lula:

“ESCÂNDALO” DA CARNE FRACA, CARNE PODRE NÃO É MAIS UM GOLPE CONTRA NOSSO PAÍS, CONTRA A INDÚSTRIA AGRO-PASTORIL?

Terminada a festa democrática em Monteiro, na Paraíba e navegando por diversos sites nos propomos  alguns questionamentos sobre o novo escândalo desvendado pela Polícia Federal que já era investigado por mais de dois anos e que veio a público recentemente e nos dá caminho para sustentar que há no Brasil um roteiro para acabar com nossas riquezas de uma maneira que está ficando inaceitável.

Já fatiaram, venderam, entregaram o pré-sal. Venderam a concessão de vários aeroportos para empresas estrangeiras, acabaram com a Engenharia brasileira, as grandes empreiteiras estão todas quebradas, aprovaram a PEC da morte e agora caminham para aprovar a deforma da previdência social, da CLT e consequentemente colocando em prática o novo projeto que é a terceirização.

O escândalo da carne fraca, da carne podre é o mais recente golpe. Somos críticos do agronegócio, não concordamos com a política, genética e inovações dos produtos transgênicos. Eles são cancerígenos. Neste momento, tomar cerveja com produtos não maltados nos tem levado a abstinência e propagadores que somos do cinema documentário, o “Veneno está na mesa”, contribuímos para produção de novos saberes degustativos.

Por que, passado dois anos o MP e a PF só agora divulgam que o brasileiro está consumindo carne podre e carne com papelão?

Carne com papelão? Está se divulgando agora que essa expressão foi usada fora do contexto. Isso faz parte do plano funesto de prejudicar o setor?

O Brasil hoje é o terceiro maior produtor de carne e frango e desponta também como um dos maiores concorrentes do Estados Unidos.

Algum brasileiro, nestes dois anos comprou carne de boi ou outro tipo podre? Alguém comprou carne de frango com papelão?

Não se tem notícia.

A PF encontrou problemas em 21 unidades num total de quase cinco mil empresas. Há suspeita de crimes com 33 funcionários. São aproximadamente 11 mil lotados no Ministério da Agricultura.

Como diz, Miguel do Rosário do Cafezinho: “ninguém é santo e não se deve pôr a mão no fogo por ninguém. Mas houve sensacionalismo irresponsável sim. A PF de Curitiba, notoriamente, queria dar “outro susto” no governo.

Em virtude da personalidade do delegado responsável pela operação, que já conhecemos da Lava Jato, não seria nenhuma surpresa se essa violência toda foi motivada pela obsessão política para pegar Lula. Há anos que circulava a mentira, na internet, de que o filho de Lula seria um dos proprietários ocultos da Friboi. É possível que o delegado tenha suspeitado de que havia alguma veracidade nesse boato.”

O articulista Miguel do Rosário fala em dar susto no governo. Que governo? Golpista não é governo. E há contato do dublê de ministro da injustiça, Serraglio, com pessoas ligadas a frigoríficos. Se os telefonemas existiram, o dublê tem que ser investigado.

Segundo estatísticas atualizadas e compilados com exclusividade pelo Cafezinho, Rosário aponta:

“São três tabelas. A primeira mostra o ranking mundial de produção, exportação e consumo doméstico de carne. Note que o Brasil é líder nos três itens. É grande produtor, grande exportador e grande consumidor.

Com isso, o Brasil é, naturalmente, alvo da cobiça internacional pelos três motivos. Os nossos concorrentes querem reduzir a nossa exportação, para diminuir o nosso market share e aumentar o deles. Querem tomar conta da nossa produção, adquirindo nossas empresas. E querem dominar o nosso mercado interno, um dos maiores do mundo.

Não estamos falando, portanto, apenas da nossa exportação de carnes, que gerou $ 14 bilhões de dólares em 2016, ou mais de 42 bilhões de reais, mas também de um dos maiores mercados do mundo, que movimenta centenas de bilhões de reais.”

O articulista do Cafezinho mostra que desde 2002 cresceram as exportações chegando a 344%.”

Constatamos então, que há por trás de tudo isso, interesses do capital predador internacional para atingir em cheio nossa cadeia produtora de alimentos impondo ao país mais um prejuízo que vai provocar desemprego, falta de salário e consequentemente muita FOME. Fome, para quem matava a fome de muita gente.

 

NÃO É SÓ TRANSPOSIÇÃO: CISTERNAS GARANTEM ÁGUA A 4,5 MILHÕES DE SERTANEJOS

Do site Lula.com.br

A instalação de 1,2 milhão de cisternas para consumo humano, pelos governos de Lula e Dilma Rousseff, garantiu água durante a maior seca das últimas décadas no Nordeste. Esta é uma das principais conquistas sociais que ajudaram a melhorar a vida de 4,5 milhões de nordestinos e faz parte de um conjunto de políticas públicas dos últimos 13 anos que permitiram a permanência dos sertanejos no Semiárido. 

A concentração de riquezas, indústrias e investimentos no Sudeste provocou, durante décadas, uma migração interna que esvaziou terras no Nordeste e superpovoou as periferias no eixo Rio-São Paulo. Por causa das políticas de crescimento dos governos Lula e Dilma, hoje nem mesmo com a seca os nordestinos precisam tentar uma vida melhor longe de casa.

É verdade que a seca é um importante problema climático, mas que agora tem seu impacto social reduzido. Pela primeira vez, não se vê migração em massa para o Sudeste e tampouco situações de saques a mercadinhos e feiras e invasões a cidades, tão comuns no passado. 

“O acerto da política foi o conceito de conviver com o semiárido. Não dá para combater a seca, seria como combater a neve. E não tem uma saída mágica. São várias soluções juntas, que se somam. A grande obra do São Francisco que complementa a grande obra que foi construir 1 milhão e duzentas mil cisternas de água para beber, numa área que equivale a 4 vezes a ilha do Reino Unido”, afirma Tereza Campello, ex-ministra do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. 
 
Segundo ela, a cisterna é uma invenção do sertanejo, que a Articulação do Semiárido, a ASA, transformou em projeto e os governos Lula e Dilma transformaram em política pública. “Com as cisternas, 4,5 milhões de pessoas passam a ter água para beber. Água democrática, que cai da chuva e é armazenada na cisterna”, diz Teresa. 

As cisternas amenizaram a seca e tiraram um peso da cabeça das mulheres. Por isso, são elas e as crianças as mais beneficiadas. “Em média, uma mulher andava 1,5 horas por dia para buscar água. Imagina, andar uma hora e meia no sol e voltar carregando água na cabeça? Nós não conseguimos imaginar. Todo dia”, enfatiza Tereza. 

“Uma vez, uma agricultora me contava que levantava às 3 da manhã e ia no escuro para chegar antes do bichos. É como se ela fosse o primeiro bicho a chegar e beber a água antes dela estar mexida, ficar barrenta e suja. Outra contou: agora eu sei como é o gosto do café, antes eu fervia água salobra. Essas histórias vão se somar às novas, do sertão da Paraíba com aquele mundão d’água do velho Chico chegando. Estamos mudando a paisagem do semiárido”, comemora. 

Para saber mais sobre as conquistas sociais que ajudaram a transformar o Nordeste, acesse o site do Brasil da Mudança


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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SAPATEIRO CÂNDIDO (Calçada da Comendador Clementino, próximo ao Grupo Escolar Ribeiro da Cunha).

A Confluência das Torcidas!
CHURRASQUINHO DO LUÍS TUCUNARÉ (Japurá, entre a Silva Ramos e a Comendador Clementino).

Só o Peixe Sabe se é Novo e do Rio que Saiu. Confira esta voz na...
BARRACA DO LEGUELÉ (na Feira móvel da Prefeitura)

Preocupado com o desempenho, a memória e a inteligência? Tu és? Toma o guaraná que não é lenda. O natural de Maués!
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